Jornalismo

Mossoró: PT entra em acordo e Josivan Barbosa será vice de Larissa Rosado

O reitor da Ufersa, Josivan Barbosa, será o candidato a vice-prefeito de Mossoró na chapa liderada pela deputada Larissa Rosado (PSB). Josivan foi escolhido pela maioria dos petistas do município para concorrer à Prefeitura, mas uma resolução da Executiva nacional determinou o apoio a Larissa, que é a pré-candidata pelo PSB. O reitor chegou a afastar a possibilidade de entrar na disputa, mas recuou e aceitou pedido da Executiva Nacional do PT compor a chapa de Larissa.

Inicialmente, o grupo de petistas que davam sustentação a Josivan resistiram a cumprir a resolução. Mas hoje, nas conversas com integrantes do diretório nacional e parlamentares petistas, Josivan tem manifestado que aceita a candidatura a vice. Com isso, ele será confirmado, na reunião da executiva municipal do próximo sábado (2), como a indicação do partido para compor a chapa.

No dia 24 de maio, o PT nacional decidiu que o partido retiraria a pré-candidatura à Prefeitura de Mossoró para apoiar a candidatura de Larissa Rosado. No primeiro momento, Josivan Barbosa lamentou a decisão e garantiu que não participaria da campanha majoritária, concentrando o trabalho eleitoral na região Oeste e na chapa proporcional em Mossoró. Porém, o reitor mudou o posicionamento e aceitou ocupar a chapa.

Fonte: Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PT perdeu o controle da CPI do Cachoeira

Antes de apoiar a instalação da CPI do Cachoeira, o PT ouviu Lula, mediu a pulsação de Dilma Rousseff, consultou os partidos amigos e, sem pensar duas vezes, foi em frente. Imaginou-se diante de uma empreitada sob seu controle.

Passados 36 dias da instalação da CPI, materializou-se na comissão um cenário bem diferente. A almejada hegemonia governista ficou no desejo. O PT desentende-se consigo mesmo e já não controla nem os aliados que supunha mais fiéis.

A legenda foi apresentada ao imprevisto na votação do pedido de convocação do governador petista do DF. Num colegiado em que o condomínio governista dispõe de 65% dos votos, Agnelo Queiroz foi arrastado para a CPI por 16 votos a 12.

Somaram-se à banda da oposição e ao naco independente da CPI seis traições insuspeitadas. Rebelaram-se contra o PT silvérios que representam na comissão o PP, o PR, o PSB, o PTB e o PSC.

Os votos que fizeram a diferença na construção do infortúnio de Agnelo foram proferidos pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e pelos deputados Gladson Cameli (PP-AC), Mauricio Quintela (PR-AL), Paulo Foletto (PSB-ES), Silvio Costa (PTB-PE) e Hugo Leal (PSC-RJ).

Em conversa com o blog, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, analisou a cena: “Ficou evidente que a estratégia de formar blocos na CPI não prosperou. Vai ser cada partido por si, discutindo em cada caso o que considera justo e adequado. As maiorias serão eventuais.”

Maiorias eventuais, eis a novidade com a qual o PT não contava. A prevalecer o cenário esboçado nas duas últimas sessões da CPI, o alinhamento dos votos será definido pela soma de convicções e conveniências com o ocasional.

A equação petista começou a desandar na sessão de terça (29). Programara-se a quebra parcial dos sigilos das contas bancárias da Delta Construções. Coisa combinada na noite da véspera entre PT e PMDB. Esqueceram de combinar com os russos da infantaria.

Iniciada a sessão, os dois maiores partidos da coalizão trincaram. Pela trinca, passou um requerimento que abriu, sem restrições, as contas da matriz da Delta. Com isso, foram ao caldeirão da CPI as verbas do PAC e os negócios da empreiteira com os governos de 23 Estados.

Na sessão desta quarta (30), o PT organizara-se para extrair do plenário três objetivos: a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Marconi Perillo, a convocação do governador tucano de Goiás e a exclusão do companheiro Agnelo e do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), do rol de alvos da CPI.

Concluídos os trabalhos, o PT obteve apenas a convocação de Perillo, que já havia manifestado, por escrito, o desejo de falar. No mais, os sigilos de Perillo permaneceram intactos, Agnelo virou depoente e Cabral livrou-se da grelha graças a uma articulação do PMDB com o PSDB de Aécio Neves. Entre os tucanos, apenas o líder Alvaro Dias (PR) votou contra Cabral.

Um dos representantes do tucanato na CPI, o senador Cássio Cunha (PB) Lima faz a contabilidade do primeiro mês: “Por enquanto, o PT está no prejuízo. Queria convocar o procurador-geral Roberto Gurgel. Não conseguiu. Imaginou que implicaria a revista Veja. Nada.”

Cunha Lima prossegue: “O PT desejava limitar a investigação à Delta do Centro Oeste. Passou a Delta nacional. Tramou poupar o Agnelo. Ele vai depor. Conspirou contra o Perillo. O governador de Goiás antecipou-se e a alegada convocação passou com os nossos votos.”

Dois fatores ajudam a transformar a CPI do Cachoeira num empreendimento sujeito às maiorias ocasionais: a insatisfação de nacos do consórcio governista com os pendores governistas do PT e a irritação com as demandas desatendidas pelo Palácio do Planalto. Se continuar assim, fora do controle oficial, a investigação pode até produzir algum resultado.

Fonte: Josias de Souza

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após ser preterido, Josivan Barbosa já admite ser vice de Larissa Rosado

Os rumos do Partido dos Trabalhadores de Mossoró poderá ser definido longe do município oestano, mais precisamente em uma das salas do diretório nacional da legenda, em Brasília. Na próxima quinta-feira (31) o reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), Josivan Barbosa, tem agenda marcada na capital federal. A pauta, a ser discutida com o presidente e o secretário de organização nacional, Rui Falcão e  Paulo Frateschi, respectivamente, visa definir os rumos dos petistas, muitos deles (inclusive propensos concorrentes ao cargo de vereador) ameaçando deixar o pleito desde a intervenção do diretório nacional para retirar a candidatura majoritária. Josivan foi chamado às pressas à capital federal e após uma conversa inicial com Frateschi já admite atuar no pleito municipal, inclusive – se for o caso – ser candidato a vice na chapa peessebista
O reitor da Ufersa assinalou que somente após o encontro com a cúpula petista poderá atestar o destino dos mossoroenses. Até lá, destacou ele, permanece o mesmo cenário, sobre o qual resvala animosidade e insatisfação com relação aos dirigentes nacionais. “Eu  acho particularmente que é bastante razoável eles [do diretório nacional] me chamarem  porque eu fui o pivor de toda essa polêmica. A eleição de Mossoró nunca esteve com tanta cobertura da imprensa nacional”, opinou o reitor da Ufersa, pré-candidato do PT no município com o apoio da militância partidária mossoroense até a retirada definitiva do projeto pela nacional.

A decisão da Executiva de definir o apoio da legenda à candidatura da deputada Larissa Rosado foi recebida com frustração por parte dos petistas, caso do deputado Fernando Mineiro. Mas por outros, como a deputada Fátima Bezerra, a intervenção foi vista com naturalidade por outros da cúpula potiguar. O pré-candidato petista à Prefeitura de Natal considerou a resolução “equivocada”. “Não há alternativa. É uma decisão que considero equivocada porque acho importante criar uma alternativa para os eleitores da cidade. Mas como não foi possível, paciência”, lamentou o parlamentar. Já a deputada Fátima Bezerra, considerada uma articuladora de peso em favor de Larissa disse que “a hora agora é de muita serenidade, de procurar construir uma unidade dentro do partido e cumprir a orientação do PT nacional”, limitou-se a dizer a petista.

O diretório do PT de Mossoró havia decidido pela candidatura própria no dia 18 de março, durante prévia da legenda, quando a maior parte dos filiados decidiu pelo lançamento do nome de Josivan Barbosa. A decisão foi um claro aceno ao diretório nacional de que pretendia resistir às intervenções no município. O impasse gerado no PT de Mossoró foi provocado porque o PSB exigia o apoio do PT em Mossoró (RN), Duque de  Caxias (RJ) e Recife (PE), para garantir a reciprocidade em São Paulo, onde os petistas disputam a Prefeitura com a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Bate-papo

Josivan Barbosa, reitor da Ufersa

O PT ainda pode indicar o vice na chapa de Larissa Rosado?

O partido em nível nacional, após a publicação da resolução, iniciou a abertura de um diálogo comigo e eu conversei hoje com Frateschi [Eduardo Frateschi, secretário nacional de articulação o partido], o homem que Lula encomendou para fazer a negociação da campanha de Mossoró. Ele quer conversar, juntamente com Rui Falcão [presidente nacional], querem conversar comigo pessoalmente. E eu vou escutar o partido, saber o que eles pensam dessa situação da indicação do vice em Mossoró. Estou sendo chamado para escutar. Então essa questão vai passar por uma conversa com o PT nacional e o PT regional e local.

Mas existe a possibilidade?

Nós queremos ouvir primeiro o partido para ouvir a posição. Porque nesse momento já houve muito imbróglio e o partido passou onze meses sendo manchete dos jornais e com esse problema e agora temos que ver o que é necessário para a união do partido.

O senhor está disposto se for dada essa missão?

Eu disse que não ia guardar mágoa e nem rancor. Continuo a serviço. Se essa for a posição do diretório em nível nacional e essa for a nossa missão estou à disposição do partido para ajudar.

Como está a situação de alguns pré-candidatos a vereador que ameaçam se retirar do pleito após a decisão de recuar a candidatura majoritária?

Essa é uma posição de alguns vereadores, que se não tivesse candidatura própria sairiam em bloco. Mas nós estamos conversando, tentando juntar esse pessoal na tentativa de mantermos o prumo e fortalecermos o partido. Esse formato não fortalece.

O senhor pensou em deixar o PT?

Não. É um partido que passei mais de oito anos, tentando trabalhar e participando do maior projeto que foi a Ufersa. Então eu participei desse partido em três microrregiões do Estado. Assumi o compromisso com as mudanças sociais e é com essa decisão que eu estou no partido. A dificuldade de a gente ajudar Mossoró, na condição de candidato, e poderia ser uma possibilidade como prefeito, é uma dificuldade normal.

Como foi a posição dos principais líderes estaduais, os deputados Fátima e Mineiro?

Mineiro declarou-se abertamente favorável à candidatura própria e a deputada Fátima mostrou-se contra.

Existe algum ressentimento de sua parte?

Não. Eu entendo que o partido tem hoje uma importância nacional, não é regionalizado e ele tem que ver as deciões tomadas em sintonia com as decisões em nível de Casa Civil. Eu não tenho mágoas, não guardei. Esses foram os primeiros passos para fortalecer o partido em Mossoró.

Fonte: Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PT faz convenção dia 17 de Junho para oficializar Fernando Mineiro candidato a Prefeito

A convenção do Partido dos Trabalhadores em Natal será no dia 17 de junho. A data foi definida na tarde de ontem (25), durante reunião da coordenação da campanha do deputado Fernando Mineiro, pré-candidato petista à sucessão municipal. Além de confirmar a data, a coordenação tratou, ainda, do planejamento estratégico da campanha.

A reunião foi conduzida pela deputada Fátima Bezerra (PT), coordenadora-geral da campanha de Mineiro. Ela destacou que o Partido dos Trabalhadores fará um “debate propositivo” em Natal, observou que a eleição vai demarcar os “campos de forças políticas” na capital e afirmou que, mesmo sendo um fato local, a sucessão se dará conectada com o contexto nacional.

Na próxima semana, Mineiro e Fátima se reunirão com a Direção Nacional do PT em Brasília para tratar da eleição em Natal. A reunião está prevista para a terça-feira (29).

Mineiro disse que o PT vai “convidar a cidade para dar um passo adiante” nestas eleições. “Temos dito que Natal merece muito mais que um belo passado pela frente”, comentou.

Na segunda-feira (28), está marcada uma reunião ampliada da Executiva Municipal do PT para debater o nome do futuro vice na chapa a ser encabeçada pelo deputado Fernando Mineiro e para preparação do encontro, marcado para 3 de junho, que vai homologar as candidaturas petistas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Decisão do PT de apoiar pré-candidatura de Larissa Rosado racha partido em Mossoró

A decisão da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores de definir o apoio da legenda à pré-candidatura da deputada Larissa Rosado (PSB), em Mossoró, foi recebida com frustração por uns e com naturalidade por outros da cúpula potiguar. O pré-candidato petista à Prefeitura de Natal, deputado Fernando Mineiro, um defensor da candidatura do reitor da Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa), Josivan Barbosa (PT), considerou a resolução “equivocada”. “Não há alternativa. É uma decisão que considero equivocada porque acho importante criar uma alternativa para os eleitores da cidade. Mas como não foi possível, paciência”, lamentou o parlamentar. A recepção com “naturalidade” ficou por conta da deputada federal Fátima Bezerra, considerada uma articuladora de peso em favor de Larissa. “A hora agora é de muita serenidade, de procurar construir uma unidade dentro do partido e cumprir a orientação do PT nacional”, limitou-se a dizer a petista.

Na última quinta-feira (24), a Comissão Executiva do PT oficializou, durante reunião em São Paulo, a determinação para que o partido apoie Larissa Rosado à Prefeitura. Como o diretório municipal tem confrontado as recomendações para ceder espaço ao PSB na cidade no intuito de ganhar o aliado em São Paulo – com a candidatura de Fernando Haddad – o diretório nacional já avisou que fará uma intervenção, em caso de insistência com a candidatura própria à sucessão da prefeita Fafá Rosado (DEM).

O diretório do PT de Mossoró havia decidido pela candidatura própria no dia 18 de março, durante prévia da legenda, quando a maior parte dos filiados decidiu pelo lançamento da candidatura de Josivan Barbosa. A decisão foi um claro aceno ao diretório nacional de que pretendia resistir a intervenções no município. O impasse gerado no PT de Mossoró foi provocado porque o PSB exigia o apoio do PT em Mossoró (RN), Duque de  Caxias (RJ) e Recife (PE), para garantir a reciprocidade em São Paulo, onde os petistas disputam a Prefeitura com a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Com isso, caciques do PT, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estariam trabalhando para que a legenda apoie nomes do PSB nestas três cidades. A  Executiva do partido deu a palavra final na quinta-feira, quando os dirigentes aprovaram uma resolução na qual afirmaram que vão “propor o apoio do PT à candidatura do PSB na cidade de Mossoró/RN”. Além disso, destacaram que a legenda vai apresentar um candidato a vice-prefeito para compor a chapa majoritária. Josivan rechaça essa possibilidade e anunciou que se retira da campanha eleitoral em Mossoró. De qualquer maneira, haverá também uma articulação para que petistas e pessebistas estejam coligados na disputa por vagas na Câmara Municipal.

Josivan não admite Larissa Rosado

O reitor da Ufersa, Josivan Barbosa de Menezes, que tinha sido escolhido para disputar a prefeitura pelo PT, descartou qualquer possibilidade de estar junto ao PSB na campanha eleitoral deste ano. Para ele, não existe como ele apoiar a pré-candidatura da deputada Larissa Rosado. Josivan afirmou ainda que não tem interesse em participar da elaboração do plano de governo da pessebista e descartou projeto de sair candidato à Câmara Municipal. “Politicamente, não me interessa participar da campanha.”

“Descarto a possibilidade da candidatura a vereador. Vou trabalhar muito na implantação do curso de Medicina na Ufersa e fortalecer o PT no Médio e Alto Oeste”, disse Josivan Barbosa, acrescentando que terá uma reunião com os diretórios do PT local e estadual, na qual se discutirá o redirecionamento da legenda no Oeste, Médio Oeste e Alto Oeste. “Esse é o projeto. Não guardo mágoas nem rancores”, afirmou. Diante do novo cenário político imposto ao PT de Mossoró, o ex-pré-candidato Josivan Barbosa de Menezes afirmou que o seu objetivo se volta ao fortalecimento do partido na região, bem como contribuir com a chapa de vereadores em Mossoró.

Barbosa, que iria renunciar ao cargo de reitor da Ufersa, disse que não faz sentido abrir mão dos últimos dois meses de mandato na Reitoria. “Não tem sentido renunciar ao mandato. Vou concluir.”

Com relação a projetos políticos, disse: “o sonho não acabou. Caminhamos nos primeiros passos para uma gestão municipal diferente e pela qual podemos apenas adiar esse projeto”, concluiu.

Diretório quer apoio dos filiados

Pela manhã, às 11h, o presidente local do PT, Rômulo Arnaud, concedeu entrevista à imprensa e disse que o diretório municipal do partido decidirá hoje o dia em que anunciará oficialmente apoio à pré-candidatura de Larissa Rosado. Sobre a participação do PT na chapa majoritária, Arnaud comentou que a legenda não tem um nome definido pelo fato de ter caminhado, até a noite da quinta-feira passada, com o projeto da candidatura própria. Contudo, frisou que, a partir do momento em que a executiva nacional deliberou pela aliança com o PSB e que o PT indicaria o candidato a vice-prefeito, esse nome será escolhido em reuniões futuras.

Rômulo disse também que o apoio do PT ao PSB não está condicionado à indicação do candidato a vice-prefeito. “Não se condiciona, mas é claro que, pela importância do PT, acho que seria interessante. Obviamente que vamos dialogar, mas é óbvio que teremos a participação mais sólida na chapa com o PT indicando o vice”, comentou, acrescentando que o tempo de rádio e TV que os petistas acrescentam ao PSB “será considerado pelos que estão à frente da pré-candidata Larissa.”

O presidente local do PT disse ainda que espera que os petistas que defendiam candidatura própria passem a apoiar a deliberação anunciada pela executiva nacional. Ele comentou frase feita pelo jornalista Crispiniano Neto, que afirmou que os petistas que apoiarem aliança com o PSB seriam considerados traidores.

“Não sei quem está traindo quem, mas espero que respeitem as deliberações”, disse. Para ele, a executiva nacional tem metas traçadas para fortalecer a base. E disse que não há nenhuma garantia de que o partido apoiará futuras candidaturas em Mossoró. “Cada eleição é particular.” Rômulo Arnaud disse ainda que, como Josivan Barbosa tem afirmado que não será candidato a vice-prefeito, ele não vê impedimento para que o reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) pleiteie vaga na Câmara Municipal.

PSB não assegura vaga de vice para petistas

O apoio do PT à pré-candidatura da deputada estadual Larissa Rosado ao Palácio da Resistência não garante aos petistas a indicação do candidato a vice-prefeito. A deputada federal Sandra Rosado, que coordena a pré-campanha pessebista, afirmou que Larissa tem dito que a questão do companheiro de chapa será discutida por todos os partidos que formam a aliança oposicionista em Mossoró. Segundo a deputada federal, é natural que o PT mossoroense reivindique participação na chapa majoritária e o fortalecimento da chapa proporcional.

Para Sandra Rosado, a questão envolvendo o tempo de rádio e TV que o PT proporcionará ao PSB – apesar de ter sido apontado como ponto forte para os petistas indicarem o vice de Larissa Rosado – não pode ser vista sob a ótica de pressão. Disse que a aliança PSB/PT não se baseou em tempo de propaganda eleitoral. “A nossa aliança se baseia nos nossos ideais”, afirmou, acrescentando que a discussão relacionada ao companheiro de chapa do PSB não será travada sob esse aspecto. Com relação à posição anunciada pela executiva nacional do PT, Sandra Rosado analisa que a decisão corresponde à aliança que existe entre os dois partidos no âmbito nacional. “Foi uma atitude pela parceria, pelo apoio à campanha na construção e consolidação do desenvolvimento do Brasil”, disse.

Com o apoio do PT ao PSB, Sandra Rosado conseguiu concluir o projeto inicial da pré-campanha de Larissa Rosado à Prefeitura de Mossoró: unir os partidos de oposição em um só lado. Ela disse que chegou a ser mal interpretada, embora tenha manifestado claramente esse desejo. “Não fui ao embate, pois queria o debate para fortalecer a luta”, afirmou.

Ainda segundo a deputada federal, outros partidos que fazem oposição ao governo local ainda podem entrar na aliança. Ela não citou quais as legendas. Disse que, embora não possuam representação no Congresso Nacional, esses partidos são importantes. “Respeitamos os grandes e os pequenos partidos, pois representam uma fatia da sociedade.”

Sobre os petistas que apoiaram a pré-candidatura de Josivan Barbosa à Prefeitura de Mossoró afirmarem que vão trabalhar pelo “voto camarão” – no qual se deixa de votar no candidato a prefeito – Sandra Rosado disse: “Mossoró vive outro momento. Por que vamos negar apoio à uma candidata que tem aprovação da presidente do Brasil?”.

Fonte: Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Executiva nacional do PT propõe que partido indique o vice de Larissa Rosado em Mossoró

A Comissão Executiva Nacional, reunida em São Paulo no dia 24 de maio de 2012, decide:

1) Propor o apoio do PT à candidatura do PSB na cidade de Mossoró/RN;

2) Apresentar um(a) candidato(a) a vice-prefeito(a) para compor a chapa majoritária;

3) Propor a composição com o PSB na chapa de vereadores(as);

4) Abrir o debate sobre a definição do programa de governo, da coordenação e linha de campanha e da futura composição da administração municipal;

5) Abrir o debate com a direção do PSB no Rio Grande do Norte para compor chapas encabeçadas pelo PT em outras cidades do Estado.

São Paulo, 24 de maio de 2012.

Comissão Executiva Nacional do PT

Do Blog: Será que o excelente candidato Josivan Barbosa vai se submeter a resolução ou vai enfrentar a parada e esperar sua candidatura ser cassada pelo PT nacional?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Diretórios nacionais gastaram mais de R$ 310 milhões em 2011. PT lidera lista com R$ 71,7 milhões

Os diretórios nacionais dos partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gastaram R$ 310.533.832,70 em 2011. Esse valor não inclui as despesas do Partido Humanista da Solidariedade (PHS). A legenda prestou contas dentro do prazo, que se encerrou em 30 de abril, mas os dados ainda estão sendo processados pelo tribunal.

A maior despesa foi do Partido dos Trabalhadores (PT): R$ 71.760.939,17.  O menor gasto foi do Partido Pátria Livre (PPL), que totalizou R$ 124.743,38. Esses dois partidos também foram os que mais e menos arrecadaram. O PT teve a receita de R$ 109.882.972,81. Já a arrecadação do PPL chegou a R$ 206.052,27. O PPL é o partido mais novo dentre os 29 registrados no TSE e teve o registro deferido em 4 de outubro do ano passado.

Quanto à receita, os diretórios nacionais declararam ao TSE que receberam R$ 382.506.512,44. Deste total, R$ 307.317.749,00 foram recebidos pelo Fundo Partidário.

Todos os diretórios nacionais dos 29 partidos prestaram contas do exercício financeiro de 2011.  Os dados dos diretórios nacionais serão analisados pela Corte; os estaduais, pelo Tribunal Regional Eleitoral do respectivo Estado; e os municipais ou zonais, pelo juiz eleitoral.

Penalidades

As penalidades previstas na Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) para as contas não apresentadas ou desaprovadas total ou parcialmente são a suspensão das cotas do Fundo Partidário pelo período de um a 12 meses e a devolução de recursos ao erário. Em 2011, os partidos devolveram ao erário R$ 3.409.511,21, devido a irregularidades nas contas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Mineiro critica falta de titulares no alto escalão do Governo do Estado

O deputado Fernando Mineiro-PT manifestou nesta terça feira, 24, a sua preocupação com a falta de nomeação de dirigentes para os órgãos do governo do Estado que estão sem os seus titulares, destacando principalmente a secretaria de Turismo.

Segundo o deputado, o turismo é um dos principais setores que impulsionam o desenvolvimento econômico do Estado, mas a Secretaria e a Empresa de Promoção e Desenvolvimento do Turismo – EMPROTUR, estão sem comando há mais de um mês.

“A área do turismo está num completo abandono. A Secretaria que deveria ser a espinha dorsal está acéfala, bem como a Emprotur. Isso é muito grave e é preciso que seja tomada uma providência para a escolha dos seus dirigentes. Quem faz a política pública não é o setor privado, é o governo do Estado”, afirmou.

Mineiro disse que também estava preocupado com a situação do IDIARN e com a secretaria de Reforma Agrária. Esses setores, de acordo com o deputado, sem os seus dirigentes estão gerando conseqüências que prejudicam as áreas sanitária e pecuária do Estado. Ele ainda registrou o caso da secretaria de Justiça e Cidadania que está sendo acumulada pelo secretário de Segurança Pública.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Fátima Bezerra garante que PT vai ampliar número de prefeitos e vereadores

O Diretório Municipal do PT se reuniu na manhã deste sábado (21), na Assembleia Legislativa, para trata das políticas atuais e, principalmente, sobre as eleições 2012.

A deputada federal Fátima Bezerra abriu o encontro e tratou logo de garantir para os presentes que a legenda vai ampliar o número de prefeitos e de vereadores.

“O PT vai trabalhar para ampliar o número de prefeitos e vereadores p fazer crescer nossa representação nos município”, disse a parlamentar.

Em Natal, o deputado estadual Fernando Mineiro é o pré-candidato a Prefeito. Ele não está indo bem nas pesquisas de opinião pública que vem sendo divulgadas neses últimos meses.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

O medo de uma CPI da ‘tia do PAC’ e do Governo do PT

Mal mergulhara na CPI do Cachoeira, o petismo se deu conta de que colocara para andar uma iniciativa de dois gumes. Na ânsia de jantar os ossos da oposição, levara à mesa um banquete que incluía a Delta e todo o etcétera que vem junto com ela. Em seu artigo desta quarta (18), o repórter Elio Gaspari traz, mastigados, os riscos. Disponível aqui, em plataforma aberta, o texto vai reproduzido abaixo:

Materializou-se um pesadelo do comissariado petista. Foi ao ar o grampo em que o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira, Delta diz que ‘se eu botar 30 milhões [de reais] na mão de um político, eu sou convidado para coisa para c….. Pode ter certeza disso, te garanto’.

A versão impressa dessa conversa surgiu em maio passado, numa reportagem da revista ‘Veja’. Ela descrevia uma briga de empresários, na qual dois deles, sócios da Sygma Engenharia, desentenderam-se com Cavendish e acusavam-no de ter contratado os serviços da JD Consultoria, do ex-ministro José Dirceu, para aproximar-se do poder petista. A conta foi de R$ 20 mil.

À época, o senador Demóstenes Torres, hoje documentadamente vinculado a Carlinhos Cachoeira, informou que proporia uma ação conjunta da oposição para ouvir os três empreiteiros. Deu em nada, como em nada deram inúmeras iniciativas semelhantes. Se houve o dedo de Cachoeira na denúncia dos empresários, não se sabe.

Diante do áudio, a Delta diz que tudo não passou de uma ‘bravata’ de Cavendish. O doutor, contudo, mostrou que sabe se relacionar com o poder. Tem 22 mil funcionários e negócios com obras e serviços públicos em 23 Estados e na capital.

No Rio de Janeiro, participa do consórcio da reforma do Maracanã. Seu diretor regional de Goiás era interlocutor frequente de Carlinhos Cachoeira. Na última eleição, Cavendish botou R$ 1,1 milhão no cofre do Comitê Nacional do PT e R$ 1,1 milhão no PMDB. Em ambos os casos as doações foram legais.

Em apenas 15 meses, durante o segundo mandato de Sérgio Cabral, de quem Cavendish é amigo pessoal, a Delta conseguiu contratos no valor de R$ 1,49 bilhão, R$ 148 milhões sem licitações. Suas contas com o PAC chegam a R$ 3,6 bilhões.

Talvez o comissariado petista pensasse que o grampo de 2009 seria sepultado. Seu erro foi, e continua sendo, acreditar que pode empurrar esse tipo de conta para mais tarde. Se o comissário Ruy Falcão acreditou que a CPI em torno das atividades de Carlinhos Cachoeira exporia a ‘farsa do mensalão’ (rótulo criado por Lula), enganou-se.

O PT tem um encontro marcado com as malfeitorias de seu comissariado. Desde 2004, quando apareceu o primeiro grampo de Cachoeira, no qual ele corrompia um servidor que se tornaria subchefe da Casa Civil, a questão é simples: corta na carne ou continua a contaminar o organismo.

O que o comissariado vem fazendo é mostrar-se poderoso o suficiente para dobrar as apostas. Tamanha é sua onipotência que há nele quem creia ser possível contaminar ministros do Supremo Tribunal Federal.

Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo e ex-ministro de Lula, condena a possibilidade de o ministro José Dias Toffoli vir a se declarar impedido de julgar o mensalão, mesmo tendo sido assessor do PT, da Casa Civil de José Dirceu e advogado-geral da União de Lula. Nas suas palavras: ‘Ele não tem esse direito’. (O ministro Ricardo Lewandowski, em cuja mesa está o processo do mensalão, pertence a uma próspera família de São Bernardo, em cuja Faculdade de Direito diplomou-se.)

Passaram-se sete anos do surgimento da palavra ‘mensalão’ e o PT continua adiando a hora da faxina. Na semana passada, os comissários flertaram com a ideia da criação de uma CPI que supunham letal para a oposição. Em poucos dias, descobriram que estavam enganados.

Fonte: Josias de Souza

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

CPI do Cachoeira tira sono de Dilma e divide PTistas

A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o empresário Carlos Cachoeira e suas relações com políticos começou a preocupar a presidente Dilma Rousseff e rachou o PT, seu partido, informa reportagem de Catia Seabra, Natuza Nery e Andreza Matais, publicada na Folha desta sexta-feira.

Petistas disseram que a presidente não gostou de a CPI ter sido anunciada durante sua viagem aos EUA, nem da participação de alguns de seus principais ministros em uma reunião na semana passada que acabou dando o pontapé à investigação parlamentar.

Segundo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a CPI mista –que reunirá deputados e senadores –será instalada na próxima terça-feira (17).

Até lá, líderes partidários vão recolher as assinaturas necessárias para que o pedido de CPI seja encaminhado à Mesa do Congresso.

Para ser instalada, a CPI precisa do apoio de, no mínimo, 27 senadores e 171 deputados (do total de 81 senadores e 513 deputados).

Pelo texto apresentado ontem que pede a criação da comissão, as investigações devem se debruçar sobre as práticas criminosas do empresário Carlos Cachoeira, desvendadas pelas operações “Vegas e Monte Carlo”, da Polícia Federal. O texto também fala da relação do empresário com agentes públicos e privados.

Em tempo: O governador Agnelo Queiroz (PT-DF) reconheceu nesta quinta-feira, por meio do porta-voz do governo do Distrito Federal, que esteve uma vez com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, investigado por suspeita de comandar um esquema de jogo ilegal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo e PT recuam na CPI do Cachoeira

Durou menos de 24 horas a atmosfera de concórdia que unia governo e oposição ao redor da CPI do Cachoeira. A frágil harmonia se dissolveu já na fase de discussão do texto inaugural, que define os alvos e a abrangência da investigação.

Passava de 23h quando o presidente da Câmara, Marco Maia, pendurado ao telefone, tentava convencer os líderes oposicionistas a endossar o esboço de texto apresentado pelo PT na noite passada. Não conseguiu.

Além de limitar os objetivos da CPI, manietando-a, o governo decidiu que não vai compartilhar o comando da comissão com as legendas oposicionistas. Presidirá a invesvigação um senador do PMDB. O relator será um deputado do PT.

A oposição enxergou as digitais do Planalto e do petismo no requerimento da CPI. Mantidos no escuro durante todo o dia, os líderes ACM Neto, do DEM, e Bruno Araújo, do PSDB, só receberam cópias do documento pouco antes das 22h.

Redigida sob a supervisão do líder do PT, Jilmar Tatto, a peça anota que a CPI vai investigar “práticas criminosas desvendadas pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, com envolvimento do senhor Carlos Augusto Ramos, conhecido vulgarmente como Carlinhos Cachoeira…”

Prossegue: “…Sem prejuízo de aditamento de fatos que se ligam, intimamente, ao objeto principal, particularmente à existência de um esquema de interceptações e monitoramento de comunicações telefônicas e telemáticas ao arrepio do princípio de reserva de jurisdição.”

Houve um enorme recuo em relação à versão anterior. Redigida na véspera, no gabinete do presidente do Senado, José Sarney, esse primeiro texto agradara a governistas e oposicionistas. Era mais simples e abrangente.

Previa que a investigação alcançaria Cachoeira e todos os agentes públicos e privados que se relacionaram com ele. Com essa redação, a CPI teria abrangência, por assim dizer, ilimitada.

Sob a denominação de “agentes públicos”, caberiam de prefeitos a governadores de Estado, de simples servidores a ministros e congressistas, de delegados e policiais a magistrados. O texto cobria os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Embaixo do guardachuva de “agentes privados”, abrigavam-se todas as empresas que se envolveram com a quadrilha de Cachoeira –a Construtora Delta e qualquer outra. Assim era o texto que seguiu para receber o aval da Câmara.

No prédio ao lado, submetido ao filtro do PT e aos temores do Planalto, o documento foi lipoaspirado por um lado e engordado por outro. Sumiram as menções a agentes públicos e privados. Elegeu-se Cachoeira como alvo central.

Todo o resto ficou condicionado a uma expressão vaga: “Sem prejuízo de aditamento de fatos que se ligam” ao inquérito da PF. O único fato que mereceu menção, com o adorno do vocábulo “particularmente”, foi a “existência de um esquema de interceptações e monitoramento de comunicações telefônicas e telemáticas ao arrepio do princípio de reserva de jurisdição.”

Nesse tópico, a oposição vislumbrou não as digitais do governo, mas as do PT. Ficou entendido que o partido do mensalão deseja arrastar para a CPI a revista Veja, acusada pelo petismo de ter escorado reportagens em dados coletados ilegalmente por Cachoeira. De costas para os crimes prestes a ser julgados no STF, o PT sustenta que Cachoeira está na origem do que a legenda chama de “farsa do mensalão”.

“O que é mais importante, investigar os crimes cometidos por Cachoeira e a relação dele com parlamentares, autoridades e empresas ou as escutas que ele montou para ouvir gente?”, indagou ACM Neto a uma liderança do PT.

Junto com o líder tucano Bruno Araújo, ACM Neto reuniu-se até pouco antes das 23h no gabinete do colega Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB. A tróica tentou digerir o texto que o petista Jilmar Tatto dera à luz. PSDB e DEM não engoliram.

Restou evidenciado que há um abismo entre o que deseja a oposição e o que oferece o governo. Optou-se por realizar uma consulta aos travesseiros. Informado sobre o dissenso, Marco Maia ponderou que a demora impõe um desgaste político ao Legislativo. Não convenceu.

O presidente da Câmara não obteve senão o compromisso da oposição de participar de nova reunião. Ocorrerá na manhã desta quinta (12). Dessa vez com a presença do petista Tatto.

Os dois maiores partidos do governo –PMDB e PT—e as duas principais legendas da oposição –PSDB e DEM— vão tentar construir um texto consensual antes da hora do almoço. A hipótese de acordo é remota.

Prevalecendo o dissenso, a oposição não deve se negar a assinar o requerimento. Ninguém quer correr o risco de ser pendurado nas manchetes como responsável pela inviabilização da CPI. Mas o tiroteio será inaugurado antes mesmo do início dos trabalhos.

O próprio Marco Maia foi avisado de que as rubricas da oposição descerão ao pedido de CPI sob protestos. Em entrevistas, os antagonistas do Planalto acusarão o governo e o PT de tramar uma pantomima. Coisa concebida para livrar da grelha a gestão Dilma, o governador petista Agnelo Queiroz (DF) e o PT.

Estranhou-se, por exemplo, a delimitação do escopo da CPI ao inquérito da Operação Monte Carlo, que levou Cachoeira ao cárcere em 29 de fevereiro. Para a oposição, a fixação de fronteiras tão recentes visa evitar que a CPI recue no tempo.

Tenta-se impedir a ressurreição do escândalo Waldomiro Diniz, o ex-assessor do grão-petê José Dirceu, pilhado em vídeo recebendo propina de Cachoeira antes de empregar-se na Casa Civil de Lula.

Numa derradeira tentativa de atrair a oposição para um acordo, o PT concordou em injetar no texto a Operação Vegas. Ajuda, mas não resolve. Waldomiro e Dirceu continuariam a salvo de incômodos. Concluído em 2009, esse inquérito Vegas precedeu o processo Monte Carlo. Nele foram captados os primeiros diálogos vadios do ‘ex-demo’ Demóstenes Torres com Cachoeira.

Antes que seus colegas da Câmara apalpassem o texto do PT, o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, farejava encrenca na demora. “No caminho entre o Senado e a Câmara, acendeu o pânico no governo. Tem muita gente com medo”, disse ele ao blog, por volta de 18h30.

À espera do texto, Bruno Araújo, o líder tucano na Câmara, ecoava Alvaro às 21h: “Algo muito estranho está acontecendo. Um requerimento tão simples até essa hora não chegou às nossas mãos. Tem gente assustada.”

De fato, o Planalto se deu conta de que, do modo como fora redigido no Senado, o pedido de CPI era demasiado abrangente, submetendo o governo a riscos imponderáveis. Decidiu-se levar o pé à porta.

Aos pouquinhos, a CPI da ex-unanimidade vai ganhando a forma de CPI do Cinismo. Exatamente como vaticinado em texto veiculado aqui na madrugada de quarta (12). Desfeito o pseudo-consenso, a hipótese de instalação da comissão já na semana passada subiu no telhado.

Fonte: Josias de Souza

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PT retira candidatura em Mossoró para ter o apoio do PSB em SP

Está no Terra Online. Com essa declaração do Presidente do PT é só questão de tempo a candidatura de Josivan voar, infelizmente porque Josivan merece ser candidato.

Para evitar o isolamento da candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, a direção nacional do PT já admite abrir mão de lançar candidatos próprios em algumas cidades consideradas “estratégicas” e apoiar as chapas encabeçadas por políticos do PSB e do PCdoB, em troca de apoio na capital paulista. Segundo o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o partido pode desistir de lançar candidatos nas cidades de Macapá (AP), Mossoró (RN), Duque de Caxias (RJ), Cuiabá (MT), para apoiar os candidatos do PSB, e em Florianópolis (SC) e Manaus (AM), para apoiar o PCdoB.

Cobiçado pelo PT e pelo PSDB, o PSB quer adiar para junho o anúncio da aliança, mas a decisão incomoda os petistas, pois Haddad é um dos poucos prefeituráveis que ainda não recebeu apoio de outros partidos. Em São Paulo, a situação é delicada pois o líder do PSB no Estado, Márcio França, integra a equipe do governador Geraldo Alckmin (PSDB) – ele é secretário estadual de Turismo – e é favorável à aliança com o pré-candidato tucano, José Serra. Por outro lado, o presidente nacional da legenda, o governador Eduardo Campos (PE), negocia diretamente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o apoio à candidatura do ex-ministro da Educação, mas, em troca, exige o apoio do partido em outros Estados.

“Nós queremos nos aliar ao PSB, então estamos estudando mudanças”, disse Falcão nesta terça-feira, após acompanhar Haddad na reunião do pré-candidato com a bancada do PT na Assembleia Legislativa. O Partido dos Trabalhadores também não descarta deixar a disputa pela prefeitura de João Pessoa (PB), e lembra que irá apoiar a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB).

Com o PCdoB, aliado histórico dos petistas, a conversa está ainda mais complicada, pois o PT não formalizou o apoio à candidatura da deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) à prefeitura de Porto Alegre, e lançou o deputado estadual Adão Villaverde (PT) como pré-candidato. Na capital gaúcha, o PT também é pressionado a apoiar a reeleição do prefeito José Fortunati (PDT), partido que também integra a base aliada do governo federal – o que deixa a situação ainda mais complicada.

Diante do cenário, o PCdoB em São Paulo tem reclamado abertamente dos petistas, a quem acusam de tê-lo “deixado de lado”. Por causa disso, os comunistas podem manter a pré-candidatura do vereador Netinho de Paula a prefeito, ou formar um “bloquinho” com o PRB e o PMDB, cujos pré-candidatos são, respectivamente, o ex-deputado Celso Russomanno e o deputado federal Gabriel Chalita.

O presidente do PT negou ter “menosprezado” os aliados comunistas e disse, ao ser questionado sobre o possível apoio do PT à Manuela, que a situação pode mudar. “Em política nada é imexível. (…) E o PT também quer apoiar a Vanessa Grazziotin (senadora do PCdoB), mas o PcdoB ainda não decidiu pela candidatura”, disse.

O partido também espera atrair o PR para a aliança, que deixou a base do governo federal, mas pouco depois retomou o apoio. “Temos muita expectativa de fechar com o PR”, admitiu o presidente petista.

Além de conter o isolamento de Haddad, as alianças partidárias são importantíssimas para garantir mais espaço ao pré-candidato na TV e no rádio. Isso porque, mesmo tendo Lula como seu cabo eleitoral, o ex-ministro ainda é desconhecido por grande parte da população paulistana e, para reveter o cenário, o partido aposta na exposição na televisão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Mineiro solta os cachorros pra cima de Rosalba por causa da insegurança

Uma notícia nos jornais do dia sobre a retirada de 40 viaturas das ruas no RN pelas Polícias Militar e Civil serviu como gancho para que o deputado Fernando Mineiro (PT) comentasse a situação do setor de Segurança no Estado. Os carros eram alugados e saíram de circulação por falta de pagamento do contrato assinado com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesed).

O parlamentar disse que “a arrecadação de impostos do Governo em 2011 foi 22% superior a do ano de 2010. O que o Governo está fazendo com esses recursos?”, questionou. Mineiro ainda criticou outros problemas na área de Segurança como a demora na convocação dos aprovados no concurso da Polícia Civil e a ausência de um secretário de Justiça e Cidadania, cargo que está sendo acumulado pelo secretário de Segurança Pública.

Em aparte, o deputado George Soares (PR) fez um apelo ao Governo do Estado “para que aja com rapidez com relação a esse problema, já que estamos em véspera de feriado”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Ministério da Pesca pede dinheiro a fornecedor para campanha da atual Ministra de Relações Institucionais

Vejam se o PT pode cobrar probidade de quem quer que seja, mais um caso que o Partido usa do poder para ter benefícios, quantos nesses 9 anos no poder? Segue reportagem do Estadão:

Sucessor de Ideli Salvatti no Ministério da Pesca, o deputado petista Luiz Sérgio classificou nesta sexta-feira, 30, de “malfeito” a ação da pasta de cobrar dinheiro para o PT de Santa Catarina de uma empresa contratada pelo governo federal. A Intech Boating, que forneceu por R$ 31 milhões lanchas-patrulha para o ministério, doou R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT, que bancou 81% dos custos da candidatura de Ideli em 2010 ao governo de Santa Catarina, como revelou com exclusividade o Estado. O contrato das lanchas é considerado suspeito pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A petista, hoje, é titular da pasta de Relações Institucionais.

“Em relação à iniciativa do ministério de buscar contribuições, minha posição é contrária a isso. Não é função de ministério arrecadar dinheiro para candidaturas ou para partidos”, disse o ex-ministro da Pesca, a quem coube dar destino à maior parte das 28 embarcações compradas. As lanchas-patrulha estavam estragando, sem uso, num caso de desperdício de dinheiro público investigado pelo TCU. O Ministério da Pesca optou por doar a maioria à Marinha.

Questionado se enxergava corrupção no caso, Luiz Sérgio optou pelo vocabulário adotado pela presidente Dilma Rousseff. “Eu diria, como a nossa presidente tem feito, que é um malfeito.” Luiz Sérgio ficou no cargo apenas seis meses, após perder o posto de articulador político do governo para a ministra Ideli Salvatti, em junho do ano passado.

Na quinta-feira, 29, o dono da Intech Boating, José Antônio Galízio Neto, afirmou aoEstado que a doação ao partido havia sido feita em 2010 a pedido do ministério. “A solicitação veio pelo Ministério da Pesca, é óbvio. E eu não achei nada demais, porque eu estava trabalhando para o governo, faturando naquele momento R$ 23 milhões, R$ 24 milhões, não havia nenhum tipo de irregularidade”, disse, mudando em seguida de versão e apontando um político local, “um vereador ou candidato a deputado, uma coisa assim”, como o responsável pelo pedido de doação ao PT.

Irregular. O negócio que resultou em doação para o comitê petista contém irregularidades, segundo auditoria aprovada pelo TCU na quarta-feira. O relatório afirma que a licitação foi dirigida para a Intech Boating, sediada em Santa Catarina, base política dos ministros Altemir Gregolin e Ideli Salvatti. Além disso, ainda de acordo com o tribunal, as lanchas foram compradas sem necessidade e superfaturadas.

Nesta sexta-feira, o dono da Engetec – empresa desclassificada “sem justificativa adequada” da licitação das lanchas, segundo o TCU – confirmou a interpretação do tribunal. César Thomé Filho contou que a Engetec reduziu o preço proposto pela Pesca de R$ 1,6 milhão para R$ 1 milhão. Apesar de atender aos pré-requisitos do edital, perdeu o negócio.

Contratada, a Intech teve o preço das lanchas aumentado por vários “aditivos” contratuais. Entre os motivos estava até dar manutenção às embarcações sem uso. A Intech nega ter sido favorecida com o contrato e qualquer superfaturamento.
Ao final da auditoria do TCU, 19 das 28 lanchas estavam sob a guarda do fabricante ou não haviam entrado em operação. Outras quatro estavam avariadas ou com operações suspensas.

Compradas pelo Ministério da Pesca sem que a pasta tivesse competência para fiscalizar a pesca irregular, 11 das 28 lanchas-patrulha começaram a ser doadas para a Marinha em novembro de 2011. Na quinta-feira, ainda restavam quatro embarcações no estaleiro da Intech Boating.

Erro. “Quando cheguei (ao ministério), havia mais de um ano que esses equipamentos estavam parados. É evidente que isso demonstra que houve um erro, um equívoco em como a questão foi encaminhada”, disse Luiz Sérgio, sobre a ação dos ministros do PT. Altemir Gregolin encomendou as lanchas. Ideli pagou parcela pendente de R$ 5,2 milhões do contrato.
Luiz Sérgio deixou duas das lanchas aos cuidados do Instituto Estadual do Ambiente do Rio (Inea), sua base política. Uma delas estava ancorada numa marina privada, deteriorando-se.

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social

PSB exige apoio a Larissa Rosado em Mossoró em troca do apoio a Haddad em SP

Desafeto número um de José Serra, Ciro Gomes avalia que o tucano é franco favorito na disputa pela prefeitura de São Paulo. Acha que, considerando-se a inexperiência dos adversários, Serra pode prevalecer ainda no primeiro turno.

Ciro expôs a opinião num encontro reservado da caciquia do seu partido, o PSB. Na véspera da reunião que manteve com Lula, no domingo, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB federal, voou para Fortaleza.

Acompanhado de Márcio França, presidente do PSB no Estado de São Paulo, Eduardo reuniu-se com Ciro e com o irmão dele, o governador cearense Cid Gomes. Iniciada num almoço, a troca de idéias se estendeu pela tarde.

Espremendo-se a conversa, chega-se ao seguinte sumo: do ponto de vista estritamente partidário, o apoio do PSB ao petista Fernado Haddad, rival de Serra na disputa paulistana, é desinteressante.

Se vier a ser formalizado, o acordo com Haddad será creditado à deferência de Eduardo com Lula. Afora a amizade, deve a ele a fatura dos vultosos investimentos federais feitos em Pernambuco durante sua passagem pela Presidência.

Para desassossego do PT, que ainda não conseguiu por em pé uma coligação partidária para Haddad, Eduardo a São Bernardo do Campo, nas pegadas do encontro de Fortaleza, decidido a ganhar tempo.

Levou para a cobertura onde Lula reside uma lista de contrapartidas. Em troca do apoio a Haddad, o PSB cobra a generosidade do PT noutras praças. Entre elas duas cidades de porte médio –Campinas (SP) e Duque de Caxias (RJ).

Entre elas também três capitais: Macapá (AP), João Pessoa (PB) e Mossoró (RN). Enfiaram-se na lista, de resto, dois abacaxis que o PT tem dificuldades de descascar. Um é servido a Cid, em Fortaleza. Outro, a Eduardo, no Recife.

Na capital cearense, a prefeita petista Luizianne Lins conduz a própria sucessão de costas para os irmãos Gomes. Ela empina a candidatura do petê Elmano Freitas, secretário de Educação do município. Eles desejam outro petê: Nelson Martins, secretário de Desenvolvimento Agrário do governo Cid.

Na capital pernambucana, o prefeito João da Costa, do PT, dono de elevada taxa de rejeição, lança-se à reeleição. Eduardo prefere seu secretário de governo, Maurício Rands, seu secretário de governo. Se der João, o mandachuva do PSB ameaça inclusive romper a aliança que o une ao petismo no Recife.

Com a saúde intacta, Lula teria dificuldades para entregar a mercadoria encomendada pelo PSB. Operando desde o estaleiro, os obstáculos como que se potencializam. De todo modo, abriu-se um duto para tentar fazer fluir a negociação.

Pelo lado do PSB, vai operar em nome de Eduardo o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, que participou da conversa com Lula. Também presente, Rui Falcão, o presidente do PT, indicou como interlocutor Paulo Frateschi, secretário de organização do partido.

O PSB planeja cozinhar o galo, como se diz, até junho, o mês das convenções partidárias. Ainda que desatendido em suas reivindicações, Eduardo terá dificuldades de dizer ‘não’ a um apelo de Lula.

Não ignora, porém, o tamanho do enrosco em que pode se meter. Hoje, se fosse convocado a deliberar, o diretório do PSB no município de São Paulo fecharia com Serra. Márcio França, o presidente estadual da agremiação, é secretário de Turismo do governo tucano de Geraldo Alckmin.

Quer dizer: para enfiar o seu partido dentro da coligação petista, Eduardo terá de atravessar Haddad na traquéia dos seus partidários. Dispõe de instrumentos, já que o diretório nacional precisa referendar as alianças feitas em cidades com mais de 200 mil habitantes. Mas terá de abrir a caixa de ferramentas.

Uma aliança com Serra soaria como afronta a Lula. Eduardo não parece disposto a patrocinar a ousadia. Mas mantém aberta, ainda que como mera cogitação, uma janela para a terceira via. Nessa hipótese, o PSB refugaria Serra, mas evitaria fechar com Haddad.

O partido optaria por um nome alternativo. Das opções presentes no tabuleiro, a que oferece melhores condições para que o PSB componha uma chapa de vereadores é a candidatura de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, do PDT.

Em meio à encrenca, o que mais chama a atenção é a avaliação de Ciro sobre  favoritismo de Serra. Sua análise contrasta com a do próprio candidato tucano. Em privado, Serra exala cautela.

Escaldado com o ‘efeito Lula’, que vitaminou Dilma Rousseff na sucessão presidencial de 2010, Serra alerta seus apoiadores para a necessidade de não subestimar Haddad. Afora a força do patrono, enxerga qualidades no antagonista.

Ciro, ao contrário, fala como se já enxergasse Serra na cadeira de prefeito. Acha que a disputa, apinhada de candidatos novatos, o favorece. Considerando-se a aversão que nutre por Serra, Ciro pode ser acusado de tudo, menos de ser generoso com o “coiso”, como costuma se referir ao ex-companheiro de tucanato.

Fonte: Josias de Souza

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *