VÍDEO- “ISSO É UMA FLORESTA?”: Família se revolta com mato cobrindo túmulos no Cemitério Público de Apodi

Matagal cobrindo os túmulos no Cemitério Público de Apodi, na região Oeste do Estado, revolta familiares de mortos, e até mesmo o coveiro.

Conforme imagem em destaque, buscar uma cova no meio do matagal formado se tornou uma tarefa árdua. “Isso é uma vergonha”, resumiram os autores do registro.

 

VÍDEO: Pagar IPTU com desconto em Natal faz contribuinte passar tormento com demora em atendimento e ainda encarar fila na calçada, com sol na cabeça

Diversas são as reclamações que chegam ao Blog sobre a revolta de contribuintes para o pagamento com desconto do IPTU em Natal, que vai até esta quarta-feira(08). Mesmo sabendo que todo o início de ano muitas pessoas se dirigem a Semut em busca de pagar o imposto, a Prefeitura do Natal não toma uma providência para amenizar a situação.

Embora existam as facilidades tecnológicas, muitas pessoas ainda preferem pagar suas contas pessoalmente – fora a particularidade de casos. Resultado: filas ao sol, e um tratamento nada respeitoso.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Já que a prefeitura não tem interesse de agilizar estes recebimentos pelo pagamento do IPTU
    na própria Secretaria. (Politica de Agendamento)
    Vou mandar um projeto para a Câmara para a Prefeitura visitar cada morador e fazer a quitação in locco.
    Depois reclamam da inadimplência

  2. joão carlos disse:

    só gente que deixa pra última hora e não sabe usar internet.
    gerei o boleto no site e paguei pelo aplicativo do BB em 5 minutos.

    aprender coisas úteis ninguém quer, mas passar o dia em rede social todo mundo é profissional

  3. EMJ disse:

    Vergonha mesmo! Estou adimplente com o meu IPTU, não devo nada e também não consegui emitir o boleto do meu IPTU com o desconto. Fui a Secretaria de Tributação levando o pagamento dos meus últimos IPTUs e desisti quando vi a fila gigantesca. Como conseguiremos o boleto se não conseguimos nem mesmo entrar no prédio?

  4. BOSCO disse:

    Apesar de pagar muito contrariado, mas paguei ! o que esses contribuintes estão fazendo ai ? Com certeza não é pra pagar com desconto, deve ser para resolver alguma pendência e em seguida pegar o boleto com o desconto. pois é só ir no site da tributação municipal e pegar o boleto.

  5. Marcondes Morais disse:

    Bom dia!

    Não consigo acreditar que estão passando por isso.
    Consegui pagar o IPTU do meu imóvel em menos de 5 minutos, pois tirei o boleto pelo site da Semut e depois paguei no aplicativo. Como se não bastasse, muitos deixam sempre para última hora, de forma que o município não consegue atender todos. A Semut dá opções mais céleres, mas alguns preferem o atendimento pessoal, fazer o que?

    • Biu Fontes disse:

      Cada caso é um caso! Tem situações
      que os contribuintes só resolvem diretamente na Semut, inclusive casos de erros da própria secretaria.
      Concordo quando você que deixamos tudo para última hora, mas infelizmente é cultural este tipo de situação.

[FOTOS] Ambulância de Mossoró está abandonada há mais de 15 dias em Natal

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Uma ambulância com placas e informações de Mossoró foi abandonada em Natal há mais de 15 dias em Natal. O veículo que poderia estar sendo utilizado para salvar vidas está largado no bairro de Lagoa Nova com sinais de desgaste por falta de utilização.

As fotos por si, já falam muita coisa. Não é preciso dizer muito. Confira

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Magno Pegado disse:

    Vlw BG. Obg

Ceducs sem soluções: Governo diz não ter condições de elaborar projetos de melhorias

A edição do Jornal de Hoje desta sexta-feira (14) informa que o Ministério Público e juízes da Vara da Infância e Juventude se reuniram durante a manhã para discutir a situação dos centros educacionais (Ceducs) em todo o Rio Grande do Norte, conhecidos pela falta de estrutura e alvo de boatos nos últimos dias, através de redes sociais, sobre liberação de mais de 100 infratores, fato desmentido pela Justiça e Polícia. No encontro, promotores e juízes chegaram a conclusão de que falta vontade política, por parte do executivo estadual, para que o processo para melhorias e uma melhor estrutura caminhe.

A matéria destaca que enquanto a Justiça reclama da falta de vagas nas unidades para acolher jovens infratores, promotores bloqueiam verbas oriundas do Governo do Federal para a construção, reforma e ampliação dessas unidades, para que os jovens sentenciados consigam cumprir pena nos sistema de regime fechado e semi-aberto. Para se ter uma ideia, só para a reforma do Ceduc Natal (Ciad), foram bloqueados R$ 800 mil das contas do Governo do Estado. Para que essa verba fosse liberada, a Fundação Estadual da Criança de do Adolescente (Fundac), ficou responsável por realizar um projeto e apresentar ao Ministério Público. Porém, esse projeto, que tinha o prazo de ser entregue até hoje, não foi apresentado. Para piorar a situação mais que delicada, durante o encontro, o Juiz da 3ª Vara da Infância e Juventude, Homero Lechneer recebeu um ofício por parte da Fundac, afirmando que o órgão não tem condições de realizar o projeto para apresentar ao MP, e revoltou o judiciário.

Durante o encontro, ainda foi destacado que ao longo dos últimos 15 meses, 133 jovens foram sentenciados pela Justiça para cumprir pena em regime fechado em diversos Ceducs do estado. Contudo, pela falta de vagas nas unidades, eles estão cumprindo medidas sócio-educativas assistidas. Por fim, sem perspectivas de soluções, promotores e juízes afirmam não ter mais o que fazer para pressionar o Governo do Estado.

FOTOS: veranista registra descaso na praia de Muriú; posto da PM abandonado e calçadão destruído

Localizada no litoral norte potiguar e considerada uma das praias mais badaladas do Estado, Muriú vem sofrendo com o descaso das autoridades, especialmente em dois dos pontos mais importantes para nativos e veranistas: o posto policial abandonado e sem funcionamento e a orla, que teve seu calçadão devastado pela maré e até o momento nenhuma solução foi tomada.

Um veranista, de identidade preservada, descreveu a situação da praia pertencente ao município de Ceará-Mirim, na Grande Natal, como puro descaso. Para que o internauta possa ter ideia, as imagens fornecidas pelo cidadão valem mais que mil palavras:

11111111111111111 222222222222222222222 333333333333333Fotos: Rafael R.X

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Henrique S. disse:

    Ora, ora se não temos policiamento nem em Natal, quem dirá nas praias circunvizinhas !!!

    Aqui no RN a PM só aparece quando é chamada após os delitos já consumados, e a Polícia Civil essa nem se fala, quem quiser conhecer um tem que ir nas poucas delegacias existentes!!!!!

    Todas as Policias estão sem estrutura de trabalho, basta ver os locais de trabalho destes policiais, quase todos caindo aos pedaços, e na sua grande maioria reaproveitados de algum outro órgão que fechou ou em antigas residências, basta ver o prédio que foi a garagem do DER e hoje abriga um quartel de uma das tropas de elite da PM e as delegacias coitadas vivem mudando de endereço pois na sua maioria ocupam residências alugadas!!!

    Não me lembro a última vez que foi "construído" um prédio projetado e pensado para ser uma unidade policial aqui no RN!!!!

  2. Gustavo disse:

    Lamentável o descaso dos gestores em Muriu, em pleno réveillon e veraneio. Como veranista a anos, me sinto prejudica e obrigado a mudar de praia no próximo ano.

  3. Orlando Das Cadeiras disse:

    E vai piorar. Pena, tinha casa em Porto Mirim. Muriu tem ou tinha grande potencial turístico.

  4. Gabriel Bernado disse:

    Lembro que jogávamos, eu e primos bola em frente essa linda praia e havia policiamento constante. Será que é tão caro manter uma base da PM fixa nas praias do nosso RN. Não seria o turismo o nosso principal produto? Vlw BG!!!

  5. Renato Araújo disse:

    É uma vergonha. Estou veraneando em Muriu e presenciando todo o descaso abordado pelo Blog. Inclusive há uns 3 meses, lembro de uma reportagem de um representante da prefeitura de Ceará Mirim garantindo que em dias tudo estaria solucionado. Mas logo, logo a hipocrisia vingará, já que se houve nas esquinas que figuras da nossa política Norte Rio Grandense irão veranear em suas casas de Muriu e Jacuma!!! Parabéns ao Bg pelo registro!

  6. ricardo disse:

    É de se envergonhar uma praia bela como essa esta sendo esquecida e jogada as traças por um descaso politico. Parabéns ao blog por esta espondo essa realidade que não apenas é encontrada na praia de muriu, mas sim em muitas praias de Natal.

SECA: Quase 60% dos poços instalados no estado estão quebrados

Uma saída para a seca é a perfuração de poços. Eles garantem a utilização das águas subterrâneas, quando as de superfície já estão escassas. E no Rio Grande do Norte há um quantidade razoável deles: 6 mil espalhados por todo o estado. O problema é que mais da metade, 58%, deixaram de funcionar por falta de manutenção.

Este dado preocupante foi apresentado ontem pelo secretário de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Gilberto Jales. Ele apontou ainda que há outros mil poços que não foram a instalados ainda. Foram feitas apenas as perfurações.

Emergencialmente, foram instalados recentemente 170 e se espera instalar outros 250 nos próximos dias.

Falta de pomada para queimados no HWG gera mobilização no Twitter

Já está correndo um prazo judicial para que o Hospital Walfredo Gurgel seja abastecido de medicamentos e equipamentos. No entanto, por enquanto, a situação continua bastante preocupante. A Sulfadiazina Prata, por exemplo, pomada antibiótica para queimados está em falta.

A ausência deste médicamento que ajuda a aliviar a dor dos queimados evitar infecções, algo muito comum neste tipo de enfermidade, gerou uma mobilização no twitter. Vária pessoas estão tuitando a seguinte frase; TUITE para o @GovernodoRN e @RosalbaCiarlini – QUEREMOS POMADA PARA QUEIMADOS NO HOSPITAL WALFREDO GURGEL, JÁ!!!!!

O objetivo é que o governo do estado se sensibilize e providencie o medicamento;No momento. De acordo com o chefe do Centro de Tratamento de Queimadura do HWG Natal/RN, Edilson Souza, no momento só há no hospital 5 tubos de Sulfadiazina de prata fruto de doação.”Suficiente para metade de um curativo numa criança!”, revelou em sua página no twitter.

Chega a hora de explicações pontuais por parte do governo. A que se deve faltar fio de aço? Pomadas para queimados? Remédios simples? É a direção da unidade? É boicote de médicos? É o secretário que é incompetente? É dinheiro? Rosalba, precisa de um basta.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manuel Sabino disse:

    A Governadora é gestora do Estado. Ela escolhe o Secretário. O Secretário escolhe os gestores das unidades de saúde. A responsabilidade final pelos erros e acertos (estes em falta) é do Governo. Se não quer ter esta responsabilidade, o político deve optar por outra linha de trabalho. Não adianta nada esta mobilização virtual dos apaninguados. Todos estão vendo o que está acontecendo no Estado. E não é só na saúde.

  2. José Gomes de Melo Filho disse:

    A governadora não é gestora do Walfredo Gurgel. Cabe ao gestor do hospital comunicar a falta da pomada para a Secretaria de Saúde, para que a mesma possa tomar as providências. Querem transformar a governadora no vilão da saúde. Calma gente, não é por aí.

    • PAULO ROLISSO disse:

      A culpa não é da governadora não deve ser bem minha, incrivel que ainda apareça alguem querendo defender esse governo incompente que ja mostrou que não tem competencia pra administrar o estado.

    • ARCHELLOS disse:

      José Gomes de Melo Filho deve ser algum puxa saco da Chefe do Executivo Estadual, a responsabilidade é de todos que paticipam deste governo desastrado!!!!

Fantástico mostra como bilhões de reais são desperdiçados no Brasil por falta de planejamento

Ontem o Fantástico mostrou um retrato do descaso em todo o país com o dinheiro público. Foi mostrado como bilhões de reais são desperdiçados por falta de um bom planejamento.Em um dos exemplos apresentados pela reportagem, o Rio Grande do Norte pode até vestir a carapuça. Parques eólicos foram montados, mas faltam as linhas de transmissões que integram a energia gerada pela força dos vento até rede elétrica.

Confira a reportagem:

Nunca ficou pronta, e parece em ruínas. Há tanto tempo abandonada, que do fosso sobe uma árvore adulta. E muita coisa aconteceu no Brasil desde que o projeto começou.

O início foi ainda no regime militar. Veio o movimento Diretas Já, a morte de Tancredo Neves, o vice, José Sarney, virou presidente – e começaram as obras. Vieram as primeiras eleições diretas – e Fernando Collor parou as obras por falta de verbas. Veio o governo Itamar Franco.
Depois, Fernando Henrique Cardoso privatizou o setor elétrico, e com ele a usina. O primeiro operário presidente, Lula. A primeira mulher presidente, Dilma. E as obras da usina de Jacuí 1, a 60 quilômetros de Porto Alegre, nunca foram terminadas.

usinaNos depósitos mostrados em vídeo, estão os equipamentos, importados da Alemanha em 1987 pelo equivalente hoje a R$ 500 milhões.

Uma usina completa, com capacidade para abastecer toda a região metropolitana de Porto Alegre, empacotada dentro de galpões há 25 anos.

Instalada, poderia gerar 360 megawatts/hora de energia. Geradores de vapor, turbinas e painéis de controle nunca registram um kilowatt sequer.

A manutenção é feita pela antiga dona, a empresa Tractebel, que comprou a usina em obras na privatização da estatal Eletrosul. A Tractebel afirma que depois vendeu a usina, mas não recebeu o pagamento. O caso está na justiça.

Segundo a Tractebel, os equipamentos são a garantia da dívida. Mas mesmo em bom estado, a possibilidade de que um dia gerem energia são cada vez menores.

Meio bilhão de reais que podem virar ferro velho, se a termoelétrica não for concluída.

“Na verdade, ela seria sucateada. Seria quase vendida a peso de ferro e dos outros metais que existem no lugar”, disse o procurador dos proprietários da usina, Marco Antônio de Costa Souza.

Na época, parecia o plano perfeito pra se aproveitar uma riqueza abundante da região, que está toda sobre um lençol de carvão mineral, a menos de 15 metros de profundidade. Mas o que levou Jacuí 1 às ruínas não foi o fato de que o carvão se tornou o inimigo número um do aquecimento global. Foi uma sequência de compras e vendas mal sucedidas.

Investidores que compraram, mas não pagaram a usina, acabaram presos por falsificar documentos para pegar empréstimo no exterior. Depois, a usina foi parar na mão de uma empresa de previdência privada americana, que faliu.

“Dificilmente se iniciaria um projeto como esse hoje. Mas, no estágio em que se encontra, eu acho um desperdício imenso não se terminar essa obra. Nós temos 70% das obras civis prontas.  A usina está praticamente toda aqui estocada”, explica o procurado. Marco Antonio Costa Souza. (mais…)

[FOTOS] Praça das Flores se transforma em 'Praça dos Lixos'

O BG recebeu nesta terça-feira (28) uma denúncia do descaso do poder público e da falta de educação de alguns moradores desta bela cidade chamada Natal.
A tradicional Praça das Flores, em Petrópolis, está tomada pelo lixo. São várias sacolas rasgadas deixando o lixo na calçada, ocupando o espaço do que deveria ser uma via de tráfego de pedestres. O local é exatamente em frente aos bares e boates.

O BG não está dizendo que foram os estabelecimentos que deixou o lixo daquela forma por lá. É meio evidente que alguém mexeu neste lixo a procura de recicláveis, ou até mesmo, por comida. Mas pela quantidade de latas e garrafas dá pra se notar que as sacolas foram depositadas irregularmente na calçada da praça. Afinal, praça não é depósito de lixo.

Os moradores não sabem a quem recorrer para realizar a retirada da imundice do local. Uma praça que tem tal nome não merece isso. Ao invés do cheiro de flores como sugere o nome da praça, sente-se apenas o cheiro de chorume.

O descaso do poder público por desconsiderar esses grandes geradores, por não fazer uma coleta específica nesses pontos de grande produção, de não pontuar um local específico para destinação; e a falta de educação de algumas pessoas que jogam o lixo no meio da rua, que rasgam as sacolas de lixo e espalham mais podridão pela cidade resumem bem essa lamentável e insustentável situação.

Espera em filas para quem tem plano de saúde chega a três horas para um simples exame em Natal

Excelente reportagem de Ricardo Araújo e Valdir Julião na Tribuna do Norte de hoje mostra a via crucis que passou a ser um associado de plano de saúde conseguir desde um consulta simples a um procedimento cirúrgico na cidade de Natal. Um casal de idoso, por exemplo, pagar mais de R$ 1.500,00 mensais e ter que ficar dias ou semanas esperando um atendimento é para matar mesmo. Segue reportagem:

As filas para o atendimento médico, nas quais a espera pelo médico ou um exame leva horas, não estão mais associadas aos serviços públicos de saúde. Nas unidades da rede privada de hospitais e clínicas em Natal, tem se tornado comum recepções lotadas por pacientes de planos de saúde que reclamam da demora. Em três desses estabelecimentos, percorridos ontem pela manhã pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE,  a média de tempo para ser chamado ao consultório era de três horas.

Júnior SantosPaciência: no Rio Grande do Norte, os usuários de planos de saúde que buscam o setor de urgência de hospitais particulares, em geral aguardam mais de duas horas por atendimento

Frustração e impotência se  misturam nas descrições que os pacientes fazem da situação.  As reclamações dos usuários começam, invariavelmente, pelo custo atual  dos planos de saúde – em torno de R$ 700,00 mês para o atendimento  da família – e terminam com o desencanto por terem que esperar por um atendimento pago tanto quanto esperariam em um hospital ou posto de saúde da rede pública de Saúde.

Nos últimos nove anos, conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cerca de 16,8 milhões de pessoas aderiram a um plano de saúde. A quantidade de usuários saiu de 31,7 milhões para 47,8 milhões em menos de uma década. No Rio Grande do Norte, segundo a ANS, o número de beneficiários de planos de saúde cresceu 21% entre 2009 e 2011.

“Eu desconheço a origem do problema. Não sei se é culpa do hospital, que não marca os procedimentos, ou se é culpa do plano de saúde”, relatou a professora Marília Freire enquanto aguardava ser chamada para realização de um exame em um dos hospitais visitados. Ela relatou que já chegou a perder um período inteiro do expediente de trabalho  em decorrência da demora no atendimento médico.

A impaciência atinge crianças, adultos e idosos, alguns deles já com mais de duas horas nas filas, enquanto as recepcionistas tentavam explicar aos pacientes que vão chegando e aos que reclamam  – de vez em quando – que a demora era devida a superlotação nos setores de atendimento pediátrico e adulto. O estudante Iago Medeiros esperou por mais de uma hora e meia apenas para assinar documentos relativos aos procedimentos que deveriam ser realizados. Ele tinha febre e apresentava sintomas de gripe. Em um dos hospitais,  quem chegava era alertado que  o atendimento poderia demorar até duas horas e meia, depois do registro de entrada. O tempo final, porém, era superior.

O estudante Samie Menezes de Machado era um exemplo. “Estou aqui há mais de três horas. Fiz um raio-x e um exame de sangue e me mandaram esperar. A desculpa dos funcionários é de que os médicos estão ocupados com emergências. E nós, não estamos num pronto-socorro e não deveríamos ser considerados prioridade?”, indagou ele.

Cansada de esperar e sem expectativa de ter os dois filhos atendidos ainda na manhã de ontem, Elielma Maria de Lima, medicou, por conta própria, o filho mais velho e pensava em levar o filho mais novo, de um mês de vida, para uma outra unidade hospitalar. “Somente para preenchermos os papéis demoraram mais de 30 minutos. A demora é muito grande e eu gasto cerca de R$ 350 mensais com plano de saúde. É sempre assim. Seja aqui ou em outro hospital”, lamentou Elielma.

Uma das atendentes, em um dos hospitais, confirmou que somente um médico plantonista estava responsável pelo atendimento de pacientes em situação de urgência e emergência, pacientes em retorno de procedimentos previamente realizados e os que aguardavam consulta na ala de urgência.

“Do meu ponto de vista, a culpa é da administração do hospital que não disponibiliza um número maior de profissionais”, destacou Iago Medeiros. “Os médicos não se preocupam com a questão da espera. Nem eles, nem os funcionários do hospital”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Amaury Borges disse:

    Mesmo com plano de saude a coisa ta feia!

Polícia Civil não faz recolhimento e máquinas caça-níquel são arrombadas

O blog acaba de ser informado de uma situação realmente lamentável, reflexo do descaso e da crise na segurança que passa o Estado.

Na madrugada da última sexta-feira (11), após denúncias anônimas, policiais do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM) fecharam um bingo que funcionava na rua Neusa Farache, situado no bairro de Capim Macio. No local, foram encontradas cerca de 90 máquinas caça-níquel. Como de padrão, a Polícia Civil é acionada para dar andamento ao procedimento.

O delegado de plantão Custódio Arraes, agindo corretamente dentro de suas atribuições, foi ao local e deu andamento a ocorrência. Só que ele não tinha como fazer o transporte do material apreendido por falta de veículo e fez o isolamento do local com aquela faixa zebrada em preto e amarelo.

Para não deixar o local ao Deus dará, os policiais do 5º BPM passaram a ter uma rotina de fiscalização à residência para evitar o furto, extravio ou qualquer tipo de interferência nas máquinas, haja vista que elas se encontravam, em tese, sob a custódia do Estado. Até aí, tudo bem.

A confusão começou durante a semana. Todos os dias os PMs solicitavam à Civil o recolhimento das máquinas. O problema é que o caminhão que realizaria o recolhimento do material nunca chegou. A Polícia Civil alegava que não dispunha do veículo para realizar o transporte. Conclusão? As máquinas ficaram toda a semana (e estão lá até hoje).

Mas tenham calma. Essa demora é apenas a primeira parte do problema. Nesta sexta-feira (18), o delegado de Costumes Silvio Andrade foi até o endereço onde estavam as máquinas e constatou que todas estavam arrombadas exatamente no dispositivo que armazena o dinheiro do jogo. Cadê o dinheiro? Ninguém sabe, ninguém viu!

Está besta? estarrecido? indignado? A novela ainda não acabou. Ao fazer a constatação, o delegado acionou o Instituto Técnico-científico de Polícia (Itep) para que fizesse uma perícia no local e nas máquinas, porque estava configurado um segundo crime dentro de um local sob a guarda do Estado, e sabe o que aconteceu? Nada. Isso mesmo: nada! Até agora, nenhum dos peritos esteve no local.

Enquanto isso, as viaturas do 5º Batalhão continuam sendo obrigadas a fazer ronda pela região fazendo um rodízio na frente da casa, deixando o bairro o policiamento ostensivo do bairro desfalcado de uma viatura.

Se é assim que algumas autoridades e agentes tomam conta da nossa segurança, imaginem como estamos bem seguros.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. I Monarca da Aba da Serra disse:

    Unificação das Polícias?Na unificação, os delegados ganhariam status de Promotor de Justiça, os Oficiais PMs, Agentes e Escrivães de Polícia, status de Delegado e os Praças das PMs se tornariam Agentes de Polícias Estaduais…
    Assim, todos ficariam satisfeitos e a escassez de Promotores, Delegados e Policiais seria bastante atenuada…Saliento que antes haveriam cursos para aperfeiçoar esse profissionais, habilitando-os para as respectivas funções, que muitas vezes eles já exercem de forma irregular…
    Por exemplo: Há muitos Sargentos, Agentes, Escrivães e Oficiais de Polícia exercendo função de Delegado em várias cidades do Brasil…Fala-se muito em preservação das tradições… Mas, o que é mais importante? as tradições, ou a eficiência nas estruturas da segurança pública? Para quê serve o militarismo nas policias?
    Não seria o momento de dar aos agentes da segurança um caráter profissional desprovido do cerimonialismo e apêndices?Assim, a Segurança pública no Brasil melhoraria substancialmente…Para isso basta aprovar uma emenda constitucional…A segurança pública deverá atender os anseios da sociedade antes de qualquer interesse corporativo….
    O modelo de segurança vigente já se mostrou incapaz de atender com qualidade aos anseios da sociedade…

Estado reclama da falta de leitos enquanto hospitais são subutilizados

O Hospital Geral Monsenhor Walfredo Gurgel/Clóvis Sarinho é o grande termômetro da saúde pública no Rio Grande do Norte. Se ele está superlotado é sinal de que a retaguarda de atendimento não funciona como deveria. Nas cidades próximas a Natal, com exceção do Hospital Regional Deoclécio Marques, os outros seis hospitais regionais estão subutilizados. Em dois deles, visitados pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE o número de pacientes está abaixo da capacidade instalada. Sobram leitos, diariamente.

Na quinta-feira, 03, o Hospital Regional Alfredo Mesquita, em Macaíba, que possui 21 leitos de clínica médica (sendo um de isolamento), mantinha apenas onze pacientes internados. No mesmo dia, o Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, a menos de 15 quilômetros, trabalhava com 30% acima de sua  capacidade. Somente a ortopedia, que tem a maior demanda, estava com 75 pacientes internados, dos quais 70 aguardam cirurgia.

No Deoclécio Marques, a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE encontrou pacientes internados em macas, alojados em salas improvisadas e nos corredores. Já no Alfredo Mesquita, dez leitos estavam vazios. Na cidade de São José de Mipibu, o Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros tem espaço “de sobra”, segundo os profissionais de saúde, para ser uma unidade de apoio para o Hospital Walfredo Gurgel, em casos simples, em que os pacientes estejam estabilizados.

Na sexta-feira, 4, a unidade tinha vagos quatro leitos de clínica médica, três de pediatria e sete cirúrgicos. Nas unidades, as diretorias reconhecem a subutilização e garantem que informam, diariamente, à Coordenadoria de Operação dos Hospitais (Cohur), da Secretaria Estadual de Saúde Pública, o número de leitos vagos. “Nós informamos e nunca recusamos qualquer transferência, até porque quando houve a restruturação ficamos como hospital de retaguarda”, afirmou a diretora geral da unidade de Macaíba, Altamira Galvão de Paiva.

No entanto, os gestores dos hospitais regionais são unânimes em afirmar que aumentar a produtividade, ou seja, a ocupação da unidade exige ampliação de recursos humanos. “Hoje nossa dificuldade”, afirmou a diretora da unidade, Célia Serafim, “é de recursos humanos. Estamos pensando em aumentar o número de cirurgias, mas não temos equipe suficiente para isso”. Nenhum deles tem Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que impede a realização de cirurgias mais complexas.

Essa unidade tem 28 que realizam, em média 20 cirurgias por semana, segundo informou a Célia Serafim. Em Macaíba, o centro cirúrgico está fechado há, pelo menos, um ano. A situação de ‘caos’ dos principais hospitais levou o Ministério Público Estadual a realizar um estudo que possa revelar porque os hospitais da rede estadual consomem milhões de reais para pagamento  de profissionais da saúde e, ainda assim, a assistência é deficiente.

Solicitado ao Centro de Apoio às Promotorias de defesa da Cidadania, pela promotora de Justiça da Saúde, Iara Pinheiro, o  estudo motivou uma auditoria nas unidades integrantes da rede estadual de Saúde Pública.  A pedido da promotora, o  procurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, Thiago Martins Guterres, requereu a auditoria que foi aprovada pelo Tribunal de Contas do estado, em janeiro deste ano.

No documento enviado ao Ministério Público de Contas, a promotora afirma que “a rede hospitalar do Estado absorve vultuosos recursos financeiros, especialmente no pagamento da folha de pessoal, sem oferecer mínimas condições de assistência regionalizada”. O resultado disso, destaca a Iara Pinheiro, “é a transferência de pacientes para atendimento em Natal e, em menor escala, nas cidades polos, como Mossoró e Parnamirim”. A promotora afirma que “os hospitais regionais possuem potencial para uma resposta assistencial de qualidade”.

MP afirma que há distorções nas unidades

Para a Promotoria de Defesa da Saúde, a relação custo-benefício está descompensada no caso dos hospitais regionais da rede estadual. Ao solicitar a auditoria a promotora Iara Pinheiro citou a necessidade de “corrigir distorções”. O MP constatou na rede estadual de 23 hospitais “disparidade entre os recursos gastos na manutenção e a efetividade de ações de saúde”.

Dados do estudo do MP mostram que o hospital regional de Macaíba, por exemplo, custou, entre janeiro e agosto do ano passado, aproximadamente R$ 681,4 mil, mas R$ 616,6 foram destinados a pagamento de pessoal. Em contrapartida, a unidade realizou, no mesmo período, 1.274 procedimentos de internação hospitalar. A demanda maior foi ambulatorial: mais de 302 mil atendimentos.

No hospital regional de São José de Mipibu, do total de gastos, R$ 711,3 mil, mais de R$ 644 mil foram destinados para pessoal. A unidade realizou 151 internações hospitalares e 26,8 mil atendimentos ambulatoriais. O período analisado foi o mesmo.

O MP considera desequilibrada a distribuição espacial das unidades e critica a oferta de serviços de baixa complexidade nas unidades hospitalares. A chamada ambulancioterapia continua em alta, nas portas das principais unidades de Natal e Parnamirim. A falência da Atenção Básica, de responsabilidade dos municípios, agrava a crise na rede hospitalar.

Casos simples como torcicolo, torção e viroses continuam superlotando as unidades, que deveriam estar atendendo pacientes com patologias mais complexas. “A todo instante, recebemos pacientes de outros municípios, na maioria das vezes”, afirma a diretora do hospital regional, em Macaíba, Nilzelene Carrasco, “pacientes que poderiam recorrer aos postos de saúde e às UPAS [Unidades de pronto-Atendimento]”.

Segundo ela, esses pacientes não deixam de ser atendidos. “Apesar de toda a crise das últimas semanas, que só agora começa a ser equacionada”, disse Nilzelene, “em nenhum momento nossa porta de atendimento foi fechada. Atendemos a todos os que chegaram ao hospital”.

No hospital regional, em São José, a técnica de enfermagem Maria Aparecida de Oliveira reclamou da sobrecarga de trabalho, devido à superlotação que acontece no pronto-socorro da unidade. “Hoje os bancos estão cheios de pacientes que deveriam estar sendo atendidos na atenção básica”, afirmou Aparecida. A técnica de enfermagem ressaltou que não estava “questionando a necessidade do paciente, mas a falência da atenção básica”.

Segundo Maria da Guia Dantas dos Santos, diretora local do Sindicato dos Servidores da Saúde do RN, o município possui 17 equipes de Estratégia de Saúde da Família (antigos PSFs). “Pelo que a gente vê, todos os dias aqui, essas equipes não funcionam e a gente questiona para onde estão indo os recursos que são repassados”, asseverou.

Inspeção registra falta de cuidados

Por quase uma hora fiscais do  Conselho Regional de Medicina no Rio Grande do Norte (Cremern)  visitaram todas as alas de internação e corredores do Hospital Monsenhor Walfredo Grugel/Clovis Sarinho, no início da tarde de ontem. O relatório da inspeção será apresentado ao presidente do Cremern, Jeancarlo Fernandes, nesta segunda-feira, 7. No mesmo dia, o documento será levado ao conhecimento do plenário do Conselho, que poderá aprovar uma intervenção em alguns setores do HWG.

“Na impossibilidade de atuarmos em toda a unidade”, avisou Jeancarlo Fernandes, “vamos atuar no setor de reanimação”. O presidente do Cremern adiantou que “a situação está mais grave do que se pensava”. A última visita do Conselho ao Walfredo Gurgel foi  realizada em janeiro deste ano, juntamente com a Comissão de saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e várias recomendações foram emitidas.

Os fiscais do Cremern fizeram fotografias e registros para colher  provas de materialidade do fato. Jeancarlo Fernandes disse que um relato informal dos médicos que fizeram a inspeção aponta para uma situação  “de caos absoluto”. No HWG, os pacientes entubados, que precisam de terapia intensiva (UTI) estão acomodados em  macas, que transbordam da sala de reanimação para corredores, politrauma e clínica médica e observação pós-cirúrgica.

Na madrugada de ontem um desses pacientes entubados no corredor veio a óbito. O Cremern tem imagens comprovando desassistência. As fotografias mostram resíduos de larvas de mosca na boca do paciente. “Na verdade, os pacientes estão jogados num cantinho de parede, sem ter quem olhe por eles, o que é completamente inadmissível”, afirmou o médico.

Jeancarlo frisou que o paciente necessita de vigilância constante e, se essa assistência não é dada adequadamente, o resultado é a elevação da mortalidade. “Num hospital de trauma”, afirmou Jeancarlo Fernandes, “a mortalidade é maior pela própria natureza do paciente, entretanto parte das mortes não ocorrem na hora do trauma. O paciente que está morrendo é aquele que está estabilizado e internado há mais de uma semana, nos corredores”. Segundo enfermeiras do HWG entrevistadas,  pela equipe da TN, na semana passada ocorreram 44 óbitos, sem considerar as mortes por trauma. A unidade tem um técnico de enfermagem para cada 16 pacientes.

Grande Natal tem oito hospitais

Dos hospitais da rede estadual, oito estão na região metropolitana de Natal. Com corredores lotados, unidades como o Walfredo Gurgel, Santa Catarina, e Deoclécio Marques, em Parnamirim, estão operando ‘milagres’, segundo os gestores para atender a demanda. No entanto, unidades como o Alfredo Mesquita, em Macaíba, e Antônio Barros, em São José de Mipibu, que têm espaços e leitos ociosos poderiam ser um ponto de apoio.

A médica Jacila Braga, do HRMAB, de São José, afirma que  “a unidade tem condições para isso, por ter equipamento de raio-x, de atender traumas simples, como luxações, torções, fratura de punho, torcicolos. Mas precisa ser equipada e ter mais profissionais”. Ontem, a médica estava transferindo a paciente Maria Letícia da Silva, 15 anos, para Parnamirim. “Ela está com problema de torcicolo, mas é preciso ortopedista faça uma avaliação”, explicou a médica.

No hospital regional de Macaíba, depois da interdição ocorrida no ano passado, a unidade reabriu apenas com 21 leitos de clínica médica. A obstetrícia, que antes da interdição chegou a fazer uma média de 160 partos/mês, está sem funcionar, aguardando reforma do centro cirúrgico e da sala de parto. Berços comuns e aquecidos, encubadora e diversos equipamentos estão sem uso.

A diretora geral Altamira Galvão de Paiva disse que aguarda orçamento para inicar a reforma. Os dois hospitais não possuem autonomia financeira. Segundo os médicos do interior, a superlotação de Natal e Parnamirim deve-se a uma regulação ineficiente. No último sábado, no hospital de São José, a médica teve que aguardar cinco horas para a transferência de um paciente infartado.

Segundo o coordenador de Ortopedia do Estado, Jean Valber, a quebra no fluxo de pacientes da ortopedia tornou a superlotação mais crítica na última semana. O governo do Estado estava em débito com a Cooperativa de Médicos do RN que disponibiliza ortopedistas para os procedimentos. Eles só retomam o atendimento na segunda-feira.

Devido à greve, a unidade está trabalhando com 30% de sua equipe. “Nós só conseguimos fechar uma equipe, apesar de termos capacidade para fazer três cirurgias simultâneas”, disse o médico. Ela acredita que se a retaguarda fosse estruturada melhor, desafogaria os hospitais de Natal e Parnamirim.

Fonte: Tribuna do Norte

Servidor denuncia precariedade do prédio da Semut

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bbraga disse:

    Que vergonha! Que desrespeito aos funcionários que aí trabalham! Olha, vcs tem que solicitar no contra cheque a insalubridade, etc 
    É impossível trabalhar nestas condições, tem que implodir este prédio

  2. Adalberto disse:

    Essa é a Micarla Furacão. Daqui pra  2012 ela acaba com tudo… 

  3. AdjSilva disse:

    ahhh. esqueci de comentar… sabe qual foi a solução tomada para o problema? desligaram a água da secretaria… agora não temos água, banheiro, papel higiênico… mas ainda temos vergonha na cara!!!!

  4. AdjSilva disse:

    eu estava no momento e presenciei as fezes transbordando pelo corredor e descendo as escadas… e o fedor… mas isso é normal por aqui… reflete bem a administração de micarla e do secretario de tributacao

O descaso e o atentado contra o Atheneu

A Escola Estadual Atheneu Norte-Riograndense, um patrimônio histórico e arquitetônico de Natal, está – aos poucos – caindo aos pedaços. Com graves problemas estruturais, a escola, que já foi berço para inúmeros políticos e intelectuais do Rio Grande do Norte, sofre com infiltrações e problemas elétricos. O descaso compromete, inclusive, com a proteção da própria história da instituição. Segundo funcionários, em razão dos problemas estruturais, o arquivo está sendo consumido pelo mofo e a alta umidade do local.  Com isso, toda a documentação escolar da década de 1960 está ameaçada; incluindo o histórico escolar de alunos ilustres, como o Ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, e da ex-governadora Wilma de Faria.

O prédio, que, atualmente, está em processo de tombamento pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte), não passa por uma reforma na sua estrutura há décadas. Desde setembro de 2009, a direção da escola pede providências da Secretaria Estadual de Educação (SEEC). No entanto, desde então, o Atheneu espera por uma licitação para um projeto de reforma e ampliação.

Histórico

O Colégio Ateneu Norte-Riograndense foi fundado em Natal, no dia 03 de fevereiro de 1834, num local onde hoje existe um estacionamento na Rua Junqueira Ayres, Cidade Alta. É considerada, inclusive, uma das mais antigas instituições públicas de ensino em atividade no Brasil. Após estudos e projetos aprovados pelo Ministério da Educação, no início da década de 1950, foi iniciada a construção do prédio em formato de “X”, na Rua Campos Sales, em Petrópolis, bairro de classe média alta da cidade do Natal. A escola foi inaugurada em 11 de março de 1954 e conta hoje com 1.600 alunos, divididos em três turnos.