Saúde

Comissão aprova reincluir cubanos no Mais Médicos por até dois anos

Uma comissão formada por deputados e senadores aprovou nesta quarta-feira (25) um relatório que propõe a reincorporação de médicos cubanos ao programa Mais Médicos por até dois anos.

Nesse período, os médicos devem receber o valor integral da bolsa de R$ 11.800 mensais ofertada no programa e prestar até quatro provas para revalidação do diploma. Se aprovados, poderão continuar a atuar como médicos no país.

A proposta integra relatório apresentado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO) em comissão criada para analisar o texto da medida provisória que cria o programa “Médicos pelo Brasil”, previsto para substituir progressivamente o Mais Médicos.

Após ser aprovado na comissão, o texto com as regras para o novo programa segue agora para os plenários da Câmara e Senado. A expectativa do governo é que a medida provisória seja aprovada até novembro deste ano.

Com isso, as primeiras seleções do Médicos pelo Brasil seriam realizadas em 2020. A previsão é que o programa contemple até 18 mil vagas, a maioria em municípios de difícil acesso e no Norte e Nordeste.

Apesar de ter como foco original a criação do novo programa, a comissão mista acabou por concentrar boa parte dos debates em pontos extras, como mudanças nas regras para revalidação do diploma de médicos formados no exterior e ajustes na lei do Mais Médicos —caso, por exemplo, da reinclusão dos cubanos.

Para Moura, que foi relator da comissão, a reincorporação dos médicos cubanos no Mais Médicos é uma medida “humanitária”. A estimativa atual é que 1.700 médicos tenham ficado no Brasil após o fim da participação de Cuba no Mais Médicos. “São médicos que ficaram na condição de refugiados”, afirma.

Ele reforça que a medida será limitada aos profissionais que atuavam no programa no momento do anúncio do encerramento dos contratos, o que ocorreu em novembro de 2018.

A proposta foi aprovada um dia após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmar, na ONU, que os médicos cubanos “não tinham comprovação profissional” e que aqueles que decidiram ficar no Brasil “se submeterão à qualificação médica para exercer sua profissão”.

Revalida

Além da reinclusão dos cubanos, o texto aprovado na comissão altera as regras previstas para revalidação de diploma para formados no exterior. Entre elas, está a realização de duas provas por ano do Revalida, nome dado ao exame aplicado para médicos estrangeiros interessados em atuar no Brasil. Hoje, não há prazo fixo.

Os custos da prova também passariam a ser cobrados dos profissionais no momento da inscrição. Em voto complementar, o relator sugeriu que esse valor tenha como teto o valor da bolsa de residência médica, de R$ 3.400.

Em outra medida, o texto também abre espaço para maior participação de faculdades privadas nesse processo, o que tem gerado polêmica junto a entidades médicas, que prometem pressionar para que a proposta seja revista.

Outras duas medidas foram incluídas no texto durante a votação do relatório na comissão. Uma delas foi a possibilidade de que estados e municípios façam consórcios para contratar médicos no Mais Médicos, inclusive com apoio de organizações estrangeiras. Para o autor da medida, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), a medida visa atender áreas que não forem supridas pelo Médicos pelo Brasil.

Outra é a previsão de que médicos federais recebam gratificação de desempenho prevista na carreira da Previdência, da saúde e do trabalho. Membros da bancada governista contestaram a medida, dizendo que ela traria impacto no orçamento com despesas indevidas e não tinha relação com o Médicos pelo Brasil. A proposta, no entanto, foi aprovada pelos demais parlamentares.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Como podem? São espiões comunistas cubanos, não são médicos. Vieram fomentar a revolução comunistas.

  2. Mas, mas, mas… ontem mesmo o "mitu" n disse na onu q era tudo um bando de terrorista comunista de formação duvidosa?

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Política

Tribunal da Lava Jato frustra Lula e barra mensagens hackeadas de Moro e Deltan na ação do sítio

A 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) negou provimento na tarde desta quarta, 25, por unanimidade, ao agravo regimental interposto pela defesa do ex-presidente Lula que requeria a inclusão de mensagens divulgadas pelo site The Intercept nos autos do processo criminal sobre o sítio de Atibaia.

As informações foram divulgadas pelo TRF-4 – 021365-32.2017.4.04.7000/TRF

No recurso, os advogados requeriam que todos os diálogos apreendidos na Operação Spoofing que se relacionassem direta ou indiretamente com Lula fossem anexados aos autos para uso como prova compartilhada.

A Operação Spoofing investiga as invasões de contas do aplicativo Telegram de mil autoridades e agentes públicos que atuam na Operação Lava Jato, inclusive o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal, e do ex-juiz Sérgio Moro.

Seis hackers estão presos.

Segundo o relator do processo no TRF-4, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, as correspondências foram obtidas ‘por meio de interceptação de mensagens trocadas em ambiente privado por autoridades públicas sem a devida autorização judicial, o que torna o material imprestável como prova’.

O magistrado ressaltou que ‘mesmo que fosse desconsiderado o contexto criminoso em que foram capturadas as mensagens, a validação indireta ou por meio de peritos particulares não tem efeitos processuais’.

Segundo Gebran, ‘não há como concluir pela correspondência exata entre as mensagens constantes do inquérito policial e aquelas divulgadas por veículos de imprensa, existindo materiais de origens diversas, não podendo a validação de um diálogo ampliar-se para outros’.

Da decisão da 8.ª Turma sobre o agravo regimental ainda cabem embargos de declaração.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O medo do Lula é grande. Medo das novas condenações que certamente virão.
    #LULAPOLÍTICOBANDIDOCONDENADO

  2. OLÊ, OLÊ, OLÊ, OLÁ… LU-LA! LU-LA! SE APERREIE NÃO, MEU PRESIDENTE… O MUNDO ASSISTE ABISMADO A PODRIDÃO DO JUDICIÁRIO "BRAZILEIRO".

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Polícia

Sobe para 13 as cidades do Ceará com ônibus queimados e ataques

Subiu para 13 as cidades do Ceará que já sofreram ataques criminosos nessa onda de violência que desde sexta-feira (20) voltou a assustar a população.

Já foram cerca de 50 atos, que tiveram incêndios a ônibus, caminhões, concessionária e ataque a prédios públicos e privados —57 suspeitos foram detidos.

Em janeiro, na primeira onda de ataques também atribuída a facções criminosas, foram 50 cidades atacadas em mais de 280 atos criminosos.

Por enquanto, o governo do Ceara não solicitou ao Ministério da Justiça a presença de agentes da Força Nacional de Segurança, como em janeiro nos primeiros ataques —foram 408 deslocados por 30 dias ao estado.

Mas já ocorreram duas conversas entre o governador Camilo Santana (PT) e o ministro Sérgio Moro e dois pedidos foram feitos e aceitos: liberação de vagas em presídios federais para lideranças de facções (dez ao menos) e envio de 200 radiocomunicadores para ajudar no contato dos agentes de segurança cearenses.

A reportagem apurou que o governo cearense não descarta a solicitação da Força Nacional, mas apenas se os ataques se intensificarem. A avaliação nesse momento é que os agentes cearenses dão conta da prevenção e captura de suspeitos.

Duas pessoas tiveram ferimentos leves nos incêndios —uma mulher queimou os pés ao sair de um ônibus e um homem machucou a perna no ataque a um caminhão. Entre os adolescentes apreendidos um deles está em estado grave com 70% do corpo queimado.

A população sofre principalmente com a falta de ônibus, já que as empresas reduziram a frota nos dois últimos dias, e com atraso ou até falta de coleta de lixo.

Caminhões dessas empresas são dos principais alvos dos criminosos e muitos não saem das garagens. Nesta quarta (25), pontos e terminais de ônibus voltaram a ficar cheios pela manhã e ao final da tarde. Linhas com rotas consideradas mais perigosas continuam com escolta policial.

Nesta quarta houve ataques no interior, como um clube de tiro em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, ônibus em Maranguape e Várzea Alegre e um caminhão em Juazeiro do Norte.

Na noite de terça (24), criminosos queimaram vegetação próxima ao estádio Arena Castelão, que no próximo final de semana receberá um dos mais famosos festivais de forró do estado.

A tentativa de atingir a gigante estrutura preparada para o show falhou com seguranças contratados pela empresa organizadora acionando a polícia. Oito suspeitos foram presos.

Em fevereiro, em entrevista à Folha, Santana disse que a presença da Força Nacional servia mais como efeito psicológico à população do que de prevenção de fato, já que recebeu pouco mais de 400 homens do governo federal contra os 29 mil que tem no Ceará.

O governo do Ceará atribuiu o movimento a membros de facções criminosas por motivo semelhante ao de janeiro: o endurecimento de regras em unidades prisionais. Ao menos 257 presos foram transferidos e isolados desde o início dessa nova onde de ataques.

Folhapress

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Judiciário

Frente de procuradores e juízes vai ao STF contra lei de abuso de autoridade

Uma frente que reúne diversas associações de procuradores e juízes afirmou nesta quarta-feira (25) que pretende questionar no STF (Supremo Tribunal Federal) trechos da lei sobre abuso de autoridade.

A entidade classificou de “retrocesso sem precedentes” a derrubada pelo Congresso, na terça (24), de parte dos vetos presidenciais à lei. Para a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público, o projeto prejudica o “combate à impunidade, à criminalidade e a ilegalidades” no Brasil.

Em nota, a frente disse que deve questionar no Supremo trechos da lei que contêm “manifestas inconstitucionalidades”. O texto também afirma que as entidades vão trabalhar para que haja uma regulamentação precisa da norma, uma vez que consideram haver “termos vagos e imprecisos” na legislação que saiu do Parlamento.

A frente é composta por agremiações como a Associação Nacional dos Procuradores da República e a Associação dos Magistrados Brasileiros. Para elas, o texto original aprovado pelo Congresso em agosto foi votado “às pressas”, sem discussão e num “turbulento ambiente político”.

Os vetos presidenciais teriam sido importantes para reduzir “graves problemas” no projeto, segundo a entidade. “A decisão de senadores e deputados federais de rejeitar a maioria dos vetos do Palácio do Planalto, produziu uma lei subjetiva, vaga e repleta de imperfeições”, diz a nota da entidade.

A frente afirma que as associações “sempre defenderam o aperfeiçoamento da legislação sobre o abuso de autoridade, mas esse aprimoramento deveria ser gestado a partir de debate amplo, em tramitação ordinária, sem açodamento e sem gerar o alto potencial de criminalização da regular atuação de juízes e membros do Ministério Público”.

As entidades de magistrados e procuradores dizem ainda que a lei vai inibir a atuação da juízes, do Ministério Público e das forças de segurança, prejudicando processos e investigações e contribuindo para a impunidade. “A legislação aprovada impõe o medo e o receio na atuação de juízes, promotores e procuradores”, conclui a frente.

Na noite de terça-feira, o Congresso Nacional derrubou vetos feitos por Bolsonaro a 18 dispositivos da lei. A ação dos parlamentares foi considerada uma derrota para o presidente e para o ministro Sergio Moro (Justiça).

Várias das punições para agentes públicos previstas na versão votada em agosto pelo Legislativo —e vetadas posteriormente por Bolsonaro— foram restabelecidas por deputados e senadores.

Entre elas, o trecho que estabelece detenção de um a quatro anos para quem decretar prisão “em manifesta desconformidade com as hipóteses legais”, o que determina a mesma pena para o agente que deixar de relaxar prisão ilegal, o que pune a autoridade que constranja o detento a produzir prova contra si mesmo ou aquela impeça, sem justa causa, a entrevista reservada do preso com seu defensor.

Também foi reincorporado ao texto da lei o dispositivo que determina detenção de seis meses a dois anos para o agente público que impedir o acesso, por parte do interessado ou de seu advogado, aos autos da investigação, salvo em casos em que o sigilo é “imprescindível”.

Ao rejeitar um último veto presidencial, os parlamentares ainda voltaram a criminalizar o desrespeito de prerrogativas de advogados, como o sigilo das comunicações telefônica e eletrônica, bem como a inviolabilidade dos seus escritórios.

Por outro lado, alguns vetos foram preservados pelo Parlamento.

Um dos artigos agora definitivamente suprimidos previa, como punição substitutiva à prisão, a possibilidade que o agente público fosse impedido de exercer funções de natureza policial ou militar no município em que o crime tenha sido praticado ou onde resida a vítima.

Também entra nesse rol o trecho que estabelecia uma pena para a autoridade que efetua prisão ou busca e apreensão que não esteja em situação de flagrante ou sem ordem judicial.

Foi preservado ainda o veto ao item que criava uma punição para quem submeter o preso ao uso de algemas quando não há resistência ou ameaça de fuga, entre outros.

A derrubada dos vetos de Bolsonaro teve aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que, assim como outros senadores, ficou bastante irritado com a operação da Polícia Federal na semana passada que fez busca e apreensão contra o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

O resultado no Congresso foi visto como uma resposta à ação da PF, subordinada a Moro. O ministro é contrário a diversos pontos do projeto de abuso de autoridade, assim como integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, onde ele atuou como juiz federal antes de integrar o governo Bolsonaro.

Para o Planalto, os dispositivos vetados traziam termos genéricos e com ampla margem de interpretação, o que geraria insegurança jurídica se entrassem em vigor. Esse argumento é contestado por especialistas em direito penal defensores da proposta.

Segundo o projeto aprovado, para configurar abuso de autoridade é necessário que o ato seja praticado com a finalidade de prejudicar alguém, beneficiar a si mesmo ou a outra pessoa ou que seja motivado por satisfação pessoal ou capricho.

A lei entra em vigor em janeiro de 2020.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. APROVEITO PARA PEDIR AO BLOGUEIRO QUE FAÇA UMA MATERIA COM O ABUSO DE AUTORIDADE DO NOSSO MINISTERIO PUBLICO DO RN, SUAS MORDOMIAS, SEUS ALTOS SALARIOS, QUEM SÃO OS PARENTES QUE ESTAO INDICADOS EDM ORGAOS PUBLICOS, PRECISA FAZER UMA DEVASSA, PAGAMOS CARO PARA MANTE-LOS , QUEM OS INVESTIGA???

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Esporte

Atleta brasileira perde medalha de ouro conquistada no Pan

A Organização Desportiva Pan-Americana (Panam Sports) anunciou na tarde desta quarta-feira (25) que a judoca brasileira Rafaela Silva perdeu a medalha de ouro na categoria até 57 kg que conquistou na última edição dos Jogos Pan-americanos, que aconteceram este ano em Lima.

Rafaela deu positivo em um exame antidoping realizado no dia 9 de agosto. No teste foi constatada a presença de fenoterol no organismo da atleta. O fenoterol é um medicamento de efeito broncodilatador usado para o tratamento de asma brônquica, pneumonia, bronquite e tuberculose.

Contaminação acidental

Segundo a brasileira, a contaminação pode ter acontecido de forma acidental, durante uma brincadeira com uma criança: “Sempre tive muito cuidado como atleta e nunca imaginaria que pegaria uma criança de 6 meses no colo que faz uso dessa substância. Tenho o costume de brincar com meu sobrinho, minha sobrinha, que hoje tem 14 anos. Sempre dou meu nariz para as crianças brincarem chupando como se fosse uma mamadeira, e uma das crianças com as quais brinquei fez uso dessa substância. Esta pode ser a forma como [a substância] entrou no meu corpo”.

Kacio Fonseca

Além de Rafaela, a Panam Sports anunciou que puniu outro brasileiro pego em exame antidoping, o ciclista Kacio Fonseca. O teste dele deu positivo para a presença da substância LGD-4033. Com isto, foi caçada a medalha de bronze conquistada pela equipe brasileira no ciclismo de pista.

Agência Brasil

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Política

Sem pacto federativo, Orçamento continuará apertado, alerta Guedes

Foto: Cleia Viana/Agência Câmara

Com R$ 89,1 bilhões em despesas discricionárias (não obrigatórias), o Orçamento de 2020 traz um alerta, disse hoje (25), o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, se a reforma do pacto federativo, que desvincula recursos federais e aumenta a partilha da União com estados e municípios, não for aprovada, serviços públicos correm o risco de serem paralisados a partir do próximo ano.

“O Orçamento de 2020 prevê déficit [primário] de R$ 124 bilhões, um pouco melhor que neste ano [déficit de R$ 139 bilhões]. As despesas discricionárias para o ano que vem estão em R$ 89 bilhões. Esse volume mostra que vamos manter o nível de aperto no governo federal pelo segundo ano seguido. As previsões são dramáticas, não apenas para o governo federal, mas também para estados e municípios, se a classe política não recuperar o controle do Orçamento”, disse Guedes.

Visita

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), visitou brevemente a audiência, e sentou-se à mesa com Guedes. Ele disse que a desvinculação do Orçamento representa um passo importante para reduzir o tamanho do Estado e devolver o controle das verbas à classe política.

“Todos que estamos na política temos que refletir muito sobre a peça orçamentária do próximo ano. Deixa clara a sinalização de que ou nós reformamos o Estado ou estaremos aqui apenas validando o pagamento de pessoal e custeio da máquina pública, sem capacidade de investimento”, alertou Maia.

Para o presidente da Câmara, o Orçamento público tornou-se uma peça de ficção, que atende a frações privilegiadas da sociedade. Ao mesmo tempo, ressaltou Maia, os gastos públicos aumentam de forma descontrolada, enquanto a maior parte da população tem acesso insuficiente a serviços públicos e empresários conseguem R$ 400 bilhões em subsídios e em incentivos fiscais.

“Fizemos um Orçamento que atende à cúpula do serviço público, algumas grandes empresas que conseguiram R$ 400 bilhões em incentivos fiscais, e nós, que representamos a população, não conseguimos atender à sociedade brasileira. São essas reformas que defendemos, com algumas divergências”, disse Maia. “Tenho certeza que o objetivo final de todos é o mesmo: é que o Parlamento possa transformar o Brasil, reduzir pobreza, reduzir desigualdade e garantir crescimento econômico com geração de empregos.”

Confusão

O presidente da CMO, senador Marcelo Castro (MDB-PI), encerrou a audiência depois de 2h20 de debates, após uma confusão entre Guedes e o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que questionou as finanças pessoais e a evolução do patrimônio do ministro. Braga interrompeu a sessão, no momento em que a palavra estava com Guedes, provocando a irritação de Castro e de parlamentares governistas.

“Quando eu entrei aqui [no governo], entreguei minha situação para o Comitê de Ética. Está tudo lá. Então saio mais dessa parte provocativa, mas digo que ajudei a fazer uma empresa que saiu do zero e hoje atende a 1,1 milhão de jovens no ensino básico e criei os programas de MBA no Brasil”, disse Guedes. O ministro disse que processaria o parlamentar caso ele tivesse feito a acusação num foro privado. “Não estou aqui para conversar sobre minhas finanças pessoais, mas para discutir o Orçamento”, declarou Guedes.

Agência Brasil

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Judiciário

Fachin vota contra tese que pode anular condenações da Lava Jato

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou hoje (25) contra a tese jurídica que pode anular várias condenações na Operação Lava Jato, segundo avaliação da força-tarefa de procuradores que atuam na operação. Fachin, que é relator do caso, votou contra o entendimento firmado pela Segunda Turma do STF, segundo o qual os advogados de delatados podem apresentar as alegações finais, última fase antes da sentença, após a manifestação da defesa dos delatores. Atualmente, o prazo é simultâneo para as duas partes, conforme o Código de Processo Penal (CPP).

Após a manifestação do relator, a sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira (26), quando dez ministros poderão votar sobre a questão.

O caso é discutido no habeas corpus em que a defesa do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, condenado na Lava Jato a 10 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, pede a anulação da sentença para apresentar novas alegações finais no processo que correu na Justiça Federal em Curitiba.

Em seu voto, o ministro Fachin disse que não há na lei brasileira regra obrigando a concessão de prazo para que a defesa do delatado possa se manifestar após os advogados dos delatores nas alegações finais. Dessa forma, as defesas não podem alegar nulidade das sentenças por cerceamento de defesa.

“Não há lei infraconstitucional que assegure esse direito e, ao menos até a data de hoje, até onde alcança a pesquisa que fiz, não há manifestação plenária desse STF sobre a matéria”, disse o relator.

Durante o julgamento, o procurador-geral da República interino, Alcides Martins, disse que a concessão de prazo simultâneo para as defesas de delatores e delatados cumpre determinação do Código de Processo Penal (CPP) e não é ilegal. Segundo Martins, no caso de reconhecimento de alguma nulidade, o prejuízo da defesa deve ser comprovado no processo e a anulação não ocorre de forma automática.

“A concessão de prazo comum, e não sucessivo, para que as defesas dos réus delatados e delatores apresentem razões finais somente haverá qualquer prejuízo no caso de fatos novos contra os réus delatados, ou seja, fatos que ainda não haviam sido alegados no processo”, disse o procurador.

O advogado Marcos Vidigal de Freitas Crissium, representante do ex-gerente da Petrobras, disse que a defesa tem o direito de rebater todas acusações que foram feitas contra ele. Segundo o advogado, não é possível fazer a defesa de delatados por meio de um prazo concomitante com a acusação.

“Há uma incriminação clara, direta, sem nenhuma cerimônia a atos supostamente praticados pelo paciente”, disse o defensor.

Bendine

O julgamento da questão pelo plenário foi motivado pela decisão da Segunda Turma do Supremo que anulou a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine.

Em agosto, o colegiado decidiu, por 3 votos a 1, que os advogados de Bendine tem direito de apresentar alegações finais após os delatores do caso, fato que não ocorreu no processo. Dessa forma, a sentença foi anulada e o processo voltou para a fase de alegações finais na Justiça Federal em Curitiba.

Bendine foi condenado em março de 2018 pelo então juiz Sergio Moro. Em junho deste ano, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, reduziu a pena de 11 anos para 7 anos e 9 meses de prisão, mas manteve a condenação, que poderia ser executada em breve com base na decisão do STF que autoriza a prisão após o fim dos recursos em segunda instância.

A favor da Lava Jato

Um grupo de manifestantes a favor da Operação Lava Jato se reuniu na tarde de hoje em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. O ato contou com a adesão de grupos como a Organização Nacional dos Movimentos (ONM) e o Vem Pra Rua.

Além de protestar contra a ação que estava sendo julgada pelo STF, o grupo reunido na Praça dos Três Poderes pedia o impeachment de ministros da Corte. Os manifestantes pediram ainda a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar eventuais irregularidades no âmbito dos tribunais superiores, apelidada de CPI da Lava Toga.

O esquema de segurança para acompanhar a manifestação contou com dois ônibus e três carros da Polícia Militar do Distrito Federal. Até a primeira hora do protesto, todas as viaturas estavam estacionadas próximo ao prédio do STF, do lado oposto àquele onde os manifestantes se encontravam.

Sobre a Lava Toga

A constituição da CPI da Lava Toga tem dividido parlamentares. Ao final de agosto, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) anunciou ter obtido as 27 assinaturas na Casa, necessárias para a criação da CPI. Essa é a terceira tentativa do senador de abrir uma comissão para investigar o Judiciário.

De acordo com informações da Agência Senado, o requerimento de instalação informa que a comissão seria composta por dez membros titulares e seis suplentes, tendo duração de 120 dias e limite de despesa de R$ 30 mil.

O primeiro pedido teve assinaturas retiradas depois do protocolo e acabou sendo derrubado. O segundo recebeu 29 manifestações de apoio, mas foi arquivado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sob o argumento de que extrapolava os limites de fiscalização da Casa.

Com as assinaturas necessárias, o senador deve encaminhar à Secretaria-Geral da Mesa o novo requerimento, que deverá ser lido no plenário. Mesmo após a leitura, os parlamentares poderão acrescentar ou retirar assinaturas.

Agência Brasil

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Economia

Postos de “Bandeira Branca” devem informar origem dos combustíveis que comercializam

Os postos de combustíveis de “bandeira branca”, aqueles que não fazem parte das grandes redes, deverão exibir de forma destacada, a marca comercial do distribuidor com o qual mantém vinculo, gerando mais transparência e segurança para os consumidores.

Esse projeto de lei de autoria do vereador Felipe Alves foi aprovado na sessão ordinária desta quarta-feira (25) a unanimidade e segue agora para a sanção do poder executivo municipal.

Para o autor da matéria, a aprovação significa um avanço nas relações de consumo: “É direito de quem está comprando saber a origem do produto. Muitos estabelecimentos do gênero possuem contrato de exclusividade e revendem os combustíveis de um distribuidor específico, entretanto, alguns postos não trabalham dessa forma e com a nosso projeto eles serão obrigados a trazer informações claras e precisas sobre os produtos comercializados”, falou Felipe Alves.

Opinião dos leitores

  1. Se há lei federal sem aplicabilidade é de grande relevância a proposição se houver, por meio desta, a fiscalização dos órgãos municipais.

  2. Importante Projeto para o Consumidor, que tem o total direito de saber a origem do Produto que está comprando e utilizando.
    Parabéns Vereador, pela preocupação das pessoas que estão utilizando certos estabelecimentos

  3. Vereador procure saber antes de criar uma lei. Essa lei já existe, é uma lei federal e quem fiscaliza é a ANP. Vamos estudar antes de tudo. Aliás a ANP é quem REGULAMENTA O SETOR.

    1. BG.
      Esse vereador é um da oligarquia Alves que está sendo enterrada no RN. Abaixo as oligarquias, ainda bem que o ano passado houve uma boa vassourada.

    2. Combata o cartel que existe em Natal. Essa medida da tal "bandeira branca" não vai contribuir com absolutamente nada para diminuir o preço dos combustíveis.

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Diversos

Participação efetiva das mulheres na política é tema de seminário na UFRN

Seminário promovido pelo Grupo de Pesquisa em Direito Eleitoral (GPDE) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por ocasião do Setembro Cidadão, traz como tema central “Eleições 2020 – participação efetiva das mulheres na política”. O evento gratuito acontece nesta quinta-feira (26), a partir das 18h30, no auditório da reitoria da UFRN, com as participações de palestrantes da casa e convidados.

“A participação das mulheres na política, as estratégias que visem ao aumento da representatividade feminina nos mandatos eletivos são temas debatidos em todo o mundo. O Brasil, infelizmente, ocupa um dos últimos lugares no ranking mundial de efetiva presença feminina no parlamento. O debate em torno da igualdade de gênero passa inquestionavelmente pela participação efetiva das mulheres na vida política do país”, afirmou o coordenador do GPDE/UFRN, professor Daniel Monteiro.

Além do professor Daniel Monteiro que vai falar sobre “Compliance eleitoral e candidatura laranjas”, participam do seminário a professora do curso de Direito da UFRN, Mariana de Siqueira, que falará acerca da “Presença de mulheres negras no parlamento”, os coidealizadores do Setembro Cidadão Lígia Limeira e Jarbas Bezerra que discorrerão, respectivamente, sobre “Fundos públicos e financiamento de campanhas femininas” e “Eleições e cidadania democrática” e, para fechar o evento, a professora doutora da Universidade Federal do Paraná, Eneida Desirée Salgado que falará sobre “Tempo, teto e tática: para uma política por/de/para mulheres”.

Palestrantes

Eneida Desirée Salgado – mestre e doutora em Direito do Estado pela UFPR, professora de Direito Constitucional e Direito Eleitoral na UFPR, pesquisadora líder no Núcleo de Investigações Constitucionais e coordenadora do Projeto Política por/de/para mulheres.

Mariana de Siqueira – professora Adjunta do curso de Direito da UFRN, doutora em Direito Público, advogada, coordenadora do grupo de pesquisa Direito, Estado e Feminismos (Defem) do curso de Direito da UFRN.

Lígia Limeira – graduada em Direito e Ciências Contábeis, pós-graduada em Direito Administrativo e Gestão Pública, servidora da Justiça Eleitoral, professora de Direito Eleitoral, cofundadora do Programa Brasileiro de Educação Cidadã – Probec, coidealizadora do Setembro Cidadão e coautora do Manual Prático das Eleições, Cidadania A-Z, A Família Cidadã e as Eleições, Processo Eleitoral, Lei de Trânsito e Lei Maria da Penha
Jarbas Bezerra – juiz de direito, doutorando pela UFRN, cofundador do Programa Brasileiro de Educação Cidadã – Probec, coidealizador do Setembro Cidadão e coautor do Manual Prático das Eleições, Cidadania A-Z, A Família Cidadã e as Eleições, Processo Eleitoral, Lei de Trânsito e Lei Maria da Penha
Daniel Monteiro – professor adjunto III da UFRN, doutorando pela UFPR, advogado eleitoralista e professor do Instituto Novo Eleitoral

Seminário “Eleições 2020 – participação efetiva das mulheres na política”

Dia: 26/09
Hora: 18h30 às 22h
Local: Auditório da Reitoria da UFRN (campus central)
Inscrições: gratuitas na hora do evento

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Economia

Bolsonaro celebra os mais 121 mil novos empregos com carteira assinada registrados em agosto, melhor resultado para o período em seis anos

Reprodução: Instagram

Através das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro(PSL) celebrou, pelo quinto mês consecutivo, que o Brasil teve um saldo positivo na geração de emprego formal. Em agosto, o número de vagas adicionais no mercado de trabalho foi 121.387, que é o saldo positivo decorrente 1.382.407 admissões e de 1.261.020 desligamentos.

As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

“O Brasil segue se recuperando”, encerrou o post Bolsonaro.

Opinião dos leitores

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Economia

Brasil tem quinto mês consecutivo com saldo positivo de emprego

FOTO: MARCELLO CASAL JR

Pelo quinto mês consecutivo, o Brasil teve um saldo positivo na geração de emprego formal. Em agosto, o número de vagas adicionais no mercado de trabalho foi 121.387, que é o saldo positivo decorrente 1.382.407 admissões e de 1.261.020 desligamentos. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

O resultado de agosto representa uma variação de 0,31% em relação ao mês anterior. Foi o melhor resultado para o mês de agosto desde 2013, segundo os números. No acumulado de 2019 foram criados 593.467 novos postos, com variação de 1,55% do estoque do ano anterior. No mesmo período de 2018 houve crescimento de 568.551 empregos.

Entre os principais setores da economia, quatro tiveram saldo positivo de emprego e em dois houve mais fechamento de vagas no mês encerrado em agosto. Lidera o número de empregos gerados a área de serviços (61.730 postos), seguida por comércio (23.626), indústria de transformação (19.517), construção civil (17.306), administração pública (1.391) e extrativa mineral (1.235). Apresentaram saldo negativo a agropecuária (-3.341 postos) e os serviços industriais de utilidade pública/SIUP (-77 postos).

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Hoje vi alguns venezuelanos pedintes na Av. Eng. Roberto Freire. Por um momento, fiquei triste por eles mas, depois louvei a Deus está num país que tem pessoas que acreditam e desejam lutar por nossa Pátria amada. Vamos juntos, independente de partido, orar e lutar pelo nosso Brasil .

  2. Os petistas deixaram um saldo negativo de 13. Milhões de desempregados. Aos poucos o Brasil vai saindo do buraco.
    Esquerdistas piram
    Kkkkk

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Judiciário

Senado aprova por 68 votos a 10 a indicação de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República

Foto: Pedro França/Agência Senado

Em votação secreta, o plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (25), por 68 votos a 10, a indicação de Augusto Aras para chefiar a Procuradoria-Geral da República. Para ser aprovado, um indicado à PGR precisa de pelo menos 41 votos. Dos 81 senadores, dois faltaram e um se absteve.

Aras foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o sucessor de Raquel Dodge à frente do Ministério Público Federal. Com a aprovação do Senado, Aras ficará no cargo pelos próximos dois anos.

Antes da votação no plenário principal do Senado, Aras passou por uma sabatina de mais de cinco horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. No colegiado, recebeu 23 votos favoráveis e somente 3 contrários.

Com a aprovação no Senado, será marcada uma data para a posse de Aras como chefe do MPF.

Logo após a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), assinou mensagem que, segundo o senador, será “imediatamente” encaminhada ao Palácio do Planalto, para comunicar ao presidente a aprovação do indicado.

Ao lado de Aras, Alcolumbre cumprimentou o subprocurador e desejou “êxito” ao aprovado. “Muita sorte na condução da PGR, para que possamos juntos pacificar o Brasil”, disse o presidente da Casa.

Aras deixou o Senado sem falar com a imprensa.

Sabatina

Na sabatina, Aras ressaltou que terá uma atuação independente no comando da PGR e que a operação Lava Jato é um “modelo de excelência” e um “marco” na história do país, mas deverá passar por “correções”.

“A Lava Jato é um marco, traz boas referências. Mas é preciso que nós percebamos que toda experiência nova traz dificuldades. Sempre apontei os excessos, mas sempre defendi a Lava Jato. A Lava Jato é resultado de experiências anteriores. Esse conjunto de experiências gerou um novo modelo, passível de correções”, afirmou Aras.

Ele foi questionado por senadores sobre o fato de seu nome não constar na lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) com sugestões para o cargo de procurador-geral. Desde 2003, o presidente da República escolheu um procurador dentro da lista, o que não ocorreu desta vez. Apesar de outros presidentes terem respeitado a lista tríplice, essa não é uma exigência legal.

“Não há alinhamento no sentido de submissão a nenhum dos Poderes, mas há evidentemente o respeito que deve reger as relações entre os Poderes e suas instituições. […] Eu asseguro a Vossas Excelências que não faltará independência a esse modesto indicado”, disse Aras.

Vazamentos

Aras defendeu ainda, durante a sabatina, a “unidade institucional” do Ministério Público e condenou o vazamento de informações sobre investigações conduzidas pela instituição. De acordo com ele, os vazamentos, que atingiram diversos políticos nos últimos anos, “violam a privacidade e a dignidade da pessoa humana”.

O novo procurador-geral disse ainda que o MP não deve “condenar por condenar” nem “perseguir” na sua atuação.

Aras afirmou ainda ser favorável à prisão após condenação em segunda instância porque, segundo ele, “o nosso processo civilizatório exige.” Entretanto, defendeu o direito dos condenados a recursos e a habeas corpus.

O procurador-geral afirmou ainda que o MPF “tem o dever de zelar pelas minorias”, mas também pelas “maiorias que são tratadas como minorias porque são sub-representadas, como mulheres e afrodescendentes.”

Ele também defendeu o direito de índios explorarem terras demarcadas através de agricultura e mineração.

Perfil

Augusto Aras é subprocurador-geral da República, especializado nas áreas de direito público e direito econômico. Tem 60 anos. Nasceu em Salvador (BA), em 4 de dezembro de 1958.

Como entrou na carreira do Ministério Público Federal (MPF) em 1987, antes da promulgação da Constituição Federal, Aras pôde optar por atuar no Ministério Público e manter suas atividades como advogado.

Integrantes do órgão que ingressaram na carreira após a Constituição não possuem esse direito. Se for aprovado pelo Senado, deverá devolver à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a carteira de advogado.

Aras é doutor em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005); mestre em Direito Econômico pela Universidade Federal da Bahia (2000); graduado bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador (1981). Atualmente é professor da Universidade de Brasília (unB)

Ingressou no MPF em 1987, como procurador da República e atualmente é subprocurador-geral da República. Como subprocurador, atuou nas câmaras das áreas constitucional, penal, crimes econômicos e consumidor. É o atual coordenador da 3ª Câmara da PGR, que cuida de temas econômicos.

Função

Cabe ao procurador-geral da República chefiar o Ministério Público da União por dois anos. O MPU abrange os ministérios públicos Federal, do Trabalho, Militar, do Distrito Federal e Territórios.

O procurador-geral tem a função de representar o Ministério Público no Supremo Tribunal Federal (STF) e, às vezes, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também desempenha a função de procurador-geral eleitoral.

No STF, o procurador-geral tem, entre outras prerrogativas, a função de propor ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) e ações penais públicas.

Cabe ao procurador-geral, também, pedir abertura de inquéritos para investigar presidente da República, ministros, deputados e senadores. Ele também tem a prerrogativa de apresentar denúncias nesses casos.

O PGR pode ainda criar forças-tarefa para investigações especiais, como é o caso do grupo que atua na Operação Lava Jato. Também pode encerrá-las ou ampliá-las.

O PGR, contudo, não é o chefe no sentido clássico. Existe a independência funcional dos membros, não sendo possível fazer um controle hierárquico no âmbito do Ministério Público.

G1

 

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Diversos

Pesquisa revela ‘raio x’ dos nossos filhos na internet

Foto: Nicola Giordano – Pixabay

A chegada da internet abriu um mundo de possibilidades que nós fomos aprendendo a explorar aos poucos, tateando e experimentando. Nossos filhos, ao contrário de nós, ainda usavam fraldas quando conheceram o primeiro tablete ou assistiram ao vídeo da Galinha Pintadinha no celular. Lembro do Samuca sentado no meu colo, chupeta na boca, pegando o mouse e fechando um pop-up que atravancou meu caminho enquanto eu tentava ler uma notícia. Aquele movimento para ele tão natural ainda me demandava alguns comandos mentais que muitas vezes demoravam a se realizar, confesso.

Essa naturalidade que eles lidam com as novas tecnologias (e eu dou risada quando vejo que usei o adjetivo ‘novas’ para falar de algo que começou a se popularizar há quase 30 anos) nos assusta, claro. É como se as crianças tivessem nascido com as chaves de um labirinto onde muitos de nós ainda se perde. Mas a gente, ao contrário delas, sabe que o Minotauro se esconde entre essas paredes. Há alguns anos li um artigo da psicóloga e agora colega de Estadão, Rosely Sayão, em que ela dizia que permitir que as crianças naveguem na internet sem supervisão seria o equivalente a “deixá-las sozinhas na praça da Sé”. Não poderia concordar mais e acho que a maioria dos pais já entendeu esse conceito, e vem agindo para educar digitalmente seus filhos.

Pesquisa TIC Kids online Brasil divulgada na última terça-feira nos ajuda a entender um pouco mais o que os nossos filhos fazem nas redes, quais são os riscos e as oportunidades que essa conexão tem trazido às suas vidas e me fez crer que a maioria de nós está no caminho certo. Esse estudo, realizado desde 2014 no Brasil (e que está alinhado com a rede europeia EU Kids Online, liderada pela London School of Economics, e com o projeto Global Kids Online, coordenado pelo Unicef) entrevistou 2964 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos de todas as regiões do Brasil entre outubro do ano passado a março desse ano. Uma das perguntas feitas foi: o que mais gostam de fazer quando estão conectados?

A atividade digital preferida de 83% das crianças e adolescentes é assistir a vídeos, séries ou programas online. Ouvir música (82%), jogar sem estar conectado com outros jogadores (60%) e conectado com outros parceiros (55%) também foram citadas por eles.E qual a participação desses jovens em redes sociais como Whats App, Facebook e Instagram? Cerca de 82% já estão nessas plataformas.

“É um número bem expressivo, são cerca de 22 milhões de crianças e adolescentes”, revelou Luísa Adib, responsável pela pesquisa, durante coletiva de imprensa. E a rede queridinha dos jovens mudou, conta. “Pela primeira vez na nossa série histórica o número de crianças e adolescentes que estão no Whats App supera os que possuem perfil no Facebook.”. Adib, contudo, afirmou que a participação dos jovens na rede social de Mark Zuckeberg não pode ser desprezada. Já o Instagram, embora apareça em terceiro lugar, é o que teve o crescimento mais expressivo entre as crianças e os adolescentes (36% em 2016 para 45% em 2018) e já é a terceira plataforma com mais engajamento.

A boa notícia é que é possível ver que crianças e adolescentes têm divulgado menos informações privadas ou sensíveis nas redes se comparado aos estudos anteriores, destacou Luísa. Em 2013, quando os pesquisadores saíram a campo pela primeira vez, 93% dos jovens entrevistados afirmaram que haviam compartilhado fotos mostrando o rosto, 73% o sobrenome, 52% o nome da escola onde estudavam e 21% o número de seu telefone. Em 2018 houve uma queda significativa no fornecimento dessas informações pessoais. Quando o recorte é feito para os dados do último estudo, ‘apenas’ 15% dos adolescentes de 15 a 17 afirmaram terem enviado um vídeo ou uma foto para alguém que não conheciam pessoalmente e 6% dados pessoais para pessoas que não conhecem na vida off-line.

“Uma coisa que é importante destacar é que, embora (os pais) tenham que estar atentos aos riscos, eles não necessariamente incorrem em danos”, ressalvou Luísa. Ela acrescentou, ainda, que a “parte boa” das redes sociais tem prevalecido: 62% dos adolescentes de 15 a 17 anos revelou que usou essas plataformas “para fazer novos amigos”. Ainda bem. (Quer ter acesso à íntegra da pesquisa? Clique aqui.)

RITA LISAUSKAS – Emais – Estadão

 

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Educação

UFRN aprova Calendário Universitário de 2020; início de aulas previsto para 17 de fevereiro

O Conselho de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Consad-UFRN) aprovou o Calendário Universitário referente aos anos letivos de 2020 e 2021, que contém atividades acadêmicas e administrativas da instituição de ensino. O início das aulas está previsto para ocorrer em 17 de fevereiro de 2020, já o término acontece em 12 de dezembro de 2020.

O Calendário do próximo ano tem como novidade a 72ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que é considerada o maior evento científico da América Latina e está previsto para acontecer de 12 a 18 de julho junto com a Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da UFRN (Cientec).

Outras datas importantes para as atividades administrativas e acadêmicas estão disponíveis no documento, como prazos de matrícula, lançamento de editais, atividades de capacitação dos professores, eventos científicos, feriados, entre outras ações.

Confira a publicação no Portal da UFRN, acessando os menus “Institucional”, “Documentos”, “Documentos dos Colegiados Superiores” e “Conselho de Administração”, buscando por “Calendário Acadêmico”.

Com informações da UFRN

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Diversos

Idema orienta prefeituras e população no RN sobre manchas nas praias

FOTO: ASCOM

Manchas escuras tem surgido nas últimas semanas em praias do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Alagoas imprenssionando turistas e a população. Sobre o caso no RN, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – Idema classificou como deposição de resíduos betuminosos (aparentemente piche), com origem ainda desconhecida, e esclarecer o seguinte:

1. Considerando que compete ao município a limpeza das praias e nesta situação a retirada de tais resíduos, informamos que este resíduo é classificado, pelas Resoluções Conama 307 e 313/2002 e pela NBR 10004/2004, como resíduo Classe D (Conama) e Classe I (NBR), necessitando, portanto, de cuidados com a coleta, manuseio e descarte seguro, logo, não podendo ser depositado em qualquer lugar. Em função disso, é importante que a coleta seja feita utilizando-se ferramentas como rastelos e pás, acondicionando provisoriamente o material em recipientes plásticos, enquanto o produto não for retirado do local, procurando proteger-se do contato direto com o resíduo, não podendo ser retirado por tratores;

2. É importante que a coleta seja realizada para se tirar ao máximo do contato do resíduo com a natureza, procurando não retirar a areia junto com piche. De forma emergencial, as Prefeituras, através da empresa contratada para coleta de resíduos do município, poderão coletar e acondicionar os resíduos betuminosos em bombonas plásticas, devendo ficar em local coberto e seguro até a coleta pela empresa especialmente habilitada e licenciada pelo Órgão Ambiental competente, para essa finalidade;

3. Também destaca que sejam evitados o contato direto com esse produto e, caso ocorra, tentar retirar primeiro com gelo ou com óleos de cozinha, devendo logo após, lavar a pele com água e sabonete neutro. Como medida preventiva contra irritações e processos alérgicos, nunca levar as mãos sujas aos olhos e boca;

4. O Idema disponibiliza a listagem das empresas habilitadas e prestadores de serviços para este tipo de coleta, transporte e tratamento de resíduos perigosos licenciadas pelo órgão:

Via Limpa RN Natal Reciclagem LTDA ME Recicla – Indústria e Comércio de Metais LTDA Aliança Petróleo LTDA Brasóleo Transporte e Tratamento Resíduos LTDA Master Locações LTDA Cril Empreendimento Ambiental LTDA M.Y.Pordeus Transporte De Cargas LTDA Manloc Logística Sociedade LTDA Klin Engenharia e Gestão Ambiental LTDA LH Locações e Transportes LTDA EPP Paulo S. de Oliveira João Paulo Panificação Eireli ME.

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Judiciário

Grupo de trabalho na Câmara derruba ‘excludente de ilicitude’ do pacote anticrime de Moro

Foto: José Cruz/Agência Brasil / Agência O Globo

O grupo de trabalho do pacote anticrime na Câmara dos Deputados rejeitou por 9 a 5 votos, nesta quarta-feira, a excludente de ilicitude proposta pelo ministro da Justiça, Sergio Moro . A proposta ampliava as situações que poderiam ser consideradas legítima defesa para incluir excessos decorridos de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

Na discussão que precedeu a votação, foi citada a morte de Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, morta com um tiro nas costas no Complexo do Alemão na última sexta-feira. Moradores relatam que o disparo partiu de uma policial. O relator do pacote, Capitão Augusto (PL-SP), defendeu que não há ainda elementos concretos para associar a morte à polícia.

O projeto do pacote anticrime enviado pelo Executivo prevê uma isenção de pena agentes de segurança pública que matarem “em conflito armado ou em risco iminente de conflito armado” no exercício da legítima defesa. Seria uma maneira de formalizar um entendimento de que, numa situação de risco, o policial tem direito a se defender.

O texto ia além, porém, e estipulava que o juiz pode reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se houver um excesso na legítima defesa decorrente de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”, o que poderia ser aplicado tanto no caso de civis quanto de policiais.

O trecho que tratava de conflito armado de policiais foi alterado pelo grupo. Na redação final, foi mantida uma excludente apenas para “o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão à vítima mantida em refém durante prática de crimes”. O texto contempla casos como o do recente sequestro do ônibus na Ponte Rio-Niterói, segundo seu autor, Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).

Deputados contrários à proposta argumentaram que a lei atual já dá conta de casos em que a pessoa se sinta ameaçada e, na intenção de se defender, acabe matando alguém acidentalmente. Os termos “escusável medo, surpresa ou violenta emoção” são amplos demais, disseram os parlamentares.

– Não tem como melhorarmos uma proposta que é a licença para matar –disse Marcelo Freixo, ao defender a retirada de todo a excludente do pacote. – O mínimo que podemos fazer em homenagem ao que a sociedade precisa hoje, que é uma polícia que mate menos, é suprimir.

Capitão Augusto, coordenador da frente parlamentar de segurança pública, defendeu a proposta. Ele e outros colegas da chamada “bancada da bala” já articularam para reinserir a excludente de ilicitude quanto o pacote for votado no plenário da Câmara dos Deputados.

Lideranças de partidos do centrão ouvidas pelo GLOBO acreditam que é pouco provável que, diante da repercussão da morte de Ágatha Félix no Complexo do Alemão, qualquer proposta que possa ampliar o que é considerado legítima defesa para policiais prospere.

– Sem dúvida nenhuma, essa proposta dá carta branca para o crime – disse Hildo Rocha (MDB-MA) na reunião do grupo de trabalho nesta quarta.

O grupo de trabalho já aprovou um endurecimento nas regras de progressão de regime, um aumento da pena máxima de 30 para 40 anos e a figura do “juiz de garantia”. Os deputados rejeitaram a formalização da prisão após condenação em segunda instância, o “plea bargain”, acordo para diminuir a pena, e diversos outros pontos sugeridos pelo ministro da Justiça.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Como é que bota moral nesse país, com um congresso corrupto desse???
    Fdp, não querem mudar, acham que tá bom uma esculhambacão dessas. Quando esses FDP e parte da mídia, vão perceberem que essa política de direitos humanos não da certo? Essa porra, protege bandidos e marginaliza os policiais. Tem que botar é pra F… nesses vagabundos, dois meses depois de sancionada do jeito que tem que ser, e não como está, vagabundos tremem nas bases e respeita policiais.
    É imoral.
    Há ladrões!!

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