Covid-19: Sputnik V terá uso emergencial solicitado nesta semana no Brasil, diz fundo russo

Foto: ANDREI POKUMEIKO/BELTA / via REUTERS

O Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), responsável pelo financiamento do desenvolvimento da vacina russa contra Covid-19 Sputnik V, anunciou nesta quarta-feira que entrará nesta semana com um pedido de uso emergencial do imunizante no Brasil com a União Química, farmacêutica com a qual firmou um acordo de produção.

O fundo e a companhia preveem a entrega de 10 milhões de doses da Sputnik V ao Brasil no primeiro trimestre deste ano e prometem a primeira leva já em janeiro.

A vacina, desenvolvida pelo laboratório Nikolay Gamaleya, em São Petersburgo, será produzida em uma planta da União Química em Brasília. A solicitação, uma vez formalizada, será estudada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nesta semana, a União Química havia anunciado o início da produção do imunizante russo no Brasil no próximo dia 15, mas apenas para exportação. A informação foi divulgada pelo diretor de negócios internacionais da companhia, Rogério Rosso, em entrevista à CNN Brasil. Entre os destinos do imunizante estariam as vizinhas Argentina e Bolívia, que já autorizaram o uso emergencial da fórmula.

Se confirmado o pedido de autorização emergencial, a Sputnik V será a terceira vacina contra o novo coronavírus a ser avaliada pela Anvisa. Até o momento, as fórmulas da AstraZeneca/Universidade de Oxford (via Fiocruz) e da Sinovac Biotech (através do Instituto Butantan) formalizaram o pedido junto à reguladora brasileira.

No ano passado, o RDIF firmou acordos de produção e venda de doses com os governos do Paraná e da Bahia. A Sputnik V consta no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 do governo federal, embora não haja memorando de entendimento firmado entre o Ministério da Saúde e as autoridades russas.

A vacina russa é baseada na combinação de dois adenovírus encontrados em humanos. Segundo dados dos ensaios clínicos do Gamaleya, que ainda não foram revisados de forma independente e nem publicados em periódicos científicos, a vacina apresentou 91,4% de eficácia contra o novo coronavírus na última etapa de testes. Ainda de acordo com autoridades russas, mais de 1,5 milhão de pessoas já foram imunizados com a Sputnik V no mundo.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. LEO disse:

    Quem lhe disse isso Calígula? O Mito so saírá em 31 de Dezembro de 2026 !!!!

  2. Maria disse:

    Vamos agradecer a Dória pq se não a vacina estava longe, não teriam se apressado, principalmente a panela de pressão és besta-fera.

    • Calígula disse:

      Tome a coronavac Maria e chore que o Mito só sai em 2026.

    • Maria disse:

      Do seu pensamento vai demorar a sair, vamos aguardar os acontecimentos, vai pelo mesmo caminho do Tampo. Caligula, no mundo de hj, um presidente que nega uma pandemia, a favor do desmatamento, a favor do armamento etc etc etc Ė um tiro no pé.

    • Luciano disse:

      Core mais Maria mas fique em casa e só procure um médico se sentir falta de ar mesmo q vc tenha tomado placebo chinês

Argentina começa vacinação contra Covid com Sputnik V

Foto: Reprodução/Twitter

A Argentina começou, nesta terça-feira (29), a vacinar a população contra a Covid-19. Os primeiros imunizados serão profissionais de saúde. O país vai usar a Sputnik V, vacina desenvolvida por cientistas russos contra a doença.

As primeiras 300 mil doses da vacina foram entregues ao país na semana passada. Do total, 123 mil, o equivalente a 41%, foram para a província de Buenos Aires. A capital recebeu 23,1 mil doses. As outras foram divididas entre Santa Fe (24,1 mil), Córdoba (21,9 mil), Tucumán (11,5 mil), Mendoza (11 mil), Entre Ríos (10,1 mil) e Salta (8,3 mil).

O acordo argentino com a Rússia prevê a entrega de 25 milhões de doses. A Sputnik V precisa ser aplicada em duas doses.

O México, o Chile e a Costa Rica são os outros países da América Latina que já começaram a vacinação.

Início em Belarus

Além da Argentina, Belarus também começou, nesta terça (29), a aplicar a Sputnik V na população. Os países estão entre os primeiros, fora a própria Rússia, a usarem a vacina para campanhas em massa.

A vacina foi a primeira a ser registrada no mundo contra a Covid-19, em agosto. Há cerca de duas semanas, a Rússia divulgou dados com o resultado final da eficácia da vacina, que ficou em cerca de 91%.

Na prática, se uma vacina tem 91% de eficácia, isso significa dizer que 91% das pessoas vacinadas ficam protegidas contra uma doença.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tico de Adauto disse:

    E o Brasil ficou pra trás.

  2. Maria disse:

    Se eu entendi, pela nota da Pfizer,não tinha como fazer o pedido à Anvisa pq a mesma exige uma documentação muito rígida, tipo, especificidade por região, do povo brasileiro, pode isso Arnaldo? Temos uma agência reguladora mais eficiente que a americana? do Reino Unido ?etc.isso eu , particularmente, não entendo.

  3. Paludo disse:

    Pessoal não vamos discutir isso, fica assim:
    Quem é de direita toma a vacina da pfizer;
    Quem é de esquerda e não pode contrariar os dogmas de seus líderes, obedecendo as ordens deles, vão tomar, só e unicamente a coronavac da China.
    Assunto encerrado, sem discursão.

    • Felipe disse:

      "DiscuRsao"… antes de trazer soluções, vá estudar sua língua.

    • Genilson disse:

      Gostei da observação de Felipe, pena que ele não deve exigir isso de seus líderes político.
      Que tal você ajudar sua ex presidentA a conjugar corretamente as frases e formar linhas com 1% de raciocínio lógico.
      Você poderia dar palestras educativas aos professores de português do ensino básico, eles tem que melhorar 99% do conhecimento na língua portuguesa em 95% dos casos. Se não acredita, peça para eles uma redação e veja a qualidade que eles vão mostrar. Não se assuste se ficar perto do deplorável.
      Enfim, cuide primeiro dos seus, depois se preocupe com os outros.
      Só lembrando, depois do importante programa "pátria educadora" o Brasil ficou entre os 05 piores do ranking mundial, lá na rabeira.

  4. Patriota disse:

    Quem quiser ser vacinado será vacinado e quem não quiser tem que ser marcado com ferro quente bem no meio da testa com a marca da ignorância e da inaptidão de viver em sociedade. O rebanho infectado tem que ser identificado e evitado.

  5. Biró disse:

    Por que não com a da China?
    O governo argentino não é comunista?
    Se nem a China usa, por que o calça colada faz tanta questão?

  6. Calígula disse:

    Eu só tomo quando o Mito liberar Kkkķ
    De preferência da Pfizer .

    • Maria disse:

      A da Pfizer provocou já 6 casos de intoxicação mais um outro problema, sério, quem tem preenchimento facial não é aconselhável. Mas estudos mostram que as vacinas futuras serão nos moldes da vacina Pfizer, num tal RNA. Eu vou tomar a da Oxford que é com base no adenovírus,muito parecido com a coronavac. Minha família vai tomar a que aparecer, se Deus quiser, tem um gado entre eles , mas desses que confia na ciência.

Argentina autoriza uso emergencial da Sputnik-V e da vacina da Pfizer

Foto: Jacob King/Pool via Reuters (8.dez.2020)

A Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica da Argentina (Anmat) autorizou o registro de uso emergencial da vacina da Pfizer contra a Covid-19 e da Sputnik-V, imunizante produzido pela Rússia.

A entidade de saúde indicou que esta vacina atende a “uma relação risco-benefício aceitável”, o que permitiu a concessão do registro. A autorização foi concedida pelo prazo de um ano e estará na condição de “venda sob prescrição”.

A Anmat comunicou que deve ser cumprido um plano de gestão de riscos, além de transmitir os relatórios de progresso ao Instituto Nacional de Medicamentos (Iname).

Na terça-feira, um voo da Aerolineas Argentinas decolou do Aeroporto Internacional de Ezeiza com destino a Moscou, onde coletará as primeiras doses da vacina russa Sputnik V.

O Ministério da Saúde do país informou que na terça-feira foi contabilizado um total de 1.555.279 casos de Covid-19 e 42.254 mortes pelo vírus.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Arthur disse:

    Perder é ruim, perder pra Argentina é pior ainda.

  2. Tico de Adauto disse:

    Essa vacina com nome de foguete.
    Sei não.

Vacina russa Sputnik V protegeu todos os vacinados de casos graves de Covid

Foto: MAXIM SHEMETOV / REUTERS

O laboratório russo Gamaleya anunciou nesta segunda-feira que os dados finais da fase 3 dos ensaios clínicos da vacina candidata contra Covid-19 Sputnik V indicam uma eficiência de 91,4% contra o novo coronavírus. No Brasil, Paraná e Bahia já firmaram acordos com o instituto, mas ainda não houve pedido formal de registro emergencial ou de autorização para testes junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O vice-diretor do instituto, Denis Logunov, afirmou em coletiva de imprensa que o imunizante também protegeu os voluntários da forma grave da doença em 100% dos casos.

Os dados apresentados pela Gamaleya ainda não foram publicados nem revisados por pares, o que deve ocorrer em breve, ainda segundo Logunov. Segundo o laboratório, foram avaliados números de 22.714 voluntários, dos quais 78 apresentaram Covid-19. Destes, 62 faziam parte do grupo de controle, que recebe um placebo no lugar da vacina.

Os números são idênticos aos dados preliminares publicados no último dia 24, baseado em 39 casos de Covid-19 entre os voluntários, o que indica que a taxa de eficácia se manteve constante.

Vacinação em massa

Cerca de 200 mil pessoas já receberam a Sputnik V na Rússia como parte da campanha de vacinação em massa no país, que enfrenta uma segunda onda da Covid-19 e registra mais de 2,6 milhões de infecções pelo Sars-CoV-2. O diretor do Gameleya, Alexander Gintsburg, estimou que boa parte da população russa, de 145 milhões de pessoas, será vacinada no próximo ano.

Segundo Kirill Dmitriev, presidente do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), fundo soberano do governo da Rússia que financia os trabalhos do Gamaleya, os dados consolidados da fase 3 da Sputnik V devem embasar pedidos de registro junto às agências reguladoras da Bielorrússia, Índia, Emirados Árabes Unidos e Argentina. Na última quinta-feira, o presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou que o país pretende imunizar 300 mil pessoas até o fim do ano com a vacina russa.

Dmitriev disse, ainda que as reguladoras da Rússia devem decidir em breve se suspenderão o recrutamento de novos voluntários por razões éticas. Diversos países e agências governamentais se veem diante do dilema de continuar a administrar placebos em ensaios clínicos ao mesmo tempo em que a vacinação em massa está em curso.

Na última sexta-feira, o Gamaleya e a farmacêutica britânica AstraZeneca anunciaram que farão testes combinando seus dois imunizantes, ambos baseados na tecnologia de vetor viral para o transporte do RNA do novo coronavírus. Enquanto a fórmula russa usa dois tipos de adenovírus (vírus responsável por resfriados) encontrados em humanos, a vacina britânica tem como base um adenovírus de chimpanzé.

O Globo

Oxford testará o uso conjunto da sua vacina com Sputnik V

Foto: Reprodução/Globo News

A farmacêutica AstraZeneca anunciou nesta sexta-feira (11) que vai estudar a possibilidade de combinar sua vacina experimental contra a Covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, com a Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, na Rússia.

A vacina da AstraZeneca é uma das quatro que estão sendo testadas no Brasil (veja detalhes mais abaixo).

O anúncio foi feito depois que os próprios desenvolvedores da Sputnik V sugeriram, no Twitter, que a AstraZeneca tentasse a combinação para aumentar a eficácia da vacina. Os pesquisadores russos ainda não publicaram dados da eficácia de seu imunizante em revista científica; já Oxford e a AstraZeneca, sim (leia mais abaixo).

Tecnologia

Ambas as vacinas usam um vetor viral. Nesse tipo de vacina, os pesquisadores usam um outro vírus, modificado, para introduzir parte do material genético do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no organismo e induzir a resposta do sistema de defesa do corpo.

Nas duas vacinas, o tipo de vírus que “carrega” o coronavírus para o corpo é um adenovírus. As duas também são aplicadas em duas doses.

A diferença é que, na vacina de Oxford, os adenovírus usados nas duas doses são iguais. Na Sputnik V, eles são diferentes. Segundo os cientistas russos, isso é uma grande vantagem da vacina.

No Twitter, os pesquisadores disseram que “o uso de dois vetores diferentes para duas injeções vai resultar em uma eficácia maior do que usar o mesmo vetor para as duas injeções”.

Kirill Dmitriev, o líder do fundo RDIF, que financiou a Sputnik V, disse que isso mostra a força da tecnologia da vacina e “a nossa disposição e desejo para fazer parcerias com outras vacinas para combater a Covid-19 juntos”.

Eficácia

Na terça-feira (8), a AstraZeneca e a Universidade de Oxford publicaram, em revista científica, o estudo que mostrava a eficácia de sua vacina contra a Covid-19. Segundo os dados, a eficácia foi de até 90% em voluntários que tomaram a dose menor da vacina – um resultado que intrigou os próprios cientistas.

Na prática, se uma vacina tem 90% de eficácia, isso significa dizer que 90% das pessoas que são vacinadas com ela ficam protegidas contra aquela doença.

A Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, ainda não teve seus dados de eficácia publicados em revista científica. Segundo o último anúncio dos pesquisadores, no fim de novembro, a vacina teve eficácia “acima de 95%” 21 dias após a segunda dose.

Testes no Brasil

A vacina da AstraZeneca, criada em parceria com a Universidade de Oxford, é uma das quatro que estão sendo testadas no Brasil. O país tem contrato de compra de doses e repasse da tecnologia para a Fiocruz, para que o imunizante possa ser produzido em solo brasileiro. O investimento será de R$ 1,9 bilhão.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta semana que a previsão é que o registro da vacina esteja pronto no fim de fevereiro.

Já o governo russo firmou parcerias com os governos do Paraná e da Bahia para produção da Sputnik V em solo brasileiro.

As outras vacinas em testes no Brasil são a da Johnson, a da Pfizer e a da Sinovac. Veja a situação de cada uma:

Pfizer: publicou resultados. Governo federal diz que a vacinação pode começar ainda neste mês ou em janeiro se a empresa conseguisse aprovação emergencial na Anvisa. Nesta semana, o Reino Unido começou a aplicar a vacina na população. Também já foi aprovada no Canadá, Bahrein e teve aprovação recomendada nos Estados Unidos.

Sinovac: não publicou resultados nem divulgou dados preliminares. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a vacinação no estado com o imunizante vai começar em 25 de janeiro, mas a vacina ainda não foi aprovada pela Anvisa.

Johnson: ainda não publicou resultados de eficácia nem divulgou dados preliminares. A previsão é que os dados fiquem disponíveis no fim de janeiro

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chicó disse:

    Homi, assim o gado fica com a vaca-louca no juízo. Pode não, não podemos comungar com esses comunistas, apesar que os Russos estão tecnologicamente a frente do Brasil e o Brasil ser um país equiparado ao cara que trabalha na roça, empregado dos países comunistas tem uns que pensam que são empregados mas mandam.