Brasil assinará acordo para livre comércio de carros com Argentina

O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, durante evento de um banco em São Paulo no mês de agosto — Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

O acordo automotivo entre Brasil e Argentina, que será anunciado nesta sexta-feira (6) pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Dante Sica, ministro argentino da Produção, prevê que em dez anos haverá livre comércio de carros entre os dois países.

O último acordo entre Brasil e Argentina foi assinado em 2016 e se encerra em junho do ano que vem. O texto prevê uma regra de comércio pela qual as exportações de um país para o outro não pode ultrapassar uma vez e meia do valor que importa do outro. É chamado sistema flex do acordo.

Pelo novo acordo, essa relação irá aumentando até chegar a três vezes. Ou seja, as exportações de um país podem exceder em até três vezes as importações. Mas a partir de janeiro de 2029, estabelece-se o livre comércio, sem qualquer limite para importações e exportações entre os dois países.

Essa regra flex tem beneficiado o Brasil, que tradicionalmente tem exportado mais do que importado da Argentina. Mas o comércio bilateral de veículos e autopeças é relevante para ambos os países. Cerca de 50% das exportações de automóveis do Brasil tem como destino a Argentina. Já em relação à Argentina, as vendas para o Brasil representam 80% das exportações totais de veículos.

O acordo a ser assinado hoje tem outro aspecto importante: procura alinhar as regras de comércio entre os dois países ao que prevê o acordo Mercosul-União Europeia. Caso esse acordo seja ratificado, prevê imediata redução de 35% para 17,5% da alíquota de importação de automóveis da Europa, limitada a uma cota anual de 50 mil veículos, dos quais 32 mil são para o Brasil.

A partir do décimo ano, a alíquota cai progressivamente até chegar a zero no 16° ano. A partir de então, haverá livre comércio de veículos entre os dois blocos, sem restrição de cotas.

O que se busca então com o acordo desta sexta é prever livre comércio de automóveis entre Brasil e Argentina, antes que entre em vigor o livre comércio entre Mercosul e União Europeia.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. cristian freitas disse:

    quero saber se vamos pagar 20 mil num corolla igual eles pagam lá.

    • paulo disse:

      BG
      Quero comprar um automóvel novo DIESEL que eles tem lá inclusive exportado do Brasil.

Macri anuncia medidas econômicas na Argentina: trabalhadores receberão bônus, salário mínimo será elevado, e preço da gasolina será congelado por 90 dias

Foto: Marcos Brindicci (Marcos Brindicci/Reuters)

Após a derrota sofrida nas prévias eleitorais de domingo, e de dois dias de forte turbulência nos mercados, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta quarta-feira (14) uma série de medidas econômicas destinadas aos trabalhadores e às pequenas e médias empresas.

“As medidas que tomei e que vou compartilhar agora são porque os escutei. Escutei o que quiseram dizer no domingo. São medidas que vão trazer alívio a 17 milhões de trabalhadores e suas famílias. E a todas as pequenas e médias empresas, que sei que estão passando por um momento de muita incerteza”, afirmou Macri em pronunciamento.

Entre as medidas anunciadas, serão pagos bônus de até 2 mil pesos extras aos trabalhadores entre setembro e outubro. Informais e desocupados receberão dois pagamentos extras do benefício que recebem por seus filhos. E empregados públicos e das forças armadas receberão um abono de 5 mil pesos no final do mês.

Macri também anunciou que o salário mínimo será elevado, mas não informou o valor. Segundo ele, o conselho de salário será convocado nesta quarta para decidir o aumento.

Para as pequenas e médias empresas, um novo plano vai permitir o pagamento das obrigações tributárias em até dez anos.

Além disso, o preço da gasolina será congelado por 90 dias, “para que ele não seja afetado pela desvalorização” da moeda argentina, segundo Macri. A medida deve manter o preço do combustível estável até depois das eleições presidenciais do país, marcada para 27 de outubro.

‘Momento difícil’

“São medidas de alívio que tomamos neste momento difícil”, disse Macri. O presidente lembrou que fez várias promessas aos argentinos durante as últimas eleições, e que não pôde cumprir todas.

“Em 2015 acreditaram que seria mais fácil, eu também acreditei. Mas o ponto de partida foi como estar no décimo subsolo”, disse.

“Sobre o resultado da votação, quero que saibam que eu os entendi. Saibam que respeito profundamente os argentinos que votaram em outras alternativas”, afirmou. “É pura e exclusivamente responsabilidade minha”.

Turbulências

As medidas vêm depois de dois dias de forte desvalorização da moeda argentina frente ao dólar. Na segunda-feira, o peso caiu 15,27% – e na terça, mais 4,29%, encerrando a 55,9 pesos por dólar.

Os mercados financeiros também sofrem: o principal índice de ações do país registrou na segunda a maior queda de sua história (-37,93%), com todos os componentes no vermelho, enquanto o custo de proteção contra um calote da dívida soberana da Argentina disparou para o nível mais alto em mais de 10 anos.

O banco central do país vendeu um total de US$ 255 milhões de suas reservas desde segunda-feira, num esforço para ajudar a estabilizar a moeda.

“Sim, a Argentina é uma economia pequena. No entanto, a última coisa que os mercados globais querem é que outro governo favorável ao mercado sucumba ao populismo e/ou a problemas geopolíticos”, disse à Reuters o estrategista do Rabobank Michael Every.

Dados da Refinitiv mostraram que os títulos, as ações e o peso da Argentina não registram o tipo de queda simultânea observada na segunda-feira desde a crise econômica de 2001.

Tensão política

As tensões econômicas têm fundo político. No domingo, as eleições primárias realizadas na Argentina deram larga vantagem ao candidato de oposição, Alberto Fernández. Na leitura do mercado, a derrota do presidente Macri coloca em risco a agenda de reformas da Argentina.

As eleições Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (Paso) definem oficialmente quem serão os candidatos de cada partido nas eleições nacionais que acontecem em outubro e funcionam como uma grande pesquisa eleitoral.

Apesar das dificuldades de Macri para endireitar a economia do país sul-americano, investidores vêem a candidatura do peronista de centro-esquerda como uma perspectiva mais arriscada, uma vez que Fernández é visto como menos comprometido com os ajustes econômicos.

Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como sua companheira de chapa, disse em uma entrevista na segunda-feira que estava disposto a colaborar com o atual governo depois que sua vitória no domingo afetou o peso, as ações e os títulos do governo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Severino disse:

    Um liberal que congela preços, tarifa o comécio externo, não privatiza nada e aumenta os gastos público.

  2. José Cláudio Pereira - Parnamirim /RN disse:

    Agora é tarde e Inez é Morta, isso é estelionato eleitoral.

  3. Mansueto Norte disse:

    Como diz um velho ditado : "Bittencourt tem medo"…..Os dias desse ai estão contados, pode espernear e tentar enrolar o povo argentino, mas não cola mais, já se passaram 3 anos e nada de bom aconteceu.

Brasil não depende de aval da Argentina para acordo com União Europeia

FOTO: REUTERS/Yves Herman/10.04.2019

Um acordo firmado em julho pelos membros do Mercosul permite que o Brasil não dependa da Argentina para colocar em vigor o tratado de livre-comércio negociado com a União Europeia.

O acerto, feito na última reunião de chefes de Estado do bloco, realizada na Argentina, foi proposto pelo governo de Mauricio Macri e permite que, após a assinatura formal do acordo e o aval do Parlamento Europeu, as novas regras tarifárias passem a valer para o país que obtiver aprovação do texto pelo seu Congresso.

Até então, um acordo comercial negociado pelo Mercosul só poderia vigorar depois de o texto ter passado pelas casas legislativas de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A medida vale somente para os temas econômicos e comerciais, que estabelecem, por exemplo, a eliminação das tarifas de importação. Os capítulos com acertos políticos e de cooperação, que envolvem compromissos na área ambiental, estão fora. Esses só passam a valer após aprovação pelos parlamentos de todos os membros da União Europeia e do Mercosul.

A medida tornou-se um “seguro” para o Brasil diante das chances cada vez maiores de vitória da chapa da oposição, formada por Alberto Fernández e a ex-presidente Cristina Kirchner.

Durante a campanha, Fernández afirmou que o tratado fechado com a União Europeia, que prevê o fim de tarifas de importação para boa parte dos produtos em até 15 anos, precisaria ser revisto. Segundo o candidato, que é alinhado à esquerda e chegou a visitar o ex-presidente Lula na carceragem da Polícia Federal, o acordo condenará a Argentina à “desindustrialização” e só foi fechado porque Macri tinha motivações eleitorais.

Um economista do mercado financeiro argentino, no entanto, vê essa posição de Fernández mais como um discurso de campanha. “É algo muito grande para se jogar para trás. Durante o kirchnerismo, Fernández não se opôs ao acordo. É normal que o tom de sua campanha seja contrário as ações de Macri”, afirmou.

Brasil

O governo Jair Bolsonaro vê em Macri um aliado e festejava o “alinhamento ideológico” entre as duas administrações. Contava, inclusive, com o atual presidente argentino para avançar em outras negociações comerciais e implementar uma reforma dentro do próprio Mercosul – para a equipe econômica, o bloco deveria se tornar uma zona de livre-comércio.

Havia torcida aberta no governo brasileiro para mais quatro anos de Macri. A vitória de Fernández ameaça, na visão do governo, a agenda de reformas.

“É previsível que um governo peronista seja menos amigável ao Mercosul e ao Brasil, sobretudo com as pretensões do governo Bolsonaro de reduzir tarifas unilateralmente e promover novos acordos de livre-comércio”, disse Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior.

A medida aprovada em julho, que cria a possibilidade de uma espécie de “fast track” na implementação do acordo com os europeus, era vista pela diplomacia brasileira justamente como uma forma de blindar o tratado com os europeus dos humores políticos da região.

O novo governo argentino assumirá o país em dezembro e, até lá, o Brasil dificilmente terá terminado a tramitação interna do tratado. O processo de aprovação de acordos internacionais são tradicionalmente morosos no Brasil. Eles precisam passar pela Câmara e pelo Senado e cumprir um longo percurso dentro do Executivo até ser “internalizado”, no jargão técnico.

R7, com Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Toni disse:

    PUTA QUE PARIU AVAL DA ARGENTINA TA DE SACANAGEM EM EM EM UM PAIS MERDA DESSES A GENTE TEM QUE PEDIR AVAL VAI LA DAR A MÃO PARA A VENEZUELA PORRAAAAAAA!!!!!!

  2. Manoel disse:

    Besteira! A Argentina vai virar super potência igual a Venezuela já já…

    • Riva disse:

      Se preocupa com teu país. Enquanto vocês discutem entre Lula e Bolsonaro nada anda pra frente, só pra trás.

Médicos amputam perna errada de idosa com diabetes na Argentina

Reprodução/Google Maps

Uma situação bizarra aconteceu na última semana no hospital Nuevo Sanatorio Berazategui, localizado em Buenos Aires, na Argentina: uma idosa de 66 anos teve a perna errada amputada pela equipe médica.

Segundo informações do jornal La Nación, Magdalena Leguizamón deu entrada no hospital com um caso grave de diabetes. Inicialmente, os médicos realizaram a amputação de um dos dedos, que já estava necrosado, mas o estado de uma das pernas da idosa fez com que decidissem pela extirpação completa do membro.

Entretanto, a cirurgia não aconteceu como o esperado e a perna errada acabou sendo amputada . O erro só foi percebido quando Magdalena recobrou a consciência após a intervenção cirúrgica, o que fez com que a família iniciasse um processo por má prática contra o hospital .

“Tivemos que chamar a polícia porque não queriam nos dar o histórico do processo clínico”, afirmou Mayra Fernandez, filha da vítima, em entrevista ao canal de notícias TN. Após o erro, a idosa foi transferida para uma clínica em Quilmes.

“Na última semana, quando passamos pelo cirurgião vascular que estava cuidado do caso dela, fomos informados do diagnóstico de que a perna estava em um estado de infecção que só poderia ser resolvido com a amputação. Desde o início, sempre se falou da perna direita. Não sei se o médico pessoal dela não estava no momento da cirurgia, se colocou algum residente ou o que aconteceu”, lamentou.

Ela revela ainda que, logo após a confirmação do erro, procurou a equipe médica para entender o que aconteceu, mas os responsáveis pela clínica não quiseram dizer nada ou dar qualquer tipo de informação sobre o ocorrido.

Com isso, foi necessária a instalação de uma investigação policial para que os autores do erro possam ser identificados. Além disso, o próprio hospital disse que irá realizar uma apuração interna para entender todos os detalhes do caso. Já Magdalena será obrigada a passar por outra cirurgia, que realizará a amputação da perna que está debilitada pela diabetes .

Último Segundo – IG

 

Queda de comércio com Estados Unidos afeta exportações brasileiras

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As exportações brasileiras recuaram 10,4%, em valor, na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, a queda chegou a 3,5%. Os dados são do Índice de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com a FGV, o resultado foi puxado pela queda nas exportações para os principais parceiros do país: Estados Unidos, China e Argentina. No caso do nosso vizinho sul-americano, o recuo das vendas brasileiras é explicado pela crise econômica naquele país.

No caso da China, que é destino de 26% das nossas exportações, a queda do valor exportado em junho foi 4,1%. Segundo a FGV, houve uma queda de 3,7% no volume exportado e de 1,9% no preço desses produtos.

No caso dos Estados Unidos, houve uma queda de 12,2% no valor exportado em junho, depois de um crescimento no mês anterior. O preço dos produtos exportados para o mercado norte-americano caiu 10,6% e o volume, 1,6%.

Apesar da queda do valor exportado para outros países, a balança comercial brasileira conseguiu fechar o mês com um saldo positivo de 5 bilhões de dólares e o semestre, com superávit e 26 bilhões.

Agência Brasil

Capitão do Boca Juniors é disputado por Santos, São Paulo e Flamengo, diz Olé na Argentina

Pablo Pérez Pratto Boca Juniors River Plate final Libertadores (Foto: Javier Barbancho/Reuters)

O jornal “Olé” diz que o volante Pablo Pérez, de 33 anos, não deve permanecer no Boca Juniors em 2019. O diário ainda coloca três clubes brasileiros que estão interessados no jogador: Santos, São Paulo e Flamengo.

Porém, o Peixe e o Rubro-Negro negam que tenham procurado o atleta. Pérez tem contrato com o time xeneize até o fim de 2020, mas sua continuidade na equipe é improvável.

O “Olé” também cita o Newell’s Old Boys, clube onde Pablo se formou, como um provável destino do volante. Pérez está no Boca Juniors desde 2014, tem 122 jogos pela equipe e marcou 15 gols. Tem dois títulos do Campeonato Argentino e uma Copa da Argentina no clube.

Globo Esporte

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chagas disse:

    Notícia da porra. Ganhei meu réveillon. Porra Bg.

Fiasco na Libertadores faz Fifa vetar Copa do Mundo em Argentina, Uruguai e Paraguai, diz jornal: ‘Impossível’

Policiais revistam torcedores do River Plate no dia da final da Libertadores EFE

Segundo o jornal As, a Fifa está “espantada” pelo fato de seu presidente, Gianni Infantino, ter presenciado in loco os vexames do último final de semana em Buenos Aires, quando supostamente deveria ter sido disputada a final da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors.

De acordo com o veículo, Infantino retornou à Europa convicto que é “impossível” realizar a Copa do Mundo de 2030 em Argentina, Uruguai e Paraguai, “a não ser que muitas coisas mudem”.

“A Fifa não levará o Mundial a um país onde não foi possível disputar o clássico porque nos arredores do estádio foram vistas cenas de violência irracional e impune contra jogadores, torcedores, crianças e famílias que se aproximavam pacificamente do estádio”, escreveu o As.

O próprio presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, disse ter ficado envergonhado pelos ocorridos.

“O vandalismo foi penoso. A barbárie que se apoderou de nosso futebol colocou muitas vidas em risco”, disse o cartola, por meio de uma carta publicada nesta terça-feira.

Segundo o As, “a candidatura de Argentina, Uruguai e Paraguai era a favorita a ganhar como sede de 2030, precisamente por ser o aniversário de 100 anos da Copa de 1930, no Uruguai, que teve o país-sede contra a Argentina na final”.

No entanto, “depois dos ocorridos no último final de semana, bem debaixo do nariz de Infantino, o vento mudou de direção”, salientou o jornal.

O diário ainda diz que “outras candidaturas ganharam mais força”, especialmente a última que surgiu: uma tríplice envolvendo Portugal, Espanha e Marrocos.

ESPN

 

Financiamentos do governo Dilma: R$ 50,5 bilhões para Cuba, Argentina, Moçambique e Angola, punindo programas sociais

ClFnLPsWMAArHc8Ronaldo Caiado apresentou, nesta quinta-feira(16), na comissão do impeachment, uma tabela com financiamentos do governo brasileiro para países como Cuba, Argentina, Moçambique e Angola. Total? R$ 50,5 bilhões.

“O governo penalizou programas sociais e priorizou empréstimos externos.”

Eis a tabela de Caiado com os valores dos empréstimos concedidos pelo governo Dilma aos parceiros:

Angloa – R$ 14 bilhões

Venezuela – R$ 11 bilhões

República Dominicana – R$ 8 bilhões

Argentina – R$ 7,8 bilhões

Cuba – R$ 3 bilhões

Peru – R$ 2 bilhões

Moçambique – R$ 1,5 bilhão

Guatemala – R$ 980 milhões

Equador – R$ 795 milhões

Gana – R$ 755 milhões

Honduras – R$ 507 milhões

Costa Rica – R$ 155 milhões

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo disse:

    Enquanto no Brasil o povo sofrendo nas filas dos hospitais.

  2. Joa disse:

    Sobra muita margem pra diminuir impostos. Imposto pra gastar com funcionario publico maraja, MST, UNE, Artista que fica vendo a banda passar, rei angolano, corrupcao e ditaduras tem. Pra serviços basicos nao. é pra isso que Cabral que descobriu o Brasil quer a volta do PT?

  3. Val Lima disse:

    Com a palavra os "bolivarianos de plantão"…rs

  4. Moreira disse:

    Somos um país muito "generoso" !

  5. Nice disse:

    O Brasil é muito rico viu…. há se surgisse pessoas verdadeiramente compenetradas em fazer bom e honesto uso dessas riquezas, teríamos mais igualdade nesse país tão devastado de CORRUPTOS SAFADOS DOS INFERNOS!!

OLIMPÍADAS: Brasil, Argentina, México e Japão serão cabeças de chave no futebol

No feminino, seleção brasileira fica no pote 1 com Alemanha e Estados Unidos. Sorteio será realizado no Maracanã, na próxima quinta-feira, às 10h30

A Fifa divulgou nesta sexta-feira a divisão dos potes para o torneio de futebol das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Além do anfitrião Brasil, Argentina, México e Japão serão cabeças de chave na competição masculina. No feminino, a seleção brasileira está no pote 1 com Alemanha e Estados Unidos. O sorteio será realizado na próxima quinta-feira, no Maracanã, às 10h30 (de Brasília).

Entre os homens, há mais três potes, com quatro equipes em cada um. No segundo estão Nigéria, Coreia do Sul, Honduras e Iraque; no terceiro, Suécia, Fiji, Portugal e África do Sul; e no quarto Argélia, Colômbia, Dinamarca e Alemanha. No torneio feminino, cada pote tem três times, estando no segundo França, Austrália e Suécia; no terceiro, Canadá, China e Nova Zelândia; e no quarto, Colômbia, África do Sul e Zimbábue.

De acordo com a entidade máxima do futebol, a divisão entre os potes do torneio masculino se deu através de um ranking baseado na performance das seleções nas últimas cinco edições dos Jogos Olímpicos. As edições mais recentes têm peso maior, e os times que se classificaram como campeões continentais tiveram um bônus na pontuação. Entre as mulheres o critério foi a última edição do ranking da Fifa, divulgado em 25 de março.

As seleções masculina e feminina do Brasil já têm posição definida no sorteio por serem anfitriãs: os grupos A e E – os primeiros de cada torneio. Duas seleções pertencentes à mesma confederação não poderão ficar no mesmo grupo – o que já tira do caminho brasileiro a Colômbia, em ambas as competições.

Globo Esporte

Argentina, também, sem energia, pede os Megawatts de volta

Está feia a coisa. Na semana passada, o Brasil pediu à Argentina alguns Megawatts (MW) emprestados para evitar apagões. Nesta semana foi a vez da Argentina pedir os MW de volta para socorrer o seu mais do que combalido parque gerador.

Pelo menos é o que se entende de um relatório feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. Diz o ONS:

– Houve intercambio internacional do Brasil para a Argentina, por solicitação da Cammesa (operador da Argentina) em tempo real, das 15h05 às 17h14, no valor de 200 MW, em função da redução não programada de disponibilidade de geração naquele país.

Como se vê, o ONS evitou falar uma linguagem direta, admitindo que houve falta de geração na Argentina, preferindo o sofisma de “redução não programada de geração”…

Por Lauro Jardim, Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tiago Dutra disse:

    Importação e exportação de energia elétrica são comuns e frequentes entre sistemas interligados, de acordo com as demandas temporárias de cada um. Só no Brasil, no entanto, o fato vira manchete na imprensa. E apenas quando o Brasil é o país importador.

    Apesar de ser comum países vizinhos partilharem suas redes, a exemplo de Estados Unidos e Canadá, a importação brasileira foi logo vinculada ao 'apagão', pela imprensa, e justificada pelos jornais pelo fato de o Brasil não ter energia suficiente para suprir o consumo brasileiro.

  2. Pedro Paulo disse:

    Assim como fez o Brasil na semana passada, que importou 165 MW médios de energia elétrica do país vizinho, a Argentina importou ontem do sistema brasileiro 200 MW médios, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS); o fato, no entanto, não foi noticiado por nenhum veículo da imprensa; é comum que sistemas interligados de países vizinhos importem e exportem energia de acordo com demandas temporárias de cada um, mas apenas por aqui, e só quando o Brasil importa, o fato vira manchete.

ARGENTINA: Promotor não tinha pólvora nas mãos, mas investigação não descarta suicídio

O exame para rastrear pólvora nas mãos de Alberto Nisman, o promotor encontrado morto em seu apartamento em Buenos Aires, deu negativo.

Segundo a promotora encarregada de investigar o caso, Vivian Fein, como a arma era de pequeno calibre, pode ser que ele mesmo tenha efetuado o disparo, mas que isso não tenha deixado partículas de pólvora suficientes para serem detectadas pelo exame.

Numa entrevista a uma rádio, Fein reafirmou que, pela autópsia, não há dúvidas de que ele é o autor do disparo.

“O resultado do varrimento das mãos do Nisman lamentavelmente deu negativo, mas não era um resultado inesperado. O calibre da arma é pequeno e usualmente não permite que o varrimento dê positivo. Isso não descarta que ele tenha disparado e o resultado da autópsia confirma isso de maneira categórica.”

Ela informou também que a arma pertencia a um empregado que trabalhava com Nisman desde 2007 na área de informática da promotoria. “Era um técnico de informática, uma pessoa próxima, que trabalhou anos com Nisman”, explicou. Não foi achada nenhuma outra arma no apartamento.

BILHETE DE COMPRAS

A família de Nisman encontrou um bilhete com uma lista de compras que a empregada doméstica deveria fazer na segunda (19). Sua morte foi confirmada justamente na madrugada desse dia.

Um primo de segundo grau de Nisman revelou ter encontrado o bilhete ao presidente de uma entidade da comunidade israelita, Jorge Kirszenbaum.

Kirszenbaum, que diz estar em contato com parentes de Nisman, diz que a família não cogita a possibilidade de suicídio. Tios e primos do promotor publicaram um anúncio de falecimento nos jornais e escreveram que a morte era injusta.

O representante da comunidade israelita também revelou a última foto que Nisman tirou: mostra a imagem dos documentos que ia usar no seu depoimento no Congresso, marcado para a segunda (19) e que não chegou a acontecer.

O CASO

O promotor argentino Alberto Nisman, 51, foi encontrado morto na noite de domingo (18).

Ele havia acusado a presidente Cristina Fernández de Kirchner de encobrir os autores do ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que deixou 85 mortos e 300 feridos em 1994.

Ele foi encontrado por sua mãe e por policiais que faziam sua escolta baleado com um tiro na têmpora dentro do banheiro de seu apartamento em Puerto Madero, bairro nobre da cidade de Buenos Aires.

Ao seu lado, estava um revólver calibre 22 com que ele teria se matado, segundo Viviana Fein, a promotora que investiga o caso.

Fein afirma que o laudo da autópsia revelou que “não houve intervenção de terceiras pessoas”, embora ela não descarte a possibilidade de um “suicídio induzido”. A promotora ainda investiga de quem seria o revólver usado por Nisman para se matar.

Nisman apresentaria na segunda (19) ao Congresso argentino as provas da denúncia que envolve, além da presidente, o chanceler Hector Timerman e outros aliados da Casa Rosada.

Eles são acusados de negociar um acordo com Teerã para que os suspeitos iranianos do atentado à Amia não fossem investigados.

Em 2013, os dois países assinaram um entendimento para que os suspeitos fossem interrogados na capital iraniana, o que os favoreceria.

Folha Press

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Souza disse:

    A prática de se livrar de um problema através de assassinato, está se alastrando pela América do Sul…

PENOU TAMBÉM: Argentina sofre, mas vence Suíça com gol no segundo tempo da prorrogação

thumb(Foto: Juan Mabromata/AFP)

A Argentina sofreu, suou muito, mas conseguiu vencer a Suíça na prorrogação, por 1 a 0, com gol de Di María, na tarde desta terça-feira, em São Paulo. Com a vitória nas oitavas, a Albiceleste avançou às quartas de final da Copa. Com apoio da torcida brasileira presente no estádio, os helvéticos tiveram boas chances de balançar a rede, mas vacilaram e acabaram derrotados, fora do Mundial. O público, aliás, foi um dos maiores destaques do jogo, já que foi o maior da Arena Corinthians na Copa.

O adversário dos hermanos na próxima fase sai do confronto entre Bélgica x Estados Unidos. O jogo das quartas será realizado no sábado, às 13h, em Brasília.

A Argentina tomou a responsabilidade de tomar conta do jogo no primeiro tempo. Mesmo sem brilho, os hermanos chegaram mais vezes ao gol adversário. Não houve, porém, chances claras de gol para a Albiceleste, que tinha Messi apagado. La Nati abusou das faltas para frear o ímpeto dos sul-americanos até os 25 minutos. Depois, a Suíça passou a chegar com mais perigo. Os helvéticos, aliás, tiveram as duas melhores oportunidades no primeiro tempo, com Xhaka e Drmic, em jogadas criadas pelo habilidoso e criativo Shaqiri. Este último, aliás, ficou cara a cara com o goleiro Romero, mas tentou, sem sucesso, encobrir o camisa 1. Com Messi e Lavezzi bem marcados, o primeiro tempo terminou no 0 a 0.

ARGENTINA VOLTA NA PRESSÃO

Depois de um primeiro tempo sem criar boas oportunidades de gol, a Argentina voltou mais disposta a furar o bloqueio suíço, com Messi mais presente. Rojo e Higuaín chegaram perto de marcar, mas não conseguiram passar por Benaglio. O gol parecia ser uma questão de tempo, porém os helvéticos conseguiam se segurar, na expectativa de um contra-ataque fatal. O jogo, então, virou uma espécie de ataque, da Argentina, contra defesa, da Suíça, com muita participação da torcida. Enquanto os brasileiros apoiavam os europeus, os argentinos gritavam alto em apoio à seleção. Contudo, sem inspiração de ambas as partes, o jogo caminhou para a quase sempre dramática prorrogação.

MAIS 30 MINUTOS DRAMÁTICOS E UM GOL

Não bastassem os mais de 90 minutos de muita emoção, a partida teve ainda uma prorrogação dramática. Com muita raça e entrega, a Argentina buscava o gol, mas sem desorganização nas defesa. O curioso é que, como a Suíça tocava a bola para gastar o tempo e levar a decisão para os pênaltis, a torcida brasileira passou a gritar ‘Olé’, para irritação dos argentinos, que passaram a descontar no habilidoso Shaqiri.

O segundo tempo da prorrogação foi marcado pelo desgaste físico dos jogadores. Messi e Shaqiri, cada um do seu lado, chamavam o jogo naquela altura. Coube, então, ao camisa 10 da Argentina o papel de protagonista novamente. Aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação, Messi achou Di María livre na ponta direita. O meia chutou cruzado e fez o gol da vitória: 1 a 0, suado e sofrido. No fim, Dzemaili quase empatou, com uma cabeçada na trave. A bola ainda voltou e bateu na perna dele, mas foi para fora, para alívio de toda a Argentina.

FICHA TÉCNICA:

ARGENTINA 1 X 0 SUÍÇA

DATA/HORA: 1/7/2014, às 13h
ESTÁDIO: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
ÁRBITRO: Jonas Eriksson (SWE)
AUXILIARES: Mathias Klasenius (SUE) e Daniel Warnmark (SUE)
PÚBLICO: 63.255
CARTÕES AMARELOS: Xhaka e Fernandes (SUI); Rojo e Di María (ARG)
GOL: Di María, aos 12’/2°T da prorrogação

ARGENTINA: Romero, Zabaleta, Garay, Fede Fernández e Rojo (15’/1°T da prorrogação); Mascherano, Gago (Biglia, intervalo da prorrogação) e Di María; Lavezzi (Palacio, 28’/2°T), Messi e Higuaín. Técnico: Alejandro Sabella

SUÍÇA: Benaglio, Lichtsteiner, Djourou, Schär e Ricardo Rodriguez; Behrami, Inler, Xhaka (Fernandes, aos 20’/2°T), Mehmedi (Dzemaili, aos 7’/2°T da prorrogação) e Shaqiri; Drmic (Seferovic, aos 36’/2°T). Técnico: Ottmar Hitzfeld

Lance

Invicta, Argentina avança em 1º com Messi artilheiro; Bósnia derrota o Irã e ambos se despedem

Na melhor apresentação da Argentina nesta Copa do Mundo, Lionel Messi marcou duas vezes nesta quarta-feira na vitória sobre a Nigéria, por 3 a 2, em um Beira-Rio vestido de azul e branco, em Porto Alegre, e garantiu aproveitamento 100% de sua seleção, terminando na primeira colocação no Grupo F. Apesar da derrota, o time africano também avançou às oitavas de final.

A Argentina terminou a primeira fase da Copa com nove pontos, repetindo a sequência vitoriosa de Colômbia e Holanda, à frente da segunda colocada Nigéria, que ficou com quatro pontos. A Bósnia ficou com três, ao vencer o Irã, que terminou com apenas um ponto.

De quebra, a seleção argentina tem agora um dos artilheiros da Copa. Com os dois desta quarta-feira, Messi acumula quatro gols, empatando com Neymar. Ele também foi o primeiro jogador da sua seleção a marcar quatro gols seguidos – um na estreia, outro no segundo jogo e dois contra a Nigéria – desde Maradona, em 1986.

Além da exibição do craque, os cerca de 20 mil argentinos que compareceram ao Beira-Rio puderam assistir a um jogo eletrizante, principalmente no início dos dois tempos. Foram dois gols no começo de cada etapa e bons lances ofensivos dos dois lados.

Em festa no Beira-Rio, a empolgada torcida argentina contribuiu para pintar de azul e branco o reduto vermelho do Internacional, que teve que aceitar as cores do arquirrival Grêmio dominando nas arquibancadas do seu estádio.

Nas oitavas de final, a Argentina vai cruzar com o segundo colocado do Grupo E, possivelmente Suíça ou Equador, no dia 1º de julho, no Itaquerão, em São Paulo. E a Nigéria duelará com o líder desta mesma chave, cuja favorita é a França, em 30 de junho, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Sem esforço, Bósnia derrota o Irã e ambos se despedem

O Irã bem que tentou, mostrou-se valente nas partidas contra Nigéria e Argentina e complicou para ambas, mas confirmou-se como uma das seleções mais fracas da Copa do Mundo nesta quarta-feira. Mesmo diante de uma Bósnia-Herzegovina desanimada e desinteressada, que entrou em campo já eliminada, os asiáticos mal levaram perigo e foram dominados. Melhor para os bósnios, que aproveitaram as poucas chances que tiveram para vencer por 3 a 1, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e voltarão para casa podendo celebrar ao menos seu primeiro triunfo na história dos Mundiais.

Além disso, a Bósnia deixou a lanterna do Grupo F nas mãos do Irã – três pontos contra um -, mas a classificação à próxima fase ficou com Argentina e Nigéria. Nesta quarta, os bósnios nem forçaram muito, até porque já não tinham grandes pretensões, mas fizeram o suficiente para vencer. Os iranianos até tentaram algo diferente em busca de uma improvável classificação, foram para cima no segundo tempo, mas aí deixaram exposta toda a fragilidade técnica de uma seleção que se destacou somente pelo empenho nesta Copa.

A partida desta quarta ainda encerrou a sequência de grandes confrontos na Arena Fonte Nova, que havia recebido alguns dos melhores jogos do Mundial (Espanha 1 x 5 Holanda, Alemanha 4 x 0 Portugal e Suíça 2 x 5 França), mas ao menos manteve a alta média de gols em Salvador: são 21 em quatro partidas. Talvez se soubessem que o duelo manteria a chuva de gols na capital baiana, mais torcedores tivessem ido ao estádio. Foram apenas 48.011, na pior marca da arena nesta Copa.

 

Agência Estado

Pudim com cocaína do Carrefour argentino causa furor nas redes sociais

 Os pudins comercializados pela marca Carrefour na Argentina com a menção “cocaína: 12 gramas” na lista de ingredientes exposta na embalagem movimentou as redes sociais nesta segunda-feira (6).

Com mais de 500 lojas na Argentina, o grupo francês pediu desculpas a seus clientes, alegando que “houve uma adulteração na etiqueta”.

“Foi uma brincadeira de mau gosto por parte de um funcionário da empresa que fornece os pudins da nossa marca”, explicou a empresa, em um comunicado.

“Desejamos transmitir tranquilidade aos nossos clientes, garantindo-lhes que não existe nenhum componente estranho nos pudins marca Carrefour como se mencionou nas redes sociais”, insistiu a rede.

A empresa reagiu tarde demais. “Do céu, Pablo Escobar deve ter pensado: por que não pensei nisso antes”, ironizou Gustavo Ramírez, no Facebook.

“Você quer se drogar barato? Compre pudim no Carrefour que vem com 12 gramas de cocaína”, escreveu Bel, no Twitter.

“Vem com surpresa: furor nas redes sociais pelo pudim com cocaína do Carrefour”, tuitou Mexofin.

Já Daniel Litovsky deu uma outra sugestão: “se você compra um pudim que diz que tem 12 gramas de cocaína e depois não tem, o Carrefour deveria indenizar você por venda enganosa”.

Folha

HORROR: Ataque de piranhas na Argentina deixa 60 feridos; bebê teve fratura exposta

Mais de 60 pessoas ficaram feridas em um ataque de piranhas em Rosário, na Argentina, dentre elas uma menina de sete anos que teve parte de seu dedo amputado e um bebê que sofreu fratura exposta. A maior parte dos ferimentos, no entanto, foi de mordidas nos braços e pernas. As autoridades montaram uma operação para evitar que outros banhistas desavisados entrassem na água ao longo do dia.

O ataque de piranhas-vermelhas e da espécie Serrasalmus spilopleura aconteceu ao meio-dia em uma praia no rio Paraná, ao longo de um calçadão em Rosário – que na hora do ataque registrava de 38 graus. Segundo especialistas, as piranhas são bastante comuns no local, mas costumam ficar mais agressivas durante períodos de altas temperaturas. Os animais são carnívoros e costumam ser atraídos por sangue ou ferimentos. Alguns chegam a atacar a própria espécie.

O Globo

Argentina e Cuba desenvolvem vacina para combater câncer de pulmão

Cientistas e pesquisadores argentinos e cubanos desenvolveram uma vacina que ajuda a combater o câncer de pulmão. O medicamento, resultado de 18 anos de pesquisa, começa a ser comercializado na Argentina em julho. Laboratórios de 25 países, entre eles o Brasil, México e Uruguai estão interessados em obter a licença de fabricação.

“A vacina reativa o sistema imunológico do paciente, para que ele possa criar anticorpos contra as células cancerígenas”, explicou, em entrevista a Agência Brasil, o médico Daniel Alonso, um dos pesquisadores argentinos. “Não substitui tratamentos existentes, como quimioterapia ou radioterapia. Mas contribui para aumentar a sobrevida do paciente”, disse.

Segundo Alonso, a maioria dos pacientes só descobre que tem a doença quando o câncer no pulmão está em estado avançado. Como os tumores são provocados por células do próprio organismo, que sofreram mutação, o sistema imunológico não detecta um corpo estranho e, portanto, não reage. Os médicos usam quimioterapia e radioterapia para matar as células cancerígenas, mas os dois tratamentos também destroem outros tecidos.

O câncer de pulmão é um dos mais agressivos e mata 1,38 milhão de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina foi desenvolvida por um consórcio de empresas privadas e do setor público, da Argentina e de Cuba.

Da Agência Brasil