Geral

TRAGÉDIA – (FOTO E VÍDEO): Fortes chuvas deixam mais de 100 mortos e centenas de desaparecidos na Alemanha e Bélgica

Foto: Boris Roessler/picture alliance via Getty Images

As enchentes causadas por fortes chuvas que atingem a região oeste da Alemanha e a Bélgica deixaram dezenas de mortos e centenas de desaparecidos. Também há registros de inundações na Holanda e em Luxemburgo.

Após um dia de intensos trabalhos de resgate e de operações para evacuar as cidades que começaram na noite anterior, as autoridades alemãs confirmaram a morte de 93 pessoas.

A maioria das mortes ocorreu nos estados da Renânia do Norte-Vestfália e na Renânia-Palatinado, em cidades cortadas pelos rios Ahr e Reno.

Autoridades disseram que ainda não puderam localizar 1.300 moradores da cidade de Bad Neuenahr-Ahrweiler. A administração regional afirmou que a rede de telefonia não está funcionando na região, e por isso as autoridades esperam que as pessoas que ainda não puderam ser contatadas estejam simplesmente passando por dificuldades de comunicação.

Cerca de 3.500 pessoas da região estão alojadas em acomodações de emergência e mais de mil trabalhadores, entre bombeiros, policiais e outras forças, estão atuando no serviço de emergência, afirmou em comunicado a administração do distrito.

Na Bélgica, autoridades relataram que ao menos 11 pessoas morreram em decorrência das enchentes. Os moradores de Liège foram evacuados quando o rio Meuse, que corta a quarta cidade mais populosa do país, transbordou.

Com Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. Isso é a natureza, em qualquer parte do mundo é assim, em Natal quando chove forte e alaga tudo culpam o gestor.

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Clima

Onda de calor histórica faz o Canadá bater 49,5ºC e leva a mais de 230 mortes

Homem se refresca em meio a onda de calor histórica no Canadá Foto: JENNIFER GAUTHIER / REUTERS

Dezenas de pessoas morreram repentinamente nos últimos dias na região de Vancouver, oeste do Canadá, em meio a uma onda de calor sem precedentes que afeta a região, onde foi registrada a temperatura recorde de 49,5ºC na terça-feira. No total, foram 233 avisos de mortes na província entre sexta-feira e segunda-feira, contra 130 de média em um período normal.

A polícia de Vancouver informou ainda que atendeu a pelo menos 134 chamados de morte súbita desde sexta-feira na região assolada pela onda histórica de calor, que também afeta o oeste dos Estados Unidos.

— Vancouver nunca havia registrado calor semelhante, e, infelizmente, dezenas de pessoas morreram — afirmou o porta-voz da polícia de Vancouver, Steve Addison.

Os serviços de medicina forense da província também informaram que registraram “um aumento importante do número de mortes” desde o fim de semana, o que foi provocado pelo calor extremo. Em comunicado oficial, a polícia federal canadense informou que acredita que o calor contribuiu para as mortes e acrescentou que a maioria das vítimas é de idosos.

O primeiro-ministro da província da Colúmbia Britânica, John Horgan, destacou em entrevista coletiva que “esta é a semana mais quente que os habitantes desta região já viveram”.

— Isso traz consequências desastrosas para famílias e comunidades. A forma de passar por este momento excepcional é ficarmos juntos, verificar (o estado de saúde) das pessoas que sabemos que estão em risco e garantir que temos compressas frias na geladeira — disse.

Vancouver, localizada na costa do Pacífico, há vários dias registra temperaturas acima de 30ºC, bem acima dos 21º notificados em média nesta época do ano.

Pelo terceiro dia consecutivo, a cidade de Lytton, a 250 quilômetros ao leste de Vancouver, bateu na terça-feira o recorde de maior temperatura já registrada no Canadá, com 49,5 graus, de acordo com o serviço meteorológico. Na estação de esqui de Whistler, ao norte de Vancouver, o termômetro atingiu 42 graus.

— Nunca foi tão forte, nunca vi nada assim. Espero que não volte a acontecer porque é demais — declarou Rosa, moradora da cidade, à agência AFP.

Em sua página, o ministério do Meio Ambiente canadense alertou que a duração da onda de calor “é preocupante, pois quase não há trégua à noite”.

Ventiladores em falta

Além da Colúmbia Britânica, também foram emitidos alertas para as províncias mais orientais de Alberta, Saskatchewan e Manitoba, além de partes dos Territórios de Yukon e do Noroeste, no norte do Canadá.

Aparelhos de ar-condicionado e ventiladores estão em falta. As cidades abriram centros de resfriamento, cancelaram as campanhas de vacinação contra a Covid-19 e algumas escolas suspenderam as aulas.

A onda de calor também afetou cidades americanas ao sul de Vancouver no início desta semana, como Portland (Oregon) e Seattle (Washington), conhecidas por seu clima ameno e úmido, onde as temperaturas atingiram o máximo histórico desde o início dos registros, em 1940.

Na tarde desta segunda-feira o termômetro atingiu 46,1 graus Celsius no aeroporto de Portland e 41,6 no de Seattle, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS). A onda de calor que também provocou vários incêndios florestais em ambos os lados da fronteira EUA-Canadá, se deve a um fenômeno conhecido como “cúpula de calor”, em que altas pressões prendem o ar quente na região.

“As ondas de calor estão se tornando mais frequentes e intensas à medida que as concentrações de gases de efeito estufa aumentam as temperaturas globais. Elas começam mais cedo e terminam mais tarde, causando um impacto cada vez maior na saúde humana e nos sistemas de saúde”, alertou nesta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra.

O Globo

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Geral

Flórida – (EUA): dezenas estão desaparecidos em desabamento de prédio

Foto: © REUTERS/Marco Bello/direitos reservados

Equipes de resgate buscavam, nessa quinta-feira (24), entre toneladas de escombros, qualquer sinal de sobreviventes no local do desabamento de parte de uma torre residencial de frente para o mar. O desabamento ocorreu na madrugada de ontem, deixando pelo menos uma pessoa morta e quase 100 desaparecidas, segundo autoridades.

Sally Heyman, comissária do condado de Miami-Dade, disse que as autoridades não conseguiram dazer contato com 51 indivíduos que “supostamente” moravam no prédio.

O diretor da polícia de Miami-Dade, Freddy Ramirez, afirmou a jornalistas que 99 pessoas estão desaparecidas e 53, cujos paradeiros eram inicialmente desconhecidos, foram localizadas, embora não tenha dito se todos do segundo grupo estão vivos.

“Equipes de resgate e bombeiros estão no local com seus cães de busca. É um local muito perigoso no momento. Muito instável”, disse Ramirez. “Eles estão nos trabalhos de busca e resgate, e vão atuar por um tempo. Não vão desistir, não vão parar.”

Ramirez disse ainda que o número de vítimas e de pessoas desaparecidas deve provavelmente mudar. “Eu não quero criar falsas expectativas”, declarou. “Essa situação é muito trágica para as famílias e a comunidade.”

Uma autoridade dos bombeiros informou que 35 pessoas foram resgatadas do edifício em Surfside, um enclave à beira-mar com 5.700 moradores, em uma ilha-barreira na Baía de Biscayne, perto de Miami. Duas pessoas foram resgatadas dos escombros, enquanto as equipes de resgate utilizam drones e cães farejadores na busca por sobreviventes.

Autoridades dizem que o prédio, construído em 1981, estava passando por um processo de reavaliação, necessitando de consertos, e que outro prédio estava sendo construído ao lado, embora a causa do desabamento ainda não esteja clara.

“É difícil imaginar como isso pode ter acontecido”, disse o prefeito de Surfside, Charles Burkett, a repórteres. “Prédios não caem simplesmente.”

Imagens de uma emissora de TV de Miami mostraram a equipe de resgate retirando um menino de pilhas de destroços, e bombeiros usando escadas de caminhões para resgatar moradores presos nas varandas.

Burkett afirmou que parte do prédio com varandas voltadas para a praia teve um efeito cascata, com um andar desabando sobre o outro.

“A parte de trás do prédio, provavelmente um terço ou mais, está totalmente destruída”.

Ele também disse que o desabamento parece ter afetado 30 unidades do edifício.

Barry Cohen e sua esposa foram resgatados do prédio. “No início, parecia um relâmpago ou trovão”, disse Cohen, ex-vice-prefeito de Surfside e morador do prédio. “Mas então continuou – de forma constante por pelo menos 15 a 30 segundos – continuou indo e indo e indo”. Cohen também disse que havia uma obra no topo do prédio por mais de um mês.

A Polícia de Miami-Dade assumiu o controle da investigação. Mais de 80 unidades de resgate e bombeiros foram acionadas, informou o Departamento de Bombeiros do Condado de Miami-Dade em mensagem no Twitter nessa quinta-feira.

Um vídeo de uma testemunha mostrou vizinhos se reunindo do outro lado da rua, em meio aos escombros. Uma pessoa diz: “todo esse edifício aqui está completamente destruído”.

Agência Brasil, com Reuters

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Polícia

Dezenas de crianças são raptadas por homens armados na Nigéria

Dezenas de crianças foram raptadas por homens armados numa escola muçulmana no centro-norte da Nigéria neste domingo (30). Durante o ataque – o último de uma onda de casos semelhantes que crescem no país – uma pessoa morreu e outra ficou ferida.

O número exato de crianças raptadas ainda não está confirmado, mas cerca de 200 estavam na escola Salihu Tanko, no estado do Níger, no momento do ataque no domingo à tarde.

Muitas crianças conseguiram escapar, mas os raptores “levaram mais de 100 estudantes e deixaram aqueles que consideravam demasiado pequenos, os de 4 a 12 anos”, disse um funcionário da escola, sob condição de anonimato.

As autoridades locais anunciaram o rapto na rede social Twitter, no domingo à noite, e disseram que o número de crianças raptadas era “ainda incerto”.

Os raptores “libertaram 11 crianças que eram demasiado pequenas para andar”, disseram também as autoridades, considerando “infeliz” o ataque, assim como o aumento dos raptos para resgate no centro e norte do país.

O governador local, Sani Bello, apelou “às agências de segurança para que devolvessem as crianças o mais depressa possível”.

Um porta-voz da polícia, Wasiu Abiodun, disse que os atacantes chegaram numa moto e começaram a disparar, matando um morador e ferindo outro, antes de raptarem as crianças.

Esse novo caso ocorreu no dia seguinte à libertação de 14 estudantes no estado de Kaduna (norte da Nigéria), após 40 dias de detenção.

Cinco estudantes foram executados pelos raptores nos dias que se seguiram à ação, para pressionar as famílias e forçar o governo a pagar um resgate.

As famílias, citadas pela imprensa local, disseram ter pago um total de 180 milhões de nairas (357 mil euros) para recuperar os filhos.

Os bandos armados têm aterrorizado pessoas no centro-oeste e noroeste da Nigéria há meses, invadindo aldeias, roubando gado e raptando centenas de menores para resgate: 730 crianças e adolescentes foram raptados desde dezembro de 2020.

Os raptos têm ocupado manchetes internacionais e causado preocupação em nível mundial, particularmente desde o fim de fevereiro último, quando 279 meninas adolescentes, entre 12 e 16 anos, foram raptadas e libertadas cinco dias mais tarde no estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria.

A série de casos começou em dezembro passado, com o rapto de 344 rapazes de um internato em Kankara, no norte do país. Eles foram libertados após uma semana de negociações.

O aumento dos raptos faz temer a subida das taxas de abandono escolar, particularmente entre as meninas, nessas regiões pobres e rurais, onde já é registrada a mais alta taxa de crianças que não frequentam a escola.

Em resposta, muitos estados nigerianos decidiram fechar temporariamente os internatos.

A Nigéria é atingida há décadas, com os criminosos visando homens ricos e influentes. Nos últimos anos, porém, os alvos passaram a ser também os mais pobres, com bandos armados praticando ataques nas principais estradas do país, onde raptam viajantes com regularidade.

No início de maio, centenas de pessoas bloquearam uma autoestrada nos arredores de Abuja, no centro, em protesto contra o forte aumento dos raptos por resgate na periferia da capital.

Muitos bandos criminosos fazem os ataques na floresta de Rugu, localizada nas fronteiras dos estados de Zamfara, Katsina, Kaduna e Níger.

Os atacantes são motivados sobretudo pelo dinheiro, ainda que alguns bandidos tenham manifestado serem fiéis a grupos jihadistas no nordeste da Nigéria, a centenas de quilômetros de distância.

O grupo radical islâmico Boko Haram foi quem inaugurou a prática do rapto massivo de estudantes. Em 14 de abril de 2014, levou 276 meninas do ensino secundário em Chibok, nordeste da Nigéria, provocando manifestações de indignação em todo o mundo.

Dias depois, o líder de Boko Haram, Abubakar Shekau (dado como morto na semana passada pela quinta vez, informação que não foi confirmada oficialmente) reivindicou a responsabilidade pelo rapto em um vídeo, dizendo que as meninas seriam tratadas como escravas, vendidas e casadas à força.

Em fevereiro de 2018, o Boko Haram voltou a raptar mais de 100 adolescentes em Dapchi, também no nordeste da Nigéria, mas desta vez foram todas devolvidas à rescola pelos raptores, exceto a única cristã do grupo, Leah Sharibu.

Desde dezembro de 2020, a sucessão de ataques semelhantes vem se acentuando e pelo menos 730 crianças e adolescentes foram levadas.

Agência Brasil, com RTP

Opinião dos leitores

  1. Vidas Negras importam ??Isso tudo é a falta de diálogo com esses terroristas, o racismo e o genocídio imperam naquele região. Bolsonaro ainda não viajou para aquela parte da África, porque não t uma política diplomática a altura deve ser por isso.

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Acidente

FOTOS: Trem do metrô da Cidade do México cai em avenida e deixa dezenas de mortos e feridos

Foto: Pedro Pardo/AFP

Um trem do metrô da Cidade do México descarrilou e despencou após um viaduto desabar na noite desta segunda-feira (3).

Ao menos 23 pessoas morreram e 65 ficaram feridas, segundo a prefeita da capital mexicana, Claudia Sheinbaum. Há crianças entre as vítimas e 7 feridos estão em estado grave.

Nesta reportagem você vai ver:

Viaduto do metrô desabou na Cidade do México, capital do país

Vagões com passageiros despencaram e atingiram carros em avenida

Ao menos 23 pessoas morreram e 65 ficaram feridas

Vários feridos conseguiram sair dos vagões por conta própria

Uma pessoa saiu com vida de automóvel que foi esmagado

Resgate precisou ser suspenso devido ao risco de colapso da estrutura

Linha 12 do metrô transporta mais de 5 milhões de passageiros por mês

Inaugurada em 2012, ela é a 7ª mais movimentada da capital mexicana

Foto: Jose Ruiz/AP

O viaduto da linha 12 do Metrô da cidade, que vai de Mixcoac a Tláhuac, ruiu entre as estações Los Olivos e Tezonco por volta de 22h30 (horário local, 0h30 de terça-feira em Brasília).

A estrutura e dois vagões desabaram sobre veículos que circulavam na avenida Tláhuac.

Vários feridos conseguiram sair dos vagões por conta própria e uma pessoa saiu com vida de um automóvel que foi esmagado pelos escombros do viaduto, segundo a prefeita.

Foto: Luis Cortes/Reuters

Dezenas de socorristas e bombeiros trabalharam durante a madrugada para retirar passageiros dos escombros, mas o resgate precisou ser interrompido pelo risco de colapso.

“Por enquanto, interrompemos o resgate porque o metrô está muito instável. Uma grua vai chegar para ajudar”, afirmou a prefeita da Cidade do México.

Segundo Sheinbaum, aparentemente uma viga da estrutura do metrô cedeu, mas a causa do acidente ainda será investigada.

José Martínez disse emocionado que normalmente pega o trem em direção a Tláhuac, mas escapou do acidente porque não conseguiu embarcar a tempo, após sair do trabalho.

“Fui salvo por cerca de 15 minutos, ainda bem que nada me aconteceu”, afirmou Martínez.

Este é o segundo acidente no metrô da capital mexicana neste ano. Em janeiro, um incêndio nas instalações de controle do metrô deixou uma pessoa morta e 29 intoxicadas.

Em março do ano passado, uma pessoa morreu e 41 ficaram feridas após dois trens colidirem dentro de uma estação.

Metrô da Cidade do México

 Foto: Marco Ugarte / AP Photo

Inaugurado em 1969, o metrô da Cidade do México é um dos principais meios de transporte da capital e da região metropolitana, onde vivem cerca de 20 milhões de pessoas.

O metrô da cidade tem 226 km de extensão, 12 linhas e quase 200 estações e é o segundo maior da América do Norte, atrás apenas do de Nova York.

A Cidade do México é a capital do país e a maior cidade da América do Norte, com 9,2 milhões de habitantes. Para efeito de comparação, a cidade de São Paulo tem 12,3 milhões.

A linha 12, na qual ocorreu o acidente desta segunda, é a mais nova da cidade. Ela foi inaugurada em 2012 pelo atual ministro do Exterior do México e então prefeito da capital, Marcelo Ebrard.

De janeiro a março, a linha transportou quase 16 milhões de passageiros (mais de 5 milhões de pessoas por mês) e foi a 7ª com maior número de passageiros.

G1

 

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Geral

IMAGENS FORTES – (VÍDEOS): Dezenas de pessoas morrem esmagadas em festival em Israel

FOTO: REPRODUÇÃO TWITTER

Pelo menos 44 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas, nesta quinta-feira (29), após serem esmagadas durante uma confusão em um festival religioso ultra ortodoxo com mais de 100 mil participantes perto do Monte Meron, na Galileia, no norte de Israel. O acidente aconteceu pouco depois da meia-noite de sexta-feira no horário local (18h no horário de Brasília).

As informações da imprensa local revelam que aconteceu um corre-corre em massa durante o festival do Lag B’Omer, mas um vídeo que mostra os socorristas retirando feridos indica que o acidente pode ter acontecido após o desabamento de uma das arquibancadas.

Segundo o jornal Times Of Israel, pelo menos 20 pessoas foram levadas para hospitais da região em estado grave. Os responsáveis pelo resgate afirmaram que a superlotação do local contribuiu para o elevado número de mortes.

O primeiro ministro Benjamin Netanyahu se manifestou e classificou o acidente como “um desastre terrível” e que “todos estão orando para a recuperação dos feridos”.

No vídeo abaixo, é possível ver uma imensa quantidade de pessoas descendo uma passagem estreita. Segundo o jornalista Israel Cohen, que postou as imagens, foi nesse local que a tragédia aconteceu.

Em outra imagem, as pessoas que estão no topo da passagem parecem cair para cima das outras.

Um policial relatou que dezenas de espectadores teriam “escorregado e caído” nas pessoas que estavam abaixo deles na passagem, causando um efeito dominó. Já um representante da IDF (as forças de segurança israelenses), que mandou uma equipe de resgate, afirmou que um telhado desabou no local, possivelmente se referindo ao espaço abaixo da passagem.

“Os momentos após o grande desastre. A polícia quebrou o ferro para resgatar as pessoas”, diz o texto escrito pelo jornalista israelense Moshe Nayes, que acompanhava o evento.

Em outro vídeo postado por ele antes do acidente, é possível ver centenas de pessoas pulando simultaneamente nas arquibancadas durante um dos shows.

O festival é realizado no Monte Meron e o show em que aconteceu o acidente acontecia em um palco próximo ao túmulo de um importante profeta judaico do século 2 d.C., Shimon bar Yochai.

Além dos 100 mil que já estavam presentes no local, os organizadores esperavam a chegada de outros 100 mil participantes na manhã desta sexta-feira (30). A polícia e agentes de segurança discutiam a possibilidade de fechar as rotas de chegada, mas não chegaram a um consenso.

R7

 

 

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Diversos

Dezenas de estudantes são raptados em faculdade no noroeste da Nigéria

Foto: © Reuters/Direitos Reservados

Homens armados de Kaduna, estado do noroeste da Nigéria, raptaram cerca de 30 estudantes de uma faculdade de silvicultura próxima de uma academia militar na noite dessa quinta-feira (11), informou hoje (12) o comissário estadual de Segurança. Foi o quarto sequestro em massa em uma instituição de ensino desde dezembro.

A Faculdade Federal de Mecanização da Silvicultura se localiza nos arredores da cidade de Kaduna, capital do estado com o mesmo nome, em uma região onde o crime se alastra há anos.

Em comunicado, o comissário, Samuel Aruwan, disse que uma gangue armada atacou a faculdade perto das 23h30 de ontem.

Ele informou que o Exército resgatou cerca de 180 pessoas nas primeiras horas de hoje, mas que cerca de 30 estudantes, entre homens e mulheres, ainda não foram encontrados.

Falando por telefone, o morador local Haruna Salisu disse que ouviu disparos esporádicos em torno das 23h30.

“Não estávamos em pânico, pensamos que era um exercício militar normal sendo realizado na Academia de Defesa Nigeriana”, contou.

“Saímos para as orações matutinas às 5h20 e vimos alguns dos estudantes, professores e segurança espalhados pelas dependências da escola. Eles nos disseram que atiradores invadiram a escola e sequestraram alguns dos estudantes”.

Salisu também disse que viu militares levando os estudantes restantes para a academia.

Agência Brasil, com Reuters

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Religião

Coronavírus mata dezenas de padres no norte da Itália

Foto: AFP

Eles morrem como seus fiéis, sem missa ou ritual fúnebre. O coronavírus está vitimando muitos padres na região norte da Itália: uma dezena em Bérgamo, cinco em Parma, outros em Milão e em Cremona.

A diocese de Bérgamo, entre as cidades mais afetada pela pandemia, confirmou que pelo menos 10 padres morreram depois de contrair a doença, informou o jornal católico Avvenire.

As mortes são tão numerosas que “o censo é difícil de estabelecer”, indicou a publicação.

O jornal L’Eco di Bergamo publicou ao menos 160 anúncios de morte em sua edição de 15 de março, cinco vezes a mais na comparação com um dia normal.

A publicação registrou cinco mortes de padres da diocese de Parma, duas em Milão e Cremona, uma em Brescia, sem contar os muitos sacerdotes infectados, alguns internados em unidades de terapia intensiva.

Ao lado de médicos e enfermeiras, os padres prestam auxílio espiritual aos enfermos, uma missão necessária nesta região da Itália particularmente religiosa.

“Equipados com máscara, gorro, luvas, blusa e óculos, os padres caminham pelos corredores como zumbis”, conta Claudio del Monte, padre de uma paróquia de Bérgamo, à agência italiana Adnkronos.

A cidade da Lombardia, de 120.000 habitantes, no coração da província, é uma das mais afetadas pela pandemia da doença infectou mais de 41.000 pessoas na Itália.

Os necrotérios não têm espaço para acomodar os caixões e os enviam para o cemitério.

“Não sabemos mais onde colocar os mortos. Utilizamos algumas igrejas. Tudo isso diz respeito aos sentimentos mais profundos” afirmou o arcebispo de Bérgamo, monsenhor Francesco Beschi, entrevistado pelo Vatican News.

A rádio da Conferência Episcopal Italiana (Cei), InBlu, explicou que devido às medidas para evitar a propagação do coronavírus, os padres devem evitar a extrema-unção, o óleo sagrado usado para untar os enfermos próximos da morte.

“Um padre que perdeu o pai me ligou. Ele está em quarentena, a mãe está em quarentena sozinha em outra casa, seus irmãos estão em quarentena e os funerais estão proibidos. Será enterrado no cemitério sem que ninguém possa participar de um momento de piedade humana e cristã”, contou o arcebispo Beschi.

– Dever pastoral –

O religioso considera que o número de padres mortos em sua diocese é “realmente alto”, assim como o daqueles que estão em “condição particularmente grave”.

Como todas as outras vítimas do novo coronavírus, os padres falecidos foram sepultados sem o rito fúnebre.

“É uma dor ver os padres ficando doentes doentes, às vezes por dever pastoral, e passando pela porta da triagem (dos pacientes) onde, naturalmente, ninguém pode entrar. Depois, alternando esperanças e recaídas, nos deixam para sempre”, afirmou o bispo de Parma, Enrico Solmi, ao jornal Avvenire.

Comovido com a situação difícil de Bérgamo, o papa Francisco ligou na quarta-feira para o arcebispo Beschi para expressar “apoio aos padres, aos enfermos, aos que cuidam dos pacientes e a toda nossa comunidade”, disse.

“Estava muito impressionado com o sofrimento que padecem, pela morte solitária, sem a companhia das famílias, tão dolorosa”, acrescentou Beschi em um comunicado.

Francisco considera que “as medidas draconianas nem sempre são boas” e pediu aos bispos e padres que não deixem os fiéis sozinhos ante o coronavírus.

A declaração foi percebida como uma crítica indireta às restrições drásticas impostas pela Itália para conter a propagação do vírus e que incluem a proibição de viagens e de visitas, como a dos padres que diariamente se encontravam com idosos isolados.

O governo também proibiu a celebração de missas, casamentos e funerais.

Isto É, com AFP

Opinião dos leitores

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Diversos

Explosão deixa dezenas de mortos em comboio no Paquistão

Foto: Stringer

Pelo menos 73 pessoas morreram na explosão de um comboio que viajava entre Karachi e Rawalpindi, no Paquistão. A maioria das vítimas teria morrido ao saltar do comboio em movimento para fugir das chamas. O primeiro-ministro já determinou a abertura de inquérito para apurar as causas do incêndio.

As primeiras informações são de que dois fogões a gás causaram a explosão, que ocorreu quando alguns passageiros preparavam o almoço no comboio em movimento, disse o ministro dos Transportes Ferroviários paquistanês, Sheikh Rashid Ahmad. As chamas ganharam ainda mais força por haver querosene a bordo.

A viagem do Tezgam Express durava 25 horas e meia. Passageiros transportam fogões para cozinhar nessas longas viagens, um problema comum, diz o ministro.

O balanço preliminar do acidente indica mais de 70 mortos e 40 feridos. Os números ainda podem aumentar, admitem as autoridades.

No total, três comboios foram consumidos pelas chamas. A bordo desses vagões estariam cerca de 200 pessoas, a maioria peregrinos que iriam participar de um dos principais encontros religiosos anuais do Paquistão.

Apesar da versão oficial sobre as causas do incêndio, alguns sobreviventes mencionaram um curto-circuito a bordo, que poderia ter iniciado o fogo, de acordo com a BBC.

O primeiro-ministro paquistanês Imran Khan afirmou estar entristecido com “essa terrível tragédia”, acrescentando que já pediu um “inquérito imediato”.

O Paquistão tem um histórico de acidentes ferroviários. Este é o mais grave da última década. Em 2007, pelo menos 56 pessoas morreram num acidente em Mehrabpur. Em 2005, mais de 130 pessoas perderam a vida na sequência de uma colisão entre três comboios, na província de Sindh.

RTP – Emissora pública de televisão de Portugal
Agência Brasil

 

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Acidente

TRAGÉDIA: Naufrágio perto de ilha italiana deixa ao menos 82 imigrantes mortos

 Ao menos 82 imigrantes ilegais morreram após o naufrágio da embarcação na qual viajavam 500 pessoas que tentavam chegar à ilha de Lampedusa, no sul da Itália, informaram nesta quinta-feira fontes das equipes de resgate.

A prefeita da ilha, Giusi Nicolini, confirmou que já foram encontrados 82 corpos, entre eles duas crianças pequenas e uma mulher grávida, mas o número de mortos ainda pode ser maior “pois o mar está cheio de corpos”.

Giusi também informou à imprensa italiana que, entre os sobreviventes, as forças da ordem prenderam uma pessoa. Acredita-se que ele seja o traficante responsável pelo transporte ilegal.

“Trata-se de uma tragédia imensa”, acrescentou Giusi, que explicou que os sobreviventes relataram que estavam há várias horas em alto-mar e que não conseguiram pedir ajuda, por isso decidiram acender uma chama para serem localizados.

A embarcação pegou fogo logo depois e muitos imigrantes tiveram que se lançar ao mar e, por fim, o barco virou, acrescentou a prefeita.

A Agência de Saúde de Palermo, que coordena as operações de assistência aos imigrantes resgatados, informou que 150 pessoas já estão em terra firme, entre elas dezenas de crianças, algumas com poucos meses, e mulheres grávidas.

Participam das operações de resgate a Guarda Costeira italiana e a Guardia di Finanza, a polícia de fronteiras do país, além de barcos pesqueiros e embarcações particulares.

Uma embarcação com 463 imigrantes ilegais chegou à ilha durante a última noite. Os imigrantes foram transferidos para um abrigo em Lampedusa, que ontem já tinha atingido sua capacidade máxima de 700 pessoas.

Trata-se de uma nova tragédia envolvendo a imigração ilegal nas últimas semanas, depois que 13 pessoas morreram no dia 30 de setembro após terem sido obrigados pelos traficantes a saltar da embarcação na qual viajavam, mesmo sem saber nadar e com o mar agitado.

Os cerca de 200 imigrantes foram obrigados a se jogar no mar, a poucos metros da praia do Pisciotto, na cidade de Scicli, na província de Ragusa, na Sicília.

No dia 10 de agosto, outros seis imigrantes ilegais, entre eles um menor de idade, morreram ao tentar alcançar o litoral da Sicília a nado, depois que o barco pesqueiro, em que viajavam junto com vários imigrantes da Síria e do Egito, encalhou.

Agência EFE

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