Homem é preso acusado de atear fogo em carro para receber seguro e causar o maior incêndio do ano em Petrópolis – RJ

Foto: Divulgação Polícia Civil

Um homem foi preso em flagrante por policiais da 106ª DP (Itaipava) acusado de causar um incêndio, ainda não controlado, que já destruiu 10 mil metros quadrados de área florestal em Araras, Petrópolis, na Região Serrana. De acordo com o delegado titular da unidade, João Valentim, o preso é suspeito de atear fogo no próprio carro para ficar com o dinheiro do seguro.

Na segunda-feira, ele foi à delegacia para registrar o roubo de seu veículo e, segundo o delegado, apresentou uma versão que gerou desconfiança. Ao investigar o caso, os investigadores foram informados de que o incêndio de grandes proporções na mata teve como causa um veículo incendiado. O detido havia ateado fogo no carro na Estrada Almirante Paulo Meira, Vale das Videiras, após comprar um galão com combustível em um posto no município de Três Rios. Imagens das câmeras de segurança mostram o suspeito no local.

A investigação apontou que o suspeito tinha como objetivo receber o valor do seguro do veículo com um sinistro, que na verdade não ocorreu, e foi o autor do de um dano ambiental de grandes proporções. Segundo a Polícia Civil, trata-se do maior incêndio registrado em Petrópolis no ano de 2020, atestado por laudo pericial.

O preso foi autuado por tentativa de estelionato e por delito de incêndio e encaminhado para a audiência de custódia.

O Globo

Medo do coronavírus pode causar transtornos psicológicos: de reações de pânico, ansiedade a outras patologias

Foto: Divulgação

Manter-se sereno dentro do turbilhão de informações e emoções que envolvem a pandemia do novo coronavírus está sendo um desafio intenso para a população mundial. Ficar isolado do convívio social por prazo indeterminado enquanto as informações chegam ao redor como uma avalanche – a maioria delas negativas, diga-se de passagem – está mexendo com as estruturas psicológicas de muita gente. É por isso que especialistas estão alertando para as consequências graves à saúde que o momento impõe, independentemente de contrair ou não o novo coronavírus.

Segundo o filósofo, psicanalista e especialista em estudos da mente humana Fabiano de Abreu, “o pânico cria realidades alternativas que dificultam a racionalidade e, embora não estejamos por enquanto a viver uma situação de pânico generalizado, essa situação pode vir a acontecer. Tal cenário pode resultar em efeitos adversos tanto num modo global quanto de um modo muito pessoal”.

Ele aponta que o cenário atual pode ser, por exemplo, um gatilho para desencadear transtornos importantes. “Por essa razão, a síndrome do pânico será uma doença que irá afetar muitas pessoas dada a realidade atual. A ideia de isolamento causa transtorno e mais ainda se nós depararmos com a incerteza de quando terminará.”

Crises de choro, de pânico, taquicardia, dor de barriga, calafrios… São muitos os sinais que o corpo dá como resposta ao estresse. E são muitos os relatos atuais de pessoas que estão vivendo esses sintomas. A psicóloga Nathalia Millet explica que para considerar tais reações como transtornos elas têm que se repetir e afetar o sujeito de forma que ele não tenha vida normal. “Quando você escuta o nome do que afeta, você fica angustiado, os pensamentos não param, principalmente os catastróficos, e você começa a passar mal, sem conseguir controlar, tem algo errado aí. Mas quando você vê, escuta, pensa e quando mudam de assunto você fica bem, não te afeta, então está tudo certo”, diz ela, listando os tipos de transtornos que a não administração de um estresse desse nível pode acarretar. “Transtornos de ansiedade, estresse pós-traumático, depressão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do pânico, fobias sociais…”, elenca.

A forma como cada um responderá perante esta situação está relacionada com a personalidade e percurso de vida como nos explica Fabiano. “Cada um tem o comportamento reflexivo de acordo com a sua personalidade, resultado da sua história de vida, experiências e nuances psicológicas. Existirão pessoas que quando confrontadas com algo alarmante o seu nível de fobia e pânico é tal que chegam mesmo a experienciar sintomas físicos de doenças. Pessoas que tendem a ficar com náuseas mesmo sem chegar ao vômito, que sentem dormência nos membros, dificuldade de locomoção, formigueiro, entre outras. Convém relembrar que mesmo que os sintomas não estejam relacionados com uma doença mais séria e concreta eles estão de facto a acontecer naquele indivíduo. É o pânico a tomar conta dele, a ganhar terreno à racionalidade. Já estou a receber inúmeros casos de pessoas que chegaram a desmaiar nesta semana.”

O Centro de Valorização à Vida (CVV) também já registra aumento na procura por auxílio relacionado ao tema. Segundo o voluntário Roberto Maia, das dez ligações recebidas por ele em seu último plantão, nove citaram temores pelo coronavírus. Os voluntários, mais de quatro mil em todo o País, receberam instruções para enfrentar esse momento. No Recife, são cerca de 70 pessoas que se revezam em turnos de cinco horas para atender as ligações. Quem precisar do auxílio, pode discar o número 188, gratuito em telefones fixos e móveis.

Para ajudar a manter o equilíbrio, Nathalia indica preencher o dia com atividades. “O ideal seria fazer uma rotina diária, pegar uma folhinha anotar de segunda a sexta, manhã, tarde e noite. E desenvolver atividades diárias, leituras leves, arrumar a casa, o guarda-roupa, assistir séries, filmes, se tiver crianças e adolescentes em casa fazer atividades lúdicas com eles e colocá-los para ajudar em casa também. E não esquecer de colocar estudos para eles também. Trabalhos manuais também ajudam.” Ela faz um alerta ainda para o volume constante de notícias, o que pode ser prejudicial se não houver um filtro. A questão das redes sociais está muito complicada, a quantidade de fake news são absurdas. Então, se quer ter notícias, pesquisa fontes seguras, de jornais e revistas sérias, blogs e Instagrams também. Não se deixa influenciar pelos grupos e pelo desespero e angústia do outro. Vejo as redes sociais como um excelente meio de ajuda, mas as pessoas que usam precisam ter uma maturidade e um bom senso”, ressalta.

Terapia virtual

Para quem faz acompanhamento psicológico, os atendimentos online são uma forma de não interromper esse essencial suporte. O Conselho Federal de Psicologia já autoriza esse modelo de atendimento há algum tempo, mediante liberação do órgão para aqueles profissionais que têm interesse em ofertar o serviço. Nathalia fez a sua solicitação e aguarda o aval para poder dar suporte aos seus pacientes mesmo sem tempos de afastamento físico. “É algo novo, mas necessário, e sempre deixando claro ao paciente o sigilo, que é um dos pontos mais impactantes da função do psicólogo. Fora isso, buscar atender em um espaço silencioso, sigiloso e com uma boa internet”, explica a psicóloga.

Folha de Pernambuco

 

Coronavírus deve causar perdas de US$ 1 trilhão à economia mundial em 2020; possibilidade de desacelerar e crescer menos de 2%

FOTO: BRYAN R SMITH

A incerteza econômica causada pelo Covid-19 deve custar US$ 1 trilhão à economia global em 2020, prevê a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

Segundo o diretor da divisão Globalização e Estratégias de Desenvolvimento da agência, Richard Kozul-Wright, a economia deve desacelerar e crescer menos de 2%.

Causas

O especialista disse que o vírus causa instabilidade nos mercados financeiros mundiais, preocupações sobre a cadeia de suprimentos mundial e incerteza no preço do petróleo. Segundo ele, poucos países devem escapar aos seus efeitos.

Na segunda-feira (9), os mercados financeiros tiveram a sua maior queda desde a crise financeira de 2008.

Os preços do petróleo também caíram de forma acentuada. Na terça-feira (10), os mercados continuavam instáveis, com alguns sinais de recuperação.

Cenário

A Unctad também analisou as consequências do pior cenário, em que a economia mundial cresceria apenas 0,5%, concluindo que teria um impacto de US$ 2 trilhões no Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no mundo).

Kozul-Wright disse que é difícil prever como os mercados financeiros irão reagir, mas que os sinais “sugerem um mundo extremamente ansioso”. Segundo ele, “existe um grau de ansiedade que está muito além dos problemas de saúde, que são muito sérios e preocupantes”.

Recomendações

Para combater esses desafios, o especialista disse que “os governos precisam investir para evitar um tipo de colapso ainda mais prejudicial”.

Kozul-Wright disse que a China, onde o vírus surgiu em dezembro, deve introduzir “medidas expansionistas”, como aumento da despesa e cortes de impostos. Segundo ele, os Estados Unidos devem seguir o mesmo caminho.

Sobre a Europa e a zona euro, o especialista disse que os sinais já eram negativos no final de 2019. Agora, é “quase certo” que a região deve entrar em recessão nos próximos meses. Ele destacou a economia da Alemanha, dizendo que é particularmente frágil, a Itália e outros países da periferia, que devem enfrentar “tensões muito sérias.”

Regiões

Sobre os países da América Latina, o especialista da Unctad disse que são igualmente vulneráveis e que a Argentina, em particular, “estará lutando contra os efeitos indiretos dessa crise”.

Os países de baixa renda, cujas economias são impulsionadas pela venda de matérias-primas, também serão atingidos.

Kozul-Wright concluiu dizendo que “são necessárias uma série de respostas políticas e reformas institucionais para impedir que um susto de saúde localizado na China se transforme em um colapso econômico global”.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Bem lembrado.
    Em 2008, recessão mundial, EUA, Europa, Grécia quebrada e os cambau … enquanto no Brasil, minha casa minha vida pra todo canto, todo mundo trocando de carro e renovando fogões, geladeiras e microondas!
    Eita Brasil véi…
    Vá entender.

  2. M.D.R. disse:

    Fale para LULA , ter entendimento com a GOVERNADORA pagar os PROFESSORES e tenha respeito com a classe.

  3. Mariana disse:

    Na crise de 2008, me lembro q Lula fez foi mandar o povo trocar de carro…
    Moral da história: Brasil teve um recessão de -0,5%, enquanto os EUA teve uma recessão de -3%!!
    Saudades de Lulinha meu amor

    • Leo disse:

      Exato. Liberou crédito barato, fez o estado "gastar" para a crise nao ser ainda maior. Agora temos um palhaço incompetente mais perdido q cego em tiroteio.

    • Priziaka disse:

      Petralhas encantados detected!

    • Manoel disse:

      Né isso! E até hoje estamos pagando essa conta cara que os petralhas fizeram afundando o Brasil de tantos desvios que cometeram!!!

    • Marcos disse:

      Até 2011, eu viajava para Europa, todo ano, e não tinha dívidas.
      Hoje, eu não consigo viajar nem para Recife e ainda estou com dívidas.
      Volta Lula! Só não votei em você em 2018, porque me impediram!

Desafio ‘quebra-crânio’ pode causar lesões irreversíveis e também resultar em risco de crimes, alerta Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

 

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📍COMUNICADO DE UTILIDADE PÚBLICA ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Prezados (as) senhores (as), ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) vem, por meio deste, alertar aos #pais e #educadores sobre a necessidade de reforçar a atenção com crianças e adolescentes, diante do #desafio “quebra-crânio”, que se alastra pelo ambiente doméstico, escolar e é reproduzido nas redes sociais. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Ele provoca uma queda brutal, onde um dos participantes bate a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Sem mais para o momento, subscrevemo-nos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Diretoria Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⭕ Todos os direitos reservados à SBN, 1957 – 2019. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 📭 Secretaria permanente: Rua Abílio Soares, 233 – CJ.143. Paraíso. CEP 04005-001- São Paulo/SP⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ☎ Tel.: (11) 3051-6075 📨e-mail: [email protected] ✔Resp. Téc.: Dr. Paulo Honda CRM-SP 52362 – RQE: 38511 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #sbn #neurocirurgia #neurocirurgiaBR #desafiodarasteira #brincadeiradarasteira #alerta #quebracranio

Uma publicação compartilhada por SBN Neurocirurgia (@sbn_neurocirurgia) em

Vídeos de uma perigosa brincadeira em que adolescentes dão uma rasteira em colegas têm circulado nas redes sociais e preocupado pais, educadores e médicos. No desafio, dois jovens se posicionam ao lado de um colega, que é orientado a pular e, então, recebe o golpe. A pessoa acaba caindo e batendo a cabeça no chão. Especialistas afirmam que a queda pode causar danos no crânio, no cérebro e na coluna.

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia divulgou um comunicado em suas redes sociais alertando sobre os riscos dessa “brincadeira”. “Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito”, diz.

A SBN ressalta ainda que o caso pode ser enquadrado como um crime. “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”, completa a nota.

Com acréscimo de informações do Correio 24 horas

O que é o ‘cisne verde’, que pode causar a próxima crise financeira mundial

FOTO: BBC NEWS BRASIL

Diferente de outras crises ‘passageiras’, as mudanças climáticas trazem um comprometimento diferente para o futuro

Quando o dinheiro estava correndo fartamente nos corredores de Wall Street e a festa parecia nunca acabar, poucos viram que uma crise financeira brutal estava a caminho. Seus efeitos profundos pelo mundo contam esta história até hoje.

Após a crise de 2008, a urgência em tentar antecipar crises como essa cresceu tanto quanto o medo da reincidência.

Foi nessa época que os economistas começaram a usar o termo “cisne negro” para se referir a eventos fora da curva e que têm um forte impacto negativo ou até catastrófico.

Na semana passada, o Bank for International Settlements (BIS), conhecido como “o banco dos bancos centrais”, com sede na Suíça, publicou o livro The green swan (O cisne verde), um estudo de Patrick Bolton, Morgan Despres, Luiz Pereira da Silva, Frédéric Samama e Romain Svartzma.

A partir do cisne negro, os autores criaram a figura do “cisne verde” para se referir à perspectiva de uma crise financeira causada pelas mudanças climáticas.

“Os cisnes verdes são eventos com potencial extremamente perturbador do ponto de vista financeiro”, resumiu à BBC News Mundo o brasileiro Luiz Pereira da Silva, vice-diretor geral do BIS e co-autor do estudo.

Efeito cascata

O economista explica que eventos climáticos extremos, como os recentes incêndios na Austrália ou furacões no Caribe, aumentaram sua frequência e magnitude, o que traz grandes custos financeiros.

Explicam os prejuízos as interrupções na produção, destruição física de fábricas, aumentos repentinos de preços, entre outros. Pessoas, empresas, países e instituições financeiras podem ser afetados.

“Se houver um efeito cascata na economia, outros setores também sofrerão perdas. Tudo isso pode acabar em uma crise financeira”, diz Pereira da Silva.

A esse cenário são adicionados outros riscos que o especialista chama de “transição”, altamente perigosos.

Isso ocorre quando, por exemplo, há uma mudança abrupta nos regulamentos, como uma proibição repentina da extração de combustíveis fósseis.

Ou se houver uma mudança inesperada na percepção do mercado e, por exemplo, os proprietários de certos ativos financeiros decidirem repentinamente se livrar deles.

Nesse caso, se produz um efeito em cascata: o pânico afeta outros investidores, que acabam se desfazendo de ativos.

Todos esses riscos estão sendo estudados por bancos centrais e reguladores do sistema financeiro, que buscam uma maneira de antecipar ou se prevenir para a chegada de um cisne verde.

Como enfrentar um cisne verde?

A verdade é que, nos círculos financeiros, não há resposta para essa pergunta.

Os autores do livro explicam que os modelos de previsão do passado não foram projetados para incluir as mudanças climáticas.

É por isso que eles convidam outros pesquisadores a desenvolver novas fórmulas considerando isto.

Os autores também alertam que, se uma crise como a de 2008 acontecer de novo, os bancos centrais não terão mais como auxiliar no resgate mundial como naquele tempo — quando tiveram papel vital reduzindo as taxas de juros a níveis historicamente mínimos.

Acontece que, mais de uma década depois, as taxas continuam baixas, o que deixa pouco espaço de manobra para estimular as economias e impulsionar o crescimento.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Andreilson disse:

    E Bolsonaro mandando queimar a Amazônia… é muita burrice

    • Severino disse:

      Ou será você que está com os neurônios em curto, e por isso está totalmente desconexo de racionalidade?

Notificações podem causar a mesma dependência que algumas drogas, afirmam cientistas

Foto: The Brief

Estudos apontam que tocamos nossos celulares pelo menos 2.600 vezes por dia. Grande parte desses acessos ao aparelho acontecem por causa das notificações, que possuem mecanismos psicológicos e fisiológicos capazes de estimular nosso cérebro da mesma maneira que uma substância viciante faria. Seríamos viciados em notificações?

Para responder isso podemos voltar ao século passado e relembrar a Teoria de Pavlov, de 1901. Nela, é trabalhada a “lei dos reflexos condicionados”, supondo que um estímulo é capaz de desencadear uma resposta que, em princípio, não tem nada a ver com isso. Assim, o condicionamento ocorre no momento entre a associação de algum estímulo com uma recompensa, seja ela boa ou ruim.

Nos dias de hoje, a Teoria de Pavlov pode ser aplicada na mecânica das notificações, já que seu estímulo nos desperta a resposta instintiva de olhar para o celular. Isso ocorre pois os sons e ícones das notificações agem como estímulos condicionados, induzido sentimentos ligados a uma interação que produz uma “recompensa” para nossos cérebros.

Essa recompensa vem em forma de dopamina, um neurotransmissor que desempenha um papel fundamental em nosso comportamento. Ele é ativado quando comemos algo agradável, vivemos algo satisfatório e também pelo uso de algumas drogas – que pode resultar no vício. Seu papel é ativar o sistema de recompensas para que repitamos um comportamento, em princípio, benéfico para nós. No telefone, esse efeito foi comprovado várias vezes com os usuários, como mostra este estudo, realizado pela faculdade de psicologia da Universidade de Bergen.

Portanto, receber inúmeras notificações indicando que sua foto foi curtida ou receber uma mensagem de alguém libera a dopamina, o que dá prazer e resulta em sensações “calmantes”. Por outro lado, a falta de novas mensagens ou de avisos pode trazer o efeito contrário, causando respostas negativas como a ansiedade ou outros sentimentos ruins pela queda do neurotransmissor. Quando a notificação não nos produz nada, ocorre a indiferença.

Esses estímulos também são provocados pelas interações e usabilidades dos dispositivos, que pertencem a um nível muito mais alto que o fisiológico: etológico ou comportamento. Para a pesquisadora de design do Twitter, Ximena Vengoechea, uma “boa” notificação usa dois mecanismos: um interno e outro externo, que ocorrem em perfeita sintonia.

Assim, enquanto o mecanismo interno seria emocional; o externo forneceria informações sobre o que fazer e juntos, acionam o sistema de recompensas com intensidades diferentes. Para a pesquisadora, uma combinação perfeita entre eles é o que faz uma notificação prender o usuário, sincronizando necessidade, curiosidade e atratividade. É o que os aplicativos fazem quando envolvem as interações sociais com vários estímulos visuais, gamificações e outras ações que transformam as reações aos estímulos em um hábito.

Olhar Digital, via Xataka

SE LIGUE NO QUE MUITA GENTE FAZ: Balançar a cabeça para tirar água do ouvido pode causar danos ao cérebro, alertam pesquisadores

Foto: (Bicho_raro/Getty Images)

Em um artigo que foi apresentado no último sábado (23) na reunião anual da Divisão de Dinâmica de Fluidos da Sociedade Americana de Física, em Seattle, pesquisadores da Universidade Cornell e do Instituto Politécnico da Virgínia explicam que chacoalhar a cabeça freneticamente para tentar tirar água do ouvido – algo comum após sair da piscina – pode causar danos no cérebro. As crianças, em particular, são mais suscetíveis ao problema.

O motivo é o mesmo pelo qual os pequenos sofrem tanto com infecções no ouvido: seus canais auditivos, mais estreitos, retêm com maior facilidade tanto micróbios quanto a água. Por isso, é mais difícil extrair o líquido de lá — a água só sai se a cabeça for balançada com bem mais violência que a dos adultos.

“Nossa pesquisa foca principalmente na aceleração requerida para pôr a água para fora do canal auditivo”, disse em comunicado o líder do estudo, Anuj Baskota, de Cornell. “A aceleração crítica que obtivemos experimentalmente em tubos de vidro e canais auditivos de mentira impressos em 3D girou em torno de 10 vezes a aceleração da gravidade para orelhas do tamanho das de uma criança, o suficiente para fazer mal ao cérebro”, afirmou o pesquisador.

Para medir a intensidade da força necessária para expulsar a água entalada, os cientistas produziram tubos de vidro com diâmetros variados, que eram réplicas de canais auditivos de pessoas reais. Também foram feitas orelhas falsas para espetar nos tubos. Elas foram impressas em 3D com base em tomografias computadorizadas de orelhas reais, para que a simulação fosse o mais realista possível.

Então foi só medir a aceleração que a cabeça precisava atingir para desobstruir tubos de diferentes tamanhos.

A boa notícia é que existem soluções mais simples e eficazes de como destampar um ouvido entupido do que aplicar uma força de 10 g capaz de danificar o cérebro. Às vezes, o simples ato de deitar de lado ou então dar uns puxões no lóbulo da orelha já bastam. Quando essas soluções não derem conta, o jeito é usar líquido contra líquido.

“A partir dos nossos experimentos e modelos teóricos, nós descobrimos que a tensão superficial do fluido é um dos fatores cruciais que fazem com que a água fique presa nos canais auditivos”, disse Baskota. Algumas gotas de álcool ou vinagre, que têm tensões superficiais mais baixas, costumam diminuir a coesão entre as moléculas e permitem que a água flua para fora. É certamente uma saída mais segura do que chacoalhar a cabeça.

Super Interessante

Lava Jato: STF analisa modulação intermediária sob o temor de causar forte reação da sociedade

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, de adiar para a próxima semana a conclusão do julgamento de que réus delatados têm direito de falar por último no caso em que também há réus delatores foi visto internamente como uma pausa para definir uma régua para evitar uma derrota ainda maior para a Lava Jato.

Nas palavras de um ministro, a maioria formada nessa quinta-feira (26) em favor deste entendimento já foi um duro recado à Lava Jato e ao ministro da Justiça, Srgio Moro, num momento de enfraquecimento da operação.

Mas na avaliação deste integrante do STF, aplicar de forma ampla esta decisão, anulando todas as condenações feitas nestas circunstâncias, causaria forte reação num setor amplo da sociedade. “Seria muito difícil explicar essa decisão”, alertou esse ministro.

Por isso, alguns ministros passaram a defender a modulação para evitar um amplo efeito cascata em várias condenações já proferidas. Neste caso, o voto intermediário da ministra Cármen Lúcia é visto como a melhor solução.

Neste caso, precisaria ser caracterizado o prejuízo do réu delatado, que poderia acontecer em duas situações: quando a defesa do réu reclamou durante a primeira instância do rito processual; e quando houve de fato informações novas nas alegações finais do delator que possam ter interferido no julgamento.

Dependendo da modulação, a tese que já tem a maioria no Supremo poderá anular várias condenações impostas no âmbito da Lava Jato. Entre os casos, há condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeira instância no caso do sítio em Atibaia. Isso porque, neste processo, há réus delatores.

Já no caso do Triplex pelo qual está preso, com condenações em primeira e segunda instâncias, não foi considerada a delação do executivo Léo Pinheiro, da OAS, que só foi homologada mais recentemente. Mesmo assim, a defesa de Lula pode recorrer.

Blog do Camarotti – G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Joel disse:

    O STF acerta na tese, ora, o nosso CPC, código de processo penal, e a Constituição ja garantem o direito à Defesa e ao contraditório, o que o STF fez foi apenas ratificar. O Delator faz a delação, oferece ao Juiz que à recebe, diz o que quer, e depois o delatado não tem o direito de prever sua defesa antes do julgamento?… o que estar em jogo é o direito à ampla defesa, não à Lava Jato.
    Colocaram na mídia que é contra à Lava Jato, quem tem a menor noção de direito sabe que não é assim… O delatado tem o direito de manifestar defesa antes de ser julgado, isso é fato é foi o que o STF garantiu, isso era pra ter sido pensando antes de fazerem às ações erradas, os juízes, provedores da Lava Jato deveriam ter pensado nisto antes, mas só buscavam os holofotes…

  2. Arnaldo Franco disse:

    Por que eles devem ficar com medo? Não são os guardiões da Constituição? Não representam o famoso "Estado Democratico de Direito"? Não são os intocáveis? Ou estão com medo do "cabo e dois soldados"?

  3. PAULO disse:

    BG
    Estes indivíduos não representam o Povo Brasileiro, que é trabalhador,honesto,decente e sofredor com salários minimo para sustentar suas famílias e esses lobos devoradores do judiciário vivendo na bonança e ainda debochando como aquele procurador descarado de Minas Gerais que disse ser miseré um salario de R$ 24.000,00, quando na realidade deve beirar os R$ 50.000,00 com os penduricalhos IMORAIS que recebem, ainda mais isento de Imposto de Renda. UMA VERGONHA.

  4. Aluizio disse:

    Alguém sabe informar qual a semelhança entre o STF e o hotel reis magos?

  5. Rodrigo Duarte disse:

    O Legislativo e o Judiciário, são os 2 poderes que lutam diariamente contra a população e à favor de bandidos.

  6. Rodrigo Duarte disse:

    Legislativo e Judiciário os 2 poderes que atuam diariamente contra o povo e a favor de bandidos.

  7. Reno sousa disse:

    Esse puteiro chamado STF, já era para o povo ter tacado fogo, só tem bandidos na sua grande maioria

Tirar muita água de poços pode causar terremotos, aponta estudo

(vvvita/Getty Images)

Quando falta água na superfície, a solução mais prática é retirá-la do subsolo. Mas uma pesquisa publicada no Geophysical Research Letters demonstrou que pode não ser uma boa ideia — principalmente para cidades construídas em cima ou perto de falhas geológicas. Um estudo indica que bombear água do lençol freático em demasia pode causar terremotos.

Uma série de tremores foram registrados em setembro de 2013 e julho de 2018 nos arredores do Mar da Galileia, famoso por ter sido o local onde, segundo a narrativa bíblica, Jesus teria caminhado sobre as águas. É o maior lago de Israel, localizado no nordeste do país. Abaixo dele há um grande sistema de falhas que se estende por toda a região do Mar Morto e acomoda o movimento das placas tectônicas africana e arábica.

Há décadas o lago tem sido uma das principais fontes de água doce de Israel. Mas, de uns tempos para cá, a população aumentou e as chuvas diminuíram. Isso fez o nível das águas baixar consideravelmente. Então as autoridades locais passaram a sugerir, nos anos 90, que a população bombeasse água de poços subterrâneos em vez de usar a da superfície. Os geólogos se perguntaram se poderia haver alguma relação entre o fenômeno e os tremores.

A equipe reuniu uma série de informações sobre os terremotos (datas, locais, profundidade e magnitude) e comparou com medidas regulares do aquífero da região. Constatou que, nas duas ocasiões, os tremores foram precedidos por quedas acentuadas no nível da água no subsolo — entre 2007 e 2013, e de 2016 a 2018. Foram tremores fracos, entre 3 e 4 graus, mas serviram para deixar os especialistas em alerta.

Historicamente, as falhas do Mar Morto já provocaram sismos fortíssimos, tendo atingido magnitude de 7 a 8 e vitimado cerca de 230 mil pessoas no ano 1138. Em 1927, um tremor de magnitude 6,25 matou quase 300 pessoas. E o grande problema é que um terremoto costuma puxar o outro. Quando a rocha quebra, pode chacoalhar numa reação em cadeia.

Os pesquisadores descobriram que extrair muita água do lençol freático reduz a carga gravitacional que mantém os dois lados da falha no lugar — deixando-a mais “frouxa”. Antes deste estudo, os cientistas ainda não haviam prestado muita atenção no fenômeno. Já sabiam que fazer o contrário, injetar água nos aquíferos, pode criar terremotos. A água penetra nos poros das rochas, aumenta a pressão e lubrifica as falhas.

Assim elas escorregam e se chocam com maior facilidade. Esse processo é utilizado para quebrar as camadas de rocha e extrair petróleo ou gás natural. Outras regiões do planeta também devem ficar atentas com os resultados da pesquisa, e quem sabe até pegar mais leve na extração de água dos aquíferos. Nos últimos anos, tam crescido a dependência dos poços na Califórnia — e a tão temida falha de San Andreas fica ali do lado.

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