Diversos

‘BBB21’: Delegacia de Crimes Raciais abre investigação para apurar se houve racismo na casa

Foto: Reprodução

Rodolffo pode ter que encarar problemas maiores fora da casa do “BBB21”. Depois de João Luiz ter se mostrado ofendido com comentários do cantor sertanejo sobre o seu cabelo, fazendo uma comparação ao da fantasia de homem das cavernas, a Polícia Civil vai analisar as imagens para apurar se houve crime de racismo contra o professor. As informações foram publicadas pela coluna da jornalista Patrícia Kogut.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) disse ter instaurado procedimento para investigar o caso que foi o principal tema do Jogo da Discórdia da última segunda-feira.

VEJA MAIS – FOTOS: Após polêmica no BBB 21, pai do cantor Roldoffo defende o filho e exibe cabelo black power na juventude

No último sábado, os anjos Fiuk e Gilberto escolheram Caio e Rodolffo para participarem da brincadeira do Monstro, que na última semana fazia os brothers vestirem uma fantasia de homem das cavernas e dançar no quintal. Segundo João Luiz, ele estava ajudando Rodolffo a vestir a roupa quando o cantor afirmou que o cabelo estava igual ao do geógrafo. Ele desabafou com Camilla de Lucas no mesmo dia e expôs a sua dor na dinâmica de segunda-feira, quando Rodolffo reafirmou o que disse, mas depois se desculpou.

Rodolffo está no paredão contra o amigo Caio e o ex-aliado Gilberto.

Extra – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Puro mimimi da lacração, quem assistiu garante que mão houve essa intenção, simplesmente uma gozação como outra qualquer!

  2. É frescura demais neste país tropical. Ninguém pode dizer nada que vem o patrulhamento em cima. Certas pessoas insistem no mimimi do politicamente correto como se isto venha mudar, para melhor, alguma coisa.

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Diversos

‘Comer carne é um tipo de racismo’: a pesquisadora que questiona o modo como tratamos os animais

FOTO: GETTY IMAGES

O debate saiu de vez da mesa para ganhar novo significado na esfera do ativismo: a decisão de se acrescentar ou não um pedaço de bife no prato durante o almoço está cada vez mais entremeada de conotações políticas. Ela deixou de ser uma escolha pessoal para representar um posicionamento social — e o que comemos é o que define de que lado estamos nessa história.

“O movimento crescente de libertação animal através da comida se tornou um movimento típico de justiça civil”, afirma a pesquisadora Yamini Narayanan, professora sênior na Deakin University, em Melbourne, na Austrália.

“A discussão passou do bem-estar animal propriamente para um novo veganismo, mais prático e ativo, que deve ser entendido como hoje entendemos o feminismo, o antirracismo, e outros movimentos semelhantes de luta por uma política de antiopressão.”

Para a pesquisadora, a questão moral da nossa alimentação é crescente, e deve ganhar um maior papel nas discussões da sociedade nos próximos anos, incluindo novas leis e comportamentos éticos no que diz respeito à forma como tratamos os animais que comemos.

“A comida é e sempre foi profundamente política. O apelo agora é reconhecer essa política animal também como uma parte dos direitos civis desse discurso”, ela diz.

Para Narayanan, essa deverá ser uma bandeira cada vez mais empunhada por progressistas e ativistas que pregam igualdade na sociedade.

A entidade Peta (“Pessoas Pelo Tratamento Ético de Animais”, na sigla em inglês), por exemplo, escolheu o especismo como um dos principais alvos de suas mais recentes campanhas, em uma notável tentativa de atrelar o que chama de “crença ultrapassada de que os seres humanos são superiores a todas as espécies animais” aos fervilhantes protestos do Black Lives Matter que tomaram as ruas dos EUA e de outros países, em um levante contra a supremacia branca.

O que o grupo busca é estender essa discussão para “supremacia de raças”, numa defesa irrestrita do veganismo, que passou a ser ressignificado nesse atual contexto político.

“O veganismo é tão antigo quanto é novo. É a primeira dieta da humanidade, mas também assumiu possibilidades muito renovadas agora que desfruta de um novo sopro com adeptos dispostos a defendê-lo por outras questões mais amplas, como a da perspectiva do bem estar animal e de uma busca por maior igualdade entre espécies”, acrescenta Narayanan. Para ela, que é membro do Oxford Centre for Animal Ethics, um dos mais respeitados órgãos de ética animal do mundo, essas questões estavam adormecidas nesse discurso, e agora despertaram.

FOTO: GETTY IMAGES

Pela libertação animal

Foi a partir dos anos 1970 que teorias como a da Ecologia Profunda passaram a pregar um entendimento ecológico não antropocêntrico, ou seja, que não reconhecia o status privilegiado dos seres humanos em relação aos outros seres vivos. Nessa mesma década, o filósofo Peter Singer lançou Libertação Animal, uma das obras seminais da discussão sobre os direitos animais, que argumentava contra o especismo, ou a discriminação contra os seres baseadas apenas no fato de eles pertencerem a uma dada espécie.

“O termo especismo começou a ser usado frequentemente, e hoje de maneira mais ampla, para ser combatido como se combate o sexismo e o racismo”, explica o pesquisador e doutor em demografia José Eustáquio Diniz Alves.

“Ainda falta muito para que possamos reconhecer especismo como crime, é claro, mas há legislações bastante avançadas (da Europa a países como a Nova Zelândia) em direção ao bem-estar animal, reconhecendo legalmente as demais espécies como seres sencientes (capazes de sofrer ou sentir prazer ou felicidade)”, explica. “Para o mundo ser um local mais justo e harmonioso, não basta ser antissexista e antirracista é preciso ser antiespecista”, afirma.

Narayanan concorda. Quando deixou Nova Déli para estudar as políticas urbanas e suas intersecções entre especismo, racismo e até o casteísmo tão presente na sua Índia natal, ela não tinha a dimensão filosófica e política do que representava uma dieta de consumo animal em seu país. Entendia, claro, o papel da vaca e a simbologia religiosa que o animal sagrado sempre teve no hinduísmo predominante na Índia. Mas nunca tinha refletido mais a fundo como isso ajudou a constituir as diferenças sociais tão descomunais na sociedade indiana.

Na sua origem, o hinduísmo védico (a base da religião hindu hoje presente principalmente em países asiáticos) não proibia o consumo de carne. “Mesmo os brâmanes (sacerdotes, magos e filósofos) comiam carne e tomavam leite, ainda que a vaca já fosse considerada sagrada”, afirma.

No processo de independência da Índia, em 1947, a questão da proteção das vacas permaneceu tão volátil que em 1950, quando a Constituição do país foi redigida, a proteção desses animais, entendida especificamente como uma proibição de abate, foi inserida como uma recomendação (já que não poderia ter o peso de lei pela Índia ser uma república secular) para apaziguar os nacionalistas hindus, que queriam garantir que o país fosse gerido sob suas crenças.

“A vaca foi uma das armas que utilizaram para tentar conseguir impor sua religião, sua posição na sociedade. Ela sempre foi enfatizada como uma espécie de Mãe ou Deusa hindu, e seus matadores, que eram tipicamente muçulmanos pobres ou hindus de baixa casta, tornaram-se os ‘outros’ dentro da sociedade”, explica a pesquisadora.

Segregação alimentar

Hoje, mais de 70 anos depois, segundo críticos e opositores, o governo nacionalista de Narendra Modi tenta reativar esse simbolismo, para impor a soberania hindu perante a outras religiões e castas.

“Há uma tentativa de criar um Estado hindu ‘puro’, a vaca se torna um veículo para aterrorizar aqueles que são vistos como não pertencentes à Índia Hindu”, acrescenta ela. O consumo de carne bovina pelos muçulmanos faz com que eles sejam vistos como violadores da própria nação hindu. Uma clara tentativa de usar o abate como uma forma de segregação.

“Acontece que a Índia é hoje um dos maiores abatedouros de vacas do mundo”, afirma a pesquisadora. Isso porque enquanto o consumo da carne do animal é proibido, o leite continua sendo uma fonte de alimento determinante para um país com 1,3 bilhão de habitantes. Quando as vacas usadas para dar leite ficam doentes, inférteis, velhas, ou nascem apenas animais machos, eles são abatidos — ainda que na Índia isso aconteça inteiramente no subsolo, na economia paralela.

“Em contraste com a carne que é hiperpolítica, o leite é visto de forma completamente apolítica, porque produtos derivados apenas de fêmeas vivas não estão relacionados com o abate na imaginação popular. No entanto, a realidade é que a indústria de laticínios também é uma indústria de abate”, explica.

Isso é visto por alguns como uma contradição para um país que prega a superioridade pelo simbolismo que o animal carrega. Para Narayanan, uma prova de que o racismo arraigado vai muito além do sistema de castas. A politização e o sagrado representado na figura da vaca só são levados em conta “para pregar uma ideia de supremacia racial, explorando uma outra espécie para isso”.

Narayanan defende que cada vez mais o que vai pautar as nossas relações com os animais é a transparência, já que vivemos uma era de a superconscientização. Todo o tipo de exploração animal virá à tona de uma maneira mais representativa na nossa sociedade, que será cada vez mais intolerante aos maus-tratos. “A forma como tratamos as outras espécies vai ser a tônica que vai definir nossa relação alimentar”, avalia.

Isso não significa que todo mundo vai deixar de comer carne, mas uma grande parte da população vai querer saber de onde vem a carne que come, como ela foi produzida. Produtores terão que investir em garantias de vigilância em suas fazendas para mostrar aos consumidores que seguem os preceitos de bem-estar animal.

“As pessoas já não aceitam que outras espécies possam ser submetidas a quaisquer tipos de tratamentos com a única finalidade de satisfazê-las. Esta questão moral é definitivamente crescente, e o veganismo é a melhor arma que muitos encontraram para combater essa ideia de discriminação, de opressão, de um tipo muito latente de racismo”, conclui.

BBC

Opinião dos leitores

  1. Para esse povo chato, imbecil, tudo é homofobia, tudo é assédio, tudo é misoginia, tudo é racismo. Que povo chato do c*****o! Vão tomar onde as patas tomam, vagabundos!

  2. Quando a Senadora do RN atacou com nos dentes, um pedaço de carne que segurava com as mãos, tal qual um animal feroz, sentada na mesa do Senado Federal, ela cometeu racismo ou apenas má educação.

  3. Ela poderia deixar de ser elitista, e viver em lugares degradantes, se solidarizando com aquelas populações esquecidas dessa esquerdalha. países africanos ela teria condições de expor e propagar suas teses, e assim tentar mudar a realidade de lá. Viver em países de 1o mundo e disseminar essas teorias só alimenta essa mídia acéfala esquerdalha e se promover, sem resultados práticos nenhum. Só palhaçada!

  4. Até comer carne é racismo, mas um preto que descrimina branco por ser branco, não é racismo.

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Esporte

CASO GERSON – FLAMENGO: Bahia informa que perícias em língua estrangeira não comprovam injúria racial, e diz que vai reintegrar Ramírez por ‘inexistência de provas’

Foto: Jorge Rodrigues / AGIF

Nesta véspera de Natal, o Bahia divulgou uma ‘carta à sociedade’ onde informa que o atleta Índio Ramírez será reintegrado ao elenco após o afastamento devido às acusações de injúria racial por parte de Gerson, do Flamengo. A decisão do Tricolor foi motivada por ‘inexistência de provas e possíveis’, mesmo entendendo que a palavra do jogador rubro-negro é revelante.

“Os laudos das perícias em língua estrangeira contratadas pelo Bahia não comprovam a injúria racial e o clube entende que, mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Índio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes. O papel do Bahia é de formação e transformação, sempre preservando os direitos fundamentais e a ampla defesa. O atleta deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado”.

Na carta, o Bahia também enfatizou que continuará atento aos desdobramentos do caso e anunciou que incluirá cláusula antirracista, xenofóbica e homofóbica no contrato dos atletas. Confira abaixo o que o Tricolor baiano chamou de ‘conjunto imediato de medidas estruturais’.

Confira a carta do Bahia na íntegra:

“PARTE 1 – O RACISMO E A SOCIEDADE

O racismo faz nosso país sangrar. Pela morte, pela dor, pelas portas fechadas, pela discriminação no mercado de trabalho, pela violência diária de todas as formas. O racismo entra pela fresta das casas, está nas ruas, nos supermercados, nas empresas e também no futebol. Segue impregnado por todos os lados. Combater o racismo é dever de todos: das organizações, dos governos e sobretudo das pessoas que historicamente se beneficiaram de uma estrutura social e econômica sustentada na branquitude e no racismo. O racismo é um fenômeno concreto e opera para além das estatísticas de expectativa de vida, acesso à saúde e garantias dos direitos fundamentais e dignidade humana. O racismo é persistente, gritante, barulhento e, por muitas vezes, silenciosamente cruel.

PARTE 2 – O BAHIA NO DEBATE RACIAL

Há três anos, através do Núcleo de Ações Afirmativas, o Bahia se tornou referência internacional na luta antirracista. As campanhas educativas do clube viraram tema de vestibular em universidades e de redação em escolas. Além das campanhas, o Bahia foi o primeiro time de futebol no mundo a lançar um programa de imersão para debater os aspectos estruturais do racismo. O “Dedo na Ferida” capacitou 484 pessoas em 15 organizações de 3 capitais brasileiras. Funcionários, diretores, conselheiros, torcidas organizadas, profissionais de imprensa, além de empresas de fora do esporte, participaram gratuitamente. Antes disso, homenageou personalidades negras do passado e do presente em suas camisas. Na divisão de base, o Bahia possui amplo programa de desenvolvimento humano tendo o combate ao racismo como tema principal. Há apenas 33 dias, abriu programa de trainee exclusivo para pessoas autodeclaradas pretas, ao todo com 305 candidatos, em outra inovação no futebol.

PARTE 3 – ACONTECEU COM O BAHIA? QUAL O SENTIDO DISSO?

O episódio do último domingo (20), com toda a sua repercussão e simbologia, nos revela que o combate ao racismo deve ser ainda mais aprofundado no nosso clube e no Brasil. O Bahia é um reflexo de uma sociedade que carrega o racismo em suas estruturas. A questão racial não pode servir de pano de fundo para uma disputa entre clubes e torcidas rivais. O racismo não veste uma só camisa. A postura antirracista deve ser constante e não apenas quando convém ao time que torcemos. No caso do Bahia, embora já venha perseguindo a luta antirracista, seria ingênuo acreditar que estaríamos imunizados a um fenômeno tão complexo e particularmente enraizado na sociedade brasileira. Ninguém está! Ser antirracista no Bahia não é apenas uma opção da presente gestão, mas uma obrigação institucional.

PARTE 4 – O QUE FAZER?

Os laudos das perícias em língua estrangeira contratadas pelo Bahia não comprovam a injúria racial e o clube entende que, mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Indio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes. O papel do Bahia é de formação e transformação, sempre preservando os direitos fundamentais e a ampla defesa. O atleta deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado.

O Futebol é reflexo de uma sociedade que, quando não nega o racismo, adere a um populismo punitivista que finge resolver o problema apenas punindo o agressor. Atos de discriminação racial não são “casos isolados”.

Portanto, por entender seu papel de entidade de interesse público, o Bahia se compromete publicamente a adotar um conjunto imediato de medidas estruturais:

1. Inclusão de cláusula anti-racista, xenofóbica e homofóbica no contrato dos atletas.

2. Proposta de criação de protocolo antidiscriminatório para jogos de futebol no Brasil.

3. Implantação do projeto “Dedo na Ferida” para o elenco na pré-temporada. Não haverá jogador ou jogadora que vista a camisa do Bahia sem que tenha antes a oportunidade de obter acesso a uma imersão sobre racismo estrutural.

4. Encaminhamento junto à mesa do Conselho Deliberativo do clube para incorporação de cotas raciais nas próximas eleições.

5. Inclusão de espaço no Museu do Bahia dedicado ao combate e debate do racismo, xenofobia, sexismo e LGBTfobia e demais formas de intolerância.

6. Apoio ao projeto de lei que Cria o Dia Nacional Da Luta Contra o Racismo no Futebol

Adicionalmente, o Bahia seguirá acompanhando os desdobramentos que ocorrerem fora das instâncias do clube, seja na Polícia Civil ou no Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Além de negros, somos nordestinos e conhecemos bem o poder do preconceito e da exclusão pela xenofobia. Diante disso e das provas constituídas, caberá ao atleta Ramírez decidir pela denúncia ou não quanto ao tema – e ao Bahia apoiar a decisão.

Desde o domingo à noite o Bahia procurou uma rede de apoio formada por lideranças ligadas a movimentos sociais de enfrentamento ao racismo como o Observatório de Discriminação Racial e instituições como a Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado, com quem está construindo um Termo de compromisso antirracista. Entendemos que nesse momento é necessário incorporar o compromisso com a implantação real e perene da agenda antirracista. Desta forma, respaldo institucional e a experiência de tais atores deste processo consolida e qualifica as nossas decisões.

Muitas das ações propostas neste documento, dentre outras, estarão sendo instrumentalizadas, nos próximos dias em convênios, parcerias e termos de compromissos com a agenda de enfrentamento ao racismo. As decisões e propostas durante esse processo tiveram a colaboração dos voluntários do nosso Núcleo de Ações Afirmativas, professores e ativistas atuantes no debate racial nas universidades e nos movimentos sociais.

O Bahia segue como um clube atento ao seu papel de transformação e bem-estar social. O futebol não é um fim em si mesmo. É um agente que deve promover união, preservação do patrimônio cultural, lutas por igualdade e diversidade dentro e fora das quatro linhas.

Esporte Clube Bahia.”.

Esporte Interativo

 

Opinião dos leitores

  1. Se comprovar que o Ramires não falou o que Gerson diz, não é nenhuma novidade, este clube é imbatível em casos criminosos e irregulares, tem o caso dos garotos que morreram queimados, até hoje não entraram em um acordo razoável para indenizar as famílias, mas pagar 1,6 milhões para o Gabigol por mês pode, tem o caso da portuguesa que levou dinheiro do Flamengo em 2014 para escalar heverton na última partida para perder pontos favorecendo o Flamengo permanecer na série A.
    Tem casos de aliciamento de jogadores, um exemplo é o do William Arão que saiu do Botafogo , hoje já está notificado pela justiça para pagar 7 milhões.
    Enquanto houver um Marinho na globolixo este time mesmo com todos esses casos criminosos, continuará nas cabeças.
    Isso é o Flamengo, não existe igual.

  2. Tem que processar esse atleta mentiroso que inventou essa celeuma na vida do jogador do Bahia. Isso é um perigo em se tratando de atletas profissionais que trabalham para ganhar o seu sustento.
    Mas a bandidagem de Gerson tem que ser apurada e ele deveria ser suspenso por mentir para toda uma nação.
    Cabra safado.

  3. Amigo desculpe, mais o que uma coisa tem a ver com a outra? Crimes distintos, culpas distintas, bem como penas. Caso houvesse havido crime do jogador índio, que ao que parece, nao restou caracterizado, absolviçao e ponto. O crime do CT do Flamengo está sendo respondido, caso haja culpa ou dolo, rogar que os culpados sejam punidos. Um crime não anula o outro.

  4. Engraçado essa atitude do flamengo em penalizar um atleta por causa de discussão besta de futebol , enquanto isto, as crianças que o clube matou da pior forma que existe tiveram sua indenização negada covardemente. É muita hipocrisia.

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Diversos

VÍDEO: ‘Em nenhum momento fui racista com ele’, afirma Índio Ramírez, do Bahia, após acusação de Gerson, do Fla; veja mais detalhes de versão

O meia colombiano Juan Pablo Ramírez, mais conhecido como Índio Ramírez, se pronunciou nesta segunda-feira após a acusação de racismo por parte de Gerson, do Flamengo. O jogador do Bahia nega que tenha cometido o crime. O atleta rubro-negro afirma que Ramírez disse “Cala a boca, negro”, durante a partida disputada entre as duas equipes, no último domingo, no Maracanã.

– Em nenhum momento fui racista com nenhum dos jogadores, nem com Gerson, nem com nenhuma outra pessoa. Acontece que quando fizemos o segundo gol botamos a bola no meio do campo para retomar o jogo rapidamente, e o Bruno Henrique finge. Eu arranco correndo e digo ao Bruno que “Jogue rápido, por favor”, “Vamos, irmão, jogar sério”. Aí ele joga a bola para trás e o Gerson, não sei o que me fala, me disse algo, mas eu não compreendo muito o português. Não compreendi o que me disse e falei “Joga rápido, irmão” – relatou Ramírez.

O jogador colombiano deu mais detalhes sobre sua versão. O vídeo com as declarações de Ramírez foi publicado nas redes sociais do Bahia a pedido do próprio atleta.

– Aí passo por ele e sigo a bola. Não sei o que ele entendeu. Ele jogou a bola e passou a me perseguir sem que eu entendesse o que se passava. Dei a volta por trás porque não queria entrar em briga com ninguém e depois ele sai falando que o tratei com “cale a boca, negro”, falando português quando eu realmente não falo português. Estou há apenas alguns meses no Brasil e sobre isso de ser racista não estou de acordo, porque isso não é bem visto em nenhuma parte do mundo e sabemos que no mundo todos somos iguais e em nenhum momento falei isso e menos ainda usei essa palavra – afirmou.

Gerson prestará depoimento nesta terça-feira, às 10h, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Centro do Rio de Janeiro, a respeito do ocorrido. O jogador assinou nesta segunda-feira a intimação para prestar depoimento. O departamento jurídico do Flamengo acompanha de perto o caso e assessora o atleta. O inquérito policial já foi aberto para apurar o caso envolvendo o meia.

A delegada Marcia Noeli, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, informou que Juan Ramírez, jogador do Tricolor Baiano, o técnico Mano Menezes e o árbitro Flavio Rodrigues de Souza, que apitou a vitória por 4 a 3 entre Flamengo e Bahia, serão intimados a dar depoimento presencial. Ramírez, por sua vez, já foi afastado no Bahia.

Com Lance e UOL

Opinião dos leitores

  1. Jogo bola desde sempre, e esses xingamentos fazem parte do esporte…. chamam de viado, cabeçudo, nego (que nas peladas nem xingamento é, é só uma forma de chamar a pessoa), branquelo, cara de buceta e por aí vai…

    E esse jogador aí se doendo e levando a frente um xingamento dito num jogo de futebol, aqui em Natal a gente diria a ele: É o fresco é?

  2. concordo que o racismo existe sim, mais por muitas vezes é cometido pela própria pessoa, que se acha diferente das outras, pela "COR, CRENÇA, SEXUALIDADE".

  3. Futebol é jogo disputado e de contato físico. Adrenalina alta e não mim venha com esse mi mi mi

  4. Ofendeu sim.
    Racismo é crime, tem que ser combatido na raiz.
    Brasil, um país de hipócritas, racistas e do jeitinho.
    Sou negro e vejo como me olham quando estou num restaurante, mercado, shopping, etc.

    1. Você tem como provar? Por que até agora só condenaram ele é não provaram nada.

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Esporte

Bahia afasta colombiano, que nega veementemente a acusação de Gerson sobre racismo

Gerson acusa Ramírez de racismo em duelo entre Flamengo e Bahia no Maracanã — Foto: Jorge Rodrigues / Agência Estado

O Bahia, através de nota em seu site oficial, manifestou-se sobre a denúncia de racismo feita pelo meia Gerson, do Flamengo, ao colombiano e jogador do time, Índio Ramírez, durante a derrota por 4 a 3, no último domingo. O Tricolor afirma que seu atleta negou veementemente as acusações sofridas, mas ao mesmo tempo afastou o meia-atacante até que a apuração do caso seja concluída.

Em entrevista após a partida, Gerson disse ter ouvido “Cala a boca, negro” do meia-atacante Índio Ramírez. No episódio, Gerson também discutiu com Mano Menezes no campo e pediu respeito ao técnico.

A transmissão do Premiere captou o áudio do momento em que Gerson reclama com Mano Menezes sobre Ramírez. Pelo som dos microfones (assista no vídeo acima), foi possível perceber que o meia do Flamengo reclamou em direção ao banco do Bahia.

Mano Menezes deixou o comando do Bahia poucas horas depois do episódio e, em publicação nas redes sociais, afirmou que condena qualquer ato racista.

O vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz concedeu entrevista após o jogo e defendeu apuração do caso. Na súmula da partida, o árbitro relata não ter visto o episódio de racismo.

Confira na íntegra a nota divulgada pelo Bahia:

“O Esporte Clube Bahia vem a público se manifestar sobre a denúncia de racismo feita pelo atleta Gerson, do Flamengo, ocorrida na noite deste domingo (20).

O atleta Indio Ramírez nega veementemente a acusação e a ele está sendo dada a oportunidade de se defender de algo tão grave.

O clube entende, porém, que é indispensável, imprescindível e fundamental que a voz da vítima seja preponderante em casos desta natureza.

Assim, decidiu afastar imediatamente o jogador das atividades da equipe até a conclusão da apuração.

O presidente Guilherme Bellintani ligou para Gerson a fim de prestar solidariedade.”

Globo Esporte

Opinião dos leitores

  1. Pessoal não sou racista, mas futebol quem gosta e entende sabe que o tratamento entre atletas é usado muitos palavrões, dar um desconto aí mano

  2. No que consistiu o ato de racismo?
    Mandar calar a boca?
    Chama-lo de negro?
    Racismo não é correto, mas precisa ser configurado.
    Trata-se das palavras ou da atitude?

  3. Ou aceitam ou vão ser isolados numa bolha de imbecis. O mundo não aceita mais: racismo; homofobismo; e qualquer tipo intolerância. Vermes desse tipo serão levados pra ilha de Robson Cruzué. Fica a dica e mimimi é a desculpa pra esconder a imbecilidade humana.

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Política

Alvo de racismo, primeira prefeita eleita em Bauru é jovem, negra, evangélica e conservadora

Foto: Reprodução/Instagram

Primeira mulher eleita prefeita de Bauru, jovem, negra, evangélica e conservadora. Assim pode ser descrita a jornalista Suéllen Rosim (Patriota), 32, que no último domingo venceu a eleição para a prefeitura da cidade localizada a 329 km de São Paulo.

Numa disputa em que seu partido entrou com chapa pura e em que teve apenas 14 segundos de tempo de TV no horário eleitoral no primeiro turno, Suéllen derrotou o médico e ex-vereador Raul Gonçalves Paula (DEM), 59, que estava em sua segunda tentativa de chegar à prefeitura.

A jornalista obteve 89.725 votos, 55,98% dos votos válidos, ante os 44,02% do adversário, que recebeu 70.558 votos e tinha uma coligação formada por mais três partidos —PSL, PP e MDB.

No primeiro turno, Suéllen já tinha liderado, mas com placar de 36,12% a 33,28%. O atual prefeito, Clodoaldo Gazzetta (PSDB), que tentava a reeleição, obteve 8,91% e ficou fora do turno final.

Evangélica, com um vice católico, o médico Orlando Dias (Patriota), 66, ela disse não ter enfrentado problemas em relação à religião, mas o mesmo não pode ser dito sobre a sua cor.

Nessa segunda-feira (30 de novembro), por exemplo, Suéllen recebeu mensagens racistas publicadas em um grupo de WhatsApp e em redes sociais e afirmou que não se silenciará.

Uma das mensagens dizia: “Bauru não merecia ter essa prefeita de cor com cara de favelada comandando nossa cidade. A senzala estará no poder nos próximos quatro anos”.

“São coisas que sabemos que existem e nos chateiam porque isso não é algo que nos valida ou não. Combater o racismo é desgastante, mas necessário. Tomei as medidas, registrei um B.O. pedindo providências para responsabilizar os envolvidos”, disse a prefeita eleita.

Foi a primeira disputa à prefeitura de Suéllen, mas não sua primeira eleição, já que em 2018 tentou ser deputada estadual. Foi a terceira mais votada na cidade, com 15.572 votos.

A disputa de dois anos atrás foi decisiva para que a jornalista deixasse o emprego que tinha havia oito anos na TV Tem, afiliada da Rede Globo na cidade, onde era repórter e apresentadora e no qual estava desde que se formou na Unitoledo, em Araçatuba.

“São duas coisas que não daria para conciliar. Para manter a imparcialidade necessária, seria impossível [seguir como jornalista]. A minha vinda para a política tem a ver com a conexão da rua, já que o jornalismo aproxima muito da população. A diferença é que, para ir além da profissão, a política é uma das ferramentas para resolver os problemas. Ela deve ser vista como solução, não problema.”

Problemas, aliás, é o que ela encontrará a partir de 1º de janeiro.

Além dos reflexos da pandemia do novo coronavírus, que em Bauru já resultou em 17.849 casos confirmados e 268 mortes, para uma população de 379.297 habitantes, o abastecimento de água, o tratamento de esgoto e a geração de empregos são questões que devem ser prioridades, segundo Suéllen.

A transição com Gazzetta deverá começar de imediato, de acordo com o atual prefeito.

“Parabenizo inicialmente pela campanha limpa e desejo à prefeita eleita, jornalista Suéllen Rosim, e ao vice-prefeito, dr. Orlando Costa Dias, uma gestão de sucesso e que possam contribuir com o desenvolvimento sustentável da nossa cidade. A partir de amanhã [segunda] estou colocando toda a prefeitura à disposição para um processo de transição”, escreveu Gazzetta logo após a divulgação do resultado, na noite de domingo (29).

Outro problema será como conseguir aprovar projetos na Câmara já que, sem coligação com nenhuma outra sigla, o Patriota elegeu apenas um vereador, Marcelo Afonso.

“Fizemos um só, mas foi uma característica geral, com muitos partidos elegendo poucos nomes. Houve disputa até ontem [domingo], agora a apuração já terminou. Temos de dialogar para trabalhar o bem comum, que é Bauru.”

O Legislativo local tem 17 cadeiras e terá, a partir de 1º de janeiro, políticos de 13 legendas. Só PSL, DEM, MDB e Republicanos conseguiram duas vagas cada um.

Dos eleitos à Câmara, apenas três são mulheres. Suéllen disse esperar que sua eleição contribua para que a “porta permaneça aberta para que outras mulheres continuem passando por ela”.

Mulher, primeira prefeita, jovem, negra, evangélica e conservadora. Falta algo? “Eu acrescentaria que vou governar para todos. Ao longo da minha carreira construí uma zona de conforto entre as duas frentes [profissão e política]. Hoje tenho diálogo extremamente aberto com todos, até porque não tem como ser diferente.”

RAIO-X
Suéllen Rosim, 32

Prefeita eleita de Bauru (SP) pelo Patriota, é natural de Dourados (MS). Era jornalista até disputar sua primeira eleição, em 2018, quando tentou se eleger deputada estadual em São Paulo. Declarou na eleição deste ano ter patrimônio de R$ 1.659,92 (poupança, previdência privada e título de capitalização)

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. O interessante q a questão de vota ou não na câmara é por partido e não pelo bem comum. Principalmente vereadores deveriam votar pelo bem comum, creio eu. Sobre essa discursão sobre racismo é fazer o que ela fez, procurou os meios legais e pronto. É governar pelo povo e para o povo mas sem ficar com esse vitimismo de racismo. Bola pra frente e que faça uma boa administração.

  2. Paulo e sua máquina de ódio, sossega cara. Se esquerdista gostasse de macumba, no governo Lula não tinha explodido o número de evanjegues.

    1. O esquerdista não gosta do cristianismo.
      Gosta de macumba, de liberação de drogas, de marcha de vadias com peitos de fora, gosta de ir a parada gay, e passa dia e noite falando mal do cristianismo e de Bolsonaro.
      E também dos negros que não forem seguidores de Maduro e de Lula, caso da prefeita.

    2. Paulo, você tem sérios problemas e precisa procurar um psicólogo para se tratar.

  3. Será q a terraplanista conservadora vai dizer q não existe racismo no Brasil apos ter sofrido?
    Eu nao duvido nada dessa turma. Eles vivem uma distopia total.

    1. Esquerdismo é doença.
      O esquerdismo tenta provocar guerras raciais para se dar bem.
      A esquerda se alimenta do caos e desgraça .
      Lula comemorou a chegada do corona vírus.
      A escravidão acabou há 140 anos e o esquerdista passa dia e noite falando em racismo.
      Daqui a 200 anos, se ainda houver esquerda, o fanático esquerdista continuará com mimimi, dizendo que existe um racismo estrutural.
      So nos Estados Unidos e Brasil a imprensa passa dia e noite incentivando o "ódio" e o quebra quebra.

  4. Dizer que é a prefeita eleita é muito gata, é politicamente incorreto? Pois eu achei Suellen muito bonita e desejo-lhe uma profícua gestão. Espero não ser patrulhado pela esquerda, já que todo e qualquer comentário é condenado.

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Diversos

‘Não existe racismo no Brasil’, diz Mourão, ao comentar morte de homem negro no RS, citar ‘desigualdade’ e comparar com EUA

Foto: FDR

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira, 20, lamentar a morte de um homem negro espancado por seguranças em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, mas disse que o ocorrido não pode ser classificado como um episódio de racismo. “Digo com toda a tranquilidade para você: não existe racismo no Brasil”, afirmou Mourão.

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi agredido até a morte na noite de ontem no interior de uma loja da rede. Um dos agressores era segurança do local e o outro, um policial militar temporário. Ambos brancos. O crime ocorreu na véspera do Dia da Consciência Negra, celebrado hoje.

“Digo isso porque já morei nos Estados Unidos. Racismo tem lá”, disse Mourão ao negar a existência do racismo no Brasil. “Aqui existe desigualdade. Fruto de uma série de problemas”, completou.

O vice citou que viveu no país norte-americano no fim da década de 1960 e, na época, ficou impressionado com políticas segregacionistas. “Na minha escola, quando eu morei lá, o pessoal de cor andava separado. Eu nunca tinha visto isso aqui no Brasil. Saí do Brasil, fui morar lá, era adolescente e fiquei impressionado com isso.”

Mourão afirmou que a maior parte das “pessoas de cor” são de “nível mais pobre” e citou que a sociedade brasileira é “misturada”. “Grande parte das pessoas, vamos colocar assim, de nível mais pobre, que tem menos acesso aos bens e as necessidades da sociedade moderna, são gente de cor. Apesar de nós sermos uma sociedade totalmente misturada, é só tu olhar a minha lata aqui né”, disse, indicando sua própria cor de pele. Durante a campanha eleitoral, o vice informou à Justiça Eleitoral ser de origem “indígena”.

Mourão não é o único no governo a negar a existência de racismo no País. O presidente Jair Bolsonaro já afirmou que “racismo é algo raro no Brasil” e nomeou na Fundação Palmares o jornalista Sérgio Camargo, que também adota postura negacionista em relação ao tema.

Camargo sempre manifestou desprezo pela agenda da Consciência Negra. Em conversa com dois servidores, a que o Estadão teve acesso, no dia 30 de abril, ele classificou o movimento negro como “escória maldita”, que abriga “vagabundos”, e chamou Zumbi de “filho da puta que escravizava pretos”. Ele chegou a retirar o nome de artistas que contribuíram com a cultura do País da lista de personalidades históricas da Palmares. Excluiu, por exemplo, os nomes de Gilberto Gil, Milton Nascimento, Leci Brandão e Martinho da Vila.

“Não tenho que apoiar agenda consciência negra. Aqui não vai ter, vai ter zero da consciência negra. Quando cheguei aqui, tinham eventos até no Amapá, tinha show de pagode no dia da consciência negra”, disse Camargo na conversa com os funcionários, que foi gravada.

Histórico. Esta não é a primeira vez que o vice emite opiniões polêmicas sobre negros. Em 2018, quando ainda era candidato na chapa de Bolsonaro, Mourão disse que o Brasil “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos”. A declaração teve repercussão negativa e adversários políticos, como a ex-ministra Marina Silva (Rede), o acusaram de racismo.

Mais cedo, também do governo federal, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, se solidarizou e colocou a pasta à disposição da família de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos. Nas redes sociais, Damares disse que as imagens do ocorrido causam “indignação e revolta”.

“Nós do @mdhbrasil estamos trabalhando para que nenhum pai de família, ou quem quer que seja, passe por situação semelhante. Aqui trabalhamos com os direitos humanos das vítimas de crimes, política que está em formulação e será em breve apresentada”, disse. Nesta sexta-feira, 20, Damares tinha reunião prevista com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. O chefe do Executivo ainda não se pronunciou sobre o caso.

“A vida de mais um brasileiro foi brutalmente ceifada no estacionamento de um supermercado, no Rio Grande do Sul. As imagens são chocantes e nos causaram indignação e revolta”, escreveu a ministra.

“Chega de violência, chega de tanta barbárie. Temos muito trabalho pela frente para mudar essa realidade no país”, declarou. Ela ressaltou que seu ministério está disponível para “prestar toda assistência necessária” à família da vítima. ” “Sintam-se abraçados por nós”, acrescentou. A ministra também parabenizou a polícia gaúcha “pela rápida resposta e prisão dos responsáveis”. A Polícia Civil do Estado investiga o crime. Os dois homens foram presos em flagrante.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Gente vamos acalmar os ânimos, não temos aqui no Brasil um racismo radical como existe nos EUA e no restante do mundo.

  2. Quantos generais negros há no Brasil?
    E cardeais?
    E técnicos de futebol?
    E imortais da Academia Brasileira de Letras?

  3. Deviam dar a importância como se e tratado o ser humano, principalmente a classe trabalhadora mais humilde, duvido se fosse um juiz ou outra pessoa com um cargo de alto escalão, se ele seria tratado da mesma forma que esse senhor que foi espancado até a morte. Pra mim isso foi um caso de intolerância e não de racismo

  4. Essa morte não tem nada a ver com racismo, a mídia está usando esse argumento para ganhar audiência pelo fato da vitima ser da cor negra, justamente no no dia da consciência negra.
    Lamentável!!!!

  5. O que houve foi um assassinato de um cidadão , é caso de polícia !!! O que a cor tem haver com esse ato estupido ? E muda a gravidade se for branco,Prêto ou amarelo ? O mais importante é combater as desigualdades isso sim é o nosso problema !

  6. Mourão nessa errou feio, errou rude. Brasil, maior país rascista do mundo, onde branco pobre tem preconceito com negro rico, onde pardo escuro não se acha preto por não ter cabelo carapinha….

  7. Podem terem cometido excessos, mas o cara tem uma bela ficha criminal, agrediu verbalmente a funcionária do caixa, e deu um soco em um dos seguranças, queria que os seguranças abaixasse as calças para ele! Isso é um mimimi da porra!!!

  8. Nem um negro pode dizer que não existe racismo, o mundo vem abaixo. Ooo mundo véi bagunçado!!! Tá igual aquele repórter da Maria Braga que foi entrevistar uma engenheira sobre machismo em obras e ela respondeu "nunca sofri"… pronto; Fim da entrevista e todo mundo revoltado no PROJAC kkkkkkk

    1. Vá estudar.
      O homi é general do Exército brasileiro, poliglota e tu ainda da um rincho desses.
      Vá comer capim pra cagar redondo babaca.

    2. JR deixe de ser babão . O comentário de CHICÓ está muito bom . Esse cabelo de graúna é lá poliglota . Vai arrumar um meio fio para pintar e deixe de ser babão ovo .

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Diversos

Defensoria do AM notifica comerciantes sobre racismo no termo ‘Black Friday’

Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo/Arquivo

A Defensoria Pública do Amazonas está recomendando aos comerciantes do Estado que substituam o termo ‘Black Friday’ por ‘Semana Promocional’ para se referir ao dia – ou semana – em que o varejo faz promoções no mês de novembro. O órgão informou que a orientação busca promover o ‘respeito às comunidades afrodescendentes’.

Um ofício assinado pelos defensores Christiano Pinheiro e Leonardo Aguiar foi encaminhado nesta quarta-feira, 4, à Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL) e à Associação Comercial do Amazonas (ACA). As entidades têm cinco dias para apresentar uma resposta.

No documento, os defensores argumentam que o termo ‘Black Friday’, que em português significa ‘sexta-feira preta’, carrega conotação racista implícita em razão de uma suposta correlação entre produtos com descontos e a cor da pele.

“Como se a cor significasse algo com valor diminuído”, explica a Defensoria. “A palavra preto (black), independentemente da língua ou vernáculo na qual é articulada, é utilizada de forma pejorativa, empregada no menosprezo a uma raça inferiorizada pela intolerância e subjugo histórico”, diz um trecho da recomendação.

Os defensores também argumentam que grandes empresas brasileiras baniram o termo em respeito a organizações de direitos civis e entidades representativas do movimento negro. O movimento ganhou força após o Grupo Boticário anunciar que não usará a expressão em 2020 como iniciativa para combater o racismo e promover a igualdade racial.

A recomendação da Defensoria do Amazonas aponta ainda que, historicamente, a expressão ‘sexta-feira negra’ costumava ser usada para se referir a eventos ruins como calamidades e crises.

“Os termos negro, escuro, preto são utilizados de forma depreciativa, fazendo referência a situações negativas e indesejáveis, tais como: peste negra (black plague), a coisa está preta, o lado negro da força (the dark side of), coisa de preto (black thing), tinha que ser preto, serviço de preto (black service), mercado negro (black market), não sou tuas negas, denegrir (denigrate), magia negra (black magic), lista negra (the black list), ovelha negra (black sheep), Dark Web”, afirma o documento.

Reportagem do Estadão Verifica explicou as possíveis origens do termo ‘Black Friday’. De acordo com a publicação, ‘não há evidências’ de que a expressão tenha cunho racista. Nos Estados Unidos, onde surgiu, a expressão batiza a sexta-feira após feriado de Ação de Graças, quando é feita uma queima de estoques para que se inicie a temporada de compras para o Natal.

Embora não haja uma única explicação para a origem do nome, ‘não há ligação comprovada com a escravidão’. “A relação entre Black Friday e escravidão virou uma lenda urbana e já foi desmentida sucessivas vezes por veículos como BBC (2014), Washington Examiner (2018), History Channel (2018), AFP (2019) e The Telegraph (2019)”, mostrou o Verifica.

Na avaliação dos defensores do Amazonas, no entanto, há diferença entre os contextos brasileiro e americano. “Nos Estados Unidos da América o termo Black Friday é utilizado um dia após o Dia de Ação de Graças, com uma representatividade comercial local, o que torna a utilização do termo fora de contexto no Brasil, com uma conotação de discriminação racial, ao dizer que o dia preto é promocional”, avaliam.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Para quem quiser (de forma cordial, sem radicalismo) expressar sua discordância aos diletos defensores, seus e-mails são públicos na página da defensoria: christiano@defensoria.am.gov.br
    Uma boa oportunidade de exercermos a democracia e o diálogo opinando junto às instituições estatais.

  2. E se fosse White Friday será q fariam o mesmo? O ser humano está cada vez insuportável. Tanta coisa de extrema importância pra se preocupar

    1. Os 2 defensores juntos ganham 40 mil reais de nós contribuintes..para fazer esse tipo de serviço besta.

    2. Pelo jeito não falta trabalho não.
      Pesquisando no google: "O Jusbrasil encontrou 2089 processos de Christiano Pinheiro da Costa nos Diários Oficiais. 2078 processos são do TJAM e 8 processos são do STJ".

  3. Esses caras não tem o que fazer, tanta coisa importante pra se discutir e vem esses doutores se preocupar com isso.
    Bando de hipócritas.

  4. Há racismo no establisment mundial.
    Tentando manipular a sociedade usando o nome das pessoas negras.
    As empresas e emissoras que passam dia e noite falando em racismo não se preocupa com o bem estar dos negros que vivem na África, muitos inclusive na miséria e em regimes ditatoriais.
    Mas isso não importa.
    O importante é lacrar.
    Por que a defensoria não recomenda às empresas americanas acabarem com o Black Friday?
    Ou mudar para White Friday, já que a defensoria diz que o termo Black tem conotação negativa.
    Ou então acabar com a promoção já que ela desagrada à defensoria.

  5. Black quer dizer preto em inglês, então sugiro a gente tirar a palavra preto do nosso dicionário… Sou afro descendente e não vejo nada demais nessa promoção, aliás nunca vi, pq vou ver agora?

  6. Falta do que fazer dá nisso…
    Então como chamaremos a "febre amarela"? Afinal, independente do vernáculo, amarela é uma forma pejorativa de se referir aos asiáticos.
    E pensar que pagamos, e caro, para sustentar quem faz isso.

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Diversos

Contra racismo, Grupo Boticário extingue “Black Friday”, diz CEO

Foto: (O Boticário/Divulgação)

Na manhã desta terça-feira, 29, o presidente do Grupo Boticário Artur Grynbaum publicou no LinkedIn o adeus da companhia ao termo “Black Friday“. Após dezenas de empresas se pronunciarem antirracistas por meio de compromissos como destinação de verba para programas sociais ou contratação ativa de negros, o Boticário busca chamar a atenção do mercado sobre a origem do termo “Black Friday” e pensar em novas possibilidades.

A dois meses da “Black Friday” – um dos períodos mais relevantes do ano para o varejo e a data mais importante para o comércio eletrônico em todo o mundo, nos deparamos com um incômodo recorrente: há anos conversamos sobre a possível origem do termo “Black Friday”, sobre a ausência de dados científicos que comprovem que ele realmente não se relaciona à questão da escravatura. Então, respeitando os movimentos que sentem desconforto com o termo, decidimos parar de refletir e começar a agir – não teremos mais o termo Black Friday no Grupo Boticário.

Na publicação, o executivo comenta ainda os compromissos da companhia com a promoção da diversidade e da inclusão, com práticas desde 2013 para a equidade de gênero, LGBTQIA+, pessoas com deficiência, pessoas de diferentes gerações e raça. Para as iniciativas de equidade étnico-racial, por exemplo, há grupo de afinidade ‘Além da Pele’ e o apoio de especialistas.

O período de descontos continuará existindo em 2020, mas com um novo nome para a ocasião: Beauty Week. Grynbaum diz contar com outros executivos do país para outras mudanças. “Convido aqui minhas e meus colegas, lideranças empresariais em todo o país para se juntarem a nós e repensarem suas Black Fridays, batizando-as com outros nomes, que façam sentido para cada empresa e setor. Afinal, não estamos falando “só” de uma mudança no termo: está em pauta aqui o caminho para alcançarmos o sucesso responsável e dar mais uma contribuição para uma nova perspectiva de raça na sociedade, com senso de urgência e coragem”.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Pura demagogia essa atitude do Boticário, penso que essa maneira de agir está incentivado o racismo. Todas as perfumarias agora querem aparecer de forma polêmica, onde o melhor caminho seria melhorar seus produtos. Tiro no pé!

  2. Quando eles vão falar das ofertas q não são ofertas? Deveria fazer essas "ofertas" em 1 de abril pra ser mais coerente. #FicaADica

  3. Ridículo. Povinho imbecil. O termo "Black Friday" não tem nada a ver com racismo. Para esses idiotas, tudo é assédio, tudo é homofobia, tudo é misoginia, tudo é racismo… o que esses canalhas querem é uma guerra civil, com milhões de mortes. Vão arranjar uma lavagem de roupa, bando de psicopatas.

  4. Maior demonstração de racismo. Black Friday, não é o preto pela cor da pele e sim falando da escuridão.

    "Acho lindo" esse racismo velado. Se acha que ofende troque o nome e faça uma promoção aos clientes. Não utilizem demagogia para isso não, pois é igual ao que inventarão de tambem proibir o ditado popular de "A COISA FICOU PRETA". Repetindo, é falado não por questãod e cor de pele e sim de escuridão, trevas.

  5. A cor preta nunca vai deixar de existir. Seja nas tintas coral, nos lápis de olho ou de coleção, para se colorir ou na pele de uma parte da população.
    Se colocarem "white friday" ninguém vai se importar. Porém, vão falar que é racismo.
    Isso é o que podemos chamar de "puxincoi da mulesta". Rsss

  6. Kkkkkkkkkkkk! Tudo pelo e o lucro! Deu certo com a Natura e a Magazine Luiza! Mas já não é mais novidade, não terá a mesma repercussão!

  7. É para chamar a atenção pra MARCA .. POLEMIZAR , ganhar publicidade de graça , bando de PELÉS , existe há anos essa promoção , agora vem uns da REPÚBLICA DAS BANANAS, polemizar , deixa de frescura, já Nso usava essa bosta, agora peguei foi NOJO DASSA MALANDRAGEM

  8. Beauty Week??? Porque não "Semana de Liquidação? Mas os termos em Inglês têm apelo mais comercial para os incautos! Mas estou me sentindo discriminado… é que por ser feio preciso usar produtos cosméticos para esconder as proporções desproporcionais. Os perfumes também me ajudam um pouco, assim não sou bonito e me sinto excluído dessa ação de marketing! Recebam meu protesto!

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Diversos

PSG anuncia apoio total a Neymar em caso de racismo

Foto: Reuters/Gonzalo Fuentes/Direitos Reservados

O Paris Saint-Germain divulgou, no início da tarde desta segunda-feira (14), um comunicado dando total apoio a Neymar, que acusou o zagueiro Álvaro González de racismo durante a partida contra o Olympique de Marseille, neste domingo (13), válida pela terceira rodada do Campeonato Francês.

Na nota, o clube francês afirma que “não há lugar para o racismo na sociedade, no futebol ou nas nossas vidas e apela a todos para que se manifestem contra todas as suas manifestações [de racismo] em todo mundo”.

O PSG também pediu ação da Comissão Disciplinar da Liga de Futebol Profissional (LFP) e se colocou à disposição para colaborar no andamento das investigações.

Neymar foi expulso na derrota para o Olympique, neste domingo (13), por ter dado um tapa na cabeça do espanhol Álvaro González. Aos 37 minutos do primeiro tempo, o atacante já havia chamado o quarto árbitro reclamando do zagueiro, gritando “Racismo, não”. Após a partida, o atacante reagiu em sua conta oficial no Twitter denunciando o jogador adversário, afirmando que foi chamado de “macaco filho da p…”.

Logo depois, Neymar postou novamente e disse que o único arrependimento dele era “não ter dado um soco na cara” de Álvaro González. O zagueiro também utilizou as redes sociais para se defender, publicando uma foto com outros jogadores do Olympique.

“Não há lugar para racismo. Carreira limpa e com muitos companheiros e amigos no dia a dia. Às vezes, tem que aprender a perder e assumir isso em campo. Incríveis três pontos hoje”.

A postagem provocou nova reação de Neymar, que respondeu.

“Você não é homem de assumir teu erro, perder faz parte do esporte. Agora insultar e trazer o racismo para nossas vidas não, eu não estou de acordo. Eu não te respeito! Você não tem caráter! Assume o que tu fala mermão… seja homem rapá! Racista!”.

A LFP ainda não se manifestou sobre o caso.

Confira abaixo a nota oficial do PSG na íntegra.

“O Paris Saint-Germain apóia fortemente Neymar Jr, que afirmou ter sido vítima de insultos racistas de um jogador adversário.

O Clube lembra que não há lugar para o racismo na sociedade, no futebol ou nas nossas vidas e apela a todos para que se manifestem contra todas as suas manifestações em todo o mundo.

Há mais de 15 anos, o Clube está fortemente empenhado na luta contra todas as formas de discriminação ao lado dos seus parceiros como SOS Racisme, Licra ou Sportitude.

O Paris Saint-Germain conta com a Comissão Disciplinar da LFP para investigar e lançar luz sobre estes fatos. O Clube está à sua disposição para colaborar no andamento das investigações.”

Agência Brasil

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Diversos

Brasileiro reconhece racismo, mas critica ‘politicamente correto’, diz pesquisa

Foto: Natalia Riabchenko/Shutterstock

Estudo publicado nesta quarta-feira (17) sobre a percepção do brasileiro em relação ao racismo e ao preconceito racial no país aponta que a população negra em geral tem menores chances de ascensão no trabalho, salários e cargos mais precários e maiores chances de ser abordada de forma truculenta pela polícia. No geral, os brasileiros reconhecem que a cor de pele pode influenciar na carreira e nos estudos, mas ainda assim criticam a chamada “patrulha do politicamente correto”.

De acordo com o levantamento, 94% dos brasileiros consideram que uma pessoa negra tem mais chances de ser abordada de forma violenta ou ser morta pela polícia. No sentido inverso, a percepção da população é de que uma pessoa branca tem 91% mais chances de conseguir um emprego e 85%, mais chances de entrar numa faculdade.

O estudo também alerta para a desigualdade racial no ambiente de trabalho. De acordo com a pesquisa, 36% dos brasileiros e 76% dos brasileiros negros dizem conhecer alguém que já tenha sofrido preconceito, discriminação ou algum tipo de humilhação ou deboche por sua cor ou raça dentro do ambiente de trabalho.

“Não estamos falando de um problema dos negros, estamos falando de um problema da sociedade”, considerou o presidente da Cufa Global, Preto Zezé, durante conferência online. “Mesmo nos espaços progressistas, onde se discute igualdade de gênero e questões raciais, os nossos representantes são brancos.”

Anna Karla Pereira, da Frente Favela Brasil, apontou para a necessidade de que negros tenham mais presença nos parlamentos e cargos executivos no Brasil. “Isso é importante para que criem leis e formas para que se mude (o racismo estrutural), desde o processo de educação até a destinação do dinheiro público”, pontuou.

‘Patrulha’

Apesar de reconhecer as diferenças de tratamento entre negros e brancos, a pesquisa apontou que o brasileiro, em geral, critica o que chama de “patrulha do politicamente correto”. Ao todo, 58% concordam ou concordam em parte que a “patrulha” está “deixando o mundo mais chato”.

“A questão é que, ao falar do politicamente correto, a gente está falando de hábitos, de pessoas que se reconhecem neles”, ressaltou Anna Karla. “Isso nada mais é do que o ego da pessoas.”

Coronavírus

O estudo também apontou o reflexo da pandemia do novo coronavírus na sociedade. A população negra, mais uma vez, foi a mais afetada. Segundo o levantamento, 73% tiveram diminuição de renda na família (ante 60% entre os brancos); 49% deixaram de pagar alguma conta (foram 32% entre os brancos); e 36% relataram ter alguém na família que perdeu o emprego, ante 28% na população branca.

Parte da pesquisa – realizada pelo Instituto Locomotiva para a Central Única das Favelas (Cufa) – foi respondida, por amostragem, por 1.459 pessoas de 72 cidades do País e de todas as classes sociais. Outra parte contou com um questionário online, respondido por 1.652 pessoas de todo o Brasil.

CNN Brasil com Estadão

Opinião dos leitores

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Televisão

Reality ‘A fazenda’: Record confirma caso de racismo e demite funcionário; participante foi chamada de ”macaco” por operador de câmera

(Foto: Reprodução/PlayPlus)

Em comunicado enviado, na manhã desta quarta-feira (6/11), a TV Record anunciou que demitiu um operador de câmera do reality A fazenda após um comentário racista no programa. A participante Sabrina Paiva havia reclamado, no dia anterior, que ouvi a fala vindo de trás de um dos vidros da sede, onde geralmente ficam cinegrafistas e outros profissionais.

“Eu acho que aquilo foi para mim…Eu era a única que estava em pé. Na hora em que eu fui tomar água, estava todo mundo sentado, aí eu ouvi ‘senta aí, macaco’ e um palavrão”, comentou a participante.

De acordo com a emissora, ao fim do programa, a produtora que presta serviços à Record e é a contratante do funcionário identificou o operador de câmera como ofensor. “Ele foi repreendido e teve seu contrato de trabalho rompido sumariamente”, diz. O, agora, ex-funcionário não teve o nome divulgado.

A emissora também diz que repudia veementemente esta atitude e qualquer tipo de preconceito. “Como se trata de ofensa racial, será informado à participante Sabrina Paiva que a ela será dado o direito de fazer a representação legal ao ofensor, se assim quiser e no momento que desejar”, diz.

 

Ver essa foto no Instagram

 

A #RecordTV informa que ontem (5) durante o reality #AFazenda, ao vivo, um operador de câmera, posicionado atrás de um dos espelhos da sala, fez um comentário racista a respeito da participante Sabrina Paiva. Imediatamente ao fim do programa, a produtora Teleimage (que presta serviços à Record TV e é a contratante do operador de câmera), identificou o ofensor. Ele foi repreendido e teve seu contrato de trabalho rompido sumariamente. A Record TV repudia veementemente esta atitude e qualquer tipo de preconceito. Como se trata de ofensa racial, será informado à participante Sabrina Paiva que a ela será dado o direito de fazer a representação legal ao ofensor, se assim quiser e no momento que desejar. A Record TV e a produtora Teleimage lamentam o fato e não admitem que algo dessa natureza aconteça em suas produções.

Uma publicação compartilhada por Record TV (@recordtvoficial) em

Correio Braziliense

Opinião dos leitores

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Diversos

Trump diz que EUA devem condenar “racismo, fanatismo e supremacia branca”

Foto: REUTERS/Leah Millis/05.08.2019

 

 

No pronunciamento mais eloquente desde os massacres no Texas e em Ohio, no fim de semana, Donald Trump disse hoje que os Estados Unidos não devem tolerar o ódio e o extremismo.

“Nossa nação deve condenar o racismo, o fanatismo e a supremacia branca”, afirmou o presidente americano. “Essas ideologias sinistras devem ser derrotadas.”

No pronunciamento mais eloquente desde os massacres no Texas e em Ohio, no fim de semana, Donald Trump disse hoje que os Estados Unidos não devem tolerar o ódio e o extremismo.

“Nossa nação deve condenar o racismo, o fanatismo e a supremacia branca”, afirmou o presidente americano. “Essas ideologias sinistras devem ser derrotadas.”

O Antagonista e R7

 

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Esporte

VÍDEO(RACISMO VOLTA A MANCHAR O FUTEBOL BRASILEIRO): "Prendam esta mulher" – Por Juca Kfouri; acusada afasta do trabalho

Untitled-5Esta figura, com a mão na boca, que se parece com uma coruja, xingou o goleiro Aranha de macaco duas vezes, clara, inequivocamente.

Além dela, outros três elementos guincharam com conhecimento de causa para o santista.

Ela já está identificada. Chama-se Patrícia Moreira.

VÍDEO AQUI

Eles também precisam ser identificados e pagar pela estupidez.

As imagens são da ESPN Brasil e você pode vê-las, em movimento, na página do canal.

http://blogdojuca.uol.com.br/2014/08/prendam-esta-mulher/

JOVEM É AFASTADA DO TRABALHO

Flagrada pelas câmeras da ESPN chamando o goleiro Aranha, do Santos, de “macaco”, a torcedora gremista Patrícia Moreira foi afastada nesta sexta-feira de seu trabalho, no Centro Médico Odontológico da Brigada Militar, informou a assessoria de comunicação da corporação. Ela é funcionária de uma cooperativa que presta serviços à Brigada.

http://espn.uol.com.br/noticia/436121_torcedora-racista-do-gremio-e-afastada-do-trabalho-diz-jornal

Opinião dos leitores

  1. ESSES NEGROS SÃO MUITO DEDEM DA MAMÃE, SE APEGAM AO RACISMO PARA SE FAZEREM DE VITIMA. VAI VER NA EUROPA SE OS CARAS IM DEMOLIR A VIDA DE UMA JOVEM POR UM DESABAFO EM CAMPO DE FUTEBOL, POR CAUSA DE UM NEGÃO DENGOSO!!

  2. O RS será sempre beçario de racistas. Muitos descendem de alemães e isso pode explicar muita coisa, ou não?

  3. Claro que a conduta da moça é criminosa e ignóbil. Merece ser punida porque, siceramente, racismo é odioso e não pode ser tolerado em nenhuma hipótese.
    Mas xingá-la de "coruja" não torna o jornalista muito diferente dela não….

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Esporte

Grêmio promete identificar torcedores que chamaram Aranha de "macaco"

O assessor de futebol do Grêmio, Marcos Chitolina, afirmou que o clube vai tomar providências para identificar os torcedores que fizeram manifestações racistas contra o goleiro Aranha, 33, do Santos, durante o jogo desta quinta-feira (28), pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

“A torcida do Grêmio não é racista. Foi um ato individual. A Arena [do Grêmio] tem totais condições de identificar os torcedores. Vamos identificar esses torcedores e tomar as medidas cabíveis”, disse Chitolina.

Aranha sofreu ofensas racistas durante a reta final do segundo tempo durante a vitória do Santos sobre o Grêmio por 2 a 0 Imagens da ESPN Brasil, que transmitia a partida, mostram ao menos uma torcedora gritando o que parecia ser ‘macaco’.

“A torcida pegar no pé é normal, mas aí começaram com palavras racistas, como preto fedido e cambada de preto. Aguentei até que começaram com o canto de macaco. Fico nervoso, desculpa a palavra, fico mais puto com essas coisas acontecendo aqui”, afirmou o goleiro, em entrevista à ESPN Brasil.

“Quando me chamaram de preto, eu disse que sou preto sim, sou negão sim. Sempre tem alguns racistas aqui no meio. Está dado o recado para ficar esperto para a próxima partida”, completou.

Em março, o volante Arouca, do Santos, também foi alvo de ofensas racistas em um jogo contra o Mogi Mirim, pelo Campeonato Paulista.

Em julgamento, no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, o Mogi Mirim foi punido a pagar R$ 50 mil de multa por causa do episódio de racismo.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. O RS é berço de manifestações racistas faz muito tempo. Como o estado foi bastante povoado por Alemães, acho que isso faz com que eles se achem a fina flor da humanidade.

  2. Me impressiona que ainda existem seres se achando ''superiores'' por se achar ''branco'' imbecilidade tem limites ! ?

    Minha noiva é loira e eu sou moreno, quando chegamos em determinado local, observo uns ''olhares'' porém nem ligo.

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Diversos

FOTOS: Mulher chama agente de trânsito em Mossoró de "macaco" e vai presa

ScreenHunter_1895 Mar. 13 12.07 20140313_120441Fotos: Passando na Hora

Um agente de trânsito da Prefeitura de Mossoró acusa uma mulher de racismo após ser ofendido por aplicar uma multa de trânsito. O caso aconteceu na manhã dessa quinta-feira (13), no cruzamento das ruas Jeremias da Rocha com a Prudente de Morais, bairro Santo Antonio, em Mossoró. De acordo com o agente Erivanaldo, o casal estava numa motocicleta Honda que avançou o sinal vermelho. Após apitar e anotar a placa para aplicar a multa, o agente foi abordado pelo casal que retornou para cobrar explicações sob a justificativa que o sinal estava amarelo. Ao manter a multa, o agente passou a ser ofendido pela mulher que estava como passageira. Ela teria dito: “Só podia ser negro… Negro é que nem macaco, devia tá comendo banana, não era pra trabalhar no trânsito não”. O agente acionou a polícia e o caso foi encaminhado para a Delegacia da Mulher, pois os outros delegados civis de Mossoró estavam envolvidos numa operação.

A delegada Cristiane Magalhães informou que houve injuria racial e o crime é afiançável. A acusada será autuada no Artigo 140 Parágrafo 3º. O Via Certa RN conversou com a acusada, de 27 anos, que mora no bairro Barrocas. Segundo a mulher, o guarda quis agredi-la fisicamente, “Ele colocou o dedo na minha cara e eu chamei ele de macaco sim” , finalizou a mulher.

Com informações do Via Certa através do Blog Passando na Hora

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