PF faz buscas em endereços ligados ao ex-governador de MG, Fernando Pimentel (PT), em operação contra crimes eleitorais e lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta segunda-feira (12), a Operação Monograma contra crimes eleitorais e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT).

De acordo com a PF, a operação é um desdobramento da Operação Acrônimo. A corporação suspeita de delitos eleitorais, em que empresas de consultoria teriam simulado a prestação de serviços para o recebimento de vantagens ilícitas em montante superior a R$ 3 milhões.

Ainda segundo a Polícia Federal, as provas corroboradas por colaboração premiada do empresário Benedito Rodrigues, conhecido como Bené, apontam que os valores recebidos vieram de atuação do ex-governador em favor de uma empresa do Uruguai.

De acordo com o advogado de Pimentel, Carlos Eugênio Pacelli, a ação causa estranhamento, uma vez que a Operação Acrônimo “já adotou todas as medidas possíveis” e se refere a fatos de 2014.

“Estamos contribuindo, colocando tudo à disposição, apesar do excesso que carateriza essa busca e apreensão”, alegou a defesa.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Trocadilho à parte, esse Pimentel era no PT "pau para toda obra". Cuida até higienização das cuecas de Kirida, tal era seu envolvimento com a cúpula do valhacouto petralha.

  2. Ivan disse:

    Mais um da quadrilha…tchau querido!!!kkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. CURITIBA JÁ disse:

    DESTE TAL DE PT, NÃO ESCAPA UM?? SERÁ QUE TODOS SÃO BANDIDOS???, TUDO QUE É LIGADO A ROUBO, CORRUPÇÃO, TODO TIPO DE FULEIRAGEM , ESTAR SEMPRE UM VERMELHINHO ENVOLVIDO

  4. Paulo disse:

    Os tempos de fartura e descalabro políticos estão cada vez mais distantes! Feliz daquele que cresceu economicamente pelo trabalho honesto! Esse não tem com que se preocupar!

Operação conjunta da Polícia Civil e MPRN apura esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro no Seridó; movimentações suspeitas de aproximadamente R$ 35 milhões entre 2014 e 2018

Foto: Divulgação

Com o apoio do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e da Polícia Militar, a Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (8) a operação Crime e Castigo, que visa desbaratar um esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro na cidade de Carnaúba dos Dantas, na região do Seridó potiguar.

A investigação teve início após a Polícia Civil receber diversos relatórios, reportando movimentações suspeitas de aproximadamente R$ 35 milhões entre os anos de 2014 e 2018.

Na manhã desta quinta, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Acari contra os dois suspeitos de encabeçar o esquema criminoso e outras sete pessoas, além de uma empresa, suspeitas da atuarem como laranjas para lavagem do dinheiro.

Além das buscas, o Poder Judiciário determinou ainda o sequestro dos bens dos suspeitos, com o bloqueio de todas as suas contas bancárias.

Participaram da operação cinco delegados de Polícia, 15 policiais civis, 20 policiais militares, três promotores de Justiça e três servidores do MPRN.

As investigações terão continuidade na Delegacia de Polícia Civil de Acari, encarregada do caso. A agiotagem (empréstimo de dinheiro a juros) é crime, com pena de até 2 anos de prisão. Já a lavagem de dinheiro pode render até 10 anos de reclusão aos envolvidos.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. nasto disse:

    Toda cidade com mais de 20 mil habitantes com certeza tem essa prática. É muita gente ganhando dinheiro dos mais pobres. O próprio BB coloca aquele povo oferecendo empréstimo ao povo , principalmente os aposentados. Aquilo é uma sacanagem .

  2. PAULO disse:

    Pode não parecer grave, mas esse tipo de crime torna todos velhinhos da cidade reféns desse tipo de gente.

  3. Cidadão Indignado disse:

    Investiguem a cidade do planeta mercúrio, Caicó! Aí vocês verão o que é agiotagem e lavagem de dinheiro pesados.

  4. Irany Gomes disse:

    Imagine a agiotagem dos tubarões aqui de Natal, deve ter com certeza muita gente graúda… $$$$

Apreensões de recursos provenientes do crime organizado e da lavagem de dinheiro do tráfico de drogas neste ano já ultrapassam o ano passado, e Moro cumprimenta PF

Sergio Moro foi ao Twitter nesta segunda-feira para cumprimentar a Polícia Federal, que atualizou os dados sobre apreensões de recursos provenientes do crime organizado e da lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Segundo a PF, os valores dos bens apreendidos de janeiro a julho de 2019 já ultrapassam as apreensões feitas durante todo o ano passado.

Em 2018, foram apreendidos R$ 451 milhões. Em 2019, esse valor já passa dos R$ 548 milhões.

“Estratégia universal, prisão dos membros do grupo, isolamento dos líderes, sequestro e confisco do patrimônio do crime. O crime não pode compensar”, tuitou Moro.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jv disse:

    Sou fã incondicional de Sérgio Moro. O Brasil tem uma dívida grande com ele.

  2. Tata disse:

    MORO, MEU FUTURO PRESIDENTE!!!

  3. Ems disse:

    É por isso que a "esquerdalha" não gosta do Moro !

MPF de São Paulo denuncia Temer e filha por lavagem de dinheiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo ofereceu nesta terça-feira (2) denúncia à Justiça contra o ex-presidente Michel Temer (MDB) e uma filha dele, Maristela Temer, pelo crime de lavagem de dinheiro, agravado por ser praticado por associação criminosa. A ação ficará na 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

João Batista Lima Filho, o Coronel Lima, e a mulher dele, Maria Rita Fratezi, são acusados pelos mesmos crimes. A força-tarefa da Lava Jato afirma que a reforma da casa da Maristela Temer foi financiada com dinheiro desviado das obras da usina nuclear de Angra 3.

A denúncia é desdobramento do chamado inquérito dos portos, que investigou se o então presidente da República Michel Temer tinha favorecido empresas do setor portuário com a edição de um decreto.

Ela ocorre 12 dias após o ex-presidente ser preso pela Lava Jato do Rio. Ele foi solto no dia 25 de março após decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

O caso estava no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi remetido para São Paulo em janeiro, quando Temer deixou a Presidência e perdeu o foro privilegiado.

A casa de Maristela Temer tem 350 m² e fica no Alto de Pinheiros, um dos bairros mais valorizados da capital paulista. Em 2014, o imóvel passou por uma grande reforma.

Casa de filha de Michel Temer — Foto: Reprodução/JN

A reportagem procurou o criminalista Eduardo Carnelós, que defende Michel Temer, e aguarda retorno.

Em nota, o advogado Fernando Castelo Branco, que defende Maristela Temer, disse que “ainda não teve acesso ao teor da acusação, mas tem absoluta confiança de que será demonstrada a sua inocência”.

Os advogados Cristiano Benzota e Mauricio Leite, que defendem o coronel Lima e a mulher dele, Maria Rita Fratezi, informaram que ainda não foram notificados da denúncia. Ao G1, Benzota afirmou ver como “precipitada” a ação do MPF paulista, visto que os autos de desdobramento da investigação do inquérito dos Portos ficaram por mais de 40 dias com a Procuradoria-Geral da República em 2018, que os remeteu para que fossem instaurados inquéritos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

“Se a própria PGR assim entendeu, significa que, após extensa avaliação, ainda não havia provas da existência de crimes e se fazia necessária a continuidade da investigação. Estes procedimentos chegaram recentemente à Justiça Federal e sequer houve a referida continuidade das investigações”, disse Benzota.

Reforma

Durante a Operação Patmos, ocorrida em maio de 2017, a Polícia Federal (PF) encontrou planilhas, notas fiscais e documentos que indicam que o coronel Lima e a mulher dele cuidaram pessoalmente da reforma.

Durante meses, o delegado da PF Cleyber Malta Lopes ouviu prestadores de serviço e fornecedores de materiais para a obra. Eles afirmaram que os pagamentos eram feitos por Maria Rita Fratezi em dinheiro vivo, no canteiro de obra ou no caixa da Argeplan, a empresa de engenharia e arquitetura do coronel Lima.

Maristela Temer prestou depoimento para a polícia e negou que o pai tenha financiado a obra. Disse que era a responsável pela reforma e que teve ajuda financeira da mãe e que também fez um empréstimo bancário.

A PF avalia que a reforma custou pouco mais de R$ 1,6 milhão e é apontada como uma das principais provas do crime de lavagem de dinheiro praticado pelo ex-presidente.

Coronel Lima e sua mulher, Maria Rita Fratezi — Foto: TV Globo/Reprodução

G1

 

PF prende homem em shopping em Natal acusado de falsificação de documentos e lavagem de dinheiro

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal prendeu nessa segunda-feira(01), em um shopping de Natal, um homem com idade presumida de 28 anos, acusado de apresentar documentação falsa quando realizava um depósito no valor de R$ 20 mil em uma agência da Caixa Econômica Federal. Como a transação excede o limite permitido por lei e, obrigatoriamente, teria que ser feita mediante “depósito identificado”, o funcionário da CEF solicitou os documentos pessoais do acusado que, ao serem analisados, despertou suspeita de falsificação, motivando o acionamento da PF até o local.

Com a chegada da equipe, os policiais checaram junto aos órgãos oficiais e confirmaram que eram falsas as informações inseridas nas carteiras de identidade e de habilitação apresentadas pelo suspeito, o qual recebeu voz de prisão e foi conduzido para autuação na Superintendência da Polícia Federal.

Durante o seu interrogatório, o homem se negou a revelar o seu nome verdadeiro, bem como a filiação, e respondeu de maneira evasiva aos vários questionamentos que lhe foram dirigidos. Com ele, foram ainda apreendidos R$ 4.345 reais, U$ 65 dólares, cartões e recibos de depósitos bancários. A quantia que ele depositava no momento da prisão ficou retida pela Caixa Econômica Federal.

Indiciado pelos crimes de falsificação de documento público e lavagem de dinheiro, o suspeito teve colhida as suas impressões digitais e em seguida foi encaminhado para exame de corpo de delito no ITEP.

Ele permanece sob custódia na sede da PF, ainda sem identificação, à disposição da Justiça.

Mantida prisão e sentença aplicada a ex-tabelião na Grande Natal preso por lavagem de dinheiro

Os desembargadores da Câmara Criminal do TJRN negaram, por maioria, o pedido feito por meio de Habeas Corpus, movido pela defesa de Gustavo Eugênio Costa de Souza, denunciado por ocultação de valores provenientes de atividades ilícitas através de uma suposta empresa de “fachada”, enquanto exercia a função de Tabelião Substituto do Cartório de Registro de Pessoas Naturais e Registros de Imóveis de Extremoz. A decisão teve como relator o desembargador Gilson Barbosa, presidente do órgão julgador.

Segundo a denúncia do Ministério Público, recebida em primeira instância e que resultou em sua condenação, o ex-tabelião se utilizou, em período um pouco mais remoto, bem como também em período relativamente recente, entre agosto de 2017 a abril de 2018, de sua função pública de tabelião substituto para a prática de crimes contra a administração, lavagem de dinheiro e outros, “lesionando os cofres públicos e colocando em xeque a fé pública”.

De acordo com a decisão do órgão julgador, a decretação da prisão preventiva é medida proporcional, pois o risco em relação à conveniência da instrução criminal e a garantia da ordem pública não é contido por outras medidas cautelares diversas da prisão, que se revelam insuficientes e inadequadas para resguardar a sociedade e assegurar a efetividade da presente persecução penal.

“Portanto, independente da suposta ocultação de valores provenientes de atividades ilícitas conformar o próprio tipo penal da lavagem de capitais (artigo 1º, da Lei nº 9.613/98), havendo elementos suficientes para se inferir sem dificuldades a materialidade dos crimes imputados ao paciente”, ressalta o voto.

Gravidade do delito

O julgamento ainda acrescentou que permanece, como fundamento da prisão preventiva, o requisito da garantia à ordem pública, em virtude da gravidade concreta do delito evidenciado em razão das circunstâncias do caso concreto e do chamado “modus operandi” empregado pelo denunciado, posteriormente preso, como bem destacou o juízo inicial na decisão que decretou a preventiva e o desembargador Glauber Rêgo no voto proferido em habeas corpus anterior de nº 0805389-71.2018.8.20.0000, o qual acrescentou a “periculosidade social do acusado”.

“Logo, conclui-se que persiste o fundamento da prisão cautelar no que concerne à necessidade da garantia da ordem pública, encontrando-se fundamentada de forma idônea em elementos concretos que indicam a real necessidade de sua manutenção”, acrescenta.

Para tanto, segundo o desembargador relator, destaca-se que, como evidenciado pelo MP, o ex-tabelião cometeu os delitos imputados enquanto ocupava a função de Tabelião Substituto do Cartório de Registro de Pessoas Naturais e Registros de Imóveis de Extremoz. Momento em que possuía fé pública, o qual deveria “zelar pelo cuidado com o registro notarial de pessoas e imóveis, assim como o resguardo de valores derivados do pagamento de custas e emolumentos pela população que buscava os serviços daquela serventia, contudo, assim não procedeu”, complementa a decisão.

A Câmara também não acatou o pedido de substituição da prisão preventiva por quaisquer das medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal, também não prospera, uma vez que a presença dos requisitos autorizadores da custódia provisória inviabiliza a aplicação daquelas, inclusive, por serem inadequadas e insuficientes à prevenção de delitos.

Habeas Corpus nº 0800698-77.2019.8.20.0000
TJRN

 

Temer é denunciado por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

Moreira Franco e Michel Temer foram denunciados pelo MPF. Foto: Ueslei Marcelino-04.abr.2018/Reuters

O Ministério Público Federal, no Rio, denunciou criminalmente o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) e outros investigados por supostos desvios milionários nas obras da usina nuclear de Angra 3. Temer e Moreira são alvo da Operação Descontaminação – desdobramento da Lava Jato.

A Procuradoria da República apresentou duas acusações formais contra Michel Temer. Uma por corrupção e lavagem de dinheiro e outra por peculato e lavagem de dinheiro.

As denúncias serão analisadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, que mandou prender Michel Temer, Moreira Franco e outros oito alvos da Descontaminação. Se o magistrado aceitar as acusações, o ex-presidente responderá a ações perante a Justiça Federal fluminense.

Temer foi preso no dia 21 quando saía de casa em São Paulo. O ex-presidente passou quatro dias recolhido na Superintendência da Polícia Federal do Rio em uma sala de 46m². Na segunda, 25, o desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) mandou soltar o emedebista e outros sete alvos da Descontaminação.

Nessa quinta, 28, Temer tornou-se réu em ação criminal pela primeira vez por decisão do juiz Rodrigo Parente Paiva, da 15ª Vara Federal de Brasília. Neste caso, o ex-presidente é acusado por corrupção por causa da mala de R$ 500 mil.

Em abril de 2017, o então assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures foi filmado em ação controlada da Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil do executivo da J&F, Ricardo Saud. Ele foi um dos alvos da Operação Patmos, deflagrada em maio daquele ano, com base na delação de executivos da holding.

Segundo a denúncia oferecida em 2017 pelo então procurador-geral Rodrigo Janot, e ratificada pelo procurador da República Carlos Henrique Martins Lima, os pagamentos poderiam chegar ao patamar de R$ 38 milhões ao longo de 9 meses. Com o fim do foro privilegiado de Temer, o processo foi remetido à primeira instância e tramita na 15ª Vara Federal.

A reportagem está tentando localizar as defesas dos denunciados. O espaço está aberto para manifestação.

Fausto Macedo – Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chico disse:

    E a tese do gopi? Kkkkkkkkk

Ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), vira réu por lavagem de dinheiro e tráfico de influência

Reprodução / RecordTV Minas

A Justiça Eleitoral de Belo Horizonte aceitou a denúncia de tráfico de influência e lavagem de dinheiro contra o ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

Com a decisão da juíza Luzia Divina de Paula Peixôto, o petista se torna réu na ação.

Segundo o Ministério Público, a suspeita é de que o dinheiro obtido por meio das ações fraudulentas tenha sido usado na campanha ao Governo do Estado, em 2014.

Os crimes teriam ocorrido quando Pimentel era ministro de Estado do Desenvolvimento Indústria e Comércio, no Governo Dilma Rousseff. A ação corria no STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas foi enviada à primeira instância no ano passado.

A reportagem tenta contato com a defesa do ex-governador.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. #Lula na cadeia disse:

    Está faltando prender a jumenta , aquela que queria engafar vento

PF e CGU deflagram Operação Tiro, de combate a desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no RN; ex-prefeito de Touros e empresa Artmed entre alvos

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 28/03, em Natal e Parnamirim/RN, a Operação Tiro, destinada a apurar desvio de recursos públicos, dispensa indevida de licitação e lavagem de dinheiro, cujos atos teriam ocorrido no ano de 2016, no município de Touros, localizado a 85 km da capital. Ex-prefeito Nei Leite foi alvo de busca e apreensão.

Na ação estão sendo utilizados 40 policiais federais e 7 servidores da Controladoria-Geral da União e cumpridos 7 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva, expedidos pela 15ª Vara da Justiça Federal/RN.

Os fatos remontam há três anos quando a Prefeitura de Touros recebeu verba de emenda parlamentar no valor aproximado de R$ 270 mil destinada à aquisição de medicamentos, tendo sido, em sequência, sem prévia licitação, celebrado contrato com a empresa ora investigada. Ressalte-se que, a despeito do pagamento realizado em favor dessa pessoa jurídica, não há registros da efetiva entrega dos medicamentos. O mandado de prisão foi destinado para o dono da empresa Artmed.

Afastado o sigilo bancário da empresa sob suspeita, as investigações, tomando por base a análise de dados, apontaram que no dia seguinte ao crédito do valor da emenda parlamentar, a prefeitura repassou à empresa investigada cerca de R$ 195 mil e, dias depois, novos repasses ocorreram em favor da mesma empresa, desta feita, em valores que somados alcançaram mais R$ 61 mil, sendo que o rastreamento das operações bancárias tornou possível identificar um dos beneficiários da verba pública desviada.

As diligências realizadas no dia de hoje tem por finalidade reunir provas dos delitos sob investigação, identificar todos os participantes do esquema criminoso e apontar os beneficiários dos valores desviados. É missão da PF combater tais desvios de recursos públicos.

Não haverá entrevista coletiva.

MPRN denuncia deputado estadual Ricardo Motta por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato

Denúncias contra Ricardo Motta são desdobramentos da operação Candeeiro e são corroboradas por acordos de colaboração premiada e de leniência. MPRN pede sequestro de bens de parlamentar

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou o deputado estadual Ricardo Motta pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato. Ao todo, foram oferecidas quatro denúncias contra Ricardo José Meireles da Motta, todas desdobramentos da operação Candeeiro, deflagrada pelo MPRN em 2 de setembro de 2015. As denúncias são assinadas pelo procurador-geral de Justiça (PGJ), Eudo Rodrigues Leite, e ainda estão sob segredo de justiça.

As denúncias são embasadas por acordos de colaboração premiada já homologados e acordo de leniência. Além disso, as denúncias são reforçadas por provas compartilhadas pelo Supremo Tribunal Federal, em decisão de outubro do ano passado. O MPRN também pediu o sequestro de bens de Ricardo Motta para ressarcir os cofres públicos.

Uma das denúncias oferecidas é reforçada por um acordo de leniência, o primeiro firmado na história do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Um acordo de leniência se configura quando uma empresa investigada admite ter participado de um esquema fraudulento e se compromete a auxiliar na investigação.

Nesse acordo firmado, a empresa se comprometeu a pagar, em decorrência das infrações e ilícitos cometidos, o valor de R$ 800 mil ao Idema a título de reparação de danos e multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa, além de relatar e comprovar como eram cometidos os crimes. Um funcionário da empresa que servia como elo de ligação no esquema também firmou acordo de colaboração premiada, comprometendo-se a devolver R$ 150 mil ao Idema. Somados, os dois acordos proporcionaram a devolução de R$ 950 mil à autarquia estadual.

Em 2016, Gutson Reinaldo foi condenado a 17 anos, um mês e 75 dias de prisão e a restituir aos cofres do Idema. Após a condenação, ele firmou acordo de delação premiada com o MPRN e o Ministério Público Federal (MPF), onde relatou como os crimes eram cometidos dentro do Idema. Na delação, Gutson afirma que o principal beneficiário dos desvios de recursos foi o deputado estadual Ricardo Motta, que, por exercer o controle político da autarquia, indicou pessoas para ocupar cargos na entidade e compor a organização criminosa.

Operação Candeeiro

Deflagrada em 2 de setembro de 2015, a operação Candeeiro buscou descortinar esquema milionário no âmbito do Idema, através do qual uma refinada associação criminosa instalada na sua Unidade Instrumental de Finanças e Contabilidade se utilizava de ofícios autorizadores de pagamento como forma de desviar recursos.

Ao todo, participam da operação 26 promotores de Justiça e cerca de 100 policiais nas cidades de Natal, Parnamirim, Santana do Matos e Mossoró, para cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, 10 mandados de condução coercitiva e 27 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 6ª vara Criminal de Natal.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Assis Porto mirim fala mansa disse:

    Um homemde bem kkkkk

Lula se torna réu por lavagem de dinheiro em negócio na Guiné Equatorial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, posam em cumprimento durante visita de Lula a Malabo, capital da Guiné, em julho de 2010 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República via AFP

A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou réu em um processo pelo crime de lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido R$ 1 milhão para intermediar discussões entre o governo de Guiné Equatorial e o grupo brasileiro ARG para a instalação da empresa no país.

A denúncia, apresentada em novembro pela Força Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, foi recebida pela Justiça Federal nesta sexta-feira (14).

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, Lula recebeu a quantia dissimulada em forma de uma doação da empresa ao Instituto Lula, entre setembro de 2011 e junho de 2012.

Quando o MPF fez a denúncia, o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, afirmou em nota que a nova denúncia “é mais um duro golpe no Estado de Direito porque subverte a lei e os fatos para fabricar uma acusação e dar continuidade a uma perseguição política sem precedentes pela via judicial” (leia mais abaixo).

Na ocasião, a assessoria de imprensa do Instituto Lula afirmou que todas as doações recebidas por ela “são legais, declaradas, registradas, pagaram os impostos devidos”. Ainda de acordo com o comunicado, as doações “foram usadas nas atividades fim do Instituto e nunca tiveram nenhum tipo de contrapartida”.

Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, condenado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção no caso do triplex no Guarujá (SP).

Além de Lula, o MPF denunciou ainda o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, pelos crimes de tráfico de influência em transação comercial internacional e lavagem de dinheiro. Como Lula tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência prescreveu em relação a ele.

As negociações começaram entre setembro e outubro de 2011. Segundo o MPF, Geo pediu a Lula para que interviesse junto ao presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, para que o governo continuasse realizando transações comerciais com a ARG, especialmente na construção de rodovias.

O MPF dizer que conseguiu provar a transação com base em e-mails encontrados em computadores no Instituto Lula, apreendidos em março de 2016 na Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba.

Histórico

Em e-mail de 5 de outubro de 2011, o ex-ministro do Desenvolvimento do governo Lula Miguel Jorge, escreveu para Clara Ant, diretora do Instituto Lula, que o ex-presidente havia dito a ele que gostaria de falar com Geo sobre o trabalho da empresa na Guiné Equatorial. Segundo o ex-ministro informava no e-mail, a empresa estava disposta a fazer uma contribuição financeira “bastante importante” ao Instituto Lula.

Em maio de 2012, Geo encaminhou a Clara Ant por e-mail uma carta digitalizada de Teodoro Obiang para Lula e pede para que seja agendada uma data para encontrar o ex-presidente e lhe entregar a original. Também informa à diretora do instituto que voltaria à Guiné Equatorial em 20 de maio e que gostaria de levar a resposta de Lula.

Lula escreveu uma carta a Obiang em que mencionava um telefonema entre ambos e que acreditava que o país poderia ingressar, futuramente, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A carta foi entregue em mãos ao presidente da Guiné Equatorial por Rodolfo Geo.

Na carta, Lula diz a Obiang que Geo dirige a Arg, “empresa que já desde 2007 se familiarizou com a Guiné Equatorial, destacando-se na construção de estradas”.

Na análise dos dados apreendidos no Instituto Lula foi localizado registro da transferência bancária de R$ 1 milhão pela ARG ao instituto em 18 de junho de 2016. Recibo emitido pela instituição na mesma data e também apreendido registra a “doação”.

Para o MPF, não se trata de doação, mas pagamento de vantagem a Lula em virtude do ex-presidente do Brasil ter influenciado o presidente de outro país no exercício de sua função. Como a doação feita pela ARG seria um pagamento, o registro do valor como uma doação é ideologicamente falso e trata-se apenas de uma dissimulação da origem do dinheiro ilícito, e, portanto, configura crime de lavagem de dinheiro.

Um dos sócios do grupo, pai do denunciado, Adolfo Geo morreu em um acidente de avião no dia 26 de novembro em Minas Gerais. Adolfo não tinha sido denunciado.

O caso envolvendo o Instituto Lula foi remetido à Justiça Federal de São Paulo por ordem do então titular da Operação Lava Jato, Sergio Moro. O inquérito tramita na 2ª Vara Federal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, que analisará a denúncia do MPF.

Defesa de Lula

Segundo a defesa de Lula, a denúncia “é mais um capítulo do ‘lawfare’ que vem sendo imposto a Lula desde 2016”. “A denúncia pretendeu, de forma absurda e injurídica, transformar uma doação recebida de uma empresa privada pelo Instituto Lula, devidamente contabilizada e declarada às autoridades, em tráfico internacional de influência (CP, art. 337-C) e lavagem de dinheiro (Lei n. 9.613/98, art 1º. VIII)”, disse Zanim Martins.

“A acusação foi construída com base na retórica, sem apoio em qualquer conduta específica praticada pelo ex-presidente Lula, que sequer teve a oportunidade de prestar qualquer esclarecimento sobre a versão da denúncia antes do espetáculo que mais uma vez acompanha uma iniciativa do Ministério Público – aniquilando as garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal”, acrescentou.

O advogado finaliza a nota dizendo esperar que “a Justiça Federal de São Paulo rejeite a denúncia diante da manifesta ausência de justa causa para a abertura de uma nova ação penal frívola contra Lula”.

G1

 

MPRN denuncia “caixa” de facção criminosa por lavagem de dinheiro

Novo mandado de prisão foi cumprido contra Wellington Marques, o Paulista, que já estava detido na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga. Conta bancária dele foi bloqueada

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou Wellington Vieira Marques por lavagem de dinheiro e por integrar uma organização criminosa. Segundo as investigações do MPRN, Paulista, como é conhecido, é o “sintonia do caixa” de uma facção criada dentro de presídios potiguares. Nessa segunda-feira (10), um novo mandado de prisão foi cumprido contra ele, que já estava detido na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta. A conta bancária de Paulista foi bloqueada pela Justiça.

De acordo com o apurado pelo MPRN, dentro da estrutura da facção, o “sintonia do caixa” é responsável pela administração do dinheiro da organização criminosa, sobretudo quanto ao controle, cobrança da mensalidade, pagamentos dos auxílios às mulheres dos integrantes e prestação de contas.

O financiamento desta organização criminosa potiguar, ainda segundo o que foi investigado pelo MPRN, se dá pelo pagamento efetuado por todos os integrantes de uma mensalidade para o “caixa” da facção. Esses valores variam conforme a situação do membro da facção, dependendo se ele está preso ou solto.

Para o MPRN, Wellington Vieira Marques utiliza uma das contas bancárias dele para movimentar os recursos financeiros advindos da atividade ilícita. O objetivo é tornar esses recursos lícitos, lavando, dessa maneira, valores obtidos com o crime. Na investigação, o MPRN apurou que Paulista não possui nenhuma fonte de renda lícita, não havendo, assim, justificativa para a movimentação bancária e inúmeros depósitos efetuados. As contas bancárias dele foram bloqueadas e seqüestradas. Ele vai continuar preso na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga.

Lava Jato em SP denuncia Lula por lavagem de dinheiro em negócio R$ 1 milhão na Guiné Equatorial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, posam em cumprimento durante visita de Lula a Malabo, capital da Guiné, em julho de 2010 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República via AFP

A Força Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo crime de lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido R$ 1 milhão para intermediar discussões entre o governo de Guiné Equatorial e o grupo brasileiro ARG para a instalação da empresa no país.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu a quantia dissimulada em forma de uma doação da empresa ao Instituto Lula, entre setembro de 2011 e junho de 2012.

O advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, afirma em nota que a nova denúncia “é mais um duro golpe no Estado de Direito porque subverte a lei e os fatos para fabricar uma acusação e dar continuidade a uma perseguição política sem precedentes pela via judicial” (leia mais abaixo).

Em nota, a assessoria de imprensa do Instituto Lula afirma que todas as doações recebidas por ela “são legais, declaradas, registradas, pagaram os impostos devidos”. Ainda de acordo com o comunicado, as doações “foram usadas nas atividades fim do Instituto e nunca tiveram nenhum tipo de contrapartida”.

Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, condenado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção no caso do triplex no Guarujá (SP).

Além de Lula, o MPF denunciou ainda o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, pelos crimes de tráfico de influência em transação comercial internacional e lavagem de dinheiro. Como Lula tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência prescreveu em relação a ele.

O G1 procurou a ARG e aguarda retorno.

As negociações começaram entre setembro e outubro de 2011. Segundo o MPF, Geo pediu a Lula para que interviesse junto ao presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, para que o governo continuasse realizando transações comerciais com a ARG, especialmente na construção de rodovias.

Carta de Lula para presidente da guiné Equatorial — Foto: Reprodução/Ministério Público Federal

Provas

O MPF dizer que conseguiu provar a transação com base em e-mails encontrados em computadores no Instituto Lula, apreendidos em março de 2016 na Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba.

Em e-mail de 5 de outubro de 2011, o ex-ministro do Desenvolvimento do governo Lula Miguel Jorge, escreveu para Clara Ant, diretora do Instituto Lula, que o ex-presidente havia dito a ele que gostaria de falar com Geo sobre o trabalho da empresa na Guiné Equatorial. Segundo o ex-ministro informava no e-mail, a empresa estava disposta a fazer uma contribuição financeira “bastante importante” ao Instituto Lula.

Em maio de 2012, Geo encaminhou a Clara Ant por e-mail uma carta digitalizada de Teodoro Obiang para Lula e pede para que seja agendada uma data para encontrar o ex-presidente e lhe entregar a original. Também informa à diretora do instituto que voltaria à Guiné Equatorial em 20 de maio e que gostaria de levar a resposta de Lula.

Lula escreveu uma carta a Obiang em que mencionava um telefonema entre ambos e que acreditava que o país poderia ingressar, futuramente, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A carta foi entregue em mãos ao presidente da Guiné Equatorial por Rodolfo Geo.

Na carta, Lula diz a Obiang que Geo dirige a Arg, “empresa que já desde 2007 se familiarizou com a Guiné Equatorial, destacando-se na construção de estradas”.

Na análise dos dados apreendidos no Instituto Lula foi localizado registro da transferência bancária de R$ 1 milhão pela ARG ao instituto em 18 de junho de 2016. Recibo emitido pela instituição na mesma data e também apreendido registra a “doação”.

Para o MPF, não se trata de doação, mas pagamento de vantagem a Lula em virtude do ex-presidente do Brasil ter influenciado o presidente de outro país no exercício de sua função. Como a doação feita pela ARG seria um pagamento, o registro do valor como uma doação é ideologicamente falso e trata-se apenas de uma dissimulação da origem do dinheiro ilícito, e, portanto, configura crime de lavagem de dinheiro.

Um dos sócios do grupo, que não é investigado, morreu em um acidente de avião nesta segunda-feira em Minas Gerais.

O caso envolvendo o Instituto Lula foi remetido à Justiça Federal de São Paulo por ordem do então titular da Operação Lava Jato, Sergio Moro. O inquérito tramita na 2ª Vara Federal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, que analisará a denúncia do MPF.

Defesa de Lula

Segundo a defesa de Lula, a nova denúncia “é mais um capítulo do ‘lawfare’ que vem sendo imposto a Lula desde 2016”. “A denúncia pretendeu, de forma absurda e injurídica, transformar uma doação recebida de uma empresa privada pelo Instituto Lula, devidamente contabilizada e declarada às autoridades, em tráfico internacional de influência (CP, art. 337-C) e lavagem de dinheiro (Lei n. 9.613/98, art 1º. VIII)”, disse Zanim Martins.

“A acusação foi construída com base na retórica, sem apoio em qualquer conduta específica praticada pelo ex-presidente Lula, que sequer teve a oportunidade de prestar qualquer esclarecimento sobre a versão da denúncia antes do espetáculo que mais uma vez acompanha uma iniciativa do Ministério Público – aniquilando as garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal”, acrescentou.

O advogado finaliza a nota dizendo esperar que “a Justiça Federal de São Paulo rejeite a denúncia diante da manifesta ausência de justa causa para a abertura de uma nova ação penal frívola contra Lula”.

Delegação investigada

Outro caso envolvendo a Guiné Equatorial ocorreu em setembro. No dia 14 daquele mês, agentes da Receita Federal e da Polícia Federal (PF) apreenderam US$ 1,4 milhão e R$ 55 mil em dinheiro, e cerca de 20 relógios avaliados em US$ 15 milhões com membros de uma comitiva do país no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O vice-presidente do país, Teodoro Obiang Mang, estava no voo.

Conhecido como Teodorín, ele é o filho mais velho do presidente da Guiné Equatorial. A PF quer descobrir com quem a comitiva iria se encontrar durante estada no Brasil. A fortuna estava em duas malas não diplomáticas da delegação.

Em depoimento à Polícia Federal, o secretário da Embaixada da Guiné Equatorial, Leminio Akuben Mikue, explicou que o vice-presidente veio ao Brasil para tratamento médico, e que o US$ 1,4 milhão em uma das malas seria utilizado em missão oficial posterior, com destino a Singapura. Sobre os relógios, o secretário informou que seriam de uso pessoal de Teodoro Obiang Mang.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Calixto Silva disse:

    ? tem alguém aí?
    ? não estou vendo nenhum ptbesta aqui, destilando o seu vitimismo mimisento.
    ? cadê vcs ptbestas?

  2. LULADRÃO disse:

    Eu gostaria muito de saber porque a impressa não denunciou esses e outros escândalos e corrupção praticada por Lula e pelo PT naquela época? Será que o bandido tinha sido eleito ? impressionante a omissão ou conveniência da parte suja do jornalismo brasileiro.

  3. Manoel disse:

    Ninguém pode negar que Lula era internacional! Roubava tanto no Brasil quanto nos países de "ditadura amiga"… Nunca houve tanto roubo como no governo dele!

  4. Sol Araujo disse:

    Alguém pode me responder …onde foi parar a mala com relógios e os dólares apreendidos antes do 2º turno das eleições?

    • José Neto de Araújo disse:

      Sol Araújo muito boa sua pergunta eu também gostaria que a polícia federal explicassem aonde está a famosa mala.

  5. Ricardo Carvalho disse:

    Engraçado que no auge campanha passada o vice presidente e filho do ditador foi pego com uma enorme quantidade de dinheiro vivo desembarcando no Brasil, será que era pra gastar na campanha do poste? O partido que virou bando tem muito dinheiro guardado nas ditaduras amigas!

PF investiga vice da Guiné Equatorial por lavagem de dinheiro; país africano teve relação com Lula

Teodoro Obiang Mangue (Crédito: Open Society Foundation)

A Polícia Federal (PF) abriu a Operação Salvo Conduto e cumpre sete mandados de busca nesta quarta-feira, 10, ligados a apreensão de US$ 16 milhões em dinheiro e em relógios de luxo com a comitiva do vice-presidente da Guiné Equatorial Teodoro Nguema Obiang ocorrida em 14 de setembro. Naquele dia, foram apreendidas com a comitiva malas com 20 relógios com diamantes avaliados em US$ 15 milhões e com US$ 1,4 milhão e R$ 55 mil em espécie no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Mangue já teve relações com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As buscas são cumpridas nas cidades de São Paulo, Hortolândia (SP), Jundiaí (SP) e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo. Em nota, a PF informou que 35 policiais federais atuam na operação, que apura fatos referentes a dois inquéritos policiais, reunidos em setembro deste ano, por tratarem de fatos envolvendo o mesmo investigado.

O vice de Guiné foi condenado na França por adquirir propriedades com dinheiro público desviado de seu país de origem e investigado nos EUA, dentre outros crimes, por lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. O primeiro inquérito policial foi instaurado em março de 2018, depois do envio de informações do Ministério Público Federal, no mês anterior, para que a PF iniciasse investigação para apurar o crime de lavagem de dinheiro em razão dos indícios de ocultação de propriedade relacionada à compra, em 2008, de um apartamento duplex localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo.

O imóvel foi adquirido, na época, por R$ 15 milhões. As investigações apontam que o imóvel, adquirido por uma empresa com capital social de R$ 10 mil, pertenceria ao investigado. O segundo inquérito policial foi instaurado no dia 20 de setembro deste ano, após a apreensão realizada em 14 de setembro pela Receita Federal. Os bens foram trazidos do exterior sem a declaração de bens e valores obrigatória.

São apurados dois atos de lavagem de dinheiro, o primeiro relativo à aquisição, por meio de interposta pessoa, de um apartamento de luxo e o segundo relacionado à ocultação de movimentação de bens e valores ao entrar Brasil. A PF solicitou à Justiça Federal o sequestro do imóvel, dos bens e valores apreendidos no Aeroporto de Viracopos e de sete veículos de luxo – um deles avaliado em R$ 2 milhões. As investigações prosseguem com a colheita de depoimentos, análise do material apreendido e pedido de cooperação jurídica internacional, para esclarecer a participação de todos os envolvidos. O crime de lavagem de dinheiro tem penas que variam de 3 a 10 anos de reclusão.

Isto É, com Estadão e R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rômulo disse:

    O cara é investigado na França e nos EUA, mas aqui no Brasil ele "teve relações com Lula"! Daqui a pouco vão querer insinuar que o duplex é de Lula! Só rindo mesmo da imaginação Bolsominion!

  2. João Maria disse:

    Esse dinheiro com certeza era pra ser entregue ao pt na pessoa da porralouca da senadora Gleise Hoffamnn para gastar na campanha do poste Haddad mais graças a deus não deu certo.

    • Manoel disse:

      Não deu certo nesse caso… Mas certamente, para comprar votos, houve outros meios de trazer de volta alguns vários milhões de dólares que Lula mandou pras ditaduras da África, Cuba e Venezuela…

Haddad é denunciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Foto: Rodrigo Souto/UOL

Ex-prefeito de São Paulo e vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Haddad (PT) foi acusado nessa segunda-feira (3), pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo), de ter cometido os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A denúncia aponta que ele teria recebido, de maneira indevida, R$ 2,6 milhões da UTC Engenharia.

A denúncia foi apresentada pelo promotor Marcelo Batlouni Mendroni, do Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos).

Em nota, a assessoria de imprensa de Haddad disse que a denúncia não tem provas e que se surpreende com as ações propostas pelo MP (leia mais abaixo). “É notório que o empresário já teve sua delação rejeitada em quase uma dezena de casos e que ele conta suas histórias de acordo com seus interesses”, informou a defesa do ex-prefeito. Esta é a segunda vez que o MP do estado de São Paulo denuncia Haddad em uma semana.

As duas denúncias da Promotoria têm como base a delação do presidente da UTC Engenharia Ricardo Ribeiro Pessoa. Segundo a acusação apresentada ontem, entre abril e maio de 2013, o presidente da empreiteira teria recebido um pedido um pedido do então tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, de uma quantia de R$ 3 milhões, que serviria como pagamento de uma dívida de campanha do recém-eleito prefeito. Os valores teriam sido pagos meses depois.

“A captação e distribuição de recursos ilícitos se desenvolveram através de um esquema montado pela própria UTC, primeiramente por contratos de prestação de serviços fictícios e/ou superfaturados, de forma que os valores ou a diferença retornassem à UTC, mas para “uma conta de Caixa 2″ que detinham com [o doleiro] Alberto Youssef. Depois, Youssef entregaria parte do valor em dinheiro espécie”, relata a denúncia.

Ainda de acordo com a denúncia, o esquema para captação e transferências de dinheiro foi estruturado a partir de gráficas. Algumas, eram verdadeiras, e outras pareciam ser de fachada, de acordo com a acusação.

“Funcionando tanto para o giro de financiamento de campanhas eleitorais em Caixa 2 como também para a dissimulação da origem de recursos ilícitos decorrentes de propinas”, aponta a acusação.

“Nesse contexto de dissimulação, ocorreu o pagamento, em parcelas, da vantagem indevida no valor de R$ 2,6 milhões, de forma direta em favor do PT (Partido dos Trabalhadores) e de forma indireta em favor do ex-prefeito Fernando Haddad (mandato exercido de 2013 a 2016)”

Denúncia do Ministério Público de SP

No último dia 27 de agosto, o MP já havia denunciado Haddad por improbidade administrativa. Segundo a acusação, feita pelo promotor Wilson Tafner, o petista foi “beneficiário do proveito de vantagem ilícita” e teria enriquecido ilicitamente de maneira indireta em razão do pagamento de dívidas de sua campanha na disputa paulistana em 2012, quando foi eleito.

Uma semana antes, o ex-prefeito virou réu em processo de improbidade administrativa que corre na Justiça paulista. Segundo a acusação, houve uma série de irregularidades na construção de uma ciclovia em São Paulo. O petista nega qualquer irregularidade.

A nova denúncia e a ação em que o ex-prefeito é réu não o impedem de ser candidato na eleição. Na última pesquisa Datafolha, em cenários onde substitui Lula, Haddad aparece com 4% das intenções de voto.

A assessoria de imprensa de Haddad informou que a denúncia não tem provas e que se surpreende com as ações propostas pelo Ministério Público a partir de “narrativas do empresário Ricardo Pessoa, da UTC”. Em nota, ainda, a equipe de Haddad informou que na condição de prefeito, o petistas contrariou interesses da empreiteira UTC na cidade.

A senadora e presidente do PT, Gleisi Hofmann, também se manifestou sobre a denúncia, a qual considerou fake news. “Começaram a fazer denúncias fakes contra o Haddad, umas barbaridades.”

UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Canindé Lima disse:

    Quem é Haddad? O cara que foi candidato a reeleição de prefeito em São Paulo/SP com o apoio de Lula, Dilma e demais cúpula do PT e perdeu para o desconhecido João Doria. E, só obteve 16,7% dos votos disputados. A dose se repetirá em 2018.
    Bolsonaro 17
    Presidente.

  2. Paulo disse:

    O PT pra ter ladrão, aonde eles vão a desonestidade e a mentira vai á frente.

  3. Luciano disse:

    Não podemos deixar o radar de crescer. Chame o MP!

  4. JOSE COSTA disse:

    andrade, eita que os batedores de panelas já estão desesperado com seus candidatos, olha só porque e PT preocupa tantos vocês, fiquem calmos hadaad vem ai , vocês sabem que e a sombra de lula então aguardem carta.

  5. Olimpio disse:

    SÓ DÁ LADRÃO, MISERICÓRDIA.,
    ACORDA BRASIL.

  6. Guga disse:

    Se gritar pega ladrão no PT não sobra ninguém!

  7. mb disse:

    Ninguém atira pedra em cachorro morto… rsrsrsrs… estão com medo de Haddad chegar ao segundo turno… kkkkkkk

    • BM disse:

      Por aqui é assim, denunciou petista, agora oficialmente conhecidos como petralhas, vem esse lenga, lenga de "atirar pedra em cachorro morto" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Quando esse rapaz esteve vivo em campanha? Foi tão bom prefeito em São Paulo que sequer conseguiu chegar no segundo turno na reeleição.
      Acho que estão jogando pedra pra ver se ele abre os olhos ou late já que parece morto mesmo antes de começar a jornada kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Valdemir disse:

      vai cair nas mãos de Sérgio moro, após a abertura das urnas, não passa nem o 2o turno.

  8. Venezuela Silva disse:

    Depois de levar surra pra prefeito ainda quer ser presidente?

  9. Robério Mauricio da Silva disse:

    Só não comentam sobre os 200 mil da Jbs, recebidos pelo ¨mito¨, nem sobre o rodoanel, sobre o metro etc.

  10. Pingo do alternativo disse:

    Haddad só quer ser Lula, imita em tudo. Kkkkkkkk

    Eita Ptezada! Tá ruim pra vcs viu?

  11. Venezuela Silva disse:

    Homi esse cabra levou uma surra pra prefeito e ainda quer ser presidente?

  12. Ems disse:

    É requisito para ser candidato pelo PT ?

    • Joao disse:

      Passou tanto tempo visitando lula no presidio que aprendeu com o mestre encantador de burros como é ser um corrupto, nao é a toa que foi denunciado.. O país pode ter despencado na educação.. mas esse pessoal que gira em torno do presidiário ta aprendendo muita coisa do tipo comunista (expropriar patrimônio do povo)….

“DISCRETO”: Cabral já é réu por 611 atos de lavagem de dinheiro

Por interino

Audiência por videoconferência do ex-governador Sergio Cabral no Tribunal de Justivçaa do Rio de Janeiro – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Com a nova denúncia aceita nesta terça-feira pela Justiça Federal do Rio, o ex-governador Sérgio Cabral já se tornou réu por 611 supostos atos de lavagem de dinheiro. As acusações mais recentes do Ministério Público Federal (MPF) decorrem da Operação Mascate, deflagrada em janeiro. O MPF, agora, imputa a Cabral 147 ações que tiveram o objetivo de esconder a origem dos recursos supostamente ilícitos — o ex-governador já era réu em quatro ações em função de outros 464 atos de lavagem identificados.

De acordo com a acusação recebida ontem pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, o grupo comandado por Cabral ocultou R$ 10,1 milhões em transações que envolveram a compra de carros de luxo, imóveis e transferências bancárias a uma empresa de fachada, fundada por Carlos Miranda, apontado como operador financeiro do ex-governador.

CONCESSIONÁRIAS ENVOLVIDAS

O MPF sustenta que a propina arrecadada por Miranda, com os executivos da Andrade Gutierrez, era entregue, em espécie, para Ary da Costa Filho, também integrante do esquema. Aryzinho, como é conhecido, repassava os valores para as concessionárias de carros Américas Barra e Eurobarra. As empresas, então, transferiam o montante para a Gralc, que depois virou LRG Agropecuária, companhia criada por Miranda. Os pagamentos eram justificados com serviços fictícios de consultoria. Desta forma, o dinheiro voltava “lavado” ao grupo.

O mecanismo foi revelado ao MPF por Adriano José Reis Martins, sócio, ao lado do pai, das concessionárias. Ele firmou acordo de delação premiada e, em depoimento, revelou que foi procurado por Aryzinho em 2006. O operador, nas palavras de Martins, disse que Cabral tinha pedido que as concessionárias fizessem pagamentos para a empresa de Miranda.

Os valores eram entregues a Martins em mochilas, e os pagamentos aconteceram entre 2007, quando Cabral assumiu o governo, e 2014, quando renunciou para que o então vice, Luiz Fernando Pezão, assumisse. O delator apresentou planilhas revelando que, entre 2010 e 2014, recebeu R$ 8,8 milhões de Aryzinho. Os valores foram depositados, sempre em espécie, em cinco contas bancárias. A Eurobarra e a Américas Barra, por sua vez, repassaram à empresa de Miranda R$ 3,4 milhões entre 2007 e 2014. O resto do saldo foi convertido em dois carros de luxo (um Camaro avaliado em R$ 222 mil e um jipe Grand Cherokee de R$ 212 mil) e sete imóveis (um em Búzios, na Região dos Lagos, três na orla da Barra da Tijuca, dois em Jacarepaguá e um prédio em São João de Meriti, na Baixada Fluminense).

AUDIÊNCIAS MARCADAS

Na primeira denúncia da Operação Eficiência, o MPF apontou dois atos de lavagem de dinheiro contra Cabral, mas eram relativos à ocultação de dinheiro da propina paga pelo empresário Eike Batista. Na denúncia do último dia 14, os procuradores se concentraram nos atos de lavagem de dinheiro da organização no Brasil. Ainda não foi alvo de denúncia a ocultação de US$ 100 milhões da organização no exterior, além de diamantes e ouro.

De acordo com o procurador Rodrigo Timóteo, novas denúncias podem ser feitas decorrentes das análises de dados. Cada ato de lavagem de dinheiro imputado a Cabral retrata cada vez que, segundo o MPF, o ex-governador tentou afastar a propina de sua origem ilícita, como quando efetua compra de joias, ou tenta dar aparência de legalidade ao dinheiro por meio de contratos fictícios.

As primeiras audiências da Operação Calicute foram marcadas para 15 e 17 de março. Entre os que serão ouvidos, estão ex-executivos da Andrade Gutierrez que afirmaram que Cabral cobrava 5% de propina nas obras.

Os advogados de Miranda, Cabral e Aryzinho não foram encontrados para comentar.

O Globo