Covid-19: Anvisa mantém contato com fabricante do remdesivir, liberado nos EUA para tratamento da infecção em pacientes em estado grave

Foto:© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está em contato com a Gilead, empresa que fabrica o remdesivir no exterior, para acompanhar a evolução dos estudos do medicamento para o tratamento do novo coronavírus (covid-19).

Nessa sexta-feira (1º), o Food and Drug Administration (FDA) autorizou o uso do remdesivir nos Estados Unidos para tratamento da infecção em pacientes em estado grave. Nos próximos dias, a Anvisa fará reunião com a fabricante para verificar o interesse e a viabilidade do fornecimento do medicamento no Brasil.

De acordo com a Agência, a Gilead tem vários estudos clínicos em andamento para o remdesivir, com dados iniciais esperados nas próximas semanas. “Caso o benefício do medicamento se comprove, a Anvisa possui mecanismos, como anuência de uso em programa assistencial e priorização de registro, para garantir o acesso célere do medicamento à população”.

Segundo a Agência, o remdesivir não possui pedido de registro no Brasil. Até o momento, também não houve solicitação de anuência em pesquisa clínica com o medicamento, que teve o uso clínico autorizado nos Estados Unidos.

“Ressaltamos que somente as pesquisas clínicas que tem a finalidade de subsidiar o registro ou alteração de registro, como a inclusão de uma nova indicação terapêutica em bula, por exemplo, estão no escopo de atuação da Anvisa”.

Outras pesquisas, como as pesquisas científicas ou acadêmicas, com outras finalidades requerem somente a aprovação pela instância ética (Comissão Nacional de Ética-Conep e as Comissões de Ética – CEPs Locais).

Até o momento não houve nenhuma solicitação de autorização de uso do medicamento por meio de Programas Assistenciais (Uso Compassivo e Acesso Expandido), segundo a Anvisa.

Com informações da Anvisa

Sesap recua e não pede à Polícia Civil investigação de homem que disse ter tido contato com chineses no RN

Foto: Michelle Rincon/Arquivo/Inter TV Cabugi

O portal G1-RN destaca nesta quinta-feira(20) que a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) recuou e não oficializou o pedido de investigação à Polícia Civil sobre o caso de um homem com sintomas de gripe que disse ter tido contato com chineses no RN. A partir da informação do paciente, que chegou a ficar internado em isolamento no Hospital Giselda Trigueiro, uma força-tarefa foi montada para verificar uma possível infecção por coronavírus. Após dois dias de internamento, a hipótese de coronavírus foi excluída e o paciente teve alta. Embora a Polícia Civil tenha confirmado que recebeu um contato inicial da Sesap, nenhum pedido formal de investigação foi feito pela pasta. Por meio da assessoria de imprensa, o secretário-adjunto Petrônio Spinelli afirmou que o jurídico da Sesap “está analisando o caso”. Mais detalhes aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Flauberto Wagner disse:

    Esta no Blog do BG:
    Russo que fingiu ter coronavírus em metrô lotado pode ser condenado a 7 anos de cadeia, por brincadeirinha igual!

  2. Carlos disse:

    Por isso vivemos no país da impunidade onde a irresponsabilidade tem manchete.
    Enquanto isso, em qualquer outro país do mundo, até mesmo nos comunistas, qualquer palhaço que faça uma simulação nesse sentido, vai preso imediatamente. Mas aqui……….. Faz de novo, faz mais, provoca outra situação…….

Potiguar admite que ‘pode ter se equivocado’ ao informar contato com chineses, mas nega intenção de má-fe

O Blog do Dina, por Dinarte Assunção, noticia nesta sexta-feira(14) que o homem que foi alçado à polêmica sobre o coronavírus no Rio Grande do Norte, Gustavo Pereira, afirmou em entrevista que pode ter se enganado ao reportar a autoridades médicas que teve contato com chineses.

Pereira, no entanto, diz que jamais agiu para enganar as pessoas ou fazê-las acreditar que ele estava infectado, o que seria o primeiro caso no Brasil se confirmado.

Leia matéria com todos os detalhes aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Zwylder disse:

    Se aparecer mais uns 3 "equívocos" desses, o turismo do RN vai para o ralo.

  2. Olimpio disse:

    Seje omi.

  3. Olimpio disse:

    Esse palhaço é pra ser processado e internar ele no João Machado por 30 dias pra ele aprender que não se deve brincar com coisa séria.

  4. Pedro Melo disse:

    Um tapa no pé do ouvido, daqueles de mão cheia.
    Depois fala no ouvidinho dele *se liga boy*
    Duvido esse papangu fazer graça novamente.

Após exclusão de hipótese de coronavírus, Polícia Civil vai investigar versão de paciente sobre contato com chineses no RN

Foto: Michelle Rincon/Arquivo/Inter TV Cabugi

O coronavírus foi descartado, mas o caso de saúde pública agora ganha destaque nas páginas policiais. A Polícia Civil confirmou que vai investigar a versão do paciente internado no Hospital Giselda Trigueiro sobre o contato dele com chineses que levantou a suspeita de possível caso de coronavírus no RN. Nesta sexta(14), em entrevista coletiva, a Secretaria Estadual de Saúde pública (Sesap) informou que não há nenhum caso suspeito de coronavírus no Rio Grande do Norte. Os esclarecimentos foram dados após o rapaz dar entrada em um hospital privado de Natal na última quarta-feira (12), comunicando tosse e febre, além de ter tido contato com chineses de Wuhan – cidade considerada o epicentro do vírus – em 20 de janeiro. A partir de então, a possível contaminação mobilizou o estado inteiro, e uma força-tarefa foi montada para verificar uma possível infecção, descartada por completo depois de diversos exames. “Se esse caso não fosse apurado seria uma grande irresponsabilidade”, diz André Prudente, diretor do Giselda Trigueira.

O caso, então, passou a ser avaliado pela Secretaria de Turismo, que verificou, juntamente com a Polícia Federal, que nenhuma pessoa vindo da China entrou no RN nos meses de dezembro de 2019 ou janeiro de 2020. Ainda nas buscas por informações, dados de hospedagem também foram checados para tentar encontrar algum morador de Wuhan em terras potiguares, mas ninguém foi localizado. “Todas as informações possíveis foram coletadas para que a gente pudesse ter uma consistência no caso. Os procedimentos daqui para frente serão tomados, visto que é um caso de importância nacional e internacional e há gastos com a saúde. Isso também tem impacto no turismo e no comércio do Estado. Isso será repassado à polícia e as medidas cabíveis serão tomadas dentro da lei”, diz Alessandra Lucchesi, Coordenadora Epidemiológica da Sesap.

A Sesap já fez contato com a delegada-geral da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Ana Cláudia Saraiva, mas o pedido ainda será formalizado. A corporação confirmou o contato e aguarda agora a solicitação oficial para distribuir as atividades e começar as investigações. A delegacia que ficará a frente do caso ainda não foi definida.

A Sesap ainda destaca que o  paciente está bem, fora do isolamento, e segue sendo tratado como qualquer pessoa que tem uma doença respiratória comum.

Com acréscimo de informações do G1

Sesap orienta municípios para notificarem casos de pessoas em contato com manchas de óleo nas praias

Foto: Divulgação

A Sesap se reuniu na manhã desta sexta-feira (8) com representantes da área da saúde dos municípios atingidos pelas manchas de óleo no litoral potiguar para discutir as ações que vêm sendo desenvolvidas, reforçar os cuidados que devem ser adotados, sensibilizar quanto a importância da notificação por intoxicação e apresentar o protocolo de atendimento para pessoas que entraram em contato com o material.

Ao todo, 13 municípios foram mobilizados, são eles: Natal, Ceará-Mirim, Parnamirim, Extremoz, Baía Formosa, Canguaretama, Nísia Floresta, Senador Georgino Avelino, Tibau do Sul, Tibau, Maxaranguape, Rio do Fogo e Touros.

“A proposta desse espaço é, principalmente, sensibilizar quanto a notificação. É a partir delas que conseguirmos ampliar as ações que já vêm sendo desenvolvidas e criar novas estratégias para orientar à população quanto aos riscos do contato direto com a substância”, explicou a subcoordenadora de Vigilância Ambiental da Sesap, Aline Rocha.

Entre as atividades já desempenhadas pela secretaria de saúde, desde que os primeiros vestígios de óleo nas praias começaram a surgir estão a integração no Gabinete de Gestão Integrada (GGI), a participação nas capacitações dos voluntários com agentes da Defesa Civil e Idema, o estabelecimento do fluxo de notificação por intoxicação exógena e a construção do protocolo de atendimento, o monitoramento da população afetada e o atendimento à população através do Centro de Assistência Toxicológica do RN.

Orientações

A Sesap ressalta a importância de a população evitar contato direto com a água e o solo nas regiões atingidas pelo óleo, sobretudo os grupos que possuem maior vulnerabilidade, como crianças e gestantes. Quando houver contato com o óleo, mesmo que não haja o surgimento de sintomas, a população deve buscar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima.

A pasta também reforça que o Centro de Assistência Toxicológica do RN (Ceatox) está à disposição da população para tirar dúvidas em casos de exposição ou aparecimento de sintomas por meio dos telefones 0800 281 7005 (das 7h às 18h) e pelos Whatsapps 24h (84) 98125-1247 ou (84) 98803-4140.

Outra recomendação é avaliar os pescados oriundos das áreas atingidas. É necessário observar se possuem manchas, furos ou cortes nas superfícies. O ideal é que as brânquias (guelras) do peixe estejam com a cor rosada ou vermelha intensa, brilhantes e sem viscosidade. Caso haja dúvidas sobre a qualidade do pescado ele não deve ser consumido.