Esporte

Barrichello recebe prêmio de melhor novato em Indianápolis

Em seu primeiro ano na Indy, Rubens Barrichello já conquistou um prêmio. Apesar de não ter subido ao pódio, ele faturou o título de melhor novato (rookie, em inglês) nas 500 milhas de Indianápolis com 11º lugar. A premiação foi na noite de segunda-feira.

 

Reprodução/Twitter/Rubarrichello
Rubens Barrichello com o prêmio de melhor novato nas 500 milhas de Indianápolis

Durante a prova, o piloto da KV Racing chegou a ter a sensação do que é liderar as 500 milhas. Por uma volta, na 125ª, quando todos pararam nos boxes e ele adiou sua entrada. Ao longo da corrida, ele chegou a reclamar de problema de pressão nos pneus, com a traseira trepidando em seu KV, e alternou entre os dez e vinte colocados.

“Foi uma tarde muito movimentada. Eu tinha que aprender rápido e as últimas 20 voltas foram totalmente diferentes das 180 primeiras. Queria ser competitivo, mas também queria ter certeza de que conseguiria cruzar a linha de chegada. A equipe fez um trabalho fantástico e me manteve seguro. Eu adorei minha primeira [experiência] nas 500 milhas de Indianápolis”, disse Barrichello ao site oficial da Indy.

Barrichello iniciou a temporada na Indy sem conseguir o status de novato, mas depois foi atendido parcialmente. Isso permitiu ao piloto um jogo extra de pneus e meia a hora a mais de treino nas pistas de rua, independente da posição na classificação.

Com 19 anos na F-1, 11 vitórias e 322 corridas, Barrichello argumentava que se considerava um estreante por não conhecer a maioria das pistas da Indy. Ele não tinha sido considerado estreante pelo precedente de experiência que possui.

Barrichello ocupa o11º lugar na classificação da temporada 2012, com 102 pontos (98 atrás do líder, o australiano Will Power). Ele volta a correr em um circuito misto no domingo que vem, em Detroit, onde acontecerá a próxima etapa da temporada da Indy.

Fonte: Folha

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Diversos

Estudante do Overdose entrou em contato com amiga

Ainda não se sabe o motivo do sumiço, mas a informação é de que a estudante Haissa Vasconcelos já entrou em contato com uma amiga.

A foto que estava sendo compartilhada no facebook já foi até retirada do ar.

*Em breve mais informações.

 

Opinião dos leitores

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Judiciário

"Estou saindo no momento certo", afirma desembargador Caio

O desembargador Caio Alencar afirmou hoje, ao se despedir da Câmara Criminal, que presidiu durante quase 12 anos, que não antecipou o seu pedido de aposentadoria, mas está saindo na hora certa, explicando ter chegado à conclusão de que a idade e suas condições de saúde podem vir a afetar suas decisões, o que considera inconcebível.

Caio Alencar, que está se aposentando após 28 anos e 11 dias como integrante do Tribunal de Justiça do RN, falou em agradecimento às saudações de despedida que ouviu durante sessão especial da Câmara Criminal, conduzida pelo desembargador Virgílio Fernandes, presentes todos os seus integrantes e outros membros da Corte.

Quem primeiro falou foi o conselheiro da OAB, João Maria Rodrigues Bezerra, destacando que a atuação de Caio Alencar na Magistratura do Rio Grande do Norte merece ser reconhecida por sua postura de fazer justiça tendo como alicerce o estado democrático de direito.

Representante do Ministério Público, o procurador Anísio Marinho Neto afirmou que na trajetória profissional do desembargador como advogado, como integrante do Ministério Público e como magistrado, não se conhece nada que possa macular a sua conduta digna e honrada.

Anísio lembrou realizações de Caio Alencar como presidente do TJRN, inclusive o início da construção do Fórum de Natal, frisando que sua atuação “marcou indelevelmente a história da Justiça no Rio Grande do Norte”.

A desembargadora Zeneide Bezerra, fez um resumo do currículo do homenageado e acentuou: – O grande homem público que se despede desta Corte de Justiça, deixa a toga exatamente como a encontrou: imaculada, alva como da primeira vez que a vestiu, apesar da cor preta, honrando, não apenas a mais alta Corte estadual de Justiça – O Tribunal de Justiça/RN – mas, pelos seus votos independentes e imparciais, a própria cidadania.

Zeneide disse ainda que, com a sua elegância e finesse, sentado na cadeira de presidente, o desembargador Caio Alencar “deu profundas lições de vida, embasada na honradez, mas, principalmente, pelo grande amor que sente pela instituição que agora deixa”.

O juiz convocado Assis Brasil assinalou que a reconhecida elegância com que se conduz o desembargador Caio Alencar é uma herança do pai, Raul Alencar, cuja finesse mereceu, inclusive, reconhecimento, por ele citado do “imortal” Luís da Câmara Cascudo.

Segundo ele, Caio Alencar tem a postura de um general, de um líder, mas o coração de um sacerdote e a sensibilidade de um poeta, aplicando a justiça com muita dignidade aos jurisdicionados.

A juíza convocada Tatiana Socoloski, que substitui o desembargador em seu atual afastamento para conduzir a comissão especial sobre precatórios, enalteceu a sua postura e declarou-se honrada por sentar na sua cadeira. Segundo destacou, enquanto o substitui, em nenhum momento o desembargador Caio jamais quis interferir em qualquer das suas decisões e, sequer, a visitou em seu gabinete.

A própria presidente Judite Nunes, que não pretendia falar, resguardando-se para o pronunciamento de despedida que pretende fazer amanhã, na sessão do Pleno, assinalou ter entendido que não podia licenciar naquele momento, unindo-se às homenagens prestadas do desembargador Caio, cuja vida profissional tem várias vinculações com a sua própria, uma vez que fizeram faculdade na mesma época, submeteram-se e foram aprovados ao mesmo concurso para ingresso no Ministério Público e agora compartilham posição na mesma corte de Justiça.

– Em nossa convivência, nem sempre compartilhamos as mesmas posições. Mas, muito aprendi.

A desembargadora Judite agradeceu a Caio pela contribuição que oferece à sua gestão à frente do Tribunal, especialmente agora quando aceitou o difícil encargo de presidir a comissão especial que apurou a questão dos precatórios.

O desembargador Virgílio Fernandes também fez questão de expressar ao desembargador Caio o seu apreço, reconhecendo nele “um homem probo e um magistrado digno que veste e defende a camisa do Tribunal”.

Caio Alencar também recebeu saudação de despedida de dois funcionários da Casa Maria Itabaracyta Silva Diniz e o seu assessor de Gabinete, Antônio Alves, segundo o qual, deixará saudades: “Não somente pela pessoa que é, mas principalmente pelas lições profissionais que deixa, de ética e de postura de um verdadeiro magistrado”.

Ao agradecer, Caico Alencar afirmou que, o que mais preza em sua atuação como magistrado é a independência no julgar.

-Sempre exerci a minha jurisdição com independência e destemor. Nunca permiti que interferissem na minha consciência. Assinalou, porém, entender que a pessoa deve ter o bom senso de reconhecer quando se equivoca.

Em instantes estaremos publicando a íntegra do pronunciamento do desembargador Caio Alencar.

Fonte : TJRN

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Diversos

Ajudem! Estudante do Overdose está desaparecida desde ontem

A estudante Haissa Vasconcelos, está desaparecida desde as 16h de ontem. Amigos da jovem estão compartilhando sua foto no facebook, em busca de qualquer pista. O professor Carlos André, dono do Overdose, está ajudando pelo Twitter.

Ajudem!

Compartilhem a imagem do facebook: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=320662144676302&set=a.178032825605902.43985.100001975577308&type=1&theater

Opinião dos leitores

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Saúde

Servidores da Saúde denunciam problema da UTI improvisada no Hospital Ruy Pereira

Na tarde desta segunda-feira (28/05) servidores da saúde se reúnem para denunciar os problemas enfrentados na UTI improvisada do Hospital Ruy Pereira, a partir das 15h.

Desde o dia 18 de maio a UTI do Hospital Giselda Trigueiro foi transferida às pressas para o Hospital Ruy Pereira depois que um curto circuito da rede elétrica danificou vários aparelhos como respiradores e monitores. As vidas foram salvas, mas estão sendo submetidas a situações desumanas.

O local onde foi instalada a “nova” UTI é apenas uma salinha onde os pacientes ficam ordenados em um quarto grande. Os pacientes do Giselda são especificamente portadores de doenças infecto-contagiosas, entretanto, o local não possui o isolamento necessário. Se um paciente com meningite, tuberculose ou varicela, chegar precisando de internamento simplesmente não poderá ser internado. E mesmo os casos que podem ser internados possuem um grau de infecção. O detalhe é que a UTI improvisada está ao lado da UTI do Ruy Pereira que recebe pacientes diabéticos para amputação, com imunidade baixíssima.

Os materiais esterilizados estão guardados em caixas em baixo da pia, colocando em risco de infecção. Falta lençol, capote, remédios e medicação. Geralmente um carro vai até o Hospital Giselda Trigueiro para buscar insumos, mas os funcionários ressaltam que nem sempre há gasolina suficiente para isso.

Os funcionários que precisam dar atenção contínua aos pacientes ficam ao lado das camas em colchões. Os demais vão para o descanso dos profissionais do Ruy Pereira que cederam suas instalações. Todavia, com o ato de boa vontade, estes profissionais acabaram perdendo seu local de descanso e estão em cadeiras no auditório. Tudo improvisado.

Durante a manifestação serão mostradas imagens dos absurdos que estão sendo cometidos no local.

 

Giselda

No dia 18 de maio, por volta das 16h, um curto circuito queimou vários aparelhos da UTI da unidade e pacientes foram transferidos às pressas. A solução encontrada foi levar os pacientes para estrutura montada no Hospital Ruy Pereira e que não havia sido inaugurada por falta de pessoal.

Problemas na rede elétrica do Giselda são frequentes e recentemente os profissionais enfrentaram um princípio de incêndio no local. Ainda não foi tomada qualquer providência para o retorno dos pacientes e funcionário ao prédio do Giselda Trigueiro.

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Saúde

Funcionária denuncia descaso no Walfredo Gurgel; telefones estão cortados

Não é novidade para ninguém o descaso com o Walfredo Gurgel. Mas o fato é que a situação do maior hospital de urgência do RN está só piorando. O BLOG do BG recebeu ontem um e-mail de uma funcionária indignada com o estado crítico do hospital.

“A governadora vem tratando a greve instalada há mais de 02 meses com total descaso. Lidamos diariamente com o desabastecimento de medicamentos básicos, com a câmara do necrotério quebrada, máquina da lavanderia também quebrada e para completar o caos, hoje – 28.05, todas as linhas telefônicas foram cortadas por falta de pagamento”, diz trecho do e-mail.

A funcionária disse não poder se identificar, por medo de represália. Ela ainda está em estágio probatório.

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Judiciário

Presidente do TRE e mais dois desembargadores são suspeitos de irregularidades em nomeações

A Procuradoria Geral da República (PGR) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apuram, sob sigilo, indícios de irregularidades contra cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. O número representa um terço da Corte estadual sob investigação. Essa é a maior crise da história do poder Judiciário no Estado. Além de Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro, já divulgados como suspeitos de integrar a quadrilha que agia no setor de precatórios chei ado durante cinco anos pela servidora Carla de Paiva Ubarana, outros três magistrados também vêm tendo a conduta apurada e também podem responder na Justiça.

A novidade, no entanto, é o motivo das investigações contra Francisco Saraiva Sobrinho, Expedito Ferreira de Souza e João Rebouças na PGR. De acordo com a assessoria de comunicação da Procuradoria Geral da República, os três são suspeitos de envolvimento em irregularidades em nomeações para cargos no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte.

A PGR recebeu em novembro de 2011 uma representação da superintendência da Polícia Federal no RN contra os três. “Encontra-se na PGR uma representação recebida em novembro de 2011 da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Norte em desfavor do presidente do TRE/RN, Francisco Saraiva Sobrinho, e dos desembargadores do TJ/RN João Rebouças e Expedito Ferreira de Souza, tendo em vista supostas irregularidades verificadas em nomeações para cargos no TRE/RN. O processo está em análise no gabinete do procurador-geral da República”, comunicou a assessoria por email.

A denúncia envolve o atual presidente do TRE, desembargador Francisco Saraiva Sobrinho, que assumiu o tribunal em 2 de setembro de 2011. Ele substituiu Vivaldo Pinheiro, atual vice. O desembargador Expedito Ferreira de Souza, que também está sendo investigado no mesmo processo, ocupou a presidência da instituição de 2008 a 2010.

João Rebouças, o terceiro suspeito, é contado como futuro nome do posto. A presidência do TRE é decidida numa espécie de acordo de cavalheiros entre os desembargadores. De acordo com o que a reportagem apurou, a próxima vaga estaria entre João Rebouças e o desembargador Amilcar Maia.

O NOVO JORNAL procurou o presidente do TRE/RN, Francisco Saraiva Sobrinho, para falar sobre as investigações da procuradoria geral da República. Ele está em Brasília e só volta hoje à noite. Segundo a assessoria de comunicação do TRE/RN, Sobrinho esteve no CNJ para tratar de assunto relacionado às eleições municipais deste ano. Ao ser informado sobre as investigações na PGR, Saraiva Sobrinho se mostrou supreso. “Ele ficou altamente surpreso. Não estava sabendo de absolutamente nada sobre o assunto. Disse que não conhecer nada e a essa hora não teria como responder sobre a informação”, afirmou a assessoria de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral. O desembargador Vivaldo Pinheiro está realizando correição nos dias 28, 29 e 30, nos municípios de Portalegre, Umarizal e Martins

Os desembargadores Expedito Ferreira de Souza e João Rebouças também foram procurados pela reportagem, mas a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do RN não conseguiu localizá-los.

Fonte: Novo Jornal

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Esporte

Secretários explicam entendimento entre Município e MP para execução das obras de mobilidade urbana

O procurador Geral do Município do Natal (PGM), Francisco Wilkie Rebouças Chagas e a secretária municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), Tereza Cristina Vieira Pires, concederam coletiva à imprensa no final da tarde desta segunda-feira (28), no auditório da Secretaria Municipal de Administração e Gestão Estratégica (Segelm), para explicar o entendimento firmado entre a Prefeitura do Natal e o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), para execução das obras de mobilidade urbana com vistas a Copa do Mundo de Futebol de 2014.

“O objetivo deste entendimento foi justamente o de se buscar um consenso para que não haja prejuízo para o andamento das obras e que a população receba por completo até o início da competição em 2014, os grandes benefícios que virão para Natal com todos estes projetos de mobilidade urbana”, destacou o titular da PGM, Francisco Wilkie.

As obras em questão abrangem intervenções nas avenidas Felizardo Firmino de Moura e Industrial João Francisco da Motta, além da construção do Viaduto da Urbana, que estão dentro dos projetos de mobilidade para a competição futebilística que tem Natal como uma das sedes brasileiras. O Ministério Público foi representado neste processo por um grupo especial criado para o acompanhamento destas obras, composto por promotores de Justiça de diferentes áreas de atuação.

O procurador Geral ressaltou ainda que se buscou o entendimento com o Ministério Público com o objetivo principal de que não haja problemas jurídicos ou o que ele chamou de “judicialização” do processo de execução das obra de mobilidade urbana.

EIA/RIMA

A secretária da Semopi, Tereza Cristina, disse que a preocupação do Ministério Público era quanto a execução dos Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), necessários para este tipo de obra. “No entanto, chegamos ao entendimento que em alguns pontos dos projetos serão desenvolvimentos relatórios de forma mais simplificada, que não trarão nenhum prejuízo, seja para população ou para o meio ambiente de nossa cidade, dirimindo dessa forma as questões pendentes entre o Executivo Municipal e o MPRN”, garantiu.

Ressalvando-se, entretanto, que o projeto do viaduto a ser construído no entroncamento das Avenidas Industrial João Francisco da Motta e a Capitão Mor Gouveia/BR 226, sobre a linha férrea, que deverá ser apreciado dentro de um EIA/RIMA previsto para as obras ao longo de toda a Av. Capitão Mor Gouveia.

Tereza Cristina informou ainda que até o final desta semana será conhecida a empresa vencedora da licitação para realização do estudo denominado de Relatório de Controle Ambiental- RCA da obra do viaduto que será construído no entorno da área da Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana). A secretária garantiu, ainda que as obras estão dentro do cronograma elaborado.

Audiência pública

Para a o próximo dia 22 de junho está marcada uma audiência pública para discutir o RCA do complexo viário da Urbana. Durante a audiência também serão discutidas as questões relacionadas a desapropriação de imóveis na área do complexo viário.

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Política

Movido a soberba e ira, Lula perde o faro político e complica demais a situação da companheirada

Sete anos se passaram desde que o “mensalão” foi introduzido no léxico da política nacional. E Lula ainda não conseguiu digeri-lo. Com o vocábulo atravessado na traquéia, o ex-presidente enxergou no Cachoeiragate uma oportunidade para regurgitá-lo. Idealizou uma CPI e passou a transitar entre dois dos sete vícios capitais: a soberba e a ira.

Com a alma em desalinho e o organismo sob efeitos de medicamentos, Lula perdeu momentaneamente sua principal habilidade: o faro político. Às vésperas do julgamento do escândalo, passou a atirar a esmo. No encontro com o ministro Gilmar Mendes, um de seus alvos, cometeu o erro supremo. Deu um tiro no pé.

Por formalidade regimental, o requerimento de convocação da CPI elegeu como objeto investigação a ação da quadrilha de Carlinhos Cachoeira junto a agentes públicos e privados. Para Lula, o bicheiro é mera escada. Escalando-o, pretende chegar à jugular dos que, segundo crê, conspiraram contra sua presidência.

No papel, a CPI é do Cachoeira. Na cabeça de Lula, o nome da comissão é outro: CPI da Vingança. Numa fase em que o raciocínio brota-lhe do fígado, Lula enxergou na iniciativa um palco multiuso. Num mesmo patíbulo, faria sangrar o ex-algoz Demóstenes Torres, a revista Veja e o governador tucano Marconi Perillo.

Do sangue dos antagonistas, Lula pretendeu extrair o sumo que engrossaria seu objetivo primordial: a desmontagem do que chama de “farsa do mensalão.” Nesse contexto, dois personagens foram à alça de mira como alvos convenientes: o procurador-geral da República Roberto Gurgel e o ministro Gilmar Mendes. Um prepara-se para exercer o papel de acusador dos mensaleiros. Outro, de julgador.

Lula encontrou-se com Gilmar em 26 de abril. Dias antes, em conversas com amigos petistas, destilava os rancores que nutre pelo personagem. Em notícia veiculada aqui, em 27 de abril, informou-se sobre os pensamentos que embalavam a mente de Lula nos dias que antecederam a conversa no escritório do ex-ministro Nelson Jobim.

Nesse período, Lula cobrava do petismo que avançasse sobre a Veja. Dizia estar convencido de que a revista associara-se ao aparato de espionagem de Carlinhos Cachoeira para produzir reportagens contra o governo dele. E recordava uma passagem protagonizada por Gilmar Mendes.

Citava o célebre grampo que captara conversa de Gilmar com o senador Demóstenes Torres. Atribuída à Abin, a escuta clandestina levara Lula a afastar da direção da agência de inteligência o delegado federal Paulo Lacerda. Ironicamente, a cabeça de Lacerda descera à bandeja após reunião intermediada por Nelson Jobim.

Então ministro da Defesa, Jobim, amigo de Gilmar desde os tempos do governo FHC, levara-o ao Planalto. Recebido no gabinete presidencial, Gilmar referira-se à bisbilhotagem de seu telefonema com Demóstenes como evidência de que o aparato de segurança do governo fugira ao controle. Caminhava-se, segundo ele, para “um Estado policial”.

Pois bem. O Lula dos dias que antecederam a nova reunião intermediada por Jobim recordava: embora Demóstenes e Gilmar tivessem confirmado o conteúdo do diálogo, o áudio o grampo jamais apareceu. Algo que levou Lula a difundir a suspeita de que a escuta fora parte de uma trama da “turma do Cachoeira”. Inconformava-se com o fato de ter sacrificado Lacerda.

Foi contra esse pano de fundo envenenado que Lula pediu a Jobim que agendasse o novo encontro com Gilmar. Revelado o teor da conversa, Jobim tentou vender a reunião como coisa fortuita. Nessa versão, Lula fora ao escritório para matar as saudades do seu ex-ministro e, por uma dessas coincidências da vida, Gilmar encontrava-se no recinto. Uma lorota que, por falta de nexo, Jobim absteve-se de reiterar.

Em privado, Gilmar revela que manifestou o desejo de avistar-se com Lula. Para quê? Não deixa claro. Informado, Lula pediu que o encontro fosse marcado. Na noite passada, em conversa com o blog, um amigo petista do ex-presidente classificou a iniciativa como “um erro grosseiro.” Por quê?

“O Lula estava armado contra o Gilmar. A chance de uma conversa como essa acabar bem era zero. Deu no que deu: uma guerra de versões. Gilmar diz que Lula quis adiar o julgamento do mensalão em troca de proteção na CPI. Jobim desmente, mas não é categórico. O Lula também desmente, mas ninguém acredita.”

De fato, o desmentido de Lula foi recebido como algo incompatível com o tamanho da encrenca. Demorou 48 horas. Veio por meio de nota, não de viva voz. Confirmou o encontro. Chamou de “inverídica” a versão de Veja. Mas não trouxe à luz uma versão substituta capaz de traduzir o alegado “sentimento de indignação.”

Em público, Gilmar deu entrevistas reafirmando, em essência, o que dissera à revista. Longe dos refletores, adicionou detalhes que levam os interlocutores a dar-lhe crédito. Contou, por exemplo, que Lula parecia sob o efeito de remédios. Fraco, tropeçou na saída.

O ministro alega que só veiculou o que se passou entre quatro paredes porque chegou-lhe aos ouvidos a informação de que Lula continuou a tratá-lo como matéria prima de CPI. Quer dizer: deu de ombros para o pedaço do diálogo em que Gilmar lhe disse que suas relações com Demóstenes não ultrapassaram o rubicão da ética. Abespinhado, o ministro levou os lábios ao trombone.

Gilmar não ficou bem posto no enredo. Às portas do julgamento do mensalão, a reunião com um personagem que chama o escândalo de “farsa” pareceu, no mínimo, inadequada. No máximo, um despautério. Porém, Lula saiu do episódio em posição ainda mais constrangedora. Ficou entendido que, para embaralhar o julgamento do Supremo, está disposto até a deslustrar sua biografia.

Nesta segunda (28), o advogado de um dos réus da ação penal que Lula gostaria de postergar disse que o ex-soberano obteve o oposto do pretendido. Acha que o STF ganhou razões adicionais para pisar no acelerador. Pior: a hipótese de condenação foi potencializada.

Nesta terça (29), a CPI do Cachoeira –ou comissão da Vingança— realiza mais uma de suas sessões administrativas. Vão a voto, entre outros requerimentos, os que pedem a convocação dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB); do DF, Agnelo Queiroz (PT); e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

Em reuniões que entraram pela madrugada, o PT articulava com as infantarias aliadas a aprovação do requerimento de Perillo e a rejeição dos de Agnelo e Cabral. São grandes as chances de Lula degustar o infortúnio do governador tucano. Um personagem que, em 2005, ecoou Roberto Jefferson. Numa fase em que Lula dizia ‘eu não sabia’, Perillo foi ao noticiário para informar que sabia, sim. Ele mesmo cuidara de avisar.

Ainda que PT e Cia. arrastem Perillo para o banco da CPI, como parece provável, a felicidade de Lula será fugaz. O depoimento constrangerá o governador e o PSDB, mas não terá o condão de influenciar os julgadores do STF. Ali, tende a prevalecer a verdade dos autos.

O Evangelho de São João ajuda a entender o que se passa com Lula. Diante de Jesus, Pôncio Pilatos indaga: “Tu és o reu dos judeus?” Jesus responde: “Meu reino não é desse mundo…” Pilatos insiste: “Então, tu és rei?” E Jesus: “Tu o dizes: eu sou rei. Por isso nasci e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta a minha voz.” Pilatos replica: “Que é a verdade?” (João, 18, 33-38).

Movido a soberba e tratado pela maioria do PT como um cristo da política, Lula esforça-se para reescrever a história do mensalão. Trombeteia que foi obra da quadrilha de Cachoeira o vídeo que expôs o pagamento de propina a um diretor dos Correios, levando Roberto Jefferson a dar com a língua nos dentes.

Com a visão obscurecida pela ira, Lula esquece de considerar que a propina dos correios existiu, assim como as revelações que se sucederam a ela: a parceria Delúbio Soares-Marcos Valério, as arcas “não contabilizadas”, os empréstimos de fancaria, os saques na boca do caixa e um infindável etcétera.

No instante em que tiverem de responder à pergunta de Pilatos –“Que é a verdade”— os ministros do Supremo olharão não para a CPI, mas para os dados recolhidos pela Polícia Federal do ex-Lula e reunidos pela Procurador-Geral Antonio Fernando de Souza, nomeado e renomeado pelo mesmo ex-presidente. Ali está a verdade redentora, não nos evangelhos de Lula.

Fonte: Josias de Souza

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Política

Após ser preterido, Josivan Barbosa já admite ser vice de Larissa Rosado

Os rumos do Partido dos Trabalhadores de Mossoró poderá ser definido longe do município oestano, mais precisamente em uma das salas do diretório nacional da legenda, em Brasília. Na próxima quinta-feira (31) o reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), Josivan Barbosa, tem agenda marcada na capital federal. A pauta, a ser discutida com o presidente e o secretário de organização nacional, Rui Falcão e  Paulo Frateschi, respectivamente, visa definir os rumos dos petistas, muitos deles (inclusive propensos concorrentes ao cargo de vereador) ameaçando deixar o pleito desde a intervenção do diretório nacional para retirar a candidatura majoritária. Josivan foi chamado às pressas à capital federal e após uma conversa inicial com Frateschi já admite atuar no pleito municipal, inclusive – se for o caso – ser candidato a vice na chapa peessebista
O reitor da Ufersa assinalou que somente após o encontro com a cúpula petista poderá atestar o destino dos mossoroenses. Até lá, destacou ele, permanece o mesmo cenário, sobre o qual resvala animosidade e insatisfação com relação aos dirigentes nacionais. “Eu  acho particularmente que é bastante razoável eles [do diretório nacional] me chamarem  porque eu fui o pivor de toda essa polêmica. A eleição de Mossoró nunca esteve com tanta cobertura da imprensa nacional”, opinou o reitor da Ufersa, pré-candidato do PT no município com o apoio da militância partidária mossoroense até a retirada definitiva do projeto pela nacional.

A decisão da Executiva de definir o apoio da legenda à candidatura da deputada Larissa Rosado foi recebida com frustração por parte dos petistas, caso do deputado Fernando Mineiro. Mas por outros, como a deputada Fátima Bezerra, a intervenção foi vista com naturalidade por outros da cúpula potiguar. O pré-candidato petista à Prefeitura de Natal considerou a resolução “equivocada”. “Não há alternativa. É uma decisão que considero equivocada porque acho importante criar uma alternativa para os eleitores da cidade. Mas como não foi possível, paciência”, lamentou o parlamentar. Já a deputada Fátima Bezerra, considerada uma articuladora de peso em favor de Larissa disse que “a hora agora é de muita serenidade, de procurar construir uma unidade dentro do partido e cumprir a orientação do PT nacional”, limitou-se a dizer a petista.

O diretório do PT de Mossoró havia decidido pela candidatura própria no dia 18 de março, durante prévia da legenda, quando a maior parte dos filiados decidiu pelo lançamento do nome de Josivan Barbosa. A decisão foi um claro aceno ao diretório nacional de que pretendia resistir às intervenções no município. O impasse gerado no PT de Mossoró foi provocado porque o PSB exigia o apoio do PT em Mossoró (RN), Duque de  Caxias (RJ) e Recife (PE), para garantir a reciprocidade em São Paulo, onde os petistas disputam a Prefeitura com a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Bate-papo

Josivan Barbosa, reitor da Ufersa

O PT ainda pode indicar o vice na chapa de Larissa Rosado?

O partido em nível nacional, após a publicação da resolução, iniciou a abertura de um diálogo comigo e eu conversei hoje com Frateschi [Eduardo Frateschi, secretário nacional de articulação o partido], o homem que Lula encomendou para fazer a negociação da campanha de Mossoró. Ele quer conversar, juntamente com Rui Falcão [presidente nacional], querem conversar comigo pessoalmente. E eu vou escutar o partido, saber o que eles pensam dessa situação da indicação do vice em Mossoró. Estou sendo chamado para escutar. Então essa questão vai passar por uma conversa com o PT nacional e o PT regional e local.

Mas existe a possibilidade?

Nós queremos ouvir primeiro o partido para ouvir a posição. Porque nesse momento já houve muito imbróglio e o partido passou onze meses sendo manchete dos jornais e com esse problema e agora temos que ver o que é necessário para a união do partido.

O senhor está disposto se for dada essa missão?

Eu disse que não ia guardar mágoa e nem rancor. Continuo a serviço. Se essa for a posição do diretório em nível nacional e essa for a nossa missão estou à disposição do partido para ajudar.

Como está a situação de alguns pré-candidatos a vereador que ameaçam se retirar do pleito após a decisão de recuar a candidatura majoritária?

Essa é uma posição de alguns vereadores, que se não tivesse candidatura própria sairiam em bloco. Mas nós estamos conversando, tentando juntar esse pessoal na tentativa de mantermos o prumo e fortalecermos o partido. Esse formato não fortalece.

O senhor pensou em deixar o PT?

Não. É um partido que passei mais de oito anos, tentando trabalhar e participando do maior projeto que foi a Ufersa. Então eu participei desse partido em três microrregiões do Estado. Assumi o compromisso com as mudanças sociais e é com essa decisão que eu estou no partido. A dificuldade de a gente ajudar Mossoró, na condição de candidato, e poderia ser uma possibilidade como prefeito, é uma dificuldade normal.

Como foi a posição dos principais líderes estaduais, os deputados Fátima e Mineiro?

Mineiro declarou-se abertamente favorável à candidatura própria e a deputada Fátima mostrou-se contra.

Existe algum ressentimento de sua parte?

Não. Eu entendo que o partido tem hoje uma importância nacional, não é regionalizado e ele tem que ver as deciões tomadas em sintonia com as decisões em nível de Casa Civil. Eu não tenho mágoas, não guardei. Esses foram os primeiros passos para fortalecer o partido em Mossoró.

Fonte: Tribuna do Norte

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Economia

Folha do Estado tem quase 500 supersalários

Há 10 meses, o governo do estado prometeu enviar à Assembleia Legislativa (AL) um projeto de lei para acabar com os supersalários de servidores estaduais ativos e inativos. Depois de descobrir, no início de julho do ano passado, as remunerações de até R$ 68 mil na folha de pagamento do governo, o procurador-geral do estado, Miguel Josino, anunciou a proposta de criação do teto estadual remuneratório. No entanto, o projeto não saiu do papel. O fim dos supersalários contraria os interesses de muita gente.

Caso venha a ser implantado, o teto estadual será chamado pelo governo de subteto, devido ao fato de o teto legal ser de R$ 27,7 mil, equivalente ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Miguel Josino frisou que a implantação do teto estadual será relativa à remuneração dos desembargadores, que chega a R$ 26,5 mil. De acordo com o procurador, a aprovação do teto estadual representará a economia de R$ 3 milhões por mês para os cofres do Estado. Já foram encontrados quase 500 supersalários pagos pelo estado acima da remuneração dos ministros do STF.

Miguel Josino admitiu que, mesmo já tendo passado dez meses da descoberta dos salários abusivos, o governo ainda não realizou uma auditoria para detectar todas as remunerações que superam o que ganham os ministros do STF. No entanto, com a vigência da Lei de Acesso à Informação, desde o dia 16 de maio, o procurador acredita que será possível a identificação de todos os salários que estão irregulares. O governo é obrigado a informar sobre os salários dos servidores efetivos e comissionados a qualquer cidadão que solicitar.

Se o teto estadual entrar em vigor, o acúmulo de salários acima do valor previsto será vedado. Dessa forma, servidores ativos e inativos que ganham mais de R$ 26,5 mil terão seus salários reduzidos a esse valor. Os aposentados que ganharem o teto e exercerem outras atividades remuneradas pelo estado também terão que optar entre o salário da aposentadoria ou da atividade. A tramitação do projeto será complicada. A criação do teto estadual contraria interesses de pessoas influentes na sociedade.

De acordo com uma fonte, a maioria dos supersalários são de auditores fiscais, que passaram a ganhar remunerações privilegiadas a partir de decisões da Justiça. A fonte informou que, na própria Assembleia Legislativa, que vai votar a proposta do governo, há deputado que recebe como auditor fiscal aposentado e acumula com o salário de parlamentar. Existe também, segundo destacou, deputado que incorpora salários de ex-governador, médico aposentado, deputado aposentado e da atual atividade no legislativo. A aprovação do teto acabaria com a mordomia.

Apesar de a proposta contrariar interesses particulares dentro da própria Assembleia Legislativa, Josino disse confiar no bom senso dos parlamentares para a aprovação da matéria. “Não posso prever o tempo de demora no Gabinete Civil do governo, mas enviarei o projeto para lá daqui a 15 ou 20 dias. Acredito que será aprovado, pois está previsto na Constituição.Confio no senso público dos deputados”, finalizou.

Quando for apresentado à Assembleia, o projeto passará pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Fiscalização e Finanças (CFF). Trata-se de uma Emenda Constitucional. Para ser aprovado, o texto precisa contar com o voto favorável de três quintos da Casa, ou seja, pelo menos 16 dos 24 deputados estaduais.

Fonte: Diário de Natal

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Judiciário

Precatórios: Desvios seriam de R$ 14 milhões segundo relatório do TJ

Os desvios no setor de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte atingiram o montante final de R$ 14.122.740,33, segundo informações apuradas pela TRIBUNA DO NORTE. O número é menor do que o esperado até meados da auditoria iniciada no setor, que indicava um valor de cerca de R$ 20 milhões. O relatório final será enviado à presidente do Tribunal de Justiça do RN, Judite Nunes, que o remeterá para o Conselho Nacional de Justiça. A comissão investigativa não se pronunciou sobre o assunto.

Frankie MarconeDesembargador Caio Alencar preside comissão no TJRN

Os mais de R$ 14 milhões de desvios comprovados são referentes a cerca de 520 operações fraudulentas, entre guias de pagamentos, cheques e autorizações de transferências bancárias. Além disso, a equipe do Tribunal de Contas do Estado, em conjunto com servidores do TJRN, identificaram 11 laranjas, a maioria deles empregados e ex-empregados de Carla Ubarana. Apenas Carlos Fasanaro, Carlos Palhares e Cláudia Sueli foram denunciados à Justiça até o momento. Entre todos os laranjas, Fasanaro foi o mais acionado por Carla Ubarana e George Leal, com 221 fraudes operadas e mais de R$ 8 milhões que passaram em sua conta.

A diferença entre o valor relatado por Carla Ubarana – de R$ 20 milhões – e o encontrado pela comissão – pouco mais de R$ 14 milhões – não é preocupante, segundo fontes ouvidas pela TRIBUNA DO NORTE. Tanto pessoas próximas a Carla Ubarana quanto próximas a investigação afirmam que a própria acusada não sabe exatamente quanto dinheiro foi desviado do setor de precatórios. Por outro lado, Carla manifestou desde o início a opinião de que os auditores do TCE não conseguiriam chegar ao valor exato de dinheiro desviado. “Foi levantado o valor possível de ser comprovado. Nesse caso, há documentos que comprovam cada centavo”, diz uma fonte.

A comissão que investiga o setor de precatórios foi criada ainda em janeiro, sob a presidência do desembargador Caio Alencar. Com o fim dos trabalhos, a comissão será desfeita e o desembargador irá se aposentar amanhã.

Do Blog: Carla Ubarana em entrevista calculou que os desvios seriam da ordem de R$ 20 milhões, tanto na delação, como no depoimento a justiça ela confirmou que a maior parte dos desvios ficava com os desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro.

Com a confirmação do relatório do TJ que os desvios atingiram R$ 14 milhões a conta simplesmente não bate, se Carla já entregou ou devolveu como queiram chamar R$ 6 milhões em bens e dinheiro “restariam” R$ 8 milhões em desvios segundo o relatório. Mas o depoimento da própria Carla na justiça afirmou que as maiores partes dos desvios iriam para os dois desembargadores, o relatório já mostra outra situação, comprova que a maior parte dos desvios ficava com a servidora do TJ. Outro ponto que não bate é que Carla na delação e no depoimento falou que seriam três e quatro Laranjas respectivamente, aparecerem onze no relatório do TJ.

Opinião dos leitores

  1. Bg desde o ínico que eu não me convenci com essa estória de Carla Ubarana, quem conhece o Desembargador Rafael Godeiro e convive com ele, não consegue ver gastos fora do seu padrão, pelo menos se comparando a Carla, dizem por aí que a situação financeira do Desembargador Osvaldo não está boa, esta mulher disse que os dois ficavam com 80%, já se descobriu 6 milhões como você relata, ela vinha roubando o tribunal a cinco anos e pelo que dizem ela e o marido vinham torrando dinheiro, ou seja mostra que a sua acusação é falha, agora apareceu mais laranjas ou seja outra mentira dela, por sinal já era para ter perdido a prisão domiciliar. Depois daquela estrevista do fantático vi que Carla Ubarana é capaz de qualquer coisa, não queria ser inimigo dela…..

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Comportamento

Quem inventou que as loiras são burras? Descubra quem inventou o boato

“Muitos males cercam a garota que estupidamente pinta seu cabelo com uma falsa cor.” A crítica do poeta Propércio, do século 1 a.C., visava as que clareavam seus cabelos para imitar as gaulesas e germânicas. Copiar mulheres de povos bárbaros, portanto estúpidos, era sinal de estupidez.

Mas Roma caiu, os bárbaros se civilizaram e o preconceito continua. A teoria para a duração do mito vem da biologia: “Fios louros são comuns em crianças e tendem a escurecer quando crescemos. Portanto, cabelos claros são associados a infantilidade, ingenuidade e menor habilidade com a linguagem” , diz a Encyclopedia of Hair. Prato cheio para Hollywood, Gabriel, o Pensador e o festival de piadas de Tom Cavalcante.

Mas as loiras têm motivos para comemorar: pesquisadores da Universidade de Queensland, Austrália, concluíram que elas têm salários 7% maiores do que mulheres com outra cor de cabelo. Por quê? Para David Johnston, coordenador do estudo, “A associação entre loiras e beleza prevalece sobre qualquer estereótipo de que elas sejam menos inteligentes”. É o machismo superando o preconceito.

Superinteressante

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Política

Collor: ‘Fui absolvido pelo STF. E meu mandato de Presidente?’

Alguma coisa subiu à cabeça de Fernando Collor de Mello. E não parece coisa boa. Duas décadas depois de ter sido escorraçado do Planalto, o agora senador insinua que deveriam devolver-lhe o mandato de presidente da República.

“Fui absolvido pelo Supremo”, disse ele. “E meu mandato? Não deveria tê-lo de volta?”, questionou. Collor falou à Record News. Um pedaço da entrevista irá ao ar na noite desta segunda (28).

Vivo, Bussunda gritaria: “Fala séééério, excelência!”

Josias de Souza

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Jornalismo

Globo anuncia luta de Junior Cigano ao vivo e transmite confronto gravado

Durante a semana passada, a Rede Globo anunciou que transmitiria a luta do brasileiro Junior Cigano contra o americano Frank Mir de modo “ao vivo” na noite do último sábado, 26. A emissora, no entanto, exibiu o confronto, válido pela defesa do cinturão dos pesos pesados do UFC, depois de mais de 35 minutos de atraso. O combate foi ao ar gravado e provocou a revolta de internautas.

Usuários do Twitter criaram a hashtag #GloboFail e a colocaram no ranking dos mais comentados da rede social. Internautas ironizaram a emissora e afirmaram que até os dois atletas tiveram tempo de assistir a transmissão da Globo depois que a luta já tinha terminado. Teve gente que brincou, ao comentar que Cigano teve duas vitórias na mesma noite – a ao vivo e a gravada – e que se vencesse mais uma teria o direito de pedir música no ‘Fantástico’.

Apresentador da Band, o jornalista Milton Neves participou da campanha de reclamações contra a Rede Globo. Ele ainda relacionou o erro da emissora com o duelo paulista que vale vaga na Taça Libertadores da América. “O Santos já ganhou do Corinthians na Libertadores! A Globo vai mostrar a reprise daqui um mês”, brincou o cronista esportivo que é torcedor declarado da equipe santista.

Sobre o motivo de exibir o UFC depois da luta acontecer, apesar de ter anunciado que seria ao vivo, a Globo não se manifestou. No momento do embate de artes marciais mistas, a emissora levava ao público o filme ‘A Casa das Coelhinhas’. Mantido pela mesma organização, o canal Combate, da TV por assinatura, transmitiu a luta na íntegra e ao vivo.

junior_cigano_-_globo


Opinião dos leitores

  1. Entrei na Central de atendimento e mandei as mesmas perguntas 28 de maio de 2012 18:57 e até o momento não responderam nada, sera que darão uma resposta? Duvido, riso.
     
    Mandei os mesmos questionamentos para CONAR, MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES e Abert. Até o momento nenhuma das entidades pronunciaram nada, afinal neste país.
     
    —–Mensagem original—–
     De: [email protected] [mailto:[email protected]] Enviada em: segunda-feira, 28 de maio de 2012 18:57
     Para: [email protected]
     Assunto: Central de Atendimento ao Telespectador
     
    Este email não recebe reply. 

    Para falar com a Globo, por favor, entre no http://falecomaredeglobo.globo.com.
     
    Central de Atendimento ao Telespectador.
     
    —–Mensagem original—–
     De: IBEST [mailto:[email protected]]
     Enviada em: segunda-feira, 28 de maio de 2012 18:57
     Para: 'FALE CONOSCO'
     Assunto: RES: REDE GLOBO – INFORMAÇÃO/DÚVIDA – 27/05/2012
     
    Rede Globo, me respeita? Onde?
     E pelo "UFC cedeu à Rede Globo apenas o direito de transmissão sobre as lutas disputadas no Brasil" e como você anuncia a luta AO VIVO? Então vocês já sabiam antecipadamente que a luta não seria ao vivo?
     
    Não aceito o fato colocado abaixo, a Rede Globo anunciou a Luta AO VIVO.
     E os senhores colocam esta resposta abaixo?
     É chamar as pessoas que fazem sua audiência de idiotas.
     A sua resposta e este assunto será postado no GRUPO DEFENDA SEUS DIREITOS no LinkedIn, será encaminhada para o Ministério das Comunicações e publicado na integra no brasilvamos.blogspot.com.
     
    Serviço de Informações ao Cidadão – cgu.gov.br stj.jus.br http://www.conar.org.br http://www.abert.org.br/site/ A pergunta enviada foi a seguinte:
     
    O que acontece com uma emissora no Brasil que anuncia uma luta ao vivo e coloca um vídeo 35 minutos depois que a luta acabou?
     Nada pode ser feito? Fazer milhões de pessoas esperar por algo e não fazer?
     Já pensou se vira moda, você anuncia uma atração espetacular no fim da noite e o telespectador fica esperando assistindo e dando audiência, isto é seria bem lucrativo. Se não há nenhuma penalidade para isto? Que tipo de ação pode ser tomada? Advogados neste país não pode fazer nada por serem incompetentes ou por que não dá para fazer nada no pais de mais de 180.000 leis?
     
    —–Mensagem original—–
     De: FALE CONOSCO [mailto:[email protected]] Enviada em:
     segunda-feira, 28 de maio de 2012 16:34
     Para: [email protected]
     Assunto: REDE GLOBO – INFORMAÇÃO/DÚVIDA – 27/05/2012
     
    Carlos
     
    Agradecemos sua audiência e respeitamos a sua opinião.

     Respeitamos sua opinião e crítica!
     Gostaríamos de esclarecer que o UFC cedeu à Rede Globo apenas o direito de transmissão sobre as lutas disputadas no Brasil. Infelizmente, os direitos das lutas no exterior são muito limitados e priorizam o pay per view, que é exibido no canal Combate da Globosat."
     
    Cordialmente,
     Rede Globo.
     
    Saiba mais: http://www.redeglobo.com.br
     Siga @rede_globo
     E curta nossa página no http://www.facebook.com/RedeGlobo
     
    ================== MENSAGEM ORIGINAL ===================
     De: CARLOS ALBERTO LIGORI Domingo, 27 de Maio de 2012
     Assunto: REDE GLOBO – INFORMAÇÃO/DÚVIDA – 27/05/2012
     
    o que acontece com uma emissora no Brasil que anuncia uma luta ao vivo e coloca um video 35 minutos depois que a luta acabou?
     Nada pode ser feito? Fazer milhões de pessoas esperar por algo e não fazer?
     Já pensou se vira moda, você anuncia uma atração espetacular no fim da noite e o telespectador fica esperando assistindo e dando audiência, isto é seria bem lucrativo. Se não há nenhuma penalidade para isto? Que tipo de ação pode ser tomada?
     Estas mesmas perguntas foram enviadas para Ministério das Comunicações, CONAR, ABERT e Postado em perguntas no LINKEDIN e no GRUPO DEFENDA SEUS DIREITOS e espero uma resposta direta da REDE GLOBO

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Política

Em entrevista, Gilmar Mendes confirma pressão de LULA

O ministro Gilmar Mendes, do STF, confirmou nesta segunda (28), o teor da conversa que manteve com Lula, em 26 de abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Segundo ele, Lula disse que não seria “adequado” julgar o processo do mensalão em 2012. E insinuou que poderia proteger o interlocutor na CPI do Cachoeira.

“Foi uma conversa repassando assuntos variados”, disse Gilmar. “Ele [Lula] manifestou preocupação com a história do mensalão e eu disse da dificuldade do tribunal de não julgar o mensalão […]. Mas ele [Lula] entrava várias vezes no assunto da CPI, falando do controle, como não me diz respeito, não estou preocupado com a CPI.”

Gilmar falou à repórter Adriana Irion. Revelou que o amigo Jobim, que vem negando a pressão exercida por Lula, não só testemunhou a conversa como interveio nos diálogos. A íntegra da entrevista, disponível aqui, vai reproduzida abaixo:

— Quando o senhor foi ao encontro do ex-presidente Lula não imaginou que poderia sofrer pressão envolvendo o mensalão? Não. Tratava-se de uma conversa normal e inicialmente foi, de repassar assuntos. E eu me sentia devedor porque há algum tempo tentara visitá-lo e não conseguia. Em relação a minha jurisprudência em matéria criminal, pode fazer levantamento. Ninguém precisa me pedir para ser cuidadoso. Eu sou um dos mais rigorosos com essa matéria no Supremo. Eu não admito populismo judicial.

— Sua viagem a Berlim tem motivado uma série de boatos. O senhor encontrou o senador Demóstenes Torres lá? Nos encontramos em Praga, eu tinha compromisso acadêmico em Granada, está no site do Tribunal. No fundo, isto é uma rede de intrigas, de fofoca e as pessoas ficam se alimentando disso. É esse modelo de estado policial. Dá-se para a polícia um poder enorme, ficam vazando coisas que escutam e não fazem o dever elementar de casa.

— O senhor acredita que os vazamentos são por parte da polícia, de quem investigou? Ou de quem tem domínio disso. E aí espíritos menos nobres ficam se aproveitando disso. Estamos vivendo no Supremo um momento delicado, nós estamos atrasados nesse julgamento do mensalão, podia já ter começado.

— Esse atraso não passa para a população uma ideia de que as pressões sobre o Supremo estão funcionando? Pois é, tudo isso é delicado. Está acontecendo porque o processo ainda não foi colocado em pauta. E acontecendo num momento delicado pelo qual o tribunal está passando. Três dos componentes do tribunal são pessoas recém nomeadas. O presidente está com mandato para terminar em novembro. Dois ministros deixam o tribunal até o novembro. É momento de fragilidade da instituição.

— Quem pressiona o Supremo está se aproveitando dessa fragilidade? Claro. E imaginou que pudesse misturar questões. Por outro lado não julgar isso agora significa passar para o ano que vem e trazer uma pressão enorme sobre os colegas que serão indicados. A questão é toda institucional. Como eu venho defendendo expressamente o julgamento o mais rápido possível é capaz que alguma mente tenha pensado: “vamos amedrontá-lo”. E é capaz que o próprio presidente esteja sob pressão dessas pessoas.

— O senhor não pensou em relatar o teor da conversa antes? Fui contando a  quem me procurava para contar alguma história. Eu só percebi que o fato era mais grave, porque além do episódio (do teor da conversa no encontro), depois, colegas de vocês [jornalistas], pessoas importantes em Brasília, vieram me falar que as notícias associavam meu nome a isso e que o próprio Lula estava fazendo isso.

— Jornalistas disseram ao senhor que o Lula estava associando seu nome ao esquema Cachoeira? Isso. Alimentando isso.

— E o que o senhor fez? Quando me contaram isso eu contei a elas [jornalistas] a conversa que tinha tido com ele [Lula].

— Como foi essa conversa? Foi uma conversa repassando assuntos variados. Ele manifestou preocupação com a história do mensalão e eu disse da dificuldade do Tribunal de não julgar o mensalão este ano, porque vão sair dois, vão ter vários problemas dessa índole. Mas ele (Lula) entrava várias vezes no assunto da CPI, falando do controle, como não me diz respeito, não estou preocupado com a CPI.

— Como ele demonstrou preocupação com o mensalão, o que falou? Lula falou que não era adequado julgar este ano, que haveria politização. E eu disse a ele que não tinha como não julgar este ano.

— Ele disse que o José Dirceu está desesperado? Acho que fez comentário desse tipo.

— Lula lhe ofereceu proteção na CPI? Quando a gente estava para finalizar, ele voltou ao assunto da CPMI e disse “que qualquer coisa que acontecesse, qualquer coisa, você me avisa”, “qualquer coisa fala com a gente”. Eu percebi que havia um tipo de insinuação. Eu disse: “Vou lhe dizer uma coisa, se o senhor está pensando que tenho algo a temer, o senhor está enganado, eu não tenho nada, minha relação com o Demóstenes era meramente institucional, como era com você”. Aí ele levou um susto e disse: “e a viagem de Berlim.” Percebi que tinha outras intenções naquilo.

— O ex-ministro Nelson Jobim presenciou toda a conversa? Tanto é que quando se falou da história de Berlim e eu disse que ele [Lula] estava desinformado porque era uma rotina eu ir a Berlim, pois tenho filha lá, que não tinha nada de irregular, e citei até que o embaixador nos tinha recebido e tudo, o Jobim tentou ajudar, disse assim: “Não, o que ele está querendo dizer é que o Protógenes está querendo envolvê-lo na CPI.” Eu disse: “O Protógenes está precisando é de proteção, ele está aparecendo como quem estivesse extorquindo o Cachoeira.” Então, o Jobim sabe de tudo.

— Jobim disse em entrevista a Zero Hora que Lula foi embora antes e o senhor ficou no escritório dele tratando de outros assuntos. Não, saímos juntos.

— O senhor vê alternativa para tentar agilizar o julgamento do mensalão? O tribunal tem que fazer todo o esforço. No núcleo dessa politização está essa questão, esse retardo. É esse o quadro que se desenha. E esse é um tipo de método de partido clandestino.

— Na conversa, Lula ele disse que falaria com outros ministros? Citou outros contatos. O que me pareceu heterodoxo foi o tipo de ênfase que ele está dando na CPI e a pretensão de tentar me envolver nisso.

— O senhor acredita que possa existir gravação em que o senador Demóstenes e o Cachoeira conversam sobre o senhor, alguma coisa que esteja alimentando essa rede que tenta pressioná-lo? Bom, eu não posso saber do que existe. Só posso dizer o que sei e o que faço.

Josias de Souza

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