Com superávit de US$ 7,4 bilhões, balança comercial brasileira registra recorde em junho

Foto: Sergio Souza/Unplash

Resultado de US$ 17,912 bilhões em exportações e US$ 10,449 bilhões em importações, o saldo da balança comercial brasileira em junho foi superavitário em US$ 7,463 bilhões. O valor é o melhor para meses de junho em toda a série histórica, iniciada em 1989.

Os números foram divulgados pelo Ministério da Economia nesta quarta-feira (1º). No mesmo mês de 2019, o saldo da balança foi superavitário em US$ 5,377 bilhões. Assim, o valor no mês passado foi 38,8% melhor que o registrado em junho de 2019.

O resultado do mês foi puxado, principalmente, pela queda de 27,4% na média diária das importações. Nas exportações, a retração foi de 12%, em relação ao mesmo mês do ano passado.

O secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, observou que apesar da queda em valores, o volume de exportações, por exemplo, cresceu 14% em junho. “O resultado reflete a queda dos preços internacionais, principalmente nas exportações ão só de commodities mas de produtos de valor agregado, nos quais se concentra a importação brasileira”, disse.

Entre as vendas de produtos brasileiros ao exterior, destacam-se aqueles do setor agropecuário, que subiu 29,7% em relação a junho de 2019. “O setor agropecuário é o grande responsável pela resiliência das exportações”, destacou o secretário.

Já a indústria extrativa e a indústria de transformação registraram recuo de 26,1% e 21%, respectivamente, em suas exportações.

Nas importações o recuo foi generalizado, sendo puxado por produtos da indústria de transformação, que despencaram 28,1%.

Primeiro semestre

Por outro lado, no acumulado de janeiro a junho, a balança comercial recuou 10,3%, ante mesmo período de 2019. O montante totalizou US$ 23.035 bilhões nos primeiros seis meses do ano.

Enquanto as exportações caíram 6,4% somando US$ 102,430 bilhões, as importações apresentaram queda de 5,2%, totalizando US$ 79,395 bilhões, no período.

Previsão para o ano

A equipe econômica atualizou suas projeções para o saldo anual da balança comercial. A estimativa passou de superávit de US$ 45,5 bilhões para US$ 55,4 bilhões.

“Nossa expectativa é de uma reversão contínua dessa tendência de queda por conta da resiliência mostrada pelas nossas exportações, especialmente com as commodities”, comentou Ferraz.

A previsão leva em conta montantes de US$ 202,5 bilhões em exportações e US$ 147,1 bilhões em importações, este ano.

Vale destacar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem apostado na balança comercial para amenizar a forte queda que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deve apresentar este ano.

Segundo ele, o cálculo de contração de 6% do Produto Interno (PIB) considerava que 2% viriam por impactos do comércio exterior, “coisa que não tem acontecido”.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Infelizmente existem pessoas torcendo para que o governo dê errado, um governo que quer melhorar as condições do Brasil e sua nação. Não podemos negar taxa de juros mais baixa da história, deflação, superávit, investimentos nem infraestrutura em estradas, aeroportos, portos, ferrovias e etc… Água para norte/nordeste com o término de um braço da transposição do Rio São Francisco, mais de 200 poços artesianos, dessalinizadoras beneficiando milhares de famílias no nordeste.
    Odeiem as atitudes do JB mas torçam que os bons projetos dêem certo.

  2. A verdade disse:

    Cada vez mais o atual governo, o qual votei, se parece mais com o PT. Distorcer números para tentar enganar o cidadão também era costume nos governos anteriores. Vejam esse "superávit recorde", significa apenas que a classe média está tão lisa que não tem mais como consumir produto importado, enquanto que as exportações também caíram, se tivessem aumentado ae sim poderia comemorar algo, mas esse navio só faz afundar.

  3. MITO pra Sempre disse:

    Não tem quem segure esse país.
    Não tem globo, stf, petralha, o diabo a quatro que impeça o MITO de ganhar em primeiro turno de novo.
    Tamo junto!!
    A galera, desonesta, ladrões comilões do dinheiro público, nunca mais sobe ao poder.
    Nunca mais.
    Kkkkkk

Exportações potiguares registram queda de 38,8% no 1º bimestre

Imagem: Divulgação

O Rio Grande do Norte começou o ano com uma significativa retração na balança comercial. Em fevereiro, as exportações do estado totalizaram US$ 21,5 milhões e, no primeiro bimestre, acumularam um montante de US$ 55,9 milhões, o que representa um recuo de 38,8% em relação aos dois primeiros meses do ano passado. Somente o melão, que é o principal produto da pauta de exportação potiguar, acumula uma redução de aproximadamente 36,2% nos valores comercializados. Os envios da fruta para o mercado internacional diminuíram de 64,1 mil toneladas para 45,7 mil toneladas nos dois períodos em questão.

Em compensação, as importações do estado tiveram uma alta de 36,3%, comparando com o primeiro bimestre de 2019, já que, em fevereiro, as compras internacionais do RN ficaram em US$ 17,8 milhões. O total importado nos dois meses chegou a US$ 31,5 milhões em 2020, enquanto no ano passado esse valor somou US$ 23,1 milhões no intervalo entre janeiro e fevereiro. Com o isso, o saldo da balança comercial do bimestre teve um superávit de US$ 24,3 milhões, no entanto, esse valor é 64,3% menor que o saldo do primeiro bimestre de 2019, quando o Rio Grande do Norte obteve um saldo de US$ 68,2 milhões.

Os números são analisados mensalmente pela equipe técnica do Sebrae no Rio Grande do Norte com base nos dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Os produtos que lideram a pauta de exportação têm o melão na liderança do ranking do bimestre com um volume de 45,7 mil toneladas exportadas, o que equivale a uma negociação de US$ 25,9 milhões. O segundo item mais exportado foram as melancias frescas. Nos dois primeiros meses do ano, o estado vendeu 17,1 mil toneladas dessa fruta, volume que equivale a um valor de US$ 7,2 milhões. Os produtos de origem animal não voltados para alimentação humana assumiram a terceira posição do ranking com a comercialização de US$ 2,6 milhões.

O crescimento das importações foi puxado principalmente pelo trigo e as misturas com centeio, que aumentaram de 44,7 mil toneladas no primeiro bimestre de 2019 para 67,8 mil toneladas no mesmo período deste ano. Por isso, esses produtos ficaram na primeira colocação do ranking de importações, com um total negociado de US$ 13,1 milhões no bimestre. O segundo item foram os tecidos, cujas compras somaram US$ 1,1 milhão. E o terceiro lugar de produtos mais importados ficou com as outras máquinas de sondagem rotativa (US$ 888,1 mil).

Agência Sebrae de Notícias/RN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. LULADRÃO disse:

    Com esse governo Ptralha que tem no RN, se preparem que vai piorar.

  2. JEGUE DEGUE disse:

    Desse jeito essas exportações da terra do elefante vai ficar só o "PÓÓÓÓ".

  3. Adeobaldo Nunes disse:

    Claro que caiu, né? Sem o "recheio precioso", a demanda diminui! Acaba a fiscalização pra vc ver se não sobe rapidinho essas exportações!

Balança comercial inicia 2020 com superávit de US$ 1,77 bilhão

Foto: Pixabay

O Ministério da Economia informou nesta segunda-feira (13) que a balança comercial registrou em janeiro deste ano, até este domingo (12), um superávit de US$ 1,778 bilhão.

Quando as exportações superam as importações, o resultado é de superávit. Quando acontece o contrário, o resultado é de déficit.

De acordo com o governo, as exportações no período somaram US$ 6,351 bilhões (alta de 10,4% na comparação com janeiro de 2019).

Nessa comparação, houve aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (8,5%) e básicos (23%), enquanto houve queda nas exportações de produtos manufaturados (-3,4%).

As importações, ainda segundo o governo, totalizaram US$ 4,573 bilhões (queda de 12,3% na mesma comparação).

Recuaram os gastos com combustíveis e lubrificantes (-35,6%), adubos e fertilizantes (-28,5%), aeronaves e peças (-16,6%), cereais e produtos da indústria da moagem (-14%), farmacêuticos (-5,5%).

Ano de 2019 e projeções

No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 46,6 bilhões. Com isso, o saldo positivo, assegurado principalmente pela exportação de produtos básicos, ficou 19,6% abaixo do de 2017.

A expectativa do mercado financeiro para este ano é de nova queda do saldo comercial. Segundo pesquisa realizada pelo Banco Central na semana passada, a previsão para 2020 é de um saldo positivo de US$ 37,3 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 32 bilhões neste ano – com exportações em US$ 225 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 193 bilhões.

O Ministério da Economia, que não divulgou projeção para o saldo comercial de 2020, avaliou que o “menor dinamismo” do comércio internacional deve ser visto como um “fenômeno estrutural e não cíclico” e que a Argentina “continuará sendo um fator negativo”.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ricardo Carvalho disse:

    Péssima notícia para os devotos do partido que virou quadrilha e para a turma do quanto pior, melhor!

    • Arthur disse:

      Notícia normal, todos os anos de Lula foram de superávit, enquanto o dólar estiver nas alturas é mais jogo vender do que comprar de fora. Ô mania feia desses minions comentar asneira.

Dólar abre em queda, a R$ 4,18, repercutindo dados da balança comercial e de olho no Chile

Foto: Ozan Kose / AFP

O dólar devolvia as quedas do início da manhã e avançava contra o real nesta sexta-feira, em sessão volátil marcada pela formação da Ptax, com os investidores de olho na decisão do banco central chileno de intervir no câmbio local.

Às 10h46m, a moeda americana avançava 0,08%, a R$ 4,2193 na venda. No entanto, na mínima do pregão, chegou a tocar os R$ 4,1829.

Na véspera, o dólar à vista fechou em queda de 1,00%, a R$ 4,2160 na venda, apoiado por atuações cambiais extraordinárias do Banco Central do Brasil e pela revisão para cima da balança comercial doméstica .

O contrato mais negociado de dólar futuro tinha alta de 0,67% nesta sexta-feira, a R$ 4,218, tendo registrado queda acentuada no dia anterior após o banco central do Chile anunciar que intervirá no mercado de câmbio com vendas de até US$ 20 bilhões, em meio ao recente colapso da moeda local, o peso, devido à incerteza social que o país está enfrentando. A intervenção ocorrerá a partir de segunda-feira e até maio do próximo ano. O peso do Chile abriu em alta de 3,33% nesta sexta-feira, a 801,50/801,80 por dólar.

No entanto, o dólar reverteu seu curso e passava a subir contra o real no mercado interbancário nesta sessão, o que, segundo Cleber Alessie Machado, operador da H.Commcor, deve-se à formação da Ptax, evento que tradicionalmente adiciona volatilidade aos negócios.

“No último dia útil sempre há formação da Ptax, e sempre há brigas”, disse. “Por conta dessa mudança drástica na cotação que vimos ao longo deste mês, a disputa promete ser intensa. Hoje vamos ter muitos movimentos técnicos e especulativos sem nenhuma manchete relevante.”

Em novembro, a moeda norte-americana acumulou ganhos fortes contra o real, por motivos que variam da decepção com os leilões de excedentes da cessão onerosa às tensões políticas no Brasil e na América Latina. Apenas nesta semana, o dólar registrou três máximas recordes seguidas para fechamento, defendendo posição acima dos 4,20 reais.

Diante da disparada recente da divisa dos EUA, o Banco Central anunciou quatro leilões extraordinários esta semana, em tentativa de controlar um comportamento exagerado da taxa de câmbio.

Machado, quando perguntado se as intervenções do BC devem permanecer, disse que a instituição “só tem que garantir bom funcionamento do mercado. Recentemente, viu excesso e atuou. Se o BC voltar a ver que o mercado está ficando disfuncional, ele vai voltar a atuar de novo”.

No exterior, o dólar ganhava contra as principais moedas, registrando alta de 0,14%. Divisas emergentes pares do real, como a lira turca e o peso mexicano, recuavam contra a divisa norte-americana.

O Ibovespa não mostrava um viés firme nesta sexta-feira, último dia útil de novembro, com Via Varejo mais uma vez entre os destaques positivos em dia de Black Friday, assim como Usiminas, em meio a cenário de nova alta nos preços do aço, enquanto Petrobras e Vale pressionavam negativamente. Às 11h30m, o Ibovespa caía 0,1%, a 108.185,49 pontos. O volume financeiro somava R$ 2,5 bilhões.

Wall Street voltava a funcionar nesta sexta-feira, mas com sessão mais curta, o que tende a afetar novamente a liquidez das operações na bolsa brasileira.

A ação ON da Via Varejo avançava 2,91%, engatando a sétima sessão consecutiva de valorização, enquanto as rivais Magazine Luiza caía 0,53% e B2W ON subia 0,44%. A sessão é marcada pelo começo da data promocional Black Friday, que tende a se estender pelo fim de semana.

Já Usiminas PNA subia 4,27%, em sessão com encontro da empresa com analistas e investidores, com a equipe do Itaú BBA destacando que a companhia anunciou aumento de 5% para os preços de aço a partir de janeiro. Na esteira, CSN avançava 3,09%.

Também em terreno positivo, o papel PN do Itaú Unibanco tinha acréscimo de 0,09%, com o setor bancário ainda sensível ao noticiário de Brasília. Após mudanças no cheque especial, o Banco Central pretende implementar no fim de 2020 a primeira fase do open banking. Bradesco PN subia 0,03%. Na semana, esses papéis caem cerca de 3% e 1,8%, respectivamente.

Em terreno negativo, Petrobras PN caía 0,75%, em sessão de queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Vale ON recuava 0,54%, ajudando a enfraquecer o Ibovespa, em movimento similar de outras mineradoras no exterior

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bolsinho disse:

    E num disseram q ficaria em R$3,50 depois da reforma da previdência?!?!

Balança comercial tem superávit de US$ 2,293 bilhões em julho

Arquivo/Agência Brasil

A queda nas exportações de commodities (bens primários com cotação internacional), principalmente de petróleo e soja, fez a balança comercial registrar o mais baixo superávit para meses de julho em nove anos. No mês passado, o país exportou US$ 2,293 bilhões a mais do que importou, valor 40,8% inferior a julho de 2018. Desde 2010, o saldo não registrava níveis tão baixos para meses de julho (US$ 1,332 bilhão).

Tanto as exportações como as importações caíram no mês passado. Em julho, o país vendeu US$ 20,054 bilhões para o exterior, com recuo de 14,8% pelo critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações somaram US$ 17,761 bilhões, redução de US$ 8,9% também pela média diária.

Com o resultado de julho, a balança comercial acumula superávit de US$ 28,369 bilhões nos sete primeiros meses do ano. O valor é 16,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (US$ 33,891 bilhões). As exportações somam US$ 129,896 bilhões, retração de 4,7% na comparação com o mesmo período de 2018 pela média diária. As importações totalizam US$ 101,527 bilhões, recuo de apenas 0,9% pelo mesmo critério.

Segundo o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, a maior parte da queda do saldo em julho é explicada pela soja, cujo valor exportado caiu 34,6% em julho deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, e pelo petróleo, cujas vendas recuaram 61,2% na mesma comparação. “Sozinhos, esses dois produtos responderam por 57% da queda do superávit comercial”, destacou.

Em relação ao petróleo, Brandão disse que a desaceleração da economia mundial está reduzindo a demanda global por combustíveis. Sobre a soja, ele explicou que problemas sanitários estão reduzindo a produção de carne suína na China, impactando a demanda do país asiático pela soja brasileira, usada na alimentação dos porcos.

Outro fator que contribuiu para a queda das vendas externas foi a exportação de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 1,2 bilhão ocorrida em julho do ano passado que não se repetiu este ano. Em contrapartida, as importações de plataformas de petróleo também caíram. No mês passado, o país importou duas plataformas no valor de US$ 3,3 bilhões, contra cinco plataformas que entraram no país em julho do ano passado.

Categorias

Todas as categorias de produtos registraram queda nas exportações em julho. As vendas de manufaturados recuaram 12,3% em relação às de julho do ano passado, com destaque para turbinas de aviação (-45,9%), veículos de carga (-33,6%), autopeças (-16,2%). Segundo Brandão, a crise na Argentina, o principal importador de bens industrializados do Brasil, continua a contribuir para a queda.

As exportações de semimanufaturados caíram 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, com destaque para óleo de soja bruto (-49,1%), catodos de cobre (-26,5%) e semimanufaturados de ferro e aço (-15,5%). A maior retração foi registrada nos produtos básicos, com queda de 16,7%. Além do petróleo e da soja, puxaram o recuo o minério de cobre (-32,7%), a carne de frango (-12,5%) e a carne bovina (-10,4%).

Meta anual

Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2018 em US$ 58,959 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado estima um superávit menor em 2019, motivado principalmente pela recuperação da economia, que reativa o consumo e as importações.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 52 bilhões para este ano. O Ministério da Economia projeta superávit de US$ 56,7 bilhões para o saldo da balança comercial em 2019.

Agência Brasil

 

RN tem saldo positivo de US$ 104 milhões na balança comercial de janeiro a novembro de 2017

O Rio Grande do Norte registrou saldo positivo na balança comercial de US$ 104 milhões de janeiro a novembro de 2017. Os números foram puxados, principalmente, pela produção irrigada de frutas. Nas exportações, destacam-se os melões (34,1%), melancias (7,5%) e castanha de caju (7,1%), enquanto o trigo e misturas de trigo representaram 27% dos produtos importados pelo estado.

O Nordeste totalizou US$ 15,3 bilhões em exportações de janeiro a novembro de 2017, aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa 7,7% no valor total das exportações brasileiras. Já as importações, registraram acréscimo de 9% e somaram US$ 17,7 bilhões.

Dentre as exportações, todas as categorias de produtos registraram expressivo crescimento. A venda dos produtos básicos, aqueles com menor valor agregado e mais próximos do estado natural, aumentou em 51%. A soja se mantém como principal produto exportado pela região, respondendo por 14% da pauta de exportação.

Além do Rio Grande do Norte, Bahia, Maranhão, Piauí e Alagoas registraram superávit na balança comercial. Os demais estados apresentaram déficit comercial impactados, principalmente, pelo peso das importações de combustíveis e lubrificantes.

As informações são do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste, com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

Balança comercial tem superávit recorde de US$ 7,6 bilhões em maio

Vendas de automóveis para o exterior cresceram 60% em maio. Agência Brasil

A balança comercial brasileira registrou um novo superávit recorde mensal em maio: US$ 7,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões). Segundo o Índice de Comércio Exterior da Fundação Getulio Vargas (FGV), no acumulado do ano, também foi anotado um recorde: US$ 29 bilhões (aproximadamente R$ 95 bilhões).

Em termos de valor, as exportações cresceram 13% em maio na comparação com maio de 2016. Os principais produtos exportados foram soja, minério de ferro e petróleo, mostrando a importância das commodities (matérias-primas cujos preços são determinados pela oferta e demanda mundial) para a balança comercial.

Automóveis têm destaque

Entre as manufaturas, o principal destaque da exportação ficou com os automóveis, cujas vendas cresceram 60% de maio de 2016 para maio deste ano, e agora representam 3,1% do total exportado pelo país.

Segundo a FGV, o bom desempenho das exportações brasileiras pode ser explicado tanto pelo aumento nos preços de cada produto (13%) quanto pelo volume, ou seja, pela quantidade de itens exportados (9%).

Apesar do volume de importações (quantidade de itens importados) também ter crescido (13%) até mais do que as exportações entre maio de 2016 e maio de 2017, o valor total das importações não cresceu tanto (9%) quanto o das exportações (13%), por conta da queda no preço dos produtos importados (-1,6%).

Agência Brasil

Balança comercial tem déficit de US$ 2,8 bi em fevereiro, pior saldo para o mês em 35 anos

A balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 2,842 bilhões em fevereiro, o pior resultado para o mês desde 1980. As exportações somaram US$ 12,092 bilhões e as importações, US$ 14,934 bilhões.

EC-exclusivo-Santossp01102013EmbraportEspecial-sobre-o-conflito-entre-a-Embraport-e-o-Sindicato-dos-Estivadores.-Na-foto-navio-carregado-de-container-.-Foto-Eliaria-AndradeAgencia-o-GloboExportações podem cair e deixar a balança comercial negativa – Eliária Andrade / Agência O Globo

No acumulado do ano, houve um saldo negativo de US$ 6,016 bilhões, ante US$ 6,196 bilhões no primeiro bimestre de 2014. As vendas externas foram de US$ 25,796 bilhões e os gastos no exterior atingiram US$ 31,812 bilhões.

Em fevereiro, houve redução dos embarques das três principais de produtos: 22,7% para básicos; 11,1% em manufaturados; e 2,3% no caso de semimanufaturados. Entre as maiores quedas, destacam-se as que ocorreram em soja em grão (72,2%), minério de ferro (35,7%), açúcar refinado (19,9%) e açúcar em bruto (44,6%).

Como reflexo da baixa atividade econômica, as importações também caíram: combustíveis e lubrificantes, 20,3%; bens de capital, 8,0%; bens de consumo, 6,8%; e matérias-primas e intermediários, 3,0%. No segmento de bens de consumo, as maiores baixas se deram com eletrodomésticos, automóveis, bebidas e tabaco.

Os Estados Unidos foram os principais compradores de produtos brasileiros no mês passado, com uma parcela de US$ 1,791 bilhão no total de divisas. A China ficou em segundo lugar, seguida por Argentina, Países Baixos e Alemanha.

Entre os principais mercados fornecedores de produtos para o Brasil, os chineses ficaram na primeira posição, com US$ 2,769 bilhões. Os EUA assumiram o segundo lugar, seguidos por Argentina, Alemanha e Nigéria.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. expedito junior disse:

    Eh culpa do FHC.

  2. Carvalho disse:

    Fruto da super ultra mega giga incompetência do governo do PT.
    Ou é só muita incompetência ou o PT está deliberadamente destruindo o Brasil.

Balança comercial registra em novembro o pior resultado desde 1994

B3yb6U6CUAA6J_4Em mais um capítulo de deterioração dos números, a balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 2,350 bilhões em novembro, o pior resultado desde o início da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 1994. As exportações somaram US$ 15,646 bilhões e as importações, US$ 17,996 bilhões.

No acumulado do ano, o comércio exterior apresentou um saldo negativo de US$ 4,221 bilhões, o maior desde 1998, período em que a conta ficou no vermelho em US$ 6,112 bilhões. As vendas externas totalizaram US$ 207,611 bilhões e as importações, US$ 211,832 bilhões.

Sem os embarques da safra de grãos e fortemente afetada pela queda dos preços das commodities no mercado internacional, as exportações realizadas em novembro caíram 25% ante o mesmo mês do ano passado. As vendas externas de soja diminuíram 76,6%; minério de ferro, 47,5%; fumo em folhas, 43,2%; e milho em grão, 32,4%.

O cenário externo é outro fator determinante para o desempenho ruim das exportações, principalmente de produtos industrializados, que ainda enfrentam perda de competitividade em terceiros mercados por causa do real valorizado frente ao dólar. As vendas de manufaturados caíram 31,7% e de semimanufaturados, 6,2%. As maiores baixas ocorreram com óleos combustíveis (55,3%), veículos de carga 46,8%), açúcar refinado (40,4%) e automóveis (39,8%).

IMPORTAÇÕES CAEM A TAXA MENOR

Como reflexo do baixo aquecimento da atividade econômica, as importações tiveram uma queda de 5,9% em novembro, com reduções em todas as categorias de itens, à exceção de combustíveis e lubrificantes que tiveram alta de 9,8% ante o mesmo mês de 2013. As compras de bens de consumo diminuíram 9,3%; de matérias-primas e intermediários, 8,3%;e de bens de capital, 8,1%.

Em termos de países, os principais mercados compradores de produtos brasileiros foram, em ordem decrescente, Estados Unidos, China, Argentina, Países Baixos e Alemanha. Do lado dos maiores fornecedores ao Brasil, lideraram o ranking China, EUA, Argentina, Alemanha e Nigéria.

Nos últimos doze meses, a balança registrou um déficit acumulado de 1,572 bilhões, o que indica que o resultado do comércio exterior este ano poderá ser negativo. Mas uma avaliação mais detalhada será feita ainda nesta segunda-feira, pelos técnicos do MDIC, após a entrevista coletiva do ministro indicado da pasta, Armando Monteiro, que substituirá Mauro Borges no cargo.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vicente inocente disse:

    Mortalidade infantil: taxa cai pela metade em 10 anos.
    A taxa de mortalidade infantil caiu pela metade em um período de dez anos, informou nesta segunda-feira 1º o IBGE. Em 2013, a taxa de mortalidade infantil (até 1 ano de idade) ficou em 15 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos de idade), em 17,4 por mil.

  2. GEORGE disse:

    CULPA DE FHC, EITA PSDB INCOMPETENTE.
    VIVA O PT O PARTIDO QUE ASSUMIU PARA MORALIZAR A POLÍTICA E ACABAR COM A CORRUPÇÃO.
    VIVA O PT O PARTIDO QUE VAI MOSTRAR COMO SE ADMINISTRA UM PAÍS E O FAZ CRESCER