A Justiça autorizou a Polícia Federal incinerar, na próxima terça-feira (17), mais de uma tonelada de drogas apreendidas em operações no RN, em 2011 e 2012.
Por questões de segurança, a assessoria de imprensa da PF, não revelou detalhes sobre o evento “Só informaremos detalhes sobre local, horário e drogas incineradas, no dia do evento”.
No ano passado, os mais de 1.200Kg de drogas apreendidos foi considerado um recorde para o estado, que em 2010 havia apreendido pouco menos de 400 Kg. Em apenas uma operação, no município de São José do Mipibu, os policiais apreenderam 814 kg de maconha e outros 17 kg de cocaína.
Segundo artigo no Estadão, baseado em relatório do Global Entrepreneurship Monitor, o Brasil é o terceiro país em número de empreendedores do mundo. Enfim, temos mais um motivo para nos orgulhar de estarmos fazendo o nosso trabalho e assumindo que queremos mesmo e cada vez mais ser dono do nosso próprio nariz, poder fazer o nosso próprio horário, não ter teto de renda e ainda ter liberdade de fazer o que bem entender na hora que bem quisermos. Porém, nem tudo é um mar de rosas, e estatisticamente duas a cada três empresas fecham depois de três anos no mercado. Por que isso acontece?
Bem, isso acontece porque a maioria dos empreendedores olham somente o lado verdinho da grama das empresas que deram e estão dando certo, esquecendo-se que que apesar dos ganhos serem altos, as “perdas” ou os desafios são muitas das vezes ainda maiores. E por quê então um terço das empresas vão para frente, prosperam e têm sucesso? Pela minha experiência profissional e pessoal, isso acontece porque os empreendedores à frente destas empresas de sucesso, cultivam determinadas características-chave que os permitem persistir sempre em um caminho de sucesso.
A seguir, enumero dez recomendações baseadas nas características principais dos empreendedores de sucesso que se observadas e implantadas por você na sua personalidade poderão tornar a sua empresa uma destas que ocupam os primeiros terços das estatísticas citadas anteriormente. Anote:
1. Acredite que seus sonhos podem ser realizados, apesar dos grandes desafios.
2. Mantenha o foco, projetando o que quer e não se distraindo no meio do caminho com outras possíveis oportunidades.
3. Não deixe que a sua vida pessoal e emocional atrapalhe a sua vida profissional.
4. Procure ajuda ou conhecimento com pessoas que já conquistaram o que você quer conquistar.
5. Defina o seu mercado e fale a “língua” deste mercado, entendendo suas dores, desejos e necessidades.
6. Busque estar ao redor daqueles que lhe dão apoio e fique longe daqueles que por suas próprias limitações, acabam te atrapalhando e te jogando para baixo.
7. Busque sempre se aperfeiçoar na sua área.
8. Mantenha-se aprendendo sobre outras áreas que sente serem necessárias para que o seu negócio vá adiante, seja algo técnico, de finanças, ou marketing;
9. Trabalhe! Não fique arranjando desculpa para não fazer o que é necessário na hora que algo deve ser feito.
10. Aprenda com seus erros e fracassos. A cada queda, se levante e vá adiante sem culpar os outros pelas suas próprias falhas.
Muitos “gostariam” de ter sucesso, mas poucos estão realmente “comprometidos” em alcançá-lo. Comprometimento é fazer tudo o que for necessário para que seus objetivos sejam alcançados, sem qualquer desculpa! Só assim, as estatísticas sobre o Brasil não só melhorarão ainda mais como você será um dos líderes do novo país que nós, empreendedores de qualquer porte, estamos construindo agora.
Qual o seu grau de comprometimento com a sua vida, com a empresa, com a sua cidade e com o seu país?
Fonte: Insistimento- blog de dicas sobre empreendedorismo
O novo titular da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Kércio Pinto, assumiu um grande desafio: reestruturar o sistema prisional do Estado. Kércio Pinto é delegado da Polícia Federal e foi diretor da Penitenciária Federal de Mossoró de fevereiro de 2010 a fevereiro de 2011. Durante sua posse, na última segunda-feira, o novo secretário assumiu a responsabilidade de “resgatar a credibilidade da Sejuc e dos profissionais que a compõem, que parece estar adormecida”. Ciente de todos os problemas do sistema prisional do Estado, ele diz que o Rio Grande do Norte precisa de novas unidades prisionais urgentemente. “O Rio Grande do Norte não pode mais esperar”, disse.
O senhor assume agora uma das pastas mais complexas do estado. Já está a par de todos os problemas?
Sei dos problemas e estou buscando resolvê-los, o compromisso é justamente tentar resolver. Nós entramos sabendo de tudo o que está acontecendo. Tenho plena certeza de que é um grande desafio e como todo desafio tem que ser encarado.
Quais serão suas prioridades à frente da Sejuc?
Nós precisamos eleger prioridades em diversos segmentos porque essa pasta não é somente sistema prisional. Nós queremos fazer com que as coordenações da mulher, da desigualdade racial, juventude, direitos humanos, e todas as outras coordenações tenham condições plenas de desempenhar suas funções. Temos o Procon – que já funciona bem, mas que nós queremos dar condições para que possa funcionar ainda melhor. E temos também a Central do Cidadão onde nós queremos ofertar serviços de excelência.
O estado pretende investir em novas unidades da Central do Cidadão?
Ao invés de abrir novas unidades das centrais, nós temos que buscar oferecer excelência nos serviços oferecidos. Estamos reabrindo a central de Macau, estamos colocando em dia os contratos de locação de todas as centrais. Deveremos reabrir a central do Praia Shopping em breve. Nós temos algumas centrais que a governadora elencou como prioridade que são justamente reabrir Macau e Praia Shopping, e investir em Canguaretama e uma nova unidade em Mossoró.
O sistema prisional do estado hoje vive um quadro de superlotação e estruturas físicas precárias. O senhor acredita que o RN chegou a essa situação por falta de recursos ou falta de gestão?
Ser gestor com recursos é a melhor coisa do mundo, aí não se enfrenta dificuldade alguma. Eu não tenho um conhecimento aprofundado das outras gestões, mas hoje nós vamos focar na gestão pública, na gestão como o carro chefe para administrar essa secretaria. Como tudo na administração pública você não faz nada se não tiver planejamento. Nós precisamos de uma assessoria de planejamento aqui na secretaria, nós precisamos elencar prioridades, nós precisamos ter como buscar recursos, então em primeiro lugar é gestão, mas sem recursos também a gente não faz nada.
O que se sabe é que existem recursos federais disponíveis que não são utilizados pelo estado.
Os recursos federais são canalizados para o Departamento Nacional Penitenciário (Depen) e aí depende dos estados apresentarem projetos. Se o estado não apresentar projetos, ou se tiver com convênios não executados ou executados sem a prestação de contas, não vai receber recursos. Nós estamos fazendo uma análise de todos os convênios da Sejuc justamente para estarmos aptos a receber esses recursos. Porque se você faz um convênio e não executa, aí sim, é falta de gestão porque você vai buscar altas somas de recursos não executa ou executa e não presta contas, consequentemente o estado será penalizado.
Hoje o governo do estado está impossibilitado de receber recursos federais?
Estamos trabalhando para sair dessa condição e poder buscar novos recursos junto ao governo federal. Se eu não me engano, em 2010 quase R$ 500 milhões foram devolvidos aos cofres da União pelo Depen porque os estados não apresentaram projetos para direcionar esses recursos. A partir de hoje a Secretaria de Justiça não perderá prazos, não deixará de executar seus projetos, porque esse é um dinheiro caro que o estado não tem e o governo federal nos oferta. Como é que nós vamos perder esse dinheiro? Não podemos perder. É inadmissível que isso ocorra. Acabei de assinar um ofício à governadora pedindo a vinda de um especialista na área de assessoria de planejamento, mestre em assuntos penitenciários, especialista na área de convênios, para que possa urgentemente capacitar os nossos servidores para administração e fiscalização desses convênios.
Recentemente o Ministério Público fez algumas recomendações a serem aplicada em Alcaçuz. A Sejuc terá como cumprir essas recomendações?
O que eu quero é parceria com o MP, com o Poder Judiciário, com a Defensoria Pública, para que possamos mudar esse quadro do sistema penitenciário no estado. Nós sabemos os problemas que nós enfrentamos, o que falta neste exato momento são projetos e recursos para que as ações sejam executadas. Os nossos técnicos já se dirigiram a Alcaçuz para diagnosticar algo que possa ser emergencial para aquela unidade. Já está publicado no Diário Oficial o chamamento de empresas para a licitação da parte elétrica do Pavilhão 5 de Alcaçuz, em caráter emergencial, para que possamos estender uma nova rede elétrica e colocar aquele pavilhão para funcionar porque só falta isso para funcionar. E aí nós vamos ter entre 400 e 450 apenados lá nessa unidade, ou transferidos de Alcaçuz para que possamos reformar parte das unidades, ou de outra penitenciária que esteja com quadro de superlotação. que é quase geral no estado hoje. Nós estamos fazendo a terraplanagem da parte externa e interna de Alcaçuz, estamos com uma equipe de engenharia tentando detectar rotas de fulga, mas primeiro queremos limpar o terreno para ter mais visibilidade. Uma das questões que nós estamos buscando é colocar cercas para evitar fugas, temos uma busca de orçamento para parte de iluminação, mas tudo isso vai depender do trâmite burocrático natural da administração pública. Além disso, estamos buscando agilidade em alguns projetos junto à Secretaria de Infraestrutura de reestruturação física da Deprov, da Cadeia Pública de Mossoró, e em Pau dos Ferros.
Estima-se que se todas as execuções penais forem cumpridas seria criado um déficit de 5 mil vagas no sistema prisional. Como o senhor pretende tratar essa questão?
Hoje o déficit no sistema prisional já é de aproximadamente 5 mil de vagas. Eu acredito que se muitos dos processos fossem agilizados para quem já cumpriu pena, todas as análises jurídicas fossem concluídas, nós teríamos uma diminução muito grande de detentos no sistema carcerário. Tem gente que já cumpriu pena, tem gente que talvez uma pena alternativa resolvesse ao invés de mandar para um presídio que – no Brasil todo – não oferece as mínimas condição paraa ressocialização do detento. O nosso sistema hoje tem aproximadamente 7.500 presos. É um universo muito grande para o nosso estado, já que nós ofertamos apenas 2,8 mil vagas.
O senhor pretende provocar a Justiça nese sentido?
Eu hoje estive conversando com um dos defensores públicos e o número de defensores no estado é muito pequeno, por isso eles não têm condições de nos ajudar agora. Então nós vamos buscar uma somação de esforços com o Poder Judiciário, o Ministério Público, não adianta a gente estar brigando, ao contrário, eu quero é parceria para que possamos desenvolver um bom trabalho que não é da Sejuc, é da sociedade e irá beneficiar a todos. É um trabalho difícil, penoso, que há a necessidade dessa integração entre MP, Poder Judiciário e administração. Tem que ser um trabalho não solitário, mas solidário, aí sim, nós vamos resolver a questão.
O estado pretende aumentar o número de vagas no sistema prisional?
Eu só posso aumentar o número de vagas se houver a obtenção de recursos do governo federal.
O senhor já esteve em Alcaçuz?
Eu vou visitar Alcaçuz como vou visitar todas as unidades prisionais do estado. Nós temos que ofertar aos agentes penitenciários, aos policiais militares que lá trabalham todas as condições para que possam executar o seu trabalho. Hoje nós contamos com a colaboração da PM, porque não temos condições de ter a guarda exclusivamente nas mãos dos agentes penitenciários. A Polícia Militar também perde com isso, porque não tem todo o seu efetivo nas ruas.
As fugas em Alcaçuz são constantes. O que o senhor pretende fazer para reverter esse quadro?
A penitenciária de Alcaçuz é uma unidade que foi contruída sobre dunas, a sua fundação está em um local em que não deveria estar. Além dessa condição, enfrentamos a falta de investimento em Alcaçuz, porque é inconcebível que uma penitenciária que foi tratada como de segurança máxima à época de sua construção não tenha um sistema de monitoramento de câmeras, não tenha um serviço de excelência por causa da falta de investimentos nesses14 anos. É preciso reestruturar aquela penitenciária. Hoje temos lá mais de 900 presos e a capacidade é de 450 presos. É até difícil executar uma reforma lá com essa superlotação. São anos sem a construção de uma nova unidade prisional no estado e nós temos que estudar esse caso.
Um novo tratamento contra fobia social está sendo testado há um mês por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). A terapia usa um programa de computador que mostra imagens em três dimensões que reproduzem situações sociais iguais às que causam desconforto ao paciente. A fobia social é um distúrbio que leva a pessoa a sofrer cada vez que precisa se submeter a situações de interação social ou que tenha que mostrar desempenho em alguma atividade e afeta 8% da população.
De acordo com psicóloga e pesquisadora do Hospital das Clínicas Cristiane Maluhy Gebara, responsável pelo projeto, na terapia, o paciente usa fones de ouvido e óculos especiais que o colocam “dentro” das situações exibidas como se ele realmente fizesse parte daquilo. São exibidas imagens de interação com desconhecidos, de participação em reuniões e até de situações em que é preciso falar a plateias. Com isso, é possível testar se o programa contribui para diminuir a reação de ansiedade dos que sofrem de fobia social.
“[A fobia social] é um transtorno de ansiedade em que as pessoas têm muito medo da avaliação negativa do outro, o que gera dificuldade de interação. Elas evitam situações em que tem que se expor e, quando as enfrentam, fazem isso com muito desconforto, com sofrimento”, explica Cristiane. Segundo a psicóloga, entre os sintomas estão a taquicardia, a sudorese, o rubor nas faces. “É uma situação que incomoda muito, porque a pessoa imagina que quem está observando percebe e acaba se sentindo embaraçada e humilhada.”
Uma das técnicas de tratamento é a exposição do paciente à situação, o que pode ser feito ao vivo ou simplesmente imaginado. Com a técnica da exposição ao vivo, a melhora ocorre em 70% dos casos. “Com tal técnica, de forma gradual e repetida, colocamos a pessoa nas cenas que causam desconforto da que menos incomoda para a que mais causa incômodo”, informa a pesquisadora.
Ela ressalta que, com a tecnologia e a possibilidade do uso da realidade virtual, a técnica que está sendo testada no Hospital das Clínicas permite a exposição do paciente a situações difíceis, mas de forma menos agressiva. “Alguns estudos feitos fora do país mostram que o tempo de exposição fica menor e, como isso é feito no consultório, o tempo de tratamento pode ser encurtado e é mais seguro, porque a pessoa sente a ansiedade praticamente da mesma forma, mesmo estando em um ambiente mais privado.”
Nos testes estão previstas 12 sessões, mas o tempo de tratamento varia de um paciente para outro, podendo chegar a até seis meses. “Algumas pessoas não terão tanta dificuldade ao olhar uma cena, então podem terminar o tratamento antes”, diz Cristiane. As causas da fobia social podem ser genéticas ou adquiridas por aprendizagem ou educação. “A pessoa aprende ou copia comportamentos dos pais e aí pode desenvolver fobia social mais para a frente. O transtorno se inicia quando criança e passa para a adolescência”, completa a psicóloga.
Se não for tratada devidamente, a fobia social pode acarretar prejuízos de todos os tipos na vida do indivíduo. Segundo Cristiane, há casos de pessoas que deixam de aceitar cargos que exijam mais exposição, com muita participação em reuniões, por exemplo. Na vida pessoal, também podem ocorrer prejuízos, pois, muitas vezes, o paciente deixa de ter uma vida normal por causa da dificuldade para se relacionar e até para paquerar, afirma a pesquisadora.
O diagnóstico é feito com base na análise de alguns critérios específicos. Com o tratamento, o nível de ansiedade chega a cair muito e a pessoa passa a viver normalmente. O tratamento ainda está em fase de pesquisa e não há previsão de quando a técnica será implantada nas terapias cotidianas.
A Prefeitura Municipal de Natal, através da Secretaria de Segurança e Defesa Pública Municipal, firmou convenio com a SENASP/MJ, Secretaria Nacional de Segurança Publica, ligada ao Ministério da Justiça, para execução do Programa de Vídeo Monitoramente de Natal.
Segundo o titular da Secretaria Municipal, bacharel Carlos Paiva (foto), o investimento será de RS 720 mil, e já foi licitado, significando para breve o inicio de funcionamento de trinta câmaras em alguns bairros de grande densidade populacional e registros de violência preocupantes.
O Programa de Vídeo Monitoramento está previsto iniciar a partir do dia 30 de agosto. As trinta câmaras serão colocadas em bairros onde se registram muitos casos de violência. Como o Alecrim, de economia punjante, mas que vem preocupando as autoridades de segurança. As câmaras serão colocadas nos locais mais críticos, como na Av.1 com a Cel. Estevão e a Praça Gentil Ferreira.
Também na zona Norte de Natal serão instaladas muitas dessas câmaras. Como na Av.das Fronteiras, no bairro de Igapó, na Estrada da Redinha, entre outros locais. Essas trinta câmaras irão se juntas a outras 20 já existentes na orla marítima, de Ponta Negra a Redinha, além das 18 câmaras que existem no controle do trânsito na capital.
A Base Central dessa operação será localizada na Praça Gentil Ferreira, que administrará a geração e o controle das imagens. O resultado desse controle, será encaminhado ao GGIM – Gabinete de Gestão Integrada do Município, que atuará em consonância com os Conselhos de Segurança dos Bairros, criados para juntos efetuarem propostas de políticas publicas à Municipalidade. “A violência tem sua raiz histórica e social. Por isso, além do aspecto repressivo, a sociedade deve ajudar com idéias e propostas, fazendo assim a sua parte”- finalizou Carlos Paiva.
Da redação de Nelson Freire para o Blog Ponto de Vista
Foi registrado no fim da manhã deste domingo um incêndio em uma carreta, que transportava uma torre de energia eólica próximo ao trevo saída para Fortaleza.
Segundo informações, o veículo vinha na rodovia BR-304 no sentido Fortaleza/ Mossoró quando os pneus da carreta pegaram fogo. Apesar do susto ninguém ficou ferido.Por precauções, o cavalinho foi desengatado pelo condutor da carreta.
A Polícia Rodoviária Federal foi acionada para controlar o trânsito que ficou bastante congestionado.
Matéria na Tribuna do Norte, por Anna Ruth Dantas, em Panorama Político
Com suspeitas de pagamentos irregulares feitos pelo Governo do Estado ao Hospital Érico Onofre – APAMI, instalada na cidade de Umarizal, os promotores Edísio Souto Neto e Rafael Silva Paes recomendaram que o secretário estadual de Saúde, Isaú Gerino, apure fraudes no pagamento das Autorizações de Internamento Hospitalar (AIHs).
Além disso, o MP também recomendou que o secretário de Saúde institua uma comissão de auditoria para investigar as AIHs pagas nos últimos cinco anos. Os promotores também sugerem que o secretário avalie a possibilidade de descredenciar o hospital de Umarizal.
No caso dessa APAMI foi realizada uma perícia e identificado que “Com uma única exceção, nos demais prontuários foram encontrados irregularidades de cobrança maior que a devida, com uma constante de três dias de internação sendo cobrado sobre procedimentos ambulatoriais de urgência”, como relatou os promotores na recomendação. O Ministério Público aponta que há indícios de superfaturamento nos valores cobrados pelo hospital ao Governo do Estado.
Após cinco anos de discussões, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu as regras para tornar obrigatória a presença de kits antifurto nos veículos vendidos no País. A partir de janeiro, 20% de todos os automóveis e caminhões novos terão de ter instalados sistemas de bloqueio e rastreamento. Em agosto, serão 100% dos veículos novos. Para as motos, o prazo vence em janeiro de 2014.
Os sistemas deverão estar instalados nos carros. Mas será opção de cada proprietário decidir se vai ou não pagar para manter o serviço de rastreamento, que deverá ser contratado em uma empresa privada do ramo. Já o bloqueio deverá vir funcional, com a opção de ser acionado pelo proprietário.
Cada fabricante (ou importador) de veículo terá de homologar seu modelo no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Mas ainda não há certeza quanto ao impacto que a medida trará ao preço dos carros. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não quis comentar o assunto. A assessoria de imprensa da entidade disse que as fábricas vão cumprir as regras, mas o impacto no valor será decidido pelas montadoras.
A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), que não fez parte do grupo de trabalho que discutiu o modelo, disse, em nota, que “certamente haverá repasse dos custos de introdução dos novos dispositivos”.
Atualmente, as empresas que oferecem esses kits os comercializam por preços que variam entre R$ 200 e R$ 500, mais cerca de R$ 50 mensais pela assinatura dos serviços de rastreamento.
Uma das justificativas para a criação da medida é a possível diminuição do número de furtos de veículos e, consequentemente, do valor dos seguros. Mas a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) ainda não sabe qual será o efeito da mudança, apesar de apoiá-la. “Como a resolução não obriga o proprietário do veículo a ativar o dispositivo, as seguradoras aguardam o impacto da medida a partir da constatação da eficiência do sistema por meio da melhora dos índices de recuperação de veículos roubados”, afirmou a entidade, em nota.
Já o delegado Norberto Moraes, da Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (Divecar), da Polícia Civil, afirma que a medida trará, sim, redução no número de ocorrências. “Mas o marginal já tem meios de inibir esses sistemas”, alertou. “Os fabricantes terão de oferecer sistemas eficientes.” Ele disse ainda que, para coibir os furtos contra o patrimônio, as leis deveriam ser mais severas.
Isso é um absurdo afronta a Constituição no que tange a violação a intimidade de qualquer cidadão, é o que o Governo tem que adotar é na melhoria da segurança.
Concordo Fabiano, a melhoria, não somente na segurança,mas, também na saúde, educação, etc…deveria vir em primeiro lugar. Porém, acredito que a lei do rastreamento trará benefícios para a população, que com muito sacrifício consegue comprar seu carro em ???? parcelas e vê nesta lei uma forma a mais de proteger seu patrimônio. Lembrando ainda que não é obrigatório habilitar o serviço de rastreamento, sendo assim, o cidadão teria a sua intimidade violada se assim permitisse.
O uso excessivo de medicamentos por crianças e adolescentes foi tema de moção de recomendação e repúdio da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. A nota proposta pelos conselhos federais de Psicologia e Serviço Social questiona o consumo indiscriminado de estimulantes do sistema nervoso central, como a Ritalina, e ansiolíticos.
Entre as principais propostas que serão usadas como referência para a construção do Plano Decenal de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente está a criação do Plano sobre Enfrentamento ao Uso de Substâncias Psicoativas, que vai ampliar as políticas sociais para prevenção e tratamento de crianças e adolescentes dependentes de álcool e outras drogas.
Outra proposta trata da ampliação do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). “Vamos buscar a melhoria das instalações das unidades que abrigam os jovem que cumprem medidas socioeducativas, várias devem ser desativadas. Vamos melhorar o atendimento a esses adolescentes e também o processo de apuração das infrações cometidas”, destacou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário.
A qualificação dos conselhos tutelares foi um dos temas centrais da conferência. Segundo a ministra, em apenas 12 municípios brasileiros não há conselhos. “Nosso foco agora é na qualidade. Vamos projetar ações que qualifiquem os conselhos e os conselheiros. Queremos fortalecer os conselhos para que eles cumpram sua função de proteção dos direitos das crianças e adolescentes”, explicou a ministra.
Maria do Rosário ressaltou a mobilização dos adolescentes durante a conferência. “Esses jovens reivindicam ser ouvidos e que a escola, os programas de saúde e as políticas públicas em geral considerem as suas necessidades de desenvolvimento integral dentro da comunidade que vivem”, disse.
De acordo com a organização do evento, 780 adolescentes participaram da conferência. Para Guilherme Augusto Santos, 16 anos, de Salgueiro, em Pernambuco, foi uma oportunidade em que crianças e adolescentes tiveram direito à voz. “Foi um momento de trocar informações para conhecermos a realidade de nosso país e sermos reconhecidos não somente nos nossos municípios e estados, mas também no Brasil inteiro.”
Maurício Silveira, de Juquiá, no Vale do Ribeira (SP), ressaltou a importância da discussão em torno do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) durante a conferência. “O ECA é da criança e do adolescente, então o jovem tem que participar e realmente fazer parte dele. Algumas coisas estão apenas no papel, ainda há muita criança que trabalha e em péssimas condições. Vemos diariamente exemplos de abusos sexuais na mídia. Quando conversamos com gente da nossa idade, dá muita vontade de fazer algo”, disse.
Apesar de o iPad produzido no Brasil ter o mesmo valor de o produto importado, o Ministério de Ciência e Tecnologia afirmou em nota acreditar que a concorrência no mercado brasileiro deve fazer os preços baixarem. Ao UOL Tecnologia, o Ministériodisse que não pode obrigar as empresas a diminuírem o preço de itens que recebem benefício fiscal – caso do tablet da Apple.
“Os principais fabricantes estão no país, fato que favorece a concorrência entre eles e a consequente queda dos preços”, afirmou Virgílio Almeida, Secretário de Políticas de Informática do ministério. Entre as empresas citadas com produção local estão a Apple (com a montadora Foxconn), a Samsung, a Positivo Informática e a Semp-Toshiba.
Ainda de acordo o comunicado, cerca de 36 empresas já solicitaram incentivos para a produção de tablets no Brasil, das quais 17 já tiveram seus projetos avaliados e aprovados.
“A Foxconn vem executando o Projeto Produtivo Básico, investindo 4% em Pesquisa e Desenvolvimento e respeitando as taxas de composição de produtos nacionais – requisitos para receber os incentivos fiscais da Lei de Informática. Desta forma, a economia do Brasil ganha com a geração de empregos e com a redução das importações”, diz o texto.
Quando a Medida Provisória da isenção foi anunciada, Aloizio Mercadante, então ministro de Ciência e Tecnologia, afirmou que o modelo dos tablets produzidos em território nacional poderia ter queda de até 36% no preço cobrado para o consumidor final. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi mais conservador à época, falando em redução de 31%.
A diminuição do preço dos produtos nacionais da Apple era esperada por causa dos incentivos fiscais que o produto fabricado no Brasil recebe. Pela chamada Lei do Bem, tablets fabricados no Brasil recebem redução do Cofins e IPI de 9,25% para zero.
Primeiro lote
O ministério se manifestou após o primeiro lote de iPads fabricados no Brasil chegar às lojas oficiais da Apple, sem que o preço caísse. No site oficial da Apple, o valor começa em R$ 1.549 (16 GB, Wi-Fi), independente de o produto ser brasileiro ou importado — algo não especificado no site da empresa. Em uma a2You (revendedora oficial da Apple) em São Paulo, é possível verificar o mesmo: o produto nacional é vendido pelo mesmo preço do modelo vindo do exterior.
De acordo com o “Valor Econômico”, os iPads produzidos localmente devem começar chegar às lojas de varejo neste mês. Na Fnac (loja de São Paulo), o modelo deve chegar no dia de 19 de julho.
Procurada pela reportagem, a Apple ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
A Câmara Municipal de Extremoz aprovou, na terça-feira, requerimento que solicita a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na licitação para execução das obras de reforma e ampliação da Escola Municipal Maria Izabel Dantas, localizada no distrito de Capim.
O que os vereadores enxergam como irregularidades é o fato da escola ter sido reformada e inaugurada, e só depois disso o processo de licitação ter sido aberto.
A escola foi inaugurada no dia 4 de maio deste ano, e o extrato da licitação foi publicado no Diário Oficial do Município, no dia 31 de maio, 27 dias após a inauguração.
O requerimento da vereadora Kiara Lucy foi aprovado à unanimidade dos vereadores presentes à sessão.
A CPI já está formada e será presidida pelo vereador Bruno Célio Diniz, tendo Waldemir Cordeiro Lopes como relator.
A investigação pela Câmara poderá ser uma pedra no sapato do prefeito Klauss Rego (PMDB), candidato à reeleição.
Resta saber se, sendo candidatos à reeleição, os vereadores vão ter tempo para a Comissão Parlamentar.
Na Folha de São Paulo, o colunista Elio Gaspari tece duras críticas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e abre o que ele diz ser “A caixa preta do exame da OAB”. Segue o texto do jornalista:
Em dezembro de 2010, quando se descobriu que uma lambança ocorrida na distribuição das provas do Enem atrapalhara a vida de cerca de 10 mil dos 3,3 milhões de jovens que haviam prestado a prova, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, prontamente anunciou que pediria a anulação do exame.
Seria mais razoável oferecer uma nova prova aos prejudicados (o que foi feito), mas a Ordem defendeu uma posição extrema.
A veneranda OAB fez fama como papagaio de pirata de crises. Há um problema, e lá está ela metendo seu bico. Não importa que o assunto nada tenha a ver com o exercício da profissão de advogado. Nem mesmo que proponha uma nova e absurda prova para 3,3 milhões de jovens.
A OAB tornou-se uma instituição milionária e suas contas estão longe da vista do poder público. O doutor Ophir chegou a dizer que “o Congresso Nacional tornou-se um pântano”. Um de seus antecessores, Roberto Busatto, disse que “o comportamento indecoroso de alguns agentes públicos expôs ao desgaste as instituições do Estado”.
No seu próprio quintal, ela não é tão vigorosa, muito menos transparente. Há anos pipocam denúncias de fraudes no exame que os bacharéis são obrigados a prestar na Ordem para poderem trabalhar como advogados.
Desde 2007, sabia-se que uma integrante da banca de Brasília vendera por R$ 4.000 as perguntas de uma prova. Posteriormente ela recebeu o título de “melhor examinadora”.
Em Goiás, 41 candidatos compraram provas por até R$ 15 mil, e o Tribunal de Ética da Ordem decidiu que eles nada devem. Jamais a OAB mobilizou-se para punir exemplar e publicamente esse tipo de delinquência.
Agora a Polícia Federal anunciou que existiram duas infiltrações fraudulentas nos seus exames de 2009 e 2010. Numa ponta, 152 bacharéis compraram provas e, com isso, 62 deles habilitaram-se para cargos na PF, na Receita e na Abin. Felizmente, graças à polícia, foram afastados de suas funções.
Na outra ponta o problema é maior: 1.076 advogados “colaram” durante os exames. A PF descobriu isso de uma maneira simples. Rodou as respostas dos candidatos num programa de computador desenvolvido na Academia Nacional de Polícia, e a máquina descobriu onde se colou.
Simples: se num local 30% dos candidatos acertaram uma questão que teve um índice nacional de acerto de 5%, houve “cola”. (Steve Levitt explica a racionalidade estatística do sistema num capítulo do seu magnífico livro “Freakonomics”). Esse tipo de auditoria tornou-se o terror da rede escolar pública americana. Na semana passada, pegaram uma rede de “cola” num dos melhores colégios de Nova York.
Se a OAB quer continuar a dar lições aos outros, pouco lhe custaria criar uma auditoria semelhante à que a Polícia Federal usou. Não conseguirá pegar todos os examinadores que vendem provas, mas identificará os locais onde a “cola” é ampla, geral e irrestrita.
Jabulani foi a bola da última Copa do Mundo; Em Londres, a Adidas utilizará a The Albert – Arte/Uol-Divulgação
A bola Jabulani ganhou notoriedade na Copa do Mundo de 2010. Talvez, tornou-se a bola mais conhecida no futebol, muito em virtude das críticas que recebeu de jogadores de diversos países. Agora, para a Olimpíada de Londres, a Adidas criou a “The Albert”, que apresenta semelhanças com o modelo antigo no design.
Segundo comunicado oficial da multinacional de material esportivo, a Albert dispõe de uma série de painéis triangulares, assim como a polêmica bola do Mundial da África do Sul. No entanto, de acordo com a Adidas, as placas foram coladas termicamente para assegurar uma trajetória mais segura, sem efeitos inesperados, como reclamavam os atletas em 2010.
Os goleiros da seleção brasileira treinam com a Albert no Rio de Janeiro, durante o período de preparação antes da disputa do inédito ouro olímpico. Eles falam em se adaptar e evitam críticas duras.
“A bola é melhor do que a Jabulani, que eu conheço por ter jogado com ela no Mundial Sub-20. Era uma bola mais variável. Essa é melhor. Temos tempo para trabalhar e isso é importante para se adaptar”, opinou o terceiro goleiro Gabriel.
Na última sexta, ao deixar o campo, o titular Rafael foi questionado sobre o assunto. “É normal”, sorriu. “Se eu responder que é ruim, você vai escrever uma notícia”, completou.
No sábado, durante entrevista coletiva, o camisa 1 falou de forma oficial. “A bola é diferente, e a gente tem que se adaptar. Cada campeonato tem uma bola diferente, e isso está longe de ser um empecilho”, comentou o santista.
Ainda conforme a Adidas, outra novidade no modelo é o revestimento de tecido, abaixo da primeira camada externa, que envolve a câmara de ar para manter a pressão na bola e evitar a entrada de água.
Na Copa de 2010, a multinacional alemã ficou em uma saia-justa por conta das críticas dos jogadores à Jabulani. “É horrível, horrorosa”, disparou o goleiro Julio Cesar. “Parece uma bola de praia”, comparou o espanhol Iker Casillas, só para citar dois casos.
Na noite de sábado, 14, Policiais Militares do Núcleo de Operações Rodoviário Estadual (NORE) realizou a apreensão de duas armas de fogo com um acusado de agredir a companheira no Município de Assú.
Os PM’s sob o comando do Soldado PM Rosival foram acionados e rapidamente se deslocaram até o local indicado. Segundo a vítima, o acusado a agrediu, chegando a ameaçá-la com um revólver, que, durante a discussão, conseguiu retirar do acusado.
No local, os Policiais encontraram um revólver calibre .38, com capacidade para seis munições, além de uma espingarda desmuniciada. O acusado, juntamente com o material apreendido, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado por crime de porte de arma ilegal e violência doméstica.
Celebrando os 80 anos do jornalista e deputado estadual Agnelo Alves, o escritor Antonio Nahud Júnior lança dia 16 de julho, às 19 h, no Palácio da Cultura – Pinacoteca do Rio Grande do Norte, a biografia “Agnelo Alves – 8 Décadas”. Dividido em 8 capítulos e recheado com depoimentos e dezenas de fotografias que mapeiam a intensa trajetória do biografado, o livro tem introdução do ex-presidente da República José Sarney, do jornalista Cassiano Arruda Câmara e do escritor Diógenes da Cunha Lima. “Li mais de uma dezena de livros, entrevistei um número expressivo de pessoas e mergulhei no arquivo pessoal do deputado, descobrindo uma personalidade dinâmica e fundamental para a compreensão da história política e jornalística do Rio Grande do Norte”, conta Nahud.
Em mais de duzentas páginas, “Agnelo Alves –8 Décadas” fala do nascimento de Agnelo Alves no sertão, de sua passagem pela grande imprensa carioca nos anos 50, da cumplicidade política com Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, da cassação política nos “Anos de Chumbos” e dos bastidores de campanhas políticas das quais fez parte, com destaque para a emblemática eleição de seu irmão Aluízio Alves para governador do Rio Grande do Norte, em 1960. “Gosto de biografias, é um prazer lê-las e escrevê-las. E Agnelo Alves é um dos mais significativos nomes da política nordestina. Sua vivência merecia ser contada em livro”, opina o autor. Baiano radicado em Natal, Nahud lançou recentemente o livro de contos “Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano”.
Lançamento: “Agnelo Alves – 8 Décadas”, de Antonio Nahud Júnior
Data: 16 de julho de 2012, segunda-feira, às 19 h
Local: Palácio da Cultura – Pinacoteca do Rio Grande do Norte, (Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta – Natal/RN)
A quantidade de água doce à disposição da população está diminuindo. Por isso, a importância de projetos de reuso de água é cada vez maior, principalmente em regiões como o semiárido brasileiro. No Rio Grande do Norte, uma experiência de sucesso, batizada de Bioágua, aproveita a água usada em casa para a irrigação de hortas.
No município de Olho D’água do Borges, perto da divisa com a Paraíba, a chuva é pouca e mal distribuída. No semiárido, a média de chuva é de 600 mm por ano, cerca de um terço do que chove em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo.
Nos meses de inverno, quando os moradores esperam pela água, eles ainda podem ser surpreendidos pela estiagem. Foi exatamente isso que aconteceu este ano.
O agricultor Sebastião de Brito tem 60 cabeças de gado. Sem pasto nativo suficiente, ele tira do bolso para comprar ração e dar aos animais no cocho. Mesmo assim, não conseguiu manter a produção de leite. “Estou tirando 30 litros de leite, mas deveria estar tirando 50, 60 litros”, afirma.
Outra renda do agricultor vem dos animais vendidos para abate, mas com o gado magro, a venda fica mais difícil. “O animal é vendido por R$ 100, o quilo. Estando magro não tem quem queira. Tem que investir mais e isso diminui a renda”, explica Sebastião.
A casa de Sebastião vai receber o Bioágua, um sistema que aproveita a chamada água cinza – toda a água usada na casa, menos a do vaso sanitário – para irrigar hortaliças. A iniciativa é do Projeto Dom Helder Camara e está mudando a situação do semiárido.
Por enquanto, foram instalados apenas três Bioáguas. “Este projeto é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, com colaboração do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura, que tem como finalidade o combate à pobreza e o desenvolvimento rural. A instalação do projeto custa em torno de R$ 3 mil. A nossa proposta é procurar órgãos patrocinadores”, explica o agrônomo Fábio Santiago, coordenador técnico do projeto Dom Helder Câmara.
O sistema do Bioágua
O sistema funciona da seguinte forma: a água sai da casa por um único cano e segue por gravidade até o filtro, construído ao lado, em um terreno mais baixo. Depois de passar pelo filtro, ela vai até um reservatório e, de lá, a água é bombeada para canteiros de hortaliças.
De acordo com a quantidade de água usada na casa, se define o número de filtros necessários. Feitos os buracos, são erguidas as paredes de cimento com a ajuda de formas de metal.
Cada filtro tem um metro e meio de diâmetro e um metro de profundidade. Para garantir uma boa filtragem, a estrutura é preenchida com várias camadas de diferentes materiais: 20 centímetros de seixos, dez de brita, dez de areia lavada, cinquenta de serragem, e dez de húmus, contendo um quilo de minhocas. Depois que estiver funcionando, o filtro precisa passar por manutenção a cada seis meses.
Abrir a cabeça dos moradores às novidades é a tarefa de Luiz Monteiro Neto, técnico agrícola da ONG Athos, encarregada de implantar o projeto na região. Luiz é também pastor da igreja evangélica, um líder muito ouvido na região. Mesmo assim, o povo quis ver para crer. “O convencimento veio com os resultados que foram surgindo”, conta.
Ao lado do Bioágua ficam os canteiros para as hortaliças. A água filtrada na casa de Sebastião vai ser suficiente para irrigar dois canteiros com 13 metros de comprimento por um metro de largura e manter cerca de seis árvores frutíferas.
Resultados de sucesso
Na primeira casa a receber o Bioágua, em 2009, moram sete pessoas e o consumo de água é muito grande. O agricultor Ulisses dos Santos, um dos moradores, sabe tudo sobre o projeto. “A gente achava que a água depois de usada, na teoria, não servia para mais nada. Então, ela era desperdiçada, jogada a céu aberto. Essa tecnologia que o projeto trouxe, mudou totalmente nosso pensamento. A gente aproveita de 800 a mil litros de água, que estavam sendo desperdiçados por dia”, relata.
Para garantir a eficiência do sistema, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido fez vários testes durante estes três anos. “Os riscos na reutilização envolvem uma possível contaminação dos trabalhadores, que manuseiam a horta, e dos consumidores. Pode ocorrer também a salinização, que deixa o solo menos produtivo. Após vários ajustes do sistema, a gente chegou a uma condição de produzir culturas que atendem os padrões de qualidade da Anvisa. Na condição atual, as verduras dessas hortas são seguras para o consumo”, garante a engenheira sanitarista Solange Dombroski.
Entre as adaptações a que a engenheira se refere estão o aumento no número de filtros, já que a grande quantidade de água em um único filtro matava as minhocas, e a mudança do sistema de irrigação de aspersão para o gotejamento, mais econômico e que também diminui o contato da água de reuso com as hortaliças e com os agricultores.
Garantir um pequeno oásis para os moradores do semi-árido é um projeto ambicioso. Ainda mais quando se espera atingir um milhão de famílias. Este é o objetivo do Projeto Dom Helder Camara. Depois de provar sua eficiência, resta agora, conseguir verba para realizar este sonho.
Achei o projeto da Bioágua muito importante, se combinarmos o Projeto Dom Helder Camara ao da Fossa Bio Digestora da Embrapa, que trata do tratamento do esgoto cloacal, (dos vasos sanitários), o processo de Reutilização da água com o processo de tratamento de esgotos sanitários, fica completo.
Newton Macedo Borges Marçal
Eng Civil – São Paulo
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