Economia

Famílias buscam qualidade de vida e segurança em condomínios horizontais

Atualmente, qualidade de vida e segurança são pontos primordiais quando o assunto é casa nova. Esses dois quesitos são fatores decisivos na escolha de um novo lar e ficam ainda mais importantes quando a família não é mais somente o casal e já tem a presença das crianças e adolescentes.

O objetivo das famílias é viver em um lugar mais tranquilo, com segurança, que preserve um pouco do que é a vida no campo. Mas sem deixar de lado uma boa estrutura de lazer, serviços e comércio que as capitais oferecem. Esta é a realidade de quem prima pela qualidade de vida e escolhe um condomínio horizontal para morar.

A tendência dos condomínios horizontais está refletindo em praticamente todo o território nacional. As famílias estão saindo dos centros das grandes cidades a procura de um lugar para os filhos brincarem a vontade, onde exista mais espaço para receber amigos e familiares e sem haver isolamento, com o convívio com os vizinhos.

Além disso, construir em um condomínio horizontal muitas vezes significa uma grande conquista, a realização de construir a casa dos sonhos. “É possível pegar aquele projeto tão idealizado e colocar em prática. A família não precisa se adequar a casa, pois ela será construída de acordo com as necessidades e gostos dos moradores”, explica Kerla Kramer, vice-diretora da Riomax, construtora responsável pelo Vitória Régia, condomínio horizontal em Cotovelo.

Visando a conciliação da vida na cidade, na praia a no campo, o Condomínio Vitória Régia oferece uma estrutura diferenciada, aliando lazer, segurança e conforto para oferecer melhor qualidade de vida. Um condomínio horizontal com 70 mil metros quadrados de área plana, localizado estrategicamente em Cotovelo, a 15 minutos de Natal, 5 minutos da praia, 15 minutos de Ponta Negra, 15 minutos de Parnamrim e 30 minutos do aeroporto.

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Judiciário

Justiça Federal promoverá amanhã leilão com mais de 50 lotes

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte promoverá amanhã um leilão com mais de 50 lotes. Pela manhã, às 9h, irão a leilão dois lotes de bens referentes a processos da 5ª Vara Federal.  Nessa quinta-feira a tarde, às 14h, acontecerá o leilão da 6ª Vara Federal com 51 lotes. Ambos os leilões acontecerão no prédio anexo da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, em Lagoa Nova.

            Entre os bens que serão leiloados estão um prédio com três pavimentos próprio para instalação de colégio, avaliado em R$ 2,5 milhões.     

            Também será ofertado um apartamento, no bairro de Lagoa Nova, pelo valor de R$ 480 mil. No leilão da 6ª Vara serão negociados terrenos em Nísia Floresta, São Gonçalo do Amarante e Extremoz.

            Além de imóveis, o leilão da Justiça Federal do Rio Grande do Norte ofertará veículos, barco pesqueiro avaliado em R$ 523.200. Entre os lotes que estarão negociando há equipamentos como classificador de camarão com esteira, motobomba centrífuga e também um compressor.

            Ainda há um lote com 200 pares de sapatos de equipamento de proteção, que está avaliado em R$ 2.400.

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Jornalismo

Júlia Arruda é a parlamentar mais bem avaliada de Natal

Uma enquete eletrônica promovida pelo Instituto Tiradentes apontou a vereadora Júlia Arruda (PSB) como a parlamentar com melhor atuação na Câmara Municipal de Natal. A pesquisa, realizada via internet, por meio da participação espontânea da população, mostra que Júlia foi a melhor avaliada entre os 21 vereadores da cidade, contabilizando o total de 14,7% dos 1.877 votos.

O resultado, divulgado no último mês de março, contribuiu para que a vereadora fosse agraciada com a medalha “Presidente Tancredo Neves – Colar de Ouro”, honraria concedida pela entidade mineira a políticos com significativos trabalhos prestados à comunidade. Esta é a segunda vez que a parlamentar é agraciada com uma honraria do Instituto Tiradentes. Em 2011 ela ganhou a medalha “Dom Pedro II” por estar entre os três vereadores mais bem avaliados do município.

De acordo com Júlia Arruda, tanto o resultado da enquete quanto a medalha concedida pelo Instituto foram recebidos com muita alegria. “Estou muito honrada com a repercussão positiva do meu trabalho na Câmara Municipal de Natal. Esse reconhecimento é muito bem-vindo e só me estimula a continuar trabalhando em busca de melhorias para a população da nossa cidade”, disse.

A entrega da comenda será feita em sessão solene ao final do 50º Seminário Brasileiro de Prefeitos, Vereadores, Secretários e Assessores Municipais, que ocorrerá nos dias 27 e 28 de abril em Olinda, Pernambuco.

Reconhecimento

O trabalho desempenhado pela vereadora Júlia Arruda também rendeu boa avaliação em pesquisa realizada pela organização Transparência Brasil no ano de 2011. Na ocasião, a parlamentar foi considerada a detentora do maior percentual de projetos considerados relevantes para a sociedade natalense.

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Judiciário

Corregedor sugere ao MP providências no sistema prisional. Inclusive intervenção

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Cláudio Santos, enviou ofício ao procurador-geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, sugerindo que o Ministério Público tome providências – inclusive para eventual intervenção e sequestro de verbas públicas oriundas da conta única do Estado – para atender às despesas necessárias ao funcionamento regular do sistema prisional do Rio Grande do Norte.

O desembargador destacou, no comunicado ao procurador, que a Corregedoria acompanha a situação do complexo carcerário do RN desde junho de 2009, através de inspeções realizadas pelo Grupo de Apoio à Execução Penal (Gaep), e em todas elas se constatou a precariedade do sistema.

O Gaep, além de examinar as execuções penais e o prazo de recolhimento dos presos provisórios, comparece aos estabelecimentos prisionais e entrevista individualmente todos os detentos e diretores das unidades. O resultado das inspeções, segundo o magistrado, tem mostrado uma situação insustentável sem que o Poder Público tenha tomado medidas enérgicas, inclusive sugeridas pela Corregedoria, para mudar a situação.

Reuniões

Desde janeiro de 2011, a Corregedoria Geral de Justiça do TJRN realiza reuniões com representantes de diversos órgãos e entidades, como o próprio Ministério Público e a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc), a responsável pela administração das unidades prisionais. Os encontros visavam encontrar soluções para o problema, mas o desembargador alerta que a despeito das sugestões encaminhadas ao Governo do Estado as medidas não foram tomadas.

“A situação se agrava a cada dia, principalmente com a falta de fornecimento de alimentação regular e com qualidade, como acontecido na Comarca de Caicó, em que houve decisão judicial determinando o bloqueio de verba para aquisição de alimentos para os recolhidos do Presídio Estadual Dr. Francisco Pereira Nóbrega”, disse o texto enviado à Procuradoria.

O documento enfatiza ainda que entre as reais condições em que se encontra o Sistema Penitenciário do RN pode ser destacado que é contumaz, por exemplo, a ausência de condução dos presos provisórios para as audiências devido a escassez de viaturas para o transporte, a carência de efetivo diante do reduzido número de agentes penitenciários, a precária estrutura das instalações prisionais, a falta de pagamento aos fornecedores e o risco iminente de fugas com possibilidade de rebeliões.

“Adicione-se a isso o fato do Estado não fornecer armas (letais e não letais), coletes ou mesmo fardamento aos agentes penitenciários, responsáveis individualmente pela compra do material essencial para o desenvolvimento do trabalho”, pontuou o desembargador.

Sistema Prisional

O Sistema Prisional do RN disponibiliza 2.556 vagas para custodiar presos em todo o Estado, mas abriga atualmente 7.252 detentos, o que se configura um inchaço na estrutura das unidades.

“O cumprimento de pena de forma subumana em razão da superlotação, agravada pela falta de alimentação diária, viola flagrantemente os direitos humanos, podendo configurar inclusive crime de tortura”, relatou o documento assinado pelo desembargador Cláudio Santos.

Segundo informações prestadas à Corregedoria pela Sejuc a despesa mensal com a manutenção do Sistema Penitenciário do RN, excluídos os gastos com os Centros de Detenção Prisional situados na capital (estes mantidos pela Secretaria de Segurança Pública) totaliza R$ 2.315.898,00.

TJ/RN

Do Blog: O que falta para o RN pegar o caminho de outros estados e terceirizar a administração penitenciária aqui no RN? Em todo canto que foi feita os resultados são os melhores possíveis

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Polícia

Delegado Marcos Vinícius continuará a frente do caso Anderson Miguel

Em nota,  a Delegacia Geral de Polícia Civil do RN (Degepol) informou na manhã de hoje (25) que o delegado Marcos Vinícius, que era titular da Delegacia Especializada em Homicídios (Dehom),  continuará presidindo inquérito que apura a morte do advogado Anderson Miguel.

DE acordo com a nota,  apesar de ter sido transferido  para a Delegacia de Plantão da Zona Norte, será mantido a frente do caso para o qual foi nomeado em caráter especial.

O BLOG do BG havia divulgado que o delegado deixaria o caso.

 

 

 

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Jornalismo

NatalCard está com novos 50 pontos de recarga

Foto: Fillipe Maia

A nova Rede de Vendas NatalCard veio para expandir o leque de opções dos clientes do sistema de cartões recarregáveis do transporte público urbano. Agora, além dos 11 postos de vendas fixos de atendimento, os usuários têm à disposição mais 50 pontos de recarga, em estabelecimentos comercias espalhados nas quatro regiões da cidade, como drogarias, mercados, bancas, papelarias, lan houses entre outros.

De acordo com a Gerente Comercial do NatalCard, Élika Lima, o projeto surgiu com objetivo de aumentar a quantidade de postos de recarga em determinadas áreas da cidade. Ela explica ainda que a Rede de Vendas só traz facilidades aos clientes, funcionando através de uma parceria entre a empresa (NatalCard) e os comerciantes da capital.

“Os estabelecimentos comerciais passam a funcionar como vendedores de créditos eletrônicos. Com isso, aumenta o fluxo de pessoas no local e os clientes NatalCard podem obter a recarga em lugares próximos à suas casas e em horários diferenciados, incluindo finais de semana e feriados”, afirma Élika. A gerente também destaca os planos de expansão da rede: “A expectativa é que em pouco tempo o número de lojistas comercializando os créditos estudantil e pessoa física dobre, ultrapassando a marca dos 100 estabelecimentos conveniados a Rede de Vendas”.

Sistema de fácil operação é atrativo para os lojistas 

Quanto aos donos dos estabelecimentos comercias que desejam tornar-se conveniado à Rede de Vendas, é importante saber que não é necessário ter um aparato tecnológico sofisticado para isso. De acordo com informações de Nicholas Paiva, Gerente de Tecnologia da Informação do NatalCard, possuindo apenas um computador Desktop de 01 Gibabyte de memória, conexão à internet de no mínimo 300kbps e a leitora de créditos fornecida pelo NatalCard, o sistema online de recarga pode ser facilmente operado por qualquer funcionário ou até mesmo o proprietário do local.

“O software foi desenvolvido por nós do setor de T.I, com isso o NatalCard pode disponibilizar certificado de segurança, que garante a autenticação do lojista, bem como treinamento no sistema e suporte especializado para os conveniados”, declarou Nicholas.

Quem concorda com o gerente de T.I é Bruno Monteiro, proprietário das Drogarias Chegança. Nas palavras dele “o sistema de recarga é muito fácil de ser operado, nenhum funcionário teve dificuldade com nada. Estou muito satisfeito, tanto com o movimento nas três lojas, quanto por poder agregar um serviço útil à minha comunidade”, destacou o empresário.

Opinião dos leitores

  1. Acredito que esta Inovação Tecnológica, ira revolucionar o mercado de créditos eletrônicos em natal, trazendo melhorias para os clientes e desenvolvimento para os conveniados, a equipe está de parabéns! 

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Judiciário

VÍDEO 4: Precatórios:Gestão Desembargador Rafael Godeiro e como o dinheiro era dividido

Segue  o “quarto capítulo” da delação premiada de Carla Ubarana ao MP. Lembrando que dividimos a gravação integral e sem cortes da delação premiada em cinco capítulos para facilitar para os leitores. Esse capítulo nominamos de  Precatório gestão Desembargador Rafael Godeiro. Como Carla aplicava o dinheiro do precatório e como era a divisão do dinheiro.

Opinião dos leitores

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Diversos

Cientista diz ter encontrado 'ponto G' feminino

Um pesquisador americano afirma não apenas ter encontrado o mítico “ponto G” na região genital feminina, mas também ter feito o mapa anatômico da zona erógena que promete orgasmos mais intensos. O médico ginecologista Adam Ostrzenski, do Instituto de Ginecologia da cidade de São Petesburgo, na Flórida, publicou a descoberta nesta quarta-feira (25) na revista médica “The Journal of Sexual Medicine” (Revista da Medicina Sexual, em português), contrariando pesquisas anteriores que diziam que o ponto G não existia.

O achado ocorreu após análise de um cadáver de uma mulher de 83 anos, 24 horas depois de sua morte em decorrência de um traumatismo craniano.

Segundo a pesquisa, o ponto G é uma estrutura bem delineada localizada na parede “da frente” da vagina. No organismo, ela fica comprimida em uma espécie de casulo de cerca de 3,3 mm. Após ser retirada do “casulo”, no entanto, a estrutura se estendeu para 8,1 mm de comprimento, por 3,6 mm de largura e 0,4 mm de altura.

O conceito do ponto G foi proposto pela primeira vez em 1950 pelo cientista alemão Ernst Gräfenberg, que estudava o “papel da uretra” no orgasmo feminino. Embora sua proposta tenha sido invalidada por outros pesquisadores, a ideia de um local capaz de proporcionar orgasmos mais intensos permaneceu. Em 1981, um estudo sobre uma suposta região na vagina com o mesmo papel foi batizada de “zona de Gräfenberg”. Não demorou e o local foi apelidado de “ponto G”.

Ao G1, Adam Ostrzenski conta que encontrou na mesma área um tecido azulado e fibroso. “É o único tecido que apresenta essa cor. Não há outra estrutura similar ao ponto G na vagina”, disse ele.

“Nunca se tinha ido tão profundamente dentro da vagina como essa pesquisa. Essa estrutura mostrou ter potencial de se esticar, de ficar maior, quando estimulada”, reitera.

O ginecologista reconhece que a descoberta pode levantar polêmica. “Sei que é um assunto controverso, mas acredito que a estrutura anatômica do ponto G existe. E um corpo foi o suficiente para me dizer isso. O ponto G pode ser diferente em outra mulher, como a minha cor dos olhos é diferente da sua e por isso temos que estudar a anatomia”, disse Ostrzenski.

O cientista espera que a “comprovação” da existência do ponto G possa causar impacto nas pesquisas clínicas sobre o tema e na abordagem da função sexual feminina.

Fonte: G1

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Polícia

Ministério Público e Polícia Civil fazem operação nesse momento e prendem diretor da Delta em Brasília

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) realiza nesta manhã a Operação Saint Michel, um desdobramento da Operação Monte Carlo.

São cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão.

O trabalho é realizado pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do MPDFT, em parceria com a Polícia Civil do DF, e o Ministério Público de Goiás.

Entre os presos na Operação Saint Michel, está o vereador Wesley Clayton da Silva (PMDB), de Anápolis (GO). O ex-diretor da Delta Construções no Centro-Oeste Cláudio Abreu também foi preso.

Ele perdeu o cargo depois do escândalo da Operação Monte Carlo.

Opinião dos leitores

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Judiciário

STF retoma julgamento sobre cotas raciais nas universidades

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quarta-feira processos que definirão se o sistema de cotas raciais e sociais adotado por universidades brasileiras respeita ou não a Constituição. O novo presidente do STF, Carlos Ayres Britto, já se manifestou sobre o tema e defendeu a validade de ações afirmativas como mecanismo eficaz de combate às desigualdades.

Em um julgamento iniciado em 2008, Ayres Britto deu o aval para políticas de ações afirmativas no âmbito do Programa Universidade para Todos (ProUni). Uma lei de 2005 estabeleceu que, para receber benefícios do ProUni, as universidades privadas deveriam reservar parte de suas bolsas de estudo para negros, indígenas, estudantes portadores de necessidades especiais e também alunos que tenham cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada na condição de bolsista integral.

Após o voto de Britto, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa e deverá ser retomado nesta quarta.

Além da ação sobre o ProUni, o STF deve julgar processos que contestam a constitucionalidade de regras adotadas pelas Universidades de Brasília (UnB) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para ingresso nas instituições por meio de cotas.

Na primeira ação, o Democratas (DEM) questiona atos administrativos do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UnB que estabeleceram critérios para ingresso na instituição por meio do sistema de reserva de vagas. Pelas regras, 20% das vagas oferecidas pela universidade devem ser garantidas a negros e pardos. A UnB foi a primeira instituição federal a adotar o sistema de cotas.

A outra ação programada para ser julgada nesta quarta-feira é movida por um vestibulando que alega ter sido prejudicado por uma política afirmativa. Reprovado no vestibular para o curso de Administração da UFRGS, Giovane Pasqualito Fialho sustenta que, apesar de ter obtido pontuação superior à de outros candidatos, não conquistou uma vaga por causa da cota. Segundo ele, concorrentes com notas inferiores foram admitidos graças à política de reserva de vagas para alunos egressos de escolas públicas.

Racismo. Único negro a integrar o STF, Barbosa afirmou na semana passada em entrevista ao jornal O Globo que “alguns brasileiros não negros se acham no direito de tomar certas liberdades com negros”. Indagado se já tinha sofrido preconceito por parte de colegas do STF, ele disse: “Em todos os lugares em que trabalhei sempre houve um ou outro engraçadinho a tomar certas liberdades comigo, achando que a cor da minha pele o autorizava a tanto”.

No dia seguinte, o novo presidente do STF afirmou que o tribunal é contra o racismo. “O racismo é proibido pela Constituição”, reiterou o ministro.

Por Mariângela Gallucci , do Estado de S.Paulo

 

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Polícia

Corpo de idosa seminua é encontrado em matagal

A Polícia Rodoviária Federal foi acionada para uma ocorrência de encontro de cadáver, no início da manhã desta terça-feira (24), nas margens da BR 304, em Macaíba. Os patrulheiros foram até a área próxima ao rio Jundiaí e confirmaram que se tratava de uma mulher morta. A senhora, que aparentava ter mais de 50 anos, estava parcialmente despida, o que levantou a suspeita de abuso sexual.

Diante da constatação, os policiais rodoviários acionaram o Instituto Técnico-Científico de Polícia para que os peritos pudessem fazer a análise do local do crime e a remoção do corpo.

O ponto onde estava a vítima fica a cerca de 1 km do Posto da Polícia Rodoviária Federal, em Macaíba. A senhora podia ser vista no meio do matagal por quem passava pela BR 304.

Por volta das 8h, os peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia chegaram ao local. Eles fizeram as primeiras análises no corpo da vítima, bem como na cena do crime. Neste primeiro momento, não foram encontradas marcas de tiros ou de ferimentos por arma branca. Além disso, os peritos não identificaram nenhuma marca de agressão física exposta.

No entanto, evidenciou-se a possibilidade de violência sexual. Isso porque os peritos viram que a mulher estava com a calcinha arrancada e com o vestido levantado. Mas estas primeiras análises não permitem dizer se a vítima foi realmente violentada. Por esse motivo, o corpo foi levado para a sede do ITEP, na Ribeira. Próximo ao corpo da vítima, os peritos encontraram também um preservativo.

Caso se confirme a prática de abuso sexual ou morte violenta, a delegacia de Macaíba deverá abrir um inquérito por apurar a ocorrência. Algumas pessoas que estavam no ponto onde o corpo foi encontrado chegaram a lembrar que, no último domingo (22), uma adolescente de 15 anos foi estuprada em Mangabeira, também em Macaíba, e outra mulher foi vítima de abuso com as mesmas características no início deste mês.

 

Com informações do Portal BO

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Judiciário

Justiça determina que prefeitura do Natal preste contas de 2011 e 2012

O juiz Geraldo Antônio da Mota, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou ao Município do Natal que proceda à imediata prestação de contas referentes a todo ano de 2011, devendo repassá-las ao Conselho Municipal de Saúde, no prazo máximo de 15 dias, contados da ciência da decisão judicial, sob pena de aplicação de astreintes pelo descumprimento, as quais foi arbitrado em R$ 20 mil, que deverá recair sobre o gestor responsável, ou seja, a Secretária Municipal de Saúde.

O magistrado determinou também que o Município de Natal realize a regular prestação de contas ao Conselho Municipal de Saúde, nos termos do que dispõe o art. 36 da LC nº 141/2012, durante todo ano de 2012, bem como nos anos subsequentes. Para isso, determinou que seja notificado, pessoalmente, a Prefeita Municipal de Natal e a Secretária Municipal de Saúde, para conhecimento da e adoção das providências necessárias quanto ao seu cumprimento.

Segundo a decisão, deverá constar no mandado a advertência de que a ausência de prestação de contas de recursos públicos por aquelas autoridades poderá implicar em responsabilização, por ato de improbidade administrativa, bem assim, a busca a apreensão de documentos necessários a tal demanda.

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte ajuizou Ação Civil Pública contra o Município de Natal, requerendo medida liminar para obrigar o Município de Natal a realizar a imediata e regular prestação de contas de todos os quatro trimestres do ano de 2011 ao Conselho Municipal de Saúde, bem como a obrigá-lo a, conforme disposição legal, realizar a regular e trimestral prestação de contas ao Conselho Municipal de Saúde.

O Município do Natal se manifestou, alegando não ser parte legítima para atuar na causa, sob o fundamento de que cabe aos gestores públicos a obrigação de prestar contas e não ao ente público federado, devendo qualquer daqueles constar como réu da ação e não o Município de Natal.

O juiz ressaltou em sua decisão que as alegações do Município de que “cabe aos gestores públicos a obrigação de prestar contas e não ao ente público federado” não merecem prosperar, posto que a própria Constituição Federal impõe expressamente aos entes federados a obrigação de prestação de contas. Nesse sentido, o art. 35, da CF, prevê, inclusive, a possibilidade de intervenção dos Estados em seus Municípios caso estes não prestem as contas devidas na forma da lei.

Para o magistrado, a ausência de prestação de contas de recursos públicos pela Administração Pública, principalmente em relação aos gastos com a saúde, demonstra o desrespeito de seus gestores com um dos princípios constitucionais que devem reger as atividades do Poder Público, ou seja, o da publicidade, importando na afirmação de que se está diante de um caso de lesão irreparável ou de difícil reparação, posto que o inacesso aos gastos públicos municipais com a saúde inviabilizam a fiscalização deles, infringindo as disposições da Lei Complementar nº 141/2012. (Processo nº 0800790-96.2012.8.20.0001)

Fonte: TJRN

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Polícia

Jovem é torturado com chave de fenda e executado com vários tiros em Pium

Um jovem identificado como Gustavo Moura Freire, 20 anos,caseiro, foi executado com vários disparos de arma de fogo, provavelmente pistola calibre 380, por volta das 19h dessa terça-feira (24) em um sítio localizado próximo ao balneário de Pium, no município de Nísia Floresta. A informação foi confirmada pelo tenente Moisés, oficial do 3º Batalhão de Polícia Militar em serviço.

Segundo o tenente, informações dão conta que pelo menos dois homens não identificados invadiram o local e surpreenderam o jovem. Na ocasião, antes da execução, a vítima ainda foi torturada com uma chave de fenda na região do pescoço.

O tenente Moisés confirmou que Gustavo tinha passagens pela polícia e havia sido vítima de tentativa de homicídio em outubro do ano passado. Até o momento não se tem pistas da autoria do crime.

O corpo do jovem foi removido pelo Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) para a realização do trabalho de necrópsia.

A polícia ainda confirmou que apesar da invasão a residência, nenhum bem foi roubado.

Fonte: DN Online

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Cultura

CPI pede indiciamento de diretores do Ecad

Oito diretores do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição – o Ecad – devem ser indiciados, incluindo a superintendente da instituição, Glória Braga. No relatório final da CPI do Ecad, divulgado nesta terça-feira, 24, os deputados falam em crime de falsidade ideológica, apropriação indébita, agiotagem e crime contra a ordem econômica.

Segundo os senadores, os documentos e depoimentos colhidos pela CPI “revelam, à exaustão, que a Assembleia Geral do Ecad transformou-se em uma confraria de lesa cultura, cujas decisões, tomadas sem critérios e sem transparência, eliminam o elemento negocial na fixação de preços pela utilização dos direitos autorais”.

Serão indiciados Glória Braga, superintendente do Ecad, e os diretores de sete associações de direitos autorais que compõem o Ecad, como Roberto Mello (da Abramus), José Antônio Perdomo Corrêa (diretor da UBC) e Denis Lobo (presidente da SBACEM).

“Dirigir o ECAD se tornou um negócio rentoso”, disseram os deputados. “A entidade criou três modalidades de Plano de Participação nos Resultados (PPR), que beneficiam sobretudo os gerentes. O Ecad é uma associação civil que, em tese, não deveria dar lucros (nem, por óbvio, distribui-los a seus diretores). O uso abusivo dos PPRs drenam, especialmente para a gerência, recursos que deveriam ser destinados aos titulares de direitos autorais. Até em ano em que o ECAD apresenta déficit financeiro há distribuição de PPR”.

Cartel. Segundo os senadores, a atual Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9610-98) apenas deu ao Ecad o monopólio sobre a arrecadação e a distribuição. “A fixação de preços pelas músicas, por exemplo, bem como o custo da taxa de administração de cada entidade, deveriam ser estabelecido livremente, por cada entidade”.

O relatório fala em “confraria do Ecad”, que “seria elogiável se não prejudicasse os titulares de direitos autorais e os usuários de músicas”.

“A gestão coletiva no Brasil negligencia o fato de que os direitos autorais são bens imateriais, negociável no mercado. Ainda que guarde especificidades, os direitos autorais submetem-se às leis de defesa da concorrência e de proteção ao consumidor”, diz o texto.

Capa do relatório da CPI: 403 páginas

Os senadores dizem ainda que, no início, o Ecad foi uma “grande conquista” que “depois se degenerou”.

O relatório associa a atuação do escritório e as associações que o compõem a um cartel. “Voltado para seu próprio umbigo – e para os interesses de seus controladores e dirigentes – o Ecad transmudou-se em cartel, pernicioso para a ordem econômica brasileira, e muito distante do que reivindica a classe artística, protagonizando toda sorte de desvios e ilícitos”.

“Há, portanto, prática de infração da ordem econômica perpetrada pelo Ecad e pelas associações credenciadas, de forma a caracterizar violação aos arts. 20 e 21 da Lei de defesa da concorrência (Lei nº 8.884/94)”, analisam os deputados.

Para a CPI, há a necessidade de uma “profunda reforma no sistema de gestão coletiva de direitos autorais”. Os deputados também querem que o Ecad fique subordinado ao Ministério da Justiça.

O relatório propõe cinco eixos para orientar as mudanças na área: transparência (deixar claras as obrigações das entidades de gestão coletiva), eficiência (técnica e econômica), modernização (associações serão reoganizadas e reestruturadas), regulação (do Ministério da Justiça) e fiscalização (com a obrigação de prestar contas ao governo).

A CPI também pede que o Ministério Público do Rio de Janeiro investigue a diretoria do Ecad e que o governo federal trate a “dimensão dos direitos autorais” como “estratégica para a política cultural, nos planos plurianuais, projetos e ações”, além de dar prioridade na aprovação da Reforma da Lei de Direitos Autorais.

Há também um projeto de lei para estabelecer uma regulação para a gestão coletiva de direitos autorais.

Fonte: Link

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Judiciário

Felipe Cortez acha depoimento de Ubarana confuso e nega conversa

O advogado Felipe Cortez falou ontem sobre as menções de Carla Ubarana no vídeo da delação premiada, vazada na última segunda-feira. Cortez negou tudo. Segundo o advogado, as falas de Carla foram marcadas por um misto de desinformação, confusão e a simples mentira. “Não quero saber de mancha na minha história de tantos anos na advocacia por causa das declarações de Carla. Posso mostrar ponto a ponto as inverdades e equívocos”, disse Felipe.

Ressaltando que não houve referências no vídeo da acusada a nenhum suposto poder de influência no direcionamento dos processos por parte dele, Felipe Cortez explicou que colocar ou retirar processos de pauta não constitui ilegalidade. Ubarana disse na delação que “Se eu soubesse que o meu mandado de segurança só ia ter um desembargador, eu tinha pedido para ser retirado de pauta, e teria saído”, disse. De acordo com ela, Felipe Cortez também administra esse jogo no TJRN. “E isso quem é que administra bem direitinho lá dentro? Felipe”, afirmou.

“Por vezes eu peço para processos entrarem na pauta porque o cliente tem mais de 70 anos, por exemplo. Em outras, eu solicito a retirada da pauta porque vou ter outra audiência no horário marcado. São direitos que o advogado e a parte têm e, quando é o caso, eu, como advogado, peticiono a respeito. Não existe ilegalidade, nem suposto tráfico de influência nisso”, explicou Felipe Cortez.

O comentário de Carla sobre uma suposta influência de Felipe na liberação dos bens (R$ 35 milhões) de uma pessoa denominada “Gilmar” foi abordado junto ao desembargador Rafael Godeiro. Segundo Cortez, esse comentário é direcionado à liberação dos bens de Gilmar da Montana, à época da Operação Sinal Fechado. “As declarações de Carla são contraditórias e estão recheadas de inverdades. Em primeiro lugar, nunca advoguei para Gilmar da Montana. Pelo contrário, advogo em causas contrárias a ele. Em segundo lugar, a liberação sequer foi apreciada pelo desembargador Rafael Godeiro. Nunca falei isso com Carla, não tem a menor procedência”, esclareceu. Por fim, o advogado mostrou à reportagem um comprovante de viagem, feita com a família, para Londres na época em que a liberação dos bens foi deferida, no dia 29 de dezembro do ano passado.

Felipe Cortez questionou um dos trechos reproduzidos pela TRIBUNA DO NORTE. No momento, o Ministério Público chegou a questionar se o fato supostamente reportado por Felipe Cortez em relação a Rafael Godeiro – venda de sentença para liberação de bens bloqueados – não era relacionado ao desembargador João Rebouças, mas Carla negou. “Não. Ele falou com relação a Rafael. De Rebouças ele nunca falou nada bloqueado, não. De Rebouças ele falou somente com relação ao carro”. O advogado disse não ter encontrado esse trecho nas gravações, principalmente no que diz respeito ao desembargador João Rebouças. A referência ao carro seria a um suposto recebimento de uma Toyota “em um processo”.

A TRIBUNA DO NORTE teve acesso aos vídeos na íntegra, repassados pelo Blog do BG. São quatro vídeos. No último, a partir de seis minutos e quatro segundos de gravação, Carla Ubarana diz exatamente que: ” De Rebouças ele falou somente com relação ao carro”. De qualquer forma, Felipe Cortez reiterou que nunca falou a Carla sobre qualquer assunto relacionado ao desembargador e à venda de sentenças.

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Judiciário

Precatório dos Auditores vai para o pente fino

Da abertura do processo à fixação do valor da dívida a ser paga pelo Estado, passaram-se quase 10 anos. Distribuído por sorteio em novembro de 1999, o processo de precatórios favorável ao Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual (Sindifern) envolve quase 600 pessoas e um débito judicializado cuja monta ultrapassa qualquer valor pago nos 120 anos de história do Tribunal de Justiça – R$ 1.216.216.395,06. Atualmente, a Comissão de Sindicância instaurada pela presidência do TJRN para investigar irregularidades na Divisão de Precatórios, analisa o processo e os cálculos que envolvem seu valor bilionário.
O nascedouro da causa, deferida pela Justiça no início dos anos 2000, condenava o Estado a pagar aos auditores fiscais as horas extras que excediam o teto horário semanal de 40 horas, além das noturnas. Há ainda, a inclusão dos adicionais de penosidade dos auditores lotados em postos fronteiriços e os percentuais relacionados à periculosidade da função.

Desde que foi formalizado, o  precatório do Sindifern foi juridicamente representado por advogados como Felipe Cortez, Miguel Josino (atual Procurador-geral do Estado), Anderson Miguel  (delator da Operação Hígia e assassinado em junho de 2011) e do que até hoje se mantem, Fábio Hollanda. No início, o processo  seguiu o lento caminho dos demais precatórios pagos pelo TJRN. Entre os anos de 2001 e 2006 não foi registrado nenhum peticionamento das partes envolvidas.

Somente em 2008, o então Procurador-geral do Estado peticionou à Justiça solicitando o embargo à execução da sentença movida contra o Sindifern. O valor do precatório – cerca de R$ 1,2 bilhão – é pela primeira vez mencionado. À época, a PGE pediu que a Justiça desmembrasse o número total de reclamantes em grupos de 10, além de uma minuciosa análise da planilha de custos que originou o valor bilionário.

Em novembro do mesmo ano, o Sindifern e a PGE firmam um acordo extrajudicial. Não se informou, contudo, possíveis índices de redução da dívida no termo apresentado ao juiz Cícero Macedo, titular da 4ª Vara da Fazenda. O acordo, porém, foi homologado pelo magistrado.

Um mês depois, o MPE ofereceu embargos à declaração em relação à decisão foi favorável ao acordo. O juiz Cícero Macedo reconheceu que “laborou em equívoco quando da homologação do acordo entre as partes” e suspendeu os efeitos da sentença. Entre recursos e agravos interpostos pela PGE, MPE e Fábio Hollanda, o magistrado reconheceu que um “embate” foi travado entre o Estado e o Sindicato no que dizia respeito ao pedido de suspensão da homologação.

Em março de 2009, o juiz citou como “muito estranha” o pedido  de não-homologação. Visto que, o instrumento estava  “firmado pela própria governadora” (à época, Wilma de Faria). O imbróglio continuou com novos pedidos do Estado para não desmembrar mais o processo em grupos menores e solicitou que fosse contratado um perito contábil para calcular o real valor da dívida.

Ao custo de R$ 29.580,00, o contador foi contratado pelo Sindifern, que arcou com as custas sozinho. Em março deste ano, quando o processo estava concluso para despacho e à espera de novos documentos técnico/contábeis, o Procurador-geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, pediu vistas e, em resposta, peticionou. O conteúdo da petição, porém, ainda é desconhecido. Visto que, o juiz titular da 4ª Vara Criminal, Cícero Macedo, está de férias. O processo segue sem data para ser pago.

Delação retoma caso do Sindifern

Em depoimento prestado aos promotores de Defesa do Patrimônio Público durante a assinatura do acordo da delação premiada, Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal explicou, por quase 45 minutos, o tratamento dispensado ao precatório do Sindifern. De acordo com a ex-chefe da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça, foram abertos dois processos relacionados aos precatórios do Sindicato dos Auditores Fiscais, um em 1999 e o outro em 2003. Ela não detalhou, entretanto, o valor de cada um deles. Afirmou, em contrapartida, que o processo do Sindifern foi o primeiro que identificou como sendo o responsável pela quebra da ordem cronológica.

“Inclusive em 2008 ou 2009, quando o CNJ esteve aqui, eu passei para eles essa informação e o processo foi, são 17 volumes, foi todo escaneado e o CNJ levou esse processo. Nunca deram retorno sobre ele. Mas foi informado que existia essa quebra de ordem”, afirmou Carla Ubarana ao Ministério Público. Ela citou, ainda a participação do advogado do Sindicato, Fábio Hollanda, como comercializador de cessões de crédito que envolviam seus honorários sucumbenciais. Carla  relatou que o defensor do Sindifern vendeu sua parte no processo a duas empresas diferentes e que estas não recebiam os vencimentos.

Fábio Hollanda, porém, rebateu a argumentação de Carla Ubarana informando que após um breve período da negociação, renegociou com as empresas e reviu seus percentuais no processo na totalidade. “O Rio Grande do Norte passou sete anos sem pagar um precatório. Eu estava num momento financeiro difícil e vendi parte dos créditos, com deságio inclusive, para manter meu escritório e minha família. Não houve nada mais do que isso. Para poder me manter, eu vendi parte dos meus créditos”, afirmou Hollanda.

As citações em relação ao advogado, entretanto, prosseguiram. Carla Ubarana disse que Fábio Hollanda ia ao Tribunal de Justiça à procura dos seus honorários contratuais quando estes, segundo delatou aos promotores, não estavam disponíveis. “Eu questionei até com ele: “Olhe não é contratual porque o TJ tá pagando. E o TJ não tem autorização de nenhum parte para fazer retenção contratual e repassar”. Resultado: esse processo continua aberto até hoje”, advertiu Carla Ubarana.

Em resposta, Hollanda disse que Ubarana cometeu um erro ao fazer tal asserção. Ele definiu-se, ainda, como vítima do próprio Estado. Visto que, não recebeu “nenhum centavo” dos quais tem direito em relação a pelo menos dois precatórios milionários do Sindifern, os quais somados seus honorários, aproximam-se de R$ 20 milhões. Além disso, ele ressaltou que durante a gestão da sua tia, a desembargadora Judite Nunes, como presidenta do TJRN, nenhum dos processos que o envolvem como parte nos precatórios, foi analisado ou deferido. “Eu quero que despachem os processos”, reiterou.

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