Esporte

Polêmicas, inimigos e títulos: relembre a trajetória do dirigente Eurico Miranda, que nunca passou despercebido

Foto: André Durão/GloboEsporte.com

O estilo desafiador, muitas vezes bravateiro, tornou-se marca de Eurico Ângelo de Oliveira Miranda, que morreu nesta terça aos 74 anos, vítima de câncer no cérebro. Era a postura preferida do histórico dirigente nos momentos de defender os próprios pontos de vista. Comandou o futebol do Vasco, atraindo amor e ódio, dentro e fora do clube, de aliados e inimigos, entre os triunfos e os fracassos colecionados.

“Quem falou?”

“Crise? Que crise?”

Eram duas das frases que Eurico adorava bradar, para questionar adversários políticos, dirigentes, jornalistas e as notícias que o contrariavam.

A primeira aparição do cartola no noticiário do Vasco aconteceu quando Eurico tinha 25 anos. Um fotógrafo do jornal “O Globo” o flagrou desligando a chave de energia elétrica da sede da Lagoa. Quis acabar com a sessão do Conselho Deliberativo que tratava da cassação do presidente Reinaldo Reis. Foi em vão a tentativa desesperada do então vice de Patrimônio, na época conhecido como Eurico Oliveira. A luz voltou, e Reis terminou cassado naquela noite de 25 de novembro de 1969. A edição de “O Globo” da manhã seguinte trouxe a foto, com a legenda “Mão do Eurico”, enquanto a reportagem narrava o ocorrido.

Mão de Eurico, fotografada apagando a luz na sessão de cassação do presidente Reinaldo Reis — Foto: Reprodução O Globo / 26-11-1969

Fisioterapeuta formado e graduado em Direito pela PUC do Rio de Janeiro, Eurico havia começado a trabalhar no Vasco como diretor de cadastro, em 1967, com 23 anos. Ocupou diversos cargos e foi aumentando seu prestígio com os que sucederam Reinaldo Reis na presidência: Agathyrno da Silva Gomes, Alberto Pires Ribeiro e Antônio Soares Calçada. Ganhou notoriedade, como diretor de Futebol, ao dar um drible no Flamengo e ajudar a repatriar Roberto Dinamite, em maio de 1980, quase cinco meses após o artilheiro ter trocado o Vasco pelo Barcelona, da Espanha.

De 1986 a 2001, já como vice-presidente de Futebol do Vasco, Eurico Miranda esteve à frente de campanhas memoráveis, como as dos títulos brasileiros de 1989, 1997 e 2000, da Libertadores de 1998 e da Copa Mercosul (hoje, Sul-Americana) de 2000. Nesse período de 15 anos, enquanto foi o mandachuva do presidente Antônio Soares Calçada no futebol, o Vasco ergueu 37 taças, incluindo turnos de Campeonato Carioca, o Rio-São Paulo-1999 e troféus de torneios internacionais, como o tricampeonato do mítico Troféu Ramón de Carranza, na Espanha.

Todas as conquistas orgulhavam Eurico Miranda, mas especiais eram as vitórias sobre o Flamengo. Personalista, o dirigente transformou a rivalidade entre os clubes em disputa particular. Odiava perder para o rubro-negro e entrava em êxtase nos triunfos.

– Vasco x Flamengo é um campeonato à parte – gostava de resumir.

Puxava o coro de “Casaca” nos vestiários e momentos festivos. E não temia as declarações polêmicas. Por isso, colecionava desafetos. Dentro e fora do clube.

– Já comprei 30 mil litros de chope. E paguei. Tenho certeza de que vamos ser campeões porque nosso time é muito melhor do que o Flamengo – avisou, já presidente, antes da derrota na final do Campeonato Carioca de 2004 para o arquirrival.

Em campo, a vitória do Flamengo por 3 a 1, com três gols de Jean, fez a torcida adversária soltar o grito nas arquibancadas do Maracanã: ”Arerêêêê, o chope do Eurico eu vou beber!”.

A bravata ainda faria o cartola perder a cabeça e custaria a ele uma condenação por agressão. Depois do jogo, ao ser perguntado pelo repórter Carlos Monteiro, de “O Dia”, sobre onde estariam os “tais 30 mil litros de chope comprados”, Eurico deu um soco no jornalista. Levado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Maracanã, terminaria absolvido pelo juiz Murilo Kieling. O Ministério Público Estadual e o advogado do jornalista recorreram, e o já presidente do Vasco foi condenado a seis meses de prisão. A pena seria substituída, em março de 2006, pelo pagamento de R$ 10 mil de indenização. Eurico recorreu até ao STF, mas sofreu outra derrota, em julho de 2007.

Eurico tinha um jeito peculiar de lidar com os jogadores, especialmente, os destaques do time. Na campanha do título brasileiro de 1997, dizia para quem quisesse ouvir que o segredo do alto astral e do sucesso do atacante Edmundo naquele período era mantê-lo como o centro das atenções:

“Edmundo não pode ter concorrentes. Precisa ser a estrela da companhia” , resumiu Eurico

Fala bobagem não era crime em São Januário. Desde que o falastrão fizesse gols e caísse nas graças da torcida.

– No Vasco, a gente releva algumas coisas, quando o sujeito tem caráter e bom coração – emendou Eurico, em 1998. – O Donizete, por exemplo, reclama da reserva, fala bobagem, mas, no dia seguinte, é o primeiro a pedir desculpas – completou, numa análise divertida sobre o “Pantera”.

O estilo intempestivo de Eurico Miranda vinha desde criança. Nascido a 7 de junho de 1944, ganhou o nome de batismo em homenagem ao general Eurico Gaspar Dutra, presidente do Brasil de 1946 a 1951. Álvaro e Alexandra, os pais, haviam trocado Arouca, no norte de Portugal, pelo Rio de Janeiro, na década de 30. O menino Eurico e os irmãos Álvaro e José Alberto estudaram no tradicional Colégio Santo Inácio, em Botafogo. Tirava boas notas e era coroinha na capela, mas se envolvia em brigas e terminou expulso da escola também por insistir em vestir a camisa do Vasco sobre o uniforme.

Os discursos de enfrentamento e de defensor do Vasco o levaram à política partidária 50 anos depois de nascer. Conquistou o primeiro dos dois mandatos de deputado federal em 1994.

– Sempre digo, lá em Brasília, que não sou representante do povo. Sou representante do Vasco. Não prometi água, habitação, luz, nada. Só defender o Vasco. Meu voto é na emoção, mas aliado à competência – repetia, à época.

Antes, aliou-se à Ricardo Teixeira, que viu em Eurico Miranda a liderança que poderia ajudá-lo a ganhar a eleição para a presidência da CBF. Como prêmio, tornou-se o primeiro diretor de Futebol na gestão do novo presidente, em janeiro de 1989. Conseguiu, de imediato, nomear Sebastião Lazaroni técnico da seleção brasileira, que conquistaria a Copa América em 16 de julho daquele mesmo 1989, acabando com um jejum continental de 40 anos.

Quatro dias antes da conquista da Copa América, em plena concentração da seleção brasileira no antigo Hotel Intercontinental, no Rio, Eurico Miranda aproveitaria seu cargo na CBF e na seleção para aplicar o maior dos golpes desferidos contra o arquirrival Flamengo. Em reunião com o atacante Bebeto, arquitetou o plano para o artilheiro daquela Copa América, com seis gols, emitir e depositar, no dia 28 de julho de 1989, na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), um cheque de seis milhões quinhentos e vinte e oito mil e vinte e um cruzados novos. O jogador comprou o próprio passe, após não ter chegado a um acordo para a renovação de contrato com o Flamengo, que fixara o preço do ídolo, na FERJ. O dinheiro usado por Bebeto, claro, havia sido antecipado pelo Vasco. A revista “Placar” publicou o dia a dia da negociação.

Por divergências com Ricardo Teixeira, Eurico pediu demissão do cargo na CBF em setembro de 1989, apenas oito meses depois de assumir.

Dedicado exclusivamente ao Vasco, viu o clube ganhar o Brasileiro daquele mesmo ano, com Bebeto no ataque do time dirigido por Nelsinho Rosa – assistente técnico de Lazaroni na seleção.

Quando Antônio Soares Calçada anunciou que se retiraria da presidência do Vasco em janeiro de 2001, depois de 18 anos (desde 1983) no poder, o então vice de Futebol viu o caminho livre e se elegeu presidente para uma fase prevista como de novas glórias, mas que se revelaria sombria. Eurico Miranda foi empossado a 22 de janeiro de 2001, quatro dias após o Vasco conquistar a Copa João Havelange (Brasileiro-2000), ao vencer por 3 a 1 a final diante do São Caetano (SP).

Nos primeiros sete anos dele na presidência, de 2001 a 2008, o Vasco ganhou apenas um Campeonato Carioca, o de 2003, além das Taças Guanabara (2003) e Rio (2001, 2003 e 2004). A melhor colocação na Série A do Brasileiro foi o sexto lugar, em 2006.

Eurico mandava e desmandava na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Em 2007, tomou para si o microfone, ordenou a todos os presentes que se sentassem e promoveu a eleição de Rubens Lopes como novo presidente da FERJ, desafiando o interventor Hekel Raposo, a Polícia Militar e uma ordem judicial que tentaram impedir o pleito.

Na política, o deputado federal enfrentou uma CPI do Futebol no Senado. Entre fevereiro e junho de 2001, a CPI provou que Eurico desviara recursos do Vasco, acusando-o de aprovação indébita e falsidade ideológica, na época do acordo de patrocínio do Bank of America com o clube. A CPI descobriu que o dublê de cartola e político usou “laranjas” para receber recursos que saíam da Vasco da Gama Licenciamentos (VGL). Entre 1996 e 2000, as contas de Aremithas José de Lima, funcionário humilde do Vasco, movimentaram R$ 13,5 milhões, usados por Eurico também como fundos de campanha política.

Contracapa do jornal O Globo sobre a investigação da CPI do Futebol no Senado — Foto: Acervo Jornal O Globo / 05-02-2001

Mesmo assim, Eurico Miranda não foi cassado. Em 2002, com ajuda do ex-presidente da Câmara dos Deputados e correligionário Severino Cavalcanti, conseguiu o arquivamento do processo de cassação de mandato.

– Sou mais importante do que o governador – provocava, um ano antes, em entrevista à revista “Isto É”, debochando da CPI do Futebol no Senado.

Nos dois mandatos de deputado federal, entre 1994 e 2002, Eurico Miranda manteve os três filhos (Mário, Eurico Ângelo e Álvaro) e um sobrinho (Alexandre), como funcionários de gabinete. Na época, os salários do quarteto representavam um total mensal de R$ 10 mil.

Apenas em 2006, Eurico teve o registro de candidatura impugnado em primeira instância, mas não pelo TSE. Acabou concorrendo, tentando um novo mandato, porém, sem conseguir se eleger. A imagem do político estava arranhada para sempre.

Em junho de 2008, Eurico ganhou mais uma disputa para a presidência do Vasco, mas a Justiça determinou o cancelamento da eleição, marcada por fraudes, e abrindo caminho para a vitória do opositor Roberto Dinamite, maior artilheiro da história cruzmaltina. O clube tentou se reerguer no meio do caos administrativo, mas, naquele mesmo ano, naufragaria com o primeiro rebaixamento à Série B, terminando a Série A em 18º lugar. A segunda queda, também sem Eurico e com Roberto à frente, aconteceria em 2013.

A incompetência do adversário político ressuscitou o velho cartola, que, seis anos antes, todos julgavam varrido do clube. Eurico Miranda estava de volta ao Vasco, ganhando a eleição e reassumindo a cadeira de presidente em 2 de dezembro de 2014.

Correligionários em reunião de campanha de Eurico Miranda à presidência do Vasco, em 2014 — Foto: Arquivo Pessoal

Desta vez, ele não seria poupado. Em dezembro do ano seguinte, o Vasco sucumbiria ao terceiro rebaixamento do século 21. Eurico havia prometido: “o Vasco não cai”. E bradou, prometendo ir para a Sibéria se isso ocorresse. O Vasco caiu, e mais uma frase de efeito não passou de bravata. Desta vez, o dirigente sentiu, como protagonista, o tamanho de uma dor irreparável.

– Para que não reste dúvida: o único e exclusivo responsável pelo rebaixamento do Vasco sou eu – afirmou, sem fugir à responsabilidade, no dia 7 de dezembro de 2015, menos de 24 horas após a queda, não sem recorrer a mais uma de suas frases de efeito. – Tem uns caras (críticos) que devem estar tristes, porque gostariam de ir comigo para a Sibéria.

De 2015 a 2017, Eurico alegou que, antes de investir no time, precisava resolver o caos administrativo deixado por Roberto Dinamite. No primeiro ano, ganhou o Campeonato Carioca, mas acabou rebaixado à Série B do Brasileiro. O Vasco voltou à elite como terceiro colocado da Segundona-2016, ano em que conquistou mais um título carioca. Logo no primeiro ano de volta à Série A em 2017, conseguiu a vaga na pré-Libertadores-2018.

Mais uma eleição, em 7 de novembro de 2017, acabaria em confusão. Após a vitória de Eurico, foi anulada pela Justiça a urna 7, sob alegação de fraude, o que significou a vitória de Julio Brant. O que parecia impossível ainda iria acontecer. Em novo round, desta vez no Conselho, Eurico e Roberto Monteiro se aliaram a Alexandre Campello, para derrotar Julio Brant no dia 20 de janeiro de 2018. O velho dirigente mostrou poder, como líder dos beneméritos, que contrariaram a votação e a vontade da maioria dos sócios do Vasco pela primeira vez na centenária história vascaína.

Eurico Miranda chegava a fumar dez charutos por dia — Foto: André Durão/GloboEsporte.com

O velho cartola gostava de aparecer em público fumando charutos. Houve tempos em que chegou a fumar mais de dez por dia. Com aparência debilitada desde 2013, dois anos depois daria uma entrevista com postura desafiadora, diante dos noticiários sobre um possível afastamento do futebol para tratamento de saúde.

Eurico Miranda lutava contra um tumor no cérebro. Nos últimos sete meses, o quadro de saúde se agravou. Nos festejos dos 120 anos de fundação do Vasco, no último dia 21 de agosto, o atual presidente do Conselho de Beneméritos do Vasco foi à Câmara dos Vereadores, de cadeira de rodas e exibindo um semblante abatido, que assustou seguidores e até desafetos.

Eurico Miranda deixa a viúva Sílvia Brandão de Oliveira Miranda, quatro filhos e sete netos.

Globo Esporte

 

Opinião dos leitores

  1. Um homem que fez-se amado e odiado, ao mesmo tempo. Uns chamavam-no Euricuzinho, outros Euricuzão.

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Polícia

Ronnie Lessa matou Marielle por repulsa às causas dela, diz MP, que não descarta crime por encomenda

Promotoras do MP em entrevista coletiva — Foto: Matheus Rodrigues/G1 Rio

O Ministério Público disse na tarde desta terça-feira (12) que a vereadora Marielle Franco foi morta por causa de uma “repulsa” do atirador Ronnie Lessa a sua atuação política em defesa de causas voltadas para as minorias. O PM reformado Ronnie foi apontado pela força-tarefa como o atirador.

Segundo as promotoras, porém, as investigações permanecem sob sigilo para identificar o mando do crime.

“O crime contra a Marielle Franco, segundo as investigações, todos os autos de investigação nos autorizam a hoje a afirmar e a colocar e a imputar aos dois denunciados foi a motivação torpe, decorrente de uma abjeta, de uma repulsa, de uma reação de Ronnie Lessa a uma atuação política de Marielle na defesa de suas causas. Nas causas de Marielle, nas causas voltadas para as minorias. Para as mulheres negras, LGBT, entre outras causas para a minorias. Isso ficou comprovado, ficou suficientemente indiciado a ponto do MP denunciar por essa motivação. Essa é uma motivação torpe, abjeta”, disse Simone Sibilio , promotora de justiça e coordenadora do Gaeco.

“Essa motivação ela é decorrente da atuação política dela, mas não inviabiliza um possível mando. Ela não inviabiliza que o crime tenha sido praticado por uma paga ou promessa de recompensa. Essas causas juridicamente e faticamente não se repelem”, acrescentou a promotora.

Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, por volta das 4h30 desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos.

A força-tarefa que levou à Operação Lume diz que eles participaram dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os crimes completam um ano nesta quinta-feira (14).

“O crime contra Anderson e Fernanda Chaves, segundo a investigação, o executor Lessa atirou contra o carro que estavam a vítima. Foram 14 disparos que atingiram o veículo. A denúncia também imputa o crime mediante emboscada porque monitoraram a vítima. Eles aguardaram ela sair da Câmara, tinham informações privilegiadas e ficaram na Rua dos Inválidos até Marielle sair de lá”, acrescentou Sibilio.

Promotora explica como atirador foi identificado

Elisa Fraga, promotora de justiça e coordenadora da Coordenadoria de segurança e inteligência, explicou como o atirador foi identificado.

“Tivemos três frentes de trabalho. Uma desenvolvida na divisão de inteligência, com agentes de campo. Uma outra que trabalhamos com a ação telemática, em conjunto com agentes do Gaeco: analisamos o conteúdo que recebemos dos provedores. A terceira é através da divisão de evidências digitais e tecnologia”.

“Recebemos uma imagem feita na casa das pedras, a imagem foi gerada por uma câmara de infravermelho. Para saber o biotipo do atirador, podemos traçar um perfil dele. Depois conseguimos usar uma atividade de luz e sombra para identificar que não tinha ninguém no banco da frente, onde tinha sombra é um vácuo de imagem”, acrescentou.

“Nessa imagem obtida, havia um braço direito do atirador. Fizemos a análise e com a comparação de outras imagens do Ronnie Lessa, observamos uma compatibilidade do réu com o atirador”, disse ainda Elisa.

Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos contra Marielle, e Élcio Queiroz, suspeito de dirigir o carro — Foto: Reprodução/TV Globo

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Quem mandou matar CELSO DANIEL, crime ocorrido em janeiro de 2002….. Até hoje o Brasil pergunta.

  2. Quando a Mariele foi assassinada os defensores de Bolsonaro dizia que ela tinha sido assassinada pq tinha relação com o tráfico . Taí o começo da verdade, nesse país é assim aqueles que lutam em defesa dos que não têm acesso ao direito são criminalizados e até assassinados quando incomoda a elite.
    Mariele Vive!

    1. Esse Brasil é estranho mesmo, até ex presidente presidiário colocou um fantoche, e de dentro da cadeia ser o presidente do Brasil.

    2. Eita Wellington Bernardo!
      Defender o direito de quem precisa com correção, é muito digno. Mas tem muita gente que usa a necessidade dos pobres em benefício próprio, não acha?
      Não foram "os eleitores" de Bolsonaro que mataram Mariele, foi apenas um. E por ele, os demais não devem ser apontados.
      Eu lhe pergunto: O que Bolsonaro pode ter feito de tão desastroso com apenas dois meses de Governo Completos? Será que ele vem desmantelando todo um sistema de corrupção que havia por trás dos programas "sociais" dos governos PT, enchendo o bolso de muita gente que atua nos "bastidores"? O que VOCÊ acha?
      Só aceito esse "mimimi' de vocês de forma passiva, se daqui três anos e meio, as coisas estiverem mais desmanteladas do que nos 14 anos de governo do PT.
      Passamos os últimos 16 anos, assistindo diariamente, notícias sobre corrupção e negociatas no congresso. Isso é desestimulante! Estou esperando 2020 pra ver se essa frequência cai, e se as notícias ficarão apenas em torno das postagens loucas da família Bolsonaro nas redes sociais. Um tema bem menos indigesto paras as notícias do nosso país. Com certeza

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Saúde

Pesquisador da UFRN receberá prêmio “100 Mais Influentes da Saúde” no Brasil

O pesquisador e coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ricardo Valentim, receberá esta semana o prêmio “100 Mais Influentes da Saúde”, oferecido pela revista Healthcare Management. A cerimônia de premiação ocorrerá na próxima quinta-feira (14), na cidade de São Paulo/SP.

Chamado de “Oscar da Saúde”, o reconhecimento em nível nacional reúne 10 personalidades indicadas em 10 diferentes categorias, sem ordem de importância entre os escolhidos. O Coordenador do LAIS, Ricardo Valentim, foi eleito na categoria “P, D & I”, que valoriza ações na área de tecnologia aplicada à Saúde.

Para o professor Ricardo, essa premiação pertence à UFRN e é fruto de muito trabalho em pesquisas realizadas na Saúde, por meio de um laboratório que é pioneiro e referência em todo o Brasil e que combina saberes nas áreas de Engenharia, de Tecnologias da Informação e de Comunicação.

Ainda segundo Valentim, o LAIS prova que é possível praticar a Ciência Humanitária. Nesse tipo de ciência, o desafio é pensar em tecnologia, educação e economia de forma humanitária, partindo de um problema que a sociedade precisa resolver, sem pensar apenas na geração de riqueza para pequenos grupos, complementa o professor.

A cerimônia de premiação será transmitida ao vivo pela internet por meio do site e do perfil no Facebook.

Com informações da UFRN

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Polícia

FOTOS: Policiais civis de Natal prendem em Nova Cruz suspeito de fabricar anabolizantes clandestinamente

Fotos: Divulgação/Polícia Civil

Policiais civis da Delegacia Especializada em Narcóticos de Natal (Denarc) prenderam Allef Barbosa Queiroz, 23 anos, na manhã desta terça-feira (12), na cidade de Nova Cruz, distante 93 Km de Natal, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Ele também foi preso em flagrante delito pela prática do crime de falsificação, adulteração ou alteração do produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Na ocasião da prisão, os policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em lojas de suplementos alimentares que o suspeito possui nas cidades de Santo Antônio e Nova Cruz. Nestes estabelecimentos, foram apreendidos suplementos com venda proibida, sem registro na Anvisa ou com rótulo em língua estrangeira.

Allef Barbosa começou a ser investigado pela Polícia Civil após ter tentado enviar via Correios, no mês de janeiro, 10 mercadorias contendo várias caixas e frascos de produtos anabolizantes feitos clandestinamente, para pessoas residentes em vários Estados do Brasil. Na Delegacia, após a prisão, ele confessou a tentativa de remessa desse material.

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Polícia

Bolsonaro quer saber quem mandou matar Marielle

Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira(12) que espera que a investigação sobre Marielle Franco chegue aos mandantes do assassinato.

“Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar.”

Mais cedo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou à imprensa o nome de dois ex-policiais, presos hoje, apontados como o atirador e o motorista do carro usado no crime.

Bolsonaro também disse que está interessado em saber quem mandou matá-lo.

O Antagonista

Opinião dos leitores

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Diversos

Fundador da CVC admite ter pago propina para se livrar de R$ 160 milhões em impostos

Guilherme Paulus, fundador da CVC, admite ter pago propina para sonegar R$ 160 milhões em impostos Foto: Ana Paula Paiva / Agência O Globo

O empresário Guilherme Paulus, fundador do grupo CVC Brasil, maior operadora de viagens do país, confessou à Polícia Federal (PF) ter pago propina para livrar uma de suas empresas de uma cobrança de R$ 161 milhões em tributos federais. Paulus deixou a presidência do Conselho de Administração da CVC Brasil em março do ano passado, pouco antes de fazer a delação premiada, e não participa do controle da companhia.

Com base na delação de Paulus, a PF cumpriu, na manhã desta terça-feira, 23 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em cinco estados. Os investigadores encontraram indícios de que o grupo também movimentou propina no exterior, embora não tenha revelado os valores. Por isso, além de corrupção e organização criminosa, os integrantes do esquema também poderão responder por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Batizada de operação “Checkout”, a ofensiva desta terça-feira é um desdobramento da Operação Descarte, que já teve duas fases: em março e em novembro do ano passado. Nessas investigações anteriores, os policiais apuraram a existência de uma quadrilha que recebia propina por meio de empresas de fachada para cancelar impostos devidos por grandes empresas.

Em sua colaboração à Justiça, Paulus contou que, no início de 2013, foi procurado pelo advogado Átila Reys Silva, investigado pela PF desde o ano passado por integrar um esquema de corrupção que envolveria fiscais da Receita Federal e integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para beneficiar empresas que devem tributos federais.

Silva afirmou a Paulus que poderia livrar uma de suas empresas, a CVC Tur, de uma cobrança de R$ 161 milhões na delegacia da Receita Federal em Santo André, desde que recebesse uma porcentagem do valor da multa. Os investigadores rastrearam o pagamento de R$ 39 milhões em contas de empresas fantasmas ligadas a Silva.

Por meio de outro advogado, Silva deu entrada num recurso na delegacia da Receita em Santo André em 2013 e levou o caso para julgamento do Carf em agosto do ano seguinte. Os conselheiros votaram por unanimidade a favor do pedido de Paulus. De acordo com documentos do processo, o advogado voltou do julgamento, em Brasília, em um avião particular do empresário.

Apesar do nome, a CVC Tur não tem relações formais com a operadora de viagens desde 2009. Naquele ano, foi criada uma nova empesa, a CVC Brasil, que herdou os ativos e passivos da companhia anterior. É a CVC Brasil quem comanda as mais de 1.300 lojas. Hoje, Paulus é apenas um sócio minoritário da companhia, que tem ações na Bolsa de Valores.

Investigação começou em 2018

Em nota, a CVC Brasil informou que a empresa citada nas investigações desta terça-feira “não tem qualquer relação com a companhia”. Ainda segundo a empresa, “nenhuma das pessoas citadas, incluindo o Sr. Guilherme Paulus, possuem cargos executivos ou na administração da CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A”.

Paulus também divulgou uma nota, por meio de sua assessoria de imprensa:

“A respeito da Operação Checkout deflagrada hoje pelas autoridades policiais, informamos que o empresário Guilherme Paulus firmou de forma espontânea acordo com o Ministério Público e a Polícia Federal tornando-se colaborador da Justiça. Nessa condição, o empresário prestou os esclarecimentos requeridos pelas autoridades e assumiu compromisso de confidencialidade sobre seu depoimento”.

No ano passado, a PF já havia investigado outra empresa por ligação com o esquema de corrupção do advogado Silva. O Consórcio Soma, que realiza os serviços de coleta de lixo da cidade de São Paulo e teria pago R$ 100 milhões em propina, segundo a PF. Na época, a empresa informou que “cumpre todas as exigências legais” e que iria colaborar com as investigações.

As irregularidades foram delatadas pela primeira vez, no ano passado, por dois colaboradores da Operação Lava-Jato: os doleiros Alberto Yousseff e Leonardo Meirelles.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Isso faz parte da nossa cultura! Infelizmente vivemos num país de larápios e usurpadores, toma lá dá cá. Isso é o Brasil minha gente, onde os ricos levam as vantagens e os pobres levam fumo.

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Esporte

Romário homenageia Eurico: ‘Um dos pouquíssimos amigos que fiz no futebol’

Fonte: Twitter do ex-jogador Romário

Faleceu agora há pouco o ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, ele tinha um câncer no cérebro. Eurico foi um dos pouquíssimos amigos que fiz no futebol. Com certeza, sentirei falta de fumarmos um charuto juntos e dos bons papos que batíamos. Meus sentimentos à família!

Via NetVasco

Opinião dos leitores

  1. -1, q assim seja com a cambada de corruptos. Se o pobre cidadão, honesto, trabalhador, alheios aos atos de corrupção morre, pq não um bandidao desse. Vai tarde

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Diversos

Prefeito Paulinho visita construção de novas paradas de ônibus na RN-160, em São Gonçalo do Amarante

Novos pontos de ônibus estão sendo construídos na RN-160, em São Gonçalo do Amarante/RN. A benfeitoria faz parte da obra de reconstrução da rodovia que foi realizada pelo Governo Estadual, em parceria com o município. O prefeito Paulinho visitou a obra nesta segunda-feira (11).

Em seu perfil no Facebook, o gestor publicou: “Quando conseguimos, com muita luta, a reconstrução dessa rodovia, enfatizei que queríamos uma obra que ficasse para os próximos anos, beneficiando a população. Agora foi iniciada a construção dos pontos de ônibus, tão importantes e necessários para o nosso povo”, publicou.

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Esporte

Uma das maiores figuras do futebol brasileiro, ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, morre aos 74 anos

Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco — Foto: Leonardo Magliano

O mais icônico dirigente do Vasco saiu de cena nesta terça-feira. Aos 74 anos, Eurico Miranda morreu em um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, vítima de câncer no cérebro. Atualmente, ele estava no cargo de presidente do Conselho de Beneméritos do clube. Ele deixa quatro filhos.

Nos últimos meses, Eurico não fez aparições públicas. Seu estado de saúde se agravou, inclusive com dificuldade para se alimentar. A família montou uma UTI em casa, com home care, com enfermeiras se revezando para cuidar da saúde do dirigente. Visitas, inclusive das pessoas mais próximas, eram controladas pela família.

De ambulância, ele foi levado ao hospital na manhã desta terça. Lá não resistiu e morreu no início da tarde.

Em novembro, numa reunião do Conselho Deliberativo, já bastante debilitado, precisou de ajuda para se levantar e puxar o grito de Casaca, uma tradição do Vasco à qual se habituou a liderar.

No mesmo evento, Eurico anunciou que diminuiria a frequência de suas visitas ao Vasco e se limitaria a reuniões do Conselho de Beneméritos e do Conselho Deliberativo. Ele havia dispensado seguranças e motoristas.

Eurico se encontrava em estado debilitado desde o início de 2018. Mesmo assim, foi figura presente em jogos do Vasco em São Januário – chegou até mesmo a ir aos treinos do elenco no CT do Almirante, em Vargem Pequena.

Antes da atual doença, o dirigente conseguiu superar um câncer na bexiga e outro no pulmão. Nos últimos meses, andava de cadeira de rodas. Recentemente, passou a se tratar em casa, com idas frequentes ao médico.

Eurico foi presidente do Vasco em dois períodos: de 2003 a 2008, e de 2015 a 2017. Também foi vice-presidente de futebol do clube entre 1990 e 2002, tendo participado do período de maiores conquistas do clube, como o Campeonato Brasileiro de 1997, a Copa Libertadores de 1998, a Copa João Havelange de 2000 e a Copa Mercosul de 2000.

Globo Esporte

 

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Judiciário

Mortes de crianças, adolescentes e jovens ocorridas em 2018 no RN: dados apontam que 96% não estavam envolvidas em processos judiciais

Pesquisas são excelentes meios para desmistificar preconceitos e informações sem embasamento. Levantamento realizado pela Coordenadoria da Infância e Juventude do Judiciário potiguar (CEIJ) a respeito das mortes de crianças, adolescentes e jovens ocorridas durante o ano de 2018, contraria o estereótipo construído sobre o sujeito que tem sua vida cessada durante os períodos da infância ou juventude. O trabalho realizado por juízes da área da Infância e Juventude ajuda a formular um panorama sobre as mortes prematuras, de crianças, adolescentes e jovens no Rio Grande do Norte.

O estudo categoriza as mortes em dois grupos: daqueles que não possuíam processo na Justiça e daqueles que cumpriam medidas socioeducativas e, dentre esses grupos, os casos foram ordenados por faixa etária, que indica se a morte foi prematura, de criança, adolescente ou jovem. A relação ainda traz o caráter do falecimento dessas pessoas, que podem ter a vida interrompida por motivo natural, de maneira violenta ou em condições ainda a serem esclarecidas.

O coordenador da CEIJ, juiz José Dantas de Paiva, observa que as mortes violentas configuram aquelas em que fatores externos contribuem diretamente na interrupção da vida, como homicídios, afogamentos, suicídios, aquelas que acontecem em acidentes de trânsito ou em decorrência de falhas no sistema de saúde. Das mortes contabilizadas durante o ano passado, 698 dos 730 casos se deram em alguma dessas condições.

Esses números, embora alarmantes, tendem a soar como fatídicas estatísticas sociais, pois são inconscientemente relacionados aos homicídios de crianças, adolescentes ou jovens que, supostamente, estariam cumprindo medidas socioeducativas ou possuíam processo judicial. Nada mais longe da verdade, obtida com os dados colhidos. Contrariamente, os registros mostram que dentre os 730 óbitos ocorridos em 2018, apenas 3,8% referem-se a indivíduos que cumpriam medidas socioeducativas, enquanto que 96,2% das mortes representam aqueles que não possuíam processos na Justiça.

O número que desponta à frente nesse quadro é o de óbitos por condições de caráter violento, apontando que 417 jovens, entre 18 e 21 anos, tiveram suas vidas interrompidas em decorrência de deficiências públicas, sejam essas na área da saúde, educação, segurança ou assistência social.

Políticas Públicas

O coordenador da CEIJ, alerta que as mortes prematuras contabilizadas durante esse período, apontam a necessidade de elaboração de políticas públicas na área da saúde. Para o juiz, a estatística é desafiadora e requer empenho da sociedade para a mudança desse cenário, por isso, a fiscalização e o monitoramento de mortes de crianças, adolescentes e jovens, para o ano de 2019, promete ser uma ferramenta não apenas de controle de informações, mas de incentivo à promoção de políticas públicas por todo o estado. A ação compõe o Projeto de Monitoramento e Fiscalização do Sistema de Atendimento Socioeducativo do CEIJ, e terá como principal fonte de dados o Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP/RN).

Através de um acordo que deverá resultar em um Termo de Cooperação Técnica entre o ITEP e o Poder Judiciário do estado, a CEIJ terá acesso a um banco de dados interno do Instituto, o Sistema Integrado de Gestão de Perícias (SIGEP), onde é possível acessar informações sobre os óbitos infanto-juvenis ocorridos no território potiguar. Com essas informações, a Coordenadoria tem elaborado um levantamento quantitativo mensal que deverá ser enviado para as comarcas do estado durante todo o ano.

Esse levantamento, mesmo que quantitativo, tende a acender o interesse em investigar não só as causas dessas mortes, mas também maneiras de combater esses índices alarmantes. A expectativa é que esta ação configure uma rede de transmissão de dados, composta por juízes e representantes do poder público, e que essas informações sirvam de suporte para a formulação de políticas públicas em benefício de todos.

TJRN

 

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Polícia

Witzel não descarta que presos pelo assassinato de Marielle poderão fazer delação premiada para apontar mandante

O governador Wilson Witzel na coletiva sobre a prisão dos suspeitos do assassinato a vereadora Marielle Franco Foto: O Globo

O governador Wilson Witzel, o vice-governador Cláudio Castro e o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, participam na manhã desta terça-feira de uma coletiva de imprensa sobre o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes. Na quinta-feira, os crimem completam um ano.

O encontro de Witzel com jornalistas no Palácio Guanabara, na zona sul do Rio, tem como objetivo prestar esclarecimentos sobre a prisão de dois suspeitos de terem cometido o crime : o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. Os dois foram detidos na manhã desta terça-feira (o primeiro acusado de ter matado a parlamentar, e o segundo de ter dirigido o carro utilizado na ocasião).

Também estarão presentes na coletiva Antônio Ricardo Nunes (diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, DGHPP) e Giniton Lages (titular da Delegacia de Homicídios).

O inquérito do caso Marielle apresentado aos jornalistas em síntese reuniu, segundo a polícia, 29 volumes que somaram 5.700 páginas, sendo que 16 volumes continham conteúdo sigiloso. Há um banco de imagens com 760 gigas de imagens.

Ao longo da investigação, foram ouvidas 230 pessoas, número que se justificou pela diversidade das linhas de investigações. As ações envolveram o trabalho de 47 policiais. Foram realizadas perícia necroscópica, de local de crime, de componentes de munições, de reprodução simulada dos fatos, de informática e de confrontação balística e decadatilar.

Nas tentativas de chegar aos executores e aos mandantes, a polícia analisou os dados cadastrais de 33.329 linhas telefônicas. Desse total, 318 foram interceptadas. Foram ainda 670/533 gigabytes de dados telemáticos analisados.

‘Eles não erraram’, diz delegado sobre criminosos

O crime foi classificado como “muito complexo” por Giniton Lages, uma vez que os dois homens permaneceram duas horas ininterruptas dentro do automóvel e não poderiam ser identificados por testemunhas.

— Sabíamos de cara o nível da sofisticação do crime. Eles não deixaram o carro por duas horas. Isso nos chamou a atenção de cara. Alcançamos três testemunhas presenciais. Foi um crime que foge à regra. 80% dos crimes são elucidados com testemunho. No caso Marielle Anderson não há essa possibilidade, pois eles não deixaram o veículo. O atirador usava touca ninja. Já sabíamos que não contaríamos com este reconhecimento — disse Lages, que, em seguida, completou: — Se todas câmeras de segurança estivessem funcionando, ainda não seria suficiente para fechar o caso. Eles (criminosos) não erraram.

O delegado destacou ainda que as câmeras nas ruas do Estácio, no Centro do Rio, onde Marielle foi morta, estavam mau posicionadas e não conseguiriam identificar os criminosos. Algumas delas estavam desligadas. Lages descartou que o não funcionamento dos equipamentos tivesse a ver com uma ação interna do Centro de Operações do Rio, onde elas são monitoradas. Ele ainda chamou de “teorias da conspiração” as hipóteses que cogitaram essa possibilidade.

Criminosos foram captados na Barra da Tijuca

Imagens de câmeras de segurança do dia do crime foram apresentadas aos jornalistas. Elas mostraram o carro Cobalt prata em que estavam os criminosos circulando na rua Sargento Faria, na área conhecida como quebra-mar na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A identificação do veículo foi possibilitada, entre outras características, por um “defeito traseiro inconfundível”.

O automóvel foi captado uma hora depois na rua dos Inválidos, na Lapa, às 18h45 do dia 14 de março de 2018. Marielle participaria de um evento no espaço chamado Casa das Pretas, localizado nesta rua. A qualidade de uma das câmeras de segurança permitiu, segundo Giniton Lages, identificar a placa do veículo. O número era clonado e o carro verdadeiramente registrado sob a numeração em questão estava na zona sul da cidade, estacionado na garagem de uma cuidadora de idosos.

Assessora de Marielle quase entrou no Cobalt prata

A partir da observação das câmeras de segurança, a polícia percebeu que uma assessora de Marielle Franco quase entrou no carro em que estavam os criminosos. Ela solicitou um carro através do aplicativo Uber e confundiu o automóvel que havia pedido com o Cobalt prata. A profissional chegou a tocar a maçaneta do veículo, mas depois constatou através da placa que se tratava de outro automóvel.

Witzel cogita delação premiada

No discurso de abertura da coletiva, Witzel mencionou uma inspiração na Operação Lava-Jato relacionada à forma como vê a condução da investigação do caso Marielle, admitiu que é possível que exista um novo “fragmento” na investigação para que seja encontrado o mandante e destacou que os presos de hoje pederão realizar delação premiada.

— Uma segunda fase da investigação poderá vir a ocorrer. Primeiro, falei para (a polícia) encerrar com o que tem. A Lava-Jato nos ensinou que investigação deve ser fragmentada. Quem foi preso hoje pode certamente pensar numa delação premiada.

Inicialmente, Witzel classificou o assassinato de Marielle como um “crime bárbaro” e pontuou como agravante o fato de ter acontecido enquanto ela exercia o mandato para o qual foi eleita em 2016.

— Essa é uma resposta importante que estamos dando à sociedade. A elucidação de um crime bárbaro, cometido contra uma parlamentar, uma mulher, no desempenho de sua atividade democrática, teve sua vida ceifada de forma criminosa, hodienda e inaceitável. Inaceitável a qualquer ser humano, mas muito mais ainda porque Marielle Franco estava no exercício da atividade parlamentar — disse Witzel na abertura da entrevista, afirmando que desde eleito se comprometeu a conhecer as investigações do caso.

‘Ano muito difícil’, diz delegado

Giniton Lages elogiou o ex-secretário de Segurança do Estado, Richard Nunes, e disse que Witzel contribuiu com a investigação. Ele também mencionou positivamente o ex-chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa.

— Foi um ano muito difícil. Ninguém queria tanto encerrar esse caso como nós. Tivemos reunião com Witzel, como juiz, e passamos todas dificuldades. Ele soube nos compreender e nos deu, sabiamente, dicas para rumo das diligências em curso. Este crime marcou muito meus policiais. O homicídio atinge a todos nós — contou o delegado.

Sucateamento da polícia

Witzel elogiou a condução do caso por Lages. O governador afirmou que o delegado gostaria de ter encerrado o caso antecipadamente, indicando inclusive os mandantes do assassinato. O motivo na demora para a elucidação teria sido, segundo Witzel, o sucateamento da polícia fluminense e o nível de dificuldade envolvido na busca por provas do crime.

— Certamente a polícia gostaria de ter eluciado o caso no prazo que o processo penal assim determina: de 30 dias. Mas, infelizmente, a polícia do Rio foi sucateada por décadas. Apesar das dificuldades, esses profissionais, como Giniton, fazem a diferença. Não são provas fáceis, documentais , testemunhais. Mas vestígios que deixaram exigiam conhecimento técnico aprofundado — afirmou Witzel.

O governador prometeu melhorar a estrutura da polícia, disse que autorizou a abertura de concurso para 150 delegados e para novos policiais (entre 800 e 1000):

— Nomeei (o secretário) Marcus Braga, nos esforçamos para não ter interferência política na Polícia Civil. Dei total autonomia a ele. São vários casos acontecendo e para os quais estão sendo buscadas soluções.

‘Alfinetada’ no MP

Durante a fala, Witzel disse ter convidado o Ministério Público do Rio para participar da coletiva nesta manhã, mas afirmou que os promotores preferiram dialogar com a imprensa à tarde, a partir de 14h.

— O MP foi convidado, mas preferiu fazer uma nova entrevista. Conversei com o procurador-geral Eduardo Gussem hoje cedo. Assim respeitamos. Assim continuaremos, irmanados, para realizar nosso trabalho — declarou o governador.

Críticas à imprensa

Giniton Lages mencionou a atuação da imprensa como um fator complicador para a investigação do crime. Ele disse que a divulgação pela mídia de qual modelo de arma utilizado pelo atirador representou um momento crítico nos bastidores da operação.

— Agradeço a sensibilidade (da imprensa) em respeitar o sigilo em certos momentos. Mas também precisamos refletir, por exemplo, que nos atrapalhou o vazamento da informação da perícia sobre o uso da submetralhadora MP5 — destacou Lages.

O Globo

 

Opinião dos leitores

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Finanças

Ministro da Cidadania confirma 13º salário do Bolsa Família

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, confirmou nesta terça-feira (12) o pagamento do décimo terceiro salário do Bolsa Família em dezembro. Com custo estimado de R$ 2,5 bilhões, esse foi um dos compromissos de campanha do presidente Jair Bolsonaro. “Está tudo certo, estamos negociando com o ministro Paulo Guedes [Economia]. Uma parte [dos recursos] virá do Orçamento [Geral da União], que será revisto, e a outra parte, menor, virá do pente-fino [no programa] que a gente quer aprofundar”, afirmou Terra.

Brumadinho

Sobre a situação da população de Brumadinho (MG), atingida pelo rompimento da Barragem da Mina do Corrégo do Feijão em janeiro, o ministro da Cidadania disse que uma pacote de ações está em estudo para recuperar econonicamente o município mineiro. Ele adiantou que, até o fim deste mês, deverá se reunir com o prefeito da cidade, Avimar Barcelos (PV), e com o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), para definir as responsabilidades de cada parte.

Osmar Terra lembrou que 80% da arrecadação de Brumadinho vêm da mineração, que vai continuar. Para ele, é preciso mudar o arranjo produtivo da região e, para isso, será anunciado um pacote de ações. Uma das ideias é levar para a região um projeto turístico grande, que envolveria hotéis e resorts. Outra possibilidade é uma parceria com uma grande rede de supermercados para a compra de alimentos produzidos por agricultores locais. Para viabilizar a produção, prejudicada também pela contaminação do Rio Paraopeba, haverá um plano para construção de cisernas e poços artesianos destinados à irrigação da produção.

“Fiquei com uma tarefa dada pela Casa Civil, de coordenar e planejar o que será Brumadinho daqui para a frente. A gente não quer que ocorra em Brumadinho o que aconteceu ali na região da Samarco, da Vale do Rio Doce. Lá, em todos os municípios que ficam ao longo do Rio Doce, o PIB [Produto Interno Bruto], a atividade econômica caiu muito. E nós queremos que em Brumadinho seja diferente”, disse o ministro.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Os defensores de Bolsonaro não vão falar nada? . Bolsa família não é esmola como vcs dizem que é compra de votos do PT. Olha aí o além de manter ainda vai dar um 13° .

    1. O PT quem pretendeu angariar votos dos mais precisados, alegando que o bolsa família acabaria, caso Bolsonaro fosse eleito. Foi prometido o 13º, eis o compromisso de pagamento sendo firmado. Lula está preso, babaca!

    2. Deixa de escrever besteira, ninguem esta interessado na sua opinião.
      Se vc precisasse não tava falando isso..

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Política

Deputado Fábio Faria propõe classificação etária para vídeos na internet, destaca imprensa nacional

O deputado Fábio Faria, do PSD do Rio Grande do Norte, apresentou um projeto de lei para alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente e incluir o aviso de classificação etária em vídeos disponibilizados na internet.

A ideia é que conteúdos considerados inadequados para crianças recebam um alerta dos provedores.

“O objetivo da medida é assegurar aos pais e responsáveis um instrumento efetivo de defesa das crianças contra programações que atentem contra os valores éticos e sociais da pessoa e da família. Cenas de sexo e nudez, violência, drogas ou vocabulário inadequado para o público infantil vão determinar a classificação etária dos conteúdos”, comenta o parlamentar.

O projeto foi apresentado na Câmara antes de Jair Bolsonaro postar, no Carnaval, um vídeo em que um homem urina na cabeça de outro.

O Antagonista

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Economia

Com inflação baixa, mensalidades escolares têm menor reajuste em oito anos

Foto: Arquivo

Com a inflação nos patamares mínimos históricos, os reajustes das mensalidades escolares foram, em 2019, os menores dos últimos oito anos. Na média, a alta ficou em 6,61% no ensino fundamental e em 5,45% no ensino médio em fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE. Na educação infantil, o aumento foi de 6,22%. Considerando todos os grupos (como alimentação e habitação), a inflação no mês foi de 0,43%.

Em todos os segmentos da educação, os reajustes em 2019 foram os menores já aplicados desde 2012. A única exceção foi o ensino superior. Nas faculdades, a alta média foi de 3,68% em fevereiro deste ano, contra 3,62% no mesmo mês de 2018. Considerando todos segmentos juntos, os chamados cursos regulares, a alta foi de 4,58% no mês.

Fevereiro é o mês no qual a coleta de preços de inflação, pela metodologia do IBGE, mostra a variação nas mensalidades escolares. Por isso, tradicionalmente, em fevereiro, o grupo educação pressiona o IPCA, índice de inflação usado nas metas do governo.

E, apesar de os reajustes terem ficado menores este ano, a educação pesa cada vez mais no bolso do consumidor. Nos últimos 12 meses, enquanto a inflação geral ficou em apenas 3,89%, o grupo educação teve alta de preços de 4,85%.

Atividade econômica fraca
O reajuste menos acentuado no grupo de educação em fevereiro de 2019 pode ser explicado pelo fato de a economia ainda estar em um processo lento de recuperação e por causa do contingente significativo de desempregados, conforme avalia a economista Maria Andreia Parente Lameiras, técnica de planejamento e pesquisa do Ipea.

— A economia saiu de uma recessão mas ainda não decolou. Além disso, o país ainda tem um desemprego elevado — ponderou Andreia. — As famílias foram aguentando os reajustes durante determinado tempo, mas chegou um momento em que ficou insustentável arcar com os custos da educação.

A economista ressalta que as instituições de ensino, além do receio da perda de alunos por conta de reajustas mais elevados e de possível inadimplência, tiveram custos menores que em anos anteriores. Sendo assim, foi possível reduzir o percentual de reajuste, embora a taxa ainda se mantenha elevada.

— A inflação cadente contribui para que reajustes em custos operacionais e salários de professores, por exemplo, sejam menores. Este fato também contribui para que as escolas consigam repassar um reajuste menor para o público. De toda forma, embora o menor em muitos anos, ainda é um percentual elevado.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Um dos maiores problemas do povo brasileiro é esse, lê e NÃO SABE INTERPRETAR O TEXTO.
    O texto fala em MÉDIA, se teve uma e outra escola de reajustou em 500% não foi foco da matéria.
    Aqui em Natal teve colégio com reajuste de 5% e outras até 25%.
    Por isso a esquerda tem ocupado tanto espaço, fica mais fácil ouvir as mentiras plantadas que raciocinar sobre a realidade,

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Judiciário

Moro celebra prisões no caso Marielle, diz que PF trabalha contra obstruções, e espera que ação policial realizada nesta terça seja mais um passo para elucidação

O ministro Sergio Moro celebrou via rede social a prisão de dois suspeitos de participarem do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na manhã desta terça-feira (12). O titular da pasta da Justiça disse que a Polícia Federal tem trabalhado contra tentativas de obstrução das investigações.

O ministro Sergio Moro celebrou via rede social a prisão de dois suspeitos de participarem do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na manhã desta terça-feira (12). O titular da pasta da Justiça disse que a Polícia Federal tem trabalhado contra tentativas de obstrução das investigações.

Depoimentos colhidos pelo Ministério Público ao longo da investigação indicaram um esquema que incluía agentes públicos de diversos órgãos, milícias, organização criminosa e a contravenção, voltado para impedir a elucidação dos mandantes e executores reais do crime.

O assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes completa um ano nesta quinta-feira (14), ainda sem esclarecimento. A dois dias da data, foram presos o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, 46.

Lessa seria quem disparou a arma que matou a vereadora e seu motorista. Ele é o executor do crime, de acordo com a promotoria. Já Queiroz estaria, segundo o Ministério Público, no carro quando os tiros foram disparados.

A Folha apurou que os dois também foram denunciados por tentativa de homicídio da assessora de Marielle —única que sobreviveu ao atentado.

Além dos pedidos de prisão, a promotoria pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de Lessa. E também a indenização por danos morais das famílias da vítima e pensão em favor do filho de Anderson Gomes até ele completar 24 anos.

Gomes levava Marielle e a assessora de um evento da Lapa, centro, para a Tijuca, zona norte do Rio. No meio do caminho, em uma região do centro conhecida como Cidade Nova, um carro emparelhou com a do vereadora e uma pessoa disparou, segundo a polícia, uma arma automática.

Entidades ligadas aos direitos humanos e a viúva de Marielle, Mônica Benício, consideram a operação um passo importante, mas lamentam que a principal pergunta —quem mandou matar a vereadora— ainda não tenha sido respondida.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Dois pesos e duas medidas? Por que as mesmas entidades de "direitos humanos" não querem saber também quem mandou matar Bolsonaro?

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Polícia

Cabo da PM é baleado em assalto na zona Norte de Natal

Foto: Ilustrativa

Um Cabo da Polícia Militar foi baleado durante um assalto na manhã desta terça-feira (12), na rua Maria Vânia da Costa, no loteamento Brasil Novo, bairro Pajuçara, zona Norte de Natal. De acordo com informações preliminares, o policial que é lotado na Cavalaria estava orientando um pedreiro que fazia um serviço em seu terreno quando dois bandidos que surgiram em um veículo Celta o surpreenderam. Na ocasião, a vítima não reagiu, foi baleada, e teve a sua arma levada.

Vitima de cerca de cinco tiros, o PM foi socorrido por um vizinho para o hospital Santa Catarina e em seguida recebeu o apoio da equipe de socorro da Polícia Militar. Os disparos atingiram o seu braço, perna e orelha. O estado de saúde dele é estável.

Os criminosos fugiram em direção ao litoral norte.

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