PF oferece delação premiada a Adélio Bispo, que nega, diz ter falado tudo, e manifesta desejo de trabalhar

Foto: Reprodução

A Polícia Federal ofereceu hoje um acordo de delação premiada a Adélio Bispo, o homem que esfaqueou Jair Bolsonaro no ano passado. A oferta, recusada por Bispo, foi feita durante um depoimento dado ao delegado da Polícia Federal Rodrigo Moraes Fernandes. Bispo recusou a oferta, dizendo que não tem o que relatar diferente do que já disse em Juízo: agiu sozinho e não seguiu a ordem de ninguém.

Segundo o advogado de Bispo, Marco Mejìa, o depoimento não teve valor jurídico, mas foi tomado com o objetivo de esclarecer dúvidas que a PF ainda tem. Um dos questionamentos da polícia foi sobre uma denúncia enviada por um preso dizendo que Bispo teria esfaqueado o então candidato atendendo a uma ordem vinda de dentro de um presídio. O preso que enviou a denúncias buscava abatimento de sua pena ao oferecer a informação.

“Adélio explicou que agiu sozinho e não seguiu nenhuma ordem. O depoimento foi bom para mostrar que nem os advogados nem ele somos contrários a ele fornecer qualquer informação”, afirmou Mejìa.

De acordo com o advogado, Bispo aparentava uma melhora de seu quadro psiquiátrico, e teria saído da fase de surtos delirantes.

“Ele expressou que deseja trabalhar e disse estar melhorando”.

Bispo pediu para ser transferido para um presídio em Montes Claros, mas o advogado o aconselhou a permanecer em Campo Grande, onde está tendo tratamento psiquiátrico adequado e sua segurança está preservada.

Guilherme Amado – Época

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vitor Araújo disse:

    Mofa aí canalha.

  2. Dr :UOL disse:

    BG!
    Ou vc botou um esquerdista de plantão pra mexer no blog, ou vc mexe e tá de rabo preso, das duas uma.
    Ninguém pode mais dar uma CHAPULETADA nesses bandidos do congresso que vc não publica!
    Tá com medo BG??
    Tenha medo não, o sr ta no controle

    • Humbabomber disse:

      Oi ??? Adélio é de qual congresso?

    • Cristian disse:

      Omi, tome tento, ele é pró PSL.

    • Dr :UOL disse:

      Adélio esteve no congresso fabricando álibi, esqueceu?
      Cala te a boca vc não sabe o que está escrevendo.
      Va arrumar uma lavagem de roubas que é melhor.
      Lula tá preso babaca.
      E quer ficar lá.
      Kkkkkkk

Renato Duque cita presidente do Flamengo em delação premiada

Renato Duque citou Rodolfo Landim em sua delação premiada. O ex-presidente da BR Distribuidora assumiu a presidência do Flamengo em 1º de janeiro.

Segundo Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, Landim teria recebido propina de um contrato de locação de edifício da BR em Salvador.

Ele também cita Paulo Tupinambá e Nelson Guitti.

O delator conta que Graça Foster, quando assumiu a BR Distribuidora, o procurou para tratar do imóvel. “Graça confidenciou ao declarante que acreditava que esse contrato teria envolvido o pagamento de propina, dado o seu valor desproporcional.”

Duque contou que sugeriu que ela fizesse uma auditoria, mas “Graça achou melhor não, porque Landim era ligado a Dilma e que ‘iria feder’ e insistiu para que o prédio fosse passado adiante”, no caso, para a Petrobras.

O Antagonista

 

Sérgio Machado negocia delação premiada

sergio-machadoPor interino

A gravação da conversa em que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, diz que o governo Michel Temer agiria para conter a Operação Lava-Jato faz parte de um acordo de delação premiada que o ex-presidente da Transpetro negocia com o Ministério Público Federal.

Se colaborar com as investigações, Machado pode explodir a cúpula do PMDB do Senado, que durante dez anos bancou sua permanência no comando da empresa.

Ele foi indicado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, mas pode implicar ainda o próprio Jucá e nomes como o ex-presidente José Sarney e o ex-ministro de Minas e Energia Edson Lobão.

Radar online- Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eilson disse:

    Todos são farinha do mesmo saco, todos calçam 42 só tem ladrão meu DEUS!!!

Ex-presidente da Andrade Gutierrez volta à prisão após 5 dias solto

otávio marquesO ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, solto na sexta-feira após fechar acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, voltou a ser preso nesta quarta-feira em São Paulo por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que conduz os processos referentes a propinas na estatal Eletronuclear.
Nesta quinta-feira, a defesa de Azevedo deve entrar com uma petição na Justiça Federal do Rio de Janeiro para esclarecer a Bretas as condições do acordo de delação premiada que permitiram a soltura do empresário na sexta-feira. Ele voltou à prisão preventivamente porque tinha contra si um segundo mandado de prisão, decretado pelo juiz federal fluminense. Azevedo foi encaminhado à carceragem da Polícia Federal em São Paulo e, caso a petição de seus advogados não seja atendida, será transferido ao Rio de Janeiro. Elton Negrão, o outro executivo da Andrade libertado há cinco dias, continua em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Fonte: Veja

Defesa de Dirceu quer adiar depoimento na Operação Lava Jato

José DirceuA defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pediu ao juiz federal Sergio Moro adiamento do depoimento previsto para sexta-feira (29). Os advogados querem que a oitiva seja suspensa até que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque finalize as negociações sobre o acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que comanda as investigações da Operação Lava Jato.

Na petição, a defesa afirmou que José Dirceu não vai ficar calado durante o depoimento e que vai esclarecer todos os fatos imputados a ele. No entanto, os advogados argumentaram que a fase de oitivas terminará na sexta-feira e, dessa forma, o depoimento deve ser feito após Dirceu tomar conhecimento prévio de todos os fatos imputados a ele, inclusive por delatores.

“Assim, caso o acordo entre Renato Duque e o Ministério Público Federal seja efetivamente firmado e, de alguma forma, trate de fatos que são objeto desta ação penal, haverá nítida causa de inversão processual, que macula o feito de nulidade insanável”, justificam os advogados.

José Dirceu e mais 15 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A acusação contra o ex-ministro e os demais denunciados se baseou nas afirmações do empresário Milton Pascowitch, em depoimento de delação premiada. O delator disse que fez pagamentos em favor de Dirceu e Fernando Moura, empresário ligado ao ex-ministro. Segundo o MPF, os valores são decorrentes de contratos da empreiteira Engevix e a Petrobras.

Por determinação do juiz Sérgio Moro, Dirceu está preso preventivamente desde agosto do ano passado em um presídio em Curitiba. A defesa do ex-ministro afirma que a denúncia é inepta, por falta de provas. De acordo com os advogados, a acusação foi formada apenas com declarações de investigados que firmaram acordos de delação premiada.

Fonte: Agência Brasil.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. SURPRESO disse:

    Fazem eles, muito bem!

  2. Julio Rocha disse:

    Só os cegos não percebem que Moro, MP e PF só querem “pegar o Lula”.

Delcídio aceita fazer acordo de delação premiada

A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) confirmou na tarde desta terça-feira (8) que contratou o advogado penalista Antonio Augusto Figueredo Basto. Preso há duas semanas por supostamente tentar barrar a Operação Lava Jato, o ex-líder do governo no Senado quer fazer delação premiada para tentar se livrar da cadeia.

Delcídio foi capturado por decisão do Supremo Tribunal Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República. Em conversa gravada por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o senador é flagrado discutindo um plano para obstruir a Lava Jato. Ele e o banqueiro André Esteves do BTG Pactual, iriam financiar a fuga de Cerveró – preso desde janeiro na Lava Jato.

Nesta segunda-feira (7) o procurador-geral da República Rodrigo Janot denunciou criminalmente Delcídio. A pedido de Janot, o Supremo autorizou abertura de outros dois inquéritos contra o ex-líder do governo. A saída de Delcídio pode estar na delação premiada. Dois dias depois de sua prisão, familiares e amigos do senador já o pressionavam a fazer delação.

Figueredo Basto é especialista nessa área da advocacia. Entre seus clientes, por exemplo, estão o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, e o lobista Julio Camargo.

A defesa de Delcídio vinha sendo conduzida pelo criminalista Maurício Silva Leite. Na semana passada, Leite pediu ao Supremo Tribunal Federal revogação da ordem de prisão contra o senador.

Em nota, a assessoria do advogado destacou que a condução do pedido de revogação “permanece sob a responsabilidade do criminalista Maurício Silva Leite”.

AE

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eliane disse:

    Essa delação premiada vai dar muito o que falar pode espera.

  2. silva da Silva. disse:

    O Lula não está dormindo. Deve estar sonhando com o que plantou. Vai ser enjaulado é o caminho natural.

  3. djalma disse:

    Agora a casa não cai… ela vai ser levada por uma enxurrada que vai fazer a de mariana parecer um riachinho de nada… o cara sabe tudo do mensalão pra cá….

Lava Jato: STF adia para amanhã decisão sobre validade das delações de Youssef

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para amanhã (27) decisão sobre pedido para anular os acordos de coloboração com a Justiça do doleiro Alberto Youssef, principal delator do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. O julgamento começou nesta quarta-feira (26), mas, diante do empate de 5 a 5 na votação, a conclusão foi adiada.

A validade das delações de Youssef é questionada pela defesa de Erton Medeiros, executivo da Galvão Engenharia, que cumpre prisão domiciliar. No recurso, o advogado José Luís de Oliveira Lima pediu que o acordo de delação premiada seja anulado, porque Youssef quebrou as regras do termo de colaboração na investigação do Caso Banestado.

De acordo com Oliveira Lima, o acordo assinado na Lava Jato é ilegal e, portanto, todas as provas produzidas contra Medeiros são ilegais. Segundo o advogado, o Ministério Público induziu o ministro Teori Zavascki, que homologou a delação, a erro, por omitir que o acordo do Caso Banestado foi quebrado pelo doleiro.

O empate ocorreu na questão preliminar, que trata da validade do recurso. Diante do empate, o plenário do STF analisará o mérito.

No julgamento, os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, seguiram o voto do relator, Dias Toffoli. Apesar de entender que somente depoimentos de delatores, sem indicação de provas, não são suficientes para formar a acusação, Toffoli afirmou que o acordo de delação premiada tem natureza homologatória, ou seja, o magistrado, ao homologá-lo, não faz juízo de valor das informações prestadas à polícia e ao Ministério Público.

“A homologação do acordo de colaboração premiada não significa, em absoluto, que o juiz admitiu como verídicas e idôneas as informações eventualmente já prestadas pelo colaborador e pendentes de identificação de coautores e partícipes da organização criminosa e das infrações por ela praticadas. A homologação judicial constitui simples fator de atribuição de eficácia ao acordo de colaboração.”, disse Toffoli.

Já os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia divergiram do relator e não conheceram o recurso. Teori Zavascki não vota por ter homologado a delação do doleiro.

Durante o julgamento, a vice-procuradora da República, Ela Wiecko, negou a suposta omissão e disse que a quebra do primeiro acordo de delação não impede que um novo seja assinado. A vice-procuradora ressaltou que a reincidência do doleiro foi levada em conta na celebração do acordo de delação, que teve regras mais rígidas.

“É preciso distinguir falta de confiança na manutenção do acordo e a falta de confiança na veracidade das declarações. No acordo de colaboração premiada, o que interessa é a confiabilidade das afirmações, porque a falta de confiança na quebra do compromisso de não voltar a delinquir encontra reposta na própria lei”, disse a vice-procuradora.

Em setembro do ano passado, a Justiça Federal no Paraná condenou Youssef a quatro anos e quatro meses de prisão por corrupção ativa. De acordo com a sentença, ficou provado que Youssef fez um empréstimo fraudulento de U$S 1,5 milhão no Banco do Estado do Paraná por meio do pagamento de propina ao então diretor Institucional da instituição em 1998.

A denúncia foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2003, mas foi suspensa em função de um acordo de delação premiada. Como Youssef voltou a cometer os crimes investigados na Operação Lava Jato, o acordo foi quebrado, e a ação voltou a tramitar em 2014.

Fonte: Agência Brasil

MPF volta atrás e cancela, por WhatsApp, acordo de delação com réu da Lava-Jato

A Procuradoria Geral da República (PGR) cancelou o acordo de delação premiada do ex-assessor parlamentar do deputado federal Pedro Corrêa (PP), Ivan Vernon Gomes Torres Júnior. A informação foi repassada pelo procurador Bruno Calabrich à defesa de Vernon, por WhatsApp, a menos de 24 horas da assinatura de um termo de confidencialidade ser encaminhado à Justiça do Paraná informando sobre a colaboração. Vernon é acusado pelo Ministério Público Federal de usar uma funcionária fantasma lotada no gabinete de Corrêa para desviar mais de R$ 600 mil para o esquema de corrupção.

A reviravolta no acordo pegou de surpresa Vernon e sua defesa. O GLOBO apurou que, desde abril, o ex-assessor do PP encontrava regularmente com membros do MPF para tratar da delação. Na segunda-feira, os defensores anexaram o termo de confidencialidade para tentar adiar o depoimento de Vernon à Justiça, marcado para a tarde desta quarta-feira. Minutos antes de entrar no depoimento, Calabrich encaminhou uma mensagem a um dos advogados de Vernon informando: “Não haverá acordo”. Surpresa, a defesa questionou: “Como assim?”. Em seguida, o procurador respondeu: “Não haverá acordo. Sem chance”.

A PGR informou que não vai comentar o ocorrido. Através de dua assessoria, o procurador informou que “não confirma e nem desmente” a informação. Nas últimas semanas, o ex-assessor chegou a entregar documentos a PGR que comprovariam as irregularidades delatadas por ele.

Vernon é um dos réus na ação proposta pelo MPF contra Pedro Corrêa. Ao lado do ex-deputado, ele responde pelo crime de peculato. Eles teriam nomeado a empregada doméstica Reinasci Cambuí de Souza como servidora da Câmara dos Deputados com objetivo de ficar com o pagamento destinado a ela.

Em depoimento ao juiz no dia 30 de junho, Reinasci disse que nunca recebeu salário da Câmara:

— Seu Ivan pegou meus documentos uma vez e levou para a Câmara. Só que eu nunca trabalhei na Câmara, não, e nunca recebi salário da Câmara. Eu trabalhava na casa do Ivan Vernon — declarou a empregada.

Reinasci foi nomeada para o cargo de Secretária Parlamentar para os ex-parlamentares Pedro Corrêa, entre 2003 e 2006, e para Aline Corrêa, entre 2007 e 2012.

Fonte: O Globo

Há 10 anos, juiz Sérgio Moro defende moralidade da delação premiada

Por interino

B69355EBDABA4521454984FB203FF344D091_moro3O juiz Federal Sérgio Fernando Moro, da 13ª vara de Curitiba/PR, quem tem sob sua responsabilidade a operação Lava Jato, publicou em 2004 na revista do CJF um texto no qual comentava a operação Mani Pulite, na Itália.

A partir do caso italiano, o magistrado explicou a importância do apoio da opinião pública, a moralidade da delação e os métodos legais para levar o investigado à confissão.

Ao citar a estratégia de investigação adotada na Itália (que segundo Donatella dela Porta “submetia os suspeitos à pressão de tomar decisão quanto a confessar, espalhando a suspeita de que outros já teriam confessado”), o juiz Federal brasileiro defendeu a prática:

“Não se prende com o objetivo de alcançar confissões. Prende-se quando estão presentes os pressupostos de decretação de uma prisão antes do julgamento. Caso isso ocorra, não há qualquer óbice moral em tentar-se obter do investigado ou do acusado uma confissão ou delação premiada, evidentemente sem a utilização de qualquer método interrogatório repudiado pelo Direito. O próprio isolamento do investigado faz-se apenas na medida em que permitido pela lei. O interrogatório em separado, por sua vez, é técnica de investigação que encontra amparo inclusive na legislação pátria (art. 189, Código de Processo Penal).” (grifos nossos)

Delação premiada

No artigo, o magistrado rebateu críticas ao instituto da delação premiada:

“Um criminoso que confessa um crime e revela a participação de outros, embora movido por interesses próprios, colabora com a Justiça e com a aplicação das leis de um país. Se as leis forem justas e democráticas, não há como condenar moralmente a delação; é condenável nesse caso o silêncio.” (grifos nossos)

“Um investigado ou acusado submetido a uma situação de pressão poderia, para livrar-se dela, mentir a respeito do envolvimento de terceiros em crime. Entretanto, cabível aqui não é a condenação do uso da delação premiada, mas sim tomar-se o devido cuidado para se obter a confirmação dos fatos por ela revelados por meio de fontes independentes de prova.”

Ponderou o juiz Federal que a reduzida incidência de delações premiadas no Brasil “talvez tenha como uma de suas causas a relativa ineficiência da Justiça criminal”:

“Não há motivo para o investigado confessar e tentar obter algum prêmio em decorrência disso se há poucas perspectivas de que será submetido no presente ou no futuro próximo, caso não confesse, a uma ação judicial eficaz.”

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Moro afirmou que as prisões, confissões e a publicidade conferida às informações obtidas na operação italiana geraram um círculo virtuoso, “consistindo na única explicação possível para a magnitude dos resultados obtidos pela operação mani pulite”.

“Talvez a lição mais importante de todo o episódio seja a de que a ação judicial contra a corrupção só se mostra eficaz com o apoio da democracia. É esta quem define os limites e as possibilidades da ação judicial. Enquanto ela contar com o apoio da opinião pública, tem condições de avançar e apresentar bons resultados. Se isso não ocorrer, dificilmente encontrará êxito. Por certo, a opinião pública favorável também demanda que a ação judicial alcance bons resultados. Somente investigações e ações exitosas podem angariá-la. Daí também o risco de divulgação prematura de informações acerca de investigações criminais. Caso as suspeitas não se confirmem, a credibilidade do órgão judicial pode ser abalada.” (grifos nossos)

Migalhas

Procurador-geral recebe depoimentos de Youssef na delação premiada

Os depoimentos da delação premiada do doleiro Alberto Youssef chegaram hoje (10) ao gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Desde a semana passada, Janot esperava receber os depoimentos, nos quais Youssef cita nomes de diversos envolvidos no esquema descoberto pela Operação Lava Jato, de pagamento de propina e desvio de recursos da Petrobras.

Depois de analisar os depoimentos, o procurador encaminhará a documentação ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela homologação, ou não, das denúncias. Teori também será o responsável pelo recebimento dos documentos da delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras.

Além de Youssef e Paulo Roberto Costa, Rodrigo Janot aguarda, ainda, a homologação da Justiça de mais cinco ou seis delações de executivos presos na sétima fase da Lava Jato.

Caso as denúncias sejam homologadas, O STF será o responsável pelos processos envolvendo autoridades com foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros. Não há previsão de quando isso ocorrerá.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro Paulo disse:

    Calado vc é um verdadeiro poeta Charles. Vc deve está rindo da sua falta de argumentos para um debate com ideias e fatos concretos, ao invés de ficar apenas lançando ensaios e balões de ar condicionado para evitar comparações óbvias entre atores que protagonizam uma luta representando classes sociais e demandas de minorias e maiorias, públicas e privadas. Não tem santos e demônios nesse jogo. Vc ainda não percebeu isso? Numa guerra o que está em questão são os resultados finais, que quase sempre são apenas fazer "o possível", e não o que se deseja quando nascem as ideias. Pois no meio do caminho existem pedras…
    Fazer política é aprender a transigir, negociar, dialogar, fazer acordos, alianças, coalizões, pactos, entre outras coisas. O que realmente diferencia os Partidos e seus filiados são suas histórias, origens e ligações com as forças sociais e/ou econômicas, defendendo os Trabalhadores ou os patrões, as pessoas ou o mercado, os seres humanos ou a economia. Acorda fake!

  2. charles disse:

    Alienação a gente vê nesse povo do pt. Vão procurar uma lavagem de roupa e deixem de defender esses santos. Até pq já estão todos no céu. kkkkkk

  3. Cristiano Ronaldo disse:

    Segundo informações contidas em reportagem de hoje, exatamente quando todas as atenções estavam voltadas para a prestação de contas da campanha presidencial e para o voto do ministro Gilmar Mendes, relator das contas da presidente reeleita Dilma Rousseff, a surpresa veio de São Paulo. Uma vez que por 5 votos 1, o Tribunal Regional Eleitoral rejeitou as contas do governador reeleito Geraldo Alckmin.
    Ao mesmo tempo, em um outro momento, no STF, num voto de quase duas horas, o ministro sinistro Gilmar Mendes se estendeu além do necessário para apresentar pela aprovação da prestação de contas da campanha da presidente Dilma Rousseff, seguindo a posição defendida pelo Ministério Público Eleitoral. Ministro pareceu frustrado por não ter conseguido pretexto para o que desejava fazer e disse que não teve "maior prazer" por ter julgado as contas de Dilma e atacou "toda essa gentalha que alimenta esse mundo de intrigas". Fim do golpe.

Delação premiada derruba agora nos Correios

Não bastassem as denúncias contra a Petrobras, outra estatal tem um dirigente derrubado após delações premiadas. Caiu na sexta-feira o número um dos Correios no Rio de Janeiro, Omar de Assis Moreira.

Moreira foi citado em uma investigação da Polícia Federal sobre desvios milionários envolvendo planos de saúde da estatal.

Por Lauro Jardim, Veja

VÍDEO 4: Precatórios:Gestão Desembargador Rafael Godeiro e como o dinheiro era dividido

Segue  o “quarto capítulo” da delação premiada de Carla Ubarana ao MP. Lembrando que dividimos a gravação integral e sem cortes da delação premiada em cinco capítulos para facilitar para os leitores. Esse capítulo nominamos de  Precatório gestão Desembargador Rafael Godeiro. Como Carla aplicava o dinheiro do precatório e como era a divisão do dinheiro.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. BRANCO disse:

    SABE TUDO , CONHECE TUDO NO TJ, DEU AULA…….

VÍDEO 2:Precatório: Carla Ubarana faz histórico do setor. Precatórios Auditores e Precatório Henasa

Segue  o “segundo capítulo” da delação premiada de Carla Ubarana ao MP. Que nominamos de Carla Ubarana faz histórico do setor. Precatórios Auditores e Precatório Henasa

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Trigueiro disse:

    Desde o aparecimento do
    vídeo mudo o homem mudou sua vida, com o vídeo sonorizado a mudança
    foi maior. Ver o depoimento de Carla Ubarana é degradante, vergonhoso,
    imoral, mas já vi algo semelhante, como gravações com a vereadora
    Sargento Regina e tantos outros. Pior é concluir que depois não é
    feito justiça. Eles saem ilesos.

VÍDEO: Precatório: Carla Ubarana fala muito mais na delação premiada

O BlogdoBG teve acesso ao vídeo da delação premiada de Carla Ubarana ao Ministério Público. Se alguém achou forte o depoimento dela na Justiça, prepare o fôlego e aperte os cintos, que esse é nitroglicerina pura.

Esse vídeo já se encontra no CNJ, STJ, TCE e TJ. Como não se encontra em segredo de justiça, iremos publicar na íntegra as aproximadamente 5 horas de vídeo dividido em 5 capítulos para facilitar a visualização dos leitores.

Não iremos fazer comentários nem juízo de valor. Cada um faça o seu…..

Nesse primeiro post segue o primeiro capítulo: MP acerta detalhes da Delação Premiada com Carla Ubarana

Em instantes o segundo capítulo. Carla Ubarana faz histórico do setor. Precatórios Auditores e Precatório Henasa

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Roberto2fagundes disse:

    Pronto para o 2 capítulo

Sinal Fechado: Procurador Geral foi a Brasília e advogado de Alcides Fernandes pede segredo de justiça

O livre acesso às informações contidas no processo da Operação Sinal Fechado, deflagrada Ministério Público Estadual em novembro do ano passado, pode estar com os dias contados. Daniel Alves Pessoa, advogado do empresário paulista Alcides Fernandes Barbosa, deu entrada em um pedido de decretação do segredo de Justiça do processo que envolve diretamente seu cliente e outras 33 pessoas denunciadas pelos promotores de  Defesa do Patrimônio Público. Atualmente, apenas as interceptações telefônicas, os sigilos bancários e fiscais dos investigados não podem ser acessados por pessoas que não sejam as partes citadas, seus defensores ou o MPE. Daniel Pessoa argumentou que as reportagens veiculadas pela imprensa expuseram Alcides Fernandes “excessivamente”.

“O pedido foi protocolado na quarta-feira e tem como principal objetivo preservar a imagem e o nome do meu cliente, já que estão circulando matérias jornalísticas citando o nome dele”, explicou Daniel Alves Pessoa, que foi recentemente constituído por Alcides para o defender. Segundo o advogado, a decisão da entrada do pedido na 6ª vara Criminal girou em torno da questão da exposição negativa a qual seu cliente está sujeita. Além disso, Daniel afirmou que como o processo ainda está em curso, não se sabe o que irá ocorrer e a preservação da imagem do corréu foi a melhor solução encontrada pela defesa neste momento.

O advogado se mostra confiante em relação ao julgamento da magistrada. Ele acredita que será favorável ao seu pleito. “Afinal de contas, existem garantias constitucionais que garantem a preservação do nome do meu cliente”, destacou o advogado. A juíza Emanuella Cristina Pereira Fernandes, titular da 6ª vara Criminal, deverá julgar o mérito do interesse público no processo ou da privacidade de Alcides e, consequentemente, dos demais corréus da Operação Sinal Fechado.

Caso o pedido seja acatado, as informações do processo deixariam de ser públicas no portal do Tribunal de Justiça e possíveis aditamentos do Ministério Público ao processo não poderiam ser acessados.

A apreciação do pedido de decretação de segredo judicial do processo investigatório é simples e deverá ocorrer de forma célere, conforme esclareceu Daniel Pessoa. Entretanto, até o final da tarde de ontem, o documento não havia sido juntado aos autos do processo disponíveis para consulta no portal do Tribunal de Justiça.

Procurador Geral foi a Brasília

O procurador geral do Estado, Manoel Onofre Neto, levou ao conhecimento da Procuradoria Geral da República (PGR) o teor do depoimento do empresário Alcides Barbosa Fernandes, investigado pela acusação de fraudes no Detran/RN, fato que foi tornado público durante a Operação Sinal Fechado.

À PGR cabe investigar quem dispõe de foro privilegiado. Em depoimento de onze horas, divididos em três dias, aos promotores do Patrimônio Público, Alcides detalhou o modus operandi do que poderia, conforme o Ministério Público, ter se tornado um esquema fraudulento bilionário.

Nesse depoimento, o empresário paulista, inclusive, relatou percentuais de propinas que seriam destinadas a políticos que teriam colabarado para o esquema.

Alcides celebrou delação premiada com o Ministério Público Estadual e conseguiu o relaxamento de sua prisão, conforme noticiado pelo BlogdoBG desde o dia 06/04. A investigação é tratada sob o mais estrito sigilo.

Com informações da Tribuna do Norte e do Nominuto.com

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Convidado disse:

    Manoel Onofre é Procurador Geral de Justiça do RN (da Procuradoria Geral de Justiça do Estado –  Ministério Público do RN). O Procurador Geral do Estado (da Procuradoria Geral do Estado), é Miguel Josino.