Finanças

Credibilidade fiscal permite juros menores, diz presidente do Banco Central

Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse hoje (13) que o crescimento da inflação no país foi influenciado, entre outros fatores, pela desvalorização do real e também pelo aumento no preço das commodities (produtos básicos com cotação internacional).

De acordo com Campos Neto, esse movimento inflacionário começou em 2020 e ainda repercute neste ano. O presidente do BC citou, além desses fatores, a crise hídrica no país, com aumento no preço das bandeiras tarifárias, além de efeitos climáticos.

O mercado financeiro aumentou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano de 6,79% para 6,88%. A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Ao avaliar a alta no preço das commodities, o presidente do BC disse que durante a pandemia de covid-19 houve um aumento natural, uma vez que as pessoas ficaram mais tempo em casa e passaram a consumir mais bens dos que serviços, gerando uma alta no preço de produtos e uma diminuição no valor dos serviços.

Auxílio emergencial

Segundo Campos Neto, com a retomada da atividade econômica, há uma tendência de que esse balanço se equalize. Porém, ele disse que outros fatores podem interferir na inflação e citou o auxílio emergencial como um deles.

De acordo o presidente do BC, o auxílio trouxe um “choque de demanda” que se transformou em consumo e impactou a inflação de curto prazo, o que influiu na decisão do BC de elevar a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 5,25% ao ano.

“Esse movimento de curto prazo teve algum alastramento [na inflação]. Então, entendemos que era necessário um movimento de ajuste para que essa inflação não contamine o ambiente inflacionário e não desancore as expectativas”, disse ao participar do 4º Encontro Folha Business, transmitido pela internet.

Equilíbrio fiscal

Ao falar sobre a situação econômica do país, o presidente do BC disse que alguns setores como o de serviços estão se recuperando dos impactos da pandemia. Mas acrescentou que é impossível para qualquer BC do mundo fazer o trabalho de segurar expectativas de inflação sem que o quadro fiscal esteja sob controle.

Campos Neto disse que o mercado projeta um crescimento da economia de 5,3%, neste ano, e que os números da dívida bruta do país ficaram em cerca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país), quase no mesmo patamar antes da pandemia e abaixo da previsão de 100% feita por alguns analistas.

Entretanto, ele avalia que há “ruídos” no mercado financeiro sobre o controle das contas públicas, o que tem levado a correção de preços de ativos, como dólar e ações.

Ele citou o debate sobre o pagamento dos precatórios, o desenho do novo Bolsa Família e o incentivo financeiro a setores específicos da economia. “Esses temas geraram um ruído onde o mundo financeiro, os agentes econômicos passaram a ter uma percepção ou, pelo menos, um risco de que o fiscal não está melhorando tanto e os preços corrigiram em relação a isso”, disse.

Segundo Campos Neto, o país tem que passar uma mensagem de credibilidade fiscal para que o BC possa atuar com um nível de juros mais baixo. “A coisa mais importante em um país que tem o nível de dívida que o Brasil tem é passar uma mensagem de credibilidade fiscal. É essa mensagem é que vai permitir o BC fazer o trabalho com o menor nível de juros e maior eficiência”, afirmou.

Agência Brasil

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Finanças

Prefeitura do Natal dá desconto de até 90% em juros e multas para créditos tributários na dívida ativa; veja valores

Foto: Joana Lima/Secom

A Prefeitura de Natal decidiu estabelecer condições especiais para pagamentos à vista e parcelado de créditos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa do Município. A gestão se sensibilizou com a grave crise que atinge famílias e empresas gerada pela pandemia de coronavírus e os descontos podem chegar a até 90% sobre juros e multas.

“Diante da situação de pandemia da Covid-19, que trouxe enormes desafios para os cidadãos e também para a gestão municipal, o prefeito Álvaro Dias mostrou sensibilidade para tomar esta decisão que é importante para o contribuinte, que não tem seu nome inscrito nas instituições de proteção ao crédito e para o Município, que pode contar com os recursos”, explica o Secretário de Tributação, Ludenilson Lopes.

As condições para ter os benefícios de quitação dos valores em aberto foram determinadas pelo Prefeito Álvaro Dias no Decreto Nº 12.214, publicado nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial do Município.

A primeira condição diz respeito aos fatos geradores (origem do débito), que precisam ter ocorrido entre 01/01/2020 e 31/03/2021. Além disso, formalizado o acordo, o pagamento da primeira parcela deverá ser feito num prazo de até 10 dias, não podendo ultrapassar o último dia útil do mês da formalização, vencendo-se as demais no dia 20 de cada um dos meses subsequentes.

O valor mínimo da primeira parcela terá que ser de 5% do montante do crédito tributário a ser parcelado (a critério do contribuinte), desde que não seja inferior às demais parcelas e seu quantitativo não seja superior a 24 (vinte e quatro) parcelas mensais.

Para ter acesso aos benefícios, o contribuinte deverá fazer a solicitação do parcelamento (acesso – requerimento de acesso) e/ou pagamento à vista (emissão de DAM) a partir da plataforma disponibilizada pela internet, no seguinte endereço eletrônico: www.natal.rn.gov.br/semut através da plataforma do Directa da Secretaria Municipal de Tributação – SEMUT, podendo recorrer também ao atendimento virtual.

O parcelamento de créditos só pode ser feito em relação a dívidas referentes ao Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU e da Taxa de Coleta, Remoção, Transporte e Destinação do Lixo – Taxa de Lixo, dos exercícios de 2020 e 2021, se a adesão ao parcelamento englobar a totalidade das parcelas originais, vencidas ou por vencer, dos carnês anuais.

CONFIRA OS VALORES DOS DESCONTOS E AS CONDIÇÕES:

Descontos nos juros e multa de mora de:

a) 90% (noventa por cento) quando a liquidação ocorrer de uma só vez;

b) 80% (oitenta por cento) quando a liquidação ocorrer em até 6 (seis) parcelas;

c) 70% (setenta por cento) quando a liquidação ocorrer em até 12 (doze) parcelas;

d) 60% (sessenta por cento) quando a liquidação ocorrer em até 18 (dezoito) parcelas; e) 50% (cinquenta por cento) quando a liquidação ocorrer em até 24 (vinte e quatro)

COMO SOLICITAR:

1 – Acessa a plataforma do Directa da Secretaria Municipal de Tributação – SEMUT no site:
www.natal.rn.gov.br/semut

2 – Clica em requerimento de acesso e pagamento (emissão do DAM)

 

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Finanças

XP entra no mercado de cartões de crédito e promete juros 50% mais baixos do que o mercado

Foto: Divulgação

Com promessa de juros pelo menos 50% abaixo do que cobram os grandes bancos, a XP está entrando no mercado de cartões de crédito, como adiantou o colunista Lauro Jardim, do GLOBO.

A empresa lançou nesta quarta-feira o cartão de crédito XP Visa Infinite, que também não terá cobrança de anuidade. Nas compras online feitas em parceiros da XP, o cliente terá a devolução de 1% do valor da compra dada pelo próprio cartão, e mais 2% a 10% das lojas que integram o market place da companhia para ser investido em fundos de investimento oferecidos pela XP.

— Não queremos ganhar no rotativo do cartão. Taxas de 12%, 13% ou 14% ao mês cobradas pelos bancos não são sustentáveis. Queremos que, se o cliente tiver que tomar dinheiro emprestado, pague taxa próxima a 2%, que eu ainda acho alta – disse Guilherme Benchimol, presidente da XP.

O cartão da XP terá média de juros no rotativo de 5,9% ao mês e, no parcelado, de 3,9%. Não há acúmulo de pontos para milhagem como nos demais cartões de crédito oferecidos no mercado.

A ideia da XP é quebrar esse paradigma, disse Bruno Guarnieri, chefe de produtos digitais da empresa. O cartão também não tem número fixo por questões de segurança. O número é rotativo e muda quando o cliente utiliza o cartão pelo aplicativo.

— Todo o processo para obtenção do cartão é feito digitalmente e o cliente já pode utilizá-lo imediatamente após concluir o processo – disse Guarnieri.

Conta digital virá em breve

O cartão estará disponível para clientes da XP que tenham pelo menos R$ 50 mil investidos, mas a ideia é que ele chegue a todos os 3 milhões de clientes da empresa. Podem ser emitidos pelo menos seis cartões adicionais.

Segundo Benchimol, os clientes da XP também possuem conta corrente e cartão de crédito, além de pagar despesas, em grandes bancos.

Com a oferta do cartão de crédito nesta semana, e de conta digital em breve, a ideia é que ele passe a concentrar seus investimentos, pagamento de compras e despesas na XP.

— Isso poderia elevar os ativos da XP de R$ 700 bilhões atualmente para R$ 1,4 trilhão, sem a entrada de nenhum novo cliente – disse Benchimol.

O limite oferecido pelo cartão será oferecido de acordo com os investimentos e comportamento de compras do cliente. O dinheiro que o cliente recebe de volta nas compras será investido num fundo de renda fixa, que oferece 100% do CDI.

Mas o cliente pode sacar o dinheiro desse fundo e aplicar em outro produto de sua preferência. O dinheiro recebido de volta nas compras feitas nos 25 parceiros da XP também pode ser gasto. O objetivo é que até o final do primeiro semestre, o número de parceiros chegue a 50.

Benchimol observou que o sistema de milhagem, com acúmulo de pontos, acaba sendo ineficiente porque quando o cliente quer trocar seus pontos acaba sendo prejudicado pelo câmbio.

O resultado é que acaba trocando sua milhagem por ‘liquidificadores e batedeiras’ que não usa.

— Devolver parte do dinheiro das compras ao cliente permite que ele invista e gaste da forma que quiser – disse ele.

O Globo

Opinião dos leitores

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Finanças

Parnamirim: Dívidas ativas podem ser pagas com até 100% de desconto nos juros e multa no novo Refis

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Parnamirim, através da Secretaria Municipal de Tributação (Semut), instituiu o novo Programa de Recuperação Fiscal (Refis). A Lei Complementar nº 177/2020 foi aprovada pela Câmara Municipal de Parnamirim e publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira (22). De acordo com o documento, a decisão tem o objetivo de promover a regularização dos créditos tributários vencidos até 30 de novembro de 2020.

Com o novo Refis, o contribuinte poderá ter até 100% de desconto nos juros e multa para pagamento à vista até o dia 30 de dezembro de 2020. Existe também a possibilidade de abater até 40% dos valores de atualizações e encargos do tributo, onde o pagamento pode ser parcelado em até 90 vezes.

Um dos requisitos é que, caso o pagamento seja parcelado, o valor mínimo mensal para pessoa física seja de R$ 70,00 e para Pessoa Jurídica, R$ 150,00. Podem ser incluídos todos os tributos vencidos até 30 de novembro de 2020. Parnamirim tem hoje cerca de 215 milhões de reais na dívida ativa com IPTU, ISS e taxas

Caso o contribuinte deseje fazer o pagamento à vista, o acordo pode ser fechado diretamente no portal do contribuinte. Já o cidadão que opte parcelar o pagamento é preciso agendar um horário, para evitar aglomerações devido à pandemia e se deslocar à Secretaria de Tributação, na Rua Cícero Fernandes Pimenta, 312, Santos Reis, Parnamirim..

Para mais esclarecimentos sobre o Refis, os contribuintes podem ligar para os telefones (84) 3644-8440 ou 3644-8313. A Secretaria de Tributação também realiza atendimentos através do aplicativo WhatsApp (84) 9.9922-4023 e do e-mail [email protected]

Opinião dos leitores

  1. Já que estão tão bonzinhos com quem tá devendo a prefeitura bem que podia emitir os carnês de IPTU de quem está em dia sem reajuste.

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Economia

Governo projeta preços sob controle ao manter taxa básica de juros

Foto: Freepik

Em sua 235ª reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 2,00% ao ano. De acordo com a ata da reunião, o diagnóstico do Comitê é de que, apesar da presão inflacionária mais forte em um curto período de tempo, trata-se de um movimento “temporário”, por conta do cenário atípico resultado da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a avaliação do Copom, diversas “medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária”. Ou seja, o Comitê entende que os preços estão sob controle, portanto, a taxa básica de juros se mantém a mesma.

Vale ressaltar que o Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação. Para 2021, ano no qual o BC já está mirando — as decisões sobre juros demoram de seis a nove meses para ter impacto pleno na economia —, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

De acordo com a pesquisa Focus, feita com diversos integrantes do mercado financeiro, as expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 encontram-se em torno de 4,2%, 3,3% e 3,5%, respectivamente.

Projeções

Em um cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio partindo de R$5,25 em relação ao dólar — evoluindo segundo a paridade do poder de compra — as projeções de inflação do Copom são similares as do mercado financeiro, e situam-se em torno de 4,3% para 2020, 3,4% para 2021 e 3,4% para 2022.

Esse cenário pressupõe trajetória de juros que termina 2020 em 2,00% ao ano e se eleva até 3,00% ao ano no ano seguinte, e 4,50% ao ano em 2022. Nesse leitura, as projeções para a inflação de preços administrados são de 2,3% para este ano, 5,7% para o ano que vem e 3,6% para 2022.

Já num cenário com taxa de juros constante a 2,00% ao ano e taxa de câmbio partindo de R$5,25 em relação ao dólar, ainda evoluindo segundo a paridade do poder de compra, as projeções de inflação estão em torno de 4,3% para 2020, 3,5% para 2021 e 4,0% para 2022. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 2,3% para 2020, 5,7% para 2021 e 3,7% para 2022.

R7

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Finanças

STF nega recurso e Estado e vai ter que pagar salários atrasados com juros e ainda multa de 5% com valor atualizado

Foto: Reprodução

O Plenário do Supremo Tribunal Federal negou recurso do Governo do Estado contra a decisão de pagar os salários atrasados dos servidores do Estado com juros e correções.

Além de manter a íntegra da decisão do ministro Dias Toffoli, a unanimidade do Plenário aplicou uma multa de 5% no valor atualizado da causa.

A decisão se refere a causa movida por alguns servidores e atinge apenas os autores.

Mais detalhes AQUI no Justiça Potiguar.

Opinião dos leitores

  1. peço a Deus que continue abrindo as portas finançeiras do estado,para a gestora ,professora Fatima bezerra,cumprir e honrar seus compromisso com os servidores.vamos rezar muito.

  2. Essa é boa. Quando o estado é credor ele cobra juros e correção por vezes extorsivos. Quando é o devedor que dar o migué.

  3. Considerando que a Governadora sempre zela pela questão salarial, obedecerá a decisão do STF estendendo o resultado a todos o que têm os dois salários a receber. É isto o que todos esperam .

  4. A Desgovernadora tem que cumprir com suas promessas de campanha ou vai cumprir na marra a decisão da justiça.

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Economia

Refis: Dívidas com o Estado poderão ser parceladas em até 60 meses e com descontos que vão de 60% a 95% sobre juros e multas

Foto: Elisa Elsie

Dívidas com o Estado poderão ser parceladas em até 60 meses e com descontos que vão de 60% a 95% sobre juros e multas. A adesão ao Refis pode ser feita até dia 30 de novembro.

A proposta de criação do Programa de Recuperação de Créditos Tributários (Refis), elaborada pelo Governo do Estado, foi aprovada nesta quarta-feira (21), durante votação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O programa permite a renegociação de dívidas referentes a tributos de competência do estado com descontos que chegam a até 95% sobre multas e juros. O montante devido por pessoas físicas e jurídicas poderá ser parcelado em até 60 meses e a adesão ao Refis pode ser feita até o dia 30 de novembro.

A renegociação é válida para empresas e pessoas físicas com débitos relativos ao Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

O benefício também envolve as empresas que estão em processos de cobrança judicial e deverá abreviar o tempo de negociação, já que os procedimentos são simplificados, dispensando os questionamentos e impugnações comuns em processos jurídicos.

“Esse novo Refis representa uma oportunidade para aqueles contribuintes que acabaram acumulando débitos de ICMS durante a pandemia de se regularizarem. Contempla também os débitos de ICMS e IPVA que são anteriores a 2019”, destaca o secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier. Segundo ele, o programa foi bem estruturado, já que será o único instituído na atual gestão e o que mais apresenta vantagens para o contribuinte.

Pelas regras, quem pagar o débito à vista terá um desconto de 95%. Já aqueles que parcelarem entre dois e dez meses, o desconto é de 90%, Terão direito a um abate de 75% sobre os juros e multas gerados aqueles contribuintes que optarem por 11 até 20 parcelas. Acima disso e até 60 meses, o desconto será de 60%. A regra vale para débitos gerados até 31 de julho de 2020.

Pelos cálculos da Secretaria de Estado da Tributação (SET), a expectativa é recuperar pelo menos R$ 30 milhões apenas de contribuintes com débitos tributários, porém, que ainda não estão inscritos na Dívida Ativa.

Aqueles que estão com as dívidas nessa instância também serão contemplados pelo programa. Basta acessar o endereço http://www.pge.rn.gov.br/ e simular o parcelamento. O site da Procuradoria Geral do Estado vai disponibilizar uma calculadora online para simular a adesão e demonstrar o valor atualizado da dívida, o total com desconto e a parcela mensal.

No caso dos contribuintes que não estão na Dívida Ativa, o contribuinte pode acessar a página da SET (www.set.rn.gov.br) e entrar na Unidade Virtual de Tributação (UVT) com login e senha e fazer a adesão. Lá, é possível verificar o extrato fiscal, onde constam os débitos tributários e possíveis autos de infração.

O contribuinte também tem a opção de fazer a adesão presencialmente procurando uma Unidade Regional de Tributação mais próxima, que estão instaladas nas cidades de Natal, Mossoró, Nova Cruz, Macau, Caicó, Currais Novos e Pau dos Ferros. Informações podem ser obtidas pelo WhatsApp 84 3232 2190.

Além do Refis, o Governo do Estado também lançou dentro do pacote de medidas do RN Cresce Mais o programa de parcelamentos para as empresas que se encontram em processo de recuperação judicial. Nesse caso, o contribuinte poderá parcelar a dívida em até 84 parcelas sem o acréscimo de juros ou multas ocorridos até a data da decisão judicial. Se o empreendimento for optante do Simples Nacional, o parcelamento pode chegar até 100 meses. Mas esse parcelamento ainda precisar ser aprovado pelos parlamentares.

Opinião dos leitores

  1. Faço tudo p não pagar imposto. Não trabalho, de vez em quando faço uns bicos. Com o dinheiro q ganho do Bolsa Família, compro alimentos naturais produzidos em casa, livre de impostos. Roupa e eletrônicos só compro se for de Caruaru, pois lá ninguém paga imposto. Tenho um carro véi com mais de 10 anos de uso também não pago nada. Eu vou pagar imposto para os sabidos botarem na cueca e funcionário público comer ele todinho. Moro numa casinha com menos 50 m2, IPTU só se for na lua. Enfim dinheiro meu é difícil vcs pegarem

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Diversos

Conselho do FGTS reduz juros no crédito imobiliário popular no Norte e Nordeste

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (8), em reunião extraordinária, redução de juros no crédito imobiliário popular no Norte e Nordeste. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, que apresentou o voto no conselho, o objetivo é promover o acesso de mais famílias ao financiamento habitacional nessas duas regiões, que têm, historicamente, baixos índices de contratação de financiamento habitacional.

Nos últimos cinco anos, dos recursos disponibilizados para o Nordeste, 23% não foram utilizados por falta de demanda. No caso do Norte, o percentual chega a 78%.

Segundo o ministério, as mudanças na sistemática de financiamentos na área de habitação popular vão possibilitar que o FGTS tenha mais recursos disponíveis para novas contratações. Haverá redução da parcela de spread bancário (diferença entre o valor pago pelo banco aos correntistas e o cobrado nas operações de crédito) pago pelo fundo aos agentes financeiros operadores do programa.

Conforme o novo desenho, uma parcela maior da remuneração dos agentes financeiros passa a ser assumida pelos mutuários, que, por outro lado, serão beneficiados por juros finais mais baixos ao longo do contrato.

As regiões Norte e Nordeste serão contempladas com a redução de juros em até 0,5 ponto percentual para famílias com renda até R$ 2 mil mensais. Os juros poderão chegar a 4,25% ao ano para cotistas do FGTS e, nas demais, a 4,5%, ofertando a menor taxa de juros na história num programa habitacional. Com isso, as famílias terão uma menor prestação mensal na aquisição de novos imóveis pelo programa, explicou o ministério.

Foto: Ministério do Desenvolvimento Regional/divulgação

Parcelas suspensas

O Conselho Curador do FGTS também aprovou uma medida destinada às instituições financeiras responsáveis pelas operações de crédito do setor de habitação popular. O conselho suspendeu, por até seis meses, o pagamento dos financiamentos contratados por meio dos programas Carta de Crédito Individual, Apoio à Produção de Habitações e Carta de Crédito Associativo. A proposta também foi apresentada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, que atendeu pedido de bancos e financeiras.

As operações de crédito foram realizadas com recursos do FGTS. Segundo o ministério, pleitos similares já foram atendidos em maio e junho deste ano, em razão de demandas dos setores de saneamento básico e mobilidade urbana, devido a pandemia de covid-19.

A expectativa é gerar, durante o período de suspensão, um alívio para os agentes financeiros de até R$ 3 bilhões, contemplando os contratos de financiamento vigentes dos mutuários de pessoa física. De acordo com o ministério, a decisão não gera prejuízos ao FGTS, já que não significa o cancelamento, mas a postergação das parcelas e a diluição do débito ao longo do período residual dos contratos. Os pagamentos serão realizados de forma parcelada, com a atualização financeira devida, considerando que o início do ressarcimento ao fundo se dará a partir de janeiro de 2021.

Agência Brasil

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Diversos

Febraban recomenda que bancos mantenham cobranças de juros e tributos sobre dias de feriados que foram antecipados por estados e municípios

Foto: reprodução

Os bancos estão mantendo a cobrança de juros e tributos sobre feriados que foram antecipados por estados e municípios durante a pandemia. “As datas de vencimentos de contas concessionárias, cobrança e de tributos nos dias de feriado antecipado não sofrerão alteração”, diz o comunicado da Federação Brasileira de Bancos-Febraban, do dia 22 de maio.

O comunicado recomenda o funcionamento das agências nos dias de feriados antecipados (entre 9h e 14h), considerando que as atividades bancárias se enquadram como essenciais.

Além disso, a Febraban afirma que a rede bancária no país é responsável por efetuar pagamento de aposentados, pensionistas e beneficiários do auxílio emergencial e do bolsa família.

Foto: Reprodução

 

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Economia

Presidente da Caixa promete reduzir taxa de juros ‘em breve’

Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães Foto: Jorge William / Agência O Globo Foto: Jorge William / Agência O Globo

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou na manhã desta terça-feira que vai anunciar “muito em breve” reduções na taxa de juros do banco público. A promessa foi feita depois de Bolsonaro perguntar se havia alguma boa notícia da Caixa, em transmissão ao vivo no Facebook, na frente do Palácio da Alvorada. O presidente comandaria uma reunião ministerial em seguida.

– Você vai reduzir mais ainda? – questionou Bolsonaro, destacando em seguida a taxa de juros do cheque especial, no começo de 2019, de era 14% e agora está 2,9%. – E vai baixar mais ainda? Por isso que eu sou o mais novo cliente da Caixa. Vem pra Caixa você também – disse o presidente, repetindo o slogan da instituição financeira e olhando para a câmera.

Bolsonaro disse que Guimarães não anteciparia a nova taxa e fez um comentário sobre o estado da economia em meio à pandemia do novo coronavírus:

– Apesar de todos os problemas que nós temos, da pandemia, a economia resiste, ainda. Lógico, vamos ter alguma perda, né? Mas estamos fazendo o possível para atender o interesse maior de todos aqui no Brasil – declarou.

De acordo com o relatório Focus, divulgado na segunda-feira pelo Banco Central, a mediana das projeções do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020 voltou a cair, de -3,76% para -4,11%.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Isso é trabalho a favor da população, a caixa e o BB puxando os juros para baixo os outros bancos tem que agir da mesma forma ou perdem mercado e que ganha é a nação.
    Os esquerdopatas não vêem isso agora se o presidente andou de jet ski , se estava sem mascara ou a máscara estava torta, se o exame deu positivo ou negativo. Se xingou, tratou mal as midiaslixo, eles apoiam e xingam com vontade.
    Coisas que não acrescentam em nada para o crescimento do pais.

  2. À César o que é de César! Esse foi um dos melhores presidentes que a Caixa Econômica Federal já deve nos últimos 25 anos. Que se mantenha por um bom tempo.

    1. Tem agradado a muita gente.Está se tornando figura popular; fato que deve desagradar o presidente. Aguarde demissão.

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Economia

EUA fazem corte de juros extraordinário por coronavírus

Foto: Reuters/Kevin Lamarque

O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) promoveu nesta terça-feira (3) um corte extraordinário de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros do país, em resposta aos possíveis impactos do coronavírus na economia.

Com a redução, as taxas de juros norte-americanas passaram para a faixa de 1% a 1,25%.

O BC dos EUA não fazia um corte de emergência desde 2008, quando o mundo sofria os efeitos da crise financeira internacional. O próximo encontro do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês) está agendado para 17 e 18 de março. O último ocorreu em janeiro.

No comunicado, após a decisão, o Fomc afirmou que a economia dos EUA segue forte, mas que o avanço do coronavírus traz riscos para a atividade econômica do país.

“O Comitê está monitorando de perto os desenvolvimentos e as implicações para as perspectivas econômicas e usará suas ferramentas e atuará conforme apropriado para apoiar a economia”, escreveu Fomc no comunicado.

A decisão pelo corte foi unânime entre os formuladores de política monetária do Fed.

Após o anúncio do corte dos juros nos EUA, o dólar passou a operar com instabilidade no Brasil, e o Ibovespa começou a subir. Os índices acionários norte-americanos recuavam.

Nos últimos dias, uma atuação dos principais bancos centrais já era esperada por parte dos investidores. Nesta terça-feira, antes do anúncio do Fed, os ministros das Finanças e os presidentes dos BCs do G7 disseram que vão usar todas as ferramentas econômicas apropriadas para proteger a economia contra os riscos negativos do coronavírus.

Na semana passada, quando os mercados acionários enfrentaram uma forte turbulência, o presidente do Fed, Jerome Powell, já havia admitido que o coronavírus representava um risco para a economia norte-americana e avisou que o BC norte-americano poderia agir para evitar um contágio maior.

Antes da decisão do Fomc, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao Fed um corte nos juros de forma significativa, afirmando que custos de empréstimos mais altos são difíceis para seus exportadores e colocam o país em desvantagem.

O avanço da epidemia do novo coronavírus pelo mundo tem provocado abalos nos mercados globais e elevado as preocupações de investidores e governos sobre o impacto da propagação do vírus nas cadeias globais de suprimentos, nos lucros das empresas e na desaceleração do crescimento da economia global.

G1

 

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Economia

Corte da Selic faz governo economizar R$ 68,9 bilhões com juros da dívida pública

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O custo da dívida pública brasileira terminou 2019 no menor nível da história. Dados do Banco Central mostram que a taxa de juros implícita da dívida bruta do país no acumulado de 12 meses fechou o ano passado em 7,8% – em 2019 estava em 8,3%.

Cálculos do Ministério da Economia indicam que a redução da Selic gerou, apenas no ano passado, uma economia de R$ 68,9 bilhões no serviço da dívida.

O montante é superior a todo o investimento feito pelo governo federal em 2019, de R$ 56,6 bilhões. A dívida pública é emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal.

Gazeta do Povo, com Estadão

Opinião dos leitores

  1. Era o que o governo petralha deveria ter feito, ao tranferir a dívida externa que pagava taxas baixíssima, para dívida interna, a juros altíssimo. Logo, isso não iria dá lucros exorbitante aos banqueiros nacionais, consequentemente, a propina paga era menor. Então luladrão manteve a taxa selic lá em cima.

    1. Perfeito, José. No governo do corrupto e lavador de dinheiro trocaram dívidas a juros baixos (a dívida externa), por dívida interna a juros altíssimos, para beneficiar os grandes bancos nacionais. Não foi à toa que os bancos brasileiros, nos governos do PT, auferiram os maiores lucros da sua história (comprovado pelos seus balanços, não é "achismo"). Lembram que tivemos Ministro da Fazenda do Bradesco? Imaginem as negociatas que devem ter ocorrido nos bastidores. Essa gente vive da mentira.

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Finanças

Limite de juros para cheque especial começa a valer no dia 6

Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil

Modalidade de crédito com taxas que quadruplicam uma dívida em 12 meses, o cheque especial terá juros limitados a partir da próxima segunda-feira (6). Os bancos não poderão cobrar taxas superiores a 8% ao mês, o equivalente a 151,8% ao ano.

A limitação dos juros do cheque especial foi decidida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no fim de novembro. Os juros do cheque especial encerraram novembro em 12,4% ao mês, o que equivale a 306,6% ao ano.

Ao divulgar a medida, o Banco Central (BC) explicou que o teto de juros pretende tornar o cheque especial mais eficiente e menos regressivo (menos prejudicial para a população mais pobre). Para a autoridade monetária, as mudanças no cheque especial corrigirão falhas de mercado nessa modalidade de crédito.

Conforme o BC, a regulamentação de linhas emergenciais de crédito existe tanto em economias avançadas como em outros países emergentes. Segundo a autoridade monetária, o sistema antigo do cheque especial, com taxas livres, não favorecia a competição entre os bancos. Isso porque a modalidade é pouco sensível aos juros, sem mudar o comportamento dos clientes mesmo quando as taxas cobradas sobem.

Tarifa

Para financiar em parte a queda dos juros do cheque especial, o CMN autorizou as instituições financeiras a cobrar, a partir de 1º de junho, tarifa de quem tem limite do cheque especial maior que R$ 500 por mês. Equivalente a 0,25% do limite que exceder R$ 500, a tarifa será descontada do valor devido em juros do cheque especial.

Cada cliente terá, a princípio, um limite pré-aprovado de R$ 500 por mês para o cheque especial sem pagar tarifa. Se o cliente pedir mais que esse limite, a tarifa incidirá sobre o valor excedente. O CMN determinou que os bancos comuniquem a cobrança ao cliente com 30 dias de antecedência.

No último dia 23, o Banco do Brasil anunciou que dispensará os clientes da tarifa em 2020. Segundo a instituição financeira, a isenção tem como objetivo fortalecer a relação com os clientes.

Agência Brasil

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Diversos

Caixa anuncia nova redução de juros para crédito imobiliário e pessoal

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta (12) a redução das taxas de juros do crédito habitacional e em produtos de crédito pessoal. A taxa efetiva mínima do crédito imobiliário para imóveis residenciais passou de 6,75% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), hoje zerada, para 6,5% ao ano mais a TR.

A redução abrange tanto as concessões pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), regulamentado pelo governo, quanto pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), de livre negociação, e vale para os contratos firmados a partir da próxima segunda-feira (16). Para conseguir o benefício, entretanto, o cliente deve optar em receber salário pelo banco e manter relacionamento com a Caixa, com a contratação de outros produtos ou serviços.

Segundo a Caixa, a medida acompanha o cenário de queda da taxa básica de juros (Selic). Ontem (11), pela quarta vez seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa para 4,5% ao ano, com corte de 0,5 ponto percentual. É o menor patamar da Selic desde o início da série histórica em 1986.

Já as taxas de juros para o cheque especial passaram de 4,99% ao mês para 4,95% ao mês, para clientes que optarem por receber seu salário na Caixa, e de 8,99 % ao mês para 8% ao mês, para os clientes que não tiverem o pacote de relacionamento com o banco. As novas taxas começam a valer em 2 de janeiro de 2020.

Em novembro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) já havia anunciado que, a partir de janeiro, limitaria os juros do cheque especial em até 8% ao mês.

Outros bancos

É comum que os bancos promovam reduções em suas taxas após a queda da Selic. Ontem (11) o Banco do Brasil anunciou a redução nas taxas de juros para linhas de crédito para clientes pessoas físicas e jurídicas.

O Itaú Unibanco também informou que repassará, integralmente, o corte de 0,5 ponto percentual na Selic para as linhas de crédito. Para pessoa física, a redução será no empréstimo pessoal, enquanto os clientes pessoa jurídica terão redução no capital de giro.

As taxas variam de acordo com o perfil do cliente e de seu relacionamento com o banco, e os novos valores valem a partir de terça-feira (17).

Agência Brasil

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Economia

Com Selic menor, Brasil vai economizar R$ 96 bilhões em juros da dívida pública em 2020, diz Paulo Guedes

Foto: Daniel Silveira/G1

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (6) que o país vai economizar, em 2020, R$ 96 bilhões em pagamento de juros da dívida pública, um resultado da queda da Selic. Segundo ele, isso permitirá ao governo “gastar menos e melhor”.

“As despesas de juros vão cair R$ 96 bilhões em 2020, o equivalente a três Bolsa Família”, afirmou o ministro em discurso em seminário sobre saneamento básico promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Ao contrário do governo anterior, que os juros curtos caíam mas os longos não, agora os longos começaram a descer também”, disse.

Guedes abriu o discurso reiterando que o grande problema do Brasil nos últimos 40 anos era o “excesso de gastos, que chegou a 45% do PIB”, o que demandou ao atual governo promover reformas estruturantes. “O controle dos gastos era, portanto, indispensável para nós e está por traz de tudo o que estamos fazendo”, disse o ministro.

Ele destacou que o controle de gastos tinha como principais vilões “privilégios na previdência” e o pagamento de juros da dívida pública. “O Brasil reconstrói uma Europa todo o ano sem sair da miséria”, disse ele afirmando que o pagamento de juros tem montante equivalente ao desembolsado pelo Plano Marshall para reconstrução dos países aliados após a Segunda Guerra Mundial.

Além das reformas em curso, Guedes enfatizou a reestruturação do foco do BNDES que, segundo ele, era “uma máquina de fazer campeões mundiais” ao destinar recursos para “quem tem mais poder político e econômico”.

Segundo Guedes, os recursos dos bancos públicos, não apenas do BNDES, eram capturados por quem tem mais poder político e econômico. “Ninguém pode virar campeão mundial financiado com dinheiro público”, criticou.

G1

Opinião dos leitores

  1. Metade do nosso PIB, quase 50%, é para pagar juros da nossa divida, baixou os juros a divida cai naturalmente. Vai mexer com os grandes.

    1. Não é pra pagar os juros, é pra pagar a dívida.
      Se eu lhe empresto 1000 reais pra vc me pagar 1200 daqui a um ano, o seu pagamento de 1200 representa apenas 200 reais, os mil que vc está colocando no bolo foi eu que lhe dei.

      Esse seu argumento é o mesmo que a esquerda usa para dizer que pagamos muitos juros da dívida, pois eles consideram todo o montante como juros e isso está errado.

  2. Economiza NÃO!
    Os parlamentares vão reservar MAIS BILHÕES PARA O FUNDO ELEITORAL;
    Os poderes Judiciário e Legislativo vão se DAR AUMENTO;
    E o executivo mais uma vez será penalizado e culpado pelas despesas com pessoal.
    Pelo menos diminuiu a corrupção como forma de governo e pagamento da mídia aberta.

  3. Sucesso ao ministro Paulo Guedes! Que a saúde financeira do Brasil restabeleça tb o respeito e a saúde mental do povo, que não estão boas.

  4. Esses 96 bilhões eram rateados entre integrantes do governo central, políticos e banqueiros. No governo petralha era o ápice do saqueiamento, luladrão pegou dinheiro do mercado interno pra pagar dívida externa, só que os juros interno era 300 vezes maior que o pago no mercado externo. Não dá nem pra calcular a propina numa operação dessa. Aí os banqueiros nacionais foram no mercado externo e tomaram o dinheiro emprestado, a diferença dos juros que o Brasil pagava a maior, eles dividiam com os idealizadores do negócio, a esquerdalha, e nós entrávamos com o f***** nessa história. Bando de fdp

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Economia

Com queda dos juros, troca de financiamento da casa própria cresce 102% em 2019; veja como negociar

Foto: Ilustrativa/Blog Seta Imobiliária

A sequência de cortes na taxa básica de juros (Selic) e a redução dos juros cobrados pelos bancos para o financiamento da casa própria deixaram a portabilidade do crédito imobiliário mais atraente para o brasileiro – e têm feito aumentar o número de pedidos da modalidade. Ao transferir a dívida para outro banco, o consumidor pode conseguir reduzir o valor das parcelas, melhorar as condições do empréstimo e economizar dinheiro.

Dados do Banco Central mostram que os pedidos de portabilidade efetivados em 2019 cresceram 102% em relação ao ano passado. De janeiro a agosto, foram 1.605 efetivações de financiamentos imobiliários, totalizando R$ 608,2 milhões, contra 794 nos 9 primeiros meses de 2018, que somaram R$ 335,8 milhões.

Em agosto (último dado disponível), o número de pedidos saltou para 1.761, ante 764 em julho.

Os números de portabilidade de financiamento imobiliário neste ano já superam também o total registrado em 2018, quando foi verificado um aumento de 453% nos pedidos em relação ao ano anterior. Veja gráfico abaixo:

Apesar do aumento do interesse pela troca de banco do financiamento, os números ainda são bem tímidos em relação ao potencial e em comparação aos pedidos de portabilidade feitos em outras modalidades de crédito.

Para efeitos de comparação, somente em agosto foram 26,4 mil unidades habitacionais financiadas no país com recursos das cadernetas de poupança, segundo dados da Abecip, atingindo um valor de R$ 6,71 bilhões em agosto. No acumulado no ano, o valor já chega a R$ 47,1 bilhões, envolvendo 180,5 mil unidades.

Segundo estudo divulgado no começo do ano pelo Banco Central, o crédito imobiliário representa apenas 0,1% do total de pedidos de pedidos de portabilidade no sistema bancário e 2,1% do valor total portado. Em relação às novas concessões de crédito imobiliário, a troca de banco nesse tipo de financiamento representou em 2018 menos de 1% do total.

“Em virtude do perfil da dívida (de longo prazo e alto valor), a portabilidade pode resultar em maior economia, seja com a transferência do crédito, seja com a renegociação com o credor original”, destaca o BC.

Analistas ouvidos pelo G1 avaliam que o momento nunca foi tão favorável para tentar reduzir a taxa do financiamento, sobretudo nos empréstimos de valores mais altos e com contratos assinados entre 2015 e 2017, quando os juros médios ficaram acima de 10%.

“Com a queda da Selic, o mercado e crédito está começando a andar e na linha de crédito imobiliário estamos finalmente vendo bancos entrando em um cenário de concorrência e começando a brigar por taxas”, afirma Rafael Sasso, cofundador da Taxa Melhor, startup que ajuda a comparar os juros cobrados pelos bancos.

Nas últimas semanas, os principais bancos do país anunciaram novas reduções nas taxas de juros para a compra da casa própria, para uma faixa a partir de 7,3% ao ano + TR.

Desde o ano passado, os juros cobrados pelos maiores bancos nas principais linhas de financiamento da casa própria têm se mantido bem próximos, diante de uma maior disputa entre as instituições financeiras e sinais de recuperação do mercado imobiliário.

Segundo dados do BC, os juros médios de mercado cobrados pelos bancos para financiamento imobiliário foram de 8,9% ao ano em agosto (último dado disponível), ante 9,5% ao ano no final do ano passado e 11% no final de 2017.

Veja abaixo o comparativo das taxas mínimas dos maiores bancos nas principais linhas de crédito imobiliário:

Vale lembrar que as taxas anunciadas pelos bancos são as mínimas, e que, para conseguir juros mais baixos, o tomador do crédito precisa quase sempre aceitar uma série de condições, sobretudo maior relacionamento com a instituição financeira. O valor do imóvel, bem como o perfil e renda do consumidor, também costumam influenciar diretamente os juros cobrados pelos bancos.

Simulações de economia com portabilidade

Simulações feitas pela Melhor Taxa, startup que ajuda a comparar os juros cobrados pelos bancos, mostra que é possível obter com a portabilidade uma boa redução no valor da parcela. Ao conseguir baixar, por exemplo, a taxa de juros de 9,76% para 7,30% ao ano em uma dívida de R$ 300 mil, a economia total ao longo do contrato chegaria a quase R$ 100 mil. Veja abaixo os exemplos:

Exemplo 1: empréstimo de R$ 100 mil, com taxa atual de 11,24% ao ano

Valor do imóvel: R$ 125 mil

Valor da 1ª parcela (01/02/2017): R$ 1.224,94
Valor da parcela atual: R$ 1.143,97
Taxa após portabilidade: 7,30%
Valor da parcela após portabilidade: R$ 866,46
Economia na parcela: R$ 358,49
Economia total no contrato: R$ 47.709,48
Exemplo 2: empréstimo de R$ 300 mil, com taxa atual de 9,76% ao ano

Valor do imóvel: R$ 500 mil

Valor da 1ª parcela (01/01/2018): R$ 3.320,62
Valor da parcela atual: R$ 3.179,61
Taxa após portabilidade: 7,30%
Valor da parcela após portabilidade: R$ 2.638,06
Economia na parcela: R$ 682,56
Economia total no contrato: R$ 98.900,77
Exemplo 3: empréstimo de R$ 500 mil, com taxa atual de 10,77% ao ano

Valor do imóvel: R$ 625 mil

Valor da 1ª parcela (01/03/2016): R$ 5.846,76
Valor da parcela atual: R$ 5.335,45
Taxa após portabilidade: 7,30%
Valor da parcela após portabilidade: R$ 4.147,82
Economia na parcela: R$ 1.698,94
Economia total no contrato: R$ 196.714,63
Exemplo 4: empréstimo de R$ 750 mil, com taxa atual de 11,24% ao ano

Valor do imóvel: R$ 950 mil

Valor da 1ª parcela (01/02/2017): R$ 9.083,46
Valor da parcela atual: R$ 8.471,05
Taxa após portabilidade: 7,30%
Valor da parcela após portabilidade: R$ 6.389,52
Economia na parcela: R$ 2.693,94
Economia total no contrato: R$ 364.804,77

Como avaliar se vale a pena

A transferência de um empréstimo de um banco para outra é um direito garantido e regulamentado pelo Banco Central.

“Quase sempre vale a pena a portabilidade. É importante analisar, porém, todos os custos envolvidos e verificar se haverá uma economia real. Além da taxa de juros, o custo efetivo da nova operação, custos com a manutenção da nova conta, e as tarifas cobradas pelo banco e pelo cartório de registro de imóveis”, explica a consultora Daniele Akamine, diretora da Akamines Negócios Imobiliários.
O desembolso com tarifas de avaliação de imóvel e gastos com cartório em uma portabilidade desse tipo costuma ficar ao redor de R$ 4 mil.

Bancos costumam fazer contraproposta para segurar cliente

Embora a portabilidade seja mais fácil de ser efetivada para as dívidas de valores mais altos e contratadas quando a Selic estava acima de 10%, esse mecanismo é também uma ótima oportunidade de tentar uma renegociação com o banco.

Os números do Banco Central indicam que as instituições financeiras costumam fazer contrapropostas para evitar que o cliente transfira o empréstimo para outro banco. Do total de pedidos de portabilidade de crédito imobiliário feitos neste ano, apenas 27% foram efetivados.
“Existe sim uma politica de retenção do cliente, para que esse permaneça no banco e não faça a portabilidade”, afirma Akamine.

“O fato de buscar outras propostas força o banco a eventualmente dar uma proposta melhor para o cliente ficar”, avalia Sasso, da Melhor Taxa. Segundo ele, alguns bancos cobrem 95% dos pedidos, enquanto outros costumam cobrir apenas os pedidos de clientes dos segmentos mais altos de renda.

“Alguns bancos estão evitando fazer a portabilidade, outros colocam empecilhos no processo e outros estão incentivando, tentando fazer mais rápido que os processos de crédito imobiliário tradicionais”, afirma o executivo.

Como fazer a portabilidade

O primeiro passo é pedir para o banco que concedeu o empréstimo as informações atualizadas sobre o saldo devedor e condições contratadas. O prazo para o banco entregar as informações é de 1 dia útil. Daí é só levar para outro banco e dizer que deseja transferir sua dívida por juros mais baixos.

Ao encontrar uma condição mais favorável na concorrência e formalizar o pedido de portabilidade, a instituição financeira tem 5 dias para fazer uma contraproposta ao cliente. Mas caso você não goste da nova proposta, o banco é obrigado a aceitar o pedido de portabilidade. Vale lembrar também que o banco para o qual você quer migrar também não é obrigado a aceitar seu pedido.

“​A portabilidade de crédito depende da negociação de um novo empréstimo ou financiamento com outra instituição financeira. Assim, como ocorre em qualquer contrato de operação de crédito, deve haver interesse de ambas as partes na realização da operação. Dessa forma, as instituições financeiras não são obrigadas a realizar a portabilidade”, explica o Banco Central, que oferece uma sessão de perguntas e respostas em sua página na internet.

G1

 

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