Saúde

Covid-19: estudo com anticorpo duplo mostra tratamento eficaz tanto na prevenção como no tratamento da doença

Foto: BING GUAN / Reuters

Um tratamento capaz de neutralizar o novo coronavírus e suas variantes, impedir novas mutações e ainda prevenir contra a Covid-19. A notícia, que parece mais um milagre, surgiu após um estudo ser publicado na revista científica Nature, abordando uma nova pesquisa que usou um anticorpo duplo. Segundo reportagem da revista Veja, o tratamento foi desenvolvido por um consórcio internacional.

O avanço da atual pesquisa se deu quando os cientistas juntaram dois anticorpos naturais em uma única molécula artificial, chamada de anticorpo biespecífico. Com isso, resolveram dois obstáculos à eficácia desse tipo de tratamento: a ação contra mutações do vírus já em circulação e a formação de novas cepas variantes.

Os ensaios pré-clínicos foram realizados em camundongos e neutralizaram potencialmente o Sars-Cov-2. Com apenas uma injeção já foi possível reduzir efetivamente a carga viral nos pulmões e debelar a inflamação causada pela Covid nas cobaias.

Para especialistas, esse tipo de tratamento representa a luz no fim do túnel, num momento em que a população mundial enfrenta a urgente necessidade de ter tanto um mecanismo de prevenção quanto de tratamento da doença.

O uso de anticorpos já vem sendo empregado no combate a alguns tipos de câncer, mas no caso da Covid-19 se popularizou, no ano passado, quando o então presidente dos EUA Donald Trump se submeteu a esse tipo de tratamento.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Ainda bem que Bolsonaro ainda não recomendou, senão surgiriam vários comentários toscos, apesar de ser apenas de um idiota tonto, inútil e adepto a ideologia criminosa corrupta

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Saúde

Unimed Natal reabre Centro Covid para dar suporte aos casos da doença

A Unimed Natal reabre, na próxima segunda-feira (15), o Centro de referência Covid-19 que volta a funcionar temporariamente nas instalações do Centro Clínico Via Direta. O funcionamento será de segunda à sexta-feira das 7h às 21h e também aos sábados e domingos, das 7h às 12h, incluindo realização de exames de SWAB. E para que haja maior segurança de lojistas, funcionários, corpo clínico e pacientes, além da sanitização da área e da adoção de todos os protocolos de segurança, o Centro Covid ficará totalmente isolado do shopping por grades e terá acesso lateral de veículos exclusivo.

Além desta, outras medidas estão sendo adotadas pela cooperativa para enfrentar o crescimento no número de casos. Com a suspensão das cirurgias eletivas e da recomendação ontem(8) do adiamento das atividades ambulatoriais, houve a possibilidade de disponibilização de mais leitos no Hospital Unimed (HU) dando suporte à rede credenciada. A capacidade do HU duplicou nas duas últimas semanas. O Centro Clínico Clinico Virtual, passou a funcionar com maior número de profissionais disponíveis para agendamentos e o Laboratório Unimed Unidade Tirol também está realizando atendimentos aos sábados das 7h às 13h, ampliando ainda mais a possibilidade de diagnóstico do vírus.

Panorama

Entre 14 e 20 de Junho de 2020 a rede hospitalar da Unimed Natal atingiu o pico de internações com 106 pacientes com Covid, nos 7 hospitais credenciados. Esse número se manteve abaixo de 30 entre setembro e novembro retomando um patamar em torno das 50 internações até o início de 2021. Desde o dia 5 de fevereiro, no entanto, o número de internações na rede hospitalar da Unimed segue em escalada tendo crescido 189% em 40 dias, passando de 57 pacientes internados para 165 nesta sexta-feira, 12 de março, sendo que mais da metade destes pacientes ocupam leitos de terapia intensiva ou semi-intensiva.

Diante desta situação, completado 1 ano da chegada do Coronavírus no RN, o presidente da Unimed Natal, Dr. Fernando Pinto alerta: “Este é um momento crítico e é fundamental a cooperação de cada para conseguirmos prestar o atendimento necessário. Evitem aglomerações, mantenham a higienização das mãos e o uso constante de máscara. Só assim, e com a vacinação em massa, poderemos superar o Coronavírus e evitar mais mortes.”

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Diversos

TRISTE: Enfermeira potiguar que perdeu mãe para Covid-19 morre 50 dias após ser internada com a doença

Foto: Cedida

A enfermeira potiguar Suely Gurgel, de 40 anos, morreu nesta terça-feira (12), por complicações causadas pela Covid-19, segundo comunicado da família. A morte aconteceu pouco mais de um mês após o falecimento da mãe dela, Ivone Gurgel, de 73 anos, também pela doença. Ambas deram entrada no hospital São Luiz, em Mossoró, no dia 23 de novembro do ano passado. Veja matéria na íntegra no G1-RN AQUI.

Opinião dos leitores

  1. Bom Dia!

    A Covid-19 realmente dura em média 15 dias, porém as complicações que surgem em decorrência da infecção pelo vírus, pode durar meses como temos visto, levando até mesmo a morte. Muitas pessoas morreram por complicações decorrentes da Covid-19, isso não significa que a pessoa ainda estivesse infectada e sim que o vírus afetou outros órgãos e desencadeou outras doenças levando até mesmo a morte.

  2. Essa notícia não bate … A Covid mata no pico da infecção, entre o 5º e o 15º dia … Nesse caso ai foi outra doença que entrou na conta do vírus …

    1. meu Deus, qta desinformação – existem pessoas que passam mais de 30 dias internada, vez que o virus atinge órgãos que compromete, pulmões, coração, rins e outros órgãos – a causa é COVID 19 sim.

    2. Esse negacionismo mata os poucos neurônios que vc e sua amiga boiada ainda têm. Vc fez o revalida? Lá na minha terra quando tem gente burra assim ,chamamos de Tampo.

    3. Sai daí doente.
      Onde tu estavas escondido pelo amor de Deus?????? Só pode ter sido fabricado em laboratório.

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Saúde

Índia tem mais de 300 pessoas hospitalizadas com doença desconhecida; convulsões, perda de consciência e náuseas

Uma doença ainda não identificada levou centenas de pessoas a serem hospitalizadas na cidade indiana de Eluru, durante o fim de semana, com uma morte registrada. Nenhum dos pacientes internados desde sábado (5) estava infectado pelo novo coronavírus.

Mais de 300 pessoas foram hospitalizadas no fim de semana por causas desconhecidas, mas com sintomas comuns, segundo anunciaram as autoridades indianas nesta segunda-feira (7). Os pacientes apresentavam sintomas como convulsões, perda de consciência e náuseas.

Pelo menos um dos doentes hospitalizados morreu, após uma parada cardiorrespiratória, e as autoridades investigam a doença desconhecida que afetou a população de Eluru, no estado de Andhra Pradesh.

“As pessoas que adoeceram, especialmente as crianças, começaram a vomitar de repente, depois de se queixarem de ardor nos olhos. Algumas delas desmaiaram ou tiveram convulsões”, disse um médico do Hospital do Governo de Eluru ao jornal The Indian Express, citado pela BBC.

O surgimento da enfermidade ocorre ao mesmo tempo em que a Índia continua a combater a pandemia de covid-19, sendo o segundo país com maior número de infeções em todo o mundo, e o estado de Andhra Pradesh um dos mais afetados. No entanto, a covid-19 não foi a causa das hospitalizações em massa dos últimos dias.

O número de pacientes começou com 55 à meia-noite de sábado e subiu para 170 na manhã de domingo. No fim do dia de domingo, as hospitalizações já tinham subido para 270 e à meia-noite para 315. Segundo as autoridades, pelo menos mais 50 pessoas estão internadas em hospitais privados, devido à mesma doença.

Cerca de 180 pacientes já tiveram alta hospitalar, mantendo-se o restante internado, com situação considerada estável.

“Todos os pacientes tiveram resultados negativos à covid-19”, afirmou à imprensa Dolla Joshi Roy, autoridade responsável do distrito West Godavari de Eluru. “A taxa de recuperação é boa e não há necessidade de pânico”, acrescentou.

De acordo com nota divulgada pelas autoridades de saúde do estado de Andhra Pradesh, as análises no sangue não apresentaram qualquer infecção viral, como dengue ou chikungunya, ambas causadas por picada de mosquito. Foram ainda recolhidas amostras de água de mais de 57 mil casas, uma vez que foi detectada uma origem comum de abastecimento de todos os pacientes.

“A causa é desconhecida, mas ainda estamos realizando todos os tipos de testes, incluindo a alimentos e ao leite”, disse Roy.

Especialistas do Instituto de Ciências Médicas da Índia e um neurologista de outro estado também se deslocaram a Eluru para fazer mais testes neurotóxicos e aguardam os resultados.

O chefe de governo de Andhra Pradesh, YS Jaganmohan Reddy, pediu um inquérito para investigar o aparecimento do surto e visitou os pacientes.

RTP

Opinião dos leitores

    1. Infelizmente o ano acabar não significa que as desgraças irão magicamente desaparecer 🙁

  1. Pronto, agora vão dizer que é culpa da china. Agradeçam a Deus pela china todo dia!! Na sua mão está um produto chinês.

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Saúde

Novo caso de doença próxima da varíola no Alasca intriga ciência

A e B: lesões da paciente em julho e agosto de 2015; C, D e E: imagens microscópicas do vírus — Foto: Oxford University

Autoridades do Estado americano do Alasca identificaram o segundo caso de uma doença causada por um novo vírus que pertence ao mesmo gênero daquele que causa a varíola – os Orthopoxvirus.

A origem da infecção ainda intriga pesquisadores e autoridades da área de saúde. Estima-se que ela seja transmitida por alguma espécie de roedor selvagem, mas não se sabe qual nem como.

O primeiro sintoma da paciente, diagnosticada em agosto, foi uma lesão acinzentada no braço esquerdo, cerca por um eritema (uma inflamação ruborizada da pele). Depois surgiram adenopatia (aumento dos gânglios linfáticos), dor no ombro, fadiga e febre noturna. A lesão praticamente se curou depois de seis semanas, e a área lesionada virou uma cicatriz.

A paciente não deixou o Estado nos últimos três anos, e nenhum de seus familiares próximos viajou para fora do país recentemente. Ninguém de sua família desenvolveu sintomas como ela. Não há evidências de que a doença passe de uma pessoa para outra.

A família tem dois gatos, que costumam capturar pequenos roedores no entorno da residência, mas a paciente disse não ter tido contato com nenhum desses animais mortos.

Seus filhos também costumam levar para casa carcaças de esquilos que caçam com arma de ar comprimido na região.

As autoridade de saúde também analisaram dezenas de objetos pessoais para saber se a transmissão pode ter ocorrido por contato com algo contaminado, mas nada foi encontrado.

A análise de mais de uma dezena de animais encontrados nas redondezas também não trouxe novas pistas.

Febre e fadiga

O primeiro caso dessa nova doença, batizada por virologistas de Alaskapox (alusão ao nome em inglês da varíola, Smallpox), foi descoberto em 2015.

Uma moradora da cidade de Fairbanks apareceu com uma pequena úlcera de bordas esbranquiçadas cercada por eritema, além de febre e fadiga. Foram seis meses até que a lesão chegasse ao fim.

Nenhuma das duas pacientes precisou ser hospitalizada.

Estima-se que existam diversas variações desconhecidas de poxvírus circulando entre mamíferos na América do Norte.

Não está clara ainda qual é a gravidade da doença.

Segundo pesquisadores, desde a erradicação da varíola humana (Variola virus), em 1977, foram descobertos diversos vírus do gênero Orthopoxvirus que causam infecções em humanos e animais domésticos.

A primeira vacina da história, aliás, foi desenvolvida pelo médico britânico Edward Jenner no fim do século 18 a partir do uso do vírus da varíola bovina (Cowpox virus) para gerar imunidade nas pessoas contra a varíola humana. Até ser erradicada, a varíola humana matou quase 300 milhões de pessoas no século 20, segundo estimativas.

De acordo com boletim divulgado pelo órgão de epidemiologia do Alasca, pelo que se conhece de outros poxvírus, a principal hipótese é que o Alaskapox virus circule entre uma ou mais espécies de mamíferos que vivem no interior do Estado, e que humanos são contaminados por essa zoonose apenas raramente.

Apesar da distância de cinco anos entre eles, os dois únicos casos da doença ocorreram em áreas com floresta entre o meio e o fim do verão, período do ano em que há um pico na população de mamíferos e em que os humanos passam mais tempo ao ar livre.

Por ora, segundo as autoridades, a avaliação é de que a doença tem impacto limitado na saúde pública, principalmente porque não há evidência de transmissão entre humanos.

Como a rota de transmissão não está clara, o órgão recomenda que as pessoas tomem os cuidados básicos adotados para qualquer tipo de animal selvagem: não os toque, não se aproxime, não os alimente e lave as mãos regularmente.

O alerta serve também para que médicos da região possam identificar eventuais casos da doença, e incrementem a pesquisa sobre a incidência, os fatores de risco e o espectro da doença.

Pessoas que tiverem lesões parecidas devem manter as feridas secas e cobertas e não compartilhar qualquer item com familiares até o diagnóstico completo.

G1, com BBC

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Saúde

Estudo: mutação do coronavírus é mais contagiosa, mas não agrava doença

Foto: Callaghan O’Hare/Reuters

Um estudo global encontrou fortes evidências de que uma nova forma do coronavírus se espalhou da Europa para os Estados Unidos. A nova mutação aumenta a probabilidade de o vírus infectar as pessoas, mas não parece torná-las mais doentes do que as variações anteriores, informou uma equipe internacional de pesquisadores nesta quinta-feira.

“Agora é a forma dominante de infectar pessoas”, disse à CNN Erica Ollmann Saphire, do Instituto de Imunologia La Jolla e do Consórcio de Imunoterapia Coronavírus, que trabalhou no estudo.

“Este é agora o vírus.”

O estudo, publicado na revista Cell, baseia-se em alguns trabalhos anteriores que a equipe fez, lançada em um servidor de pré-impressão no início do ano. Informações compartilhadas sobre sequências genéticas indicaram que uma certa versão mutante do vírus estava assumindo o controle.

Agora, a equipe não apenas verificou mais seqüências genéticas, mas também realizou experimentos envolvendo pessoas, animais e células em pratos de laboratório que mostram que a versão mutada é mais comum e mais infecciosa que outras versões.

“Sabemos que o novo vírus se adequa melhor. Não parece à primeira vista como se fosse pior”, disse Saphire.

A mutação afeta a proteína spike – a estrutura que o vírus usa para entrar nas células que infecta. Agora, os pesquisadores estão verificando se isso afeta a possibilidde de que o vírus seja controlado por uma vacina. As vacinas atuais sendo testadas visam principalmente a proteína spike, mas foram feitas usando cepas mais antigas do vírus.

O estudo, publicado na revista Cell, confirma trabalhos anteriores sugerindo que a mutação havia tornado a nova variante do vírus mais comum. Os pesquisadores chamam a nova mutação de G614 e mostram que ela quase substituiu completamente a primeira versão a se espalhar na Europa e nos EUA, uma chamada D614.

Sem efeitos na sobrevida dos pacientes

“Nossos dados de rastreamento global mostram que a variante G614 em Spike se espalhou mais rapidamente que o D614”, escreveram a bióloga teórica Bette Korber, do Laboratório Nacional Los Alamos e colegas. “Nós interpretamos isso como significando que o vírus provavelmente será mais infeccioso”, acrescentaram. “Curiosamente, não encontramos evidências do impacto do G614 na gravidade da doença”.

Isso pode ser uma boa notícia, disse Lawrence Young, professor de oncologia médica da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que não participou do estudo.

“O trabalho atual sugere que, embora a variante G614 possa ser mais infecciosa, não é mais patogênica. Há uma esperança de que, à medida que a infecção por SARS-CoV-2 se espalhe, o vírus se torne menos patogênico”, disse ele em comunicado.

A equipe testou amostras de pacientes da Europa e dos EUA e sequenciou os genomas. Eles compararam essas seqüências do genoma com o que foi compartilhado publicamente. A comparação dessas sequências os ajudou a desenhar um mapa da propagação das duas formas.

“Até 1º de março de 2020, a variante G614 era rara fora da Europa, mas no final de março aumentou em frequência em todo o mundo”, escreveram eles.

Mesmo quando o formulário D614 causou epidemias generalizadas, em lugares como o País de Gales e Nottingham na Inglaterra e no estado de Washington, o G614 assumiu o controle assim que apareceu, eles descobriram.

“O aumento na frequência do G614 geralmente continua bem depois que os pedidos de estadia em casa estão em vigor e após o período de incubação de duas semanas subsequente”, acrescentaram. Existem algumas exceções, incluindo a área de Santa Clara, Califórnia, e a Islândia, onde a forma D614 mais antiga nunca foi substituída pela variante G mais recente.

Três a nove vezes mais infeccioso

A nova versão parece se multiplicar mais rapidamente no trato respiratório superior – nariz, seios paranasais e garganta – o que explicaria por que ela passa mais facilmente, disseram os pesquisadores.

Porém, testes em 1.000 pacientes hospitalizados com coronavírus na Grã-Bretanha mostraram que os infectados com a nova versão não se saíram pior do que aqueles que pegaram a cepa original.

David Montefiore, da Universidade Duke e colegas, testaram o vírus no laboratório. “Conseguimos testar se a forma G do vírus era mais infecciosa que a forma D”, disse à CNN Montefiore, diretor do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas contra a Aids.

“Todos os resultados concordaram que a forma G era três a nove vezes mais infecciosa que a forma D”, acrescentou. “Agora tínhamos evidências experimentais que apoiavam, em parte, o que Bette estava vendo em sua análise das sequências em todo o mundo – a forma G tinha uma vantagem de condicionamento físico em termos de infectividade”.

Os testes de laboratório do vírus em ação confirmaram o que os mapas genéticos haviam mostrado.

“Essas descobertas sugerem que a forma mais nova do vírus pode ser transmitida mais rapidamente do que a forma original. Independentemente de essa conclusão ser ou não confirmada, ela destaca o valor do que já eram boas idéias: usar máscaras e manter o distanciamento social “, disse Korber em comunicado.

Outras mutações costumam acompanhar a mutação G614, mas não está claro qual efeito elas têm. “A primeira seqüência que detectamos que carregava todas as quatro mutações foi amostrada na Itália em 20 de fevereiro”, eles escreveram. “Em poucos dias, esse haplótipo foi amostrado em muitos países da Europa”.

A mutação G614 pode ser neutralizada pelo soro convalescente – o produto sanguíneo retirado de pessoas que se recuperaram de uma infecção por coronavírus, disse Saphire. Sua equipe testou sangue doado por seis sobreviventes de coronavírus em San Diego.

“Observamos se a variedade de anticorpos no sangue das pessoas era tão eficaz na neutralização do novo vírus quanto no antigo vírus. Era, de fato, um pouco melhor”, disse ela.

‘Foi um alívio’

Os pesquisadores temiam que, se a nova mutação fizesse o vírus crescer mais rapidamente e em níveis mais altos, seria necessário mais esforço do sistema imunológico para neutralizá-lo. “Não era o caso”, disse Saphire.

É necessário mais trabalho, é claro, para solidificar as descobertas e ver o que as mudanças significam para a epidemia e para os pacientes, disseram os pesquisadores.

“Existem possíveis consequências para as vacinas. Estamos investigando ativamente essas possíveis consequências”, disse Montefiore.

E, é claro, eles estão de olho em outras mutações. “Podemos ter se esquivado de uma bala com essa mutação em particular”, disse Saphire. “No entanto, isso não quer dizer que outra mutação não possa vir em cima dessa”, acrescentou.

“Caberia a nós permanecer vigilantes”.

CNN Brasil

 

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Saúde

FOTOS: Entenda o que são os ‘dedos de Covid’, um dos novos possíveis sintomas para doença

Foto: COVID-PIEL STUDY

Cinco erupções cutâneas, incluindo os chamados “dedos de covid”, foram observadas em alguns pacientes hospitalizados diagnosticados com o novo coronavírus, segundo um pequeno estudo realizado por médicos espanhóis.

Segundo eles, as erupções cutâneas tendiam a aparecer em pessoas mais jovens e duravam vários dias.

Não é incomum que uma erupção cutânea seja um sintoma de um vírus, como as brotoejas que indicam catapora.

Mas os médicos disseram que ficaram surpresos ao ver tantas variedades de erupção cutânea com a nova doença que se espalhou pelo mundo.

As erupções cutâneas não estão atualmente incluídas na lista de sintomas da doença. Os mais recorrentes são febre alta e tosse seca.

No entanto, houve muitos relatos sobre “dedos de covid-19” — uma erupção cutânea que aparece nos pés dos pacientes, mesmo na ausência de outros sintomas.

Segundo o responsável pelo estudo, Ignacio Garcia-Doval, a forma mais comum de erupção cutânea eram as maculopápulas — pequenas brotoejas avermelhadas e achatadas ou elevadas que tendem a aparecer no torso.

“É estranho ver várias erupções cutâneas diferentes — e algumas são bastante específicas”, diz Garcia-Doval à BBC.

“Geralmente, elas aparecem mais tarde, após a manifestação respiratória da doença — portanto, não é útil para diagnosticar pacientes”, acrescenta.

Todos os pacientes do estudo já estavam no hospital e apresentavam sintomas respiratórios.

O artigo foi revisado e publicado na semana passada na revista científica British Journal of Dermatology.

Todos os dermatologistas da Espanha foram convidados a compartilhar detalhes dos pacientes de covid-19 que haviam visto e que desenvolveram erupções cutâneas nas duas semanas anteriores. Eram 375 no total.

As cinco erupções cutâneas foram:

• Lesões assimétricas, semelhantes a frieiras, ao redor das mãos e pés, que podem causar coceira ou dor. Geralmente encontradas em pacientes mais jovens, duraram em média 12 dias, apareceram mais tarde no curso da doença e foram associadas a infecções leves. Representaram 19% dos casos.

• Pequenas bolhas, muitas vezes acompanhadas de coceira, encontradas no torso e nos membros. Mais incidentes em pacientes de meia idade, duraram cerca de 10 dias e apareceram antes de outros sintomas. (9%)

• Áreas de pele rosadas ou brancas que pareciam comichões acompanhadas de coceira. Principalmente no corpo, mas às vezes nas palmas das mãos. (19%)

• Maculopápulas, pequenas protuberâncias vermelhas achatadas e elevadas. Representaram 47% dos casos. Duraram cerca de sete dias e apareceram ao mesmo tempo que outros sintomas, mas tendiam a ser observados em pacientes com infecções mais graves.

• Livedo (também conhecido como necrose) esteve presente em 6% dos casos. A pele parecia vermelha ou azul, com um padrão semelhante ao de redes. Representa um sinal de má circulação sanguínea. Apareceu em pacientes mais velhos com doença grave.

Dedo do pé com uma mancha branca Foto: COVID-PIEL STUDY

No entanto, os pesquisadores enfatizaram que as erupções cutâneas podem ter muitas causas e pode ser difícil diferenciá-las sem conhecimento médico.

“A relevância deste estudo não é tanto ajudar as pessoas a se autodiagnosticar, mas ajudar a construir uma compreensão mais ampla de como a infecção pode afetar as pessoas”, explica Ruth Murphy, presidente da Associação Britânica de Dermatologistas.

Michael Head, professor da Universidade de Southampton, na Inglaterra, diz que as erupções cutâneas são um efeito colateral bem conhecido de muitas infecções virais, incluindo pneumonia.

“Com a covid-19, erupções cutâneas e úlceras na pele foram observadas em uma parcela dos pacientes hospitalizados. Ainda não sabemos a extensão dessas ligações, ou precisamente por que essa inflamação ocorre em alguns pacientes, mas não em outros”.

A Academia Americana de Determatologia também está compilando um registro de sintomas de pele observados por seus membros.

Época, com O Globo

 

Opinião dos leitores

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Saúde

Mãe do bebê que foi a óbito em Natal-RN em decorrência da COVID-19 testa negativo para a doença

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal, SMS-NATAL, informa que nesta quinta-feira (09), o resultado do exame da mãe do bebê que faleceu com diagnóstico da COVID-19, na capital potiguar, foi liberado pelo LACEN e testou negativo para o novo Coronavírus.

A paciente fará um novo exame chamado sorologia para detecção de anticorpo para COVID-19. A SMS-Natal segue com as investigações epidemiológicas e a sorologia já é um outro passo deste procedimento.

Sorologia é a coleta o sangue do paciente e se refere ao diagnóstico e identificação de anticorpos no soro. A investigação é para saber se a mãe manteve contato com o Coronavírus em algum momento; neste caso terá desenvolvido o anticorpo contra o vírus específico. Após a realização do exame o resultado é liberado em até 24h.

O recém-nascido foi a óbito no dia 07 de abril e o resultado do exame deu positivo para COVID-19. A mãe apresentava quadro de hipertensão, diabetes, obesidade e síndrome respiratória a esclarecer. Ela encontra-se em isolamento domiciliar.

Opinião dos leitores

  1. É lamentável , por essa e outras como a omissão do uip em informar qual medicamento tomou para sua melhora ,que grande parte da população está desconfiada da real contaminação e morte pelo coronavirus.

  2. Como podem fazer esse alarmismo!!!
    Se a mãe ñ tem covid 19, como a criança recém nascido foi testado positivo? E o período de incubação? Foi mega ulta rápido!!!??? Como pode???
    Deveriam fazer todos os exames possíveis antes de divulgar, tirar todas as provas… assim pode evitar questionamentos.
    Fora isso é alarmismo histérico… propagação do caos.

  3. Este governo é uma piada. Fátima bezerra é uma das piores representantes do PT. Muito parecida e talvez gêmea de Dilma. O RN sofre com o desgoverno e falta de administração. Não tem planos, aporte e ainda disseminam o caos com números estapafúdios sobre a epdemia da mesma forma que LuLadrão sempre falou. Deveríamos sim, sair em protesto mesmo que pelas redes sociais contra este governo que quer lacrar os comerciantes e ainda botar a culpa no Governo Federal. Outra coisa, a ajuda de 600,00 foi do Governo Federal e não de Fátima Bezerra. Eita que este partideco de mentirosos e canalhas não perdem a mão. PT=VERGONHA NACIONAL.

  4. Duas causas para esse resultado absurdo:
    1-Incompetencia e má fé do governo estadual através da SESAP. Pessimizar os indicadores exigiria maior empenho e desembolso do gov. federal, já que segundo Fátima o governo estadual está quebrado e ela transfere responsabilidade que também é estadual.
    2-Os exames tem erros fortuitos nos resultado e precisam ser refeitos.

  5. A incompetente da governadora com a palavra cabo Silva, esse secretário está mais perdido que cego em tiroteio.

  6. Toda e qualquer morte agora é, covid-19, e a idosa de Tenente Ananias? Se for a fundo mesmo, nem 40% destas mortes realmente foram covid-19

    1. Acredito que você deveria se aprofundar ao comentar sobre algum assunto. Se a secretária está colocando como COVID, não iriam contabilizar essa morte sem o exame que comprovasse que era mesmo o vírus. Quando se faz registros, tem que ter a prova concreta do fato ocorrido, nada sai apenas de uma suposição.

  7. Isso só pode ser um deboche! Ne, nao? Como é que deixam o GURU CIPRIANO à frente dessa SESAP?

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Saúde

Coronavírus: mais de 500 mil pessoas já foram infectadas pela doença no mundo

Foto: Divulgação

Os casos de pessoas infectadas pelo novocoronavírus no mundo passaram de 500 mil. Até 15h desta quinta-feira (horário de Brasília), o número já havia chegado a 510 mil, de acordo com o banco de dados sobre a pandemia da Universidade Johns Hopkins, dos EUA. Entre as pessoas que contraíram a Covid-19, mais de 22 mil morreram, segundo a universidade.

A China lidera o ranking em número de infectados, com mais de 80 mil pessoas que contraíram a doença. Logo em seguida, vem a Itália, que também já chegou na casa dos 80 mil. Abaixo, os Estados Unidos com 75 mil casos, seguido de Espanha – 56 mil — e Alemanha — 43 mil. O Brasil aparece na 20ª posição da lista, com 2.611 casos, segundo o levantamento.

Ainda de acordo com os dados da universidade, 22.993 pessoas já morreram por causa da doença. Nesse caso, a Itália é o país com maior número de óbitos — mais de 8 mil. Na sequência vêm Espanha, China, Irã e França.

Por outro lado, 120 mil pessoas já se recuperaram da doença, segundo o levantamento da Universidade Johns Hopkins. Dessas, mais de 60 mil estão na China. O Irã e a Itália têm pouco mais de 10 mil curados, cada. Os outros dois países, que fecham a lista de cinco locais com mais recuperados, são Espanha e Alemanha.

O Globo

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Saúde

Coronavírus: ANS inclui teste para doença no rol de procedimentos obrigatórios de planos de saúde

Foto: Getty Images

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, na tarde desta quinta-feira, em reunião extraordinária, a inclusão do exame de detecção do coronavírus no rol de procedimentos obrigatórios para beneficiários de planos de saúde. A Resolução Normativa foi encaminhada ao Diário Oficial da União e entra em vigor na data de sua publicação. O rol de procedimentos é uma lista mínima de cobertura dos planos de saúde. A cobertura do tratamento aos pacientes diagnosticados com o Covid-19 já é assegurada aos 47,03 milhões de beneficiários de planos de saúde.

A cobertura é obrigatória quando o paciente se enquadrar na definição de caso suspeito ou provável de doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19) definido pelo Ministério da Saúde. A indicação para o exame depende de avaliação de um médico e um pedido de diagnóstico.

O teste será coberto para os beneficiários de planos de saúde com segmentação ambulatorial, hospitalar ou referência e será feito nos casos em que houver indicação médica, de acordo com o protocolo e as diretrizes definidas pelo Ministério da Saúde.

A ANS orienta que o beneficiário não se dirija a hospitais ou outras unidades de saúde sem antes consultar sua operadora de plano de saúde, para informações sobre o local mais adequado para a realização de exame ou para esclarecimento de dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento da doença.

Segundo a agência, os protocolos e diretrizes podem ser revistos a qualquer tempo, o que poderá alterar a indicação dos casos para realização do exame com cobertura obrigatória. A ANS informou ainda que a cobertura do tratamento aos pacientes diagnosticados com o Covid-19 já é assegurada aos beneficiários de planos de saúde, de acordo com a segmentação de seus planos (ambulatorial, hospitalar).

Sobre o exame

O exame incluído no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS é o “SARS-CoV-2 (CORONAVÍRUS COVID-19) – pesquisa por RT – PCR (com diretriz de utilização).

Coronavírus:Governo estuda pacote para socorrer aéreas, que inclui troca de reembolso por crédito de viagem

A ANS diz que, uma vez que o conhecimento da infecção pelo vírus ainda está em processo de consolidação, à medida que novas evidências forem disponibilizadas, a tecnologia e sua diretriz poderão ser revistas, seja por iniciativa da ANS ou por orientação do Ministério da Saúde.coronavírus 1203

O Globo

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Diversos

Vigorexia: quando a obsessão pelo corpo perfeito vira doença

Foto: Victor Freitas/Pexels

Academia todos os dias, inclusive aos domingos. Exercícios aeróbicos cada vez mais puxados para eliminar aquela gordurinha que ninguém vê. Musculação, crossfit ou qualquer atividade que propicie o aumento da massa muscular e aquela sensação de força, de corpo malhado igual aos estampados nas capas de revista e redes sociais por celebridades. Para garantir bons resultados, os esforços físicos são acompanhados de dietas exageradas, uso de anabolizantes ou outras substâncias e, mesmo assim, ao olhar para o espelho, a imagem que se vê é a de um corpo fraco, frágil e pouco definido.

Conhecida como vigorexia, o transtorno dismórfico muscular é a incompatibilidade entre o corpo de uma pessoa e a imagem que ela tem de si própria. “Por mais musculoso que esteja, o indivíduo sempre vai se achar fraco e franzino, e então inicia uma busca obcecada pela perfeição física”, explica o psicólogo do Hospital Israelita Albert Einstein Thiago Amaro. Assim como a anorexia – quando a pessoa se vê sempre acima do peso e a busca pela magreza passa dos limites saudáveis – a vigorexia é motivada pelos padrões de beleza que, de forma excessiva, cultuam o corpo sarado, com abdômen e pernas definidos e braços durinhos.

Com 1,7 metro de altura, 60 quilos, cintura fina, pernas e braços torneados, a engenheira Nathália Bravo, de 28 anos, ainda não está satisfeita com o corpo. “Acho que ainda preciso emagrecer três quilos. Gosto de ter a barriga chapada e as pernas definidas”, diz. Para manter o corpo em dia, frequenta a academia seis vezes por semana. Lá, faz pelo menos uma hora de atividade aeróbica em grupo – como bike, corrida e dança – e pelo menos quarenta minutos de musculação. Apesar de achar que não exagera, ela conta que levou um susto no dia de sua festa de aniversário, no último mês de junho. “Eu estava achando que meu corpo não estava legal e quando abri meus presentes, eram todas roupas tamanho P ou número 36. Pensei: será que as pessoas me veem muito sarada e só eu não consigo enxergar?”, indagou.

Predominante em homens, especialmente com idade entre 18 e 35 anos, a vigorexia está classificada na medicina como um transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Essa busca incessante por uma perfeição corporal que não existe pode trazer sérias consequências à saúde pelo aumento de lesões musculares, consumo indiscriminado de anabolizantes, suplementos alimentares e dietas restritivas que não conseguem suprir as necessidades do organismo. “Questões como saúde ou qualidade de vida deixam de ser o foco e a pessoa não mede esforços para alcançar o objetivo. Ela exagera nos exercícios, copia dietas que pegou na internet, não come direito”, diz Thiago Amaro.

Pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, com 14.891 jovens entre 18 e 24 anos mostrou que 22% dos homens e 5% das mulheres têm comportamentos alimentares desordenados motivados para o aumento da musculatura. No estudo, estudo publicado em junho deste ano no International Journal of Eating Disorders, eles disseram comer mais ou de forma inabitual para ganhar peso, usarem esteroides anabolizantes ou ainda as duas opções.

De acordo com o trabalho, 6,9% dos homens relataram o uso de suplementos para ganhar peso ou aumentar os músculos e 2,8% assumiram a ingestão de esteroides anabolizantes. Já entre as mulheres, os percentuais foram significativamente menores: 0,7% e 0,4% respectivamente. Estes comportamentos podem se transformar em dismorfia muscular. “Entre os prejuízos do consumo de substâncias assim estão lesões no fígado, perda de nutrientes e desregulação do metabolismo. É uma degradação do corpo em busca da perfeição”, explica Thiago Amaro.

Corpos frequentemente lesionados e ansiedade para a prática de exercícios físicos também são características de pessoas com vigorexia. “Elas exageram e se machucam. Em muitos casos, deixam de ter convívio social por achar que não estão bem fisicamente ou por priorizar sempre a rotina da academia”, explica o profissional de educação física e conselheiro do Conselho Federal de Educação Física, Marcelo Ferreira Miranda.

O especialista lembra que o diagnóstico de uma pessoa com transtorno dismórfico muscular não é simples. O motivo é que muitas vezes a preocupação exagerada com o tamanho dos músculos, as dietas e a rotina de academia são confundidas com hábitos saudáveis. Por isso, educadores físicos, familiares e amigos têm papel fundamental no reconhecimento da doença. “É preciso estar atento. O Conselho orienta que os profissionais da área destaquem aos alunos que os benefícios da atividade física vão além da aparência. Ela melhora o sono, previne doenças cardiovasculares e crônicas degenerativas, propiciam bem-estar”, conta. E mais que isso: melhorar a autoestima dos alunos, não estabelecer metas audaciosas e exageradas e comemorar os resultados ajudam, segundo ele, a prevenir que os alunos de academia entrem no ciclo vicioso pelo corpo perfeito.

“Eu malho todos os dias. Quando me olho no espelho ainda acho que preciso secar mais e aumentar meus músculos, mas não sou bitolado”, afirma o personal trainer Erasmo Bernardo, de 32 anos. Ele diz que se policia com alimentação, evita álcool e pega firme na musculação, mas não deixa de ter compromissos sociais ou saborear alguns prazeres. “Um hambúrguer ou chocolate de vez em quando não faz mal a ninguém. Não posso resumir minha vida à academia”, diz.

Tratamento

Uma vez constatada a doença, o tratamento é multidisciplinar e envolve desde o preparador físico até nutricionista e psicoterapeuta. A equipe ajudará o paciente a identificar as mudanças no comportamento e visão distorcida que ele tem do seu próprio corpo. Em alguns casos é necessário uso de medicamentos para controle de ansiedade, depressão e sintomas de obsessão-compulsiva. “Quando se trata de transtornos como este, é difícil falarmos em cura porque nem sempre é possível separar o comportamento da personalidade da pessoa. O que fazemos é ajudá-la a lidar melhor com a situação”, afirma o psicólogo Thiago.

Características da Vigorexia

De acordo com o Body Dysmorphic Disorder Foundation, instituição norte-americana para conscientização sobre dismorfias corporais, o Transtorno Dismórfico Muscular, popularmente conhecido como vigorexia ou “anorexia reversa” é a preocupação em não ser suficientemente musculoso ou magro (quando não é esse o caso). Ele é caracterizado por:

• Tempo excessivo e esforço exagerado no levantamento de peso para aumentar a massa muscular
• Preocupação e pânico quando não pode comparecer aos treinos
• Preocupação em treinar mesmo lesionado
• Exagero nas dietas especiais ou suplementos proteicos
• Abuso de esteroides e, muitas vezes, uso indevido de outras substâncias
• Camuflagem do corpo por não achar que está perfeito
• Comparações exageradas de corpos
• Sofrimento significativo ou alterações de humor

Galileu, com Agência Einstein

 

Opinião dos leitores

  1. Coloca os corredores de rua na lista também. Só falam em treino, treino e treino e viajar para correr.

  2. Que o diga aquele cantor, Eduardo Costa, o cara parece um ventríloquo, meteu botox na cara, tá tudo esticado, toma bomba que não presta, pra ficar com a barriga chapada e fez algo na mandíbula, alem de abusar do photoshop. Tá horroroso. Tem que se tratar urgente!

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Diversos

Cientistas estudam forma de “curar” o envelhecimento e encaram período como uma doença que pode ser tratada

A CIÊNCIA DA VIDA ETERNA (ILUSTRAÇÃO: PEDRO CORRÊA)

Um dos mitos da Grécia Antiga, que remonta a 700 a.C., conta a história de amor de Eos, a deusa do amanhecer, e Titono, irmão mais velho do rei de Troia. Eos se apaixonou por Titono e pediu a Zeus que concedesse a ele a imortalidade dos deuses. Mas se esqueceu de pedir eterna juventude. Titono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos, que o trancou em um quarto escuro até que, finalmente, ele se transformou em uma cigarra.

Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e juventude eternas ganha, pela primeira vez, contornos científicos. No Vale do Silício, pesquisadores têm tentado unir medicina e tecnologia para encontrar maneiras de nos fazer viver mais e mais jovens, encarando o envelhecimento como uma causa para as tantas doenças associadas a ele e, portanto, passível de tratamento ou mesmo cura.

“Depois de assegurar níveis sem precedentes de prosperidade, saúde e harmonia, e considerando nossa história pregressa com nossos valores atuais, as próximas metas da humanidade serão provavelmente a imortalidade, a felicidade e a divindade”, escreveu Yuval Harari em Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, best-seller publicado no Brasil em 2016 pela Companhia das Letras. “Reduzimos a mortalidade por inanição, a doença e a violência; objetivaremos agora superar a velhice e mesmo a morte”, sentencia o professor de História da Universidade Hebraica de Jerusalém.

O primeiro laboratório biomédico dos Estados Unidos dedicado inteiramente a pesquisar o envelhecimento foi criado em 1999 em Novato, na Baía de São Francisco, a poucos quilômetros do Vale do Silício. Com a missão de acabar com as doenças relacionadas à passagem do tempo, o Instituto Buck acredita que é possível as pessoas aproveitarem a vida aos 95 anos tanto quanto o faziam aos 25.

“Nesses anos de pesquisa, chegamos a duas conclusões: a primeira é de que podemos mudar o ritmo do envelhecimento em animais, modificando a genética e a alimentação”, diz o geneticista Gordon Lithgow, chefe de pesquisas no instituto. “A segunda é que o processo de envelhecimento é um gatilho — ou mesmo uma causa — para as doenças crônicas em idade avançada.” A grande hipótese, segundo Lithgow, é que a medicina talvez esteja olhando para as doenças crônicas associadas ao envelhecimento da forma errada — e, se conseguirmos reverter ou retardar o processo, talvez seja possível proteger o corpo dos danos causados por ele.

Além do Buck, laboratórios como o Calico e o Unity Biotechnology têm como objetivos explícitos “resolver a morte” e “combater os efeitos do envelhecimento” e são financiados pelos bilionários Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google, Jeff Bezos, da Amazon, e Peter Thiel, do PayPal. Mas é a Fundação SENS, criada em 2009 pelo cientista da computação inglês Aubrey de Grey, entre outros nomes, que desperta as maiores polêmicas na comunidade científica.

Na visão de Aubrey de Grey, de 56 anos, o envelhecimento deve ser tratado como um fenômeno simples, e nosso corpo visto como uma máquina ou uma engenhoca que pode ser consertada. “O motivo de termos carros que ainda rodam após cem anos é o fato de eliminarmos os estragos antes mesmo de as portas caírem. O mesmo vale para o corpo humano”, afirma o britânico em entrevista à GALILEU.

Para desenvolver o modelo que chama de SENS, sigla para Strategies for Engineered Negligible Senescence (estratégias para engenharia de uma senescência negligenciável, em tradução livre), ele olhou para os principais processos que levam ao envelhecimento conhecidos hoje: perda e degeneração das células; acúmulo de células indesejáveis, como de gordura ou senescentes (velhas); mutações nos cromossomos e nas mitocôndrias; acúmulo de “lixo” dentro e fora das células, o que pode causar problemas em seu funcionamento; ligações cruzadas em proteínas fora da célula, que podem gerar perda de elasticidade no tecido em questão.

Para De Grey, basta tratar cada um desses itens e pronto: nossos problemas de saúde que surgem com a idade acabariam — quase tão simples quanto aplicar e remover um filtro do FaceApp, aplicativo que se tornou febre nas redes sociais nas últimas semanas, com um algoritmo que faz uma simulação fotográfica da aparência que poderemos ter quando mais velhos. “Não haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem. Morreríamos somente de causas que não têm a ver com quanto tempo atrás nascemos. Impactos de asteroides, acidentes etc.”, diz.

Esse é um trecho da reportagem de capa da edição de agosto de 2019 da GALILEU, que já está nas bancas.

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Saúde

Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a síndrome de burnout como doença; veja sintomas, prevenção e tratamento

A prevalência do problema ao redor do mundo é incerta. Mas tudo indica que a situação no Brasil não é das melhores. A International Stress Management Association (Isma-BR) estima que 32% dos trabalhadores brasileiros sofram com esse tipo de stress. Em um ranking de oito países elaborado pela Isma-BR, estamos à frente da China e dos Estados Unidos – e perdemos apenas para o Japão, onde 70% da população apresenta os sintomas do burnout.

Dá para entender por que a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o transtorno, pela primeira vez, na Classificação Internacional de Doenças, que lista enfermidades e estatísticas de saúde que serão prevalentes nos próximos anos. A OMS descreve o burnout como “uma síndrome resultante de um stress crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”.

A entidade também afirma que o termo se refere apenas ao contexto profissional. O stress por outras causas – como problemas financeiros ou familiares – não deve ser classificado dessa forma.

Se você anda se estressando demais do trabalho (ou conhece alguém que está passando por isso), é bom se informar melhor sobre o burnout – e saber quando é hora de procurar ajuda.

E você pode começar por aqui mesmo, neste pequeno guia que elaboramos com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:

Sintomas:

Nem sempre os sinais do burnout se manifestam de forma intensa. O mais típico é a ausência de vontade de sair de casa para trabalhar – ausência mesmo; você pensa seriamente em ficar em casa sem motivo, e arriscar sua vida profissional. Conforme a doença evolui, outros sintomas físicos e psicológicos dão as caras. Entre eles:

Dor de cabeça frequente
Insônia
Falta de concentração
Sentimento de fracasso e insegurança
Alterações repentinas de humor
Pressão alta
Dores musculares
Problemas gastrointestinais
Alteração de batimentos cardíacos
Depressão (em casos mais graves)

Diagnóstico

Só um profissional especializado – psiquiatra ou psicólogo – pode cravar se o quadro é mesmo de burnout. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é o órgão do SUS indicado para diagnosticar e tratar pacientes com a síndrome.

Tratamento

Psicoterapia é o mais comum. Em alguns casos, medicamentos antidepressivos e ansiolíticos são indicados. Praticar exercícios e fazer atividades de lazer ajudam a aliviar a tensão – tirar férias também.

Prevenção

Ter uma vida prazeirosa fora do trabalho é o melhor jeito de evitar o burnout. Sair com os amigos, visitar lugares novos (ou voltar àqueles que você mais gosta), ir ao cinema e fazer exercícios são alguns hábitos que ajudam num dia a dia mais leve.

Outras dicas do próprio Ministério da Saúde: evite ficar perto de pessoas “negativas” (aquelas que reclamam do trabalho o tempo todo, por exemplo); e, quando se sentir pra baixo no expediente, não deixe de conversar com alguém que considera de confiança.

Também não caia na armadilha de tomar medicamentos por conta própria, e muito menos de se aliviar com álcool, cigarro etc. Senão, o que já estava ruim pode acabar piorando.

Super Interessante

 

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Zika pode ter relação com outras complicações congênitas, dizem pesquisadores

aedesO vírus Zika pode estar associado a outras alterações congênitas, além da microcelafalia. É o que aponta mais um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto, Ipesq, na Paraíba.

Em coletiva de imprensa no campus do Fundão da UFRJ, na zona norte, os pesquisadores da instituição, Amilcar Tanuri e Rodrigo Brindeiro, explicaram que ao analisar o líquido amniótico e tecidos cerebrais de bebês, foi encontrada uma série de outros problemas no cérebro e em outros órgãos do bebê, incluindo lesões oculares.

Os bebês foram acompanhados em Campina Grande (PA). As amostras analisadas em laboratórios da UFRJ e da Fiocruz.

Dos oito fetos acompanhados durante a gestação, dois tinham o vírus no tecido cerebral e acabaram morrendo 48h depois do parto. Um deles não tinha microcefalia, mas o tecido cerebral estava severamente comprometido. Todos os bebês que sobreviveram tinham microcefalia e em dois deles foram encontrados Zika. O sangue dos outros quatro ainda serão analisados.

“A novidade da análise é que a infecção do vírus Zika no cérebro pode ter uma gama de alterações, desde implicações simples a alterações graves, como as lesões destrutivas que causaram a morte dos dois bebês”, disse Tanuri, que é especialista em genética de vírus. “Estamos tentando sistematizar uma síndrome congênita do Zika e tentar ajudar os colegas a identificá-la em outros casos”, afirmou.

Eles ressaltaram que os números de casos são muito pequenos e que há muito ainda a ser estudado, para que seja possível garantir causa e efeito entre Zika e microcefalia.

“Na história da medicina, todas essas doenças congênitas demoraram um longo tempo para serem desvendadas”, comentou Tanuri. Ele disse que, até o momento, a estimativa é que haja de dois a cinco bebês com microcelafalia a cada 100 grávidas infectadas com Zika.

Para os pesquisadores, o estudo é importante para lançar luz sobre o problema para pesquisadores no Brasil e pelo mundo. “Precisamos formar um padrão. O próximo passo será estudar como o Zika agride o tecido cerebral.”

Outra descoberta foi que todos os vírus que circulam na América Latina são idênticos, com base no sequenciamento do genoma do Zika a partir do líquido amniótico de um feto.

“É mais uma pecinha que se encaixa nesse quebra-cabeça, para indentificarmos ou não a causalidade do vírus no cérebro”, disse Brindeiro.

Um fato que surpreendeu os pesquisadores foi a constatação da permanência do vírus durante toda a gestação nos dois bebês que acabaram morrendo após o parto.

“O vírus permaneceu no bebê, agredindo o sistema nervoso da criança. Isso foi bem impressionante”, relatou Tanuri.

Os pesquisadores lamentaram a falta de recursos para tocar os estudos.”Estamos fazendo um sacrifício sobre-humano, as verbas estão cada vez mais curtas e essa epidemia bateu no Brasil em uma hora muito ruim”, destacou o virologista.

Fonte: Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Tem cientista que diz que não se pode descartar nenhuma hipótese sobre microcefalia
    Quero só ver o que os incompetentes PTistas irão dizer se no final ficar comprovado que o PesTicida pyriproxifen causou a microcefalia.
    Aliás, esse produto é fabricado pela Monsanto (aquela empresa demonizada pelos selvagens do MST).
    Em falar em coisa ruim, por que será que o Movimento não foi protestar na frente do Palácio do Planalto?

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Esporte

Campeão brasileiro, uruguaio faz leilão de medalha para retirada de tumor

Mario_Larramendi_Instagram_ReproducaoCampeão brasileiro da Série D com o Botafogo-PB, o zagueiro uruguaio Mário Larramendi passa por um drama. Ele descobriu que está com um tumor ósseo no fêmur da perna esquerda e, para arcar com os custos de uma cirurgia, decidiu, nesta quinta-feira, através da internet, fazer um leilão da medalha que conquistou.

“Coloco em leilão minha medalha de campeão brasileiro de 2013 para poder fazer minha cirurgia. É algo que preciso urgentemente. Minha cirurgia sai por R$ 30 mil. Agradeço todas as ofertas que vierem. Um grande abraço, Mário”

Aos 29 anos de idade, Larramendi, que iniciou a sua carreira no Chile, atua no Brasil desde 2010 e, em 2013, foi peça fundamental para o Botafogo-PB se sagrar campeão brasileiro, marcando, inclusive, um gol na grande final da competição, a vitória por 2 a 0 sobre o Juventude. Apesar disso, o uruguaio não renovou o seu vínculo com o Botafogo.

Estadão

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Diversos

Com doença rara, vice Miss Brasil diz que tropeça todos os dias e evita sair à noite

 14_07_19_167_fileNo Dia Mundial da Visão, celebrado nesta quinta-feira (10), a vice Miss Brasil 2013 Minas Gerais, Janaina Barcelos, de 25 anos, revela as dificuldades que enfrenta com uma doença que diminui o campo visual progressivamente até levar à cegueira.

— A cada seis meses percebo piora da visão. Evito sair à noite, especialmente em lugares mais escuros, como baladas, porque tenho muita dificuldade para enxergar. Acho desconfortável e constrangedor.

A modelo, que conquistou o segundo lugar no concurso Miss Brasil, diagnosticou a retinose pigmentar — doença degenerativa que afeta a retina — há dois anos. O primeiro sinal que a fez desconfiar de que algo estava errado com a visão foi tropeçar na rua.

— Tropecei muitas vezes na rua e, no dia que chutei um hidrante, resolvi procurar o médico. Até hoje tropeço todos os dias, mas nunca caí na passarela.

Janaína, que atualmente cursa a faculdade de Jornalismo, conta que para desfilar precisa decorar os caminhos e obstáculos da passarela. Apesar de ser uma doença hereditária, a modelo garante que não há ninguém na família com o problema.

De acordo com o oftalmologista Milton Ruiz Alves, presidente do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), a retinose pigmentar atinge uma em cada quatro mil pessoas e a maioria dos pacientes recebe o diagnóstico entre 30 e 40 anos.

— Os sinais que confirmam a doença são dificuldades de adaptação ao escuro, alteração do campo de visão periférico e de cores, especialmente azul e amarelo, além do desenvolvimento de catarata.

Luminosidade piora a doença

Após a confirmação do diagnóstico de retinose pigmentar, o oftalmologista avisa que a doença não tem tratamento e a perda da visão é progressiva, podendo ocorrer entre 40 e 50 anos. Segundo ele, há evidências de que o quadro pode ser agravado com a exposição à luz.

— Por isso, recomendamos o uso de lentes escurecidas ou fotocromáticas. Elas funcionam como um filtro para diminuir a incidência de luz nos olhos.

O médico avisa que o uso de vitamina A para retardar a progressão da doença é controverso, especialmente porque “o excesso deste nutriente pode acarretar problemas hepáticos”.

— O tratamento com vitamina A só deve ser feito com orientação médica, especialmente em relação á dosagem.

O médico acrescenta que em Cuba o tratamento é feito com extrato de células de placenta, mas isso “não funciona e pode levar à cegueira”.

— Muita gente perdeu a visão com esse tipo de tratamento. Em alguns pacientes, isso desenvolve até alergias.

Mesmo sem cura, Janaína não perde a esperança nos avanços da Medicina e garante não se preocupar com o futuro de sua carreira.

— Acho que pensar que a doença pode prejudicar a minha carreira e o meu futuro é uma preocupação precipitada porque nem sei o que vou fazer amanhã. As tecnologias estão cada vez mais avançadas.

R7

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