Confinamento por causa do coronavírus é ‘o maior experimento psicológico da história’, diz especialista em trauma, que alerta “bomba relógio” que pode custar caro ao mundo

FOTOS: CECILIA TOMBESI/GETTY

Estima-se que pelo menos 2,6 bilhões de pessoas foram colocadas sob alguma forma de quarentena em março. Isso representa um terço da população mundial.

Em meados de junho, a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, já havia contaminado mais de 9 milhões de pessoas e matado pelo menos 470 mil.

Alguns países da Europa e Ásia começaram a relaxar suas medidas de contenção, mas na América Latina muitos continuam com severas restrições.

Esses longos meses de confinamento podem levar a consequências psicológicas em grande parte da população.

Segundo Elke Van Hoof, professora de psicologia da saúde na Universidade de Vrije, em Bruxelas, e especialista em estresse e trauma, estamos diante do “maior experimento psicológico da história”.

A falta de atenção das autoridades à assistência psicológica durante a pandemia fará o mundo pagar o preço, diz ela.

A seguir, veja trechos da entrevista de Elke Van Hoof à BBC Mundo, feita por telefone.

BBC Mundo – O que a pandemia pode nos ensinar sobre como as pessoas respondem à adversidade?

Elke Van Hoof – Primeiro, que somos resilientes, ou seja, a maioria de nós conseguiu se reinventar e recriar nossas vidas da melhor maneira possível durante a quarentena.

Elke Van Hoof, professora de psicologia da saúde na Universidade de Vrije, em Bruxelas, e especialista em estresse e trauma. FOTO: INGE WACHTELAER

Temos forças para nos tornar a melhor versão de nós mesmos, independentemente da situação difícil em que nos encontramos. Então, há uma mensagem de esperança.

Segundo, temos as habilidades e o treinamento para melhorar ainda mais, porque podemos treinar as pessoas para terem resiliência.

Poderíamos estar mais bem preparados se tivéssemos abordado a importância da saúde mental antes da covid-19.

Infelizmente, não vi a saúde mental recebendo a atenção adequada nos meses em que estivemos na pandemia. E acho que é certamente algo necessário, porque existe a possibilidade de que isso aconteça novamente.

Pode haver muitos obstáculos para a saúde mental daqueles que enfrentaram a doença em unidades de terapia intensiva ou têm um membro da família doente.

Aí vemos que existe um alto nível de estresse tóxico que devemos abordar e que precisamos monitorar. Também prevemos que haverá uma reação tardia nessa população, de três a seis meses após o final da pandemia.

Portanto, ainda não temos uma boa imagem do escopo do que estamos enfrentando. Esse período de pandemia e a longevidade das possíveis consequências é algo para o qual não estamos bem preparados. É realmente um grande desafio.

BBC Mundo – Por que diz que a quarentena é o maior experimento psicológico da história?

Van Hoof – Porque não sabemos como as pessoas vão reagir. O surto de Ebola, foi local, em menor escala e apenas em alguns países.

Agora, temos empresas que tiveram que fechar e um terço do mundo está confinado. Portanto, não temos um modelo, não sabemos o que vai acontecer. E isso para mim é a definição de um experimento.

BBC Mundo – Quais podem ser as consequências psicológicas?

Van Hoof – A quarentena tem algumas possíveis consequências mentais. A primeira pode ser a pessoa ter a sensação de estar sobrecarregada, não ser capaz de lidar (com obrigações), ter problemas para dormir, ficar mais irritada…

Se você tem uma estrutura familiar, não está sozinho. Mas se você não tiver, tudo se torna bastante solitário. Muitas pessoas estão em quarentena há mais de dois meses, apenas com o contato social de ir ao supermercado ou conectar-se online em uma reunião ou encontro social. Então, os sentimentos de solidão aumentaram muito.

Ao mesmo tempo, quando somos atingidos por uma pandemia de tal magnitude, também tendemos a ser mais solidários e a ter um maior sentimento de coesão social, porque todos sentimos o mesmo. Existem más consequências, mas também existem algumas que dão esperança.

Mas com pessoas vulneráveis ​​é outra coisa. Existe um alto risco de que suas condições tenham progredido ou de que terão de enfrentar desafios adicionais. Falo de abuso de substâncias, vítimas de abuso físico ou de abuso de poder. Veremos quais são as consequências em alguns meses.

Os números variam em todo o mundo, mas existe o risco de a violência aumentar em casa. Esse não é um sinal bom, pois indica que a quarentena tem um efeito severo nas pessoas. Existem muitas incertezas e é por isso que acho que o que está acontecendo deve ser monitorado de perto para que possamos nos adaptar o mais rápido possível.

Precisamos garantir que exista um sistema de atendimento psicológico bem coordenado, que permita às pessoas resolver seus problemas por conta própria, mas para que também possam procurar ajuda para pessoas ou familiares que estão com problemas.

BBC Mundo – É possível que pessoas desenvolvam distúrbios com estresse pós-traumático, como observamos em guerras?

Van Hoof – Sim. Se olharmos para as pesquisas que existem hoje, vemos que o nível de estresse está alto. No entanto, acreditamos que apenas uma pequena porcentagem desse nível de aumento se transformará de fato em transtorno de estresse pós-traumático aproximadamente de 5 a 10%.

E existem certos grupos de risco que podemos identificar. Os mais óbvios são as pessoas que trabalham na área da saúde porque estão na linha de frente.

Há também aqueles com membros da família que foram afetados ou que morreram devido à covid-19. E também mulheres com crianças pequenas, jovens e adultos jovens, porque não suportam o confinamento.Portanto, há vários grupos de alto risco que podem ser identificados. Mas os números ainda não estão claros e só saberemos com certeza em um ano, eu acho.

BBC Mundo – Que sintomas devem causar alerta?

Van Hoof – Uma pessoa pode desenvolver qualquer sintoma. Entre eles: sentir-se mais ansioso, sentir pressão no peito, falta de ar, não dormir bem, ficar mais irritado, ficar muito emotivo…

Temos que enfatizar que essas são reações normais a uma situação excepcional e é um sinal de que o corpo e o cérebro estão tentando se adaptar à nova realidade.Mas quando ficar alerta? Quando a pessoa não consegue mais funcionar normalmente em sua rotina. É aí que é bom procurar ajuda, e pode ser autoajuda ou apoio profissional.

Em muitos países, há sites nos quais uma pessoa que não está se sentindo bem pode obter ajuda. Uma boa ferramenta para saber quando você está em uma zona vermelha (alerta) é o que chamo de “pontuação APGAR (pela sigla em inglês)”, que normalmente é usada para monitorar crianças pequenas e que agora adaptamos como uma ferramenta para saber quando alguém precisa fazer alguma coisa sobre seu emocional.

APGAR significa “aparência, desempenho, crescimento, emoções e relacionamentos”.

A aparência se refere a que você não pareça estar bem porque não está dormindo ou se cuidando durante esse período, enquanto o desempenho pode ser baixo ou alto e funciona tanto no trabalho quanto em casa.

Crescimento é a capacidade e vontade de adquirir novas informações. Se você geralmente entende as coisas razoavelmente rápido e de repente se vê dizendo: “eu não estou entendendo o que estão tentando me dizer” e pede para as pessoas repetirem as coisas três vezes e ainda assim você não entende pode ser sinal de que seu cérebro não está tendo a capacidade ou a vontade de assimilar novas informações.

As emoções dizem respeito a como você as controla, se fica mais emotivo, mas também se mostra uma resposta mais agressiva. E os relacionamentos estão ligados a uma mudança dramática na maneira como você se relaciona com outras pessoas. Pode ser que você fique mais solitário ou procure outras pessoas porque tem medo de ficar sozinho.

A regra geral é que, se pelo menos dois desses cinco denominadores pararem de funcionar abruptamente, você deve procurar ajuda, pois pode estar sofrendo de estresse tóxico.

BBC Mundo – Por que diz que é necessário prestarmos atenção aos tratamentos psicológicos, do contrário, sofreremos consequências?

Van Hoof – Se não prestarmos atenção suficiente e dermos uma reação tardia ao estresse tóxico, as pessoas ficarão mal e não conseguiremos fazer a economia funcionar novamente. As empresas fecharam e, para recuperar a economia e prosperar novamente como sociedade, precisamos que as pessoas se sintam bem, sem estresse ou esgotamento. Portanto, se não prestarmos atenção suficiente à saúde mental, não haverá resiliência. Se não reagirmos rapidamente a possíveis problemas que as pessoas possam sofrer, teremos uma bomba-relógio. Essas pessoas são as mesmas de que precisamos para dirigir nossa sociedade após o confinamento.

BBC Mundo – No início da pandemia, você fez uma pesquisa para descobrir os efeitos do confinamento na saúde mental dos participantes. Que resultados observou até aqui?

Van Hoof – Cerca de 50 mil pessoas de todo o mundo participaram da pesquisa online. Os resultados mostram que tivemos uma queda geral na resiliência de nossa população de 10%. E registramos um aumento nos níveis de estresse tóxico na população geral de mais de 10%. Cerca de 30%, ou 1 em cada 3 pessoas, se sentem muito estressados. E isso é muito.

BBC Mundo – É tarde demais para agir?

Van Hoof – Nunca é tarde demais, mesmo que um país não esteja fazendo nada no momento. Você sempre ganha quando se encaminha para melhores cuidados de saúde mental para a população em geral. Temos muitas ferramentas, como assistentes sociais, psicólogos e autoajuda. Se você tentar os métodos de autoajuda três vezes e eles não funcionarem, é bom procurar ajuda profissional. Pergunte ao seu clínico geral e ele poderá encaminhá-lo para o melhor atendimento psicossocial possível. Não duvide.

BBC

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fábio disse:

    Detalhe: não é DEIXA, o correto é deixe.
    Fica a dica.

  2. Fábio disse:

    Zanoni, a 2° grande guerra foi MUNDIAL.
    Análise rasa, com todo respeito foi o seu comentário.
    Começou na Europa, em 1939, se alastrou pelo mundo.
    Acabou em maio de 1945, com aproximadamente 50 milhões de mortes.

  3. Fábio disse:

    Sei não.
    Morar em Londres durante a segunda grande guerra , por exemplo, deve ter sido pior.
    Sem comida, sem energia, com bomba todo dia e toda noite caindo na cabeça, sem falar no número imenso de mortes tanto nas cidades como no campo de batalha…
    Sei não, a humanidade saiu do eixo.
    Ficamos muito fracos.

    • Zanoni disse:

      Deixa de fazer análise rasa das questões. Estão falando de uma questão global, não local.

Contas públicas têm maior déficit da História, de R$ 126,6 bi, com gastos para combater coronavírus

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que deixará o cargo em julho Foto: Adriano Machado / Reuters

As contas públicas brasileiras registraram déficit de R$ 126,6 bilhões em maio, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira. O número é o pior da serie histórica, iniciada em 1997, considerando todos os meses.

O resultado foi impactado principalmente pela queda na arrecadação causada pelas ações de combate à crise do coronavírus.

Apesar de recorde, o número veio melhor que as expectativas de analistas, que projetavam que as contas ficariam em R$ 140 bilhões no vermelho, segundo relatório Prisma Fiscal.

Em maio de 2019, o rombo havia sido de R$ 14,7 bilhões. Ou seja, o dado deste ano é oito vezes o do ano passado.

No acumulado do ano, o saldo está negativo em R$ 222,5 bilhões, também o pior da série. Em 2019, o déficit no mesmo período foi de R$ 17,5 bilhões.

Os números correspondem à diferença entre arrecadação e despesas no chamado governo central, que não inclui estados e municípios.

A conta, que não abrange os gastos para pagar a dívida pública, engloba Tesouro, Banco Central e Previdência Social.

Gastos contra pandemia

A equipe econômica já espera que o país tenha um rombo fiscal recorde neste ano, por causa dos gastos emergenciais com a pandemia.

Até hoje, foram autorizados R$ 404,2 bilhões em despesas extras, dos quais R$ 208,7 bilhões foram efeticamente desembolsados.

A principal despesa é o auxílio emergencial de R$ 600, pago a trabalhadores informais e autônomos. O programa custa, até agora, R$ 152 bilhões. Esse número, no entanto, deve aumentar porque o presidente Jair Bolsonaro já confirmou que o benefício será prorrogado.

Programas sociais

Em nota, o Tesouro descartou prorrogar de forma permanente programas sociais, porque isso levaria o governo a elevar impostos.

“Nos últimos meses teve início um debate sobre a necessidade ou não de alguns programas temporários este ano se transformarem em programas permanentes. Não há espaço fiscal para a criação de novas despesas obrigatórias no Brasil sem que haja um forte aumento de carga tributária”, afirma o comunicado.

A pasta se refere a propostas para criar no Brasil a chamada renda básica universal, que ganhou força após o agravamento da crise e a necessidade de proteger a população mais vulnerável.

A equipe econômica trabalha na elaboração de uma proposta chamada Renda Brasil, espécie de reformulação do Bolsa Família.

O benefício, no entanto, deve ser baseado na revisão de outros programas, como o abono salarial, considerado pouco efetivo no combate à pobreza.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justus disse:

    Desinformação é jogo duro, né Soraya?

  2. Soraya disse:

    Metade desses gastos foi para comprar o centrão.

FOTOS: Assembleia Legislativa do RN realiza primeira sessão remota da história

Fotos: Eduardo Maia

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou nesta terça-feira (7), pela primeira vez na história do Parlamento Estadual, uma sessão plenária remota usando plataforma de videoconferência. Os deputados estaduais se reuniram pela internet para deliberar, discutir e votar projetos. O expediente presencial da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte está suspenso desde o dia 18 de março até dia 30 de abril, como medida para evitar o avanço do novo Coronavírus (Covid-19) no Estado.

O Brasil é o primeiro país no mundo a fazer votação remota em seu Parlamento. A Assembleia do RN segue o exemplo de outras Casas Legislativas pelo país, que já começaram a adotar a medida, como o próprio Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados regulamentou o Sistema de Deliberação Remota (SDR) este mês e está em uso, assim com o Senado. As Assembleias Legislativas de Espírito Santo, Florianópolis, Alagoas, Mato Grosso, São Paulo, Amapá, Paraná, Amazonas, Bahia, Santa Catarina, Ceará, Goiás são alguns dos exemplos que seguiram a mesma iniciativa.

A medida, segundo o presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), visa dar condições ao Parlamento para debater e aprovar projetos importantes que podem auxiliar as ações de combate à pandemia nesse período de isolamento social. “Estamos assegurando a tramitação de projetos de lei desenvolvidos pelos deputados estaduais e as medidas adotadas pelo Legislativo no Rio Grande do Norte, preservando a saúde dos parlamentares, servidores e população, minimizando os riscos das sessões presenciais”, observa Ezequiel.

De acordo com o diretor de Gestão Tecnológica da Casa, Mario Sérgio Gurgel, pelos procedimentos instituídos no SDR, serão admitidos pronunciamentos referentes ao tema pautado, pelo prazo improrrogável de 5 minutos, de acordo com o Regimento Interno. Semana passada, os deputados estaduais passaram por treinamento online e cadastramento do equipamento para instalar o aplicativo desenvolvido internamente pela Diretoria de Gestão Tecnológica da Assembleia potiguar – aprovado de acordo com as regras do Senado Federal. Além do SDR, a Diretoria de Gestão Tecnológica desenvolveu um aplicativo com senhas criptografadas e reconhecimento facial, elevando a segurança cibernética e jurídica ao processo legislativo de votação.

Os 24 deputados da Casa podem participar das sessões plenárias através de qualquer dispositivo digital, sejam eles desktops, notebooks, tablets ou mesmo smartphones. A Assembleia Legislativa manterá o protocolo durante a sessão virtual de modo a dar acesso à população ao que é deliberado entre os parlamentares. As sessões serão transmitidas pela TV Assembleia, no canal aberto 51.3, no site da ALRN e nas redes sociais @assembleiarn.

ALRN

R$ 4,80: Pânico por coronavírus leva dólar a bater a maior cotação nominal da história

David Dee Delgado/Getty Images

Em meio ao pânico que tomou os mercados financeiros globais, o dólar abriu o dia em forte alta de 3,7% e chegou a encostar no patamar de 4,80 reais. É a maior cotação nominal da história e reflete a forte desvalorização do real em relação à principal moeda global. Desde o início do ano, a moeda brasileira é a que mais cai no mundo. A comparação é feita com o papel de outros 40 países que possuem influência sobre o comércio global. Desde a virada do ano, o real perdeu 19,4% de valor frente ao dólar.

O choque acontece devido à histeria global perante o avanço do coronavírus (Covid-19) e às decisões erráticas de governos. No domingo, a Arábia Saudita, em retaliação à Rússia, decidiu depreciar em 10% o preço do petróleo. Isso derrubou as cotações da commodity, que chegaram a cair 30% durante o domingo, 8. Às 9h30, o óleo tipo Brent, comercializado em Londres (Reino Unido), cai 22,3%, cotado a 35,2 dólares. Por isso, no exterior, os papeis da Petrobras já afundam quase 20%.

A disparada do câmbio forçou o Banco Central a intervir cedo. Às 9h10 anunciou um leilão de 3 bilhões de dólares, à vista. Ou seja, está injetando diretamente no mercado moeda estrangeira. O leilão à vista tem dois objetivos: disponibilizar dólares aos bancos, para que não aconteça um estresse maior devido à falta de liquidez, e suavizar a volatilidade no mercado cambial. Após o leilão, a alta refluiu. Às 9h50, o dólar era comercializado a 4,73 reais — um avanço de 2,1% em relação ao fechamento de sexta-feira, 6.

A alta do dólar prenuncia um dia agitado na bolsa brasileira. O índice futuro do Ibovespa afunda 10%. Caso isso se reflita no pregão do índice corrente, a B3 precisa deflagrar o chamado Circuit Breaker — quando todos os negócios são interrompidos por meia hora. Após o retorno, caso caia mais 5%, um novo Circuit Breaker é acionado por uma hora. Se no total a bolsa cair 20%, os negócios são interrompidos por todo o dia. A Petrobras, que derrete no exterior, é o papel com maior peso no Ibovespa: 10,8%.

Veja

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ceará-Mundão disse:

    A crise é mundial. Bolsas caindo e dólar subindo em TODO canto. Mas tem problemas que só existem no RN. Por exemplo, hospitais fechando, salários de servidores atrasados, reforma da previdência (aquela que Fatão dizia não ser necessária), economia do estado em queda livre, aumento do piso dos professores (que Bolsonaro concedeu e Fatão não quer pagar)… E cadê os sindicalistas PELEGOS, não vão fazer nada a respeito?

    • Cristian disse:

      Seus malabarismos mentais o fazem ser cotado para o cirque du soleil.

    • Diógenes disse:

      Vc que é do Ceará explique aí por que a economia de seu estado é tão solida? Seria devido às gestões anteriores dos Ferreira Gomes?

  2. Fábio disse:

    O dólar já vinha batendo recordes seguidos antes mesmo do coronavírus.
    Aqui temos o bolsonavírus…

    • Ojuara disse:

      E durante 16 anos, o vírus mais poderoso que já surgiu foi, vírus Luladrao- 9, contaminou todo um partido PT e seus apoiadores. Mas esse virus é muito antigo e ele é disseminado em toda classe política.

    • Chico da burra disse:

      Que é uma mutação do Lulaladrãovirus

Câmara Municipal de Parnamirim tem maior bancada feminina de sua história

Foto: Divulgação

Quase 30 anos depois da eleição das duas primeiras mulheres para o posto de vereadora na Câmara Municipal de Parnamirim, o parlamento parnamirinense tem a maior bancada feminina de sua história – com seis mulheres eleitas.

Percentualmente, a representatividade aumentou bastante, de 14,3%, em 1992 – primeira legislatura com vereadoras eleitas –, para 30% na atual. Contudo, esse recorde está abaixo da meta estipulada pela ONU (Organizações das Nações Unidas), que seria de 50%, ou seja 9 do total das 18 vagas.

Para as eleições de 2020, a Emenda Constitucional (EC) nº 97/2017 determinou o fim das coligações. Com isso, cada partido deverá, individualmente, indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer no pleito no ato do pedido de registro de candidaturas à Justiça Eleitoral. No entanto, a cota garante as candidaturas, mas não a eleição das mulheres para os legislativos municipais, estaduais e federal.

Conheça as vereadoras da atual legislatura:

*Ana Michele – É enfermeira e possui Doutorado em Saúde Coletiva. Exerce seu primeiro mandato e é a 1º Secretária da Comissão Permanente de Saúde, Educação e Assistência Social na atual legislatura, dentre outras atribuições.

*Fativan Alves (PSDB) – É pedagoga e atualmente está em seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Parnamirim e é integrante da Comissão Permanente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente.

*Kátia Pires (DEM) – É advogada e pós-graduanda em Direito Público. Atua como presidente da Comissão Permanente de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira e está em seu quinto mandato, além de ser líder do governo na Câmara.

*Raimunda Nilda (PRP) é Pedagoga e especialista em Gestão Escolar, está em seu primeiro mandato e atua como membro da Comissão Permanente de Saúde, Educação e Assistência Social.

*Rhalessa de Clênio (PODEMOS) – É bacharel em Direito, pós-graduada em Gestão Pública. Em seu primeiro mandato, é presidente da Comissão Permanente de Constituição, Legislação e Redação Final e membro da Comissão Permanente de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira.

*Vandilma Oliveira (MDB) – É professora e está no exercício de seu primeiro mandato. Na Câmara Municipal, ela é presidente da Comissão Permanente de Saúde, Educação e Assistência Social e é a única mulher a participar da Mesa Diretora da Casa.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nino disse:

    Devem atuar apenas na camara municipal e no centro de Parnamirim, pois já moro a mais de 10 anos no Parque das Nações e nunca ouvi falar em nenhuma delas, que eu saiba não tem projetos nenh para estás bandas, quem sabe este ano de eleição mandem ao menos uma foto, kkkkkk

“Ficção alucinada”, diz Pedro Bial sobre história narrada por Petra Costa em “Democracia em Vertigem”

FOTO: REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Pedro Bial comentou, em entrevista à Rádio Gaúcha, o documentário “Democracia em Vertigem”, peça de propaganda petista dirigida por Petra Costa que disputará o Oscar no próximo domingo.

O jornalista disse que Petra é uma “ótima cineasta”, mas acabou transformando o documentário em uma “ficção alucinada”.

“Você cria uma relação de causa-consequência entre coisas que não tem a menor relação causal. O filme é todo assim”, criticou. “Vai contando as coisas, me desculpem a expressão, num pé com bunda danado.”

Bial disse mais:

“É uma menina querendo dizer para a mamãe dela que ela fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens de mamãe, a inspiração de mamãe. ‘Somos da esquerda, somos bons. Nós não fizemos nada’.”

Com informações de Zero Hora e O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Neco disse:

    -A Andrade Gutierrez pagou propina ao PT;
    -A 'herdeira' da AG ataca quem atacou o PT.
    Fim

  2. Antônio Marques disse:

    Quando um contratado de rede globo faz esse tipo de comentário, nem precisa desenhar, mais evidente impossível.
    Não basta toda corrupção e desgraça que vem sendo provada em uma centena de processos criminais contra políticos da esquerda, eles querem mudar a história, contar versões invertendo a realidade, inocentando quem tem toda culpa, chamando de inocente corruptos de alta periculosidade.

  3. Humberto disse:

    Para um comentário feito por um especialista em Big Bosta da Rede Esgoto, não há o que se comentar.

PM realiza maior promoção da história da corporação

FOTO: ELISA ELSIE/ASSECOM/RN

“Fizemos um esforço extraordinário e colocamos a segurança pública como prioridade do governo”, assegurou a governadora Fátima Bezerra ao participar da solenidade de promoção dos 2.676 praças da Polícia Militar, realizada nesta quinta-feira (30), no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no bairro do Tirol. Atualmente, a corporação conta com pouco mais de 7,3 mil agentes ativos. Recentemente, o quadro de oficiais da PM-RN também teve promoções efetivadas.  No dia 27 de dezembro de 2019, foram promovidos 86 oficiais: 49 capitães, 23 majores, 12 tenentes-coronéis e dois coronéis.

Baseada na Lei de Promoção de Praças, publicada em 2014, essa foi a maior promoção da história da corporação: 1.655 policiais foram elevados ao posto de cabo, 395 cabos ao de 3º sargento, 198 ao de 2º sargento, 200 ao de 1º sargento e 228 ao de subtenente. “Fiz questão de estar aqui para partilhar com vocês esse momento tão importante para todos nós. O Governo está fazendo a maior promoção que já foi realizada na PM. Para que eu pudesse sancionar a lei que está permitindo essa promoção, foi preciso que tenhamos feito um esforço enorme no orçamento”, explicou.

Fátima também se referiu ao termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre Governo do RN e Ministério Público Estadual (MPE) para a convocação de uma nova turma de formação de praças da Polícia Militar do RN (PM-RN), ampliando a quantidade de mulheres incluídas no processo. O edital, seguindo uma legislação da década de 1990, havia reservado para o público feminino apenas 62, das mil vagas.

A nova turma de formação, segundo o termo, incluirá todos os aprovados nas seis etapas da seleção que não entraram na primeira chamada. A quantidade de candidatos aprovados que serão chamados para a turma de 2021 ainda será definida, pois depende diretamente do prosseguimento da atual formação. Ao fim do processo seletivo foram aprovadas 1.339 pessoas, sendo 1.070 homens e 268 mulheres.

A chefe do Executivo estadual acatou a sugestão da deputada estadual Isolda Dantas, presente à solenidade, que lhe entregou um documento-base para um projeto de lei que equipara a participação da mulher na PM. “Vamos mandar esse projeto para a Assembleia Legislativa no intuito de derrubar a legislação que limita a participação da mulher na PM e acabar com essa história de diferenças de gênero na corporação. Nossa missão é construir um mundo de igualdade”, afirmou.

A mudança de posto assegura a evolução da carreira dos policiais e valoriza a categoria, conforme destacou o comandante, Coronel Alarico Azedo. “Trata-se de um direito conquistado, que além de valorizar a autoestima dos profissionais, também oferece condições para que cada um tenha mais responsabilidade para melhor desenvolver o seu trabalho e da segurança pública como um todo”, afirmou.

Participaram da solenidade de promoção o vice-governador Antenor Roberto; os secretários, titular e adjunto, da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (Sesed), Coronel Francisco Araújo e delegado Osmir Monte; a deputada estadual Isolda Dantas; o deputado estadual Raimundo Fernandes; além dos comandantes de todas as unidades da corporação.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Çey... disse:

    E se o BG for mesmo candidato a prefeito… já está tentando conquistar o apoio da Governadora. O Blog está mais para site oficial do Governo (sem o princípio da impessoabilidade). Queira não BG! Queira não! É queimação pra você esse apoio!

  2. Silvio. disse:

    E o salário sobe também??

  3. Carlos disse:

    Dá nojo vendo o povo querendo dá uma de esperto e os políticos, judiciário e mitares cada vez se dando bem sobre os babacas.

  4. Carlos disse:

    Filhas solteiras de magistrados ganham as pensões do país quando vem a óbito para o resto de suas vidas, igual a dos militares e quem por isso são inteligentes brigando entre si por sigla partidária e político a ou b. Se lasquem, paguem essa conta e morram.

  5. Carlos disse:

    Se lasque todo mundo. Estou de saco cheio vendo o povo brigar por político e sigla partidária. Esquecem o principal que é brigar por um retorno em educação, oportunidade justa de emprego etc

    • Brasil e RN acima de tudo disse:

      Perfeito Carlos, a maioria se mata por político X ou Y, mas esquecem de lutar por si mesmos.

  6. Sincero disse:

    E a mamata dos milicos só aumenta

  7. Antonio Turci disse:

    É de lascar. O cidadão é ficha limpa, elege-se Presidente da República com mais de 55 milhões de Votos e ainda tem gente que diz "presidente por acidente." É lasca….

  8. Palmeiras disse:

    Parabéns Fátima mais uma vez o pt sempre trabalhando e não mentindo igual ao governo federal, presidente por acidente

    • RMS disse:

      DEVEMOS TIRAR O CHAPÉU E RECONHECER, POREM A VERBA ESTA VINDO DE ONDE? O RN ESTA RECEBENDO OS MAIORES RECURSOS FEDERAIS DA HISTORIA,. PARABÉNS AO NOSSO PRESIDENTE, E JÁ VOU DIZENDO, TEM MAIS 7 ANOS DE GOVERNO.

    • Bento disse:

      Isto significa aumento em seus soldos.
      Começarão a receber a partir de quando?

    • Manoel disse:

      KKK. Gostei de PIADA! Vamos aguardar a reforma da providência que o PT e Fátima sempre foram contra e diziam que não precisava… Ela já está sendo a favor da reforma da previdência aqui no RN… E vc ainda fala que não mentem???

    • Brasil e RN acima de tudo disse:

      RMS, o governo federal não paga promoções e nem salários da PM não, ele pode mandar bilhões em recursos, mas salários, quem tem que "pagar" é o governo do estado.

    • Cabo 70 disse:

      Esperar ela pagar o salário e o décimo de dezembro de 2018 que ela prometeu, as diárias do carnaval que não chegaram na conta do pessoal do interior, a diferença de cabo desde dezembro e implantar os vincendos aos promovidos… até agora mais de 700 já entraram na justiça… eu como não acredito sou o 701… fiquem esperando ela pagar. A Fé nesse país é mais livre que a democracia.

  9. REINALDO disse:

    Reinaldo
    Qual é o posto na PM DEPOIS DE CORONEL, Já tem general na PM do RN ?

  10. M.D.R. disse:

    E o funcionalismo na SARJETA.

Ano de 2019 foi o segundo mais quente da história

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ano de 2019 foi o segundo mais quente da história, de acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas da União Europeia. A segunda década do século 21 foi a mais quente desde o início dos registros.

Os dados divulgados pelo Copernicus Climate Change Service mostram que as temperaturas mundiais em 2019 ficaram abaixo das de 2016.

Já em um recorte por continente, 2019 foi o ano mais quente na Europa desde o início do registro de dados.

“Os últimos cinco anos foram os mais quentes já registrados e a última década foi a mais quente já registrada”, afirmou Jean-Noel Thepaut, diretor do centro Copernicus, citado pela AFP.

As temperaturas gerais em 2019 ficaram 0,6 graus Celsius (°C) mais quentes que a média de 1981 a 2010 e a temperatura da Terra, nos últimos cinco anos aumentou entre 1,1°C e 1,2°C do que no período pré-industrial.

O Copernicus Climate Change Service afirma que as concentrações atmosféricas de carbono continuam aumentando, tendo atingido os seus níveis mais altos, no ano passado.

O aumento da temperatura acontece um ano depois que as Nações Unidas afirmaram que as emissões de gases de efeito estufa precisavam cair cerca de 7,6% a cada ano, até 2030, com o objetivo de limitar o aumento das temperaturas para 1,5°C.

Agência Brasil

Relâmpago que atingiu Rio Grande do Sul pode ter sido o maior da história

FOTO: (NASA/ESA/Reprodução)

A maioria dos relâmpagos que despontam na atmosfera terrestre tem entre 6 e 10 quilômetros de altura. Mas, desde a década de 1950, cientistas sabem que descargas elétricas podem alcançar uma extensão ainda maior – superando fácil a marca dos 100 km de largura quando se espalham horizontalmente pelo céu.

Décadas mais tarde, com a ajuda satélites de medição mais precisos e a descoberta dos sprites, clarões que ocorrem durante tempestades em altitudes de até 90 km da superfície, despontaram evidências de raios bem mais compridos. Em 2007, um relâmpago com 321 km de largura foi registrado no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos.

Esse recorde foi novamente superado dois anos atrás – de novo, com um relâmpago avistado no estado americano de Oklahoma. É o que pesquisadores descrevem em um novo estudo, publicado na revista da Sociedade Meteorológica Americana no último dia 16 de outubro.

Um relâmpago com 500 quilômetros atingiu o norte do Texas na manhã do dia 22 de outubro de 2017 – mais precisamente 1:13 da manhã, fruto de uma sequência de tempestades que se formaram a partir de uma frente fria. O clarão se estendeu pelos estados de Oklahoma e Kansas, no sudoeste dos Estados Unidos, iluminando no total 67,845 quilômetros quadrados. Não é pouca coisa. A distância percorrida pelo raio seria suficiente para cruzar a Suécia de leste a oeste – ou fazer o percurso entre a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, até o Rio de Janeiro.

Além de usar detectores posicionados em estações de observação na Terra, a equipe envolvida na pesquisa analisou dados captados pelo GLM (sigla em inglês para Mapeador de Relâmpagos Geoestacionário). A ferramenta está a bordo de dois satélites, GOES 16 e GOES 17, lançados ao espaço em 2017 e 2018, respectivamente.

A peculiaridade da descoberta fez a imprensa mundial tratar o tal relâmpago como o mais extenso da história – como você pode conferir no título deste texto ou deste outro. O problema é que o tamanho do mega-raio descrito no estudo não foi reconhecido pela Organização Meteorológica Mundial. Então, ainda não dá para configurá-lo como um recorde oficial.

E antes mesmo que se estabeleça como o novo número a ser batido, o tal raio americano de 500 quilômetros já teve seu posto ameaçado. Isso porque há outros dados reunidos pelo GLM que contestam a marca – elegendo, inclusive, um relâmpago made in Brazil para o título de maior clarão da história.

O raio em questão teria atingido o estado do Rio Grande do Sul há exatamente um ano – em 31 de outubro de 2018. Com início às 5h40, ele se espalhou por 673 quilômetros ao todo, iluminando o céu por 7 segundos e alcançando uma área de mais de 100 mil quilômetros quadrados. Um estudo científico que comenta o fenômeno foi publicado em agosto de 2019, e está disponível neste link. Como no caso do relâmpago americano, falta ainda uma confirmação da Organização Meteorológica Mundial para os brasileiros comemorarem o primeiro lugar no pódio.

O Brasil, aliás, é o país que recebe mais raios em todo o mundo. Só entre os anos de 2010 e 2016 foram pelo menos 78 milhões, em média, segundo dados do INPE. O destaque vai para 2012, período que somou 94,3 milhões de relâmpagos.

É bem provável que essa mudança recente de recorde também não seja a última – e que mais mega-relâmpagos deem as caras em diferentes pontos do planeta nos próximos anos. No fim das contas, vale o que escreveram os autores americanos no estudo mais recente. “É possível que um próximo mega-relâmpago atinja a marca dos 1,000 quilômetros de tamanho? Nós não apostaríamos contra isso. Que a busca comece”.

Super Interessante

Amazônia tem outubro com o menor número de queimadas da história, desde o início do monitoramento em 1998

Foto: Fábio Tito/G1

Outubro de 2019 apresentou o menor número de queimadas na Amazônia desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998. O número mais baixo de focos, até então, havia sido registrado no mesmo mês daquele ano, com 8.777 detecções de calor. Neste ano, foram 7.855 pontos registrados durante todo o mês de outubro.

Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), não há apenas um motivo para atribuir à queda do fogo na Amazônia. A temporada de chuva começou em algumas regiões, assim como houve uma redução nas queimadas intencionais – reflexo da repercussão do fogo e também do índice alto no mês de agosto. Além disso, ocorreu a implementação da Operação da Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLO), comandada pelo Exército Brasileiro por meio de um decreto do governo federal para combater crimes ambientais.

Com informações do G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cesar disse:

    Quando aumentou o desmatamento a responsabilidade era do gov. Bolsonaro, agora que caiu foi por motivos diversos. Brincadeira né IPAM, assim a tua credibilidade vai ao chão.

  2. pereira disse:

    Com certeza o povo brasileiro não ACREDITA, nessas e em tantas outras MENTIRAS contadas por esses institutos e por essas agencia reguladoras. UMA CORJA DE PINOQUIOS.

  3. Ems disse:

    Será a matéria de capa da Folha de São Paulo ???

IFRN é o maior medalhista da Olimpíada Nacional de História

O IFRN foi o grande vencedor da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), cuja final aconteceu neste fim de semana (17 e 18 de agosto), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Instituição conquistou 19 medalhas, sendo 4 ouros, 6 pratas e 9 bronzes, de um total de 20 premiações angariadas pelo Rio Grande do Norte, que também foi o estado com mais premiações no certame.

Ao todo, o evento distribuiu 75 medalhas, sendo 15 de ouro, 25 de prata e 35 e bronze. Além delas, foram concedidas ainda medalhas de honra ao mérito. A região Nordeste também teve um papel de destaque, com 58 medalhas, o que corresponde a 77% do total. A final contou com a participação de 314 equipes, reunindo 1,2 mil convocados de todos os estados brasileiros.

A cerimônia de premiação contou com a participação de estudantes, professores, historiadores de relevância nacional e autoridades, como representantes da Anpuh (Associação Nacional de História), Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ProfHistória (Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História) e a presença do reitor da Unicamp, Marcelo Knobel.

Protagonismo do IFRN na premiação

Para Gerardo Júnior, professor de História do Campus Mossoró do IFRN e acompanhante dos alunos e alunas medalhistas, a conquista é um exemplo da qualidade do processo de ensino e de aprendizagem dos Institutos Federais como um todo, e do IFRN, em específico: “precisamos fortalecer e defender ainda mais os pressupostos educacionais que estão consubstanciados no nosso Projeto Político Pedagógico (PPP). Não podemos aceitar uma possível privatização e/ou o sucateamento dos Institutos Federais”, afirmou.

Ainda segundo o professor, o diferencial do IFRN para proporcionar uma conquista deste porte é a proposta de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional e Tecnológica, em quatro anos, que possibilita aos estudantes uma formação educacional mais completa e complexa. Também foi realizada uma preparação no Campus Mossoró, desde fevereiro, com palestras, atividades virtuais análogas às encontradas nas fases da ONHB, resolução de questões no estilo da Olimpíada e encontros semanais com os atletas olímpicos do conhecimento. “O empenho e a dedicação dos estudantes que abraçaram esse projeto de ensino, que se tornou a ONHB em nossa instituição foi fundamental”, concluiu.

Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB)

Realizada pelo Departamento de História da Unicamp, a Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) é composta por seis fases de provas realizadas de forma online, com duração de uma semana cada. Tem apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp. em 2019, teve 73 mil inscritos desde a fase inicial. A final contou com a realização de uma prova dissertativa no sábado. Os finalistas interessados em concorrer a duas vagas no curso de graduação em História da Unicamp realizaram, também, na tarde do sábado, uma prova que faz parte do edital de “Vagas Olímpicas”, implantada de forma inédita em 2018 com o objetivo ampliar o acesso à universidade. Estudantes que fizeram a prova e conquistaram medalhas de ouro ou prata estão agora concorrendo às vagas na universidade.

Com informações do IFRN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nilvan Rodrigues da Silva disse:

    Parabéns. Está explicado os motivos de tanta ira contra os nordestinos e em especial agora o potiguar. Competir e se diferenciar dos demais Estados o RN se postula ser um Estado de vanguarda na consolidação do conhecimento. Parabéns!

Morre aos 96 anos, o português Antônio Soares Calçada, presidente mais vitorioso da história do Vasco

Foto: Marco Antônio Teixeira

O Vasco perdeu nesta segunda-feira o presidente mais vitorioso da história do clube. Aos 96 anos, Antônio Soares Calçada faleceu em um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, vítima de complicações causadas por uma infecção abdominal.

Mandatário do Vasco entre 1983 e 2000 e considerado presidente de honra do clube, conquistou os principais títulos do cruz-maltino. Foram três campeonatos brasileiros, uma Libertadores, uma Copa Mercosul, um Torneio Rio-São Paulo e sete campeonatos estaduais.

Foi na sua gestão que o Vasco assinou contrato com o Bank of America, uma parceria que gerou milhões de reais ao clube na segunda metade da década de 1990. O dinheiro trouxe títulos no futebol e nos esportes amadores — o time foi campeão brasileiro, bicampeão do Campeonato Sul-Americano e bicampeão da Liga Sul-Americana de basquete masculino, e campeão brasileiro de futsal, além de ter patrocinado uma longa lista de atletas olímpicos.

Entretanto, os gastos excessivos nos últimos anos de sua gestão ocasionaram um crescimento acelerado das dívidas do clube. O problema com o grande passivo é uma realidade vascaína desde então.

Nascido em Portugal, ele chegou ao Brasil em 1935 e se tornou sócio do clube em 1942. A partir daí, participou ativamente da vida política do clube, ocupando o primeiro cargo de destaque em 1955, quando foi vice-presidente de futebol. Também foi Diretor de Tênis de Mesa em 1959 e Vice-Presidente de Futebol nos anos de 1955, 1956, 1964, 1980, 1981 e 1982.

Sua última participação mais direta na política do Vasco foi em 2017, quando, na eleição dentro do Conselho Deliberativo, foi candidato à vice-presidência do clube na chapa de Julio Brant. A dupla foi derrotada por Alexandre Campello, atual mandatário vascaíno.

Calçada é o segundo ex-presidente do Vasco que falece em 2019. Em março, Eurico Miranda morreu aos 74 anos, vítima de um câncer no cérebro. Antônio Soares Calçada esteve no velório do ex-dirigente, que foi seu vice-presidente de futebol por mais de uma década, em uma de suas últimas aparições públicas em São Januário.

Principais títulos do Vasco na gestão Calçada

Futebol

1 Libertadores da América (1998);

1 Copa Mercosul (2000);

3 Campeonatos Brasileiros (1989, 1997 e 2000);

7 Campeonatos Cariocas (1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998)

Basquete

2 Ligas Liga Sul-Americanas (1999 e 2000);

2 Campeonatos Sul-Americanos de Clubes (1998 e 1999);

1 Campeonato Brasileiro (2000)

O Globo

 

Livro relata história das facções criminosas no RN

Foto: Reprodução

“As Facções Criminosas do RN” é obra do sargento PM CS Barbosa e tem por objetivo ajudar profissionais de segurança pública a conhecer esse tipo de organização criminosa

“O livro As Facções Criminosas do RN – Sangue e Morte em Alcaçuz” é obrigatório para todo profissional que atua na área de segurança pública potiguar. A obra do sargento PM CS Barbosa, lançada este ano pela editora Offset, apresenta, de forma didática, o surgimento e o crescimento desse tipo de organização criminosa no Estado. O livro é fruto de 2 anos e meio de pesquisa do militar, que é bacharel em Direito e já atuou no Choque e no Bope.

“O objetivo do meu livro é apresentar o problema criado pelas facções criminosas na segurança pública do Estado e ajudar profissionais de segurança pública, juízes, promotores de Justiça, advogados e gestores públicos a entenderem um pouco mais sobre esse tipo de organização criminosa”, diz o sargento Barbosa.

Para ele, o fenômeno do crescimento das facções criminosas no Brasil se deveu a décadas de omissão do poder estatal ao sistema prisional. “As facções criminosas cresceram muito no país, por que o Estado não deu a atenção necessária ao sistema prisional, onde ocorriam espancamentos entre os presos, mortes, estupros, roubos e furtos. As facções passaram a proibir essas coisas dentro dos presídios e ganharam simpatia de outros presos. Começaram a resolver os problemas nos presídios de forma coletiva, o que ganhava força com a massa carcerária e com a direção prisional”, explica.

O sargento Barbosa reforça a forma violenta como as facções criminosas agem. “As facções passaram a regular o mundo do crime, cobrando mensalidades dos demais apenados batizados e outro meios de ganhar dinheiro. Outro terreno favorável para as facções criminosas crescerem é a ‘quebrada’, que em regra é um bairro, mas pode ser uma rua, uma comunidade ou até mesmo uma cidade onde o faccionado exerce suas atividades criminosas. As ‘quebradas’ têm mão de obra farta e barata, as facções recrutam jovens tanto para o tráfico, como para roubos, além de implantar nas cabeças desses jovens a ideologia do crime adotada pela facção. E quem não as cumprir, paga com a vida, bem como esquartejam inimigos pertencentes à facções rivais”, frisa.

Atualmente, o militar está lotado no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). “Essa obra do sargento é importantíssima pela realidade dos fatos apresentados. O livro não é baseado apenas em teoria, mas na vivência prática dele enquanto policial militar. Para o MPRN, é uma satisfação ter em seus quadros um profissional dedicado ao estudo, ao aperfeiçoamento e à pesquisa”, falou o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Fausto França.

O livro As Facções Criminosas do RN – Sangue e Morte em Alcaçuz está à venda na banca do Atheneu, em Petrópolis, na Cooperativa Cultural da UFRN, na Revistaria Cultural do Nordestão da zona Sul, no Sebo Vermelho, na livraria Câmara Cascudo e na Dominus Militaria ao valor de R$ 40. A obra também está disponível para donwload por R$ 9,99 na Amazon (https://www.amazon.com.br/AS-FAC%C3%87%C3%95ES-CRIMINOSAS-DO-RN-ebook/dp/B07MY5QPS7/ref=dp_kinw_strp_exp_1_1) e na Saraiva (https://www.saraiva.com.br/as-faccoes-criminosas-do-rn-sangue-e-morte-em-alcacuz-10527692.html)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos disse:

    É um trabalho sem precedentes no RN em termos de crime organizado, um verdadeiro manual para todos os agentes de segurança pública, parabéns para o autor.

  2. Ric disse:

    Luladrão/Dilmanta foram os maiores patrocinadores do fortalecimento das facções no Brasil, abandonaram o ensino médio, forçando seus estudantes a abandonarem as salas de aulas e fortalecerem os exércitos das facções, por isso, que morrem aos montes os adolescentes, tudo patrocinado pelos esquerdopatas.

Mega-Sena acumula e pode pagar no sábado o maior prêmio regular da história: R$ 275 milhões

Foto: Marcelo Brandt/G1

A Mega-Sena acumulou pela 14ª vez e deve pagar R$ 275 milhões no próximo sábado (11). O sorteio do concurso 2149 aconteceu hoje no Espaço Loterias Caixa na capital paulista.

Os números sorteados hoje foram: 21 – 23 – 37 – 44 – 46 – 48.

A última vez que alguém cravou as seis dezenas foi no concurso 2.135, em 20 de março, quando uma aposta única de Salvador (BA) levou R$ 32,7 milhões.

Os R$ 275 milhões em jogo no próximo sábado representam o maior prêmio deste ano e o maior da história da Mega-Sena no Brasil, levando-se em conta os sorteios regulares – ou seja, excluindo-se a Mega da Virada.

A quina saiu para 496 apostas, que vão levar cada uma R$ 35.200,20. Já a quadra saiu para 32.880 apostas, que vão ganhar cada uma R$ 758,57.

Como apostar na Mega

Para fazer as apostas, é necessário ser maior de 18 anos. Os interessados podem fazer os jogos até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio.

Uma aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50 e pode ser feita nas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país. Também é possível fazer as apostas pelo computador, tablet ou celular.

Qual a chance de ganhar

A chance de acertar as seis dezenas da Mega com um jogo simples é de uma em 50 milhões de possibilidades de combinações.

UOL

 

MAIS AVÓS QUE NETOS: Pela 1ª vez na história, há mais idosos no mundo do que crianças pequenas. São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos

Getty Images

Pela primeira vez na história, há mais idosos no mundo do que crianças pequenas, informou a ONU.

São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos contra 680 milhões entre zero e quatro anos.

As estimativas apontam para um crescente desequilíbrio entre os mais velhos e os mais jovens até 2050 – haverá duas pessoas com mais de 65 anos para cada uma entre zero e quatro anos.

Essa desproporção simboliza uma tendência que os demógrafos vêm acompanhando há décadas: na maioria dos países, estamos vivendo mais e tendo cada vez menos filhos.

Mas como isso pode nos afetar? E como já está nos afetando?

Redução da natalidade

Christopher Murray, diretor do Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, diz à BBC: “Caminhos para uma sociedade com poucas crianças e muitos idosos e isso representa um desafio”.

Murray também é autor de um artigo de 2018 no qual sugeriu que quase metade de todos os países do mundo está enfrentando uma “redução da natalidade” – o que significa que há crianças insuficientes para manter o ritmo de crescimento populacional.

“Pense em todas as profundas consequências sociais e econômicas de uma sociedade com mais avós do que netos”, acrescenta.

Em 1960, a taxa mundial de fecundidade era de quase cinco filhos por mulher, segundo o Banco Mundial.

Quase 60 anos depois, caiu para apenas 2,4.

Ao mesmo tempo, os avanços socioeconômicos beneficiaram quem nasceu nesse período. Em 1960, as pessoas viviam em média pouco mais de 52 anos; a expectativa de vida atual atingiu 72 anos em 2017.

Isso significa que estamos todos vivendo mais e demandando cada vez mais recursos à medida que envelhecemos, aumentando a pressão sobre os sistemas de saúde e previdenciário, por exemplo.

População Idosa

O envelhecimento da população é mais acentuado nos países desenvolvidos. Esses países tendem a ter menores taxas de natalidade por uma série de razões ligadas principalmente à afluência econômica – as taxas de mortalidade infantil são menores, o controle da natalidade é mais fácil e a educação dos filhos pode ser relativamente cara.

Nessas nações, as mulheres deixam para ter filhos mais tarde e, portanto, têm menos filhos.

Um padrão de vida melhor significa que as pessoas vivem mais nesses países. Um bom exemplo é o Japão, onde a expectativa de vida ao nascer é de quase 84 anos (a mais alta do mundo). Ali, os idosos somaram 27% da população no ano passado – também a maior taxa do mundo. E a população com menos de 5 anos? Segundo a ONU, 3,85%.

Esse duplo desafio preocupa as autoridades japonesas há décadas e, no ano passado, o governo anunciou um aumento compulsório da idade mínima para aposentadoria de 65 para 70 anos.

Quando essa nova idade mínima para a aposentadoria for implementada – e se isso realmente ocorrer, os trabalhadores do Japão deverão se aposentar mais tarde do que em qualquer outro lugar do mundo.

Mas o desequilíbrio entre a população de crianças e idosos também está ameaçando os países em desenvolvimento. A China possui uma população acima de 65 anos muito menor (10,6% da população) do que a do Japão, mas graças aos rígidos programas de planejamento familiar implantados desde a década de 1970, a segunda maior economia do mundo também tem uma taxa de fecundidade comparativamente baixa – 1,6 filhos por mulher.

Os menores de 5 anos na China continental são agora menos de 6% da população total.

Quantidade de crianças x qualidade de vida

Os países africanos são o melhor exemplo do dilema quantidade versus qualidade em termos de taxas de natalidade: eles dominam o ranking de fecundidade.

O Níger, por exemplo, é o “país mais fértil” do mundo, com 7,2 filhos por mulher em 2017.

No entanto, os mesmos países têm mortalidade infantil alta – o Níger, por exemplo, tem uma taxa de mortalidade infantil (medida pela probabilidade de óbito até um ano de idade) de 85 a cada mil nascidos vivos, uma das mais altas do mundo.

Nível de reposição

Quando falamos de demografia, 2,1 é o número mágico. Esse é o chamado ‘nível de reposição’, ou seja, a quantidade de filhos necessária para garantir a substituição das gerações.

No entanto, os dados mais recentes da ONU mostram que pouco mais da metade dos países do mundo procria nesse ritmo. O Brasil, por exemplo, com 1,7 filhos por mulher, já não está mais nesse grupo.

Os pesquisadores também apontam que os países com maior mortalidade infantil e menor expectativa de vida precisam de uma taxa de fertilidade de 2,3, um limiar atualmente alcançado por apenas 99 nações.

Devido à queda no número dos nascimentos, muitos países provavelmente vão ver suas populações encolherem significativamente, apesar do aumento geral da população global – espera-se que cheguemos à marca de 8 bilhões até 2024.

Um dos casos mais extremos é a Rússia: espera-se que a taxa de fecundidade de 1,75 filho por mulher contribua para uma queda acentuada no número de russos nas próximas décadas.

A Divisão de População da ONU calculou que a população russa cairá dos atuais 143 milhões de pessoas para 132 milhões até 2050.

O declínio e o envelhecimento das populações resultam em menos pessoas na força de trabalho, o que, por sua vez, pode levar a uma diminuição da produtividade econômica. Isso acaba prejudicando ainda mais o crescimento.

Em novembro passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a economia do Japão poderia encolher mais de 25% nos próximos 40 anos devido ao envelhecimento da população.

“A demografia afeta todos os aspectos de nossas vidas – basta olhar pela janela para as pessoas nas ruas, para as casas, para o trânsito, para o consumo. Tudo isso é impulsionado pela demografia”, diz à BBC Brasil George Leeson, diretor do Instituto de Envelhecimento Populacional da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A tecnologia ajudará a mitigar os efeitos econômicos de uma população envelhecida?

Políticas públicas

Há consenso, no entanto, de que os governos precisam agir para desarmar essa “bomba-relógio”. E eles têm tentado.

Em 2015, a China revisou sua “política do filho único”. Em 2018, sinalizou que poria fim a todas as restrições de nascimento a partir do ano que vem. De acordo com um editorial do jornal estatal The People’s Daily, dar à luz é “uma questão familiar e nacional também”.

Mas flexibilizar essas restrições está longe de ser a única solução para o problema: a China registrou 15,2 milhões de nascimentos em 2018, o menor número em mais de 60 anos.

Pesquisadores chineses atribuíram a queda a um declínio na população de mulheres em idade reprodutiva e a famílias que adiam planos de ter filhos por razões financeiras, especialmente em famílias com mulheres mais instruídas e relutantes em desempenhar o papel tradicional de donas de casa.

Mais velhos e mais fortes

Os demógrafos alertam que as políticas que promovem a saúde dos idosos precisam desempenhar um papel crucial na mitigação dos efeitos do envelhecimento da população.

O argumento é que indivíduos mais saudáveis são mais capazes de continuar trabalhando por mais tempo e com mais energia, o que poderia resultar em menores custos com a saúde.

Uma área que tem sido negligenciada é a participação feminina na força de trabalho: dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho global era de 48,5% em 2018, mais de 25% abaixo da dos homens.

“Economias com maiores taxas de participação das mulheres na força de trabalho experimentaram menor desaceleração no crescimento populacional. Mais mulheres trabalhando não só tornam as economias mais resistentes a choques econômicos adversos, mas uma força de trabalho com mais mulheres também representa uma poderosa ferramenta anti-pobreza”, diz o economista Ekkehard Ernst, da OIT.

BBC Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    O fim da espécie humana está se aproximando. Sobre a terra só vai restar, além de casais gays, vaginas áridas e pintos esturricados. Um cenário típico da pintura de Salvador Dali.

  2. Ivanildo Solano disse:

    BG, Casais do mesmo gênero não faz filhos, e está crescendo esse tipo de casal em quase todo mundo, menos no Oriente Médio Rússia, China e outros países. Essa diferença vai crescer mais ainda nos próximos anos.

Conheça a história do primeiro deputado cego do Congresso

No primeiro discurso, o deputado Felipe Rigoni foi ouvido e depois aplaudido pelos colegas. Foto: Alexsandro Loyola/Câmara dos Deputados

Felipe Rigoni ficou cego aos 15 anos de idade. Nos anos seguintes, reaprendeu a viver. Descobriu que para sobreviver, teria que enxergar com os olhos dos outros. Aprendeu braile, mas prefere áudio. Sabe andar de bengala, mas não gosta. Não conseguiu se adaptar a um cão-guia. Diz que é um “cego ruim”.

“E como eu fiz? Pedindo ajuda. Para as pessoas. Pra gente. Igual a papagaio. De ombro em ombro. Eu ia pedindo ajuda e elas iam me ajudando. E isso me permitiu me aproximar mais das pessoas. E aprender muito”.

De fato, no nosso encontro, o deputado federal Felipe Rigoni (PSB-ES), o primeiro cego a chegar ao parlamento brasileiro, mostrou desenvoltura ao circular pelos corredores da Câmara dos Deputados apoiado no ombro de sua chefe de gabinete Ingrid.

Bem articulado, Felipe anda rápido, e chega a ser difícil acompanhar o seu ritmo. Tem tanta facilidade de interagir, que olha nos olhos do interlocutor. Conversou com o R7 em movimento, do gabinete no anexo IV até o estacionamento, no carro indo para o Aeroporto e no saguão, do balcão da companhia aérea até o portão de embarque, onde embarcaria para Vitória (ES).

Na véspera da nossa conversa, na quarta-feira (20), o parlamentar de 27 anos fez o seu primeiro discurso na tribuna do plenário. Calou os presentes com a sua história e com o que pensa da política. Contou que o seu ponto de virada após ter ficado cego foi uma conversa com o pai, que disse que ele tinha uma escolha. “Eu não entendi inicialmente. Como eu tinha escolha, se eu estava ficando cego? Mas depois consegui perceber que eu tinha uma escolha, que era a escolha da atitude. E foi isso que norteou esse processo. Sempre quando tenho um dilema da vida para resolver me vem esse momento”.

O processo a que Felipe se refere foi o caminho que trilhou até a política. Antes de ser eleito deputado federal, ele se formou em Engenharia da Produção na Universidade Federal de Ouro Preto como um dos destaques da turma. Se tornou líder nacional do movimento Empresa Júnior, participou da fundação Acredito, movimento suprapartidário de renovação política, fez mestrado em políticas públicas em Oxford e foi bolsista do programa RenovaBR.

Todo o sucesso, segundo ele, só foi possível por ter aprendido a se cercar de pessoas: “Todos os objetivos que eu alcancei, apesar de estar sempre à frente, sempre tinha uma galera comigo. Inegável. Como na minha campanha. Além de equipe sensacional, eram 3.000 voluntários. Meu mestrado, se eu não tivesse gente me ajudando, não teria feito”.

O apoio começou em casa.

“Meus pais são os grandes responsáveis por esse tipo de atitude que eu tenho porque eles nunca me esconderam. Que é comum para pais de deficientes. Meus pais me mandavam com os meus amigos pra show, aos 16 anos de idade, logo depois de eu ter ficado cego. Me incentivaram a ir para Ouro Preto, mais longe deles. Isso foi fundamental”.

No Congresso Nacional, vinte dias depois do início do ano legislativo, o deputado, apesar de iniciante, apresentou quatro propostas legislativas, e irá integrar duas comissões: a de Finanças e Tributação e Educação e Ciência e Tecnologia. É vice-líder do seu partido.

“A minha expectativa era que eu estaria patinando mais do que estou. É lógico que é muito complexo. Me orgulho de que até agora eu sempre soube o que estava acontecendo, influenciando o voto de outros parlamentares, discutindo e sendo influenciado também. Mas é muito fácil se perder. Até com dois ou três assessores do seu lado, prestando mais atenção do que você, inclusive”.

Para conseguir dar conta do trabalho legislativo, Felipe estuda os assuntos e discute com assessores e consultores externos, especialistas, muitas vezes voluntários.

“Fiz algumas emendas à MP da criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Foi o Instituto de Tecnologia e Sociedade, capitaneado pelo Ronaldo Lemos, que dá aulas em Columbia, que me ajudou. Há muita gente disposta em ajudar”.

O deputado pretende conduzir o seu mandato mirando em três grandes objetivos: construir uma gestão pública eficiente e inovadora; promover a igualdade de oportunidades, especialmente através da educação básica; e com desenvolvimento socioeconômico (saúde financeira das pessoas, governo e empresas, infraestrutura e ciência e tecnologia).

No seu discurso da semana passada na tribuna, Felipe Rigoni defendeu alguma de suas ideias políticas, como a de não votar em projetos simplesmente para marcar posição política, ou com a base do “toma lá, dá cá”.

“O toma lá, dá cá não vai terminar agora porque o sistema é desenhado para estimular isso. Mas você tem uma série de parlamentares que não trabalharam nessa configuração, não usam o toma lá, dá cá, não se submetem a ele. Mas não é só o toma lá, dá cá que é o problema. Nesta manhã estavam sendo votados cinco acordos internacionais que o Brasil fez, e coisas consensuais. E o que estava acontecendo? PT e Psol estavam obstruindo só para mostrar que eles conseguem. Se fosse uma discordância com a matéria, ok. Quando você discorda e sabe que vai perder, obstrui, é uma estratégia. Mas fazer isso quando você concorda com a matéria? Isso eles fizeram nessa semana e na passada. E o PSL também tem feito isso. Sou contrário. Porque não estamos ali para marcar posição política. Estamos ali para votar. O que Congresso produz? Decisões. Se não produz decisões, produz confusões. Ou a gente começa a produzir decisões de fato, ou fica isso. Laranja para baixo e para cima”.

No dia da entrevista, o deputado já tinha participado de um encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para apresentar a frente parlamentar do fim do foro privilegiado e colocar o grupo à disposição na tramitação do projeto anticrime do ministro Sérgio Moro.

Ao chegarmos ao Aeroporto, encerramos a nossa conversa. Mas acompanhei o deputado e sua chefe de gabinete ao balcão de embarque da companhia. Pelo horário, a companhia não disponibilizou um acompanhante para Felipe ir até o portão de embarque. O jeito foi pedir ajuda. Na entrada do embarque, por acaso, estava um colega de parlamento. O deputado Felipe Rigoni colocou as mãos no ombro do senador Alessandro Vieira (PPS-SE) e embarcou rumo a Vitória.

Coluna do Fraga – R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    "E o que estava acontecendo? PT e Psol estavam obstruindo só para mostrar que eles conseguem. Se fosse uma discordância com a matéria, ok. Quando você discorda e sabe que vai perder, obstrui, é uma estratégia. Mas fazer isso quando você concorda com a matéria? Isso eles fizeram nessa semana e na passada".
    Atenção eleitores do PT/PSOL…