Saúde

UOL: Pacientes pagam por remédio gratuito e ficam em macas sem lençóis em hospitais do RN

Com calamidade pública decretada na área da saúde desde o dia 4 de julho, os hospitais do Rio Grande do Norte enfrentam problemas com o desabastecimento de remédios e falta de material básico para atendimento. Os pacientes e acompanhantes reclamam da situação e alegam que são obrigados a pagar por remédios que deveriam ser fornecidos gratuitamente.

Foto 4 de 31 – Paciente espera atendimento em uma maca sem lençol, colocada junto com extintor de incêndio devido à falta de espaço nos corredores do Walfredo Gurgel, em Natal (RN). Doentes e acompanhantes dizem que o caos é constante e a cena da superlotação nos corredores é comumMais Carlos Madeiro/UOL

Durante três dias, a reportagem do UOL visitou três dos principais hospitais de Natal e constatou uma série de problemas, entre eles falta de remédios, equipamentos e insumos, além de muitos casos de improviso no atendimento.

A rede de saúde sofre com problemas estruturais básicos, como mofo em enfermarias, aparelhos de ar-condicionados quebrados e falta de espaço para atender a demanda dos pacientes.

No hospital Walfredo Gurgel, o maior de urgência e emergência do Estado, muitos pacientes são obrigados a ficar em macas nos corredores, com colchões sem lençóis. A maioria dos que têm lençóis para forrar macas e camas alega que o material é trazido de casa.

As macas se apertam nos estreitos corredores, que mais lembram um cenário de um hospital de guerra. Logo na entrada da emergência muitos pacientes estão internados de forma improvisada e recebem atendimento precário por conta da greve dos médicos. Durante a visita feita pela reportagem do UOL, pelo menos oito pacientes foram vistos internados em colchões sem lençóis.

“Dizem que isso aqui é a guerra, mas acho que na guerra é melhor, pois pelo menos eles têm boa vontade e atendem a pessoa, mesmo sem estrutura”, contou um paciente com uma lesão na mão direita, que aguardava atendimento de um especialista há mais de 20 horas.

No hospital Ruy Pereira, especializado em atendimento a pacientes com problemas vasculares, a falta de medicamentos e insumos é constante há meses e prejudica o atendimento. As condições precárias da unidade já causaram um surto de superbactérias que matou duas pessoas em um só dia.

Segundo profissionais da unidade, não havia máscaras para atendimentos, por exemplo. Vários medicamentos também estavam em falta. Segundo os relatos, a carência é antiga e se agravou nos últimos meses. Há um ano, a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) não possui um aparelho de raio-x, que realizada um exame considerado básico para pacientes internados.

No hospital pediátrico José Bezerra (mais conhecido como hospital Santa Catarina), a falta de suprimentos é rotina tão constante que os funcionários da unidade criaram um sistema de rodízio para não deixar faltar água, luvas e outros insumos básicos, além de compras imediatas de medicamentos.

“No quadro de avisos colocamos uma tabelinha com os nomes dos contribuintes para pagamento da água para não ficarmos com sede. Todo mês, cada um dá R$ 20 para a cota da compra de garrafões de água, mas muitas vezes temos outras despesas extras para compra de luvas, gazes, álcool em gel e até papel higiênico”, diz a médica pediatra Lyenka Pinto. “Já as máscaras também somos nós que custeamos. Cada um tem sua caixinha guardada porque aqui não tem há muito tempo no estoque.”

A pediatra, que também é coordenadora clínica do hospital, disse que com a falta de medicamentos no Santa Catarina muitas vezes os médicos tentam conseguir amostras grátis com representantes de remédios ou ainda tiram do próprio bolso para poder atender a um paciente em estado grave.

“Sofremos antes, durante e depois de cada plantão devido a falta de estrutura no Santa Catarina. Tenho 17 anos como médica no Estado e nunca vi uma situação tão precária como esta que estamos vivenciando. É uma falta de tudo”, disse a médica.

No hospital, apesar das carências, existem equipamentos que nunca foram usados e estão encaixotados há cerca de dois anos depois que foram enviados pelo Ministério da Saúde.Entre eles estão dois conjuntos de aparelhos de raio-x e equipamentos para abertura de 10 leitos de UTI neonatal ou pediátrica.

Paciente tem que comprar analgésico para pós-operatório

Por conta da falta de remédios, muitos pacientes que recebem atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são obrigados a comprar medicamentos que deveriam ser fornecidos gratuitamente.

“A cirurgia do meu pai está marcada para ocorrer amanhã ⎚ de julho] , e tive que vim aqui pegar a receita com o médico para comprar o medicamento para dor no pós-cirúrgico”, conta Maria Lourdes Basílio, que acompanha o pai, Damião Baracho, 73 –que passaria por uma cirurgia de amputação de dedo, devido a complicações da diabetes, no hospital Ruy Pereira. O remédio indicado pelo médico foi o Tramal, um analgésico para dores moderadas e fortes.

A cirurgia de Damião, que deveria ser realizada em até 48h, pela gravidade do problema, só aconteceria dez dias após a entrada dele no hospital. A demora, segundo Maria de Lourdes, ocorreu por falta de médicos, que estão em greve há mais de 70 dias. Nesse período de internação, ela contou que também foi obrigada a comprar outro medicamento, o Cilostazol (indicado para tratar problemas circulatórios). “Cada caixa custou R$ 41. Muito caro para quem não tem dinheiro sobrando.”

Com trombose arterial, Benedita Fernandes de Brito, 41, deu entrada na emergência do hospital Walfredo Gurgel em junho. Por conta da falta de medicamentos e demora no atendimento, ela teve a perna amputada, segundo contou a irmã da paciente.

“Faltou o medicamento que o médico indicou, o que resultou na ampliação do problema. Ela está consciente do que aconteceu, e sempre a pessoa fica revoltada. Agora não sei o que vamos fazer”, contou Damiana Fernandes.

Ações e respostas do governo

Segundo o “Plano de Enfrentamento dos Serviços e Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte”, divulgado no último dia 4 de julho, quando o Estado decretou calamidade pública na Saúde, o governo afirmou que vai investir R$ 5 milhões para garantir o “abastecimento imediato das necessidades básicas dos hospitais da rede pública estadual”.

Em nota encaminhada ao UOL, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte alegou que “a crise na saúde do Rio Grande do Norte é histórica. Qualquer busca rápida no Google (nos anos de 2006, 2007, 2008…) vai encontrar as mesmas manchetes, que anunciam a falta de leitos de UTI, macas no Hospital Walfredo Gurgel e a ambulancioterapia (sic).”

O órgão alegou ainda que “algumas medidas estão sendo tomadas para organizar  e moralizar os serviços de saúde, como a implantação do ponto eletrônico e o chamamento de profissionais  que hoje estão cedidos a órgãos não ligados ao SUS.”

“No plano estão contempladas ações como reforma e equipagem das principais unidades hospitalares da região metropolitana de Natal, reforma de sete hospitais regionais, que serão centros de referência no atendimento de média e alta complexidade, implantação de 125 leitos novos leitos de enfermaria e 63 leitos de UTI, ampliação do SAMU para atender 72% da população e implantação da Central de Regulação”, complementa a nota.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Paciente precisa comprar remédio no Walfredo Gurgel

Falta de medicamentos, macas lotando corredores, servidores em greve, esses são alguns dos muitos problemas que vêm se acumulando não só no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HWG), como também em outras unidades da rede pública de saúde do estado. A saída do médico urologista Domício Arruda da titularidade da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), apenas consolidou o que a população potiguar e, desde a última terça-feira, o Brasil inteiro já sabe: a saúde pública do RN está em crise.

O Diário de Natal esteve novamente no Walfredo Gurgel na manhã dessa sexta-feira (04), onde constatou que a falta de medicamentos tem levado a população ao desespero. Como relata Auxiliadora Medeiros, que está acompanhando um familiar desde quarta-feira no hospital. Ela procurou a reportagem para registrar o descaso com que vem sendo tratado seu caso. Para diminuir a gravidade do quadro de seu parente, que tem problemas hepáticos e há três dias sofre com dores e expele sangue pela boca, Auxiliadora diz que teve que comprar a medicação indicada (Dramin e Albumina humana – ambos oferecidos gratuitamente pelo SUS), pois os remédios estão em falta no HWG. “Se daqui para amanhã, ele não for transferido, ele vai morrer”, fala emocionada Auxiliadora.

O Walfredo Gurgel é a maior unidade hospitalar do estado e atende mais de mil casos por dia oriundos de todo o RN. Quanto à falta de medicamentos, a assessoria do hospital alega que repassa semanalmente as demandas do HWG à Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), sendo de competência da Unicat enviar todos os medicamentos solicitados na lista.

Indefinição

A Sesap foi procurada pelo Diário de Natal para posicionar-se sobre a crise na Saúde. Entretanto, de acordo com a assessoria, a secretária interina da pasta, Dorinha Burlamaqui, precisa de tempo para se inteirar sobre questões administrativas da Sesap, que competiam apenas ao ex-secretário Domício Arruda, mas que em breve a imprensa poderá contar com suas declarações.

Sobre a escolha de um novotitular para a pasta, a assessoria disse que a governadora Rosalba Ciarlini esteve com a agenda cheia durante a semana e que ainda não havia se reunido com o seu gabinete para discutir um novo titular para a Sesap. A assessoria ressaltou que a saída de Domício foi por decisão própria do secretário e que não houve retaliações por causa da repercussão da crise da saúde na imprensa nacional.

A própria assessoria demonstrou pouco conhecimento sobre os desdobramentos da situação no Walfredo Gurgel. Questionada sobre o quadro do hospital, a assessoria perguntou como estava o local na manhã dessa sexta, se haviam muitas ambulâncias paradas e se eram muitos os casos vindos do interior.

Fonte: DN Online

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Justiça acata pedido do MP em ação contra desabastecimento de medicamentos

A Juíza de Direito da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, Patrícia Gondim Moreira Pereira, determinou ao Governo do Estado através da Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) a vinculação da quantia de R$ 2,3 milhões visando o cumprimento sentença já proferida em Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte destinada a combater o desabastecimento de medicamentos dispensados à população por intermédio da UNICAT.

A quantia vinculada é o restante do total dos R$ 13,8 milhões que haviam sido bloqueados pela Justiça para a compra de medicamentos e destina-se especificamente para aquisição de 24 principais medicamentos faltantes que integram o Componente Especializado de Assistência Farmacêutica informado pela UNICAT.

A Ação Civil Pública nº 0222906-24.2007.8.20.0001/02 interposta pela 47ª Promotoria de Justiça de Natal se arrasta desde 2007 com o objetivo de combater o desabastecimento de medicamentos distribuídos à população.

Nessa ACP,  o Estado já foi condenado a fornecer medicamentos excepcionais de alto custo aos usuários cadastrados no Programa de Assistência Farmacêutica Excepcional, de forma gratuita e ininterrupta, devendo realizar o planejamento necessário para impedir interrupções ou suspensões no fornecimento dos fármacos, mas por inúmeras vezes foram registrados descumprimentos da Decisão.
Confira aqui a Decisão em formato PDF.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Denúncia

200kg de Medicamentos vencidos vão para o Lixo em Currais Novos

A Promotoria de Currais Novos sexta-feira 16/03 pela manhã recebeu uma denúncia anônima que o hospital regional de Currais Novos, iria colocar no lixo hospitalar para serem incinerados muitos medicamentos que não foram distribuídos com a população carente e que estava com o prazo de validade vencido, a Promotora Dra, Mariana Barbalho entrou em contato com o delegado de Currais Novos Dr. Luiz Antônio que determinou ao chefe de investigação Raimundo Bezerra que fosse investigar a tal denuncia o policial fez uma campana e por volta das 16 horas quando o caminhão fez a coleta do lixo o delegado com o chefe de investigação fizeram a abordagem do caminhão e foi constatada a veracidade dos fatos, o caminhão transportava 200 quilos de medicamentos que não foi distribuído com a população doente para ser incinerado, o caminhão foi conduzido para a delegacia juntamente com o motorista que foi ouvido e depois liberado.
Toda a medicação foi apreendida para ser instaurado inquérito policial para apurar o responsável por mandar incinerar os medicamentos.

Fonte: blog do Edmilson Sousa

Opinião dos leitores

  1. Que vergonha!!!!
    Quantas pessoas precisaram desses medicamentos e não receberam. Precisamos tornar público essas informações para que todos saibam as qualidades dos diretores e equipes que fazem a composição de poderes na cidade

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Dezenas de caixas de Medicamentos são encontrados às margens da BR-101

Reportagem da Tribuna do Norte encontrou novamente medicamentos descartados. Qual será o mistério de nos últimos seis meses ter acontecido tantos descartes em ruas, avenidas e lixões de remédios? Segue reportagem:

Dezenas de caixas de medicamentos descartados foram flagradas pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE na manhã desta terça-feira, 22. Os remédios foram encontrados às margens da rodovia BR-101, entre os quilômetros 137 e 138 – no município de Arês. São cerca de 40 caixas de medicamentos, de 15 tipos diferentes.

Alex RégisMaterial foi encontrado por um taxista no sábado e parte continua no local

A denúncia foi feita por um taxista que terá a identidade preservada pela reportagem. No sábado passado, 19, ele flagrou uma mulher despejando os medicamentos próximo à rodovia por volta das 15h.

O homem recolheu parte das caixas e entregou na sede da TRIBUNA, no bairro da Ribeira. Na manhã de hoje, a reportagem conferiu in loco que ainda há caixas espalhadas próximo ao acostamento da pista.

Bup, Vermectil, Adoless, Cordarex, Cittá, Forfig, Mitrax, Vagivit, Expressin, Percof e Diurisa são alguns dos remédios encontrados. Todos classificados com o selo de amostra grátis. A caixa indicava que é indispensável prescriçao médica para aquisição dos medicamentos. Na minoria das caixas, cerca de 10, não havia o sinal da necessidade receita médica.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Denúncia

ITEP encontra mais de 500 mil comprimidos vencidos no estoque da Prefeitura

Esse caos está publicado na Tribuna do Norte, impressionado com a “organização” na Secretária de Saúde, enquanto estão se vencendo medicamentos, tem posto de sáude que falta tudo, segue reportagem:

O primeiro laudo do Instituto Técnico e Científico de Polícia [Itep] referente às investigações no Departamento de Logística e Suporte (DLS), da Secretaria de Saúde do município de Natal, revela uma quantidade exorbitante de diversos medicamentos vencidos. Em meio à desorganização, os peritos criminais já identificaram, nesta condição, pelo menos, 500.260 comprimidos dos remédios Sulfato Ferroso, Vitamicê [Ácido Ascórbico], Nociclin e Sulfametazol associado à Trimetoprina.

Estes medicamentos possuíam data de validade vencida entre março de 2009 e outubro de 2011.  No caso do Vitamicê, os 39.500 comprimidos tinham datas diferentes de  validade, entre julho e outubro de 2011. Do total, 10 mil unidades só venceriam agora, em outubro. Ou seja, quando a perícia técnica foi iniciada, no dia 22 de agosto, parte dos lotes desse medicamento ainda estava dentro do prazo de validade, mas sem qualquer cuidado no estoque.

O perito identificou ainda  31.651 frascos de Glicose 5%, Sulfato Ferroso, Neuleptil,  Metoclopramida e Epilenil vencidos entre abril de 2009 e julho de 2011. Os lotes de Neuleptil, um neuroléptico [usado no tratamento de sintomas psicóticos], somam  4.850 frascos, todos com validade vencida entre junho e julho deste ano. Outros 108 frascos de Oxcarbazepina, um antiepilético,  tinham vencido em julho de 2011.
(mais…)

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Denúncia

Falta de medicamentos nos Postos de Saúde da PMN é generalizada

O que dizer de um problema que a Prefeitura não consegue resolver? O que dizer das unidade básicas de saúde não ter o básico? Segue reportagem da Tribuna:

Quem se dirige aos Postos de Saúde de Natal em busca de atendimento, corre o risco de não recebê-lo. A ausência de médicos, desta vez, não é o maior problema. O desabastecimento das unidades, cuja solução definitiva ainda não foi apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), atinge todas as regiões da capital. Hoje, dois meses após as investigações da Delegacia do Patrimônio Público e Ministério Público que resultou na interdição do depósito do Departamento de Logística e Suporte da Secretaria, um relatório  que analisa o órgão municipal será entregue ao Ministério Público e à Justiça do Rio Grande do Norte.

Alex RégisA direção da Unidade Mista de Mãe Luíza não estava presente no início da tarde de ontem e os funcionários optaram por não comentar a situação.

A equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE percorreu uma unidade de saúde (mista ou básica) em cada região administrativa da capital durante o dia de ontem. Os problemas na Unidade Básica de Saúde do Pajuçara, por exemplo, foram apontados pelos servidores e pacientes enquanto aguardavam atendimento no final da manhã.

(mais…)

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Denúncia

Mossoró está sem receber medicamentos por causa de falha na Unicat de Natal

O Ministério Público Estadual denuncia em recomendação expedida hoje no Diário Oficial do Estado a precariedade do funcionamento da rede de distribuição de medicamentos no Rio Grande do Norte.

De acordo com a Recomendação 010/2011, o município de Mossoró esta sem receber um único medicamento em virtude de um falha na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) de Natal. Apenas os medicamentos condicionados à ordem judicial estão sendo entregues.

O texto considera que a situação, sem previsão para que seja solucionada, poderá colocar em risco não só a saúde mas a vida dos cidadãos, apesar de os medicamentos existirem e estarem em estoque.

O MP considera inaceitável que os agentes públicos tratem o caso como um assunto burocrático e recomenda “ao Secretário de Saúde Pública do Estado, Dr. Domício Arruda Câmara Sobrinho e à Diretora da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT), a Sra. Telma Maria da Silva Santana Praxedes, diante da premente necessidade apresentada, que adotem imediatamente as medidas administrativas necessárias ao restabelecimento do sistema de distribuição de medicamentos da UNICAT, de forma a permitir a imediata entrega de todo e qualquer fármaco necessário ao tratamento de saúde dos usuários do SUS cadastrados na unidade de Mossoró-RN”.

O texto requisita ainda que essas autoridades respondam remetam respostas ao MP em até 24 horas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Anvisa passa recibo e desmente a Veja

Mico!

A Agência Nacional de Saúde emitiu nota ontem desmentindo reportagem especial da revista Veja publicada no último fim de semana.

De acordo com a publicação, o remédio Victoza, utilizado no tratamento contra diabetes, também poderia ser usado para fazer os gordinhos murcharem um pouco. Lorota. Há riscos.

Um dos efeitos colaterais do remédio nos diabéticos é a perda de peso, mas a Anvisa não recomenda que a droga seja utilizada para emagrecer, porque nem todos os efeitos colaterais são conhecidos. Os mais comuns são dores de cabeça, hipoglecemia, diarreia e náuseas, além de reações alérgicas.

Pegou mal para Veja, que faz tempo que não dá uma dentro.

Opinião dos leitores

  1. Realmente pegou feio para a Veja. Eu quando li estranhei na matéria não aparecer nenhum efeito colateral. Uma revista não pode fazer pro paganda de um remédio dizendo que todo mundo pode tomar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Três são indiciados pelo descarte indevido de medicamentos da Prefeitura

O delegado Marcus Dayan Teixeira Vasconcelos, da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot), responsável pela investigação do descarte indevido de medicamentos por parte do Município, concluiu o inquérito. O próximo passo é encaminhar o inquérito ao Ministério Público.

“Vou fazer isso hoje à tarde. Agora, os promotores de Defesa do Patrimônio Público vão denunciar as pessoas por mim indiciadas, ou solicitar novas diligências”, explicou Marcus Dayan.

As investigações apontaram para que as 16 ampolas de Propofol saíram do Departamento Logístico e de Suporte Imediato (DLS). Foram indiciados Magnus Carvalho, diretor do departamento, Josenaldo Soares, que teria encaminhado o medicamento sem o devido controle, e Cícero Marques , o farmacêutico responsável pelo remédio.

Informações da Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Nos Postos de Saúde da Prefeitura falta até Aas e dipirona

Tribuna do Norte

Em meio a investigações que apuram o descarte ilegal de medicamentos da rede pública de saúde, o abastecimento ainda é um problema longe de ter solução. Nas unidades de saúde, reclamações não faltam. A reportagem da TRIBUNA DO NORTE percorreu ontem quatro unidades de saúde – uma em cada região administrativa da cidade – e constatou que o problema do desabastecimento continua.

Falta desde medicamentos básicos, como dipirona, Aas (Ácido Acetil  Salicílico) e vitaminas, como Ácido Fólico, à medicações específicas, como os psicotrópicos Tegretol e Diazepan 5mg; os antibióticos Amoxilina e Ampicilina; e anticoncepcionais em comprimidos e injetáveis. O mais grave é que o problema está exatamente nas unidades de referência, como a Policlínica da Zona Oeste, no bairro da Cidade da Esperança.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

O Almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde é “muito desorganizado, bagunçado, uma verdadeira zorra total"

Nominuto.com

“Aquilo lá está um desordem, não há controle nem muito menos uma administração”. O comentário do delegado Júlio Rocha, titular da Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot) é a forma como ele descreve a situação do Departamento de Logística e suporte imediato (DLS) – almoxarifado – da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Segundo ele, a situação de abandono é confirmada pelos funcionários ouvidos durante as diligências do inquérito policial que investiga o abandono de medicamentos oriundos da SMS em uma caçamba de lixo, na Cidade da Esperança, e encontrados na semana passada.

(mais…)

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Micarla chama a Polícia

Diário de Natal

A prefeita de Natal, Micarla de Sousa, solicitará abertura de inquérito policial junto à Delegacia de defesa do Patrimônio Público, nesta segunda-feira (08), para apuração e punição dos responsáveis pelo descarte dos medicamentos, encontrados ao lado de uma caçamba de lixo, na Cidade da Esperança. Por determinação da prefeita, o procurador Geral do Município, Bruno Macedo, e o secretário chefe do Gabinete Civil, Kalazans Bezerra, junto com uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Natal, prestaram queixa e registraram um B.O. (Boletim de Ocorrência), na noite deste sábado, na Delegacia de Plantão em Cidade da Esperança.

Na tarde deste sábado, a prefeita Micarla de Sousa manteve contato com o secretário adjunto de Segurança do Estado, Clidenor Cosme da Silva Júnior, a quem pediu especial atenção ao caso. A prefeita também solicitará que o Ministério Público do Estado seja informado e acompanhe todos os procedimentos da investigação. “Contaremos com apoio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado para que nos auxilie na investigação deste incidente lamentável. Os responsáveis serão identificados e punidos com rigor. Não compactuaremos com esta prática criminosa”, reforçou a prefeita Micarla de Sousa.

Opinião dos leitores

  1. kkkkkkk é pra rir mesmo!!! só agora ele esta começando a querer fazer alguma coisa! já pensando é claro nas próximas eleições!! será um circo essa nossa cidade?

  2. … será que é pra rir, então ela acha que engana a todos? Converse mais borboleta que oseu está assando.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

PF deflagra operações em 7 estados.

Mais uma vez PF deflagra operação de Prefeituras envolvidas em compras de medicamentos com verba federal. Até quando?

Portal Terra:

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira uma operação contra desvios de verbas da saúde em prefeituras de sete Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Rondônia. As investigações foram concentradas na fraude a licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e formação de quadrilha.

As organizações criminosas investigadas atuavam no desvio de verbas públicas federais destinadas pela União à compra de medicamentos por prefeituras municipais para distribuição entre as populações carentes. A Operação Saúde visa ao cumprimento de 64 mandados de prisão nos sete Estados, conta com a colaboração da Controladoria Geral da União (CGU) e tem coordenação da Polícia Federal em Passo Fundo, a 227 km de Porto Alegre.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *