Política

Ex-diretor do Ministério da Saúde acredita ser perseguido pela família Miranda após negar cargo a irmão

FOTO: ADRIANO MACHADO/REUTERS

O ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, afirmou nesta quarta-feira (7), à CPI da Covid, que o fato de ter recusado uma vaga ao servidor da pasta Luís Ricardo Miranda pode ter motivado a denúncia contra ele relacionada a supostas irregularidades no contrato de compra da vacina indiana Covaxin.

O servidor, chefe de importação do Departamento de Logística, fez a denúncia ao lado de ser irmão, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF). Eles acusam Roberto Dias de ser o autor de algumas das pressões para agilizar a importação do imunizante indiano.

O ex-diretor disse na CPI estranhar que por trás das denúncias que recaem sobre ele está sempre o nome do deputado Luís Miranda. Além dos problemas no contrato da Covaxin, ele foi acusado de pedir propina em um início de negociação com a empresa Davati, que tentava vender ao Brasil 400 milhões de doses da AstraZeneca.

“Estranho depreender que todas as falsas e fantasiosas acusações de alguma forma se ligam ao deputado Luis Miranda. A primeira em virtude da lotação funcional do seu irmão, que o subsidiou equivocadamente com documentos, invoices, que provocaram uma grande confusão. A segunda, tão sem pé nem cabeça quanto a primeira, acidentalmente demonstrou existir vínculo comercial entre o senhor Cristiano e o deputado Luis Miranda”, mencionou Roberto Dias.

Ele acredita que o único problema que teve com Luís Ricardo foi a negativa do cargo. “Confesso que neguei um pedido de cargo para seu irmão servidor. E por um momento pensei que pudesse ser uma retaliação. E confesso que sempre achei desproporcional demais. Mas agora o que se deslinda é a possibilidade de ter ocorrido uma frustração no campo econômico também”, afirmou.

Luís Ricardo teria pleiteado a vaga do tenente-coronel Alex Lial Marinho, ex-coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos exonerado em março. A vaga, de acordo com Roberto Dias, pagava mensalmente algo em torno de R$ 10 mil.

“Eu entendi que (Luís Ricardo) não tinha o perfil para o cargo”, justificou Roberto Dias.

Em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, o deputado Luís Miranda atribuiu a fala do ex-funcionário do ministério a uma estratégia do governo.

“É o famoso comentário que segue a mesma estratégia de todos. Desconstruir a testemunha. Fazer ter uma dúvida para que a base bolsonarista faça um recortezinho”, afirmou Miranda.

O político do DEM negou que o irmão tivesse qualquer pretensão de mudar de cargo.

R7

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Saúde

MUITO IMPORTANTE: Quatro erros que devem ser evitados se você já recebeu a vacina contra a covid-19

Foto: Getty Images (FG Trade)

Se você faz parte de mais de 20% da população mundial que já recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19, cuidado: deixamos aqui quatro erros que você deve evitar para continuar cuidando de si e de quem está ao seu redor.

1 – Pensar que está ‘totalmente imunizado’ após a segunda dose

Você provavelmente já ouviu um familiar ou amigo dizer “Já estou vacinado” após receber a segunda dose de vacinas que requerem duas doses, como as da Pfizer, AstraZeneca ou Moderna, ou após a dose única da vacina da Janssen. No entanto, lembre-se: você não é considerado “totalmente imunizado” pelo menos duas semanas após completar o esquema de vacinação.

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, “geralmente o corpo leva duas semanas após a vacinação para gerar proteção (imunidade) contra o vírus”. Portanto, se você já está se preparando para retomar determinadas atividades, lembre-se desses prazos.

2 – Achar que não pode mais se infectar

“Algumas pessoas que estão totalmente vacinadas contra a Covid-19 podem ficar doentes porque as vacinas não são 100% eficazes”, explica o CDC. A possibilidade é pequena, mas existe, e isso implica que, em alguns casos, você pode ser infectado.

De acordo com estudos conduzidos em condições reais [vacinação ampla da população], após duas doses, as vacinas da Pfizer e da Moderna são 90% eficazes na prevenção de infecções, mesmo as assintomáticas. A boa notícia é que, em caso de contrair o vírus, a vacina pode ajudar a evitar o adoecimento e desenvolvimento de casos graves, explica a instituição.

Uma observação: o CDC diz que as informações atuais sugerem que as vacinas usadas nos Estados Unidos (que têm autorização de emergência da Food and Drug Administration) “oferecem proteção contra a maioria das variantes”. No entanto, eles alertam que “algumas variantes podem fazer com que algumas pessoas adoeçam, mesmo com a vacinação completa”.

E as outras vacinas? AstraZeneca, Sputnik V e Coronavac, que estão sendo aplicados em muitos países da América Latina e da Europa, têm diferentes níveis de eficácia na prevenção de infecções. Assim como nos Estados Unidos, nenhuma é 100% eficaz, portanto, você também pode se infectar após a vacinação.

3 – Não se isolar se tiver sintomas

Agora você está “totalmente vacinado” (ou seja, o tempo apropriado já passou) e começa a sentir os sintomas de Covid-19. Há alguns meses, você teria suspendido qualquer atividade para se isolar, mas agora, como recebeu as duas doses, talvez esteja menos atento. Erro. O CDC diz que qualquer indivíduo vacinado com sintomas deve “ser isolado e avaliado clinicamente”. E isso especialmente se você foi exposto a uma pessoa com Covid-19 ou com suspeita da doença.

Pelo contrário, se você estava com alguém com a Covid-19, mas não apresenta sintomas, não precisa se isolar ou fazer um teste. Há uma exceção a isso: a agência explica que se você mora em um “ambiente coletivo”, por exemplo, “um centro de correção ou detenção ou em casa coletiva”, precisa fazer o teste, mesmo se não tiver sintomas.

4 – Deixar de lavar as mãos com frequência

Podemos ter vergonha de admitir, mas há uma negligência quando se trata de lavar as mãos. E não, não é uma percepção: um novo estudo feito em um hospital de Chicago, nos Estados Unidos, descobriu que o nível de lavagem das mãos caiu para os níveis anteriores à pandemia.

Somado a isso, está uma pesquisa de janeiro que mostrou que 57% dos entrevistados afirmaram lavar as mãos seis ou mais vezes ao dia, em comparação com 78% que disseram que lavavam as mãos com frequência quando a mesma pesquisa foi realizada nos primeiros dias da pandemia.

Ser totalmente vacinado não é motivo para parar de lavar as mãos com frequência quando estiver em ambientes fechados. O CDC explica que “em espaços públicos fechados, é improvável que possamos saber se outras pessoas foram vacinadas ou se correm maior risco de adoecer gravemente por causa da Covid-19”. Por isso, continue lavando as mãos com frequência, além de usar a máscara quando necessário e se cobrir na hora de tossir.

CNN Brasil

 

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Saúde

Análise de cientistas americanos e europeus aponta erros e omissões em teste da vacina Sputnik V

Foto: AKHTAR SOOMRO / REUTERS

Um grupo de cientistas americanos e europeus publicou nesta quarta-feira (12) um artigo apontando erros e omissões na última versão do estudo usado pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, que atestava a eficácia da vacina Sputnik V contra a Covid-19.

Segundo os cientistas, o resultado dos dados preliminares publicado pelos desenvolvedores do produto está possui “dados discrepantes” e transparência “abaixo do padrão”, pois revisores independentes não tiveram acesso a informações necessárias para validar os resultados.

O artigo com nove autores, um dos quais Vasiliy Vlassov, estatístico da Escola Superior de Economia da Rússia, foi publicado pela revista médica “The Lancet”, a mesma que havia publicado originalmente os resultados de fase 3 do teste clínico da Sputnik V.

“O acesso restrito a dados mina a confiança em em pesquisas. Dados acessíveis que sustentem as descoberta de um estudo são um imperativo para validar alegações dos achados. É ainda mais sério quando há erros aparentes e inconsistências númericas nas estatísticas e resultados apresentados. Infelizmente, esse parece ser o caso do que ocorre no teste de fase 3 da vacina Sputnik V”, escreveram os pesquisadores.

O grupo dos cientistas que esquadrinharam os dados da pesquisa russa foi liderado por Enrico Bucci, da Universidade Temple, da Filadélfia. Integraram a investigação também o Centro Médico da Universidade de Amsterdã, a Universidade de Turim, a Universidade Northwestern, de Illinois (EUA) e Universidad de Rennes, na França.

A equipe de pesquisadores vem questionando a transparência de dados dos russos desde o fim do ano passado, quando os resultados de fase 1 e 2 (segurança e resposta imune) foram públicados. Os russos chegaram a publicar um adendo do estudo para esclarecer pontos questionados, mas o grupo que desfia os dados do ensaio clínico diz que perguntas cruciais continuam sem resposta.

Um dos principais problemas apontados pelo grupo é a falta de clareza na definição de o que é um caso de Covid-19 para ser incluído no estudo. Sem um critério rígido, dizem os pesquisadores, o registro de infecções entre os voluntários que tomaram vacina pode ser menos rigoroso que o daqueles que tomaram placebo. Isso inflaria artificialmente a taxa de eficácia do produto.

Os números de voluntários relatados no estudo, além disso, não conferem com os números relatados no registro oficial do ensaio clínico. E sem acesso aos dados, revisores não podem garantir que os números estão corretos, afirmam os pesquisadores.

Gráfico por gráfico, os pesquisadores percorrem o estudo e apontam problemas de inconsistência que só poderiam ser esclarecidos pela abertura total dos dados.

Rejeição na Anvisa

Na opinião do epidemiologista Wanderson Oliveira, ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde do Brasil, os dados da investigação dos cientistas relatados na correspondência à Lancet reforçam a solidez da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em rejeitar o registro da vacina no país.

“O artigo demonstra que não podemos querer uma vacina a qualquer custo e sob justificativa rasteira de outros estarem usando”, afirmou o cientista, em mensagem a jornalistas. “A Anvisa está certa em suas decisões e quem deve provar ao contrário é a empresa e formalmente dentro das regras do jogo e não enviando cartas públicas. Sugiro que a Gamaleya que é uma empresa respeitável, cumpra os requisitos nacionais. Queremos a vacina, mas sob as mesmas condições das demais.”

Entre vários pontos do artigo destacados por Oliveira, um deles foi a alteração do critério de desfecho, que mede o sucesso do teste, quando o ensaio clínico já estava em curso. Isso é considerado má prática em pesquisa clínica, diz.

‘Erros de digitação’

Em resposta ao artigo questionando o estudo da vacina, três pesquisadores do Gamaleya, encabeçados por Denis Logunov, enviaram ao Lancet outra corresponência. Os pequisadores rebatem alguns argumentos técnicos dos críticos, revelam alguns detalhes a mais sobre o método de cálculo da eficácia e voltam a usar o argumento de que a vacina foi considerada segura e eficaz em 51 países. Os russos não mencionam que a Spunik V não teve aprovação nas duas agências regulatórias mais influentes do mundo, a FDA, dos EUA, e a EMA, da União Europeia.

O grupo reconheceu alguns dos erros no estudo, mas minimizou sua importância.

“Inconsistências numéricas foram simples erros de digitação que já foram formalmente corrigidos”, escreveu o trio russo. Na resposta, eles também afirma ter cumprido os requisitos de transparência de dados das agências regulatórias que aprovaram a vacina.

“Existem padrões claros e transparentes para o fornecimento de dados de testes clínicos, incluindo dados relatados em estudos clínicos”, afirmam os russos. “O relato da análise interina do teste de fase 3 da Sputnik V obedece a esses padrões.”

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Essa é a vacina que a governadora Fátima Bezerra quer comprar para nós potiguares.
    Vacina sem comprovação científica. Que pode nem ter efeito contra a COVID-19.
    Essa governadora que nos matar mesmo!
    Morte pelo analfabetismo, morte pela insegurança, morte pelos respiradores pagos e não entregues, morte pelos respiradores comprados e que são inapropriados, mortes pelos leitos fechados, morte pelo desemprego e pela fome!

    1. Tu não sabes conjugar um verbo e quer falar de analfabetismo, poupe-nos!

    2. Bem…
      Como você comentou sobre o que escrevi é sinal de que captou a mensagem. Então, o texto cumpriu o seu papel. O resto é coisa de linguagem erudita que tem suas devidas aplicações. Não é o caso em tela, pois esse canal é de linguagem popular. O mais importante da comunicação é cominicar-se. O resto é gramática!

  2. Para essa vacina ser defendida pela gang dos governadores do nordeste tem de haver trambicagem, parabéns a ANVISA que manteve a postura e não se intimidou por essa corja que pensa em desviar recursos.

  3. Essa deve ser a segunda vacina que a turma que tem corrupto de estimação vai querer impor no Brasil. A primeira foi a coronavac, que não preencheu os requisitos mínimos, mas a pressão da esquerda ela ser aceita. Nenhum país desenvolvido e que fabrica vacina, aceita a chinesa.
    Agora é a vez da vacina russa não ter comprovação científica e a esquerda ser favorável. Por outro lado mais de 95 países adotaram a medicação precoce e aqui, a esquerda continua exigindo a comprovação científica.
    A hipocrisia dos esquerdopatas não respeitam nem as vidas, eles querem é a desordem em nome da democracia.

    1. Né isso! Pela incompetência do MINTO a população teve que tomar a “vachina” afinal o governo do inepto negacionista não tinha outra para apresentar pra população e hoje a “vachina” representa 85% da imunização no Brasil…

    1. Torcendo contra nada, queríamos que essa vacina prestasse, mas tudo que vem de petista não presta. O consórcio nordeste mais uma vez iria dar um golpe na sua população.

    2. Miolo furado detectado. Não é torcida Batista, é comprovação científica que comprove que ela presta. Sei que não entendi, vai esperar o discurso de seus corruptos de estimação.

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Saúde

Veja os quais erros você pode estar cometendo na quarentena

FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Ficar em casa, usar máscaras ao sair na rua e lavar bem as mãos. As regras parecem simples, mas ainda levantam dúvidas. Diante das mudanças radicais no dia a dia ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus, o brasileiro em isolamento até tenta, mas tropeça na hora de seguir à risca as recomendações da OMS.

Ainda que permanecer em casa e evitar aglomerações seja a recomendação máxima para brecar a contaminação pelo vírus, vale prestar atenção em outros cuidados. Veja a seguir os erros frequentes de quem está em isolamento social.

Fazer/ receber uma visita

Quando a saudade aperta dentro de casa, tem quem não consiga enxergar mal em visitar ou receber visitas dos parentes. No entanto, a infectologista Raquel Muarrek, da Rede D’or explica que, mesmo permanecendo em casa, o risco de se contaminar nesta situação ainda deve ser levado em conta.

” A visita que chega na sua casa não vai trocar de roupa. Então, toda questão da higienização precisa partir dos dois lados e, acima de tudo, temos que lembrar que faz parte o distanciamento social e, muitas vezes, as pessoas esquecem e não levam em consideração, na própria residência.”

Usar a máscara de forma errada

Sair de máscara pode não adiantar muito se a manipulação do acessório não foi feita corretamente. Colocar as mãos no tecido, reaproveitar máscaras descartáveis ou ultrapassar duas a quatro horas de uso, dependendo da máscara, estão entre os principais erros cometidos por que utiliza esta proteção individual.

Esquecer de higienizar os animais de estimação

Sair para passear com os pets na rua está entre as atividades difíceis de se evitar. Embora o bichinho de estimação não contraia a doença, a infectologista explica que ele pode “carregar o vírus para dentro de casa, através do pelo, patas ou focinho.” Segundo Muarrek, o mais recomendável é lavar as patas do bicho com água e sabão ao chegar em casa.

Caminhar/ correr muito próximo em exercícios ao ar livre

Embora a prática de exercícios ao ar livre não esteja proibida, ela ainda divide a classe médica, uma vez que a propagação de gotículas pode aumentar conforme o esforço físico e as condições climáticas.

“Novos trabalhos demonstram que o vírus pode circular em um ambiente aberto, por até 20 metros”, explica Muarrek. “Essa propagação do vírus pode variar entre as pessoas que estão correndo e até mesmo pelo vento.”

Não trocar de roupa ao chegar em casa

Não é só lavar as mãos após voltar do trabalho, supermercado ou farmácia. A infectologista Raquel Muarrek, também, aponta que, da mesma maneira que acontece com os pets, o vírus também pode permanecer nas roupas. Daí, a importância de se trocar e tirar os sapatos ao chegar em casa.

R7

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Educação

No Senado, Weintraub diz que erros do Enem 2019 foram exagerados por ‘militantes’

Foto: Reprodução/TV Senado

Convidado pela Comissão de Educação do Senado para explicar os erros do Enem 2019, o ministro Abraham Weintraub minimizou as falhas na correção, que atingiram mais de 5 mil candidatos e levaram 172 mil a procurarem o Ministério da Educação (MEC), e os problemas de acesso no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O ministro da Educação repetiu sua visão de que os estudantes levaram apenas “um susto” por conta da falha na correção e reafirmou que “absolutamente todas as provas foram rechecadas”.

— Antes de abrir o Sisu, isso já estava corrigido. Estatisticamente, o impacto na nota de corte não é significativo, é zero.

Weintraub dividiu em três grupos as pessoas que procuraram o MEC para se queixar de problemas no exame: um formado por “militante, que se fazia passar por um aluno, entrava colocando terror na rede, e a gente descartava”; um de “pessoas que não estavam entendendo o processo, e nós orientamos”; e o grupo de “alunos que foram mal, mas disseram que a culpa era do Weintraub. Os pais nos procuraram, nós checamos as provas e vimos que haviam tirado a nota mesmo”.

O ministro também citou erros em Enem de anos anteriores e afirmou que é possível que o mesmo tipo de falha deste ano tenha acontecido anteriormente, sem ser detectada.

— Não dá para afirmar que sim, nem que não, mas eu diria que esse tipo de coisa pode ter acontecido no passado.

Quanto às falhas no Sisu, Weintraub as atribuiu ao grande volume de pessoas entrando no sistema ao mesmo tempo.

— Das quatro milhões de pessoas que fizeram o Enem, quantas querem acessar o Sisu no primeiro dia, na primeira hora? Todas. Então, num primeiro momento, o sistema vai sendo sobrecarregado, existe uma lentidão. Para fazer os ajustes na nuvem da Microsoft, o sistema precisou sair do ar, experimentamos três períodos de interrupção no primeiro dia. No segundo dia, houve uma interrupção pela manhã e, a partir da tarde, o sistema operou normalmente.

Depois de falar sobre o Enem, Weintraub fez um breve balanço das ações do MEC em 2019, sem dar detalhes dos resultados de cada programa que citou. Ele destacou o programa “Conta pra mim”, lançado em dezembro para incentivar as famílias a lerem para seus filhos. Também falou sobre o incentivo a implementação de escolas cívico-militares e a ampliação do acesso à internet nas escolas como iniciativas de sucesso da pasta no ano passado.

Críticas

Na sequência, Weintraub foi questionado por senadores. Autores do pedido de impeachment do ministro, protocolado no Supremo também junto a outros parlamentares, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Fabiano Contarato (Rede-ES) criticaram a gestão dele. Além de citar os problemas no Enem, Contarato reclamou da postura do ministro nas redes sociais.

O senador lembrou, entre outros, episódio de novembro do ano passado. Uma internauta o criticou por defender a monarquia no dia da Proclamação da República: “Se voltarmos a monarquia, certamente você será nomeado bobo da corte”. “Uma pena, prefiro cuidar dos estábulos, ficaria mais perto da égua sarnenta e desdentada da sua mãe”, rebateu o ministro pelo Twitter.
Em resposta a Contarato, o ministro disse que o senador desconsiderou que ele reagiu a ataques.

– Quando alguém me agride pessoalmente, a legislação me permite revidar. O senador não conta que ela entrou no Twitter para me atacar – disse.

Contarato respondeu que, quando se sente agredido, Weintraub tem instrumentos legais para reagir.

Em suas intervenções, o ministro atacou o PT. Disse que houve mais problemas em edições passadas do Enem. Em outro momento, Weintraub disse que investirá R$ 1 bilhão, recuperados da Lava-Jato, para creches, especialmente do Norte e do Nordeste:

– Muito melhor que o uso do governo PT, que era roubar esse dinheiro e mandar para fora.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. No governo Bolsonaro só se salva Sérgio Moro. O restante é um bando de incompetentes e espertalhões querendo se dar bem!

    1. Bom mesmo eram os ministros do governo anterior, onde TODOS ex ministros da casa civil foram investigados, processados e condenados por corrupção.
      Bom e competente eram os indicados no governo anterior que fizeram o maior desvio de recurso público já registrados na história desse país.
      Bom e competente são nomes como José Dirceu – condenado;
      Cândido Vaccarezza, Gleisi Hoffmann, Lindberg Farias, Ideli Salvatti, Delcídio;
      Delúbio Soares, José Genuíno, José Guimarães (cueca), Antônio Pallocci, Pedro Paulo,
      Mercadante, Jaques Wagner, Paulo Bernardo, João Vaccari, Paulo Ferreira, Renato Duque, Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Erenice Guerra, Guido Mantega, Pedro Barusco, André Vargas e muito mais……. Essa sim era uma equipe super, hiper, ultra competente

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Economia

29% das empresas do RN encerram as atividades antes de completar dois anos

negócio ruimDe cada dez empresas que são abertas no Rio Grande do Norte, ao menos três delas encerram as atividades antes de completar dois anos, segundo último levantamento feito pelo Sebrae sobre a sobrevivência das empresas no Brasil. Isso acontece, na maioria das vezes, porque o empreendedor acaba cometendo erros que poderiam ser evitados. É importante saber o que não deve ser feito quando se coloca em prática o sonho de ser o próprio patrão ao abrir um negócio.

Um dos erros mais comuns é misturar despesas pessoais com as da empresa. Essa situação causa desequilíbrio nas finanças da empresa e distorce os indicadores financeiros. Assim, torna-se difícil saber quão rentável o negócio está sendo e pode ocorrer o tão indesejável endividamento.

“Ao misturar, o empreendedor fica sem controle da real situação financeira da empresa e pode levar à retirada de valores superiores ao que a empresa suporta. Isso pode levar ao fechamento do negócio”, alerta a gerente da Unidade de Orientação Empresarial do Sebrae no Rio Grande do Norte, Gilvanise Borba Maia. Segundo ela, o correto é separar as contas e ter controle de todas as despesas e receitas do negócio para identificar se há lucro.

Outra falha é não fazer a análise de viabilidade do negócio. É necessário fazer uma avaliação do dinheiro usado para começar a empresa e para tocá-la até que comece a dar lucro. É importante avaliar todos os investimentos em equipamentos, instalações e funcionários. Givalnise Maia também ressalta que o estudo da viabilidade serve também para constatar se há mercado para o produto ou serviço. “Essa análise identifica as expectativas e necessidades do mercado, o que serve para nortear os caminhos do negócio”.

A centralização é outro ponto negativo identificado entre quem está empreendendo. Muitos empresários têm dificuldade em ensinar e delegar atividades aos colaboradores. Dessa forma, centralizam muitas tarefas operacionais em si, não sobrando tempo para se dedicarem à estratégia do negócio. “A centralização limita o potencial criativo da equipe e o desenvolvimento do empresário. Sozinho, ele não vai conseguir dar conta de tudo que a empresa requer”.

Opinião dos leitores

  1. O erro mais comum amigos, é essa carga tributária altíssima que sufoca as nossas empresas, o Brasil possui um total de 85 impostos, tendo um sistema tributário burocrático, confuso e oneroso.

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Educação

Na prova do Enade, estudantes escrevem erros como 'egnorancia' e 'precarea'

Não é apenas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que os estudantes cometem erros absurdos de ortografia. No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), alunos que estão se formando no ensino superior cometem desvios tão ou mais graves como “egnorancia”, “precarea” e “bule” (bullying).

Esses e outros exemplos foram repassados por uma corretora do Enade 2012, que avaliou concluintes de cursos como Direito, Comunicação Social, Administração, Ciências Econômicas, Relações Internacionais e Psicologia. A professora entregou o material pessoalmente ao GLOBO, mas, por ter assinado contrato de sigilo com o Ministério da Educação (MEC), não pode ser identificada. A docente procurou o jornal depois de ler, também no GLOBO, a reportagem, publicada no dia 18 de março, mostrando que redações que receberam nota 1.000 no Enem tinham erros como “trousse”, “enchergar” e “rasoável”.

Em dez respostas à segunda questão discursiva, há erros, sobretudo, de estrutura frasal, imprecisão vocabular e fragmentação de sentido. Segundo a professora, mesmo corrigidos equívocos de pontuação, regência, ortografia e concordância, esses textos continuariam errados.

Erros preocupantes

A questão pedia que, a partir da análise de charges e da definição de violência formulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o candidato redigisse um texto sobre a violência atual, contemplando três aspectos: tecnologia e violência (3 pontos); causas e consequências da violência na escola (3 pontos); proposta de solução para a violência na escola (4 pontos).

Um formando escreveu: “A violencia e causada muitas vezes pela falta de cultura e pela egnorancia (mais…)

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Jornalismo

TIM diz que Anatel cometeu "falhas grosseiras" e "erros primários" e que relatório será refeito

O vice-presidente da TIM, Mario Girasole, negou as informações divulgadas em relatório da Anatel de que a operadora “derruba de propósito” as chamadas feitas por assinantes do plano Infinity, em que a cobrança é por ligação e não por tempo.

Girasole afirmou que houve “falhas grosseiras” no relatório da fiscalização da Anatel, feita a pedido do Ministério Público do Paraná, que instaurou inquérito para investigar a empresa.

A agência monitorou todas as ligações de março a maio deste ano, em todo o Brasil. Segundo o relatório, a conclusão foi que a TIM “continua ‘derrubando’ de forma proposital as chamadas de usuários do plano Infinity”. O documento apontou nesses planos índice de queda de ligações quatro vezes superior ao dos demais usuários.

Para a TIM, os fiscais fazem essa afirmação com base em “dados viciados”. Nos planos Infinity, só vale a tarifação para números da própria TIM.

Segundo Girasole, os fiscais incluíram chamadas destinadas a outras operadoras e não checaram se a falha da conexão foi na origem ou no destino. “A TIM refez as contas e viu que a taxa de desligamento era de 1,5%, abaixo da meta de 2% da Anatel.”

A TIM também diz que não há discriminação entre clientes Infinity e não Infinity.

“Derrubar deliberadamente seria um crime”, disse Girasole. “E isso não acontece, definitivamente.”

“Ou existe um quadro criminoso, ou existe má-fé, ou existe incompetência”, disse Girasole à Folha. “O que posso dizer é que essa prática [crime] não faz parte da gramática da TIM.”

O executivo diz que a Anatel irá refazer o relatório, antes que o caso seja julgado pelo conselho da agência. Consultada, a agência não confirmou a informação, até o fechamento desta edição.

Em nota, afirmou que o relatório de fiscalização “integra procedimento administrativo para averiguar descumprimento de obrigações”.

“Somente após a regular tramitação do processo, com direito ao contraditório e à ampla defesa da prestadora, a agência irá deliberar sobre o assunto.”

Segundo Girasole, houve “erros primários” que já tinham sido apontados à agência. “Mesmo assim, o relatório serviu de base ao Ministério Público. Não dá para entender,” disse.

“Violaram uma garantia constitucional”, afirmou.

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Educação

Responsável pela realização do ENEM admite erro em redações

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela realização do Enem, assumiu em um recurso encaminhado à Justiça Federal em São Paulo que registrou mais casos de erro nas correções de redações. A informação está no recurso em que o Inep tentava evitar que o estudante paulista cuja nota da redação foi alterada de “anulada” para 880 pontos tivesse acesso à sua redação.

O texto, feito pela Procuradoria Federal do Inep, afirma que houve “ocorrência de erro material quando da correção das provas de alguns alunos participantes do Enem, dentre as quais a redação do próprio impetrante, que teve sua prova devidamente corrigida e a nota consequentemente alterada”. Apesar do pedido de reconsideração do órgão, o juiz de plantão na Justiça Federal em São Paulo decidiu anteontem não apreciar o pedido, mantendo a liminar anterior que garantia a vista da prova, que resultou na mudança da nota. Essa decisão foi divulgada ontem.

A assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC) minimizou a informação do próprio Inep, oficializada no recurso. Segundo a pasta, as situações descritas referem-se a problemas menores, como erros em fotocópia das provas ou mesmo os casos de ações judiciais.

Ontem, mais quatro estudantes, todos do Rio de Janeiro, conseguiram na Justiça liminares que garantem acesso às correções das redações. Eles reclamam de nota baixa, inferior ao perfil deles. Agora, já são sete alunos que conseguiram o direito de ver suas provas corrigidas – somando os três casos revelados ontem pelo Estado.

Os três já estão com suas correções. A estudante pôde ver que uma das corretoras atribuiu nota zero à sua redação, enquanto a segunda deu 880. Na terceira leitura, a nota final ficou em 440. “Parece que nem leram e fizeram um média de duas avaliações absurdas”, afirma o advogado Diogo Rezende de Almeida, que defende os alunos.

Dúvida. Em relação ao estudante que teve a nota alterada, mas não viu sua prova, o MEC informou que está dentro do prazo judicial e vai encaminhar a cópia. O ministério tem até segunda-feira para encaminhar a correção. A pasta não esclareceu, entretanto, porque ainda não o fez e a razão pela qual tentou evitar o acesso do aluno à redação.

Estadão

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Educação

Erraram até no nome da Prefeita

Opinião dos leitores

    1. Acredito que a Prefeita não tenha culpa pelos erros dessa placa. Isso foi algum assessor desastrado dela

  1. Isso vem demonstrar que a inauguração do monumento era somente uma balela. Uma coisa simples como a revisão gramatical de um placa. São todos uns oportunistas nossos politicos que bacaram tal evento. Se forem "bater tambor" na beira de praia (sem nenhum preconceito), ou aquela seita da região amazônica de Santo Daime, Micarla vai estar lá dizendo que faz parte do movimento.

  2. Só uma pergunta, só quem ler bíblia são evangélicos??? esse monumento era para ser de todos.
    pra quer tanto nome de Pasto e lideres na Placa.
    quanto a Gramatica VERGONHA NACIONAL
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Renata, respondendo as suas perguntas, a Bíblia deve ser lida por todos, como é a palavra de Deus deveria ser nosso guia de fé e prática para o dia-a-dia (leia Hb. 4:12), porém, muitos preferem lê piadas imorais e fofocas na internet, lê revistas de horóscopo e etc. esse monumento é de todos, parabenizo o sr. vereador pelo projeto de lei, e quanto ao nome de pastores e líderes são questões meramente políticas que não temos nada a ver. (e quanto a sua grafia, não pude deixar de observar que também não é tão boa).

  3. Como é mesmo a letra daquela música do Paralamas?… Eu acho que é assim: Assaltaram a gramática, violentaram a fonética… Deus, perdoai-os! Eles não sabem o que escrevem…

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