Saúde

USP busca voluntários para testar vacina contra HIV

Foto: shutterstock

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) está buscando voluntários no Brasil para testar uma vacina contra o HIV. O estudo, chamado Mosaico, iniciado há cinco anos, está sendo desenvolvido em cooperação por instituições de diversos países.

Até o momento, as pessoas que receberam a vacina conseguiram produzir satisfatoriamente anticorpos e imunidade contra a infecção. A pesquisa já foi aprovada pela fase pré-clínica, animal, e fases 1 e 2 em humanos.

No Brasil, os voluntários devem ser homens gays ou bissexuais cisgêneros e homens ou mulheres transexuais entre 18 e 60 anos. Os interessados podem entrar em contato com o Programa de Educação Comunitária da USP pelo Instagram ou pelo e-mail agendamento.estudo@gmail.com.

A tecnologia empregada na vacina em desenvolvimento é a de vetor, em que são injetadas informações genéticas de proteínas do HIV dentro de um outro vírus, inofensivo a seres humanos.

Quando o indivíduo é vacinado, o vírus inserido no organismo se multiplica, fazendo com que o corpo receba as proteínas que foram injetadas em seu material genético. Assim, o vacinado produz resposta imune contra proteínas do vírus inofensivo e também contra as do HIV./ Agência Brasil

Estadão

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Educação

USP é a melhor universidade da América Latina, segundo consultoria internacional

Foto: Divulgação

A Universidade de São Paulo (USP) foi considerada, pela 10ª edição do “QS World University Rankings”, a melhor universidade da América Latina.

Em 2019, a instituição também liderou entre as demais brasileiras. A QS utiliza quatro métricas para avaliar os melhores cursos — que, somadas, dão os resultados das instituições mais bem rankeadas. O peso de cada uma varia de acordo com a disciplina analisada.

São levadas em considerações a reputação acadêmica baseadas em uma pesquisa com 94 mil respostas da QS; reputação entre empregadores; citações por artigo; e o Índice H.

Este último quesito é uma maneira de medir a produtividade e o impacto do trabalho publicado por um cientista ou acadêmico. O índice é baseado no conjunto dos trabalhos mais citados do acadêmico e no número de citações recebidas em outras publicações.

Os rankings compilados pela QS Quacquarelli Symonds, grupo de analistas globais de ensino superior, fornecem uma análise comparativa do desempenho de 13.138 programas universitários individuais, cursados por estudantes de 1.368 universidades, em 83 locais em todo o mundo, divididos em 48 disciplinas acadêmicas englobadas por cinco grandes áreas.

— O ensino superior brasileiro também devem dedicar maior atenção à questão da empregabilidade de seus graduados. Apenas três dos programas em destaque no Brasil estão entre os 50 melhores do continente no indicador de Reputação entre Empregadores, sugerindo que instituições de outras nações latino-americanas estão cultivando graduados nos quais os empregadores têm mais fé — afirmou Jack Moran, porta-voz da QS.

O estudo apresentou as seguintes observações sobre as instituições brasileiras:

A USP ficou entre as 50 melhores universidades em mais de dez rankings. Na América Latina, é superado apenas pela Universidade Nacional Autônoma do México (que teve 12 programas entre os top 50);

De acordo com responsáveis por contratação entrevistados pela QS, o departamento de Engenharia Civil e Estrutural da USP possuí os graduados mais empregáveis do Brasil. O programa recebeu a maior pontuação do país, 90,2/100 para o indicador de Reputação entre Empregadores, que mede a opinião de empregadores com relação à qualidade dos graduados;

Todos os 28 programas de maior pontuação do Brasil para o indicador de Reputação entre Empregadores podem ser encontrados na USP;

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) teve um ano de melhoria geral. Seu desempenho foi superior em 8 das 27 disciplinas em que está classificada e decaiu em apenas três;

O principal departamento de pesquisa do Brasil, segundo dados da QS, é o departamento de Farmácia e Farmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que alcança a melhor nota do país, de 87,6 / 100, para a métrica de Citações por Artigo. A QS usa esse indicador para calcular o impacto da pesquisa de cada departamento.

O Globo

Opinião dos leitores

    1. De fato a USP é uma estadual, mas caso tivesse sido anunciado que estaria numa colocação péssima, com certeza esses mesmos atores que estão criticando o Chicão estariam tentando culpar o governo de Jair Bolsonaro, o problema desses malditos PeTralhas é tentar iludir os desenformados, eles se prestam a esse papel.

  1. Valeu mito, um ano é suficiente pra retomada do conhecimento e da pesquisa, adeus corrupção sistêmica

    1. A desinformação é a mãe da ignorância. A USP é estadual, não tem nada a ver com o mito
      Procure se informar para não divulgar informação falsa.

    2. Você só pode estar brincando! Não é possível! Quer dizer que a USP conseguiu essa posição por causa do primeiro ano do Governo Bolsonaro? Kkkkkkkk!

    3. A USP é uma universidade pública estadual. O capitão reformado não tem nada a ver com ela.
      É de bom senso procurar se informar primeiro antes de emitir alguma opinião. Evita passar por ignorante.

    4. A USP há anos obtem essa colocação. A propósito, a USP não é federeal, logo bolzo não tem nenhuma responsabilidade sob o feito.

    5. a maioria do orçamento da USP é estadual. em 2019 somente 114 milhões foram de repasses federas, 84 milhões de 5% da cota do ICMS do estado de São Paulo. Vamos nos informar melhor gado. (detalhe votei em Bolsonaro mas nem por isso sou desinformado).

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Saúde

Estudo brasileiro contesta uso de maconha no tratamento de dependentes de cocaína

Foto: (OpenRangeStock/Getty Images)

Pesquisa brasileira publicada na revista Drug and Alcohol Dependence contesta o uso recreativo de maconha como estratégia de redução de danos para dependentes de crack e cocaína em reabilitação. Dados do artigo indicam que o consumo da erva piorou o quadro clínico dos pacientes em vez de amenizar, como esperado, a ansiedade e a fissura pela droga aspirada ou fumada em pedra (crack).

O estudo acompanhou um grupo de dependentes por seis meses após a alta da internação voluntária de um mês no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP). Os pesquisadores do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (GREA) e do Laboratório de Neuroimagem dos Transtornos Neuropsiquiátricos (LIM-21) da Faculdade de Medicina da USP constataram que a maconha prejudica as chamadas funções executivas do sistema nervoso central, relacionadas, entre outras atividades, com a capacidade de controlar impulsos.

“Nosso objetivo é garantir que políticas públicas para usuários de drogas sejam baseadas em evidências científicas. Quando as políticas de redução de danos foram implementadas no Brasil, para usuários de cocaína e crack, não havia comprovação de que seriam benéficas. Os resultados deste estudo descartam completamente essa estratégia para dependentes de cocaína”, disse Paulo Jannuzzi Cunha, autor do artigo.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador do LIM-21 foi bolsista de pós-doutorado da FAPESP.

Foram incluídos na pesquisa 123 voluntários divididos em três grupos: dependentes de cocaína que fizeram uso recreativo da maconha (63 pessoas), dependentes de cocaína que não consumiram a erva (24) e grupo controle (36), composto por voluntários saudáveis e sem histórico de uso de drogas.

Um mês após receberem alta, 77% dos dependentes de cocaína que fumaram maconha mantiveram a abstinência. Já entre aqueles que não fizeram uso de maconha, 70% não tiveram recaídas.

Mas três meses após a internação a situação se inverteu e a estratégia de redução de danos mostrou-se pouco efetiva. Entre os que não fumaram maconha, 44% permaneceram sem recaídas, enquanto só 35% dos que fizeram uso recreativo da maconha mantiveram-se abstinentes. Ao fim dos seis meses de acompanhamento, permaneceram sem recaídas 24% e 19% dos voluntários, respectivamente, mostrando que os pacientes que usavam maconha acabaram recaindo mais no longo prazo.

“Os resultados desbancam a hipótese de que o uso recreativo de maconha evitaria recaídas e ajudaria na recuperação de dependentes de cocaína. Um quarto daqueles que não fumaram maconha conseguiu controlar o impulso de usar cocaína, enquanto só um quinto não teve recaída entre os que supostamente se beneficiariam da estratégia de redução de danos. O uso pregresso de maconha não traz melhoras de prognóstico no longo prazo, o estudo até sugere o contrário”, disse o psiquiatra Hercílio Pereira de Oliveira Júnior, primeiro autor do artigo.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Pode não ser bom para tratamento de viciados em cocaina mas é efetiva no tratamento de diversos males. Desconhecer isso é ignorância e preconceito. Cachaça é mil vezes mais perigoso.

  2. Com a palavra o defensor da liberação da maconha, Doutor Sidarta Ribeiro, professor da gloriosa UFRN- Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

    1. Rapaz, você entende muiiiiito de pesquisa científica ? Generaliza sem conhecer os argumentos.

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Educação

Aluno paga cursinho com faxina por 2 anos e passa em medicina na USP

Foto: Nathalia Alcatrão/Divulgação

Passar no vestibular e conquistar uma vaga na faculdade de medicina em uma universidade pública é um sonho para muitos estudantes em todo o país. O santista Guilherme Nobre tornou esse sonho uma realidade ao garantir a entrada na USP (Universidade de São Paulo).

Porém, para frequentar o campus da universidade, em Ribeirão Preto, e enfrentar a maratona de estudos até se tornar um médico, Guilherme encarou um árduo caminho.

Para conseguir assistir às aulas do cursinho, o jovem teve de fazer faxina nas salas de aula — durante dois anos — para garantir a bolsa de estudos.

O sonho de cursar medicina surgiu ainda na infância, quando Guilherme acompanhava o pai nas consultas ao neurologista e nas várias internações em hospitais.

“Meu pai tinha hidrocefalia, fez ao menos cinco cirurgias para colocar e tirar válvulas na cabeça, retirar líquido, sofreu muito, chegou a ficar em coma”, conta. “E eu acompanhei o cuidado dos médicos, a atenção das enfermeiras e aquilo me marcou muito, achava incrível, queria ser médico também.”

A admiração do pai pelos profissionais da saúde também influenciou o menino. “Meu nome é uma homenagem a um médico, meu pai sempre falava com muita admiração dos cirurgiões que cuidaram dele e eu queria ser admirado também, queria que as pessoas se sentissem gratas, queria salvar vidas”, revela.

O desejo de cursar uma faculdade de medicina ganhou forças e no terceiro ano do ensino médio, quando ainda estudava computação em uma Etec (Escola Técnica Estadual), decidiu fazer um cursinho.

“Eu comecei a fazer as aulas a noite e entre o tempo da escola e o das aulas do cursinho, eu ficava no trabalho com a minha mãe, que é frentista.” Guilherme estudava no banheiro do posto de gasolina.

“Sabia que para passar no vestibular, em uma universidade pública, eu precisaria fazer um cursinho mais forte para ter mais chance”, explica. Foi aí que conheceu a professora Eliane Limonti, do cursinho Sapiência. “Um amigo estudava com ela e me indicou. Fui com meus pais conversar, mas o valor era muito acima do que poderíamos pagar, muito fora das nossas condições”, lembra. O desconto na mensalidade veio, mas com uma condição: Guilherme teria de limpar e arrumar as salas duas vezes por semana.

“Não tinha grana para participar daquele lugar. Não sou como aquelas pessoas, mas fiz o possível para alcançar o meu objetivo”, diz. “Todo esforço é válido quando você tem um sonho. Era cansativo, sim, mas não pesava limpar o cursinho. Valeu a pena totalmente, não foi um fardo. Era como se fosse uma continuação das aulas”.

Depois de dois anos estudando muito, Guilherme conseguiu uma vaga na faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto. No domingo (17), o rapaz deixará a casa dos pais, no litoral paulista, e seguirá para o interior do Estado. E quais os planos?

“Obviamente, por influência do meu pai, penso em ser neurocirurgião e quero ajudar as pessoas, principalmente quem não tem dinheiro, nem esperança”, diz. Guilherme também pretende viajar para a Amazônia e para a África. “Não tenho ambição, não quero status, apenas fazer a diferença na vida das pessoas.”

R7

 

Opinião dos leitores

  1. Sem "vitimismo", com base em méritos próprios, em grande esforço pessoal. Esse é o Brasil que nós queremos e que começa a surgir com a derrocada da ORCRIM comandada pelo PT. Força, meu jovem, coragem para enfrentar as muitas dificuldades que ainda virão pela frente mas vc demonstra ter capacidade prá superar. E não se deixe iludir pelo discurso fácil, pelas promessas mentirosas e nem por utopias fracassadas dessa gente sem brios, sem vontade própria e desonesta, que tentaram destruir mas não conseguiram. Sucesso, meu jovem.

  2. Um belo exemplo de força de vontade,dedicação, persistência e superação. Que esse futuro médico continue com os seus ideais e não se deixe influenciar negativamente pelos que querem transformar a medicina em um negocio simplesmente.

    1. Mais um estudante de Medicina para falar mal do PT. Em breve, vai esquecer-se do passado pobre dele, vai juntar-se a outros estudantes, fantasiados com a camisa da decadente seleção brasileira e bradar "LULADRÃO". Ah… Se você é rico ou se acha rico ou quer ser rico, ou quer se passar por rico, não precisa dizer que não gosta do PT, que o PT é corrupto ou que ele acabou com o país (como se o Brasil, antes do PT, fosse um Canadá, Noruega, Finlândia…) Procure outra forma de explicitar essa sua vaidade.

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Comportamento

‘Oficina da siririca’ da USP fez escola – e polêmica – em outras universidades públicas

A polêmica oficina da siririca que está mobilizando as redes, evento convocado dentro de uma programação sobre diversidade na Universidade da São Paulo, USP, não foi a primeira a despertar questionamentos.

O propósito de que partem as discussões são absolutamente válidos, a descoberta do corpo e suas potencialidades são temas explorados desde a ancestralidade. O viés com o qual é divulgado, no entanto, bota tudo a perder.

Foi nesse sentido que a Universidade Federal do Amapá teve que vir a público no ano passado para retificar suas intenções. Em simpósio sobre diversidade e gênero, também foi lançada a oficina da siririca e chuca.

A saber, sirica é gíria para masturbação feminina. E chuca é a lavagem que antecede o sexo anal. A universidade teve que retificar em nota ao público, acrescentando que a roda de conversa seria sobre o corpo, sentidos, controle, desvios, medos.

Em 2015, a polêmica foi na UFMG, quando um médico tentou filmar a oficina da siririca a pretexto e expor na internet para onde o dinheiro dos impostos estava indo.

No ano anterior, foi a vez da Universidade Federal de Ouro Preto. A oficina foi utilizada para recepcionar calouras, mas a polêmica não alcançou tanto alarido porque o caráter do evento, de educação sexual, também teve alcance.

Por que, então, não divulgar esses eventos pelo seu propósito, de educaçãoo, ao invés de pensar na balburdia?

Opinião dos leitores

  1. Enquanto o Brasil busca o apogeu da orgia, a Coreia do Sul e o Japão crescem em tecnologia e ciencia. Isto é que é diversidade, pluralidade e convivencia armoniosa. Mas o castigo vem a galope… aguardem…!

  2. USP acabou, está tomada por esquerdopatas e débeis mentais, filhinhos de papai maconheiros que são, destruindo nossos impostos com sandices, nenhum destes mequetrefes terão problemas com carreira ou dinheiro, seus papais ricos, nem sempre honestamente, serão garantidores dos não-futuros destes ineptos que abocanharam os lugares destinados àqueles com um futuro produtivo ao país.

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Diversos

USP: zika causa infecção ligada ao glaucoma

Pesquisadores da USP em Ribeirão Preto (SP) descobriram que o vírus da zika causa a uveíte, uma inflamação ocular grave em adultos associada a complicações como o glaucoma – lesão no nervo óptico que pode provocar cegueira – e a catarata.

A conclusão está em um estudo publicado este mês no periódico The New England Journal of Medicine. O grupo aponta que a doença não tem tratamento próprio, mas o uso de anti-inflamatórios se mostrou eficaz contra a evolução do quadro clínico.

“O principal achado é que agora a gente viu que, mesmo em um adulto, o zika vírus é capaz de atravessar as barreiras para chegar dentro do olho, o que não é uma coisa muito fácil”, explica João Marcello Fortes Furtado, professor do departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP).

A manifestação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti em adultos até então só era relacionada a uma conjuntivite passageira, além de sintomas como febre, coceira e dores musculares.

Com 49,8 mil casos confirmados em todo o país este ano, segundo levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 17 de junho, o vírus da zika também é associado à microcefalia em recém-nascidos – que em todo o território nacional chegam a 1.616 confirmações -, além da possibilidade de relação com a síndrome de Guillain-Barré.

Diante da proximidade da Olimpíada no Rio de Janeiro, a infestação tem repercutido em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde recomendou que mulheres grávidas estrangeiras não viajem ao Brasil durante a competição devido aos riscos de infecção.

zika1Estudo da USP de Ribeirão Preto relaciona inflamação ocular ao zika vírus (Foto: Fábio Júnior/EPTV)

Vírus da zika causa infecção ocular

O estudo começou com a avaliação de um paciente de 40 anos com histórico de infecção do zika que também havia apresentado vermelhidão e inflamação ocular – que em geral pode ser causada por vírus, bactérias e doenças autoimunes.

Na sequência, o material genético do vírus foi isolado, em um procedimento tido como inédito, a partir de amostras retiradas do humor aquoso, substância retirada de dentro do olho do paciente.

“O quadro clínico e epidemiológico associado ao isolamento desse material genético do zika confirma que a inflamação intraocular foi causada pelo vírus”, afirma Furtado.

Para o pesquisador, a descoberta agrega elementos de avaliação de pacientes em diferentes contextos. Diante de uma pessoa com suspeita de zika, o clínico geral deverá também levar em consideração sintomas na região dos olhos.

Por outro lado, um oftalmologista que atender um paciente com inflamação ocular deverá suspeitar de sua ligação com o zika vírus.

Uso de anti-inflamatório

Furtado explica que ainda não existe um medicamento específico para combater a inflamação causada pelo zika.

Entretanto, o uso de um medicamento a base de corticoide, padrão para uveítes, se mostrou eficaz contra o problema no paciente avaliado. “A gente usou um colírio anti-inflamatório que obteve sucesso no controle”, afirma.

zika2Material do vírus da zika foi encontrado em substância dentro de olho de paciente de 40 anos em Ribeirão Preto (Foto: Fábio Júnior/EPTV)

No caso em questão, o grupo registrou que, apesar de ter sido encontrado no olho direito, o vírus não foi localizado no lado esquerdo. “A possível explicação pra essa segunda amostra vir negativa é de que o próprio organismo deu conta de combater aquela infecção viral”, diz.

Furtado alerta que a falta de tratamento pode causar consequências mais graves aos pacientes eventualmente infectados.

“Inflamações intraoculares persistentes podem levar a um aparecimento de catarata mais cedo do que o normal e também pode levar ao aumento da pressão do olho que pode também tardiamente levar o paciente ao glaucoma, potencialmente causador de danos mais graves.”

G1

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Diversos

"Todos os estupradores denunciados estão se formando": alunos da USP relatam novos abusos

B3Us5LGIgAAPoDJDepois de estudantes da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) denunciaram a existência de abuso sexual dentro do campus, novos casos foram relatados à Frente Feminista da universidade, ao DCE e ainda à Associação de Pós-Graduação da USP. Por esses novos relatos, os abusos não ocorreriam apenas na Faculdade de Medicina, mas também em outros cursos tanto nos campi de São Paulo como do interior do Estado.

As três organizações ainda estão tabulando as denúncias recebidas nos últimos dias e devem apresentá-las ao Ministério Público até a próxima semana. Os integrantes dessas instituições estimam que cerca de 100 novas denúncias devem ser apresentadas à Justiça.

— Queremos punição das pessoas que disseminam ódio de raça e contra as mulheres na faculdade. Eu dependo do sistema público de saúde e me preocupa muito saber que esses médicos vão cuidar de mim e da minha família um dia — afirmou a estudante Laura Daltro, 20 anos, que está no segundo ano do curso de pedagogia da USP e representou as alunas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto em nova audiência realizada ontem pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

Estudantes de Medicina e do coletivo Geni, que fizeram as primeiras denúncias de abuso, relataram ontem na audiência que agora estão sendo ameaçadas e perseguidas por alunos dentro do campus e pelas redes sociais, inclusive nas comunidades Dignidade Médica e Pinheiros, que reúnem alunos, profissionais e professores.

Em post no Dignidade Médica, uma residente do Hospital das Clínicas chama um dos denunciantes de “inimigo da família fmusp e de toda a classe médica” e diz que a vítima “está jogando o nome da medicina brasileira na lata do lixo”. “Mas aguarde, seu merda, aqui se faz, aqui se paga”, encerra o post da médica. Em uma mostra de arte realizada anteontem no centro acadêmico da FMUSP foram deixados bilhetes ameaçando um dos denunciantes e pedindo o fim dos coletivos.

As meninas que foram vítimas de abuso também receiam sofrer represálias, como serem barradas na residência médica, e até sofrerem atos de vingança posteriormente. Uma das vítimas de estupro trancou o curso na FMUSP após ameaças e ofensas.

O aluno de medicina Felipe Scalisa, do Núcleo de Gênero e sexualidade da USP, que atua nas denúncias de homofobia, afirma que as vítimas que estão sendo persuadidas a pararem de falar:

— Há uma tentativa de silenciamento que não é alguém falando para calar a boca, mas há um preconceito e uma ameaça velada. Todos os estupradores denunciados estão se formando, estão fazendo residência médica e os nomes sequer são citados. Há uma lista rodando no hospital para que entreguem as pessoas dos coletivos para prejudicar esses alunos.

Também na audiência foram relatados dois novos casos, ocorridos em 2011 e 2012. Os relatos foram levados por representantes de alunos e não foram detalhados a pedido das vítimas.

O caso de 2012, segundo integrantes do Coletivo Geni, foi levado à direção da Faculdade de Medicina da USP e, segundo os estudantes, não houve apoio nem investigação do caso.

Ainda durante a audiência, o diretor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Carlos Gilberto Carlotti Junior, compareceu para falar sobre denúncias que envolvem o campus, entre elas a de uma música racista usada pela bateria da faculdade e a de um estupro ocorrido dentro do campus. A vítima chegou a ser socorrida em um hospital da cidade. O caso, que é investigado pela polícia e pela direção da faculdade, corre em segredo de Justiça e não houve detalhamento de como ocorreu.

Assim como a Faculdade de Medicina de São Paulo, o diretor de Ribeirão anunciou que irá suspender festas com bebidas alcoólicas dentro do campus. A USP abriu sindicâncias e tem uma comissão para investigar as denúncias de estupro, homofobia e crime racial. Na quarta-feira, a congregação da FMUSP se reúne para aprovar medidas contra os crimes.

CPI

O deputado Adriano Diogo (PT-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, apresentou um requerimento para investigar os casos de estupro, racismo, homofobia e outras violações de direitos humanos nas faculdades públicas do Estado em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Até ontem, ele já havia conseguido 33 assinaturas para o pedido, são necessárias 32. O parlamentar pedirá urgência para a CPI.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Se conseguirem provas indubitáveis e os nomes desses "estudantes" entra em contato nesse e-mail. Por favor, sejam bem convincentes e discretos ao redigir sua mensagem. Se eles realmente forem culpados, podem ter certeza que irão se arrepender até o fim de suas vidas, ou pelo menos, no inicio de suas mortes. >_o

  2. O justo, era CAPAR esses cabras, como se capa porco. Já pensou um verme desses fazer isso com uma filha ou uma esposa.

  3. GRAVÍSSIMO, LAMENTÁVEL E DEPLORÁVEL!!!
    Isso é o mínimo que podemos dizer dessa situação esdrúxula e inaceitável em pleno século XXI.
    Sem falar que o dia 25 de novembro é o DIA INTERNACIONAL DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES.
    Tem alguma VIOLÊNCIA maior do que essa? Cometida por aqueles que juraram proteger e cuidar da integridade física e da vida, respeitando-se a honra, o respeito e a DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.
    Se fosse pobres, estariam F….
    UMA LÁSTIMA!!!

  4. O correto seria denunciar todos os envolvidos. Quem lhe garante Julio Cesar sabe de tudo que todos esses estupradores safados são filhinhos de papai? Nesse curso existem muita gente do ensino publico tb. Quem tá errando nessa situação são os responsáveis pela instituição que estão sendo coniventes com tal situação. Ha e sobre a pergunta que vc fez o que e pior fumar maconha ou estuprar: ambos estão errados, mas com certeza o estupro e um crime muito pior. As universidades são locais de ensino e não para se praticar atos covardes de estupros nem muito menos fumar maconha. Sobre o tratamento dados aos ricos e pobres infelizmente nunca foi igual, infelizmente. No Brasil o pau que dá em chico, não bate em Francisco. Veja o exemplo do mensalão do seu partido roubaram milhões e os peixes grandes já estão em casa, rindo da cara da sociedade. Já um pai de família que se vê no desespero e rouba uma lata de leite para alimentar seu filho corre o risco de ficar mais de ano na cadeia. Ambos estão errados mas a lei protege o ladrão classe a.

  5. JALECOS BRANCOS PROTEGIDOS PELA MÍDIA FAMILIAR E JUDICIÁRIO DA ELITE.
    Se fossem os estudantes de cursos onde os filhos dos trabalhadores, pretos e pobres desse país, o escãndalo estava formado e todos os nomes divulgados com as respectivas fotografias, num sensacionalismo digno de fechar o trânsito. Lembram do caso dos estudantes fumando maconha no campus? O que é mais grave: Fumar maconha ou estuprar colegas de curso com a conivência da própria instituição que ameaça as vítimas e protege os ESTUPRADORES DE JALECO BRANCO.
    Que tal se manifestar agora, Marcelo, Bento, Beto, Octavio, Charles e demais comentadores JUSTICEIROS.
    É REALMENTE IGUAL O TRATAMENTO DADO AOS RICOS E POBRES (OU SEUS REPRESENTANTES) NA MÍDIA, NA POLÍCIA E NO JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO?

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Saúde

EXCELENTES AVANÇOS: Vacina anti-HIV da USP passa em teste inicial com macacos

O projeto piloto do teste em macacos de uma vacina contra o HIV desenvolvida pela USP obteve resultados preliminares surpreendentemente positivos, afirmam os cientistas que o conduziram.

“Testamos a resposta imune dos animais e os resultados foram excelentes”, conta Edecio Cunha Neto, pesquisador que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina. “Os sinais foram bem mais intensos do que os que encontramos em camundongos” diz Susan Ribeiro, cientista associada ao projeto.

Segundo a Folha, a surpresa dos pesquisadores, que ministraram três doses separadas por 15 dias em quatro macacos-resos do Instituto Butantan, se deu pelo fato de que normalmente a reação a essa modalidade de vacinação é menor em primatas do que em roedores.

Trata-se de uma vacina DNA. Os cientistas “escrevem” nessa molécula trechos de genes que codificam pedaços de proteínas do vírus causador da aids.

Com informações da Folha

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Saúde

Pesquisadores testam novo tratamento contra fobia social em hospital da USP

Um novo tratamento contra fobia social está sendo testado há um mês por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). A terapia usa um programa de computador que mostra imagens em três dimensões que reproduzem situações sociais iguais às que causam desconforto ao paciente. A fobia social é um distúrbio que leva a pessoa a sofrer cada vez que precisa se submeter a situações de interação social ou que tenha que mostrar desempenho em alguma atividade e afeta 8% da população.

De acordo com psicóloga e pesquisadora do Hospital das Clínicas Cristiane Maluhy Gebara, responsável pelo projeto, na terapia, o paciente usa fones de ouvido e óculos especiais que o colocam “dentro” das situações exibidas como se ele realmente fizesse parte daquilo. São exibidas imagens de interação com desconhecidos, de participação em reuniões e até de situações em que é preciso falar a plateias. Com isso, é possível testar se o programa contribui para diminuir a reação de ansiedade dos que sofrem de fobia social.

“[A fobia social] é um transtorno de ansiedade em que as pessoas têm muito medo da avaliação negativa do outro, o que gera dificuldade de interação. Elas evitam situações em que tem que se expor e, quando as enfrentam, fazem isso com muito desconforto, com sofrimento”, explica Cristiane. Segundo a psicóloga, entre os sintomas estão a taquicardia, a sudorese, o rubor nas faces. “É uma situação que incomoda muito, porque a pessoa imagina que quem está observando percebe e acaba se sentindo embaraçada e humilhada.”

Uma das técnicas de tratamento é a exposição do paciente à situação, o que pode ser feito ao vivo ou simplesmente imaginado. Com a técnica da exposição ao vivo, a melhora ocorre em 70% dos casos. “Com tal técnica, de forma gradual e repetida, colocamos a pessoa nas cenas que causam desconforto da que menos incomoda para a que mais causa incômodo”, informa a pesquisadora.

Ela ressalta que, com a tecnologia e a possibilidade do uso da realidade virtual, a técnica que está sendo testada no Hospital das Clínicas permite a exposição do paciente a situações difíceis, mas de forma menos agressiva. “Alguns estudos feitos fora do país mostram que o tempo de exposição fica menor e, como isso é feito no consultório, o tempo de tratamento pode ser encurtado e é mais seguro, porque a pessoa sente a ansiedade praticamente da mesma forma, mesmo estando em um ambiente mais privado.”

Nos testes estão previstas 12 sessões, mas o tempo de tratamento varia de um paciente para outro, podendo chegar a até seis meses. “Algumas pessoas não terão tanta dificuldade ao olhar uma cena, então podem terminar o tratamento antes”, diz Cristiane. As causas da fobia social podem ser genéticas ou adquiridas por aprendizagem ou educação. “A pessoa aprende ou copia comportamentos dos pais e aí pode desenvolver fobia social mais para a frente. O transtorno se inicia quando criança e passa para a adolescência”, completa a psicóloga.

Se não for tratada devidamente, a fobia social pode acarretar prejuízos de todos os tipos na vida do indivíduo. Segundo Cristiane, há casos de pessoas que deixam de aceitar cargos que exijam mais exposição, com muita participação em reuniões, por exemplo. Na vida pessoal, também podem ocorrer prejuízos, pois, muitas vezes, o paciente deixa de ter uma vida normal por causa da dificuldade para se relacionar e até para paquerar, afirma a pesquisadora.

O diagnóstico é feito com base na análise de alguns critérios específicos. Com o tratamento, o nível de ansiedade chega a cair muito e a pessoa passa a viver normalmente. O tratamento ainda está em fase de pesquisa e não há previsão de quando a técnica será implantada nas terapias cotidianas.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Extrato da semente da pitanga pode ajudar no combate à leishmaniose

Pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (USP) de Pirassununga, feita com resíduos da semente de pitanga, pode ajudar no combate à leishmaniose. O extrato obtido, com parte da fruta rejeitada pela indústria e que corresponde a 30% do seu peso, poderá ser usado na produção de medicamento para combater a doença que é comum em países tropicais e subtropicais.

A leishmaniose é uma doença grave e que, se não tratada, pode levar à morte em até 90% dos casos, segundo o Ministério da Saúde. É transmitida por meio da picada de fêmeas de mosquito flebotomíneo. Como não existe vacina contra a doença, as medidas de combate da enfermidade se baseiam no controle de vetores e dos reservatórios, de acordo com recomendação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo a Organização Mundial da Saúde, são regiatrados pelo menos 500 mil novos casos de leishmaniose visceral anualmente.

Segundo o professor doutor Edson Roberto da Silva, que supervisionou a pesquisa, o método desenvolvido inibe a enzima essencial para o metabolismo do protozoário Leishmania, causador da doença.

De acordo com a pesquisadora Débora Nascimento e Santos, autora da tese de mestrado, iniciada em 2010, o estudo faz parte de um projeto desenvolvido no Brasil e na França e que tem como maior financiadora a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Para obter o extrato foram usados dois processos não convencionais. O primeiro, de extração feito na França, usou solvente pressurizado (etanol), que permite maior rendimento de extrato em um menor período de tempo. O segundo ocorreu no Brasil com fluído supercrítico, sob temperatura e pressão acima do nível crítico.

A pesquisadora informou que os estudos ainda estão em fase preliminar e que não há qualquer previsão de tempo e viabilidade da produção do medicamento para combater a doença em humanos. “Às vezes, uma substância tem um ótimo efeito contra um micro-organismo, mas é tóxica para a gente. Então, tem que fazer um teste para ver se ela é segura para consumo”, diz.

Ela ressaltou que, por ser mais comum no Hemisfério Sul, há pouco investimento em pesquisas por parte das indústrias farmacêuticas internacionais. “A leishmaniose é muito negligenciada pela indústria de medicamentos”, alerta Débora.

Fonte: Agência Brasil

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Humor

Alunos da USP prometem fumar só orégano na Semana do Baseado

“O uso de drogas pode ser prejudicial à saúde, à família, à tradição e à propriedade”. Esta é uma das frases do bem-humorado cartaz que convida os alunos da Universidade de São Paulo (USP) a participarem, até sexta-feira (20), da “Semana da Barba, Bigode e Baseado”. Os organizadores do evento, que começou na noite desta segunda-feira (16), sob clima paz e amor no campus da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), frisam que não se trata de uma apologia às drogas e sim uma semana de conscientização e debate sobre a necessidade de “libertar o seu corpo”.

— Cada um deve poder fazer o que quiser. O evento não é só sobre maconha, e sim sobre liberdade sexual e de gênero — diz o estudante Guilherme Telles, de 19 anos. — Gostaríamos também de ver a polícia fora da USP — completa ele, em referência à presença mais ostensiva da PM desde a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio do ano passado.

O tema é alvo de polêmica e divide os alunos da USP. Mas não os que compareceram à abertura da “Semana do Baseado”, que exibiu o filme colombiano “Maria Cheia de Graça”, seguido de um debate. Até sexta-feira, haverá filmes, discussões e palestras sobre drogas, sexualidade e gênero. O evento acaba com uma festa para arrecadar fundos para a Marcha da Maconha (movimento que defende a descriminalização da droga no Brasil).

— Ainda bem que não teve confusão nenhuma (com a polícia) aqui até agora. Queremos liberdade, e a polícia nos nega isso quando revista alunos, professores e faz blitz — diz Luisa, que cursa o sétimo período de Ciências Sociais e prefere não dar o sobrenome com medo de represálias. — Eles estão processando os alunos que ocuparam a reitoria no ano passado, que podem ser expulsos.

Em novembro do ano passado, PMs detiveram três estudantes que portavam maconha no campus. Em apoio a eles, alunos organizaram uma invasão à reitoria e houve confrontos com a polícia. A assessoria de imprensa da USP não quis se pronunciar sobre a “Semana do Baseado”, alegando que se trata de um movimento organizado pelos alunos, no caso, o Fuma (Frente de Uspiana de Mobilização Antiproibicionista, fundado após os eventos de 2011.

Em nota, o Fuma diz querer “marretar esses muros de hipocrisia que escondem os comportamentos criminalizados”. Segundo os organizadores, ao contrário do que foi dito, eles não defendem um privilégio exclusivo aos alunos da USP de poder fumar baseado no campus, mas sim a legalização da maconha “em todo o Brasil”. Além de outras liberdades, como a sexual. Nesta terça-feira (17), haverá um ato simbólico: um fumo coletivo. Os alunos garantem, no entanto, que os cigarros conterão apenas óregano.

Fonte: O Globo

 

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Comportamento

Alunos da USP promoverão ‘semana do baseado’

Alunos da Universidade de São Paulo (USP) promoverão, entre segunda e sexta-feira, a Semana de Barba, Bigode e Baseado. Serão cinco dias de atividades para discutir a proibição do uso de drogas ilícitas no câmpus do Butantã, na zona oeste da capital. Está prevista uma noite do fumo, que, “para efeitos jurídicos”, terá “apenas orégano, substância lícita”. O convite para o evento é feito pelo Facebook.

“A semana terá um caráter lúdico e libertário”, disse Caio Andreucci, estudante do 3.º ano de Ciências Sociais e um dos organizadores. Ele contou que a ideia surgiu na Frente Uspiana de Mobilização Antiproibicionista (Fuma). O grupo foi fundado no fim do ano passado, em meio aos protestos surgidos após a Polícia Militar flagrar três estudantes com maconha na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), que acabaram com a invasão da Reitoria.

Segundo Andreucci, a maioria dos participantes é da FFLCH, mas devem marcar presença também alunos do Direito. “A gente vai discutir a moralidade na questão das drogas com ironia e piada”, prometeu.

Na segunda-feira, dia 16, serão apresentados documentários sobre drogas e mulheres que vivem no mundo do tráfico. As sessões serão exibidas no Espaço Verde, um sala da FFLCH, a partir das 20 horas. No dia seguinte, será a vez do fumo lícito, como definiu o regulamento do evento. Na mesma página na internet, os estudantes postaram que “droga não é demônio” e o que estará em pauta é a “autonomia sobre o próprio corpo e a liberdade de escolha”. Professores da USP estão entre palestrantes anunciados no Facebook.

Apesar das frases, Caio lembrou que não serão fornecidas drogas no local. “É uma questão que não podemos controlar, mas não vamos incitar.”

Arrecadação. No último dia de discussões, previsto para a próxima sexta-feira, será realizada uma cervejada na faculdade. O dinheiro arrecadado com a venda de bebidas será revertido para a Marcha da Maconha, movimento que defende a legalização da droga no Brasil.

A Assessoria de Imprensa da Reitoria da USP informou que não vai se manifestar sobre o evento. No mês passado, o coronel da reserva Luiz de Castro Junior assumiu a Guarda Universitária da USP. Ele não foi localizado pela reportagem para comentar o assunto.

Fonte: Estadão

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Educação

Professor decide reprovar todos os alunos "maconheiros" que participaram da greve da USP

Confesso que virei fã do professor Carlos Alberto, se mostrou firme e arrochado contra os bardeneiros e “maconheiros” que durante 30 dias bagunçaram a USP e passaram um péssimo exemplo de democracia para o País. Segure reportagem do Estadão:

Cerca de 60 alunos do curso de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) foram reprovados por não atingirem a frequência mínima por conta da greve, que durou um mês, dos estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) no início de novembro – quando a reitoria foi invadida, após disputa com a presença da PM no câmpus.

O professor Carlos Alberto Ribeiro de Moura, que ministra História da Filosofia Contemporânea II, reprovou todos os estudantes dos períodos diurno e noturno da disciplina. Para ser aprovado, além das notas acima da média, o aluno deve ter um mínimo de 70% de frequência.

“As aulas foram interrompidas antes de completar o mínimo exigido e os alunos foram avisados sobre isso”, disse o docente. “Não posso fazer nada. Não vou emitir um documento público falso. Não sou eu quem aprova ou reprova por falta. As pessoas têm presença ou não têm.”

No site do Departamento de Filosofia, há uma nota de esclarecimento do professor. O texto diz: “Segundo a legislação em vigor, o cálculo de frequência em disciplinas deve levar em conta a totalidade do semestre letivo. Assim, aulas não ministradas em função de piquetes, ‘cadeiraços’, etc. são computadas como dadas e não frequentadas.”

De acordo com a USP, haveria a necessidade de reposição das aulas caso a paralisação ocorrida fosse dos docentes. Alguns professores optam por repor as aulas perdidas ou aplicam provas em trabalhos para compensar. Mas segundo a universidade, como foram os alunos que decidiram não comparecer às aulas, o professor agiu dentro das regras da instituição. Os alunos podem entrar com recurso na unidade.

Na página aberta por alunos de Filosofia da USP no Facebook, os estudantes discutiam formas de revogar a reprovação e comentavam a reprovação. Era possível também ler comentários como “criminalizou a greve” ou “Carlos Alberto, amigo do (Geraldo) Alckmin, fez como sugeriu o amigo governador: ‘Deu aula de democracia aos alunos da USP…’” A reportagem tentou entrar em contato com o centro acadêmico na tarde de quinta-feira, 15, mas ninguém atendeu o telefone.

Opinião dos leitores

  1. se eles gostam de maconha, problema deles, mas isso não demonstra se o nível dele é o suficiente para ser aprovado ou reprovado em uma disciplina

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Jornalismo

Sindicatos, entidades e movimentos sociais pagam fiança dos Invasores da reitoria da USP

Folha.com

Os 72 manifestantes detidos durante ação de reintegração de posse do prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo) foram soltos na madrugada desta quarta-feira, após o pagamento de fiança. Eles foram levados em grupos ao prédio do IML (Instituto Médico-Legal) e liberados após passarem por exames de corpo de delito.

Cada grupo liberado era recepcionado com gritos de “greve, greve” e ” não esquecemos a ditadura” por um grupo de aproximadamente 40 manifestantes que permaneciam em frente à delegacia. Os dois últimos estudantes foram liberados às 3h46.

Hélio Hilarião/Folhapress
Manifestantes que invadiram reitoria da USP mostram alvará de soltura; liberação ocorreu após fiança
Manifestantes que invadiram reitoria da USP mostram alvará de soltura; liberação ocorreu após fiança

FIANÇA

Os manifestantes foram ouvidos durante todo o dia de ontem (8) e a liberação ocorreu após o pagamento de R$ 545 de fiança por cada um.

De acordo com o advogado Felipe Gomes Vasconcelos, que defende os estudantes, o valor total, de R$ 39.240, foi arrecadado com sindicatos, entidades e movimentos sociais.

Eles serão indiciados sob suspeita de desobediência a ordem judicial (não cumpriram o prazo de desocupar a reitoria até as 23h de ontem) e dano ao patrimônio público (o prédio foi danificado).

A pena prevista para o primeiro crime varia de 15 dias a 6 meses de detenção. Para o segundo, de 6 meses a 3 anos. Elas podem ser substituídas por serviços comunitários.

GREVE

Na noite de terça-feira (8), um grupo de estudantes se reuniu em assembleia na USP e decidiu iniciar uma greve geral, em resposta à prisão dos 72 manifestantes.

Durante a assembleia, que contou com a presença de cerca de 2 mil pessoas, também ficou decidida a realização de um protesto na próxima quinta-feira (10) em frente à Faculdade de Direito, no largo São Francisco, no centro.

Hélio Hilarião/Folhapress
Estudantes reunidos em assembleia na USP decidem iniciar greve em resposta à prisão de manfestantes
Estudantes reunidos em assembleia na USP decidem iniciar greve em resposta à prisão de manfestantes

REINTEGRAÇÃO DE POSSE

A reintegração ocorrreu por volta das 5h desta terça-feira. Segundo a PM, os estudantes estavam dormindo quando a operação começou. Cerca de 400 policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria da PM foram acionados, além de um helicóptero Águia e de policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais).

Os militares, portando cassetetes e escudos, fizeram um cordão de isolamento ao redor do prédio e retiraram os estudantes, que não resistiram à prisão. O prédio foi entregue pela polícia a um oficial de Justiça, já que a operação foi motivada por um mandado judicial.

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Isso é para sabermos para que serve essas entidades e movimentos sociais: Para proteger vagabundos, desocupados, pseudo estudantes, fumadores de maconha. E nós pobres mortais, que pagamos impostos e trabalhamos de sol a sol, pagamos essa conta. 

  2. Caro Bruno, não sei se você sabe, mas acho que compreendes. Sou assídio ao teu blog e penso que você não deveria deixar de registrar aqui, neste espaço AINDA confiável de comunicação do RN, que não foi somente por causa das drogas a invasão da USP, mas um acúmulo de problemas estruturais da instituição incentivaram os estudantes a tomarem essa iniciativa. A USP não usa mecanismos de transparências para justificar seus gastos, já é investigada por órgãos de controle externo e corre pelos quatros cantos do mundo que é uma caixa de corrupção. Na condição de ex-aluno, peço que debruces sobre essa temática e faça o melhor pela informação. Abraços!

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Jornalismo

Estudantes deixaram 7 bombas incendiárias na reitoria da USP, diz PM

A Tropa de Choque da PM encaminhou 70 estudantes da USP para o 91.º Distrito Policial, no Jaguaré, depois de desocupar nesta manhã o prédio da reitoria da universidade. Não há registro de feridos. O local tinha sido invadido no dia 2 por alunos que exigem o fim da presença da PM no campus.

Os invasores foram revistados dentro do prédio e serão fichados na delegacia pela Polícia Civil, podendo responder por depredação do patrimônio público e resistência. A PM informou que houve depredação do prédio durante a ocupação, mas a avaliação dos danos caberá à perícia.

A ação de reintegração de posse começou às 5h10 desta manhã de terça-feira, 8. Dois helicópteros Águia sobrevoaram o campus e 400 policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria realizaram o cerco por terra. A polícia informou que 2 dos cerca de 50 veículos usados na operação foram danificados por manifestantes.

Munidos de cassetetes, escudos e armas com balas de borracha, arrombaram um portão que dá acesso ao prédio e foram de encontro aos estudantes. Segundo a polícia, os invasores foram surpreendidos quando dormiam e não houve confronto. Bombeiros também foram acionados para intervir caso houvesse necessidade de socorro a  feridos. “Esse efetivo foi deslocado para a universidade justamente para que tudo ocorresse pacificamente”, afirmou a coronel Maria Aparecida de Carvalho, do comando da operação.

O prédio, de seis andares, foi cercado por completo. Às 5h25, boa parte do estudantes já havia sido retirada pacificamente. Os estudantes “contidos” (segundo a polícia, o termo detido não se aplica ao caso) foram saindo um a um em direção a ônibus da PM. Eles não foram algemados e caminhavam com as mãos na cabeça.

Segundo a PM, o grupo encaminhado ao distrito é formado por 46 homens e 24 mulheres. Destes, 63 (43 homens e 20 mulheres) estavam na reitoria no momento em que a Tropa de Choque entrou. Os demais tentaram romper o cordão de isolamento montado pela polícia. Um desses manifestantes “contidos” do lado de fora do prédio é o aluno de Letras Rafael Alves, um dos porta-vozes dos invasores.

Cerca de 150 alunos permanecem nas proximidades do prédio, gritando palavras de ordem contra a PM. Alguns deles estão com garrafinhas de vinagre. Segundo disseram à reportagem, o vinagre será usado para facilitar a respiração caso a polícia atire bombas de gás lacrimogêneo.

 

 

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