“PT põe em risco a democracia”, diz Antônio Alves, assessor e homem de confiança de Marina Silva

 

toinhoassessormarinasilvaaltinomachadoespecialterraFoto: Altino Machado / Especial para Terra

Um dos assessores mais próximos de Marina Silva (PSB), candidata derrotada à Presidência da República, o jornalista e poeta acreano Antonio Alves, 57 anos, considera como argumento mais forte, para evitar a neutralidade da ex-ministra e ex-senadora no segundo turno, o “quase consenso de que o PT passou da conta e está colocando em risco o ambiente democrático, com o aparelhamento do Estado”.

Como exemplo, o assessor de Marina diz que o “PT mudou a composição do Supremo Tribunal Federal para rever processo julgado um ano antes e minimizar as penas que já tinham sido dadas aos réus do mensalão”.

“Isso é inaceitável. Cria-se, então, uma forte tendência de votar no Aécio, mesmo sabendo que ele é a outra face da mesma moeda, para que haja, pelo menos, uma alternância no poder. Mas essa posição, que é aceitável no presente, traz um risco para o futuro que é a Marina e a Rede não se distinguirem mais, de forma clara, da polarização PT-PSDB. A Rede é uma semente que não pode se perder”, afirma.

Fundador do PT e ex-militante da organização trotskista Liberdade e Luta (Lubelu), Toinho Alves, como é mais conhecido, atua desde meados dos 1980 com Marina Silva. Estava com a ex-seringueira quando foi eleita senadora pela primeira vez no Acre, em 1994, e há três meses está em São Paulo por causa da campanha presidencial.

Misto de amigo e guru, é considerado da extrema confiança da ex-senadora, elabora parte do ideário “marinista” e até seus discursos. Ele admite que Marina vive um “dilema sem saída, no qual não existe posição confortável”.  “Eu gostaria de que ela tivesse a liberdade de dizer “pessoal, tchau, vou embora pra casa”. Já imaginou? Quando perguntassem em que iria votar, bastava dizer que o voto é secreto e que ela tem o direito de votar em quem quiser”.

Em entrevista exclusiva ao Terra, o amigo e conselheiro político não tem a “mínima ideia” do que Marina vai decidir.  “A Marina costuma tirar posições inusitadas nas situações mais difíceis. Acho que ela vai tentar, ao máximo, preservar a coligação e o futuro da Rede e do PSB. Vai se expressar dentro desse coletivo. E se a posição majoritária for de apoio ao Aécio, a forma desse apoio dependerá também dele e da campanha que ele fizer”.

Para Alves, o tempo da política simples ficou pra trás com “esquerda e direita, democracia e ditadura”. “A polarização PT-PSDB é a continuidade desse simplismo, que está chegando ao fim. Agora tem outras forças, outros polos, uma complexidade maior. É por isso que tanta gente vive no passado. No século 21, só entra quem for inteligente”.

Terra: É verdadeira a tendência de Marina apoiar Aécio no segundo turno?
Antonio Alves: É uma possibilidade, mas não desse jeito apressado, sem crítica, como está sendo anunciado. Não dá pra cair na velha polarização e simplesmente aderir sem nenhuma crítica. Isso não seria nada “marineiro”. O que foi noticiado até agora é resultado de uma certa ansiedade, pautada pelos interesses de um lado ou de outro. A imprensa cria uma versão para depois, se a Marina tomar decisão diferente, dizer que ela “mudou de posição” ou “recuou” mais uma vez. A “desconstrução” da Marina parece continuar sendo a política dos partidões.

Terra: Ao reconhecer a derrota no domingo, Marina deixou no ar que vai dialogar com o PSDB sobre o segundo turno.
Antonio Alves: Não sei se ela vai dialogar. Uma das opções possíveis é simplesmente votar. Marina é uma cidadã, tem o seu voto. Se ela quiser declarar o voto, declara. Mas, se não quiser, pode votar sem dizer nada. Não tem obrigação nenhuma. Ela esteve sozinha durante a campanha inteira. Ninguém correu para defendê-la dos ataques caluniosos e injuriosos que ela sofreu. Por que ela teria que se colocar, novamente, para ser atacada? Quem fez o angu, que o coma.

Terra: Você disse isso à Marina?
Antonio Alves: Sim, mas ela sabe que qualquer que seja sua decisão, vai ser crucificada do mesmo jeito. Se disser que vai votar na Dilma é um escândalo, depois de tudo o que o PT fez. Se disser que não vai votar em ninguém, vão dizer que ela está querendo que o PT continue.  E se disser que vai votar no Aécio vai ser crucificada do mesmo jeito, vão dizer que ela foi com a direita, com os ruralistas que sempre apoiaram o candidato etc. De um jeito ou de outro, é pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come.

Terra: Mais um dilema na vida de Marina?
Antonio Alves: Um dilema sem saída, no qual não existe posição confortável. Eu gostaria de que ela tivesse a liberdade de dizer “pessoal, tchau, vou embora pra casa”. Já imaginou? Quando perguntassem em que iria votar, bastava dizer que o voto é secreto e que ela tem o direito de votar em quem quiser.

Terra: Qual é o argumento mais forte para que isso não aconteça?
Antonio Alves: É o argumento de que o Brasil passa por um momento difícil e decisivo e que o trabalho dela, nessa eleição, ainda não terminou. Há quase um consenso de que o PT passou da conta e está colocando em risco o ambiente democrático com o aparelhamento do Estado. Por exemplo, mudar a composição do Supremo Tribunal Federal para rever o processo julgado um ano antes e minimizar as penas que já tinham sido dadas aos réus do mensalão, isso é inaceitável.

Cria-se, então, uma forte tendência de votar no Aécio, mesmo sabendo que ele é a outra face da mesma moeda, para que haja, pelo menos, uma alternância no poder. Mas essa posição, que é aceitável no presente, traz um risco para o futuro que é a Marina e a Rede não se distinguirem mais, de forma clara, da polarização PT-PSDB. A Rede é uma semente que não pode se perder.

Terra: Você é amigo, conselheiro político e acompanha Marina desde meados dos 1980. O que ela vai decidir?
Antonio Alves: Não tenho a mínima ideia. A Marina costuma tirar posições inusitadas nas situações mais difíceis. Acho que ela vai tentar, ao máximo, preservar a coligação e o futuro da Rede e do PSB. Vai se expressar dentro desse coletivo. E se a posição majoritária for de apoio ao Aécio, a forma desse apoio dependerá também dele e da campanha que ele fizer. Aliás, nem vimos como será esse segundo turno.

Será que a Dilma vai insistir no marketing selvagem contra o Aécio, como fez no primeiro turno contra a Marina? Será que o Aécio vai manter as mesmas posições na polarização ou vai redefinir sua agenda com outros compromissos? Ele pode demarcar as terras indígenas, proteger as florestas, recuperar os mananciais de São Paulo que estão ameaçados pela política desastrosa que fizeram no Estado? Tudo isso tem que ficar claro.

Terra: Mas o tempo é curto para isso, não?
Antonio Alves: Mas existe. Não vejo necessidade de pressa. Alguém pode dizer “ora, daqui a dez dias o povo já se decidiu e a nossa posição não terá mais força nenhuma”. E daí? A gente quer que a nossa posição tenha força para que? Eu não raciocino com os critérios da política. Meu critério é pessoal: Marina não deve ser mais uma vez acusada de causar desastres. Imagine só, a candidata que fica de fora do segundo turno ser responsabilizada caso o governo da Dilma ou do Aécio seja desastroso.

Eu sei que muita gente ainda está em campanha, inclusive candidatos a governador que passaram para o segundo turno. A posição da Marina tem que levar em consideração todo esse pessoal, saber quais são as expectativas para não criar problema para os partidos aliados. Mas todos também devem compreender que não pode ser colocado em risco aquilo que ela chama de “legado”, ou, pelo menos, o que restou dele.

Terra: É realmente um grande dilema político.
Antonio Alves: O tempo da política simples ficou pra trás. Esquerda e direita, democracia e ditadura, as opções eram óbvias. A polarização PT-PSDB é a continuidade desse simplismo, que está chegando ao fim. Agora tem outras forças, outros polos, uma complexidade maior. É por isso que tanta gente vive no passado. No século 21, só entra quem for inteligente.

Terra

Campanha de Aécio tenta apoio de Joaquim Barbosa como "bala de prata"

A campanha de Aécio Neves (PSDB-MG) sonha com uma bala de prata: o apoio de Joaquim Barbosa [foto] na reta final do primeiro turno. O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) já foi abordado mais de uma vez por tucanos que tentam convencê-lo a fazer algum gesto de adesão ao candidato.

O governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, disse à coluna que, hospedado no mesmo hotel que Barbosa, em SP, conversou com o ex-ministro no início da semana. “Ele poderia declarar voto ou então aceitar convite para ser ministro [num eventual governo de Aécio Neves]“, imagina.

Ele tem se mantido em silêncio sobre a sucessão e, aos que insistem, diz que nem sequer sabe se estará no Brasil no dia da eleição.

Folha Press – Coluna Mônica Bergamo

BOMBARDEIO: PT, PSDB, PSOL e PSTU criticam Marina em propaganda

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, voltou a sofrer ataques dos adversários na propaganda eleitoral gratuita no rádio. Os programas de PT, PSDB, PSOL e PSTU criticaram Marina, enquanto o segmento da ex-ministra foi uma repetição do que foi apresentado na terça-feira, 2.

Marina agradeceu “de coração” a confiança dos brasileiros e disse que, ao consultar diversos setores da sociedade percebeu que a “esperança de mudar a política já estava pronta para despertar”. Marina apresentou ainda seu vice, Beto Albuquerque e disse que quer governar com “partidos, trabalhadores, empresários e movimentos sociais”.

A propaganda petista centrou seus ataques em Marina, dizendo que a presidente Dilma Rousseff mostrou “para a outra candidata lá” no debate do SBT que “fala mansa não resolve”. “É preciso mostrar como vai fazer”, disse o programa, que criticou também a falta de importância dada ao pré-sal no programa de governo do PSB. “Ser contra o pré-sal é ser contra o futuro do Brasil.” Outra crítica a Marina foi relacionada à sua falta de apoio no Congresso. O programa frisou que não dá para governar sozinho e que “sonhar é bom, mas eleição é hora de botar o pé no chão”. “Será que ela tem jeito para negociar?”, questionou o locutor, que completou dizendo que duas vezes o Brasil escolheu “salvadores da pátria” e não teve sucesso.

O programa de Dilma também destacou trechos do debate nos quais a presidente fala de segurança pública, propondo repetir o que deu certo na Copa do Mundo, e de economia, frisando que o País não está em recessão e que a queda na atividade é momentânea. A propaganda critica a “falta de propostas concretas” dos outros candidatos.

A propaganda do PSDB ecoou as críticas à falta de experiência e apoio político de Marina, destacando que é preciso “força de verdade” para mudar o Brasil e que “sozinho não se faz nada”. Aécio Neves voltou a dizer que, para mudar o País, “não basta tirar o PT do poder”. Segundo ele, é preciso colocar no lugar um governo que funcione. O programa exibiu novamente depoimentos de tucanos, como o governador do Paraná, Beto Richa, e o ex-governador de São Paulo José Serra, apoiando Aécio.

No fim, o programa tucano provocou os petistas. “Agora vai começar o programa do pessoal que fala muito, mas não fala que gastou R$ 700 milhões para construir um porto em Cuba”. Diferentemente dos dias anteriores, o programa petista não sucedeu o do PSDB e após a provocação dos tucanos começou a propaganda para deputados federais.

Nanicos

Os programas do PSOL e do PSTU também criticaram Marina Silva. Luciana Genro disse que, para fazer mudanças de verdade, é preciso contrariar interesses, coisa que, segundo ela, Marina não está disposta a fazer. Já o PSTU, do candidato Zé Maria, “defendeu” o legado de Chico Mendes. Em referência a uma fala de Marina no debate da TV Bandeirantes, o PSTU disse que Chico Mendes nunca foi da elite e que “essa elite matou Chico Mendes”.

Já a propaganda do candidato do PSC à Presidência, Pastor Everaldo, repetiu as principais propostas do candidato, como a redução da máquina pública e a defesa do livre mercado.

fonte: Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jorge Guerreiro disse:

    Zé Ninguém, na visão de Roberto Setubal se referindo a FHC e Lula, quem é o gestor medíocre e quem é o populista?

  2. João Brasil disse:

    Independente de qualquer coisa, todos os candidatos devem responder todas as pergunta dos eleitores, sob pena de ficar pairando um clima de "falta de transparência" e de que há coisas a serem escondidas.
    Assim, Marna precisa responder:
    a) Quem é o dono do jatinho fantasma e porque encontrava-se completamente irregular?
    b)Quem são os clientes da empresa de Marina e quais eram os teores das palestras?
    c) Qual a pocisão da candidata em relação a homofobia, casamento GAY e roleta bíblica, além da influência dos Pastores Silas Malafaia e Marcos Feliciano?
    d) Qual a pocisão da candidata em relação ao Pré-sal, energia nuclear e independência do Banco Central?
    e) E se ela acha que os interesses dos banqueiros são os mesmos dos trabalhadores em geral?

  3. Fernando Bastos disse:

    Manter o povo no cabresto Politico Eleitoreiro, só da nisso, uma dia a CASA CAI, CHEGA DE PATIFARIA E TIRANIA (PT). MARIA NELES. MARINA NELES. MARINA NELES.

  4. Zé Ninguém disse:

    SERÁ QUE O QUE É BOM PARA OS BANQUEIROS TAMBÉM É BOM PARA O POVO?
    O presidente Roberto Setubal (irmão de Neca Setubel), da fundação do banco Itaú Unibanco, a maior instituição financeira do País assumiu a sua pocisão dizendo: "Estamos diante de uma eleição presidencial que mudará os rumos do país", saudou ele, deixando claro seu voto em Marina Silva, do PSB; "O país não aguenta mais gestões medíocres e populistas", continuou o banqueiro, em referência aos governos dos presidentes Fernando Henrique, do PSDB, e Lula, do PT; não esquecendo que Setubal tem na irmã Neca a responsável pelo programa de governo de Marina e braço direito da candidata; o pai deles, Olavo Setubal, foi prefeito de São Paulo por indicação do REGIME militar e ministro no governo Sarney; política no sangue; eventual vitória de Marina será, assim, vitória do titular e da herdeira do Itaú; em tempo: na gestão Dilma Rousseff, banco foi autuado pela Receita Federal em R$ 18 bilhões por sonegação de impostos. Será que esse é um dos motivos de sua decisão?

  5. Potiguar disse:

    SE ELES SOUBESSEM QUE MERDA QUANTO MAIS MEX MAIS FEDE !!! A TENTATIVS DE ATACAR MARINA QUADRIPLICA O TEMPO DE EXPOSIÇÃO NA TV E ISSO TURBINA A VOTAÇÃO DELA . O POVO DESEPERADO BURRO

FOTOS E VÍDEO: Aécio já está em Natal e é recebido com apoio por trabalhadores

Untitled-3Reprodução: Twitter

Untitled-4Reprodução: Twitter. VÍDEO acessando Facebook aqui

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano disse:

    Felipe Maia, Rogério Marinho e mais alguns papagaios trabalhadores?

  2. Zé Ninguém disse:

    Rogério Marinho deveria apresentar a borboleta Micarla e a Rosa de Mossoró, candidatas que apoiou e Governos que serviu até o barco afundar. José Agripino, coordenador da campanha de Aécio podia ter agendado uma visita ao Imperador da Província do Rio Grande sem Sorte, Rasputim Carlos Augusto I. A experiência com candidatos destruidores é a MARCA de José Agripino, um AVALISTA de primeira linha.

  3. Tiago Dias disse:

    Claro que ele foi recebido por trabalhadores, afinal a taxa de desemprego é uma das menores do mundo.
    Se fosse na época de FHC/PSDB a manchete seria "Aécio é recebido por desempregados", afinal a taxa de desemprego era de 12,9%.

Coordenador jurídico da campanha do PSDB pede investigação de senadores petistas

O coordenador jurídico da campanha presidencial do PSDB, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), protocolou, há pouco, na Procuradoria-Geral da República, representação contra os senadores José Pimentel (PT-CE) e Delcídio Amaral (PT-MS), para que seja investigado se os parlamentares estão envolvidos nos crimes de advocacia administrativa, de falso testemunho ou de quebra de sigilo funcional.

A representação baseou-se em denúncia publicada pela revista Veja desta semana, segundo a qual investigados pela CPI da Petrobras combinaram com senadores integrantes da comissão as perguntas que seriam feitas em depoimento. Pimentel é o relator da CPI. “O que foi solicitado ao procurador-geral da República [Rodrigo Janot] é a investigação para verificar o real envolvimento dos dois senadores nos crimes”, explicou Sampaio.

Representação semelhante será protocolada amanhã (5) às 10h30, na Procuradoria do Distrito Federal (DF) para que sejam investigados os demais citados na reportagem. Entre eles, estão a atual presidenta da Petrobras, Graça Foster, o ex-presidente José Sergio Gabrielli e o ex-diretor da Área Internacional da empresa Nestor Cerveró, o servidor da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República Paulo Argenta e os servidores do Senado Carlos Hetzel e Marcos Rogério de Souza. O adiamento da entrega da representação na Procuradoria do DF deveu-se à descoberta de mais uma pessoa supostamente envolvida na denúncia da Veja.

Sampaio informou ainda que, nesta terça-feira (5), os partidos de oposição deverão representar no Conselho de Ética do Senado contra José Pimentel e Delcídio Amaral por quebra de decoro parlamentar.

As denúncias da revista foram duramente criticadas hoje no Senado. A reportagem diz que funcionários dos gabinetes dos senadores e até da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República participaram da formulação e envio das perguntas aos depoentes, que foram treinados para não entrar em contradição nas respostas.

Em discurso, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), defendeu a suspensão da CPI da Petrobras no Senado, mantendo-se apenas os trabalhos da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), que funciona simultaneamente. Agripino disse que, embora costume respeitar os colegas, entende que Pimentel não deve continuar como relator da CPI. “Com o volume, com a enxurrada de evidências que estão postas, [Pimentel] deveria refletir se deve continuar relator desse fato. A menos que haja explicações cabais para os fatos denunciados, para a gravação que foi feita e que compromete a relatoria de Sua Excelência de forma definitiva. (…). Se isso for verdade, Sua Excelência não tem condições de continuar relator, e muito menos essa CPI tem o direito de continuar”, protestou.

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Josias disse:

    Impressionante como se renova no noticiário as falcatruas dessa turma, onde isso vai parar?? Torço para que pare nas urnas, seja qualquer um dos dois candidatos da oposição.. Que o Brasil e o patrimônio publico sejam devolvidos aos brasileiros e não permaneça na mão de bajuladores e saqueadores profissionais.

Ex-governador Eduardo Azeredo(PSDB-MG) acusado por mensalão mineiro diz que é inocente como Lula

Print print2 print3 print4 14041156Reprodução Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tiago Dutra disse:

    O Tucano será inocentado, assim como foi FHC que sequer foi denunciado pelo engavetador geral da república no esquema da compra de votos para a reeleição.

  2. TITICO disse:

    É SÓ VERIFICAR QUEM ESTÁ COM PATRIMÔNIO INCOMPATÍVEL COM O QUE GANHOU E GANHA. CONFISCA TODA CAMBADA DO PSDB, DEM, PPS E SEUS LARANJAS QUE TEREMOS SAÚDE E SEGURANÇA TIPO FIFA.

PSDB diz que vai processar petista por provocação ao lado de Barbosa

 14034489Foto: Sérgio Lima-03.fev.2014/Folhapress

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), deve ingressar nesta terça-feira (4) na Corregedoria com uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), pelas provocações do petista ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, durante a sessão de ontem de reabertura dos trabalhos do Congresso.

Um dos principais críticos do julgamento do mensalão, Vargas repetiu por diversas vezes, no plenário da Câmara, o gesto de erguer o punho cerrado, que foi adotado pelo ex-presidente do PT José Genoino e o ex-ministro José Dirceu no momento de suas prisões. O petista estava sentado ao lado de Barbosa na mesa da cerimônia.

Em uma troca de mensagens pelo celular revelada hoje pelo o jornal “O Estado de S. Paulo”, Vargas ainda sugeriu que gostaria de dar “uma cotovelada” no ministro. A mensagem foi confirmada pela assessoria do petista à Folha.

Vargas ainda tentou fazer um ‘selfie’ – tirar foto de si mesmo– enquadrando Barbosa ao lado e fez vídeos durante a cerimônia. O PSDB argumenta que Vargas feriu o Código de Ética da Câmara que determina “tratar com respeito e independência os colegas, as autoridades, os servidores da Casa e os cidadão com os quais mantenha contato no exercício da atividade parlamentar, não prescindindo de igual tratamento”.

“Fiquei estarrecido, chocado. Foi inacreditável. Nós estamos estudando ainda a representação para não fazer nada precipitado, mas vamos representar”, disse Imbassahy à Folha. “Foi um gesto provocativo jamais visto. Ele não estava ali apenas como deputado, mas estava como vice-presidente da Câmara, representando a instituição. Além do gesto [punho cerrado erguido], que fica no simbolismo, teve essa troca de mensagem insinuando a cotovelada. Inaceitável essa postura depõe contra o Congresso”, completou.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que não ter uma avaliação sobre uma representação contra Vargas ter potencial para avançar na Casa. “Foi um gesto pessoal dele, uma manifestação pessoal e não tenho esse julgamento não”, disse. Alves disse que não percebeu a atitude do colega durante a cerimônia. “Só fui ver hoje pelos jornais. Estava de lado. não percebi”, afirmou.

 REAÇÃO

Ao deixar o evento, Barbosa limitou-se a dizer que não prestou atenção ao gesto. A Folha apurou que ministros do STF analisam se há necessidade de uma reação ao gesto do petista. Uma das possibilidades seria uma nota institucional. Mas a ideia enfrenta resistência pelo tema ser considerado extremamente delicado.

A avaliação de dois ministros do Supremo ouvidos pela reportagem é que o PT tem deflagrado uma campanha para politizar o resultado do julgamento numa tentativa de evitar um eventual impacto das prisões nas eleições de outubro. O receio dos ministros é de que uma resposta institucional do Supremo dê fôlego a estratégia do PT.

Ministros que falaram à Folha sob anonimato disseram ainda que as provocações petistas são motivadas especialmente pelo temperamento explosivo do ministro que protagonizou diversos bate-bocas com o ministro Ricardo Lewandowski durante o julgamento do Supremo, além de ter embates com associações de magistrados e ter acusado advogados e juízes de conluio.

O próprio Barbosa já deflagrou ataques ao Congresso. O presidente do Supremo no ano passado, durante palestras para estudantes, disse que o país tinha partidos de “mentirinha” e que o Congresso Nacional é “ineficiente” e “inteiramente dominado pelo Poder Executivo”.

Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. elias disse:

    podem e vão continuar por muitas décadas para o bem da nação, por que falar de mensalão se foi a turma do DEMo e do PSDBingo que criou a corrupção???

  2. Sergio Nogueira disse:

    Petista não pode ver Joaquim Barbosa que logo levanta a mão pensando que vai ser algemado. Calma gente! Só foi descoberto o esquema do mensalão, os outros ainda podem continuar.

  3. O roteirista disse:

    Meu Deus, aonde vai parar o PSDB?
    Será que não aprenderam com aquele epsódio ridículo da bolinha de papel em que foi preciso chamar uma ambulância para socorrer o Jose Serra.
    O roteirista prevê um segundo turno entre Dilma X Eduardo Campos, o PSDB está mais perdido que cego em tiroteio e surdo em bingo.

  4. Clarissa disse:

    Além de falta de respeito foi uma palhaçada desnecessária feita por esse Deputado puxa saco.
    São por atitudes assim que o Brasil vem se curvando a marginalidade, a bagunça, aos baderneiros, enfim, a um monte de pessoas sem qualificação e postura moral.

PSDB aciona Comissão de Ética contra Dilma por parada em Portugal

Após questionamentos no Ministério Público Federal, a oposição ingressou nesta terça-feira (28) com uma representação contra a presidente Dilma Rousseff na Comissão de Ética Pública da Presidência para analisar se ela infringiu o Código de Conduta da Alta Administração Federal em sua escala em Portugal, no sábado (25).

Na ação, o PSDB alega que a presidente feriu a determinação de condutas éticas para as altas autoridades ao realizar a parada em Lisboa se hospedando em hotel de luxo sem compromissos oficiais e sem divulgar a agenda.

Dilma fez uma escala em Portugal quando voltada da viagem à Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, em Davos, antes de chegar a Cuba no domingo. Dilma jantou no Eleven, um dos três únicos restaurantes da cidade a ter uma estrela no guia “Michelin”, e ficou hospedada no Ritz Four Seasons, um dos mais luxuosos da capital.

A presidente ficou cerca de 15 horas em Portugal. Uma parte da equipe ficou no mesmo hotel que ela. Outra, no Tívoli. No Ritz, o valor das diárias vai de € 360 (R$ 1.188) para o quarto comum a € 8.265 (cerca de R$ 27 mil) para a suíte presidencial. O Planalto só foi confirmar a presença da presidente após informações circularem pela imprensa.

Segundo o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), há ainda indicações de que a parada estava programada desde quinta-feira passada e o argumento de parada técnica não se justifica pela autonomia do avião presidencial. O tucano argumentou quer a FAB (Força Aérea Brasileira) indicou que o avião presidencial, o Airbus A319, tem autonomia de voo de aproximadamente 11 mil quilômetros e a distância entre Zurique e Havana é de 8.199 quilômetros.

O chef Joachim Koerper, do restaurante Eleven, disse nesta terça-feira (28) à Folha que recebeu funcionários da Embaixada do Brasil em Lisboa para uma “vistoria” na véspera da visita da presidente Dilma Rousseff e de membros da sua comitiva ao local. Isso contraria a versão apresentada ontem pelo ministro Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) para a passagem da delegação brasileira pela capital portuguesa, fato que havia sido omitido da agenda presidencial.

Sampaio disse ainda que o governo tentou esconder os reais motivos da parada e levou inclusive a ministros de Estado a mentirem. “A presidente não apenas fez, efetivamente, uma escala injustificada em Lisboa, o que, por si só, já contraria o interesse público, mas deliberou por transformar essa escala ociosa em uma alucinante cena de ostentação supérflua, custeada pelo patrimônio público brasileiro”, disse o líder, lembrando que o avião presidencial conta com cama e poderia seguir viagem após o abastecimento.

Sampaio disse que a parada técnica tem um custo de R$98 mil e que espera o ressarcimento aos cofres públicos. “Vamos tentar reaver o dinheiro”.
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FALSIDADE

O PSDB entrou ainda com uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de inquérito contra a presidente, quatro ministros e Juniti Saito (Comandante da Aeronáutica) para apurar a prática de improbidade administrativa, bem como eventual prática de crime contra administração pública e falsidade ideológica.

Em nota divulgada no domingo, a Presidência da República afirmou que a parada técnica em Lisboa foi “adequada” porque o Airbus presidencial não tem autonomia para voar da Suíça a Cuba, onde cumpre agenda a partir de hoje.

A oposição pede que o Ministério Público avalie se a ministra Helena Chagas (Secretaria de Comunicação da Presidência) cometeu falsidade ideológica por ter assinado uma nota afirmando que a decisão de fazer um voo diurno foi tomada pela Aeronáutica a partir de avaliações das condições meteorológicas.

Além de Helena Chagas, são alvo da representação os ministros : Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Indústria), Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), José Elito (Gabinete de Segurança Institucional), além de Juniti Saito (Comandante da Aeronáutica) e Marco Aurélio Garcia (assessor especial da Presidência).

Provável candidato do PSDB à Presidência da República neste ano, o senador Aécio Neves (MG) disse na segunda-feira (27) que a viagem da presidente foi feita “de forma dissimulada”, porque, segundo ele, “tinha uma agenda que não era pública”.

“A viagem teve excessos absolutamente inexplicáveis. Não é um bom exemplo, não é um comportamento que se pode esperar”, disse o tucano, que passou o dia com correligionários em Florianópolis.

Folha

PSDB emite nota de pesar do pelo falecimento de João Faustino

Nota de pesar

O diretório estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Rio Grande do Norte manifesta profundo pesar pelo falecimento do professor João Faustino, ex-deputado federal e um dos fundadores desta legenda no RN, ocorrido na madrugada desta quinta-feira (9).

Somos incapazes de encontrar palavras de consolo para a dor de familiares e amigos, mas desejamos expressar nossa profunda solidariedade neste momento, que é capaz de nos fazer contemplar a esperança e a fé. Temos fé que todos irão ter seus corações confortados por Deus. Desejamos força para superar a perda deste grande homem que foi João Faustino, figura de grande importância na história política do nosso Estado.

Em toda sua trajetória política e de vida, Faustino manifestou qualidades como a simplicidade, a vontade de servir e o respeito por todas as pessoas. Militante no movimento estudantil, foi presidente da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Norte. Graduou-se em Pedagogia e Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde se tornou professor titular.

Foi secretário de Educação do município de Natal e secretário de Estado de Educação do Rio Grande do Norte. Em 1978 elege-se pela primeira vez deputado federal, sendo reeleito em 1982 e novamente eleito em 1990. Em 1986 concorreu ao Governo do Estado através de Aliança Popular composta pelos candidatos ao senado Jose Agripino Maia e Lavousier Maia. Pertenceu ao PDS, PFL e atualmente é filiado ao PSDB, congratulado Presidente de Honra.

Entre 1999 e 2002 exerceu cargos na Presidência da República. Eleito em 2002 como 1º suplente do Senador Garibaldi Filho, exerceu o mandato entre 15 de julho e 12 de novembro de 2010. Nas eleições de 2010, foi eleito novamente 1º suplente, desta vez do senador José Agripino Maia.

Respeitosamente, lamentamos a perda e ressaltamos a contribuição de João Faustino para todos que com ele conviveram. Elevamos nossas preces para que Deus o receba e o acolha em paz.

 Valério Marinho

Presidente do diretório estadual do PSDB no RN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo sergio martins disse:

    Salvo engano, Valério Marinho (subscritor desta nota e pai do ex-deputado Rogério Marinho) é o segundo suplente do senador José Agripino (Dem). Porém, com a mudança de João Faustino para o "andar de cima", é agora alçado à condição de primeiro suplente.

Se alguém do PSDB recebeu propina, tem que ser preso, diz Aécio

Num instante em que a penitenciária da Papuda virou um puxadinho da política e o excesso de denúncias parece dividir os partidos em dois grupos —o dos sujos e o dos mal lavados— Aécio Neves declarou: “Eu vou falar muito sobre ética durante a campanha.”

Na noite passada, o presidenciável tucano jantou com um grupo de jornalistas no Piantella, tradicional casa de repastos de Brasília. Recordou-se a Aécio que a reputação do seu PSDB está na bica de descarrilar no escândalo do cartel de trens e do metrô de São Paulo. O candidato tomou distância da carapuça.

“Se tiver alguém do PSDB que cometeu irregularidade, que recebeu propina, se isso ficar provado, tem que ir para a cadeia também”, disse. Indagou-se a Aécio se não receia que o caso interfira na campanha tucana. E ele: “Só se for para quem está envolvido. Para mim? Zero.”

Aécio realçou que o caso do cartel paulista frequenta o noticiário diariamente. A despeito disso, o governador tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, “está liderando as pesquisas”. Por quê? “Não é algo que contamine o Geraldo. Ele não é desonesto. Vou duas vezes por semana a São Paulo. Não pega. Ninguém toca nesse assunto.”

E quanto ao chamado mensalão de Minas Gerais, que aguarda na fila de julgamentos do STF? “Vamos esperar até que seja julgado. Creio que muita gente pode se surpreender. Mas se alguém do PSDB cometeu irregularidade, tem que ser punido.”

Aécio espetou o petismo: “Não vamos cometer o equívoco do PT de acobertar, de transformar [julgamento] em coisa política. Isso não tira um milímetro da minha autoridade para falar de ética. Vou falar. Tenho 30 anos de vida pública. Se alguém do PSDB cometeu ato ilícito, vai responder.”

Levado às manchetes pelo delator Roberto Jefferson em 2005, o mensalão não impediu a reeleição de Lula em 2006. Tampouco tirou de Dilma Rousseff a eleição de 2010. Acha que as prisões do generalato do PT podem levar o eleitor a ter um comportamento diferente em 2014?, perguntou-se a Aécio.

E ele: “Não haverá uma resposta eleitoral. Não é porque petistas foram presos que o eleitor do PT deixará de votar no partido. Mas [o caso] tira o discurso do PT.” Ante a observação de que Dilma também poderia afirmar que não compactua com o malfeito, Aécio atalhou: “Será que ela vai falar isso?”

Evocando o noticiário sobre o desagravo que o PT fará aos seus presidiários no Congresso partidário que começa nesta quinta-feira, Aécio emendou um par de interrogações: “Qual é o PT da Dilma? É o PT que a homenageia ou é o PT que faz desagravo, inocentando politicamente o pessoal do mensalão? Ela é refém de uma estrutura. Mas é bom que ela fale também [de ética]. Se ela puder falar.”

Na opinião de Aécio, o eleitor ainda não está interessado na sucessão. Olha para a disputa como quem vê um filme manjado. Por ora, só enxerga Dilma, beneficiada pela superexposição do cargo e pelo excesso de propaganda institucional. O eleitorado só vai reparar nos candidatos de oposição na hora do tiroteio no saloon.

Pretende exibir o discurso ético na tevê já no início da campanha? “Tem que permear a campanha interia”, respondeu Aécio. “Temos um desafio. As pessoas querem mudança. Mas elas olham para o lado e ainda não enxergam a mudança. Vamos mostrar que somos a mudança segura. E isso também inclui falar de ética.”

A conversa de Aécio com os repórteres durou cerca de duas horas e meia. Terminou pouco depois de meia-noite e meia. Descontraído, o presidenciável do PSDB não falou apenas sobre ética. Vai abaixo um resumo do que foi dito:

— O drama da oposição: “Nesse momento, você não tem, nos meios de comunicação de massa, como fazer o discurso de oposição se amplificar. Em 2009, nessa mesma época, o [José] Serra tinha 38%, 40% nas pesquisas. A Dilma tinha algo em torno de 16%, 17%. A Marina [Silva], 6%. O sentimento era de continuidade. Mas a Dilma só empatou com o Serra no final de julho de 2010. Ela teve espaço na tevê aberta. Começou a vestir o figurino da continuidade, de ‘mãe do PAC’, de ‘mulher do Lula’. Hoje, o sentimento é de mudança. Isso não vai ser revertido. Será ampliado. A tendência é de que o monólogo de hoje dê lugar ao contraditório. Vai se beneficiar quem tiver a capacidade de vestir esse figurino da mudança.”

— Cenário de segundo turno: “Quem faz análise hoje prevendo uma eleição de primeiro turno diz bobagem. A tendência de ter segundo turno será crescente. Fui candidato à reeleição [no governo de Minas Gerais]. Isso que está aí, para vencer no primeiro turno, é muito pouco. E quem for para o segundo turno tem uma chance enorme de ganhar a eleição.”

— Fim de ciclo: “Estamos vivendo um fim de ciclo. Por quê? A presidente fará uma campanha na defensiva. Será defensiva na questão da economia, defensiva na questão das entregas [de obras]. Não tem nada estruturante para ser entregue. A marca da ineficiência vai crescer durante a campanha.”

— Mais Médicos: “É um ativo que eles têm. Mas não do jeito que está: Mais Médicos, com menos dinheiro para a saúde. Queremos muito mais médicos de qualidade. Vamos falar sobre isso. Queremos que os médicos cubanos continuem no Brasil, que venham profissionais de outros países. Mas queremos pagar diretamente para eles. Queremos pagar R$ 10 mil, não R$ 1.500. Eu reformularia esse contrato. Não faria contrato de novo com essa Opas [Organização Pan-Americana da Saúde]. Contrataria diretamente os médicos que quisessem permanecer no Brasil.”

— José Serra: “Vamos fazer do limão uma grande limonada, porque o partido vai estar unido. Acho março um belo momento para nos apresentarmos, dizendo com clareza qual o papel de cada um. Depois do Carnaval. Temos conversado. Se ele estivesse viajando para falar bem do governo, me preocuparia. Acho que soma. Não tenho dúvida de que estaremos juntos.”

— A acusação de que fez corpo mole na campanha de Serra em 2010: “Isso é uma lenda difundida por quem não acompanhou a campanha em Minas. Não tem conexão com a realidade. O Serra ganhou em Belo Horizonte, contra a Dilma, que nasceu na cidade. Por quê? Fiz telemarketing: ‘boa noite, aqui é o Aécio Neves…’ Fomos ao limite das nossas forças. Se eu tiver em São Paulo o mesmo empenho que tivemos em Minas, vamos ganhar essa eleição.”

— Se for ao segundo turno, está seguro de que Eduardo Campos o apoiará? “Estou cada vez mais seguro, por uma razão lógica. Eduardo não conseguirá fazer uma campanha que não seja de oposição. Não teria lógica. Economia, está bom ou ruim? Não tem mais ou menos. Está ruim. Infraestrutura, como está? Péssima. Se ambos estamos no campo oposicionista, se estamos negociando composições nos Estados, creio que vai haver uma convergência natural. Nós, naturalmente, apoiaríamos. Não vamos fazer isso porque acredito que estaremos no segundo turno.”

— Decálogo: “Temos uma travessia no deserto para fazer. Vou lançar na terça-feira (17) um conjunto de diretrizes. Vamos mostrar quais são as questões essenciais. É mais do que um conjunto de princípios. É um conjunto de prioridades.”

— Herança maldita: “A herança, para qualquer um que ganhar as eleições será muito alta em 2015. Temos noção disso.”

— Nata do PIB: Participo nesta quinta-feira, em São Paulo, de um jantar com cerca de 30 grandes empresários. Vou acompanhado do Fernando Henrique, do Armínio [Fraga, ex-presidente do Banco Central], do senador Aloysio [Nunes Ferreira] e do Antonio Anastasia [governador de Minas]. Na semana passada, jantei com um grupo restrito de representantes do agronegócio. Tive também um encontro com ambientalistas. Na segunda-feira, faremos outro grande encontro com empresários do Rio de Janeiro, organizado pelo Armínio Fraga.

Josias de Souza – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. O roteirista disse:

    Calma Aécio!
    "se alguém do PSDB cometeu irregularidade, tem que ser punido.”
    Assim vou ter que rodar um longametragem, pelo menos a trilha sonora vai ser fácil escolher – Se gritarpega ladrão, não fica um meu irmão…

Ministro diz que escândalo do cartel supera mensalão e acusa PSDB de 'teatro'

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que o PSDB está fazendo “teatro” no caso do escândalo do cartel de trens. As investigações têm como foco contratos metroferroviários de São Paulo, Estado administrado pelos tucanos desde 1995. “O PSDB está fazendo um jogo de não ir ao ponto, um teatro, se eximindo de dar respostas. Esse tratamento diferenciado é que é inaceitável. No caso do PT, nossos acusados foram condenados antes do STF, publicamente, e agora é o contrário.”

O ministro também criticou a imprensa. “Você compara o tratamento que a imprensa tem dado ao caso de São Paulo e ao caso do pessoal do PT, veja a diferença. Tirando o (jornal) O Estado de S. Paulo, não se pergunta pelo crime, se recrimina o acusador. Em São Paulo os volumes de recursos públicos passíveis dessa acusação são muito, muito maiores do que os recursos públicos em jogo no caso do mensalão”, afirmou.

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Joana Darc disse:

    Esperar o que de uma imprensa reacionária e comprada como a nossa????

PSDB pede demissão de ministro da Justiça e acusa PT de usar cartel para abafar mensalão

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), anunciou nesta terça-feira, 26, uma série de medidas para tentar rebater denúncias envolvendo políticos do seu partido em suspeitas de corrupção e formação de cartel em São Paulo.

Em entrevista coletiva ao lado de dirigentes da legenda, o senador e provável candidato do PSDB à Presidência pediu a demissão do ministro José Eduardo Cardozo. “Acho que ele (Cardozo) perdeu as condições de ser o coordenador dessas investigações como ministro da Justiça, pelo açodamento e omissão nesse processo”, disse Aécio. “O PT faz um mal enorme para a democracia, ao fazer do poder sua razão de existir”, completou.

Titular da pasta da Justiça do governo Dilma Rousseff, Cardozo diz ter encaminhado à Polícia Federal um documento no qual um ex-diretor da Siemens cita como destinatários de propina o deputado federal licenciado Edson Aparecido (PSDB), atual chefe da Casa Civil do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), ligado aos tucanos paulistas.

O documento, de autoria do ex-diretor da multinacional alemã Everton Rheinheimer, consta do inquérito Polícia Federal que apura o escândalo dos trens. Outros políticos, como o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), cotado para ser vice na chapa presidencial de Aécio, são citados como sendo próximos do lobista Arthur Teixeira, suspeito de intermediar propinas pagas pelas empresas do cartel. Todos negam enfaticamente ter participado de qualquer ilegalidade.

Cardozo afirma ter recebido o documento do deputado estadual licenciado Simão Pedro (PT), hoje secretário municipal de Serviços da gestão Fernando Haddad (PT) em São Paulo. Na versão que consta nos autos do inquérito da Polícia Federal, porém, o documento foi enviado aos investigadores pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), comandado por Vinícius Carvalho, que já trabalhou com Simão Pedro.

O teor do documento foi revelado pelo Estado na semana passada.

Os colegas de Aécio foram mais contundentes ao compararem o imbróglio envolvendo o envio do dossiê à PF ao escândalo dos “aloprados”. Nesse episódio anterior, petistas são acusados de comprar um dossiê na eleição de 2006 para comprometer o candidato José Serra ao governo paulista. “A única diferença desse episódio para o caso dos aloprados é que esse caso envolve um deputado, um ministro e o presidente do Cade”, disse Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara.

Medidas. O PSDB informou que além de encaminhar a representação à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, também tentará convocar o ministro da Justiça para depor na Câmara e no Senado e vai representar contra Cardozo no Ministério Público Federal por improbidade administrativa.

Para os tucanos, o ministro não poderia encaminhar à PF um documento “apócrifo”. O PSDB se utiliza do fato de Everton Rheinheimer ter divulgado nota oficial, após o caso vir à tona na semana passada, na qual dizia que o documento era a “anônimo”. Aos policiais federais, porém, o ex-diretor da Siemens afirmou ser de fato o autor daquelas denúncias.

Para os tucanos, o caminho correto a ser adotado por Cardozo, ao receber o documento, seria enviá-lo à Procuradoria-Geral da República (PGR), uma vez que há parlamentares citados, com direito a foro privilegiado. Tanto o Cade quanto a Polícia Federal são subordinados ao Ministério da Justiça.

Edson Aparecido acusou o deputado Simão Pedro de ter adulterado denúncia anônima encaminhada ao ombudsman da Siemens em 2008, apontando práticas ilegais da empresa no Brasil para incluir nesse texto acusações aos tucanos. Segundo o chefe da Casa Civil de Alckmin, o documento original está redigido em inglês e Simão teria feito uma “tradução petista” do texto. Ele acusou ainda o Cade de não tomar iniciativas para investigar outras denúncias de cartel envolvendo verbas federais. “É uma investigação seletiva”, disse Edson Aparecido.

O Estado também mostrou, no início de novembro, que Simão Pedro levou as denúncias sobre o cartel metroviário ao presidente do Cade meses antes de o órgão, que regula a concorrência no País, anunciar, este ano, um acordo de leniência com a Siemens, no qual a multinacional admitiu irregularidades em troca da redução de eventuais sanções. A investigação é sobre contratos de 1998 a 2008, período em que São Paulo era governado por políticos do PSDB.

Omissão. Aloysio Nunes Ferreira disse nesta terça que pediu também a convocação de Carvalho para que ele explique o motivo de ter omitido do currículo o fato ter trabalhado para o deputado Simão Pedro antes de assumir o Cade. Documento da Assembleia Legislativa paulista registra a passagem de Carvalho pela chefia de gabinete de Simão Pedro entre 19 de março de 2003 e 29 de janeiro de 2004.

Em setembro, o Estado revelou que Carvalho omitiu em ao menos quatro currículos oficiais, entre eles o apresentado na sabatina no Senado para assumir o comando do Cade, o fato de ter sido filiado ao PT e trabalhado como chefe de gabinete de Simão Pedro na Assembleia paulista, entre 2003 e 2004.

Além da convocação, o senador também vai trabalhar para que Carvalho seja destituído do cargo. “Estou assim como Pilatos entrou no credo. Não tenho nada a ver com essa porcaria”, disse.

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal,também citado como próximo do lobista Teixeira, disse que o PT tinha a denúncia que acusa os tucanos de terem sido corrompidos por empresas do esquema do cartel desde junho, mas só deixou vazar a informação após a prisão dos condenados no processo do mensalão. “O ministro passou a agir como operador do submundo. Ele deveria saber que o que fez foi uma indignidade”, disse Anibal.

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sérgio Gomes disse:

    O melhor de tudo isso foi a resposta do Ministro José Eduardo Cardoso:
    "A época de engavetador geral já acabou"

  2. Carlos Augusto disse:

    Ao invés de fazerem o esperado e auxiliarem nas investigações, emplumados tucanos como Aníbal tentam intimidar os denunciantes

  3. Rafael Vale disse:

    Aécio Neves o sr. é um Fanfarão!!!
    Denúncia contra o governo tem que ser apurada, já as denuncias contra o PSDB não merece credibilidade. O famoso MODUS OPERANDI dos tucanos e assim FHC governou abafando seus escândalos e assim Covas, Alckim e Serra governaram SP.
    Acho que o Aécio Neves deveria reclamar com a justiça alemã, francesa e suiça pq nos brasileiros só tomamos conhecimento da corrupção nesses 20 anos no metrô de SP por causa de investigações abertas nesses paises para apurar cartel.

PSDB e PT viraram cabos eleitorais de Marina Silva

Por Josias de Souza

Antes de a rapaziada encher as ruas, o PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos enxergavam em Marina Silva uma bela alternativa de vice. Hoje, se Aécio e Eduardo se oferecessem para vice de uma chapa encabeçada por Marina, ela talvez desdenhasse. O último Datafolha confirmou o que as pesquisas anteriores já haviam insinuado: Marina tornou-se uma presidenciável mais competitiva do que os outros adversários de Dilma Rousseff.

Marina-Silva

Para se consolidar na segunda posição, Marina recebe a ajuda de dois cabos eleitorais inesperados: PSDB e PT. Metidos numa gincana para ver quem joga mais lama no outro, tucanos e petistas levam parte do eleitorado irritado com os políticos a ver em Marina uma espécie de heroína da resistência. A imagem é fantasiosa. Mas, em tempos de mensalão e de Siemens, um pedaço da plateia parece preferir o improvável a ter que optar entre o lamentável e o impensável.

De acordo com o Datafolha, Dilma recuperou um naco do prejuízo que contabilizara nas pegadas dos protestos de junho. Evoluiu de 30% para 35%. Marina engordou de 23% para 26%. Aécio foi lipoaspirado de 17% para 13%. E Eduardo manteve praticamente o mesmo peso, oscilando de 7% para 8%. Nesse cenário, se a eleição fosse hoje, Marina disputaria a poltrona de presidente da República num segundo turno contra Dilma.

Os mais céticos duvidam dessa possibilidade sob o argumento de que falta a Marina estrutura política. Numa fase em que a garotada grita na rua que “o povo unido não precisa de partido”, ter estrutura pode ser desvantajoso. Marina é a candidata do paradoxo. Até aqui, cresceu sem cargos, sem partido e sem o espaço generoso que seus contendores recebem dos meios de comunicação. Enquanto tenta colocar em pé a sua # Rede, Marina surfa numa onda que engolfa todos os conceitos, revirando-os.

Na noite de sexta-feira, discursando para militantes petistas em Bauru, Lula disse que o PT “não tem medo de conversar com o povo na rua.” O que o partido precisa temer, ele acrescentou, são “aqueles que começam a negar a política.” Chamou de “analfabetos” os jovens que dizem “eu não gosto de política, não gosto de nenhum partido político, não gosto de sindicato.”

Lula lecionou: “Temos que dizer, alto e bom som: fora da política não tem saída. Se a gente quiser pegar dois exemplos, a gente pega Hitler e Mussolini.” Tolice. As ruas pedem respeito e decência, não nazismo e fascismo. Há cadáveres demais no noticiário. Insepultos, produzem um fedor lancinante. Não bastasse a insatisfação generalizada com a precariedade dos serviços públicos, desapareceu da cena política brasileira a presunção de superioridade moral. As legendas que polarizam a disputa integraram-se à perversão comum a todas as siglas. É nessa onda que Marina surfa.

O excesso de lodo potencializa a subversão dos conceitos. Eleição vira loteria sem prêmio. Voto transforma-se num equívoco renovado a cada quatro anos. Partidos convertem-se em organizações com fins lucrativos. Coligações viram conchavos entre culpados inocentes e inocentes culpados. Democracia passa a ser um regime que saiu pelo ladrão.

O PSDB já carregava nas costas Eduardo Azeredo e o mensalão de Minas, ainda pendente de julgamento no STF. Com a delação da Simens, a legenda presidida por Aécio Neves foi empurrada para uma defensiva que tende a perdurar até 2014. O PT optou por acalentar os seus mensaleiros. Com isso, amarrou a sua sorte ao julgamento do escândalo.

Se os condenados forem para a cadeia, a legenda será presa com eles. Se o STF revogar as condenações por formação de quadrilha, livrando José Dirceu e Cia, da cana dura, as ruas brasileiras podem ficar pequenas para tanta gente. Nessa hipótese, convém prestar atenção redobrada em Marina Silva. Em 2010, ela arrastou 19 milhões de votos e empurrou o tucano José Serra para o segundo turno. Agora, aproxima-se dos 30% de intenções de voto dizendo coisas definitivas sem definir muito bem as coisas.

DatafolhaMarina

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Otavio disse:

    O perigo ai é aparecer 1 salvador da patria e ser mais 1 decepção como se teve com Collor.

PT vê menção a Serra como combustível para CPI

299187-970x600-1O PT avalia como combustível para a instalação imediata de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara o fato de o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) ter sugerido um acordo à multinacional alemã Siemens para evitar o travamento de uma licitação para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), como revelou a Folha.

“Está demonstrada a participação de agentes públicos. Isso mostra a urgência de instalação de uma CPI”, disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), designado pela liderança petista na Câmara como articulador da coleta das 171 assinaturas necessárias para a criação da comissão de inquérito. Ele afirma que a coleta começará hoje, mas que o grosso das assinaturas deverá vir na próxima terça-feira, quando a Câmara estará mais cheia.

A mensagem relata uma conversa que um diretor da Siemens, Nelson Branco Marchetti, diz ter mantido com Serra e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda.

Teixeira afirma ver indícios de crime por parte de José Serra, embora o conteúdo do e-mail não indique que o tucano sabia da existência de um cartel.

“Na minha avaliação, está caracterizada fraude a licitação”, afirma o deputado, em relação ao fato de o tucano ter sugerido que a Siemens poderia ser subcontratada pela concorrente CAF, que já havia apresentado preço mais baixo para o fornecimento de 40 trens para a CPTM.

O petista diz que o esforço central do partido, rival histórico de Serra, será conseguir as assinaturas para a CPI. Ele descarta, nesse primeiro momento, tentar a convocação de Serra ou de executivos da Siemens em comissões específicas da Casa.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde o governo tucano tem ampla maioria, o líder do PT na assembleia, deputado Luiz Claudio Marcolino, afirmou que a citação do ex-governador José Serra (PSDB) mostra a necessidade da instalação de uma CPI.

“Com o envolvimento no nome do Serra, a suspeita sai da esfera apenas de funcionários da administração pública e vai para a esfera política, o que deve ser alvo de uma investigação dos deputados”, afirmou.

O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), contudo, entende que, caso haja uma conexão temática com alguma das comissões permanentes da Câmara, é necessário, sim, que o partido defenda a convocação de Serra e de executivos da Siemens.

“Se tiver acho que é necessário, até porque envolve uma questão mais grave do que o simples fato de haver um esquema de cartel, que é a existência de empresas estrangeiras promovendo a corrupção dentro do Brasil”, disse.

Ao lado de Candido Vaccarezza (PT-SP), Berzoini defendeu que Serra tenha todo o direito de defesa garantido, e afirmou tratar o caso com cautela.

“Sempre sou cauteloso com qualquer notícia desse tipo, porque é preciso sempre preservar o direito de defesa. Mas os elementos são muito contundentes, eu acho que existe uma necessidade de haver uma apuração rigorosa para saber exatamente o que aconteceu”, disse Berzoini.

Para Vaccarezza, é preciso garantir “amplo direito de defesa e apurar os fatos com rigor, sem nenhuma condenação a priori”.

Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Zé Ninguém disse:

    Kasinsk, essa é a postura perfeita do perfeito "ANALFABETO POLÍTICO", como dizia Bertold Brech. Da sua omissão surgem a prostituição, a criminalidade, a corrupção, a violência, os desvios, etc, enquanto alimentam os maus políticos. Pessoas como vc são orgânicas, servindo apenas para propósitos passionais fanáticos.

  2. Zé Ninguém disse:

    Agora vc se entregou Kasink, "todo analfabeto político afirma que não gosta de política". Essa omissão é justamente a energia que os oportunistas precisam para prosperar. De pessoas como vc é que se alimentam os maus políticos. Pessoas que afirmam "detestar política", são, segundo Bertold Brech, o exército de ANALFABETOS POLÍTICOS, massa de manobra dócil para ser tranquilamente manipulada de um lado para outro como lhes aprouver. Mudar o seu discurso e dizer que não disse o que vc disse, não vai livrar a tua cara de pau. Toda Generalização é um erro do ponto de vista científico. O fato é que devemos nos desnudar de nossas falsas máscaras e nos vestir de um manto onde nossa bandeira deve ser a Justiça, a Isonomia, a paz e a probidade de todos em prol de uma nação limpa, ética e moralmente inatacável.
    Se manca Paulo Kasinsk. Pega a tua viola e bota no saco, faz um curso de conscientização e se politiza aprendendo que as grandes mudanças na história não acontecem aos saltos, e sim em processos que pode começar de maneira simples e em qualquer lugar ou momento. PT, PDB, DEM, PMDB, PTB, PDT, PV E DEMAIS Partidos, são feitos de homens "espertos"que se aproveitam dos espaços que os homens honestos e despolitizados feito vc, deixam abertos. Assim, acorda, vamos estudar e participar do processo requerendo justiça sem discriminações de qualquer natureza. Chega de parcialidades e passionalidades em favos dos tubarões, condenando apenas os inimigos e os peixes pequenos. é muito fácil ser forte encima dos fracos,não? Difícil é ser justo com os grande e verdadeiros corrupto em nossa linda e hipócrita sociedade.

  3. paulo kasinsk disse:

    Bacana o seu comentário, Pedro Paulo. Mas, acredite: nem de política eu gosto. Imagine… O que eu disse no primeiro comentário, e daí esse entendimento que eu estaria defendendo o PSDB, é que nas próprias palavras do deputado PTista, está lá:"Indícios… Não indique…" . Não digo nem afirmei que Serra tem ou não culpa na história, apenas achei a acusação, digamos, rala para o tamanho da dimensão que deram. E que o PT já fez melhor. Só isso. Ainda me resta um pouco de juízo para não ter que estar defendendo político ou partido. Sem essa. E mais: não brigo com os fatos. Abs.

  4. Franco Vítor disse:

    O maior escândalo deste país é que 45 inquéritos referentes às denúncias contra o PSDB paulista foram arquivados pelo Ministério Público de São Paulo, que teve que trazê-los à luz por pressão internacional, já que as multinacionais europeias corromperam políticos de outros países, além dos que corromperam no Brasil, e as notícias só estavam sepultadas aqui, no único dos países relacionados com o caso da Alstom em que ninguém foi punido. E a imprensa surda, muda, calada…

    Não é de estranhar, portanto, que, a blindagem descarada de corruptos amigos da Globo e de outros veículos da mídia tenha despertado revolta crescente na sociedade, que passou a ser contrária à grande imprensa em geral e que tem, até mesmo, levado à violência, com ataque a unidades móveis de várias emissoras e expulsão de repórteres da Globo dos protestos, além de depredação de prédios da Vênus Platinada.

  5. Pedro Paulo disse:

    Esse Paulo Kasinsk… Paulo, não é que haja defensores incondicionais do PT nos comentários abaixo. Vejo-os mais como alguém que procura a realidade do fatos. Ninguém precisa divulgar ou defender a versão do PSDB sobre os escândalos políticos que envolve esse partido, porque isso a imprensa já faz com "categoria". Agora, por amor a verdade, é necessário que haja um contraponto, porque, se não, se instaura a ditadura do pensamento único. Aí sempre o PT será o grande vilão do Brasil, e o PSDB e outros partidos uns coitadinhos que sofrem com a denúncias infundadas dos petistas e são todos agremiações de frades franciscanos e irmãs carmelitas…

    Demonstre bom senso e reconheça a denúncia da Siemens e da Alstom, que nem certamente o fez no caso do "mensalão", quando o deputado Roberto Jefferson colocou a boca no mundo!…

  6. paulo kasinsk disse:

    Ora, meu ilustríssimo Zé Ninguém. Não adianta vociferar. E agradeço, porque na sua acusação está a minha resposta: ao me acusar de defender o PSDB, essa mesma acusação, inversamente vai para você, que defende o PT. Sacou? Isso eu desmonto fácil. É minha praia. Agora veja, nunca é demais lembrar: não sou eu que está no encalço de alguns PTistas, é a Justiça, Zé Ninguém. No mais, obrigado pela atenção. Vou ver o meu Vasco jogar. Esse Juninho é um cracaço, né não, Zé Ninguém? Só falta você me dizer que além de PTista é Flamenguista. Mas pode continuar a escrever. Terá resposta. No mais, me perdoe esse estilo de escrever, digamos, elegante. É congênito.

  7. Zé Ninguém disse:

    paulo kasinsk, mostra a tua cara. Quero ver quem paga para vc defender o que defende diariamente. Suas pocisões já estão manjadas: Age como Ministério Público acusando pesada, continua e sistematicamente tudo o que for dito sobre o PT, enquanto age como advogado de defesa de tudo que é desfavorável ao PSDB. Tão óbvia é a sua postura que nos faz rir de suas manifestações. Os fatos atribuídos ao PT são presumidamente verdadeiros a priori, e os imputados ao PSDB são apenas invenções, falsos indícios e montagens. Acorda homi. Enquanto tivermos essa visão passional e virulentamente fanática, não iremos a lugar nenhum. Temos que tratar a todos por igual, Petistas, Tucanos, Militares, civis, religiosos, ateus, etc… HIPOCRISIA TEM LIMITE!

  8. paulo kasinsk disse:

    Meu caro Ricardo Couto. Agradeço por ter lido alguns comentários meus e pela lembrança. Seu comentário merece o meu perdão, porque está claro que você não leu, aqui mesmo no BG, quando afirmei que não tinha Partido, que o meu Partido é o Partido da minha bela cidade de Natal. Dito isto, fica esclarecido. Também não se avexe, não, como diz a canção. Não livro a cara de ninguém, apenas procuro ser minimante coerente no que estou criticando. Não sou da turma do "KKKKKKKKK", tipo de expressão-comentário muito profundo para mim, e que portanto não sei usá-lo. E usei, num contexto onde a crítica era a esse pensamento mais que profundo, o "KKKKKKKKKKKKK". Me esforço, muito, meu ilustre leitor, por fazer dos comentários pelo menos algo de interessante, em respeito a você e a outros leitores. Se não consigo, paciência. Também quero lembrar-lhe que sou humano, portanto, com todas as mazelas, erros e contradições dessa condição. E quero dizer da importância e do respeito que dou ao Blog do BG, por abrir essa janela para que possamos nos expressar. Por mais contundentes que sejam minhas críticas, me imponho certos limites. Não misturo o pessoal com o profissional, e tenho plena consciência do que é a lei. É isso. Nos vemos por aqui.

  9. Maurício Giovani disse:

    Caro Ricardo! A caixa preta não é o governo de São Paulo. A caixa preta é a Petrobras, os Fundos de Pensão e das ONGS espalhadas por aí que recebem dinheiro público para não sei o que, mas que na verdade, financiam as campanhas do PT. A roubalheira aí, faz o governo de São Paulo ser ladrão de laranja cravo na feira. Daí se pergunta: A troco de que a OAB está utilizando indevidamente o dinheiro da contribuição anual dos advogados para encomendar pesquisa IBOPE para saber se o povo quer reforma política? Isso não é assunto da OAB. Está mais do que claro que o PT e seus comparsas farão de tudo e utilizarão todos os meios possíveis, sejam eles lícitos ou ilícitos para permanecer no Poder, inclusive, se utilizando da OAB. Já é hora da OAB se explicar porque dentro de seus quadros, há membros da esquerda que estão atuando partidariamente e indiscriminadamente para encobrir a roubalheira do PT. Você duvida? Eu não.

  10. Rafael Vale disse:

    Gostaria muito que a teoria sobre "o domínio do fato" que foi aplicado por Joaquim Barbosa para condenar o José Dirceu fosse utilizada da mesma forma nesse escândalo do propinoduto do metrô de SP, para vermos outros políticos como Serra e Alckmin pagarem por seus atos.
    Mas infelizmente da mesma forma que a imprensa trata de forma diferente determinados escândalos a justiça também se comporta assim.

    • sandoval disse:

      E AINDA EXISTE UMA SÓ CRIATURA NA FACE DA TERRA QUE TENHA DÚVIDA DA SAFADEZA DO TRIO DE LADRÕES DO PSDB DE SÃO PAULO? NEM OS FAMILIARES DESSES LARÁPIOS ACREDITAM NELES.

  11. paulo kasinsk disse:

    Factoide do factoide. Releia esse trechinho aqui; as maiúsculas são por minha conta: "Teixeira afirma ver INDÍCIOS de crime por parte de José Serra, embora o conteúdo do e-mail NÃO INDIQUE que o tucano sabia da existência de um cartel". Pode?, esse chafurdo todo? O PT está cada vez mais hilário, já foi melhor na modalidade "atirar pedra". Normal, as mãos andam ocupadas demais com outras coisas.

    • Ricardo Couto disse:

      Kkkkkkkkkkk

      Acompanho esse blog e costumo ler alguns comentários , sempre vejo esse Paulo Kasinsk fazer comentários políticos, cobrando rigor nas punições, investigações…
      Mas me parece que a indignidade dele é seletiva, apresenta uma postura para denuncias contra o PT e outra contra os políticos do PSDB.
      Caro Paulo, a caixa preta que é o governo de SP deixa qualquer político do Brasil parecendo ladrão de galinha, para se ter uma ideía da blindagem que possui o PSDB em SP foi preciso uma investigação na França contra a Alstom para se descobrir o esquema de propina e superfaturamento das obras do metrô.
      Sr. Paulo será que a Siemens, empresa alemã, que está sendo investigada na França admitiria que pagou propina a pessoas ligadas ao PSDB de SP apenas para criar um factoide para o PT usar contra o PSDB?
      Acorda!
      Essa indignidade seletiva não ajuda em nada a melhorarmos o país.

Executivo da Siemens diz que Serra sugeriu acordo em licitação da CPTM

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) sugeriu à multinacional alemã Siemens um acordo em 2008 para evitar que uma disputa empresarial travasse uma licitação da CPTM, de acordo com um e-mail enviado por um executivo da Siemens a seus superiores na época.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

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A mensagem relata uma conversa que um diretor da Siemens, Nelson Branco Marchetti, diz ter mantido com Serra e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda.

Na época, a Siemens disputava com a espanhola CAF uma licitação milionária aberta pela CPTM para aquisição de 40 novos trens, e ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.

A Siemens apresentou a segunda melhor proposta da licitação, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival espanhola, que apresentara a proposta com preço mais baixo.

De acordo com a mensagem do executivo da Siemens, Serra avisou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella “considerariam” outras soluções para evitar que a disputa empresarial provocasse atraso na entrega dos trens.

Segundo o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato, o equivalente a 12 dos 40 trens previstos. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens componentes dos trens.

Serra disse à Folha que não se encontrou com executivos das empresas interessadas no contrato da CPTM e afirmou que a licitação foi limpa, com vitória da empresa que ofereceu menor preço.

O ex-secretário Portella disse que as acusações são absurdas e que não houve irregularidades na licitação.

O e-mail examinado pela Folha faz parte da vasta documentação recolhida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, na investigação aberta para examinar a prática de cartel em licitações da CPTM e do Metrô de São Paulo de 1998 a 2008.

Os documentos examinados pela Folha não contêm indícios de que Serra tenha cometido irregularidades, mas sugerem que o governo estadual acompanhou de perto as negociações entre a Siemens e suas concorrentes.

Em outra mensagem de Marchetti, de setembro de 2007, o executivo diz que o governo paulista “gostaria de ver a Siemens contemplada com pelo menos 1/3 do pacote” da CPTM, em “parceria” com as outras empresas.

Os documentos foram entregues ao Cade pela própria Siemens, que fez um acordo com as autoridades brasileiras para colaborar com as investigações e assim evitar as punições previstas pela legislação para a prática de cartel.

Procurado pela Folha, o Cade informou que o caso está sob sigilo e nenhuma informação sobre o assunto poderia ser repassada à imprensa.

Na licitação dos trens, as negociações da Siemens com a CAF não deram resultado. A Siemens apresentou recursos administrativos e foi à Justiça contra a rival, mas seus pedidos foram rejeitados.

A CAF venceu a licitação e assinou em 2009 o contrato com a CPTM. A empresa espanhola executou o contrato sozinha, sem subcontratar a Siemens ou outras empresas.

A francesa Alstom também participou dessa concorrência. De acordo com os documentos entregues pela Siemens, a empresa tinha um acordo com a rival francesa para dividir o contrato se uma das duas vencesse a disputa.

Os documentos obtidos pelas autoridades brasileiras mostram também que, mais tarde, ao mesmo tempo em que negociava com a CAF, a Siemens discutiu a possibilidade de uma aliança com outra rival, a coreana Hyundai, contra os espanhóis da CAF.

Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo kasinsk disse:

    Calma aí, gente, os PTistas só querem nos lembrar para conjugar o verbo: eu roubo, tu roubas, ele rouba… Ok, está lembrado. Lembrado mas não justificado.

    • Rafael Vale disse:

      Paulo kasinsk, quem falou em PT?
      A matéria é relacionada ao PSDB, o escândalo do metrô de SP com pagamento de propina e prejuízos aos cofres públicos superior aos R$ 400 milhões é relacionado aos governos Mario Covas, Serra e Alckmim.
      Minha revolta contra a corrupção não é seletiva, não possui partido.

      Entretanto parece que a indignação de alguns é seletiva?

  2. Paulo Henrique disse:

    eita peste, o tucanato paulista mostrando sua cara…esse blog direitista deve estar de luto hahahahahah

  3. Ricardo Costa disse:

    O propinoduto do PSDB começa a ser desmontado graças as investigações na França pq se dependesse da justiça brasileira e da grande mídia esse assunto nunca viria a tona.
    Basta ver os escandalos da compra de votos para aprovar a emenda da reeleição no governo do presidente FHC, a violação do painel de votação, os escandalos na formação dos consórcios nas privatizações, o mensalão mineiro que foi anterior e ainda não foi julgado, todos esses escandalos foram devidamente abafados e blindados em uma época em que a PF era completamente inoperante e o Procurador Geral da República ficou conhecido como o Engavetador Geral da República.
    Que tal esses indícios e nunca houve investigação:
    O resultado da licitação para a construção da via permanente 2-Verde do Metrô, obra de mais de R$ 200 milhões, foi antecipado pela Folha Online oito horas antes da abertura dos envelopes ( http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u439090.shtml )

    A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.

    O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente. ( http://www1.folha.uol.com.br/poder/820054-resultado-de-licitacao-do-metro-de-sao-paulo-ja-era-conhecido-seis-meses-antes.shtml )

  4. Eduardo Lima disse:

    Qual político no BRASIL é santo? Os do PT? do PSOL? do PDT? do PMDB? do DEM? No país onde a classe política faz o que quer e bem entende, novidade seria ver um político eleito sair POBRE e com a ficha limpa depois de cumprir 01 mandato.

PF indicia vereador tucano de SP por ter recebido propina

8w5pecepasuvx82zyunt4hl7A Polícia Federal indiciou o vereador de São Paulo Andrea Matarazzo (PSDB) por considerar que ele recebeu propina do grupo francês Alstom quando foi secretário estadual de Energia, em 1998.

A PF investigou negócios da Alstom com o governo de São Paulo entre 1995 e 2003, período em que o Estado foi governado por sucessivas administrações do PSDB.

O trabalho da polícia se baseou em informações obtidas primeiro pelo Ministério Público da Suíça. O inquérito foi concluído em agosto do ano passado e está desde então à espera de um parecer do Ministério Público Federal.

No relatório final do inquérito, o delegado Milton Fornazari Junior cita como evidência para indiciar Matarazzo uma troca de mensagens de 1997 em que executivos da Alstom discutiriam o pagamento de vantagens para o PSDB, a Secretaria de Energia e o Tribunal de Contas.

Embora seu nome não seja mencionado como destinatário de pagamentos, a polícia concluiu que ele foi um dos beneficiados por causa da posição que ocupava na época de um dos contratos da Alstom. Matarazzo foi secretário por oito meses em 1998.

A PF indiciou Matarazzo por suspeita de corrupção passiva. O procurador Rodrigo de Grandis, que está com o inquérito há um ano, disse à Folha que não poderia se pronunciar sobre o processo porque ele corre sob sigilo.

Segundo Fornazari, a mensagem que incriminaria Matarazzo se refere a um contrato de R$ 72 milhões para fornecimento de equipamentos para a EPTE, empresa que era controlada pelo Estado e que mais tarde foi privatizada.

Além de Andrea Matarazzo, a Polícia Federal também indiciou dois executivos da Alstom no Brasil e dois ex-dirigentes da EPTE que participaram das negociações do contrato, Eduardo José Bernini e Henrique Fingermann.

“Ainda que não haja provas de eles terem recebido valores em espécie, está devidamente comprovado nos autos que foram eles, em última instância, que possibilitaram o sucesso da implementação [do contrato]”, afirma o relatório do delegado Fornazari.

OUTRO LADO

O vereador de São Paulo Andrea Matarazzo (PSDB) negou ter recebido propina do grupo Alstom e disse que não participou das negociações do contrato da empresa francesa com a EPTE, sob investigação da Polícia Federal.

Por meio de nota, Matarazzo afirmou que nunca teve “conhecimento nem houve qualquer discussão” sobre o contrato no período em que foi secretário de Energia, entre janeiro e agosto de 1998.

Ele disse também que o assunto não era da alçada do conselho de administração das estatais do setor, do qual ele participava, “mas dos diretores que lá já estavam quando tornei-me secretário”.

O vereador disse que seus advogados já pediram o arquivamento da investigação.

A advogada Carla Domenico disse que os ex-dirigentes da EPTE Eduardo José Bernini e Henrique Fingermann não cometeram irregularidades e foram acusados em razão das funções que tinham.

O advogado da Alstom do Brasil Roberto Lopes Telhada afirmou que os executivos da empresa no país não cometeram ilegalidades.

Foto: Agência Estado

Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ricardo Costa disse:

    Segundo denúncias da revista IstoÉ, o desvio de dinheiro no metrô de SP nos governos do PSDB de Mário Covas, Alckmim e José Serra somam mais de R$ 400 milhões.

    Engraçado nisso tudo que foi preciso ALSTON e a SIEMENS confessarem em depoimento em uma investigação na Europa que pagavam propina no Brasil ao PSDB nas licitações do metrô para poder a história se tornar pública dos brasileiros.