Bolsonaro assina MP que cria pensão vitalícia para crianças com microcefalia decorrentes do Zika

O presidente Bolsonado segura criança durante solenidade que garante pensão vitalícia para vítimas de microcefalia decorrente do vírus da zika Foto: Marcos Correa / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro assinou nessa quarta-feira uma Medida Provisória (MP) que institui a pensão especial vitalícia para crianças com microcefalia decorrente do vírus Zika , nascidas entre 2015 e 2018. O valor é de um salário mínimo.

Atualmente, 3.112 crianças com microcefalia recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), mas a cada dois anos precisa ser renovado para seguir sendo atendido. Além disso, o benefício é limitado a famílias com 1/4 de salário mínimo por integrante. Com a MP assinada nesta tarde, o pagamento passa a ser permanente e este limite de renda deixa de exigir.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro participou do evento. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, atribuiu a ela o ato do presidente. Terra disse que a medida dá segurança às famílias e melhora a condição de vidas das vítimas do Zika Vírus, uma vez que os pais poderão aumentar a renda.

— Onde ela (Michelle) bota a mão, o presidente ouve — disse o ministro.

As famílias deverão requerer a pensão especial no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Elas, porém, deverão abrir mão do BPC. A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser votada em até 120 dias pelo Congresso.

Em seu discurso, Bolsonaro fez um apelo para que senadores e deputados não alterem o texto. Sem entrar em detalhes, o preisidente pediu que os parlamentares não façam “demagogia” para que ele não incorra em crime de responsabilidade. Auxiliares afirmaram que o temor é que o Congresso possam querem estender a pensão especial para outros casos.

— Peço aos deputados e senadores que não alteram essa MP, não façam demagogia, já que não tiveram competência ou caráter em governos anteriores. Caso contrário, serei obrigado a vetar essa medida porque eu não posso incorrer em crime de responsabilidade e me submeter sim a um processo de impeachment — pontuou.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. mito disse:

    Eita, agora vai ter criatório do mosquito da Zika, com picadas abaixo do preço para as grávidas.

  2. Jailson Dias disse:

    Não me considero de "esquerda" nem de " direita". Voto no que considero melhor para o país. Desse modo, crítico quando é cabível, mas também elogio quando a conduta é nobre.
    Essa atitude é digna de louvor!!!

  3. Cigano Lulu disse:

    Bolsonaro é humano, a seu jeito; eu também sou humano, do meu jeito. Só bato na bundinha da minha égua Adelaide porque ela me implora chorando, e aí eu não resisto.

Bactéria pode ter agravado surto de microcefalia no Brasil

Foto: Thinkstock

Estudo realizado por brasileiros indica que o vírus da zika pode não ter sido o único causador dos severos casos de microcefalia no País partir de 2015. Cientistas demonstraram que más-formações congênitas, observadas sobretudo no Nordeste, podem ter sido agravadas por bactéria presente na água.

A pesquisa, realizada pelo Instituto D’Or (IDOR), Fiocruz e pelas Universidades Federais do Rio de Janeiro e Rural de Pernambuco (UFRJ e UFRPE), demonstrou que a saxitoxina (STX), toxina liberada por bactéria encontrada em reservatórios de água é capaz de acelerar a morte de células neuronais também expostas à infecção pelo zika. O fenômeno foi observado pelos pesquisadores em experimentos realizados em camundongas grávidas e em minicérebros humanos. Em ambos os casos, a presença de STX associada ao zika acelerou em mais de duas vezes a destruição de células do cérebro.

Na mesma pesquisa, os cientistas também descobriram que a prevalência da cianobactéria Raphidiopsis raciborskii e da toxina produzida por ela era significativamente maior nos reservatórios de água do Nordeste do que em outras regiões. O achado ajudaria a explicar por que Estados nordestinos foram os mais afetados. Do total de casos de síndrome congênita de zika no País, de 2015 a 2018, 63% foram no Nordeste.

Um dos financiadores do estudo, o Ministério da Saúde afirmou que ainda não se pode dizer que a relação entre toxina, zika e microcefalia observada nos camundongos tenha efeito em humanos, mas destacou que “os achados científicos são importantes para a próxima fase do estudo, que irá avaliar essa correlação com a água”.

Estadão

Sesap realiza mutirões para diagnóstico de casos de microcefalia no RN

Com o objetivo de acelerar o diagnóstico dos casos notificados como microcefalia no RN, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Coordenadoria de Promoção à Saúde, realizará sete mutirões formados por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e demais áreas afins. O primeiro mutirão está programado para esta quinta-feira (1º), das 7h30 às 14h, na Clínica Prof. Heitor Carrilho/Centro Especializado em Reabilitação – CER II, localizado na R. Desportista Jeremias Pinheiro da Câmara Filho, 02, Ponta Negra, Natal/RN.

Esse mutirão será direcionado à região metropolitana (Extremoz, Natal, Macaíba, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante) e os seguintes contemplarão as demais regiões de saúde do estado. “O objetivo é que todas as crianças notificadas e ainda com diagnóstico em processo de investigação/inconclusivo ou provável, sejam reavaliadas e assim tenham um diagnóstico definitivo e um laudo médico circunstanciado acerca da sua condição de saúde, de modo a oferecer uma atenção integral e continuada do cuidado em saúde e na assistência social, adequada às necessidades de cada criança e sua família”, informou a responsável técnica do Grupo Auxiliar de Saúde da Criança e do Adolescente da Sesap, Antônia Célia Melo.

A realização dos mutirões faz parte do plano estadual apresentado e aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite – CIB, com a finalidade de fortalecer as ações de cuidado junto às crianças suspeitas ou confirmadas para Síndrome Congênita associada à infecção pelo vírus Zika e outras síndromes causadas por sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes vírus, em conformidade com a portaria do Ministério da Saúde nº 3.502, de 17/12/2017.

Sesap divulga novo boletim da microcefalia no RN

O mais recente Boletim Epidemiológico do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) traz a notificação de apenas um caso de microcefalia ou alteração do sistema nervoso central em relação ao boletim anterior.

As informações incluem os dados inseridos no sistema até o dia 2 de maio e a novidade, com relação boletim passado, emitido em fevereiro, é o acréscimo de dois casos às estatísticas gerais da secretaria, sendo que um deles é relativo a um bebê nascido no ano de 2016, e outro a um nascido em 2017.

O documento atualiza as informações sobre a situação epidemiológica da microcefalia e outras malformações no Rio Grande do Norte, segundo as definições vigentes no “Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia”.

Se considerarmos os dados desde 2015, o Rio Grande do Norte está com 144 casos confirmados, 238 descartados e 106 em investigação.

Sesap divulga boletim da microcefalia; casos confirmados em 47 cidades, com maior número em Natal, Mossoró e Parnamirim

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), divulgou nesta quinta-feira (9) o boletim com a atualização da situação epidemiológica da microcefalia, com dados coletados até 05 de fevereiro.

Os casos notificados estão distribuídos em 91 municípios do Rio Grande do Norte. Do total de 486 casos suspeitos, 108 estão sob investigação, 142 foram confirmados e 236 foram descartados. Os casos confirmados estão distribuídos em 47 municípios do Estado. Os municípios com maior número de casos confirmados são: Natal (40), Mossoró (14) e Parnamirim (9).

Dos 486 casos suspeitos de microcefalia e/ou outras malformações relacionadas às infecções congênitas, 335 são de nascimentos ocorridos em 2015, 140 são de nascimentos ocorridos em 2016 e quatro foram de nascimentos ocorridos em 2014 e os demais estão entre os abortos e pré-natal.

Do total de casos notificados, 8,3% (38/485) evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto). Segundo a classificação, 29% (11/38) permanecem em investigação e 60% (23/38) foram confirmados e 11% (4/38) foram descartados.

RN notifica 478 casos de microcefalia em 91 municípios

O mais novo boletim divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) aponta para a notificação de 478 casos de microcefalia, suspeitos de estarem relacionados às infecções congênitas. Em relação ao boletim anterior houve um aumento de 5 casos. Os números são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica (SE) número 44, encerrada no dia 5 deste mês.

Os casos notificados estão distribuídos em 91 municípios do estado. Do total, 135 estão sob investigação, 141 foram confirmados e 202 foram descartados. Os casos confirmados estão distribuídos em 47 municípios do Estado. Os municípios com maior número de casos confirmados são Natal (40), Mossoró (14), Macaíba e Ceará-Mirim (7).

RN tem 435 casos suspeitos de microcefalia

O mais recente boletim divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) revela a notificação de 435 casos de microcefalia, relacionados a infecções congênitas, distribuídos em 85 municípios do Rio Grande do Norte. Do total de notificações, 113 foram confirmados, 256 estão sob investigação e 63 foram descartados. Em relação à semana epidemiológica anterior houve aumento de 1 caso suspeito e o número de confirmados não foi alterado.

Entre os casos notificados, 323 são de nascimentos ocorridos em 2015, 98 são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica nº 24, terminada em 17/06/2016, quatro foram de nascimentos ocorridos em 2014 e os demais estão entre os abortos e pré-natal. Os três municípios com mais casos confirmados são: Natal (31), Parnamirim (8) e Ceará-Mirim (7).

Do total de casos notificados, 4,1% (18/435) evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto). Segundo a classificação, 33% permanecem em investigação e 67% foram investigados e confirmados. Dos óbitos confirmados, 7 apresentaram resultado de exame de imagem com presença de alterações típicas indicativas de infecção congênita, e 5 foram confirmados por critério clínico-laboratorial – com identificação do vírus zika a partir de amostras provenientes de dois casos de abortamento e dois recém-nascidos.

RN registra 414 casos suspeitos de microcefalia

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), divulgou o novo boletim com as informações atualizadas sobre a situação epidemiológica da microcefalia e outras malformações no Rio Grande do Norte.

Foram notificados 414 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas. Desses, 314 são de nascimentos ocorridos em 2015, 86 são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica nº 14, encerrada em 09/04 (quatro foram de 2014 e os demais foram abortos e pré-natal). Os casos notificados estão distribuídos em 81 municípios do estado.

Do total, 295 estão sob investigação, 85 foram confirmados e 34 foram descartados (descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos).

Dos casos notificados, 3,7% evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto), o que corresponde a 15 óbitos, sendo 9 confirmados e 6 ainda em investigação.  Dos 9 óbitos confirmados, 5 apresentaram resultado de exame de imagem com presença de alterações típicas indicativas de infecção congênita, e 4 foram confirmados por critério clínico-laboratorial com identificação do vírus Zika.

O Ministério da Saúde orienta as gestantes a adotar medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição aos mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

RN tem 409 casos suspeitos de microcefalia

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), divulgou o novo boletim com as informações atualizadas sobre a situação epidemiológica da microcefalia e outras malformações no Rio Grande do Norte.

Foram notificados 409 casos suspeitos de microcefalia relacionados às infecções congênitas. Desses, 311 são de nascimentos ocorridos em 2015, 86 são de nascimentos ocorridos até a semana epidemiológica nº 13, encerrada em 02/04 (três foram de 2014 e os demais foram abortos e pré-natal). Os casos notificados estão distribuídos em 80 municípios do estado.

Do total, 291 estão sob investigação, 83 foram confirmados e 35 foram descartados (descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos).

Dos casos notificados, 3,7% evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto), o que corresponde a 15 óbitos, sendo 9 confirmados e 6 ainda em investigação. Dos 9 óbitos confirmados, seis apresentaram resultado de exame de imagem com presença de alterações típicas indicativas de infecção congênita, e quatro foram confirmados por critério clínico-laboratorial com identificação do vírus Zika.

O Ministério da Saúde orienta as gestantes a adotar medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Audiência discute combate ao zika e assistência a bebês com microcefalia

unnamed (2)Os riscos do zika vírus e o combate ao mosquito Aedes Aegypit foram temas de discussão na tarde desta segunda-feira (14), na Assembleia Legislativa. Por iniciativa do deputado Carlos Augusto Maia (PT do B), o Legislativo reuniu parlamentares e representantes do Poder Público para tratar sobre o problema no Rio Grande do Norte. Para os participantes, é necessária a conscientização da população sobre os riscos, ações diretas por parte dos potiguares e um trabalho para se acabar com a
subnotifcação de casos.

De acordo com a coordenadora de Promoção à Saúde da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, Cláudia Frederico, o estado já tem 373 casos de microcefalia com suspeita de associação ao zika vírus, transmitido através do Aedes Aegypit. O trabalho de monitoramento tanto sobre os focos de Aedes quanto dos casos de microcefalia, de acordo com ela, dependem da interação do estado com os municípios, mas os dados ainda não são repassados de maneira satisfatória.

“Há um problema sério de subnotificações e buscamos os dados com os gestores nos municípios diuturnamente. Para se fazer a saúde, a parte administrativa e de gestão é fundamental. Sem informação, sem dados, é difícil se trabalhar”, reclamou Cláudia Frederico.

Para minimizar os casos de subnotificações, a maternidade Januário Cicco busca o cruzamento de dados com outros hospitais universitários do país. Na área tecnológica, aplicativos para telefones celulares e tablets também são usados como meio para interação e monitoramento junto à população. Com os dados, é possível. inclusive, faze o planejamento para melhoria dos atendimentos de mulheres que têm o risco de darem à luz crianças com microcefalia.

“Fazemos o monitoramento porque é uma forma também de direcionarmos melhor nossas ações em prol da vida e saúde dessas mulheres e desses bebês”, explicou o diretor da Januário Cicco, Kleber Morais.

Além dos problemas de monitoramento, os investimentos na área de Saúde também foram alvos da discussão. O deputado Ricardo Motta (PSB) cobrou a ampliação dos atendimentos com a construção de um hospital voltado para a mulher em Natal, que atenderia todo o Rio Grande do Norte. O pedido, de acordo com o parlamentar, foi encaminhado ao governador Robinson Faria (PSD) e ao secretário de Saúde, Ricardo Lagreca. Por outro lado, os recursos federais voltados à área foram foco do Ministério Público.

A promotora Iara Pinheiro solicitou que o deputado Rafael Motta (PSB), que estava presente à reunião, trabalhasse junto à bancada potiguar e demais deputados do país para evitar que um veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias resultasse no contingenciamento de R$ 11 bilhões para a área de Saúde. Segundo ela, é necessário o trabalho para que o veto seja derrubado e outros recursos voltados à prevenção de casos de zika sejam liberados.

“A Câmara Federal deve derrubar esse veto. É um direito e uma obrigação. E também deve se apropriar da questão (prevenção ao zika) e cobrar do Ministério de Desenvolvimento Social a compra de repelentes às mulheres grávidas que são beneficiadas pelo Bolsa Família. Há R$ 300 milhões para este fim e não vemos essa distribuição”, cobrou a promotora.

Em resposta ao pedido da promotora, o deputado Rafael Motta garantiu que é importante que ocorra a conscientização da população e que o Governo Federal atue no combate ao mosquito transmissor, assim como na ajuda à prevenção de contaminação por parte das gestantes.

“Promotora, com toda certeza, votaremos pela derrubada deste veto. Em um momento como esse não podemos contigenciar recursos para a área de Saúde”, disse o deputado.

Propositor da audiência, Carlos Augusto Maia (PT do B) comemorou o nível do debate travado na Casa, que também contou com a participação de profissionais que atuam na área de saúde da sociedade civil organizada. Para o parlamentar, ainda há muito o que se discutir sobre essa questão e é imperativo que a população e também os municípios tomem consciência para contribuir com o combate ao mosquito.

“Ainda há muito desconhecimento, falta de informações e queremos usar nosso mandato aqui na Assembleia no sentido de disseminar informações corretas sobre o zika vírus e a microcefalia, além de propor políticas públicas para a reabilitação das crianças vítimas da microcefalia. Queremos engajar os diversos segmentos da sociedade e minimizar os impactos desse vírus na Saúde pública do Rio Grande do Norte, que está preocupado com a situação. Precisamos unir forças e estreitar os laços para conseguir os objetivos”, disse o deputado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vasconcelos disse:

    Façam um teste: entrem em contato com qualquer endereço eletrônico ou telefone indicado pelo governo, para denúncia de áreas de risco. Eu tentei e… nada! Parece piada. Essas reuniões só servem para divulgação na mídia. Na prática, não está sendo feito nada de efetivo.

Sesap vai ampliar serviços de habilitação para atender crianças com microcefalia

Na reunião técnica entre os representantes do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), uma das definições é a prioridade à ampliação da rede de serviços de habilitação e reabilitação física para as crianças com microcefalia.

A coordenadora do Departamento de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, Vera Mendes, afirmou que o MS irá ampliar este serviço para que todas as regiões do Estado sejam atendidas. “Há uma determinação da presidente Dilma Roussef no sentido de garantir que todas as regiões tenham referências qualificadas para as mães e suas crianças”, afirmou.

Segundo a coordenadora do MS, após um mapeamento das unidades aptas a prestar esse serviço, será avaliada a necessidade de sua ampliação, tanto da rede própria e inclusive, se for o caso, firmando convênios com instituições filantrópicas.

O documento com as Diretrizes de Estimulação Precoce das crianças de 0 a 3 anos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor decorrente de microcefalia foi lançado pelo ministério em janeiro deste ano. São orientações direcionadas aos profissionais das equipes da Atenção Básica e Atenção Especializada para a estimulação precoce.

Na avaliação do diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do MS, Maurício Viana, tanto o RN como o município de Natal estão senhores da situação por deterem um bom nível de informação acerca do problema. “O Estado e o município sabem exatamente o que está se passando com relação à microcefalia e sua estrutura e ambos tem um plano de enfrentamento bastante consistente. Lógico que todo sistema sofre com algumas fragilidades relacionadas à falta de certos insumos, mas levantamos a situação e a partir de agora é construir um plano para alinhar as expectativas nas esferas federal, local e estadual”, afirmou.

Microcefalia: Entre o discurso de Dilma e a dura realidade

CadV025W8AAHE_SFoto: Felipe Dana / AP

Faremos tudo para proteger mães e futuras mamães do zika”, garantiu a presidente Dilma Rousseff em pronunciamento na TV, na noite de quarta-feira. Segundo ela, o governo fará “absolutamente tudo” para apoiar as crianças com microcefalia e suas famílias. Mas a realidade que as gestantes, com ou sem zika, encontram no Brasil é diferente. Reflete-se, por exemplo, no sofrimento de mães do sertão nordestino, que percorrem centenas de quilômetros em busca de assistência.

São histórias como as das jovens mães de bebês microcéfalos atendidas no Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto, em Campina Grande, na Paraíba. Grávidas, elas viajam 200, 300 quilômetros em condições precárias. Muitas vezes, de carona. Procuram o serviço da equipe de Adriana Melo, a médica cujo grupo de pesquisa foi o primeiro a identificar o vírus no líquido amniótico de fetos microcéfalos e a relatar a ocorrência de outras malformações em bebês cujas mães tiveram zika.

— O que o Ministério da Saúde está fazendo de concreto por essas crianças agora? Ainda não vi. Pernambuco montou um centro de atendimento. E temos recebido muita ajuda da prefeitura de Campina Grande. Mas somos um município pobre e recebemos pacientes de todo o estado — reclamou Adriana, recentemente, em entrevista.

A médica não sabe mais o que dizer e como atender a todas as mães que a procuram, e que sequer entendem a gravidade do problema dos filhos.

— São meninas ainda, em sua maioria — lamentou a médica.

Como outros especialistas, Adriana Melo ressalta que o Brasil não tem estrutura para dar assistência a crianças microcéfalas e suas famílias. O drama dessas mães já é imenso em cidades maiores, como Recife, mas se multiplicam no sertão, onde não há assistência. É tragédia sem paralelo na história da Saúde Pública do país.

Segundo Adriana, muitos bebês com microcefalia vão sobreviver:

— Mas em que condições? Não sabemos. Imagine atravessar 200 quilômetros sertão adentro para trazer todos os dias uma criança que precisa de atendimento altamente especializado.

O Globo

“Existo porque minha mãe não optou pelo aborto”, diz jornalista com microcefalia

jornalista microcefaliaAna Carolina Cáceres, moradora de Campo Grande (MS), desafiou todos os limites da microcefalia previstos por médicos. Eles esperavam que ela não sobrevivesse. Hoje, Ana tem 24 anos. Neste depoimento, ela defende uma discussão informada sobre o aborto.

“Quando li a reportagem sobre a ação que pede a liberação do aborto em caso de microcefalia no Supremo Tribunal Federal (STF), levei para o lado pessoal. Me senti ofendida. Me senti atacada.
No dia em que nasci, o médico falou que eu não teria nenhuma chance de sobreviver. Tenho microcefalia, meu crânio é menor que a média. O doutor falou: ‘ela não vai andar, não vai falar e, com o tempo, entrará em um estado vegetativo até morrer’.

Ele –como muita gente hoje– estava errado. Meu pai conta que comecei a andar de repente. Com um aninho, vi um cachorro passando e levantei para ir atrás dele. Cresci, fui à escola, me formei e entrei na universidade. Hoje eu sou jornalista e escrevo em um blog.

Escolhi este curso para dar voz a pessoas que, como eu, não se sentem representadas. Queria ser uma porta-voz da microcefalia e, como projeto final de curso, escrevi um livro sobre minha vida e a de outras 5 pessoas com esta síndrome (microcefalia não é doença, tá? É síndrome!).

Com a explosão de casos no Brasil, a necessidade de informação é ainda mais importante e tem muita gente precisando superar preconceitos e se informar mais. O ministro da Saúde, por exemplo. Ele disse que o Brasil terá uma ‘geração de sequelados’ por causa da microcefalia.

Se estivesse na frente dele, eu diria: ‘Meu filho, mais sequelada que a sua frase não dá para ser, não’.

Porque a microcefalia é uma caixinha de surpresas. Pode haver problemas mais sérios, ou não. Acho que quem opta pelo aborto não dá nem chance de a criança vingar e sobreviver, como aconteceu comigo e com tanta gente que trabalha, estuda, faz coisas normais – e tem microcefalia.

Fonte: Folha de São Paulo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luiz Moreira disse:

    Tava faltando alguém como ela para mudar o nível da discussão. O que acontecerá com os ditos milhares que nascerão com microcefalia?

RN tem 188 casos notificados de microcefalia

microcefalia_0A Secretaria de Estado da Saúde Pública divulgou na tarde de hoje o mais recente boletim epidemiológico de microcefalia no Rio Grande do Norte. Até a semana epidemiológica nº 02, terminada em 16/01/2016, a Sesap registrou um total de 188 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao Zika vírus, sendo três casos de intra-útero e 181 nascidos vivos, 2 nascimortos e 2 abortos. Até o momento ocorreram 16 óbitos.

Entre os casos notificados, 61 foram confirmados (53 por exame de imagem com alteração típica de infecção e quatro pelo isolamento do vírus zika e 4 óbitos pelo exame PCR) e 14 descartados para microcefalia relacionada à infecção congênita. Os casos notificados estão distribuídos em 49 municípios do RN.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), através da Coordenadoria de Promoção à Saúde (CPS) recebeu recentemente a confirmação da associação entre o Zika vírus com a microcefalia e outras malformações. Um exame realizado pelo Centro de Prevenção e Controle (CDC) dos Estados Unidos confirmou a hipótese em quatro casos.

Os quatro casos são relativos a dois abortos e dois recém-nascidos falecidos com poucas horas de vida. Todos os casos foram positivos para Zika vírus usando PCR, e as amostras do cérebro dos dois recém-nascidos submetidas à análise imunohistoquímica foram positivas. Ambos apresentavam microcefalia e outras malformações.

De acordo com a investigação clínico-epidemiológica feita pela UFRN, todas as gestantes apresentaram febre e exantema (manchas vermelhas) durante a gestação. Em relação aos casos de aborto, as amostras foram testadas para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes vírus e dengue, todas com resultados negativos.

Microcefalia já tem 181 casos notificados no RN

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico emitido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) foram notificados, até o momento, 181 casos de microcefalia, suspeitos de estarem relacionados ao Zika vírus. Destes, 178 são de nascidos vivos, 3 intra-útero e 12 óbitos.

Os casos notificados sob investigação estão distribuídos em 48 municípios, destes, sendo 60 (33,1%) residentes em Natal, 18 (9,9%) em Mossoró, 14 (7,7%) em Parnamirim, 11 (6,1%) em 11 em Ceará Mirim e 75 (42,1%) nos demais municípios do Estado.

A Sesap continua recomendando aos municípios que notifiquem imediatamente os casos suspeitos ou confirmados, conforme o protocolo Nacional e Estadual e que a população esteja ainda mais atenta no combate ao mosquito Aedes Aegyptae, vetor transmissor do Zika vírus, dengue e chikungunya.

Zika vírus

Na última terça-feira (12) a Sesap divulgou o resultado de um exame que confirma a relação entre a microcefalia e outras malformações ao Zika vírus. A hipótese ficou confirmada em quatro casos estudados pelo Centro de Prevenção e Controle (CDC), nos Estados Unidos.

Sesap lança protocolo de microcefalia; até o momento, 132 casos notificados

DSC_3918As orientações aos profissionais de saúde de todo o Rio Grande do Norte para a investigação clínica e epidemiológica dos casos de malformação, estabelecendo os fluxos de informação, diagnóstico e assistência aos pacientes acaba de ser oficializada na primeira edição do Protocolo sobre a microcefalia, lançado nesta quarta-feira (16) pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). A apresentação à imprensa foi feita pelo subcoordenador das Ações em Saúde (SUAS), João Bosco Filho e pela técnica responsável pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância e Saúde (CIEVS), Suely  Correia.

O documento já está disponível no site para consulta, no endereço: www.saude.rn.gov.br e a Sesap destaca que as informações e recomendações do documento são passíveis de revisões e modificações que podem ocorrer com o surgimento de novas evidências científicas, visto que ainda há lacunas nos estudos que envolvem a associação entre a microcefalia e a infecção pelo Zika vírus e também sobre as complicações da infecção por esse agente.

O protocolo orienta como as equipes dos municípios onde há notificações devem fazer a busca ativa de casos, bem como o fluxo a ser seguido pela informação até o seu destino final e processamento na secretaria, antes de ser encaminhada ao Ministério da Saúde. A principal recomendação citada pelo subcoordenador da SUAS foi a necessidade das gestantes realizarem todos os exames do pré natal durante a gravidez e, em caso de suspeita de estarem grávidas, fazerem o quanto antes o teste de gravidez, mesma orientação do Ministério da Saúde.

 “Fizemos o protocolo focando a necessidade de se ir além da luta contra o vetor transmissor da doença. É preciso que as gestantes procurem a unidade de saúde do seu bairro e iniciem os exames. Nossa preocupação é que essas mulheres e toda a família sejam bem acolhidas exatamente nesse momento que muitas vezes é aguardado como um sonho e não pode ser um motivo de preocupação. Com o protocolo disponibilizamos todas as informações a ser seguidas desde a menor unidade de saúde, até os hospitais de referência”, afirmou o coordenador da SUAS.

Até o momento, foram confirmados 136 casos de microcefalia. A Sesap havia notificado 140, mas 4 casos foram descartados. Dos confirmados, 4 casos são de gestantes e 132 em recém nascidos. Nos registros da 49ª semana epidemiológica, encerrada no último sábado (12), foram incluídos novos municípios: Passa e Fica (2), Nísia Floresta (1), São Bento do Norte (1), São Paulo do Potengi (2) e São Tomé (2).

Na reunião desta tarde ocorrida com os representantes dos municípios que foram elencados como prioritários no combate ao mosquito Aedes aegyptae, a Sesap definiu a meta de que, até o próximo dia 4 de janeiro, eles estarão recebendo os militares para esta operação: Natal, Caicó, Santa Cruz, Pau dos Ferros, Açu, Mossoró, Macaíba, Parnamirim, Ceará Mirim, Tangará e Apodi. Os militares serão capacitados pela Sesap nos dias 22, 23, 29 e 30 deste mês.

 Anexo: Como segue o fluxo e acompanhamento das crianças:

– As crianças com microcefalia, conforme definição de caso suspeito, após a alta hospitalar deverá ser acompanhada pela equipe da Atenção Básica e dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) do município de residência para o acompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento da Criança (CD) – 5º Dia de Saúde Integral, bem como, deverá ser agendada para os serviços de referência especializados.

– As consultas e exames especializados deverão ser agendados através do Complexo Estadual de Regulação do SUS/RN e, de acordo com as pactuações vigentes.

– Os munícipes de Natal serão encaminhados para o Hospital Universitário Onofre Lopes – HUOL (Ambulatório de Pediatria UASCA -HUOL) e os demais municípios do Estado para o Centro de Especialidade em Reabilitação e Habilitação (CERHRN), antigo CRI, localizado na avenida Alexandrino de Alencar, em Natal.

– É necessário que todos os pacientes sejam referenciados com o encaminhamento do serviço de origem, portando os exames da mãe (pré-natal) e dos recém-nascidos realizados na maternidade, bem como, o número da notificação realizada pelo serviço.

– Em cada um desses serviços a criança será acompanhada por uma equipe multidisciplinar e seguirá um protocolo específico de acordo com cada necessidade.

– Quando da necessidade de avaliação diagnóstica via cariótipo, a criança deverá ser referenciada ao Laboratório de Genética Humana- LGH do CERH Estadual para realização de consulta com o médico geneticista e realização de exame. Na eventualidade de um atendimento mais urgente ou avaliação do geneticista, por exemplo, em UTI neonatal localizada na cidade de Natal, a mesma poderá ser solicitada através do endereço eletrônico [email protected].