Economia

VENEZUALIZOU: Um peso argentino só compra uma balinha e está valendo pouco mais de 3 centavos de real

Uma pessoa passa em frente a uma casa de câmbio em Buenos Aires.JUAN IGNACIO RONCORONI / EFE

O grupo alimentar Arcor, o maior da Argentina, envolve suas balas Mini com uma frase: “Ideais para o troco”. Já é muito frequente que, em vez de moedas quase sem valor nem circulação, o consumidor receba o troco em notas e balas. Um peso, a divisa do país, vale pela cotação das ruas pouco mais de 3 centavos de real. Quase nada. Com uma inflação que subiu para 3,3% em maio e acumula 21,5% desde janeiro, o peso continua se desvalorizando.

O Ministério da Economia e o Banco Central fazem todos os esforços possíveis para “achatar” o dólar, ou seja, conter sua alta frente ao peso. O plano consiste em evitar novas desvalorizações bruscas da moeda argentina pelo menos até novembro, quando estão previstas as eleições gerais. A partir daí se abre um cenário desconhecido: será preciso finalmente negociar seriamente a dívida com o Fundo Monetário Internacional, aplicar algum tipo de ajuste orçamentário e, muito provavelmente, permitir que o peso deslize para a sua enésima desvalorização, refletindo a inflação acumulada.

Enquanto isso, o governo do presidente Alberto Fernández e da vice-presidenta Cristina Fernández de Kirchner (cada vez mais a segunda, cada vez menos o primeiro) quer evitar desastres que prejudiquem suas perspectivas eleitorais.

A inflação é uma constante na economia argentina há décadas. A alta contínua dos preços corrói a moeda e o poder aquisitivo dos cidadãos, mas também evita que o Estado caia na bancarrota, ao liquefazer as dívidas emitidas em pesos. A falta de crédito internacional, apesar da discutida reestruturação da dívida pactuada com os credores privados, obriga o Banco Central a imprimir pesos de forma incessante para financiar internamente o déficit orçamentário no contexto da pandemia. E o empenho em manter a cotação da moeda norte-americana sob controle contribuiu para elevar a 341 bilhões de dólares (1,72 bilhões de reais) a dívida das administrações públicas. Esses dois fatores fomentam a inflação.

A alta dos preços é uma realidade impossível de ocultar. O Governo, entretanto, se nega a reconhecê-la criando cédulas de valor mais elevado. A unidade de pagamento mais alta continua sendo a nota de mil pesos, que pelo câmbio paralelo equivale a 32 reais. Isso dá uma ideia da quantidade de papel que o consumidor argentino precisa usar para fazer pagamentos em espécie.

A inflação de maio seria alarmante em quase qualquer país do mundo. Para a Argentina, depois de uma série de altas fortíssimas (4,8% em março, 4,1% em abril), esses 3,3% do mês passado foram quase uma boa notícia, matizada pelo fato de a inflação inercial permanecer estável em torno de 3,5%. Desde o começo do ano, os preços subiram 21,5%. Nos últimos doze meses, 48,8%. A previsão estabelecida no orçamento para 2021, de 29%, já não faz sentido.

O Governo agora deposita suas esperanças anti-inflacionárias nos mecanismos de controle de preços, apoiados em acordos com as grandes empresas (especialmente as alimentícias) e nas inspeções em pontos de venda para detectar reajustes “injustificados”. Os controles cambiais (o chamado “cepo”) são um instrumento adicional. A receita monetária clássica, a de aumentar os juros, está completamente descartada, pelo menos até as eleições, porque teria um efeito recessivo em uma economia já em situação crítica.

Por enquanto, um peso vale uma balinha Mini. No ritmo atual, dentro de um ano valerá meia bala.

El País

Opinião dos leitores

  1. Herança maldita dos peronistas.
    Lamentável vê no que se transformou a economia da Argentina!

  2. Fdp de esquerda que defendem esses merdas deveriam ser mandados pra lá. Hipocritas, imbecis úteis. Jumentos batizados.

  3. É isso que nos aguardaria numa hipotética volta da esquerda ao poder. Creio no povo brasileiro para que não caiamos nesse caos.

  4. BOM MESMO AGORA É paulo guedes CRIAR A NOTA DE 500 E 1000 REAIS. QUE A DE 200 NÃO ENCHE MAIS NEM UM TANGUE DE COMBUSTIVEL.

  5. PRESTEM ATENÇÃO a quem, por aqui, se soliariza com esses tipos de governo. Não será por falta de AVISO.

  6. Bg, faça uma publicação do projeto de lei que afroxa mais as leis anti corrupção que está sendo votada no congresso, com seus idealizadores e os que estão votando favoráveis., Esclarecendo seus seus mecanismos que impedem dos corruptos serem presos nos seus atos criminosos contra o povo brasileiro. Isso está sendo feito com o silêncio ensurdecedor da mídia e das lideranças políticos

    1. Estive em Buenos Aires no mês de novembro de 2015 e lá não recebiam o real, só peso e dólar. Quando tentava pagar com real, todos fechavam a cara e diziam nô, nô, nô…

  7. O povo argentino pagando um preço alto por ter insistido no enorme erro de eleger a esquerda socialista que tenta dominar a América do Sul.
    Estão provando o amargo sabor de trazer de volta o retrocesso político e econômico que se vende como solução, mas a única coisa que tem a oferecer é mentira, promessa irrealizável e miséria, deixando todos iguais na falta de emprego, falta de produtividade, falta de condição de vida, tudo em nome da democracia. Esse é o discurso enganador usado pela esquerda que levou a falência da Venezuela e está dizimando a economia na Argentina. Os fatos então postos. Que venham as desculpas para enrolar os bestas. A mídia tem mostrado a decadência na Argentina?

    1. Muito bem abordado Valter,mas a ideologia política e o ódio que os esquerdopatas tem pelo Bolsonaro não os deixam enxergar esta tragédia.

  8. Por trás desta inflação estão, a fuga de capitais na transferência de riquezas para países mais estáveis, a fuga de grandes empresas, o fim dos investimentos nacional e estrangeiros, a diminuição do poder de compra, gerando mais miseráveis e o caos no país.
    Este é o país que os esquerdopatas comunistas adoradores do quanto pior melhor mais gostam, o luladrão com certeza vai trazer o caos que vocês tanto desejam.

  9. Esse é o futuro que nos aguarda se a esquerda voltar ao comando do nosso país !!! Lula vive dizendo que a solução é imprimir mais dinheiro!!! PTnuncamais

    1. É mesmo, Chicó? E por que não fizeram isso quando estavam no poder? Que eu me lembre, nunca a situação econômica e política esteve tão bem naquela época. Quem está querendo Venezualizar o Brasil é o doido que está na cadeira presidencial. Abre o olho, Chicó. Narrativa de grupinho do whatsapp é tão consistente quanto caldo de cuscuz.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Real se destaca entre as moedas que mais ganharam valor em relação ao dólar em 2021

Foto: Ilustrativa

O real foi a 15ª moeda que mais ganhou valor em relação ao dólar em 2021, segundo levantamento da Austin Rating. Subiu 3,5% no ano em comparação com o câmbio norte-americano.

A moeda brasileira reverteu parte do cenário de desvalorização que estava sendo registrado desde o início da pandemia de covid-19. Em 2020, o real foi o 6º que mais perdeu valor. Já neste ano, chegou a ser a 4ª pior divisa.

A maior valorização foi da rúpia de Seychelles, que cresceu 43,50%. Os piores desempenhos foram do Sudão (-87,3%), Líbia (-70,1%) e Venezuela (-65%).

Foto: Reprodução/Poder 360

A trajetória do real se descolou das moedas emergentes desde o início da pandemia, em março. Caiu 10,5% desde março de 2020, enquanto as divisas dessas nações subiram 1,6%. Apesar disso, a distância diminuiu em 2021: o real subiu 3,5% neste ano, enquanto as moedas emergentes caíram 1%.

Foto: Reprodução/Poder 360

Para fazer a comparação, o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, utilizou dados de 16 países emergentes que representam 76,7% do PIB (Produto Interno Bruto) do grupo de países. Ao todo, são 151 países classificados nestas condições, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Eis a lista de países:

China; Índia; Rússia; Indonésia; México; Arábia Saudita; Polônia; Tailândia; Filipinas; Malásia; Bangladesh; África do Sul; Colômbia; Romênia; Chile; Peru.

O dólar fechou aos R$ 5,06 nesta 4ª feira (16.jun.2021), com alta de 0,34%. Chegou a ficar abaixo de R$ 5 na manhã de ontem.

Com Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Os esquerdopatas antipatriotas, tem sempre uma narrativa para tentar diminuir algo que vem favorecendo o crescimento do pais.
    Só ficarão felizes quando o país cair na mão do luladrão, aí sim não vai faltar dinheiro para cuba, Argentina, Venezuela…

  2. Em 2020 o real foi uma das moedas que mais perdeu valor frente ao dólar então fica fácil ser uma das que mais valorizou em 2021 …

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

REAL: Alta de juros já torna moeda brasileira atraente, diz Bradesco Asset

Foto: Vecteezy

O status do real como financiador de operações de arbitragem com taxas de juros acabou, e a moeda brasileira pode voltar a se beneficiar de diferenciais de taxas nos próximos meses, conforme o país caminha para dar mais um passo no processo de normalização da política monetária, disse André Nogueira Fontenelle, responsável pelos fundos multimercados macro da Bradesco Asset Management (Bram).

“Se você pegar o ‘forward’ de seis, 12 meses, o real já figura como uma das moedas mais atraentes do ponto de vista de juros, como sendo uma moeda atraente”, disse Fontenelle, referindo-se às taxas embutidas em NDFs –contratos a termo sem entrega física e um dos canais pelos quais investidores estrangeiros operam a moeda brasileira.

“O Brasil passou a ser financiador das posições de ‘carry’, mas acho que isso acabou. Agora o Brasil (o real) vai figurar do lado moderado.”

Com o histórico de juros elevados no Brasil, o real tradicionalmente era uma das moedas preferidas para “carry trade” –estratégia que consiste na tomada de empréstimos em moeda de país de juro baixo (iene japonês, por exemplo) e compra de contratos futuros da divisa de juro maior (real). O investidor, assim, ganha a diferença de taxas.

Mas, com a queda da Selic de 14,25% em outubro de 2016 para 2% em agosto de 2020 (patamar mantido até março passado), o real não apenas deixou de oferecer diferencial de retornos atrativo como passou a contabilizar juro real negativo. Isso causou uma reversão de seu status –de beneficiário, passou a financiar as operações de “carry trade”– e tornou a moeda doméstica alvo fácil de operações de “hedge” via venda de reais.

Contudo, atualmente o juro embutido na taxa de câmbio do NDF de real de um ano está em torno de 4,4%. Medida similar baseada em contratos futuros do peso mexicano é de 4,3%, apesar de o juro básico mexicano (4%) ser consideravelmente maior que o brasileiro (2,75%).

“Se você chegar a 6,5% mesmo (Selic), acho que vai ser um evento positivo no comparativo. Nosso único problema nessa questão é a volatilidade, que está muito fora dos padrões”, afirmou o gestor, segundo o qual o chamado “sharpe ratio” (risco ajustado pelo retorno) ainda está contra o real.

Mas Fontenelle lembrou que mesmo a volatilidade está em queda. A volatilidade implícita de dois meses do real está em 16,9%, a alguma distância das máximas em torno de 19,5% de março e perto de mínimas desde fevereiro. Ainda assim, entre os principais pares emergentes apenas a lira turca (19,2%) tem volatilidade mais alta.

As causas da volatilidade mais elevada do real, segundo o executivo, ainda seguem um “mistério” em pelo menos 80%.

A Bram ainda tem uma pequena posição favorável ao real nos fundos multimercados macro. “Se, por exemplo, a gente tivesse a volatilidade do real em linha com a dos pares emergentes, a gente estaria com uma posição maior.”

Aposta nos juros

Os temas que ajudaram os ativos domésticos em abril devem prosseguir em maio, o que pode manter o alívio experimentado pelos preços no mês passado, disse Fontenelle.

Segundo o gestor, três fatores ampararam os mercados locais em abril: amadurecimento do ciclo de normalização monetária, acalmada nos Treasuries e a aprovação do Orçamento após acordo entre governo e Congresso.

“O real teve ainda um efeito das commodities de maneira geral. Tudo que a gente exporta teve um mês positivo… Acho que tudo isso (todos os elementos citados) me parece que continua”, afirmou.

“Acho que o Copom em si ajuda a tirar mais prêmio da curva (de juros). A gente vai ter, na nossa visão, um mercado de commodities ainda pressionado (para cima) pela atividade global. E talvez a gente vá ter discussões positivas do ponto de vista político.”

Dentre os três mercados –renda fixa, ações e câmbio–, os fundos multimercados da Bram estão privilegiando posições doadas em juros, com “basicamente” posição em prefixados, sobretudo no vencimento de DI janeiro 2024. Como hedge, os fundos carregam posição tomada em DI janeiro 2029.

“É mais um hedge mesmo, o net da posição é bem aplicado e aumentamos ao longo do mês passado”, disse o executivo.

Fontenelle explicou que o excesso de prêmio percebido na curva de juros se deve mais ao fiscal do que a eventual leitura de uma política monetária “atrás da curva”. E como, segundo ele, o noticiário fiscal trouxe recentemente algum alívio, há razão para acreditar que os preços poderão devolver parte dos excessos.

“A parte curta da curva está razoavelmente justa. (O janeiro) 2022 acho que tem prêmio, mas não alto. Para 2023, 2024, há altas (da Selic) a perder de vista. É um prêmio exagerado.”

Mesmo que o tema fiscal domine, há na curva algum desconforto do lado da inflação. “Existe um certo nervosismo, agora vem bandeira vermelha… Isso traz ansiedade, e o mercado acaba precificando (aumento de juros) para cima”, disse.

Mas Fontenelle vê os discursos oficiais do Copom amenizando a inquietação do mercado. Com isso, o gestor estima que a Selic terminará o ciclo entre 5,5% e 6% ao ano –abaixo da taxa de 8,5% embutida na curva de DI para o fim de 2022.

CNN Brasil, com Reuters

Opinião dos leitores

  1. tem que voltar pra pelo menos 6% pra ver se esse dólar cai com a volta dos investidores estrangeiros… o risco brasil é muito alto pra investir aqui abaixo disso

  2. No mundo da fantasia desse blog e de alguns cabeças de touro, o Brasil só fica atrás dos EUA 🇺🇸.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Em ofício conjunto, Pacheco e Lira dão 24h para Pazuello informar cronograma atualizado de vacinação contra Covid

Em ofício conjunto protocolado há pouco no Ministério da Saúde, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, cobram informações sobre o real cronograma de vacinação contra a Covid-19.

No documento, obtido por O Antagonista, eles alegam “urgência” diante da crescente taxa de óbitos no país e dão 24 horas para o general três estrelas Eduardo Pazuello responder aos seguintes questionamentos:

O Cronograma de vacinação apresentado pelo Sr. Antônio Élcio Franco Filho, na qualidade de representante do Ministério na sessão temática, está mantido na forma e nos prazos apresentados aos Senadores?

Na hipótese de haver ocorrido modificação no Cronograma apresentado aos Senadores, qual será o novo calendário de vacinação para o ano de 2021?

De igual modo, caso o Cronograma apresentado tenha sido alterado, requeremos que o Sr. Ministro decline quais foram as razões para as alterações ocorridas e quais os principais obstáculos enfrentados neste momento para que o Cronograma vigente seja cumprido?

O Ministério possui informações a respeito do Cronograma de produção nacional de vacinas pela Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ e pelo Instituto Butantan? Em caso afirmativo, quais seriam as datas para o envio de vacinas, pelas referidas instituições, ao Governo Federal?

A respeito da aquisição de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), há calendário para sua aquisição, por parte do Governo Federal, de outros países? Há risco de falta dos referidos insumos? Quais os maiores entraves que o Ministério tem visualizado para a sua aquisição e importação?

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Esse ministro tá mais perdido que cego em tiroteio. Igual a Bolsonaro: não administra um chiqueiro de porco, é jumento e nunca fez nada de proveitoso na vida pública. Com mais de 02 anos na presidência , em que área avançamos? Saúde ??Educação ?? Infraestrutura ?? Geração de empregos ? ? SÓ merda , esse presidente está fazendo
    e falando ! Fora bicho burro! Pede pra cagar e sai

    1. O esquerdista é um cara de pau por excelência.
      Já imaginou se Cipriano fosse o ministro da saúde?
      O PT deixou a saúde no Brasil um caos
      Pacientes em corredores.
      Na educação, o Brasil ficou nas últimas colocações no teste de Pisa…
      Segurança pública: 650 mil homicídios em 13 anos.
      Corrupção: mensalão e petrolao.
      O esquerdista é um zumbi que fica dia e noite divulgando mentiras e opiniões espalhafatosas para tentar iludir a população .

    2. Paulo e sua geringoça de ódio. Calma aê, rapaz. Deus é mais.

    3. Ninguém tem que imaginar nada! O nosso presidente eh o MINTOmaníaco e ele se mostrou um inepto nessa pandemia! O ministro da saúde eh um incompetente pra dizer o mínimo! O PT já era! O que mais torce pelo PT eh o próprio MINTOml, que se concorrer com lulaladrao, vai poder limpar a corrupção da família dele com a corrupção da família de Lula…

    4. Paulo, pra você um trechinho de um samba cantado por Beth Carvalho:
      Chora, pode chorar, chegou a hora, vais me pagar.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Real lidera ganhos entre moedas emergentes com queda do dólar

Foto: Marcelo Del Pozo/Reuters

A desvalorização do dólar desde o começo de novembro tem beneficiado as moedas de países emergentes. Entre elas, o real é a divisa que mais se beneficiou. Depois de bater R$ 5,99 no auge da pandemia, em maio, o dólar ostentou um patamar alto até outubro, quando bateu R$ 5,73. Ao fim de novembro caiu para R$ 5,20 e hoje está em R$ 5,11.

Um levantamento da Infinox Capital, formadora de mercado futuro atrelada à B3, apontou que a valorização do real frente ao dólar foi 10,30% entre outubro e novembro. Segundo o responsável por novos negócios na divisão de trading na Infinox, Victor Hugo Cotoski, existe um movimento favorável às moedas emergentes. “Os investidores utilizaram essas moedas nos ativos de riscos, o que confirma o aumento do apetite de risco por países emergentes, como o Brasil”, explica.

O enfraquecimento do dólar está relacionado à disposição dos investidores internacionais em assumir mais riscos diante da iminência da vacinação. Com isso, as commodities e moedas dos países emergentes relacionadas a elas ganham espaço na carteira de investimentos. O petróleo teve um aumento de 10% e atualmente é vendido por US$ 47. “Com a volta da demanda, países exportadores de petróleo como o Brasil tendem a ter o aumento significativo na entrada de dinheiro americano”, comenta Cotoski.

Para 2021, porém, o cenário é incerto. A vacinação e a contenção da pandemia serão decisivas para criar um ambiente mais estável e aumentar o apetite dos investidores por risco. Cotoski afirma que a saúde fiscal do Brasil também deve pesar. “A gente pode ter uma surpresa de risco fiscal em janeiro e o mesmo volume ser tirado em dois ou três meses”, afirma. Ele relaciona o aumento do risco a eventuais mudanças na regra do teto de gastos para financiar a extensão do auxílio emergencial e outros gastos sociais.

Ainda que a política fiscal de contenção de gastos e o teto sejam mantidos, não há garantias em relação à manutenção da valorização da moeda brasileira, diz Cotoski. “Vai ter muita volatilidade em 2021 e pode, sim, o dólar voltar a níveis da máxima deste ano. Os ativos devem subir e descer com muita volatilidade, não só o real, mas as principais moedas emergentes.”

Efeitos da pandemia

O levantamento da Infinox aponta que, no auge da pandemia, a moeda brasileira foi a que mais se desvalorizou com relação ao dólar entre as divisas dos países emergentes, com queda de 33,1%. Os R$ 4,50 necessários para comprar US$ 1 chegaram a R$ 5,99 em maio.

A segunda moeda emergente com o maior desvalorização foi a mexicana. Porém, o peso mexicano conseguiu reverter totalmente as perdas em dezembro. Antes da pandemia, o dólar comprava 19,86 pesos mexicanos. Depois de bater 25,75 pesos mexicanos, a moeda americana retornou para 19,76 pesos mexicanos, uma valorização de 0,55% em relação ao período pré-pandemia.

A moeda emergente que vai terminar o ano com a maior desvalorização em relação ao dólar é a da Argentina. O dólar estava no patamar de 64 pesos argentinos em março e chegou a 82 pesos argentinos em dezembro, uma desvalorização de 28%.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Quero ver chegar a 2,60 como o genocida prometeu e o gado pediu. Reclamaram desse valor no governo Dilma!
    Hoje pagam 5,50 no paralelo e felizes.

    1. Essa choradeira só vai parar quando levar outra peia em 2022? Se conforme, companheiro, a eletroloula faliu e seus postes não acendem mais! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Com os Véios Bolsonaro e o Guedes o guru da economia, os resultados são surpreendentes.
    Mito 2022

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comportamento

Aumenta o número de jovens que excluem perfis em redes sociais para aproveitar a vida real

LONGE DO CELULAR - O escritor Enrique Coimbra abandonou até seu canal no YouTube: sem distrações – Brenno Prado/VEJA

“Meu conselho é: se puder sair das redes sociais, saia”, cravou Tristan Harris, ex-funcionário do Google, em entrevista a VEJA em setembro. Ele está no documentário da Netflix O Dilema das Redes, que detalha os riscos à privacidade das pessoas, que, em sua visão, acabam virando produtos do Facebook, Instagram, Twitter e outros. Se for tomado por base o estudo realizado pela agência de pesquisa Dentsu Aegis Network, muita gente já estava dando ouvidos ao conselho de Harris antes mesmo de ver o documentário. Foram entrevistadas 32 000 pessoas em 22 países, em março e abril, e o resultado foi surpreendente: entre os jovens de 18 a 24 anos, a Geração Z, um em cada cinco afirmou ter desativado suas contas nas redes sociais.

O número também impressiona por outro motivo: a debandada é duas vezes maior nessa faixa etária do que entre usuários acima de 45, mostrando que os mais velhos parecem se sentir menos afetados pelo admirável mundo novo. Entretanto, a maior preocupação apontada pelos que pularam fora das redes, em qualquer idade, é o dano que elas estariam causando à saúde mental. Mas qual seria, na prática, esse prejuízo psicológico? Harris diz que o ambiente virtual vicia. Trata-se de um processo químico no cérebro. Sempre que vivenciamos algo prazeroso, o neurotransmissor chamado dopamina é ativado, fazendo com que procuremos mais do mesmo, e receber curtidas no Facebook e Instagram dispara o processo. Na mesma medida, a sensação contrária é frustrante.

Foto: Reprodução/Veja

O escritor carioca Enrique Coimbra, de 28 anos, faz parte do grupo de desertores das redes sociais. Ele largou todas elas, até mesmo seu canal no YouTube, no qual dava dicas de controle emocional e tratamentos para ansiedade e depressão a mais de 200 000 inscritos. “Minha vida sem rede social melhorou 2000%. As pessoas não fazem ideia da manipulação emocional que elas nos impõem”, conta o escritor. Antes leitor assíduo de livros pelo celular, mudou para o leitor de e-book a fim de evitar distrações.

A Dentsu detalha a posição dos entrevistados brasileiros em sua pesquisa: 39% afirmaram que pretendem se distanciar do mundo virtual. A empresa ressaltou, porém, que resultados mais concretos devem ser observados quando a pandemia acabar. Com a Covid-19, as pessoas usaram mais o computador para trabalhar e se divertir, possivelmente ficando sobrecarregadas de tanto contato com as redes. Uma vez que as restrições forem sendo afrouxadas, elas talvez passem a se preocupar menos com a exposição a elas.

O cenário de polarização política e propagação de notícias falsas também tem tratado de afastar usuários. Muitos ficam desiludidos quando ofendidos e acabam se dando conta de que estão em um ambiente hostil. Há queixas dirigidas também a um dos maiores sucessos dos últimos anos, o TikTok, aplicativo que tomou o mundo. A psicóloga Marina Haddad Martins ressalta que as redes dão uma ilusão de falso preenchimento. “A Geração Z, que já nasceu na era da internet, talvez dê menos importância às redes do que os mais velhos, que pegaram a virada da tecnologia”, diz ela. Isso explicaria a disposição em largá-las. Eles estariam valorizando o palpável, a segurança emocional e as relações pessoais. Quem diria, o mundo real, este no qual sempre vivemos, parece estar na moda outra vez. Que bom.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Ótimo que a maturidade da geração Z tá chegando, que o povo que são presos, a procurar do saber sobre vida dos outros estão perdendo , tempo que na juventudi vale ouro.. E que não se recupera na mesma qualidade, por que tudo tem o seu tempo de depreciação. Desde a paixão ate União, Tudo é real, menos a ilusão que são os fotógrafos da vida a leia. Nem tudo é real na vida digital. A única coisa real na vida digital é a velocidade do tempo perdido. Nas redes, você não só encontra conhecimento e comunicação, mas a futilidade e o vazio de pessoa querendo mostrar o que realmente não são. Pois são escravos do vício em querer viver dando satisfação na rede para pessoas que nem querem ver o mundo real, mas só o colorido digital que vai da anatomia e passa pela estética efêmera do ser vivo que não consegue viver fora da rede. É UM VAZIO IMENSO DE UM SER, QUE PREENCHE OLHANDO O PASSANDO E O PRESENTE EM FOTOS SEM PERCEBER QUE NÃO ENXERGA O FUTURO A QUATRO PALMO DOS OLHOS.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comportamento

Virtual, mas bem real, sexo online mexe com cotidiano das quarentenas

Foto: Ilustrativa

Quando a quarentena acabar, o roteirista P.N., 28, que pede para não ser identificado por motivos que serão conhecidos a seguir, terá que bloquear alguns contatos de sua lista no WhatsApp. “Acho que uns 40”, diz ele, brincando com a situação. “É tanta gente que combinei de fazer sexo que é melhor nem ver depois.”

Lá se vai quase um mês desde que ele transou com alguém, “apesar de não ter sido exatamente… bom”.

A não ser, claro, que sexo virtual também conte. E, para ele, contou.

Desde 15 de março, ele passou a trabalhar em casa e só sai esporadicamente para ir ao supermercado. Foi ali, nos primeiros dias, que as coisas pareciam que seriam mais fáceis e prazerosas no resguardo.

“Estava excitado, não só no sentido sexual, mas com a situação nova”, diz. Tanta excitação culminou em dias intensos de prazer bem real, apesar da distância dos parceiros. Tudo estritamente virtual, como convém em época de pandemia do novo coronavírus.

O mesmo não pode dizer o barista Rafael Facury, 25. Apesar das regras e recomendações, ele saiu nesta semana com uma moça que conheceu no aplicativo Tinder.

Solteiro há pouco, a pandemia estaria atrapalhando sua vida sexual, não fossem os “avançados recursos de telecomunicação”. “Tem o lado do ego, é legal a pessoa querer te ver ou querer receber um nude, mas o negócio do sexo virtual rola mesmo”, diz.

No app de paquera, Rafael conheceu algumas mulheres durante a quarentena. Com umas saiu, com outras fez sexo virtual. “Conheci uma, começamos a ‘trocar ideia’ e ela já me passou o WhatsApp.

No dia seguinte me chamou para ir na casa dela e já mandou uma foto pelada. Meu Deus, coisa linda!”, diz. “Mas por enquanto foi só via celular.”

Até aí tudo bem, para Rafael e para o roteirista lá do início desta reportagem. Acontece, porém, que aos poucos algumas coisas foram ficando mais claras —o que está longe de significar que as conclusões deles sejam uma regra.

O ímpeto e o interesse de P.N. pelas relações sexuais online, hoje, após quase um mês de quarentena, já não é o mesmo. “No começo fiz bastante, mas agora não ando com saco para mais nada disso”, afirma. “Estou me masturbando normalmente, mas só isso.”

Importante dizer que todos com quem ele transou pela internet ou pelo celular eram de alguma forma conhecidos. “São caras que ou eu conheço ou pelo menos sei quem são, tenho atração. Tem uma questão de segurança, porque tem muita gente louca por aí”, diz.

A queda de interesse por esse tipo de sexo não se deve a uma lista de conhecidos restrita, mas ao fato de que, em um determinado instante, para ele, o esforço estava sendo maior do que o prazer obtido.

“O sexo virtual é muito mental. É diferente de se masturbar, mas tem a ver com imaginação e fantasia”, diz. “Quando você está com alguém, frente a frente, tem outros sentidos envolvidos como o toque.”

Para Rafael, a segurança também é um ponto a observar. “Às vezes, elas pedem para a gente mandar [nudes], mas mando sem mostrar o rosto. Vai saber onde a foto vai parar.”

A questão para ele recai mais sobre o afeto ou a falta dele. “Claro que é legal ver uma pessoa diferente pelada, mas é muito melhor quando é alguém que você conhece e tem uma relação, carinho.”

É exatamente o caso da estudante de psicologia M.A., 27. Após um namoro de pouco mais de um ano, ela rompeu a relação há uma semana, bem no meio da quarentena. Há poucos dias transou virtualmente com…seu agora ex-namorado.

Ela conta que nunca foi muito entusiasta da prática, a não ser em ocasiões em que a distância falou mais alto, como durante viagens dela ou do ex. “Manter o contato é importante. Você não vai sentir o cheiro da pessoa, mas vai compartilhar um momento íntimo”, afirma.

Entra nessa equação também a confiança no parceiro. Mas, mesmo assim, ela diz, a mulher sempre está mais exposta às consequências de ter um nude ou um vídeo vazado. “Um homem não perde o emprego quando isso acontece. A mulher, sim”, diz.

Outro ex-namorado da jovem tem vídeos dela, feitos quando estavam juntos. Apesar de conhcer e confiar no antigo companheiro, ela diz se sentir insegura até hoje. “Não tem como ter confiança absoluta em um individuo que faz parte de um problema estrutural maior: o machismo”, afirma.

Experiências como a dela mostram que o sexo pode até ser mais uma das carências que saltam aos olhos durante um período de confinamento, mas é o mais difícil de se lidar. “É a grande prova de fogo. Outras privações são mais toleráveis, principalmente para os mais jovens”, diz o psicanalista Flávio Carvalho Ferraz, professor do Instituto Sedes Sapientiae.

Nesse contexto, a saída virtual parece inevitável e lógica, mas tem seus limites, diz Ferraz. “Tenho dúvidas se isso pode dar conta. Tem coisas que são mais pungentes e só o contato físico pode suprir”, afirma. “Não estou dizendo que é melhor ou pior, apenas que pode haver um limite.”

Essa relação marcada pelo fator espaço embute em si algo que pode se revelar um problema com o passar do tempo.

“Como há esse limite, podemos ver uma reação extrapolada após o final da quarentena”, diz o psicanalista.

Para o psiquiatra e psicanalista Ricardo Biz, casos em que o sexo virtual é uma forma de defesa podem causar problemas. “Toda defesa psicológica chega uma hora que satura. E os sintomas podem vir das mais variadas maneiras.”

Apesar das dificuldades, há quem consiga lidar com a abstinência e mesmo assim começar um relacionamento em meio à quarentena. A administradora de empresas, T.O., 23, conheceu seu “crush”, no Tinder, em meio à pandemia. Desde então, há 15 dias, um faz parte da vida do outro. Até filmes assistem juntos.

“Juntos” é força de expressão. Eles assistem separados, cada um em sua casa, mas combinam de apertar o play no mesmo instante e não param de trocar impressões sobre o filme no WhatsApp. O último foi, claro, um romântico: “Como eu era antes de você” —sobre o relacionamento amoroso entre um homem paraplégico e sua cuidadora.

“A gente tem se falado todos os dias. Como temos o gosto muito parecido, sempre conversamos sobre músicas e filmes, um compartilha uma música nova com o outro.”

A quarentena, para ela, que não gosta de fazer sexo virtual, impediu que qualquer coisa mais quente acontecesse. Não por falta de vontade. “Com certeza! Se a gente tivesse nessa intensidade ao vivo, já teria acontecido alguma coisa.”

GAROTAS DE PROGRAMA FAZEM PROMOÇÃO

Nem precisou a ministra Damares Alves pedir duas vezes: garotas e garotos de programa entenderam o recado da titular da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos e estão em home office online.

Sites de acompanhantes têm estampado anúncios citando os perigos da pandemia do novo coronavírus e destacam profissionais disponíveis para atendimento virtual.

Na última semana, o ministério lançou uma cartilha de prevenção ao novo coronavírus voltada para a população LGBT. Uma das orientações do material é que profissionais do sexo se adaptem para oferecer serviços virtuais.

Programas que chegam a custar até R$ 500 a hora são oferecidos por R$ 200, meia hora, em sua “versão digital”. Esses são os valores para quem se interessar em fazer sexo com uma das acompanhante de um dos maiores sites de São Paulo.

À Folha, uma mulher, de 28 anos, afirmou que o atendimento seria feito pelo WhatsApp, mas ainda não tinha feito nenhum. Segundo ela, os programas presenciais caíram mais de 80%, e essa foi a saída para tentar recuperar ao menos parte de sua renda mensal, de cerca de R$ 15 mil.

No dia em que a reportagem entrou em contato, ela afirmou que havia feito dois programas normais durante a semana e que virtualmente não havia feito nenhum.

Desconfortável com o sexo online, ela prefere o sexo convencional e diz que, apesar da pandemia, não iria parar com os atendimentos presenciais.

Se o sexo virtual parece levar vantagem em dias de pandemia, o pornógrafo e produtor visual Jeffe Grochovs, 28, vê nisso uma oportunidade.

Ele, que lançou um site “pornô desviante”, chamado Ediyporn, diz que as pessoas podem aproveitar esse período em que muita pornografia é consumida para repensarem a relações com essas produções e se abrirem para novas formas de consumo.

Folha de São Paulo

 

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

QUASE 34%: Real é a moeda que mais se desvalorizou em 2015

economia-especial-brasil-planos-economicos-anuncio-plano-real-fhc-20010424-007-size-598A dez dias do fim do ano, o real está se consolidando como a moeda que mais perdeu valor ante o dólar em 2015. Nesta segunda-feira, a divisa americana fechou cotada a R$ 4,022 na compra e a R$ 4,024 na venda — a maior cotação de fechamento desde os R$ 4,059 de 29 de setembro, refletindo as incertezas do mercado com relação à saída de Joaquim Levy do ministério da Fazenda, agora sob o comando de Nelson Barbosa.

Levando em conta o recuo desta segunda-feira, a moeda brasileira já acumula queda de 33,68%. O percentual supera a desvalorização de moedas como o peso argentino (-33,33%), peso colombiano (-31,05%), lira turca (-20,65%) e rublo russo (-17,57%), de acordo com dados da Bloomberg.

Do outro lado estão as divisas que estão dando os melhores retornos em 2015. Em primeiro lugar está o shekel israelense (valorização de 0,93%), seguido do dólar de Hong Kong (0,01%). Mas, a partir do terceiro colocado, o resultado já é negativo, com o recuo de 0,75% do franco suíço.

A publicação cita ainda analistas da Oxford Economics, que afirmaram que o governo usava “as credenciais pró-mercado de Levy para prometer (sem cumprir) medidas de austeridade”. Sobre Barbosa, os especialistas ressaltam que ele foi um dos responsáveis pela nova matriz econômica, adotada no primeiro governo da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: O Globo

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Vilão de Salve Jorge revela que apanhou de verdade em cena final da novela

256120-400x600-1Com o fim de “Salve Jorge”, Adriano Garib está sentindo mais do que saudade pelo seu personagem, o bandido Russo. Depois de gravar a cena em que o capanga leva uma surra das traficadas, o ator passou alguns dias sentindo na pele o tapa que recebeu de uma colega de elenco.

Participante da décima edição da “Dança dos Famosos”, o ator contou, durante entrevista com jornalistas para o lançamento do quadro do “Domingão do Faustão”, que apanhou de verdade na cena, exibida no último capítulo da trama de Glória Perez.

“Foi um inferno, aquele monte de mulher em cima de mim. Elas gritavam nessa cena como se estivessem num estádio de futebol. Eu fiquei com medo de apanhar de verdade. Só que, se você tem um temor e fica cultivando, ele acontece. Teve uma que me acertou uma ‘bifa’ que eu fiquei quatro dias com os dedos dela no meu rosto”, disse o ator.

Apesar do tapa, Garib preferiu não revelar o nome da colega de elenco que pesou na mão.

“Foi uma grande amiga minha. Foi sem querer, mas foi ao ar e nem precisou sonorizar o tapa. Apesar disso, a gente não parou de gravar a cena. Foi uma experiência que eu não desejo para ninguém”, contou ele.

Sobre o novo desafio na “Dança dos Famosos”, Garib afirmou que, apesar de não ser dançarino, tem um pouco de disciplina física para encarar os ensaios do quadro.

“Tenho uma boa disciplina física, que adquiri com o teatro e as artes marciais. Sou molinho, maleável. Não adianta nada atuar. Se ficar dando pinta de bonitão e não dançar, aí é que ‘dançou'”, brincou o ator.

Da Folha

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 devem circular em 48 horas

O Banco Central (BC) lançou nesta segunda-feira as novas notas de R$ 10 e R$ 20, da segunda família do real. Segundo o BC, em 48 horas as novas cédulas devem chegar às capitais dos estados e em seguida serão distribuídas no restante do país.

O chefe do departamento de meio circulante do BC, João Sidney de Figueiredo, afirmou que entrarão em circulação 116 milhões de notas de R$ 10 e a mesma quantidade de notas de R$ 20. Em valores, serão R$ 3,4 bilhões nas novas cédulas.

O BC alerta que as novas notas vão circular normalmente com as antigas, que serão substituídas na medida em precisem ser retiradas de circulação devido ao desgaste natural.

Segundo o BC, as novas cédulas são semelhantes às que já circulam. A maior novidade está no elemento de segurança que consiste em um número que muda cor, no canto superior direito: ao movimentar a nota, a cor do numeral muda do azul para o verde e uma barra brilhante parece rolar sobre ele.

As duas notas têm diferença de tamanho. A de R$ 10 é menor, para facilitar a identificação. Outros mecanismos de segurança que já existem nas notas de R$ 50 e R$ 100 como a marca da água foram mantidos.

Em 2010, o projeto de nova família do real começou com a troca das notas de R$ 50 e R$ 100, que seguiu com a substituição das notas de R$ 10 e R$ 20 agora, e será concluído em 2013 com as notas de R$ 2 e R$ 5.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/bc-novas-notas-de-10-r-20-devem-circular-em-48-horas-5557368#ixzz21TeWrChH
© 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

[FOTO] Banco Central lançará novas cédulas de R$10 e R$20; confira como serão

O Banco Central do Brasil realizará na segunda-feira, 23 de julho, às 15h, cerimônia de lançamento das novas cédulas de R$10 e R$20 da Segunda Família do Real, com a presença do presidente Alexandre Tombini.

Segundo o BC, além de elementos de segurança mais modernos e mais fáceis de verificar, as cédulas têm novas marcas táteis e tamanhos diferenciados, com o objetivo de facilitar a identificação dos valores das cédulas pelos deficientes visuais e aumentar a dificuldade de falsificações.

Dentro da nova família, quanto maior o valor, maior o tamanho da cédula, semelhante a como acontece com o Euro.

As novas notas entrarão em circulação por meio dos bancos comerciais, dos caixas automáticos e da rede de comércio. As cédulas atuais continuarão valendo e somente serão retiradas de circulação em decorrência do desgaste natural.

Para encerrar a nova família do Real, ficam restando apenas o início das produções das cédulas de R$ 2 e R$ 5.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Real atinge a maioridade hoje

Esta é uma data que parece ter passado despercebida para a maioria das pessoas, mas hoje o real completa 18 anos em circulação no país. A moeda – a quinta à qual os brasileiros tiveram que se acostumar em uma década – marcou o final do período de instabilidade monetária e altas taxas de inflação, que chegaram a atingir 5.000% ao ano – de julho de 1993 a junho de 1994.

Antes do real, a moeda que circulava no país era o cruzeiro real (CR$), vigente de 1º de agosto de 1993 até 30 de junho de 1994. Ele funcionava junto com a Unidade Real de Valor, a URV, cujo valor, em cruzeiros reais, variava diariamente.

Em 1º de julho de 1994, uma URV passou a ser igual a R$ 1. Para a equivalência, o valor da nova moeda foi fixado com a cotação da URV do dia anterior, que era de 2.750 cruzeiros reais. Dessa forma, CR$ 5.000 equivaliam a cerca de R$ 2 – o suficiente para comprar, na época, meio quilo de carne, três litros de leite ou duas latas de refrigerante, por exemplo

Com informações do G1

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Governo "prende" dinheiro de investimento externo no Brasil por mais tempo para evitar valorização excessiva do real frente ao dólar

Decreto publicado nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União eleva de três para cinco anos a cobrança de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir dessa data, para ingresso de recursos no país (empréstimos externos).

No dia 1º, o governo já tinha elevado de dois para três anos o prazo para a incidência do imposto nos empréstimos externos.

Na prática, isso significa que o dinheiro terá de ficar mais tempo no país para evitar a taxação.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já tinha avisado que o governo iria adotar medidas para defender o real e que a equipe econômica não ficará assistindo à guerra cambial de forma impassível.

De acordo com o decreto, a medida vale “nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir de 12 de março de 2012, para ingresso de recursos no país, inclusive por meio de operações simultâneas, referentes a empréstimo externo sujeito a registro no Banco Central, contratado de forma direta ou mediante emissão de títulos no mercado internacional com prazo médio mínimo até 1.800 dias: 6%”.

No ano passado, o governo já havia anunciado a cobrança de IOF nessas operações de empréstimos de empresas e bancos no exterior. Inicialmente, ficou estabelecido que empréstimos com menos de 360 dias pagariam IOF. Depois, o prazo foi estendido para 720 dias (dois anos). Na época, a ideia do governo era não só conter a queda da moeda, mas também a excessiva oferta de crédito na economia brasileira.

A valorização excessiva do real prejudica as exportações pois os produtos brasileiros ficam mais caros no exterior, dificultando a venda nos mercados estrangeiros que, diante da crise, têm desvalorizado muitas vezes superficialmente suas moedas. Por outro lado, afeta a indústria nacional que tem dificuldade de concorrer com produtos estrangeiros cada vez mais baratos diante da desvalorização do dólar.

* Fonte: Agência Brasil

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *