Lula critica prisão de Michel Temer pela Operação Lava Jato

Foto: Reprodução MPF You Tube

Uma mensagem no Twitter oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada nessa quinta-feira (21), critica a prisão de Michel Temer pela Operação Lava Jato.

Para Lula, a força-tarefa estaria tentando “desviar a atenção do descrédito em que estava caindo” e também do fundo de R$ 2,5 bilhões, que seria fruto de um acordo com os Estados Unidos.“A Força Tarefa não precisa de pirotecnia para sobreviver, precisa de sobriedade”, diz a primeira mensagem postada.

Mais cedo, o PT também criticou a prisão de Temer. Em nota assinada pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), e pelos líderes da sigla no Senado, Humberto Costa (PE), e na Câmara, Paulo Pimenta (RS), a legenda afirmou esperar que a prisão do ex-presidente Michel Temer não seja “apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula” e contra dirigentes da sigla.

Mais cedo, o PT também criticou a prisão de Temer. Em nota assinada pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), e pelos líderes da sigla no Senado, Humberto Costa (PE), e na Câmara, Paulo Pimenta (RS), a legenda afirmou esperar que a prisão do ex-presidente Michel Temer não seja “apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula” e contra dirigentes da sigla.

Coluna do Fraga – R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    Quando será que vão recolher o smartphone do presidiário de Curitiba? Já não é sem tempo…
    Aliás, ele ainda nem foi preso concretamente. A carceragem da PF não passa de um SPA de luxo para hóspedes vip receber visitas em alto estilo.

  2. David disse:

    PT, laranjas, Venezuela, bolsominions, fascista, comunista e bla bla bla

  3. FRANCISCO DAS C A COSTA disse:

    EI VOÇÊ TÁ RECLAMANDO POR QUE O NOVE DEDOS TÁ DANDO OPINIÃO. VOÇÊ NÃO VIU FOI A NOTICIA QUE CINCO DEPUTADOS TOMARAM POSSE NA ALERJ DENTRO DO PRESIDIO. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  4. Malíria disse:

    Não entendo por que esse ladrão ainda não foi para o presídio de segurança máxima de Mossoró!
    Incentivo ao turismo no RN!

  5. Lularápio disse:

    Lula é ladrão e formou organização criminosa pra roubar o povo brasileiro e o Brasil.

  6. Fran disse:

    Não seria o caso de presos do sistema fechado tivessem bloqueadas suas redes sociais?? Até o mês passado os mesmos brasileiros que estão questionando a prisão de Temer, tinham motivos mais que suficientes para dizerem que Lula era perseguido, pois Temer tinha crimes maiores ou "reais" e nada faziam os homens da Lei… agora que o fizeram, estão errados? Não tou entendendo mais nada… aliás, Temer chegou à presidência da república graças a acordo com o PT que para não destruir sua ânsia de poder, nos apresentou Dilma e seu companheiro de chapa. Aliás, uma coisa que nunca consegui entender é o "Fora Temer" dos eleitores de Dilma, como se nada tivessem a ver com isso!!!! Fala sério!!!

  7. Maria disse:

    Dizem que os esquizofrênicos PTralhas são incompreensíveis, mas vejam que a logica explica, defendem agora outro corrupto (Temer) para justificar os argumentos do ladrao-mor Luladrão…
    Pela lógica todos corruptos soltos, viva, viva!!!
    Ptista é uma doenca, fanatismo, para mim foi ladar vai morfar na prisao!!!!!
    Aprendam ignorantes alienados, vcs sao piro do que corno convencido!!!!

  8. PABLO disse:

    O PT vive tanto de mentiras que até preso, esse ladrão Lula passa mensagens no twiter.

  9. ! disse:

    LULA FAÇA UM FAVOR AO BRASIL ADOEÇA PELO AMOR DE DEUS !!! ADOEÇA DE DOENÇA SEM CURA

  10. Temor Extremo disse:

    A prisão de Temer vai de encontro a milhares de argumentos falsos que o PT lançou sobre a prisão de seu ex presidente. Ela joga fora incontáveis desculpas esfarrapadas que eram veiculadas, principalmente quanto a perseguição política.
    Temer não foi escolhido a toa para ser vice de Dilma, sabiam quem era e como operava, embora a desculpa era captar o apoio do MDB.
    Essa prisão derrubou o mito da perseguição política e isso está pesando demais contra a maior arma montada pelo PT para criar um ar de inocência para o ex presidente.
    A cada prisão de políticos de outros partidos, o PT se vê suas desculpas fantasiosas sendo anuladas.
    Isso deve desencadear o envolvimento de outros nomes e daí o desespero explícito de alguns figurões.

  11. Brasil meu país disse:

    Ladrão do dinheiro público. Vai mofar na cadeia ladrão

  12. João Vitor disse:

    Só no Brasil, um babaca, preso, fica dando opinião.

  13. hein? cuma? disse:

    Só no Brasil que um PRESIDIÁRIO tem tanta voz, articula, comanda e dá tanta opinião no que ocorre fora das grades. Absurdo!!

  14. paulo martins disse:

    Para compor a Confraria dos Inocentes só está faltando ela, a Querida.

  15. Antonio Barbosa Santos disse:

    Lula, como sempre, uma grande referência sobre pirotecnia… e uma grande moral para falar dos outros.

  16. Antonio Barbosa Santos disse:

    Ué… petistas defendendo o "golpista"??? O que tem por trás disso???

  17. Antonio Barbosa Santos disse:

    Bacana um cara que é conhecido pelo uso do álcool falar em sobriedade.
    Só aqui mesmo…

Polícia Federal deflagra 59ª fase da Operação Lava Jato

Imagem de Arquivo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (31) a 59ª fase da Operação Lava Jato. São cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária por 60 policiais federais, com o apoio de 16 auditores fiscais da Receita Federal, em São Paulo e Araçatuba (SP).

Há suspeitas de que o esquema criminoso foi possível devido a acordo entre os investigados, que responderão pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Os presos e o material apreendido serão levados para a Superintendência da Policia Federal em Curitiba, no Paraná.

Buscas e detenções

Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, com base nos termos da colaboração premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os contratos suspeitos somam mais de R$ 682 milhões.

As investigações colheram indícios que apontam que empresas pagaram vantagens indevidas, de forma sistemática, a executivos da Transpetro. O esquema envolvia o pagamento de um percentual de propina, que alcançou o montante de até 3% do valor de 36 contratos formalizados com a estatal entre 2008 e 2014.

Valores

No período de 2008 a 2014, foram repassados milhões de reais a agentes políticos, segundo as investigações. Desse total, o colaborador teria recebido R$ 2 milhões por ano, a título de vantagem indevida, além de R$ 70 milhões no exterior.

Há indícios de que um escritório de advocacia foi utilizado para a movimentação de valores ilícitos e geração de dinheiro em espécie em favor das empresas do grupo investigado.

O sistema utilizado para a ocultação e dissimulação da vantagem indevida ocorreu mediante a utilização de contas de passagem e estruturação de transações financeiras (fracionamento). O objetivo era evitar comunicação de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Agência Brasil

Cabral é denunciado pela 20ª vez na Operação Lava Jato

Foto: Antônio Cruz/Arquivo/ Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro apresentou mais uma denúncia envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral por corrupção passiva. Esta é a 20ª denúncia contra Cabral: uma foi apresentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e as outras 19 pelo MPF no Rio, como desdobramentos da operação de Curitiba. O ex-governador já tem quatro condenações pela Justiça Federal.

Também foram alvo da denúncia o ex-secretário de Obras Hudson Braga, Wagner Jordão Garcia (apontado como operador financeiro do esquema criminoso), Alex Sardinha da Veiga (ex-coordenador de licitações da empresa Oriente Construção Civil) e Geraldo André de Miranda Santos (diretor e atual administrador da Oriente).

Os procuradores afirmam que esta nova denúncia apresentada em decorrência das operações Saqueador e Calicute abrange esquema criminoso de corrupção em torno dos contratos celebrados pelo governo do estado do Rio com a construtora Oriente.

Segundo a denúncia, ao menos entre 2010 e 2014, Cabral, por meio de Braga e Garcia, solicitou e recebeu propina de Alex Sardinha e Geraldo André. Em geral, o valor cobrado era de 1% dos contratos celebrados.

“Com efeito, o pagamento de propina em relação às obras públicas executadas pelo governo do Rio de Janeiro na gestão de Sérgio Cabral e Hudson Braga era prática generalizada, que certamente gerou o pagamento de dezenas de milhões de reais em propina”, afirmam os procuradores na denúncia.

Em 21 de dezembro, Cabral foi denunciado outras duas vezes junto com o ex-chefe da Casa Civil Régis Fichtner e o empresário Georges Sadala. Também foram alvo das duas denúncias Luiz Carlos Bezerra e Wilson Carlos, que, segundo o MPF, eram os operadores da organização.

A reportagem está tentando contato com a construtora Oriente e com as defesas dos denunciados.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paladino disse:

    Coitado

Operação Lava Jato: Acordos contra corrupção e cartel de construtoras recuperam R$ 11,5 bilhões

Por interino

O Cade é o órgão que investiga cartel em obras da Lava Jato, negocia acordos e estipula multas a construtoras

Os acordos nas esferas administrativa e criminal assinados com empresas de construção e serviços de engenharia no âmbito da Operação Lava Jato, até fevereiro deste ano, determinaram a recuperação de cerca de R$ 11,5 bilhões em recursos. O dinheiro advém de acordos contra formação de cartel, firmados com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), e de acordos judiciais contra práticas de corrupção e lavagem de dinheiro, fechados com o MPF (Ministério Público Federal). De alguns acordos, também participou a Justiça dos Estados Unidos, da Suíça e do Reino Unido.

A recuperação do dinheiro não é imediata, uma vez que o pagamento de alguns valores foi parcelado. O valor do acordo judicial com a construtora Odebrecht, por exemplo, foi dividido em 23 anos.

Dos R$ 11,5 bilhões em recuperação, apenas R$ 300 milhões são oriundos exclusivamente dos acordos com o Cade. O critério utilizado para o cálculo das sanções do Cade teria gerado multas com valores muito baixos, na avaliação de um dos conselheiros do órgão.

Encarregado de fiscalizar e garantir a livre concorrência no Brasil, o Cade considera cartel a prática ou acordo feito entre concorrentes para fixar preços, dividir mercados, estabelecer cotas ou restringir produção e fraudar licitações públicas. Tem consequência grave, uma vez que gera, segundo cálculos oficiais, sobrepreço de 10% a 20% em relação a um mercado competitivo.

Essas sanções financeiras a empresas de construção envolvidas na Lava Jato dizem respeito apenas a condutas anticoncorrenciais na esfera administrativa e não têm a ver, por exemplo, com processos que correm contra elas na esfera criminal, conduzidos pelo Ministério Público Federal.

As multas se originaram de cinco acordos assinados com o Cade, denominados de termos de cessação de conduta (TCC). Por meio desses acordos, a empresa participante de um cartel assume a culpa e se compromete a interromper as práticas ilícitas e a ajudar nas investigações do caso, beneficiando-se de desconto nas multas aplicadas.

Os termos de cessação de conduta foram assinados em duas investigações do Cade: de cartel em licitações de obras continentais (“onshore”) de montagem industrial em unidades da Petrobras, como o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), do início dos anos 2000 a 2011/2012; e de cartel em concorrência de montagem eletromecânica na futura usina nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis, litoral sul do Rio de Janeiro, em 2013/2014, pertencente à Eletrobras Termonuclear. O contrato era de cerca de R$ 3 bilhões.

Pelo TCC no processo de formação de cartel em obras de montagem industrial da Petrobras, a construtora UTC recebeu multa de R$ 129 milhões; a construtora Camargo Corrêa, de R$ 104 milhões; e a construtora Andrade Gutierrez, de cerca de R$ 50 milhões.

No processo sobre o cartel em obras de Angra 3, o acordo estipulou o pagamento de multa de R$ 10 milhões à UTC e de R$ 6 milhões à Andrade Gutierrez.

Somadas, essas multas chegam a R$ 300 milhões, valor repassado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça, com a finalidade de reparar danos.

Conforme a legislação em vigor, o Cade pode punir a empresa condenada por cartel a pagar multa de 0,1% a 20% do valor do faturamento bruto dela no exercício anterior ao processo. A punição também pode ser estendida aos administradores da empresa direta ou indiretamente envolvidos com o ato ilícito, com multa de 1% a 20% da aplicada à empresa.

Conselheiro criticou “baixo valor” de multa

Os valores das multas aplicadas às construtoras não são consenso dentro do próprio Cade. Para o conselheiro João Paulo de Resende, que votou contra a homologação dos TCCs da UTC e da Andrade Gutierrez no caso de cartel em obras da Petrobras, os valores de faturamento utilizados para calcular as multas resultaram em sanções rebaixadas e que não têm caráter dissuasório, isto é, não desencorajam novas práticas ilícitas. Contudo, o TCC foi aprovado em janeiro deste ano pela maioria do plenário do Cade.

Para a multa aplicada à Andrade Gutierrez, que ficou em pouco menos de R$ 50 milhões, o conselheiro avalia que o valor mais próximo da realidade seria de pelo menos R$ 620 milhões, considerando sobrepreço de 10%.

Em seu voto, Resende cita também entendimento do TCU (Tribunal de Contas da União), que avalia o sobrepreço do cartel em 17% e, por isso, levaria a multa à construtora para perto de R$ 1 bilhão.

Acordo beneficia primeira a delatar

Nos dois processos, o Cade também formalizou acordos de leniência. Nas execuções de montagem industrial da Petrobras, foi acertada com a Setal/SOG Óleo e Gás. No caso de Angra 3, o acordo de leniência foi assinado com a Camargo Corrêa.

Nos processos de investigações de práticas lesivas à livre concorrência, a leniência é negociada apenas com a primeira empresa a identificar a existência de um cartel, assumir sua participação e culpa e identificar os demais participantes dele. Para os participantes do mesmo cartel, a opção de acordo é o TCC. As empresas que assinaram os acordos de leniência com o Cade se beneficiaram de isenção da multa.

Na maioria dos casos, foi beneficiada a Andrade Gutierrez, que homologou sua delação premiada em 2015 com a força-tarefa da Lava Jato. Nela, os executivos citaram que o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) receberam propina da empreiteira. Atualmente, a empresa faz uma espécie de “recall”, motivada pela delação de 77 executivos da Odebrecht, para adicionar informações aos depoimentos já relatados.

Já foram assinados pelo Cade, até fevereiro deste ano, outros cinco acordos de leniência em processos de formação de cartel com construtoras envolvidas em denúncias surgidas com a Lava Jato e em desdobramentos dela.

Há cerca de outros 30 processos de cartel relacionados com a Lava Jato em andamento no Cade, mas sobre os quais o órgão não fala “por razões legais e no interesse das investigações em curso”.

Punição suspende novos contratos públicos

Além das sanções contra a ordem econômica no âmbito do Cade, as construtoras investigadas na Lava Jato também estão sujeitas a duas outras esferas de investigação e possível punição: do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, que pode aplicar punições administrativas e multas em dinheiro, impedindo a empresa de participar de novas concorrências públicas; e do Ministério Público e da Justiça, na esfera criminal, com penas de prisão e multas em dinheiro.

No campo da Lava Jato, pelo Ministério da Transparência, cinco construtoras já foram consideradas inidôneas e estão impedidas de participar de novas licitações públicas em todas as esferas (federal, estadual e municipal) e negociar contratos públicos por pelo menos dois anos após a publicação da decisão no “Diário Oficial da União”.

“Essa pode ser a pena mais severa para uma empresa que só trabalha com grandes obras, porque essas obras são normalmente contratadas apenas por governo”, contextualiza Thiago Bottino, professor da FGV Direito Rio. “Uma punição, portanto, que poderá quebrar essa empresa, tirando-a de vez do mercado.”

As cinco construtoras que foram incluídas no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas são: Mendes Júnior (desde abril de 2016), Skanska (desde junho de 2016), Iesa Óleo & Gás (desde setembro de 2016), Jaraguá Equipamentos Industriais (desde dezembro de 2016) e GDK (desde fevereiro de 2017). Elas foram suspensas com decisões baseadas na lei de licitações (lei 8.666/1993), e não na lei anticorrupção (lei 12.846/2013), porque as condutas irregulares se deram antes da entrada em vigor desta última. Essas empresas não receberam multas em dinheiro. A lei de licitações não estabelece formas nem critérios de cálculo de multas.

No Ministério da Transparência, há outros 21 procedimentos administrativos de responsabilização em andamento no âmbito da Lava Jato, sobre as seguintes empresas de construção: Alumni; Andrade Gutierrez; Camargo Corrêa; Carioca Christiani-Nielsen; Construcap; Construtora Odebrecht; EIT; Engevix; Fidens; Galvão Engenharia; MPE; OAS; Odebrecht Ambiental; Odebrecht Óleo e Gás; Promon; Queiroz Galvão; Sanko; SOG (Setal); Techint; Tomé; e UTC.

Dessas 21 construtoras, 12 manifestaram interesse em fazer um acordo de leniência com o Ministério da Transparência, que garantiria que continuassem a disputar obras e contratos públicos, mantendo-se idôneas. As negociações com essas empresas continuam e ainda nenhum acordo foi fechado. Outros três processos, contra as empresas NM, Egesa e Niplan, foram arquivados por falta de provas.

Ministério Público já fechou nove acordos

Com o Ministério Público Federal, as empresas envolvidas na Lava Jato já firmaram nove acordos de leniência, que preveem penas mais brandas em troca de informações que contribuam efetivamente com as investigações. Dois dos acordos seguem em segredo de Justiça.

Para Gil Castello Branco, economista e secretário-geral da ONG Contas Abertas, que fiscaliza as contas públicas em todos os níveis de governo, as empresas envolvidas na Lava Jato “não foram multadas de forma aleatória”, uma vez que se trata do maior escândalo de corrupção do mundo, em termos monetários.
“Essas empresas do cartel espoliaram os recursos públicos ao longo de muitas décadas. Para o mal que essas empresas causaram, estão pagando o preço certo. Não são vítimas.”

UOL

 

Justiça Federal em Curitiba retoma trabalhos da Operação Lava Jato

Foto: Divulgação/Justiça Federal em Curitiba

Os trabalhos da Operação Lava Jato serão retomados hoje (1º) na Justiça Federal em Curitiba. Cinco testemunhas de acusação devem ser ouvidas nesta quarta-feira, na ação penal que investiga o ex-ministro Antônio Palocci, o empresário Marcelo Odebrecht e mais 13 pessoas. Eles foram denunciados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, após a 35ª fase da Lava Jato, chamada de Omertá, deflagrada em setembro do ano passado e que resultou na prisão de Palocci. Tanto o ex-ministro quanto Marcelo Odebrecht estão presos na carceragem da Polícia Federal (PF) na capital paranaense.

Estão previstos para hoje os depoimentos dos executivos da empresa UTC, Ricardo Pessoa e Walmir Santana, e dos empresários Vinícius Veiga Borin, Marco Pereira de Sousa Bilinski e Luiz Augusto França. Todos já assinaram acordos de delação premiada com a Justiça.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Palocci e a construtora Odebrecht teriam estabelecido um “amplo e permanente esquema de corrupção” entre 2006 e 2015. O esquema envolveria o pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores (PT). Os procuradores do MPF afirmam que o ex-ministro teria atuado de modo a garantir que a empreiteira vencesse licitação da Petrobras para a contratação de 21 sondas.

Entre os denunciados no processo aparecem também o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, o ex-marqueteiro do PT João Santana, a publicitária Mônica Moura, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa e João Carlos Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil.

À época em que foram feitas, as prisões foram criticadas pela defesa de Palocci. Os advogados disseram que tudo ocorreu no estilo “ditadura militar”, de maneira secreta, e negaram as acusações, que consideraram vazias. O diretório nacional do partido classificou o fato como espetáculo pré-eleitoral, já que aconteceu seis dias antes das eleições municipais.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Celso Medeiros disse:

    A delação da OAS tem que ser homologada, será a segunda cereja do bolo que colocará na cadeia os maiores peixes da política brasileira, junto a delação da odebrecht.

Operação Lava Jato: Delegado nega que PF “perdeu timing” com Lula e prevê “recall” em delações

Foto: Reinaldo Reginato /Fotoarena/Folhapress

Prestes a concluir dois inquéritos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o delegado da PF (Polícia Federal) que coordena as investigações da Operação Lava Jato, Igor Romário de Paula, afirma que o “timing” para prender o petista pode aparecer em “30 ou 60 dias”. “Não acho que a gente perdeu o timing. Esse timing pode ser daqui a 30 dias, daqui a 60 dias”, disse. A declaração ao UOL contradiz o delegado Maurício Moscardi Grillo, que, em entrevista à revista “Veja”, disse que a PF havia “perdido o timing” para prender o ex-presidente.

Igor Romário disse também acreditar que a morte do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki foi um acidente e não resultado de um atentado ou sabotagem. Ele criticou ainda a ausência da PF durante a negociação dos acordos de delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht. “É bem provável que haja a necessidade de um recall no caso da Odebrecht.”

Procurados pela reportagem, os advogados do ex-presidente não quiseram se manifestar sobre as declarações de Igor Romário.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

LULA

UOL: Um delegado da equipe da Lava Jato afirmou, recentemente, que se perdeu o “timing” para prender o ex-presidente Lula. O senhor concorda?

Igor Romário de Paula: É complicado falar em perder timing. Os requisitos para uma prisão preventiva são bastante objetivos. Lá atrás, na fase 24 da Lava Jato, quando houve a representação do Ministério Público [pela condução coercitiva de Lula, em março], não existiam os requisitos para um pedido de prisão do ex-presidente. Não acho que a gente perdeu o timing. Esse timing pode ser daqui a 30 dias, a 60 dias. A investigação que envolve o ex-presidente Lula é muito ampla.

Então o senhor não concorda com a afirmação de seu colega?

Não. O timing pode ser daqui a pouco. Não vejo nem perda de tempo nem condescendência com o fato de se tratar um ex-presidente. O próprio juiz Sergio Moro já mostrou que ele não leva isso em consideração quando toma suas decisões. Esse timing pode ser mais para frente, pode não ser aqui, pode aparecer nas investigações que acontecem em Brasília.

O ex-presidente Lula afirmou que a Lava Jato tem “dedo estrangeiro”. Já a ex-presidente Dilma declarou que a operação tem “interesses escusos”.

Não vejo isso. Falo por mim e pela equipe que trabalha aqui: se houvesse algum tipo de interesse desse tipo ou de ingerência, nenhum de nós estaria aqui trabalhando. Dizer que há interesses internacionais é absurdo, não há nenhum fundamento. Dizer que a Lava Jato prejudica a economia brasileira é você botar a culpa na pessoa que encontrou o corpo em uma cena de homicídio. Há um desgaste para o país, claro, mas talvez ao final disso tudo o resultado seja muito mais positivo ao estancar a sangria da corrupção.

Quando os inquéritos sobre o sítio de Atibaia e palestras feitas pelo ex-presidente do Lula serão finalizados?

Em um deles falta um laudo pericial para que seja finalizado. E em outro, um detalhe de ordem técnica. Os dois estão sob a incumbência do delegado Márcio Anselmo [integrante da equipe coordenada por Igor Romário]. Eu imagino que, no máximo, em 30 dias esses inquéritos estarão concluídos.

MORTE DE TEORI

Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas por várias especulações sobre uma suposta sabotagem do avião em que estava o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki. A PF detectou, ao longo da investigação da Lava Jato, ameaças a ele e a outras autoridades ou delatores ligados à investigação?

Não detectamos ameaças concretas contra investigadores da PF, nem contra procuradores, nem contra o próprio juiz Sergio Moro. Nunca chegou ao meu conhecimento informes sobre ameaças concretas contra ministros do STF.

O que a gente enfrentou durante muito tempo — e nos levava a dispor de procedimentos de segurança, a exemplo da escolta de Sergio Moro — foi uma animosidade em alguns momentos nas redes sociais. O risco é avaliado e a gente faz um monitoramento [nas redes sociais] sobre o tudo o que está sendo dito sobre as autoridades envolvidas. Mas nunca houve casos de ameaças concretas ou de tentativas de agressão. Por incrível que pareça, não.

Qual sua opinião sobre o acidente que vitimou o ministro Teori Zavascki?

A impressão que eu tenho é que foi uma baita de uma coincidência negativa. Não vejo e nem temos nenhuma informação que leve à suspeita que tenha acontecido um atentado. Digo até isso até pela minha experiência profissional anterior, que é a de controlador de voo. Eu também trabalhei na investigação de acidentes aéreos. O caso foi um acidente.

Houve um aumento na segurança do juiz Sergio Moro?

Não. Ele continua com a segurança que é feita por servidores de Justiça Federal, que inclui carro blindado, por exemplo. E nos eventos externos tem-se o apoio da Polícia Federal. Mas não houve nenhuma alteração do nível de segurança.

NOVO MINISTRO

O senhor considera o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, um bom nome para o STF?

Não tenho condições de fazer essa avaliação. Apareceram vários bons nomes, todos com um conhecimento jurídico necessário para ser ministro do STF. Até pela possibilidade desse novo ministro vir a assumir a relatoria da Lava Jato, o ideal é que o indicado seja a pessoa mais isenta e mais respaldada possível pela sociedade. A única indicação para ministro do STF que eu torci foi a do ministro Edson Fachin, que foi meu professor na universidade.

Então o senhor torce para que o ministro Fachin se torne o novo relator da Lava Jato?
Acho um bom nome.

DELAÇÕES DA ODEBRECHT

Qual o prejuízo para as investigações o fato de que a Polícia Federal não participou das oitivas dos delatores da Odebrecht? Há um risco de recall?

Sim, sem dúvida. A possibilidade de um retrabalho, de um recall, é muito provável que aconteça no caso da Odebrecht. O que acontece agora é que parte importante da equipe da investigação, que tem a memória e os conhecimentos dos fatos, deixa de participar dos acordos sobre os termos que vão ser relatados na delação.

Ninguém tem dúvida que uma investigação desse porte evoluiu a partir da colaboração entre o MPF e a PF, e com atuação firme da Justiça. Se estava dando certo, por que separar? Não é uma questão de protagonismo e sim de manter um trabalho que estava dando certo desde o começo.

Qual foi o argumento utilizado pela MPF para afastar a PF das delações?

Nunca houve uma comunicação formal. A equipe de Curitiba do MPF nunca se opôs à participação da PF. A partir de um determinado momento, surgiu uma orientação da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que a PF não fosse convidada a participar. Muito se falou que isso foi feito para evitar vazamento e, de certa forma, isso foi ótimo porque passou-se a vazar delações de maneira consistente, depois que a PF saiu. Não estou dizendo que o MPF vazou, até porque há outras pessoas com acesso às delações, a exemplo dos advogados de defesa.

UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cardoso de Araújo disse:

    Vem cá, se Aécio for denunciado, preso, condenado, isso tira o que das costas do Lula? Ele fica mais honesto? Porra, Lula é ladrão e pronto e se os outros forem também, prendam e deixem de mimimimi.

  2. Comedor de Coxinhas disse:

    Foi esse delegado q saiu fazendo capanha para Aecim no face?
    Tá "serto".

  3. Lucy disse:

    E A DA TURMA DO PSDB NUNCA SAI. ESTRANHO

  4. José disse:

    E com Aécio, Temer, Gedel, Jucá e Renan eles perderam o quê? Imprensa fétida! Dá licença!!!!

  5. Blue disse:

    O molusco tá na mira da lava jato. A primeira condenação tá quase saindo do forno.

Fernando Mineiro comenta vazamento de áudios ligados a Operação Lava Jato

c8fa814b37fe1997e6b88fc9dd6625b9Por interino

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) usou o horário das lideranças para comentar o episódio que registrou o vazamento dos áudios onde o senador Romero Jucá (PMDB) conversava com Sérgio Machado sobre “estancar” as investigações contra a corrupção no país.

“Ontem, a imprensa noticiou o grampo onde Jucá, confessou aquilo que falamos há algum tempo: que o que está em curso no Brasil é um golpe”, disse Mineiro. “Passei muito tempo tentando convencer algumas pessoas de que se trata de um golpe e não consegui. Mas Jucá revelou os detalhes e os objetivos”, completou.

O parlamentar destacou ainda a necessidade de continuar acompanhando os fatos. “Ontem tudo foi escancarado, tanto é que ele saiu do governo”, disse Mineiro. Para o deputado, é importante o movimento que acontece na sociedade de apropriação das informações. “A imprensa internacional, como vem fazendo, repercute a confissão pública do golpe”, destacou.

Em aparte o deputado Álvaro Dias (PMDB) elogiou a política adotada pela presidente afastada Dilma Rouseff, mas pediu ponderação por parte do deputado. “Ela governou o país e tomou várias medidas erradas e corretas. Sobre seu posicionamento de atribuir os acontecimentos a um golpe, não é assim. Não foi tão simples. O debate precisa ser mais aprofundado”, sugeriu.

ALRN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Renato Miller disse:

    Noticiarem o audio do Jucá pode, mas quando noticiaram do Lula e Dilma não podia?!

    Ja falei e continuo falando, político = tudo p…ta

  2. Na bandeira do meu país não existe a cor vermelha disse:

    O velho PT, como sempre, hipócrita, deturpador, mentiroso e enganador.

  3. cabral disse:

    Tem que ter paciência com eles deputados, eles mataram até jesus. Os coxinhas são fd.

  4. ELION disse:

    Mineiro, vai procurar emprego. Teu partido inundou o pais com tanta roubalheira. Todos os grandes nomes do PT são acusados, com provas, de roubos. Olha o teu idolo DIRCEU (mais conhecido como "faça, mas deixe o meu").
    E o Lula: ricccooooooooooooooooooooooooooooooooooo. Ferraram o pais. Fora Mineiro, Fora, e leva toda a esquerda com vc.

  5. Ceará Mundão disse:

    Dilma, Lula (vai ser preso) e Zé Eduardo Cardoso estão sendo investigados por tentativa de obstruir a Lava Jato. O líder do governo do PT (Delcídio) já foi preso por esse motivo. E agora vem essa cambada falar de quê mesmo? Ora vejam só! O maior beneficiado por um hipotético fim da Lava Jato seria o PT e seus aliados pois foram justamente eles que se beneficiaram do esquema criminoso.

  6. Luciana Morais Gama disse:

    Nem Mineiro e nem o PT tem moral pra nada. É melhor ficar calado!

  7. marcelo disse:

    Será que o nobre deputado não percebeu ainda que o povo brasileiro quer ver o cão e não quer mais nada com o PT e os petistas. Foram 13 anos de ilusões que vieram abaixo com a descobertas do roubo do dinheiro público praticado por um partido que mais parece uma organização criminosa tal o montante roubado e desviado dos cofres públicos. Aproveite o seu último mandato pois a partir de agora o PT não elege mais ninguém uma vez que o cofre secou.

  8. cabral disse:

    Coxinhas de todo Brasil a verdade nua e crua. Tudo que já sabiamos só que detalhado. Valeu Deputado.

PF cumpre 30ª fase da Lava Jato e investiga negócios de José Dirceu

Por interino

A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta terça-feira a 30ª fase da Operação Lava Jato. A etapa, batizada de Vício, tem como alvo negócios intermediados pelo ex-ministro José Dirceu. Os policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Não foi divulgado, até o momento, o nome dos investigados. As investigações apuram contratos e repasses de valores indevidos entre empresas contratadas da Petrobras, funcionários da estatal e agentes públicos e políticos. A Vícios se concentra na ação de três grupos de empresas suspeitas de terem se utilizado de contratos fictícios de prestação de serviços para repassar recursos a operadores por meio das diretorias de Serviços e Engenharia e de Abastecimento da Petrobras. Os valores, segundo os investigadores, faziam tinham como destino integrantes do PT e do PP que participavam do esquema de corrupção da estatal.

Condenação

No último dia 18, o juiz Sérgio Moro condenou José Dirceu a 23 anos e três meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A sentença desta quarta-feira (18) é a segunda contra o petista por crimes de corrupção. Em 2012 ele foi condenado no mensalão.

Dirceu está preso em Curitiba desde agosto de 2015. Ele cumpria pena em regime domiciliar, decorrente do mensalão, quando foi detido pela Polícia Federal acusado de envolvimento no caso de corrupção na Petrobras. O ex-ministro foi punido por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado e ainda cabe recurso.

Repescagem

A ação da PF ocorre um dia após a deflagração da 29ª etapa da Lava Jato, a Repescagem. Um dos principais alvos é o ex-assessor da liderança do PP na Câmara João Cláudio Genu, que teve pedido de prisão preventiva decretado.

Genu era assessor do ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010 e acusado de participar do mensalão e do petrolão. De acordo com a PF, o ex-assessor recebeu cerca de R$ 2 milhões em propinas entre 2005 e 2013 no esquema investigado pela Lava Jato. Genu já havia sido alvo de busca e apreensão na fase batizada como Politeia, a primeira da operação no âmbito do STF, em julho de 2015.

Genu foi, juntamente com Janene, denunciado ao Supremo Tribunal Federal acusado de sacar cerca de R$ 1,1 milhão em espécie das contas da empresa SMP&B Comunicação, controlada por Marcos Valério Fernandes de Souza, para repassar a parlamentares federais do Partido Progressista.

À época, Genu foi condenado pelo STF por corrupção e lavagem de dinheiro, mas houve prescrição quanto ao crime de corrupção e, quanto ao crime de lavagem de dinheiro, ele foi posteriormente absolvido no julgamento de vários embargos infringentes. De acordo com a Polícia Federal, durante as investigações da Lava Jato, surgiram indícios da participação de Genu também no esquema de corrupção envolvendo contratos com a Petrobras. As investigações indicam que ele continuou recebendo repasses mensais de propina, mesmo durante o julgamento do mensalão e após ter sido condenado. Os repasses ocorreram, no mínimo, até 2013.

“Já é possível fazer paralelo entre o mensalão e a Lava Jato com nitidez mais aprofundada neste momento. No mensalão, Genu foi condenado por ter sacado R$ 1,4 milhão. Na Lava Jato, temos mais de R$ 2 milhões de pagamentos comprovados de propina”, destacou o delegado federal Luciano Flores.

Congresso em Foco, UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ceará Mundão disse:

    A Lava Jato não tem dono e continua célere. Duas operações em dois dias seguidos com várias prisões. tremei, petistas!

  2. marcus paulo disse:

    E com Romero Jucá está tudo bem. Parece que não houve nada. Nem comentários de indignação existe…

  3. Val Lima disse:

    Ninguém segura a "Lava Jato"….

  4. cabral disse:

    Ninguem do PSDB começa a achar que todos são inocentes!!!!!! kkkkkkkk

Pelo Facebook, Lula repudia tentativa de envolvê-lo na Operação Lava Jato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota, em sua conta na rede social Facebook, repudiando a tentativa de envolvê-lo em atos ilícitos investigados pela Operação Lava Jato.

Notícias veiculadas pela imprensa apontam que a nova fase da Lava Jato, deflagrada ontem (27) pela Polícia Federal, estaria se aproximando do ex-presidente. Essa nova fase investiga suposta lavagem de dinheiro com a compra de empreendimentos imobiliários no Guarujá, litoral paulista.

Na nota, Lula diz que, nos últimos anos, nenhum líder brasileiro teve a vida particular e partidária tão vasculhada quanto ele, contra quem jamais foram encontradas acusações válidas.

Leia abaixo o texto na íntegra:

“O ex-presidente Lula não foi sequer citado na decisão do juiz Sérgio Moro e repudia qualquer tentativa de envolver seu nome em atos ilícitos investigados na chamada Operação Lava Jato.

Nos últimos 40 anos, nenhum líder brasileiro teve a vida particular e partidária tão vasculhada quanto Lula e jamais encontraram acusação válida contra ele.

Lula foi preso, sim, mas pela ditadura, porque lutava pela democracia no Brasil e pelos direitos dos trabalhadores. Não será investigando um apartamento – que nem mesmo lhe pertence – que vão encontrar uma nódoa em sua vida.

Lula nunca escondeu que sua família comprou, a prestações, uma cota da Bancoop, para ter um apartamento onde hoje é o edifício Solaris. Isso foi declarado ao Fisco e é público desde 2006. Ou seja: pagou, não recebeu dinheiro pelo imóvel.

Para ter o apartamento, de fato e de direito, seria necessário pagar a diferença entre o valor da cota e o valor do imóvel, com as modificações e acréscimos ao projeto original. A família do ex-presidente não exerceu esse direito.

Portanto, Lula não ocultou patrimônio, não recebeu favores, não fez nada ilegal. E continuará lutando em defesa do Brasil, do Estado de Direito e da democracia.”

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Val Lima disse:

    O homi é um santo!!!!!

  2. Vitor disse:

    Não é possível! ! Esse homem não pode ser um santo! ! Ele deve ter feito pelo menos uma coisa errada, nem que seja uma galinha ele deve ter roubado. Ele não pode voltar a presidência! ! Senão nós, a zelite, vamos nos lascar mais ainda. Ele só se preocupa com os pobres.
    Aecio é que tem que ser presidente! Um homem probo, honesto e ético! E tem o apoio da Rede Globo. Será o fim da corrupção no Brasil. Como no tempo do Sarney e do FHC. Não haverá nem sequer mais investigações. O Brasil voltará a ser um país totalmente limpo, como a Coréia do Norte. Uma maravilha!

  3. marcos disse:

    NAO SEI DE NADA! PIADA!!!!!

  4. Incrédulo disse:

    O velho truque do chefão petista e do partido consiste em sair gritando por aí que “estão querendo pegar Lula” para que jamais se pegue Lula mesmo que existam mensalões e petrolões para isso. Em parte ao menos, a manobra tem funcionado, tornando Lula um intocável.
    Para quem não sabe, a novela do famoso triplex, o tal edifício Solares pertencia à Bancoop, cooperativa que foi dirigida por João Vaccari Neto, e recebeu valores de 3.000 associados, mas não entregou os apartamentos e passou o edifício a OAS. Então das unidades existentes, oito continuam em nome da OAS, entre eles o apartamento de Lula. Outros dois estão em nome de Freud Godoy (133-A), ex-assessor especial da Presidência da República no governo do PT, e de Sueli Falsoni Cavalcante (43-A), funcionária da construtora. O apartamento de Sueli seria da mulher do Vaccari. Será que tudo isso, os nomes, as empresas envolvidas nesse edifício, no mensalão e petrolão, trata-se de mera coincidência, do acaso do destino?
    Mas a tropa de choque do governo, os Ministros Jaques Wagner e José Eduardo Cardoso já saíram em defesa do chefão Lula. Se eles sabem da inocência, conhecem a fundo a situação, seria mais fácil provar ao invés de está repetindo o discurso da inocência insistentemente na mídia. Prova e pronto, coloca um ponto final no assunto. Porque não fazem isso?

    • Fátima disse:

      "Simples assim", Incrédulo. Mas, mais fácil é esbravejar; acusar a mídia sensacionalista; a elite que ainda não engoliu o fato de um simples operário (que, aqui pra nós, sempre gostou do ócio lucrativo) haver conquistado o mais alto posto/cargo da república. O pior, sem qualquer senso crítico, várias pessoas usam esse discurso. Papagaio fala, mas não pensa. Existem pessoas-papagaio.

    • Jadson disse:

      kkkk Fátima, gostei muito do " Papagaio fala, mas não pensa. Existem pessoas-papagaio.". Vou aprender essa pra minha vida! Obrigado por essa sabedoria.

    • Brasil, meu país disse:

      Na 22a fase da operação vaza-jato conseguiram achar aparentemente um ap (triplex) que seria supostamente do Melhor presidente do país de todos os tempos.
      Nossa! Fico impressionado com esse absurdo! Um ex presidente dono de um triplex! Quem já se viu isso!
      Fico me perguntando como um professor universitário tem um ap em Paris. Pena que o pessoal do Vaza-jato nao se interessa por isso, pois o Dono do ap nao é o principal nome na disputa de 2018 nem é do PT.
      A ignorância é mãe de todos os males!

  5. JOAO MARIA disse:

    REPUDIO, NEGO VEEMENTEMENTE, DESCONHEÇO AS ACUSAÇÕES, ESTOU COLABORANDO COM A JUSTIÇA ETC.ETC.ETC, ISTO JÁ ESTAR PARECENDO UM DISCO ARANHADO, ESTAMOS CANSADOS DE OUVIR ISTO JÁ FAZEM 13 ANOS

Cardozo nega investigação sobre Lula e fala em “especulações indevidas”

Brasília - O futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante anuuncio do novo diretor Geral da PF, Leandro Daiello Coimbra
Foto: Leandro Daiello Coimbra

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou hoje (27) de “especulações absolutamente indevidas” notícias veiculadas pela imprensa segundo as quais a nova fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, está se aproximando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao participar do lançamento de uma força-tarefa para combater desvios de merenda e transporte escolar no Ministério da Educação, Cardozo foi questionado sobre o possível envolvimento do ex-presidente na chamada Operação Triplo X, mas disse que a ação está sob sigilo e que não poderia fazer nenhum comentário.

“Apenas posso dizer [falar sobre] as situações que já são públicas. Recentemente, o juiz Sérgio Moro disse que o presidente Lula não é investigado na Operação Lava Jato, e eu não recebi nenhuma informação, mesmo aquelas veiculadas pela imprensa, de que tenha sido praticado qualquer ato investigativo em relação à pessoa do presidente Lula”, afirmou o ministro. Moro é o responsável pelos inquéritos da Lava Jato.

“Isso está absolutamente claro, pelas manifestações do próprio Judiciário e daquelas que decorrem das próprias investigações. O presidente Lula não está sendo investigado, nem me parece que, na operação de hoje, tenha sido determinada qualquer medida investigativa em relação à figura do presidente. Portanto, quaisquer outras situações que possam estar sendo colocados ou veiculadas são especulações absolutamente indevidas”, acrescentou.

Também nesta tarde, a presidenta Dilma Rousseff classificou de “insinuação” a avaliação de que a nova fase da Operação Lava Jato está se aproximando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nova fase da Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira, investiga lavagem de dinheiro com a compra de empreendimentos imobiliários em Guarujá, no litoral paulista. Três pessoas foram presas. A Polícia Federal apura se imóveis que transferidos pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) para a empreiteira OAS foram usados como repasse de propina.

O ministro foi perguntado também sobre carta aberta publicada por mais de 100 advogados, em diversos jornais do país, criticando a Operação Lava Jato. No inicio da carta, os advogados destacam que a operação ocupa lugar de destaque na história do país “no plano do desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados”.

“É absolutamente legítimo que qualquer pessoa se expresse em relação a qualquer situação.” Cardozo disse que, como ministro não cabe a ele se posicionar quanto ao conteúdo da carta dos advogados. Ele afirmou que qualquer investigação deve ser imparcial, contundente e rigorosamente dentro da lei. “Se alguém acha que a lei está sendo desrespeitada, tem o legítimo direito de se posicionar, assim como aqueles que acham que a lei está sendo respeitada.”

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Val Lima disse:

    Imagine se estivesse…rsrsrs

  2. Julio Rocha disse:

    Acho que no Guarijá o Procurador não encontrará nada. Mas se procurar no Leblon…

Defesa de Dirceu quer adiar depoimento na Operação Lava Jato

José DirceuA defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pediu ao juiz federal Sergio Moro adiamento do depoimento previsto para sexta-feira (29). Os advogados querem que a oitiva seja suspensa até que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque finalize as negociações sobre o acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que comanda as investigações da Operação Lava Jato.

Na petição, a defesa afirmou que José Dirceu não vai ficar calado durante o depoimento e que vai esclarecer todos os fatos imputados a ele. No entanto, os advogados argumentaram que a fase de oitivas terminará na sexta-feira e, dessa forma, o depoimento deve ser feito após Dirceu tomar conhecimento prévio de todos os fatos imputados a ele, inclusive por delatores.

“Assim, caso o acordo entre Renato Duque e o Ministério Público Federal seja efetivamente firmado e, de alguma forma, trate de fatos que são objeto desta ação penal, haverá nítida causa de inversão processual, que macula o feito de nulidade insanável”, justificam os advogados.

José Dirceu e mais 15 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A acusação contra o ex-ministro e os demais denunciados se baseou nas afirmações do empresário Milton Pascowitch, em depoimento de delação premiada. O delator disse que fez pagamentos em favor de Dirceu e Fernando Moura, empresário ligado ao ex-ministro. Segundo o MPF, os valores são decorrentes de contratos da empreiteira Engevix e a Petrobras.

Por determinação do juiz Sérgio Moro, Dirceu está preso preventivamente desde agosto do ano passado em um presídio em Curitiba. A defesa do ex-ministro afirma que a denúncia é inepta, por falta de provas. De acordo com os advogados, a acusação foi formada apenas com declarações de investigados que firmaram acordos de delação premiada.

Fonte: Agência Brasil.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. SURPRESO disse:

    Fazem eles, muito bem!

  2. Julio Rocha disse:

    Só os cegos não percebem que Moro, MP e PF só querem “pegar o Lula”.

Lula afirma a aliados que é o alvo político da Operação Lava Jato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (24), que a prisão de seu amigo José Carlos Bumlai só comprova que ele é o alvo político de responsáveis pela Operação Lava Jato.

“Ele sabe o que querem com isso”, admitiu o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Okamotto diz que “não há como negar que Bumlai tinha intimidade com o ex-presidente”.

“Ele participava de festas, fez visitas ao instituto. Mas não sei se era amigo [de Lula]. O que é ser amigo na sua opinião?”, argumenta Okamotto, dizendo que Lula não avalia a prisão como “um cerco”, mas como uma “chateação”.

Ainda segundo aliados com quem o ex-presidente conversou, Lula reclama do que, na sua opinião, seria uma condução “espetaculosa” da investigação e “sabe que querem atingi-lo politicamente”. Suas críticas são também ao juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato.

Mais dois colaboradores usaram a expressão “chateado” para descrever o estado de espírito do ex-presidente. Segundo seus aliados, Lula avalia que o “estrago” à sua imagem será irreversível, ainda que as investigações concluam sem apresentar qualquer prova de sua participação em desvios.

“É como as operações da polícia no Rio de Janeiro. Fazem cem vítimas para atingir um criminoso. Será esse o método correto?”, pergunta Okamotto.

SEM AVAL

De acordo com relato de aliados, Lula voltou a reclamar de Bumlai e tem repetido : “Se ele fez alguma coisa, não foi com meu aval”.

Embora reconheça que o amigo possa ter se valido dessa intimidade em benefício próprio, Lula se queixou da forma com que a prisão foi executada, sempre com exposição na imprensa.

Nas suas conversas, ele cita outros exemplos do que seriam exageros, como uma busca e apreensão na casa de seu filho, Luiz Cláudio, às 23h.

Integrantes da direção do Instituto Lula afirmam que, seguindo orientação de Lula, preferem acompanhar os desdobramentos do caso antes de se manifestar.

Folha Press

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Val Lima disse:

    Okammoto fica quieto "companheiro"….vai lá q a PF resolve investigar sua passagem pelo Sebrae de 2005/2010….qd exerceu a Pte indicado pelo amigo Lula….

  2. Morramed disse:

    Vai virar filme no dia em que isso acontecer "A prisão do Molusco"

  3. Val Lima disse:

    Cuidado "companheiro" Lula,vc disse q a crise era uma marola e virou um tsunami….agora a "chateação" do Juiz Moro pode virar PRISÃO……

  4. Flávio Rezende disse:

    Dna kkk

  5. Flávio Rezende disse:

    O dia está. Perdão

  6. Flávio Rezende disse:

    Só resta a Lula agora latir. Os malfeitos já foram feitos e o dna dos crimes estão em vários personagens. Ele será o último .fechando o processo com maestria.
    Dilma demora mais, mas será alcançada tb.

  7. Morramed disse:

    Pra eles pimenta nos olhos dos outros e refresco mas quando e no deles ai não pode ta errado e golpe, só a intervenção militar pra acabar com isso ai

  8. Jirge disse:

    Uma vergonha para o nosso país ,faço 50 anos em Dezembro e nunca duvidei deste molusco ,dissimulado ,estrategista ,enfim tudo oque medo presta em uma pessoa ,iludido é o povo da classe C e D que acredita neste cidadão

  9. Fora PT disse:

    Muito bom "aprontar", ficar milionário de modo para lá de suspeito e depois não querer ser investigado!!! Espero q a polícia ache os ilícitos q tanto procura!!

FOTO: PF apreende quase 500 relógios de luxo em nova etapa da operação Lava Jato

5fev2015---a-policia-federal-apresentou-o-balanco-parcial-da-nona-fase-da-operacao-lava-jato-ate-o-momento-foram-apreendidos-quase-500-relogios-de-luxo-1423165475083_615x300A Polícia Federal informou que apreendeu quase 500 relógios de luxo, além de documentos e uma grande quantia de dinheiro, em cédulas de real, euros e dólar, na nona etapa da operação Lava Jato, segundo balanço parcial divulgado na tarde desta quinta-feira (5). A PF informou que os relógios foram apreendidos em Santa Catarina, onde há empresas investigadas nessa nova fase da operação. Também foi apreendida pela PF uma coleção de canetas importadas.

Os agentes da PF cumpriram 18 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para dar depoimento e é liberada, e 40 de busca e apreensão em São Paulo, no Rio, na Bahia e em Santa Catarina.

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi levado para prestar depoimento na Superintendência da PF em São Paulo e foi liberado. De acordo com o depoimento de Pedro José Barusco Filho, o PT teria recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013 de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras, como o da refinaria Abreu e Lima, em construção em Pernambuco. Barusco é ex-gerente de engenharia da estatal e realizou delação premiada. A operação de hoje baseou nas informações passadas por ele.

Foram presos Gilson João Pereira, sócio da Arxo, e Sérgio Ambrósio Maçanerro, diretor financeiro da empresa. Os dois estavam em Itajaí (SC) e são suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Um outro sócio da Arxo também tem a prisão temporária decretada, mas que não foi cumprida porque está voltando do exterior. A expectativa da Polícia Federal é que ele se entregue assim que desembarcar no Brasil.

Há ainda um mandado de prisão preventiva no Rio de Janeiro que não foi cumprido. O nome da pessoa procurada não foi divulgado pela PF.

A PF ainda não divulgou o total de dinheiro apreendido, pois não finalizou sua contagem. Os documentos e objetos apreendidos na operação de hoje serão enviados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. As pessoas presas também serão levadas para lá.

Participaram da operação cerca de 200 policiais federais e 25 servidores da Receita Federal.

Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de fraude a licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

UOL

Henrique Alves deverá ficar de fora da operação lava-jato por faltas de provas

Por interino

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), favorito na disputa pela presidência da Câmara no próximo dia 1º, é um dos citados na Operação Lava Jato da Polícia Federal e terá uma investigação a seu respeito pedida pelo Ministério Público Federal ao STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com investigadores que atuam no caso, ele é suspeito de ter recebido dinheiro do esquema por meio do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o “Careca”, que atuaria como um dos funcionários do doleiro Alberto Youssef.

O doleiro triangulava as operações investigadas envolvendo funcionários da Petrobras, empreiteiras contratadas pela estatal e políticos.

Cunha sempre negou ter qualquer envolvimento com o esquema apurado pela PF.

Segundo a Folha apurou, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve pedir a abertura de inquéritos e apresentar denúncias contra os envolvidos no esquema que têm foro privilegiado na primeira semana de fevereiro, quando forem reabertos os trabalhos do Supremo.

Denúncias serão apresentadas contra os que o Ministério Público considera ter provas de participação no esquema. Já os inquéritos serão abertos contra aqueles que têm contra si somente indícios de participação em transações criminosas –Cunha está neste segundo grupo, segundo a Folha apurou.

A partir do pedido de abertura de inquérito, caberá ao relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, aceitar ou não o início das investigações sobre Cunha e os demais suspeitos que se encaixam nesta situação. É praxe na corte, no entanto, acatar este tipo de demanda.

A aceitação do inquérito não significa culpa. Somente após as investigações e o processo no STF, os acusados serão inocentados ou condenados por eventuais crimes.

De acordo com a Polícia Federal, o “Careca” seria responsável por entregar dinheiro em espécie a pessoas indicadas pelo doleiro Youssef.

Ele também teria se aproveitado da condição de policial federal para facilitar o embarque e desembarque de outros funcionários do doleiro em aeroportos.

O policial chegou a ser preso na sétima fase da Operação Lava Jato, mas foi solto alguns dias depois.

O juiz responsável pelo caso na Justiça Federal do Paraná, Sergio Moro, porém, o manteve afastado da PF até o final da apuração. O policial chegou a ofertar uma delação premiada, mas ela não foi aceita inicialmente.

15006572HENRIQUE ALVES FORA

Investigadores que atuam na Lava Jato também entendem que o atual presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deverá se livrar das investigações do caso em fevereiro.

Conforme a Folha apurou, são considerados fracos os indícios contra Alves, contra quem não deve haver nem um pedido de abertura de inquérito para analisar suposta ligação com o esquema de desvio de recursos da Petrobras e lavagem de dinheiro.

Sem investigação, ele terá o caminho aberto para assumir um ministério no governo de Dilma Rousseff, provavelmente a pasta do Turismo.

Deputado que não disputou a reeleição, Henrique Alves informou publicamente ter pedido aos seus correligionários que não trabalhassem para ele assumir uma cadeira na Esplanada até que ficasse claro que o peemedebista não estava entre os alvos da Operação Lava Jato.

Folha Press

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Honesto disse:

    Dois anjinhos: Henrique e Eduardo, o Cunha ou a Al Cunha?
    Um especialista em Honestidade e o outro em Turismo…
    E ainda achamos que somente elegendo um Presidente, um Governador ou um Prefeito estamos resolvendo "todos" os problemas de nossa República Democrática?
    Esqueceram do Legislativo e do Judiciário? Esqueceram da Cultura formada pela Educação familiar e escolar, fomentadora de lemas como: "O MUNDO É DOS MAIS ESPERTOS"; ou "É CADA UM POR SI"; "FAÇA O QUE DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE FAÇO"; e ainda, "O IMPORTANTE É LEVAR VANTAGEM SEMPRE".
    Quem realmente quer MUDAR O MUNDO?

Para tesoureiro do PT, João Vaccari, operação Lava Jato atrapalha festa da posse de Dilma

Reunido com o PT nesta sexta-feira (12), o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, disse que o clima provocado pela Operação Lava Jato prejudica a organização da festa de posse da presidente Dilma Rousseff, marcada para o dia 1º de janeiro.

Vaccari lembrou que a presidente deseja uma grande festa em Brasília, mas que as dúvidas acumuladas na campanha prejudicam esse projeto, especialmente depois da explosão do escândalo.

Em seu discurso, o tesoureiro defendeu a adoção do financiamento público de campanha como arma contra corrupção no país.

“Enquanto houver financiamento privado, vou ter que procurar empresários”, disse, acrescentando que isso não configura irregularidade –ressaltando, também, que não esteve envolvido com irregularidades.

Ao falar para integrantes do partido, Vaccari negou pela segunda vez ter envolvimento no esquema de desvio de recursos da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras. Segundo ele, as investigações comprovarão sua inocência.

A fala aconteceu em uma reunião da chapa majoritária do PT em São Paulo.

O tesoureiro havia feito discurso semelhante em encontro da sigla no último dia 28, quando afirmou que “nunca fez nada de errado”.

DÍVIDA EM SÃO PAULO

Pouco após o discurso de Vaccari, feito aos integrantes do partido, o coordenador da campanha de Dilma Edinho Silva disse que as investigações da Operação Lava Jato “atrapalharam” a arrecadação da campanha do PT ao governo de São Paulo.

Ele calcula entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões a dívida do candidato do PT nas eleições paulistas, Alexandre Padilha. O coordenador sustenta que o partido colabore para pagar o montante.

Padilha foi o candidato a governador que registrou o maior déficit nas contas de campanha do país.

Vaccari discorda. O tesoureiro acha que o fato de o partido ter assinado um termo de assunção é uma formalidade. “O responsável pelas contas da campanha é o candidato.” Ele defende que o partido, pelo menos, colabore com essa dívida.

Folha Press

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. charles disse:

    O melhor e toda essa bandidagem na cadeia. Cambada de safados e sem vergonhas.

  2. Thomas disse:

    Tadinho, que coisa horrível não, para o PT seria muito melhor cancelar a desnecessária operação lava jato.
    Pergunto: Para os brasileiros trabalhadores, honestos, respeitados, que cumprem a lei, que não gostam de corrupção, que querem um país livre e sem políticos desonestos, o que é melhor?

PF apreende documentos com plano para anular a Operação Lava-Jato

A Polícia Federal apreendeu na residência do presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, seis páginas de anotações manuscritas com estratégias das empreiteiras para anular a Operação Lava-Jato. Nas anotações constam metas de um “Projeto Tojal” ao custo total de R$ 3,5 milhões. Entre os pontos mencionados estavam trechos como “trazer a investigação para o STF”, “estudar o acordo”, “fragilizar” ou “eliminar” as colaborações premiadas firmadas e “campanha na imprensa para mudar a opinião pública” .

As informações fazem parte da denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra Ricardo Pessoa e dirigentes da empreiteira Camargo Corrêa, que estão entre as 36 pessoas acusadas na primeira remessa de denúncias dos crimes envolvendo a Petrobras que foram encaminhadas à Justiça Federal do Paraná. O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal, decidirá sobre as denúncias. Se aceitá-las, os denunciados passam a ser réus.

De acordo com o MPF, na casa de Pessoa havia também documentos de transferência de dinheiro para a offshore RFY Import e Export, uma das offshores usadas pelo doleiro Alberto Youssef.

Em depoimento à Polícia Federal, Pessoa admitiu que pagou R$ 2,4 milhões em dois contratos de consultoria à empresa D3TM, que pertence ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. A PF suspeita que esses contratos eram mais um dos que serviam para dar aparência de legitimidade ao recebimento de propina, como os já encontrados e firmados entre empreiteiras e quatro empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef. A D3TM ainda e Duque ainda estão sob investigação.

Os procuradores afirmam que Pessoa era o líder do cartel das empreiteiras. Era ele quem passava mensagens ou ligava para os demais dirigentes de empreiteiras para marcar e combinar as reuniões, que aconteciam no escritório da UTC – a maioria delas no Rio de Janeiro.

ENTENDA A LAVA-JATO

A Operação Lava-Jato foi deflagrada em 17 de março pela Polícia Federal (PF) para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Na época, foram presas 24 pessoas, entre elas o doleiro Alberto Youssef. Os detidos foram acusados de participar de uma organização criminosa que tinha o objetivo de lavar R$ 10 bilhões oriundos de desvio de dinheiro público, tráfico de drogas e contrabando de pedras preciosas.

A operação foi consequência da prisão do empresário André Santos, em dezembro de 2013, com US$ 289 mil e R$ 13.950 escondido nas meias. Santos é réu em ação na qual é acusado de fazer parte do braço financeiro de uma quadrilha de libaneses especializada em contrabandear produtos do Paraguai, operando um esquema de lavagem.

Empreiteiras suspeitas de abastecer o esquema de Youssef e do ex-diretor da Petrobras declararam à Receita Federal os pagamentos feitos a empresas dos dois principais acusados na Operação Lava-Jato. Documentos comprovaram repasses efetivos de recursos às empresas do doleiro e do ex-diretor, como consta nas declarações de retenção de impostos das próprias empreiteiras. Entre as depositantes estão as construtoras OAS, Mendes Júnior e Camargo Corrêa, apontadas pela contadora do doleiro Meire Bonfim Poza como integrantes do esquema.

O escândalo do doleiro Youssef respingou ainda sobre o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP) e levou André Vargas a se desfiliar do partido para manter o mandato de deputado federal. Vargas é suspeito de fazer parte de um esquema de tráfico de influência e lobby em favor de Youssef junto ao Ministério da Saúde. Vargas usou um jato providenciado pelo doleiro para fazer uma viagem familiar e teria se beneficiado de uma série de outros favores.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cristina Fagundes disse:

    Gente onde esse país via chegar, onde estamos metidos?
    A polícia Federal não levantou hipótese, não foi um ou outro que disse ter conhecimento para a turma do PT ir se colocar como vítima de difamação.
    Trata-se de mais uma prova, um documento.
    Até quando essa falácia irresponsável de vitimização, inocentes, que não sabiam de nada vai prevalecer sobre a ordem, a lei, as provas, os fatos?
    É no mínimo vergonhoso passarmos por um período de tanta fragilidade a democracia e enaltação aos corruptos.