CORONAVÍRUS: 94,9% dos casos confirmados em Natal estão recuperados, informa monitoramento do município

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS-Natal) divulgou mais um balanço dos números dos casos da Covid-19 na capital.  Segundo o monitoramento realizado pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), e divulgado no 20º boletim epidemiológico, publicado no último dia 2 de setembro, 94,9% dos casos confirmados com Covid-19 em Natal estão recuperados, 1,3% estão em isolamento domiciliar, 0,2% estão hospitalizados e 3,6% faleceram.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    Cada um faça a sua parte.
    Bolsonaro falou para isolar idosos, mas muitos estão saindo às ruas, indo almoçar na casa de "amigos" (para quê isso?)
    Em Mossoró, na praça de convivência, a maioria sem máscara.

  2. Silvio Olinto disse:

    Falta uma campanha de conscientização sobre os cuidados com o COVID.
    Quase tudo se resumiu ao isolamento, máscara e lavar as mãos.
    Além da excessiva exposição dos números de mortos sem mostrar os recuperados.
    A cada alternativa que surgia para combater o vírus, barreiras eram criadas.
    A cada opção que levasse a resistência contra o vírus era difamada pelos fabricantes do caos.
    Toda e qualquer opinião contra o vírus, logo era tratada como irresponsável, tudo que valia eram os mortos e toda desinformação que foi construída sobre o assunto.
    O que temos na realidade, em números incontestáveis, são os estados que se colocaram contra a ivermectina e o uso precoce da cloroquina, como responsáveis por 70% do total de mortos pelo covid. Isso foi opção de cada governador e prefeito, pois assim decidiu o STF, sendo esses números, decisões e resultados de conhecimento público.
    A quem não admite a realidade que construa suas versões, mas os fatos estão publicados em diferentes sites, jornais, blogs, assim como as versões, facilmente derrubadas frente a verdade.

  3. Erasmo disse:

    As sequelas do Covid podem perdurar por meses, falo com propriedade, e quem pensa que essa doença acabou está redondamente enganado.

  4. Teobaldo A Dantas de Medeiros disse:

    Meu pai morreu de COVID-19.
    PRA MIM, FOI 100%.

Mais da metade dos trabalhadores da saúde no RN com Covid-19 estão recuperados

(Foto: Reprodução)

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), divulgou nesta quinta-feira (23), o Boletim Epidemiológico da Saúde do Trabalhador. O objetivo é apresentar um panorama sobre dados analisados relacionados aos casos confirmados de Covid-19 em profissionais de saúde do Rio Grande do Norte, desde o início da pandemia até o momento.

A análise tomou por base o banco de dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde Estadual (CIEVS). No RN, foram confirmados 4.778 casos de Covid-19 em profissionais de saúde, 12.620 foram descartados e 3.650 seguem como suspeitos. O CEREST realizou investigação para qualificação das notificações de casos confirmados e constatou que 2.039 profissionais não disponibilizaram número para contato ou não foi possível contactar, 63 já estão aposentados, 44 não exercem a profissão de formação, 07 realizam residência em outro estado e outros 101 já estavam afastados de suas atividades de trabalho antes do adoecimento por outros motivos.

Os demais 2.523 profissionais da saúde que testaram positivo para a Covid-19 no estado afirmaram exercer suas atividades laborais, sendo 1.055 em unidades públicas e 612 no serviço privado. Os outros 856 profissionais da saúde informaram trabalhar em instituições públicas e privadas. De acordo com a investigação, 589 profissionais da saúde alegam ter tido contato fora do ambiente de trabalho com caso suspeito e/ou confirmado do novo coronavírus, outros 21 relataram histórico de viagem nos meses de fevereiro ou março, quando a transmissão comunitária no RN ainda não havia sido decretada.

A maioria dos profissionais afetados são técnicos em enfermagem (36,08%), enfermeiros (11,8%) e médicos (8,5%). Cerca de 69% dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde consultados na pesquisa desenvolveram apenas sintomas leves ou moderados e 55% já estão recuperados. Com relação à faixa etária, 64% se encontram na faixa etária de 30 a 49 anos, o que pode ser um indicador no que se refere à maior incidência de casos leves e moderados.

Dos 4.778 casos confirmados de Covid -19 em profissionais de saúde, 42,7% residem em Natal, onde há a maior concentração de casos. Em segundo lugar está Parnamirim, com 10%, seguido de Mossoró, com 5,8% e de São Gonçalo do Amarante, com 3,2% dos casos. Foram registrados 27 óbitos entre profissionais de saúde, distribuídos na Região Metropolitana, e nas II e III Regionais de Saúde.

Os profissionais de saúde encontram-se entre os principais grupos de risco de infeção pelo Covid-19, em função do contato com os usuários que apresentam sintomas de infeção e procuram os serviços de saúde em busca de atendimento. Por isso, O CEREST ressalta que esses profissionais devem seguir os protocolos padrões de atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19.

O Centro destaca, ainda, que os serviços de saúde devem garantir que políticas e práticas internas minimizem a exposição ao vírus, realizando, por exemplo, capacitações junto as suas equipes de profissionais em relação ao uso do equipamento de proteção individual (EPI) e dispositivo de proteção respiratória, entre outros. Além disso, devem ser adotados os corretos procedimentos de desinfecção após o atendimento de casos suspeitos ou confirmados.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcelo Florencio. disse:

    Graças a Deus

Sesap atualiza número de recuperados no RN do novo coronavírus para 19.192

Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado e Saúde Pública(Sesap) atualizou em seu último boletim oficial, nessa quarta-feira(22), o número de recuperados da covid-19. Conforme quadro em destaque, 19.192 pessoas foram confirmadas como curadas da doença. No boletim anterior, na terça(21), eram 16.222.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gustavo mafra disse:

    Agora sim. Um resumo completo, detalhado e com todos os dados.
    Só falta o Jornal Nacional fazer o mesmo pois nunca mostra os recuperados que são mais de 1.600.000.

Sesap atualiza número de recuperados no RN do novo coronavírus para 16.222

Foto: Reprodução/Sesap

Estacionado em 3.441 até o início desta semana, e alvo de críticas por parte da população, a Secretaria de Estado e Saúde Pública(Sesap) atualizou em seu último boletim, nessa terça-feira(21), o número de recuperados da covid-19. Conforme quadro em destaque, 16.222 pessoas foram confirmadas como curadas da doença.

Natal tem 12.570 recuperados da Covid-19, informa Prefeitura

Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS-Natal) divulga balanço dos números dos casos da Covid-19 até às 19h da quarta-feira (15/07). Em Natal, dos 16405 casos positivos, 291 estão internados, 2.997 estão em quarentena domiciliar, 607 foram a óbitos e 12.570 foram considerados recuperados.

“De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, um paciente sintomático deve permanecer em quarentena por 14 dias. Após esse período, o isolamento pode ser interrompido se não apresentar mais nenhum sintoma. Se o paciente permanecer sintomático, deve manter o isolamento até 72h após os sintomas desaparecerem”, esclarece Juliana Araújo, diretora do Departamento de Vigilância da SMS-Natal.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bela disse:

    Enquanto isso o RN nas mãos de FB foi um retrocesso.
    Ainda não apresentou como gastou 147 milhões dentre outros muitos milhões que vieram para o RN do governo federal cumprindo o seu dever com o dinheiro dos impostos pagos pela população.

  2. Bela disse:

    Parabéns a equipe de medicos/cientistas q elaborou o protocolo : Invermectina +azitromicina+hidroxcloroquina adotado pela secretaria de Saúde municipal e pelo Sr prefeito.

Recuperados da Covid-19 mantêm cuidados mesmo após infecção

Foto: © Reuters / Ueslei Marcelino /Direitos Reservados

O Brasil têm, de acordo com dados do Ministério da Saúde, quase 1 milhão de recuperados da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Para alguns, o fato de já ter tido a doença é motivo para relaxar e não seguir à risca as recomendações para evitar o contágio. Para outros, a rotina de cuidados não mudou e inclusive ficou maior.

Segundo especialistas, não há evidências científicas de que quem contraiu a covid-19 não vá se contaminar de novo. Além disso, por ser uma doença nova, os efeitos do vírus a médio e longo prazo não são totalmente conhecidos. Quem teve a infecção pode ainda apresentar eventuais complicações.

“Eu estou bem mais medroso, mais receoso. Se eu lavava minha mão antes, agora lavo duas vezes mais. Higienizo as coisas que trago da rua. O cuidado aumentou depois que passei pela doença e sei como é”, conta o farmacêutico Marcus Túlio Batista, 27 anos. Ele começou a sentir os sintomas no dia 14 de junho. Teve dor de garganta, perda de olfato e paladar, indisposição e dores no corpo.

“Quando você pega, vê que a doença vai além do físico. Eu acho que talvez o emocional seja até muito mais abalado”, diz e complementa: “Eu moro sozinho em Brasília. Minha família é de outro estado. Isso me causou bastante impacto porque além do isolamento, você tem medo de como vai evoluir, não sabe como o seu corpo vai lidar com isso. Eu fiquei bastante ansioso”, conta.

Na casa da artista plástica e produtora cultural Leticia Tandeta, 59 anos, no Rio de Janeiro, quase todos foram infectados em meados de maio. Ela, o marido, o filho e o irmão. “Ficamos praticamente todos doentes ao mesmo tempo. A sorte foi que todos tivemos sintomas brandos, ninguém teve falta de ar ou uma febre absurdamente alta”, diz. A única que não adoeceu foi a mãe de Leticia, que tem 93 anos. A família tomou o cuidado de isolá-la e de separar tudo que era usado por ela.

“Hoje é estranho porque não sabemos se estamos imunizados ou não”, diz Leticia. “Os médicos dizem que provavelmente temos algum tipo de imunização, talvez de um mês, dois meses, três”. Por causa das incertezas, ela diz que a família continua tomando cuidados como sair de casa o mínimo possível, apenas quando necessário, usando sempre máscara. Já ter contraído a doença, no entanto, traz um certo tipo de relaxamento: “Não é que a gente relaxe nos cuidados, mas há um certo relaxamento interno sim”.

De acordo com o infectologista Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, mesmo quem já teve a doença deve continuar tomando cuidado. “Não temos certeza, por enquanto, de que quem teve covid-19 uma vez não terá novamente. É importante que quem já teve a doença continue se prevenindo. Continue com as medidas preventivas, usando máscaras, higienizando as mãos e evitando aglomeração”.

As pessoas que já foram infectadas, de acordo com Weissmann, assim como as demais, podem ajudar a propagar o vírus caso não tomem os devidos cuidados. “Mesmo a pessoa que não estiver infectada, se ela puser a mão em um lugar contaminado, ela pode carregar o vírus. Por isso é importante estar sempre higienizando as mãos, lavando com água e sabão ou com álcool 70%”, orienta.

Síndrome da Fadiga Crônica

Em março, a psicóloga Joanna Franco, 37 anos, teve dores no corpo, tosse seca, dor de cabeça, febre alta, dificuldade de respirar, perda de olfato e paladar, diarreia e vômito. Na época que recebeu o diagnóstico clínico de covid-19, o Brasil começava a adotar medidas de isolamento social. Morando sozinha em Niterói, ela cumpriu todas as regras de quarentena e de isolamento social. Os sintomas passaram. Para garantir que não transmitiria o vírus para ninguém, ela ainda permaneceu em isolamento por cerca de 40 dias. Foi então que percebeu que não estava totalmente recuperada, estava muito cansada. “Vinha um cansaço, parecendo que eu tinha subido ladeiras, uma sensação de que isso nunca ia acabar, que não ia sair de mim. Fiquei bem prostrada”.

Quase três meses depois, ela diz que se sente melhor, que está conseguindo retomar uma rotina de exercícios físicos, que antes eram impossíveis. Depois de passar pelo que passou, ela redobrou todos os cuidados que já vinha tendo. “Depois de ter passado, não quero vivenciar isso de novo e não quero que outras pessoas vivenciem”, diz.

O cansaço que Joanna sentiu após se recuperar da doença pode ter sido a chamada Síndrome da Fadiga Crônica, que tem sido relatada por pessoas que foram contaminadas pela covid-19, segundo o neurologista, pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gabriel de Freitas. O principal sintoma é o cansaço, mas pode haver alteração na pressão, na frequência cardíaca e insônia. “O que predomina é a fadiga, o cansaço. A pessoa não consegue trabalhar, não consegue voltar à atividade”, afirma.

A síndrome não é exclusiva do novo coronavírus, mas ocorre também por causa de outros vírus. Ela pode durar até cerca de um ano, é mais frequente em mulheres entre 40 e 50 anos e que tiveram covid-19 pelo menos de forma moderada. Mas, de acordo com Freitas, ainda há muitas dúvidas pelo fato de ser uma doença recente. Para o tratamento, geralmente é recomendada psicoterapia, atividades físicas, antivirais e antidepressivos.

“Essa síndrome traz uma angústia muito grande para as pessoas porque fadiga não é um sintoma mensurável. Não se consegue mensurar por exame. Muitas vezes é mal compreendido”.

Gabriel diz que a pandemia pode ser mais complexa do que se pensa e defende que todos os cuidados possíveis sejam adotados. “Parece que não é estar recuperado e ponto final. Talvez essas pessoas tenham mais sintomas. A Síndrome da Fadiga Crônica pode ser apenas um deles. Acho que a gente não tem essa informação. É possível que existam complicações a médio e a longo prazo. O que alguns autores colocam é que as medidas de isolamento social são importantes não só para evitar a morte. A gente tem que levar em consideração e colocar nessa equação as complicações a médio e longo prazos”.

Medo e ansiedade

Além de lidar com os sintomas da covid-19 e com as consequências da doença, muitas pessoas estão lidando com sintomas de ansiedade, de acordo com a psicóloga da equipe de coordenação de saúde do trabalhador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marta Montenegro. “A covid-19 é uma doença muito nova, recente, um vírus cujas informações foram se construindo nesse processo de pandemia. Os próprios profissionais de saúde estavam tentando entender as formas de cuidado e isso deixa as pessoas muito inseguras. O ser humano se sente mais seguro se tiver previsibilidade do que vai acontecer. Essa incerteza sobre formas de contaminação, se pode ou não se contaminar de novo, deixa as pessoas vulneráveis”, explica.

De acordo com a psicóloga, buscar informações confiáveis ajuda a lidar melhor com a pandemia. “Buscar informação válida, de fontes confiáveis. Isso alivia sintomas emocionais. Às vezes, as pessoas estão em casa recebendo informações que nem sempre são as melhores e acabam ficando muito confusas. Depois de três meses, acham que só estão protegidas dessa forma. Isso acaba gerando um medo de sair de casa. No outro extremo, há pessoas saindo como se não tivessem o vírus, em um processo de negação por dificuldade de lidar com a situação. São dois extremos. Existe o vírus. É necessário manter medidas de biossegurança, mas isso não pode paralisar as pessoas”, acrescenta.

Agência Brasil

 

VÍDEOS: Hospital de Campanha de Natal tem 2ª e 3ª altas de pacientes recuperados da Covid-19

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS Natal) informa que na noite dessa quarta-feira (20) o Hospital Municipal de Campanha deu alta ao segundo e terceiro pacientes recuperados da Covid-19. Um homem, de 65 anos, hipertenso, admitido em 18 de maio; e uma mulher, de 58 anos, também admitida em 18 de maio de 2020.

Pacientes recuperados de Covid-19 produzem anticorpos variados, diz estudo

Foto: Creative commons

A maioria dos pacientes com Covid-19 produz importantes mecanismos de defesa específicos para combater o novo coronavírus, como os anticorpos e as células T. Entretanto, segundo um estudo publicado nesta semana na revista Immunity, a resposta do sistema imunológico dos pacientes varia de pessoa para pessoa.

O artigo foi resultado de uma pesquisa conduzida na China com 14 indivíduos que foram infectados pelo Sars-CoV-2 e já se recuperaram da doença. Os especialistas ainda não sabem porque a resposta imune variou tão amplamente entre os pacientes, quando o esperado era que o sistema imunológico deles respondesse de forma parecida.

Os autores dizem que essa variabilidade pode estar relacionada ao estado físico do paciente, às quantidades iniciais de vírus com as quais ele tenha entrado em contato, ou até sua microbiota. “Nosso trabalho fornece base para uma análise mais aprofundada da imunidade e para a compreensão do mecanismo protetor subjacente ao desenvolvimento da Covid-19, especialmente em casos graves”, afirmou Chen Dong, um dos autores do artigo, em comunicado.

De acordo com os pesquisadores, sabe-se relativamente pouco sobre a resposta imune protetora induzida pelo Sars-CoV-2, e abordar essa lacuna pode acelerar o desenvolvimento de uma vacina eficaz. Pensando nisso, os pesquisadores compararam as respostas imunes dos 14 voluntários com os de 6 outros indivíduos saudáveis que não tiveram Covid-19.

Dentre as pessoas deste grupo, os voluntários que tiveram Covid-19 apresentaram níveis mais altos de anticorpos de imunoglobulina M (IgM) e imunoglobulina G (IgG), que se ligaram ao receptor da proteína spike (S-RBD) e à proteína nucleocapsídica do Sars-CoV-2, responsável por encapsular o material genético do vírus.

Outro achado relevante para os médicos é que a quantidade de anticorpos neutralizantes foi associada aos anticorpos IgG que combateram o receptor da proteína spike, mas não os que se ligaram à proteína nucleocapsídica. “Nossos resultados sugerem que o S-RBD é um alvo promissor para as vacinas contra o Sars-CoV-2”, disse Fang Chen, um dos pesquisadores, em declaração à imprensa. Além disso, a proteína induziu respostas de anticorpos e células T.

Galileu

 

Empresas ganham com sangue doado por recuperados do novo coronavírus

Nos EUA, empresa vende sangue para laboratórios e fabricantes de testes a preços exorbitantes Foto: MIKE SEGAR / REUTERS

Depois de dez dias de calafrios, náusea, febre e dor de cabeça, Aleacia Jenkins sabia que havia sido atingida pelo coronavírus antes mesmo de ter um resultado positivo. Então, quando uma amiga lhe contou sobre uma empresa obscura da Califórnia que pedia doações de sangue de pessoas que se recuperaram para ajudar os pesquisadores a desenvolver testes de anticorpos, ela não hesitou.

— Se minha doação pudesse ajudar a salvar a vida de alguém mais velho ou mais vulnerável seria loucura não ajudar — disse Jenkins, 42 anos.

Mas o que ela não sabia era que a empresa, a Cantor BioConnect, estava vendendo as doações para laboratórios e fabricantes de testes a preços às vezes exorbitantes: de US$ 350 a US$ 40 mil para uma amostra rara de um único doador. A empresa disse que os preços são compatíveis com os “altos custos” de sua cadeia de suprimentos, que incluem encontrar doadores, testar amostras, custos de segurança e logística de remessas.

Em todo o mundo, cientistas estão correndo contra o tempo para desenvolver e produzir em massa testes de anticorpos que, segundo especialistas, são um elemento crucial para conter a doença. Mas o esforço vem sendo prejudicado pela escassez de amostras de sangue contendo anticorpos contra a Covid-19, necessárias para validar os testes.

E algumas empresas estão lucrando com essa escassez, pedindo doações e vendendo as amostras, uma prática considerada, no mínimo, antiética. Documentos, e-mails e tabelas de preços obtidos pelo “New York Times” mostram que a Cantor BioConnect é uma das que oferecem a venda de amostras de sangue com anticorpos da Covid-19 a preços elevados. Quanto maior o nível de anticorpos no sangue, maior o preço.

Amostras premium

De 31 de março a 22 de abril, os preços das amostras mais baratas vendidas pela Cantor BioConnect — o equivalente a menos de um quarto de uma colher de chá — aumentaram mais de 40%, chegando a US$ 500. Além da amostra rara de US$ 40 mil, a empresa criou uma nova tabela de preços de US$ 1 mil a US$ 2 mil para outras amostras “premium”.

A Cantor BioConnect foi fundada em 2016 em um subúrbio de San Diego. Seu criador, David Cantor, disse em comunicado que “estava orgulhoso de desempenhar um papel na pesquisa científica que acabará por ajudar a neutralizar esse vírus mortal”. Cantor e seus funcionários começaram a entrar em contato com pacientes com coronavírus nas mídias sociais para pedir doações de sangue. Em um anúncio on-line, já removido, eles disseram que estavam trabalhando “em conjunto” com a força-tarefa da Casa Branca e ofereceram US$ 100 por doação.

Em poucos dias, a empresa enviava frascos com amostras de sangue para clientes em todo o mundo, a maior parte laboratórios e fabricantes de testes dos EUA, mas também no Japão e na Europa. Segundo especialistas, algumas amostras têm preços razoáveis, com exceção do “estoque premium”, considerado muito mais alto que o normal. E todos consideraram o valor de US$ 40 mil com três doações de sangue de um único paciente como “exorbitante”.

A empresa disse que sua margem de lucro no projeto era de 30% a 40%, o que, segundo ela, estava alinhada às normas do setor. O valor de US$ 40 mil, segundo a Cantor BioConnect, era para uma “transação única” de uma amostra extremamente rara e valiosa.

Em nota, a companhia disse ainda que o processo de coleta de sangue de doadores positivos para a Covid-19 era “complexo” e “extremamente difícil e caro” devido aos protocolos de segurança e ao pequeno número de casos de coronavírus conhecidos quando começou a fornecer doações de sangue.

“Existem formas de fazer as coisas bem e com segurança, e existem outras maneiras de fazê-la, de forma barata”, disse a empresa, acrescentando que vendeu amostras para “um dos maiores fabricantes de testes do mundo”, ajudando-o a “salvar vidas”.

Em uma etapa final, a Cantor BioConnect conta com uma rede de intermediários, empresas que encontram compradores para seus produtos em todo o mundo. A companhia se recusou a citar seus clientes ou parceiros, mas os documentos mostram que a Advy Chemical, um importante fabricante de biotecnologia em Mumbai, é um dos intermediários. A empresa indiana produz kits de diagnóstico e materiais para desenvolver testes para várias doenças, que depois são vendidos através de sua rede mundial de clientes. É certificado pelo regulador de segurança da Alemanha e licenciado pela Food and Drug Administration da Índia.

De acordo com e-mails e listas de preços revisados pelo jornal americano, no espaço de um único dia o preço das amostras de sangue mais baratas dobrou, enquanto o estoque “premium” chegou a US$ 5 mil. A amostra de sangue mais cara passou para US$ 50 mil, um aumento de US$ 10 mil.

‘Triste e errado’

A Advy Chemical disse em comunicado que a empresa não vendeu nenhuma das amostra de sangue da Cantor BioConnect, mas ajudou a facilitar transações para outros fabricantes. Questionada sobre o porquê de ter inflado tanto os preços, já que era apenas uma facilitadora, a empresa citou acordos “rígidos” de confidencialidade e disse que não comentaria “especulações e especificações comerciais”.

“Nossa única intenção era ajudar a levar testes mais precisos e mais rapidamente”, afirmou a nota. “Esperávamos que isso ajudasse a humanidade, em pequena escala, nestes tempos difíceis.”

As explicações não convenceram Jenkins, a possível doadora de sangue. Depois de ser informada por um repórter quanto dinheiro estava sendo obtido com as doações solicitadas pela Cantor, ela disse que havia decidido doar seu sangue a uma clínica sem fins lucrativos em Seattle.

— É realmente triste e errado qualquer um tentar tirar vantagem disso.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bolsovirus disse:

    É o capital insaciável. Precisa ganhar até na desgraça dos outros. A vida, as condições, o sofrimento e as consequências desastrosas desses atos não têm a menor importância. Que morram todos mas que continuemos ganhando. Esquecem que pra ganharem precisam dos outros vivos para serem explorados. A lógica burra do capitalismo. Destroem tudo, principalmente a vida e o planeta. Chegará o momento que não terão a quem sugar.

RN tem 124 recuperados do novo coronavírus, informa Sesap

Coronavírus Sars-CoV-2, que provoca a Covid-19 — Foto: Amanda Georgia/G1

O Rio Grande do Norte atualizou em 463 os casos confirmados por Covid-19, com 2.184 suspeitos, 2.310 descartados e 23 óbitos. No boletim desta sexta-feira(17), a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte(Sesap) informou também um dado positivo: são 124 recuperados por coronavírus (em 12 municípios).

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Osvaldo Delgado disse:

    Por que nunca falam o medicamento que o curado tomou? A quem interessa essa omissão?

  2. Reinaldo disse:

    esses recuperados usaram a cloroquina? ou qual medicamento?
    não acredito que o corpo combata esse vírus 100%

Mais de 50% dos doentes no Brasil se recuperaram da Covid-19, contabiliza Ministério da Saúde

Militares do Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear se protegem contra o novo coronavírus, no Rio de Janeiro Foto: Pilar Olivares / Reuters

O Ministério da Saúde anunciou recentemente que está começando a contabilizar a quantidade de pacientes considerados recuperados da Covid-19 e que mais de 14 mil (55% dos diagnosticados) já conseguiram superar a infecção no país. Não foi publicada ainda, porém, uma diretriz que mostre quais são os critérios para que a doença tenha se encerrado numa pessoa.

A porcentagem de recuperados depende, entre outros fatores, do tempo que a epidemia está afetando o país, porque são necessários pelo menos dez dias após os sintomas iniciais para ter certeza de que um paciente já superou a doença. Por isso a China, onde o pior da epidemia já parece estar no passado, é o país com maior contingente de recuperados: 94%.

Epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas, Aluísio Dornellas de Barros explica que esse, eventualmente, é o ciclo normal da epidemia:

— Dependendo do momento da epidemia em que você está, a quantidade de casos em cada compartimento vai ser diferente. Num momento ascendente, estão se acumulando caso ativos, e tem pouca gente saindo lá da ponta como curado. Conforme a epidemia anda, esse perfil vai mudar: terá pouco caso ativo e um monte de gente que se curou.

Alguns médicos têm evitado usar a palavra cura, já que se sabe pouco sobre a dinâmica clínica de longo prazo da doença. A Coreia do Sul, que declara ter 71% de seus pacientes recuperados, aponta que uma parcela pequena testou positivo de novo, depois de ser considerada recuperada. A principal suspeita é que um reservatório latente do vírus no organismo consiga fazer a infecção reemergir ou, então, o teste apontou um falso positivo.

Um dos países que estão sendo mais rigorosos com os critérios para contabilizar pacientes recuperados são os EUA — curiosamente, o lugar com um dos índices mais baixos de recuperados. O Centro de Controle de Doenças, autoridade de vigilância sanitária americana, elenca como primeiro critério para conceder alta o período de infecção. Sete dias precisam se passar a partir do início dos sintomas e, depois disso, ao menos três dias sem febre e sem sintomas respiratórios. Para receber um atestado de cura, além disso, uma pessoa precisa passar por dois testes adicionais de Covid-19, com 24h de intervalo entre um e outro, ambos dando resultado negativo.

As autoridades sanitárias dos EUA reconhecem que tem sido difícil oficializar muitos casos de recuperação, porque o país enfrenta escassez nos testes diagnósticos, por isso apenas 8% dos pacientes já entraram para as estatísticas como recebendo alta.

Em meio à confusão no uso de termos como “alta”, “cura” ou “recuperação”, médicos estão se deparando com pacientes que não não têm um processo de recuperação claro e apresentam algumas sequelas.

Uma servidora pública de 28 anos que falou com o GLOBO e não quis se identificar é um exemplo. Sessenta dias após apresentar os primeiros sintomas, ainda não recuperou o olfato. Do preconceito, do qual foi vítima após ser a primeira vítima do coronavírus diagnosticada no estado, a mulher conseguiu ficar livre e está retornando, aos poucos, à rotina.

— Sou considerada imune à doença e não transmito mais — diz a servidora pública, que acredita não ter infetado ninguém, porque todos os familiares e colegas de trabalho com os quais teve contato testaram negativo.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justiceiro disse:

    E os outros 50%. Morreram?
    Quantos vão se salvar é irrelevante se apenas um morrer…e principalmente se for por culpa do poder público…

    • oswaldo disse:

      kkkkkkkkkkk amigo precisando voltar ao supletivo, tá difícil vc interpretar um texto.

    • Rafael disse:

      Para esse ai, as injustiças começaram agora….Famosa bolha altamente seletiva. As coisas ruins do mundo surgiram com o COVID, santa ignorância….

    • Kaiser Castro disse:

      A culpa é do vírus, quem criou? Quem propagou ? Quem escondeu? A resposta é sempre a mesma: CHINA.

  2. Paulo disse:

    MANDETA NUNCA DEU ESSAS BOAS NOTICÍAS,ESTRANHO !!!!!

  3. EDILSON disse:

    SÃO DESSA NOTICIAS QUE O BRASIL PRECISA, JÁ BASTA DE 24 HORAS POR DIA SE FALAR EM MORTE PELO COVID-19.

Brasil só é superado por cinco países no ranking dos que mais recuperam pessoas infectadas pelo coronavírus

O jornalista Augusto Nunes comenta o número de brasileiros infectados que venceram a covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, até às 23 horas da terça-feira (14), o Brasil já somava 14.026 casos de recuperados da doença. Isso representa 55% do total de infectados desde o primeiro caso de coronavírus surgido no país. A imprensa tradicional, porém, não deu importância ao fato que merece manchete.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. mauricio disse:

    NA OPNIÃO DO SR. JADER QUEM SERIA O JORNALISTA COM CREDIBILIDADE? SÓ UM EXEMPLO: A GLOBO NO ANO 2016 ERA A FAVOR DA CLOROQUINA GOVERNO PT, HOJE GOVERNO BOLSONARO A GLOBO É CONTRA, AUGUSTO NUNES TROUXE UMA INFORMAÇÃO QUE A IMPRENSA DO JADER NÃO NOTICIA, ELE NÃO INVENTOU, SERA QUE O INTELIGENTE AI É DAQUELE TIME QUE ESTÁ ESPERANDO A MORTE DOS 11 MIL?

  2. Pedro disse:

    Que dizer que a qualidade profissional está diretamente atrelada ao veículo de comunicação, em que ele trabalha? Penso que não, e discordo de vc quanto ao que vc chama de tradicional, no Japão se referência os idosos, vc ao que parece vc desmerece, e sempre avalio como positivas as suas colocações.

  3. Jader Júnior disse:

    Augusto Nunes pertence a que tipo de imprensa trabalhando na rede Record , Não seria TB a velha e tradicional imprensa? Acho que deveríamos falar de quem tem e quem não possui mais credibilidade, aí teríamos um probleminha, pois a dele já foi pelo ralo faz um tempinho.

Mais de R$ 4 bilhões recuperados pela Operação Lava-Jato em Curitiba

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Em mais de cinco anos, a Operação Lava-Jato em Curitiba conseguiu recuperar R$ 4 bilhões por meio de delações premiadas de pessoas físicas, acordos de leniência de empresas, termos de ajustamento de conduta (TAC) e renúncias voluntárias de réus ou condenados. Os dados foram divulgados pelo Ministério Público Federal (MPF) no fim do ano passado.

No âmbito da Lava-Jato do Rio, a 7ª Vara Federal Criminal determinou em fevereiro deste ano a transferência de quase R$ 670 milhões recuperados de colaboradores para contas do governo do Estado do Rio e da União. A maior parte do montante —R$ 459,5 milhões — teve como destino a União e o restante — R$ 208,9 milhões —, os cofres fluminenses. Essa não é a primeira vez que o Estado do Rio recebe dinheiro recuperado da Lava-Jato. Em 2017, R$ 250 milhões foram utilizados para ajudar no pagamento do 13º dos servidores.

De acordo com o MPF, levando em conta apenas a força-tarefa em Curitiba, o total de valores previstos em acordos de leniência, colaboração, TAC e renúncias voluntárias ultrapassou no fim do ano passado a marca de R$ 14,3 bilhões, dos quais mais de R$ 4 bilhões já foram efetivamente restituídos.

Os acordos de leniência com as empresas respondem pela maior parte do valor divulgado pelo Ministério Público Federal: um total de R$ 12,4 bilhões, sendo outros R$ 2,1 bilhões previstos em multas compensatórias decorrentes de colaboração; R$ 111,5 milhões de denúncias voluntárias e R$ 4 milhões de um TAC.

Ainda segundo o balanço do MPF feito em Curitiba, o valor restituído segue em uma curva crescente desde 2015. Naquele ano, foram R$ 157 milhões e, em 2016, R$ 289 milhões. No ano de 2017, o valor subiu para R$ 868 milhões e, em 2018, alcançou R$ 1,062 bilhão.

Com informações de O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anônimo disse:

    Que ótimo, mas seria melhor ainda se investisse esse valor para retomar o caminho dos empregos pois foi retirado muito emprego de pai de família

    • Delano disse:

      O pt além de roubar também retirou o emprego, e o governo atual está trabalhando pela retomada dos empregos, mas o estrago foi enorme

  2. Luiz Antônio disse:

    A base da pirâmide brigando por seus senhores feudais, enquanto a farra continua nas altas esferas da República. Não tem um parente ou apadrinhado dos grandes que esteja desempregado, as filhas dos militares têm a sua pensão vitalícia – isso sem contribui com um centavo sequer.
    Idolatrem mais os seus carrascos.

    • Francisco disse:

      4 bilhões recuperados de parte dos carrascos e esse tonto não enaltece s ação da lava-jato, porquê o roubo recuperado em sua maioria estava de posse da esquerdalha, cujo comando era acionado por luladrão.

  3. Filipe Lima disse:

    Como assim? Recuperou de onde? Recuperou de quem?
    Se não existiu corrupção de 2003 até hoje, se não existe 01 prova por corrupção, se nenhum empresa foi beneficiada pelo governo, se ninguém recebeu recurso público, como a esquerda continua berrando aos 4 cantos, como podem ter recuperado R$ 4 Bilhões?
    Tem mais, isso não interessa, importante são os R$ 400 mil do Queiroz que quebrou a economia do país? Não vão investigar o Queiroz não? Ficam perseguindo o lulinha por ter recebido alguns milhões das operadoras de telefonia e não se preocupam com o Queiroz, onde vamos chegar!
    Muito pior é ver esse capitãozinho que não tem postura de presidente, o tal Bolsonaro, ir jantar com o presidente dos EUA, enquanto deveria dar apoio a prosperidade de Cuba, Venezuela, Irã e seguir a democracia desses países onde o povo é igual. Aimmmmmmmmm!!

  4. Véi de Rui disse:

    Esse dinheiro veio de onde? Se todo mundo é inocente?

  5. Vergonha disse:

    Quando um vagabundo PTralha le uma notícia dessa , ele jura que nunca foi roubado 1 real , é muita alienação e safadeza