Geral

Cueca menstrual e mais: marcas criam peças íntimas para pessoas trans

Foto: Divulgação Pantys

Você já parou para pensar que não é só mulher que menstrua? Homens trans e pessoas não-binárias também. Foi pensando nisso que a marca de calcinhas absorventes Pantys lançou, na última semana, a primeira cueca menstrual brasileira, um produto com tecnologia ecologicamente correta para conter o sangue.

O lançamento quer atender quem procura conforto durante o período menstrual. O produto chega ao mercado custando R$ 99. As calcinhas absorventes da marca custam a partir de R$ 55 e contam com variedade de modelos, tamanhos e estampas.

Agora, Pantys entra para o grupo de marcas brasileiras que produzem peças íntimas desenvolvidas especialmente para o público trans, com preocupações relacionadas à modelagem e aos tecidos. A seguir, conheça algumas:

A cearense Cris Cabana é uma estilista autodidata que fabrica peças íntimas, biquínis e vestidos para o público transexual. Há mais de 30 anos no mercado brasileiro, as roupas da marca são usadas pela cantora Pabllo Vittar e artistas internacionais, como Kimora Blac, drag queen que participou da série Ru Paul’s Drag Race. O best-seller é a calcinha “aquengar”, que tem modelagem específica para acomodar o pênis.

O nome “Cabana Store” é uma ironia em referência à grife italiana Dolce & Gabanna. A loja surgiu em 1990 da união da força de trabalho de mãe e filha, dona Terezinha Pereira e Iolanda Cristiane Pereira Cruz, respectivamente. Hoje, a marca brasileira exporta produtos para a Europa, os Estados Unidos, a Ásia e Austrália.

Dani Bel Moda Trans

Na descrição do perfil da loja, ela já conta a que veio. “Especializada em lingerie para meninas e mulheres trans”, diz o texto. Foi fundada pela empresária catarinense Daniela Beltrami depois de atuar por cerca de 20 anos no mercado da lingerie.

Desde que investiu no mercado “T”, o seu negócio deslanchou e já soma quase 10 mil seguidores no Instagram. Dani chega a fabricar mais de 80 calcinhas por dia, a maioria em lycra, um tecido resistente e confortável.

Woggan Moda Trans

Para fugir do óbvio, tecidos com texturas e estampas “diferentonas” fazem parte do estilo da Woggan Moda Trans. A loja paulistana oferece peças íntimas confeccionadas com materiais pouco convencionais, como cirrê e camurça.

Mais uma vez, as modelagens também são pensadas para oferecer conforto e o suporte adequado às áreas íntimas

Savage X Fenty mandou o seu recado

Além de fundadora da Fenty Beauty, a Rihanna também lidera a Savage X Fenty, etiqueta especializada em underwear. Desde o início, propôs coleções com uma ampla grade de tamanhos para abarcar um maior número de formatos de corpos.

Hoje, as peças variam do PP ao extra GG e as modelagens, bem como o design dos itens, desafiam os padrões e os estereótipos de gênero.

Universa – UOL

Opinião dos leitores

  1. Os eleitores do Lula.
    É esse povo e os militontos que corre atrás do ladrão.
    Mas não chega a 1% do eleitorado não.
    O povo decente ainda é maioria.

  2. Tão querendo empurrar essas porcarias goela abaixo mesmo. Deus tenha misericórdia da humanidade!!!

    1. Estao moldando verdadeiras quimeras Humanas , qual a vantagem evolutiva ?

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Diversos

Contra stress, empresas estão criando seus próprios feriados

Folga e feriado: sem reuniões, sem mensagens e sem estresse (We Are/Getty Images)

Tem semanas de trabalho que um feriado prolongado cai como uma luva. Um dia a mais para respirar e quebrar a rotina da correria tem seus benefícios e, em meio a uma pandemia e a preocupação com uma equipe estafada, as empresas começaram a criar seus próprios feriados.

A Exame Academy reuniu um time de especialistas para te ensinar a usar melhor o seu tempo e ganhar em produtividade e qualidade de vida.

Em abril, o LinkedIn resolveu dar uma semana de folga para os funcionários no mundo todo. Segundo a rede social, a pausa geral foi motivada por uma necessidade de oferecer mais saúde mental e evitar o Burnout dos colaboradores.

Não é só no LinkedIn. Em pesquisa da Fundação Dom Cabral com a Grant Thornton sobre o home office em 2021, mais de 55% dos entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente que estão mais cansados ou irritados do que em 2020.

Entre os maiores desafios para o trabalho remoto, 24% apontaram o volume maior de horas de trabalho.

Um comando para parar as máquinas promove um silêncio raro nas engrenagens do trabalho corporativo: não tem uma reunião com a equipe de fora, e-mail não lido, prazo de entrega ou mensagem pedindo para encaminhar um último relatório.

Segundo Alexandre Ullmann, diretor de Recursos Humanos do LinkedIn, o feedback da experiência foi muito positivo; além das pessoas voltarem mais dispostas e produtivas, a folga de uma semana permitiu uma desconexão total.

“As pessoas conseguiram descansar, sem se preocuparem nos projetos que estavam acontecendo ou nos e-mails que elas teriam que responder. Com todos os funcionários de folga por uma semana, foi possível realmente desconectar de tudo e recarregar as energias”, fala ele.

A dificuldade para desligar totalmente do serviço é um dos fatores que está adoecendo os trabalhadores. Para a psicóloga da TopMed Ingrid Cancela, há uma grande culpa dos funcionários em encerrar o horário de trabalho e descansar.

E a questão se complicou com o home office: sem ver as pessoas saindo do serviço, com o fácil acesso dentro de casa ao trabalho, fica mais difícil se desligar e limitar as horas do expediente.

“Eu acredito na coletividade para aplacar essa culpa. Quando existe um conjunto, a pessoa não sente medo que vai perder o emprego por não fazer hora extra ou tirar uma folga. Todos nós precisamos de pausas e se a empresa promove coletivamente essa causa pelo bem-estar, o indivíduo entre que não está sozinho”, fala Cancela.

Como funciona o feriado corporativo

No Facebook, os funcionários em todo o mundo, incluindo o Brasil, receberam três feriados corporativos em 2021: 8 de maio, 2 de julho e 3 de setembro. Nesses dias, a empresa não funciona e não há razão para qualquer pessoa mandar uma mensagem ou e-mail.

O primeiro teste aconteceu na semana de Ação de Graças nos Estados Unidos, celebrada em novembro no país, e que conferiu três dias de descanso remunerado a todos os funcionários.

Na Intuit QuickBooks, fintech que desenvolve sistemas de gestão para PMEs e escritórios de contabilidade, a empresa também parou a operação em novembro como um teste para remediar o cansaço da pandemia.

Com o primeiro sucesso, eles deram o próximo passo: parar por uma semana em dezembro globalmente.

“E não caiu o mundo. Os resultados foram excelentes e não tivemos nenhum impacto negativo com clientes ou financeiro. Só o benefício das pessoas voltando com mais energia em janeiro, com emoções mais equilibradas, já mostrou um aumento de produtividade”, conta Flávia Molina, head de RH da Intuit no Brasil e no México.

A empresa agora vai estruturar três pausas gerais para dar esse “respiro” aos funcionários em épocas que não prejudicam as vendas do software ou o atendimento aos clientes. Eles vão parar uma semana em julho, no feriado americano de Ação de Graças em novembro e mais uma semana em dezembro.

Segundo Molina, é muito importante ter o respaldo das lideranças para que o período de descanso seja respeitado. “Temos uma cultura muito forte aqui e esperamos que os líderes sejam exemplo”, explica ela.

Nas pesquisas de clima, 98% dos funcionários relataram uma experiência positiva com os dias de recarga. Cada funcionário também recebeu 4 dias livres de folga que podem tirar sem justificar a ausência.

Mais folgas e flexibilidade

Até uma pausa mais curta pode ser benéfica para administrar os níveis de estresse no trabalho. Na SAP, os funcionários tiveram um dia de folga em abril. O dia de descanso remunerado criou uma pausa na rotina de empresa globalmente e serviu como uma abertura para promover a importância de cuidados com a saúde mental e física.

Já no Dafiti Group, o DFT Pause é o novo programa do pacote de benefícios para as equipes no Brasil, Argentina, Chile e Colômbia. A cada dois meses, os profissionais poderão tirar um dia de folga; e todo mês a empresa terá uma sexta-feira curta.

Como a operação do e-commerce não pode parar, eles encontraram uma solução mais flexível para dar um tempo de descanso a todos. No último ano, mesmo com uma boa adaptação ao home office, o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho foi o que mais teve queda nas pesquisas de clima.

“Nós vimos um aumento da fadiga e do cansaço, não apenas do trabalho remoto, mas da pandemia, de estar fechado e da mudança na forma de se relacionar”, conta a Eduarda Perovano, Chief People & Culture Officer.

Para ela, a produtividade será apenas uma consequência do aumento de bem-estar dos funcionários.

Outras formas de descanso incentivados na empresa para manter o equilíbrio:

Tempo de adaptação: a Intuit treinou líderes para serem empáticos com demandas em casa durante o home office e ofereceu 10 dias adicionais de folga para quem precisou cuidar de familiares, filhos ou se adequar de outra forma para o trabalho remoto

Sem reuniões: as empresas procuraram limitar as reuniões com bloqueios de dias na semana sem reunião ou com horas determinadas para marcar compromissos na agenda

Agenda bloqueada: para ter a sexta-feira mais curta, a agenda de todos na Dafiti foi bloqueada para evitar compromissos externos e eventos após as 13h nos dias de meio período

Benefícios das pausas

Tal Ben-Shahar, especialista de Harvard sobre Ciência da Felicidade, costuma fazer um paralelo entre o estresse e a musculação na academia.

“O estresse nos deixa mais fortes, mais resilientes e melhores em resolver problemas no cotidiano. Quando você faz musculação, você coloca estresse no seu músculo, certo? Se dia após dia você trabalha um pouco e vai aumentando o peso, aos poucos você fica mais forte. Agora, se você puxar peso demais, não descansar e tentar puxar cada vez mais, você vai se lesionar”, explicou ele em palestra no Brasil em 2018.

O período de descanso é essencial para dar um “reset” no estresse e criar essa força extra, a resiliência. É o tempo de recuperação para o nosso cérebro, que pode ser mais longo, como o período de férias, ou tão breve quanto cinco minutos de pausa para tomar um café.

A pesquisa exclusiva do Laboratório de Fatores Humanos da Microsoft descobriu pequenas pausas, de 5 a 10 minutos, entre reuniões junto a atividades de meditação ajudaram a reduzir o estresse de meia hora de trabalho.

“Costumo chamar as pausas de ‘colocar a cabeça para fora d’água’. Existem tipos diferentes de cansaço, e um deles é o criativo. Quando você não consegue mais pensar em soluções, esquece palavras ou não consegue escrever, é um sinal que você deveria parar, se levantar, fazer uma caminhada ou escutar uma música”, comenta a psicóloga da TopMed.

Segundo Cancela, saber respeitar o tempo de pausa, seja ela curta, média ou longa, ajuda a aumentar o bem-estar, encontrar motivação e manter o equilíbrio emocional.

Exame

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Saúde

Cientistas criam testes de covid-19 com resultados em tempo recorde

FOTO: © Handout

Pesquisadores das universidades da Flórida, nos Estados Unidos, e Chiao Tung, em Taiwan, criaram dispositivos que permitem detectar a infecção pelo novo coronavírus em um segundo ou em menos de 30 minutos, conforme a técnica usada. Os estudos foram divulgados hoje (18) na publicação Journal of Vacuum Science & Technology B, do Instituto Americano de Física.

Os cientistas desenvolveram um biossensor que permite detectar em um segundo biomarcadores para o vírus.

Uma equipe da Universidade de Illinois, também nos Estados Unidos, criou um dispositivo portátil, em que muitos dos seus componentes podem ser impressos em 3D e que permite obter resultados precisos a partir de uma amostra de saliva em menos de 30 minutos. O dispositivo é apresentado em artigo na revista Nature Communications.

O biossensor, semelhante ao usado para detectar glicose no sangue, permite identificar proteínas do novo coronavírus SARS-CoV-2 por meio de um detector de biomarcadores — semelhante na forma às tiras de papel utilizadas nos testes de níveis de glicose — com um pequeno canal onde são colocados os fluidos a serem analisados.

Dentro desse `microcanal`, os fluidos entram em contato com eletrodos, um dos quais é revestido a ouro, onde são quimicamente fixadas amostras de anticorpos específicos para o SARS-CoV-2.

No processo de análise, um sinal elétrico é enviado de um painel de controle por meio do eletrodo com as amostras de anticorpos para um segundo elétrodo, sem anticorpos.

Esse sinal volta depois ao painel de controle, onde é amplificado por um transístor e convertido num determinado número – indicador do diferencial entre o eletrodo com anticorpos e o eletrodo sem anticorpos – que representa uma posição numa escala de concentração de proteínas virais presentes na amostra em análise.

Os biossensores são descartáveis, mas as outras partes do dispositivo são reutilizáveis, permitindo reduzir os custos do teste, adaptável a outras doenças.

A equipe de cientistas de Illinois criou ainda um dispositivo portátil para detectar marcadores genéticos do novo coronavírus a partir de amostras de saliva. Em 104 amostras de saliva, o equipamento confirmou 28 das 30 amostras positivas para o SARS-CoV-2 e 73 das 74 negativas.

O dispositivo foi igualmente testado em amostras com ou sem os vírus da gripe, o SARS-CoV-2 e três outros coronavírus humanos, tendo identificado com rigor as amostras contendo o SARS-CoV-2, independentemente da presença de outros vírus.

O processo é baseado na criação de enzimas codificadas com informação sobre o código genético dos vírus analisados, que lhes permite sinalizar genes virais específicos.

A ação da enzima consiste em “cortar” os genes-alvo. No processo de análise, as amostras são tratadas com químicos que produzem fluorescência quando os genes são “cortados”. Quando as enzimas atuam sobre os genes-alvo, a fluorescência resultante sinaliza o teste positivo.

O equipamento consegue detectar vários genes por amostra, o que o torna mais preciso do que os testes de um único gene, que podem conduzir a resultados incorretos ou inconclusivos. Outra vantagem é que utiliza saliva, que é mais fácil de colher.

Os cientistas admitem que a tecnologia utilizada pode ser útil para detectar marcadores genéticos de determinados cânceres na saliva.

O novo coronavírus foi detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e disseminou-se rapidamente pelo mundo.

A covid-19, que se tornou uma pandemia há mais de um ano, provocou, pelo menos, 3,391 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 163,5 milhões de casos de infeção, segundo balanço da AFP.

Agência Brasil, com RTP

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Saúde

Cientistas criam material capaz de eliminar coronavírus de superfícies

FOTO: DIVULGAÇÃO/CSIC/EFE

Uma equipe de pesquisadores do CSIC (Conselho Superior de Pesquisa Científica) da Espanha conseguiu criar um nanomaterial capaz de eliminar o coronavírus, que poderia ser usado em máscaras, tecidos, puxadores ou corrimãos.

O novo nanomaterial é composto por nanopartículas de cobre, que inibe as proteínas do novo coronavírus, causador da covid-19, e bloqueia sua disseminação.

O material já foi protegido por patente e seria aplicável no revestimento de máscaras cirúrgicas, em tecidos de proteção para uso hospitalar e no revestimento de superfícies de contato, como grades ou maçanetas do transporte público, conforme informou nesta segunda-feira (15) o CSIC. Os pesquisadores estão estudando seu desenvolvimento industrial para trazê-lo ao mercado.

“A nova tecnologia consiste em nanopartículas que interagem com as proteínas do coronavírus, modificando-as por um mecanismo de oxidação e bloqueando sua capacidade de infectar células humanas”, explica o pesquisador José Miguel Palomo, que lidera o desenvolvimento no centro de pesquisa.

Esse novo material é muito eficiente na inibição das proteínas funcionais do vírus, principalmente a “3CLpro protease” (que intervém no processo de replicação do vírus) e a spike protein (proteína espinho, que permite a entrada do vírus nas células humanas), como demonstrado pela equipe de Palomo, em colaboração com os pesquisadores Olga Abian e Adrián Velázquez, do Instituto de Pesquisa em Saúde de Aragón (IIS Aragón), do Instituto Aragonês de Ciências da Saúde (IACS) e da Universidade de Zaragoza (Nordeste da Espanha).

A elevada eficácia deste nanomaterial se deve ao fato de o componente ativo ser nanopartículas de cobre muito pequenas, o que aumenta a eficiência, por ser constituído de espécies de cobre com um único estado de oxidação. Isso permite obter uma alta atividade biológica, que não foi observada até agora com outros compostos, de acordo com os pesquisadores.

Os cientistas confirmaram que esses nanomateriais podem ser usados ​​como aditivos de revestimento em várias superfícies. O material já foi testado para forro de máscaras cirúrgicas feitas com tecido de algodão ou polipropileno.

“Isso é de grande interesse, pois permitiria ter um novo tipo de máscaras eficazes com inativação direta contra SARS-CoV-2, além de prevenir a transmissão por barreira mecânica [filtração], e permitiria ter materiais têxteis para proteção em ambiente hospitalar”, detalham os pesquisadores.

O novo material também tem sido aplicado com sucesso em materiais metálicos (aço e ferro), podendo ser utilizado como revestimento de superfícies de contato, tanto de corrimão quanto de maçaneta, para uso, por exemplo, no setor de transporte público.

R7, com EFE

Opinião dos leitores

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Comportamento

Chineses criam Modo Bêbado contra vexames pelo celular

Foto: Divulgação

Usar o celular enquanto está bêbado ou bêbada nem sempre é uma boa opção, já que algumas pessoas podem acabar enviando mensagens e vídeos para a ou o ex, entre outros vexames. Contudo, esse tipo de situação pode estar com os dias contados no que depender de uma empresa chinesa. Ela registrou a ideia de uma tecnologia apelidada de Modo Bêbado que prevê o bloqueio de uma série de funções do smartphone enquanto o usuário estiver embriagado.

A patente solicitada pela Gree Electronics tem a proposta de restringir os aplicativos mais usados e, assim, evitar situações embaraçosas, segundo noticiou a agência chinesa de notícias MyDrivers.

O projeto foi registrado no Instituto Nacional de Patentes da China. Para ativar o Modo Bêbado, o usuário precisa entrar nas configurações do celular e escolher quais aplicativos serão bloqueados ou terão funcionamento restrito.

Ao ativar o recurso, o aparelho irá bloquear todas as funções previamente configuradas, como aplicativos de mensagens e redes sociais, por exemplo. Para desativar o modo, o usuário precisa definir algumas regras e testes de verificação de sobriedade.

Ao desabilitar a função, o celular irá pedir para que o usuário passe pelo teste de sobriedade pré-definido e, só então, os aplicativos bloqueados serão novamente liberados.

A patente ainda informa que o Modo Bêbado simplifica a interação do usuário com o celular ao deixar seu design e funcionamento mais simples, a exemplo da interface presente nos telefones da Huawei, Samsung e Xiaomi.

A Gree Eletronics é uma empresa sediada na China que vende como ar-condicionado e geladeira, entre outros eletrônicos. Contudo, a fabricante tem se arriscado no mercado de smartphones, desde a comercialização de telefones até o registro de patentes.

Por ser uma pequena fabricante, é provável que a função recém-patenteada não chegue até os celulares disponíveis no mercado brasileiro. Contudo, outras empresas já vêm pensando no assunto e já é possível baixar alguns aplicativos com funções semelhantes. O aplicativo Drunk Mode, por exemplo, bloqueia a agenda de contatos e os aplicativos sociais e ainda envia mensagens de aviso para o usuário.

Techtudo, com informações de Android Authority e MyDrivers

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Diversos

Bombeiros do RN criam aplicativo para localizar hidrantes na Grande Natal

FOTO: CBM/ASSECOM

Visando agilizar o atendimento em ocorrências de combate a incêndio, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBMRN), por meio do 1° Grupamento de Bombeiros (1°GB), lançou um aplicativo de celular que indica a localização exata de hidrantes em toda a Região Metropolitana de Natal.

Através do aplicativo Google Maps, a nova ferramenta, Hidrantes RN, é usada para localizar e escolher o hidrante mais próximo para abastecer as viaturas de combate a incêndio. “Usando o GPS e uma rota detalhada, o mapeamento acelera a indicação do hidrante mais próximo durante as ocorrências de emergências, mostrando também os ativos e inativos”, disse um dos idealizadores da nova ferramenta, Capitão Jonas Alves.

Ainda de acordo com o Capitão, nesse período de alto índice de incêndios florestais, o aplicativo se tornou bastante útil para a tropa, podendo inclusive prever o tempo que a viatura levará para abastecer. Todos os hidrantes foram disponibilizados para as centrais de operações da Região Metropolitana. Por enquanto, o aplicativo, Hidrantes RN, está apenas disponível para a plataforma Android, podendo ser baixado no Google Play.

Os hidrantes são aparelhos de segurança que servem como ponto de abastecimentos das viaturas do Corpo de Bombeiros. Eles são destinados ao combate de incêndios e estão ligados aos encanamentos de abastecimento de água.

Opinião dos leitores

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Tecnologia

Cientistas criam forma de economizar 80% de bateria do celular

Tecnologia promete reduzir em até cinco vezes o gasto da bateria — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Cientistas desenvolveram uma tecnologia que promete reduzir em até 80% o gasto da bateria de celulares. Os pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS) conseguiram programar um chip para gerenciar a energia consumida nos processos do smartphone junto com a qualidade dos recursos, função que pode economizar cinco vezes mais bateria que os componentes atuais. A ideia é gastar menos energia quando o alto desempenho não for necessário.

Por enquanto, a novidade é experimental e não há previsão de chegada às baterias convencionais.

Os pesquisadores descobriram que os dispositivos consomem mais energia na transferência de dados do que no processamento de informações ou na tela, tanto entre os componentes internos quanto nas ondas eletromagnéticas. Esta troca de informações é o que mantém ativo o alto desempenho de um recurso, como a execução de um vídeo, por exemplo.

Porém, os cientistas observaram que o alto desempenho é desnecessário em muitos casos, como quando o usuário não está concentrado na tela do smartphone ou quando a bateria está perto de acabar. Aparelhos atuais continuam suprindo os recursos de alta demanda, o que resulta num gasto desnecessário de bateria.

Para resolver este problema, os pesquisadores programaram uma rede dentro do chip que administra quando os recursos não precisam de alto desempenho. Desse modo, a energia cai significativamente, o que também acaba reduzindo em paralelo a qualidade daquela função. O processo poupa até 80% da bateria para que ela seja usada quando for realmente necessária.

Este gerenciamento inteligente no consumo de energia representa um gasto cinco vezes menor, permitindo que a autonomia do celular seja estendida.

A tecnologia também pode ser usada em computadores, notebooks e servidores. Os cientistas estudam a criação de um amplo sistema de bateria inteligente baseado na percepção humana de quando é necessário gastar mais energia para aumentar o desempenho de um recurso ou economizar bateria em tarefas que não demandam alta transferência de dados.

Os pesquisadores também pretendem criar um novo sistema de câmeras inteligentes que consomem pouca energia. A ideia é que elas operem com eficiência mesmo com o baixo consumo por meio de energia solar. A bateria viria com uma célula de um centímetro para coletar energia do ambiente.

Apesar de ser um projeto experimental, a expectativa é de que a tecnologia não demore para ser lançada, já que a fabricante TSMC está apoiando a iniciativa. A empresa é conhecia por produzir processadores AMD e Qualcomm, além de placas gráficas da Nvidia.

Techtudo, com informações de TechRadar

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Diversos

Cientistas criam ‘cimento vivo’ que se reproduz e limpa o ar

Seja no Antigo Egito ou no Império Romano, ele estava lá, sendo usado por construtores para dar rigidez e durabilidade às suas obras. Nesse período de milênios, foram inúmeros os materiais usados na composição do cimento, mas nada comparado à proposta de uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado, em Boulder. Em estudo publicado esta semana na revista Matter, eles apresentam um método que combina areia com bactérias para criar um material vivo, capaz de suportar cargas estruturais e oferecer funções biológicas.

Desde o século passado, o cimento se mantém praticamente o mesmo, composto por calcário, argila e alguns aditivos. Wil Srubar, diretor do Laboratório de Materiais Vivos em Colorado, Boulder, propõe a mistura de areia, um hidrogel especial e cianobactérias (que obtém sua energia pela fotossíntese). O hidrogel mantém a umidade e os nutrientes necessários para a manutenção da vida das cianobactérias — uma espécie do gênero Synechococcus foi a escolhida —, que se proliferam e mineralizam, num processo similar ao que acontece na formação de conchas. Após a secagem, o material resultante é tão resistente quanto o cimento.

— Nós usamos a cianobactéria fotossintética para biomineralizar a estrutura, então ela é realmente verde. Parece um material Frankenstein — afirmou Srubar, líder do estudo. — Isso é exatamente o que estávamos tentando criar, algo que se mantém vivo.

E por se manter vivo, o material é capaz de se reproduzir. Um tijolo, por exemplo, pode se multiplicar apenas com a adição de areia, hidrogel e nutrientes. No laboratório, Srubar e sua equipe demonstraram que a partir de um tijolo é possível criar oito tijolos, após três gerações. Caso a tecnologia seja adotada em escala, isso representaria uma mudança significativa na produção de materiais de construção.

O concreto é o segundo material mais consumido no planeta, atrás apenas da água. Apenas a produção de cimento, usado na composição do concreto, responde por 6% das emissões de carbono, fora as emissões no processo de cura do concreto. O cimento vivo desenvolvido por Srubar e seus colegas não tem essa pegada durante a produção e, como um bônus, remove poluentes da atmosfera durante a cura, pela fotossíntese das bactérias.

— Sabemos que as bactérias se proliferam em taxa exponencial — afirmou Srubar. — Isso é diferente de, como dizemos, imprimir em 3D um bloco ou moldar um tijolo. Se pudermos cultivar nossos materiais biologicamente, podemos fabricar em escala exponencial.

Mas o processo não é tão simples como parece. O cimento precisa secar completamente para fornecer sua capacidade estrutural máxima, mas, ao mesmo tempo, a secagem estressa as bactérias. Para manter a função estrutural e garantir a sobrevivência dos microrganismos, a umidade relativa e as condições de armazenamento são críticas. Controlando a umidade e a temperatura, os cientistas mostraram ser possível controlar quando as bactérias devem crescer e quando devem se manter dormentes.

Por isso, a equipe de Srubar se debruça no desenvolvimento de micróbios que sejam mais resistentes ao processo de secagem, para que o cimento vivo possa ser usado em regiões áridas, o que não é possível com as cianobactérias usadas no experimento. Em pesquisas futuras, Srubar prevê que será possível acrescentar microrganismos para dar aos materiais de construção outras características, como a capacidade de autorregeneração ou a resposta a toxinas no ar.

— Esta é uma plataforma que prepara terreno para novos materiais que podem ser projetados para interagir e responder ao ambiente — disse Srubar. — Nós estamos apenas tentando dar vida aos materiais de construção, e eu acho que esse é o segredo para tudo. Estamos apenas arranhando a superfície e criando as fundações de uma nova disciplina. O céu é o limite.

O uso do material é pensado até mesmo para a exploração espacial. Uma das barreiras para a construção de colônias em outros planetas é o custoso transporte de materiais. Com a tecnologia de materiais vivos, os astronautas poderiam carregar apenas culturas de bactérias para converter ingredientes locais em estruturas rígidas.

— Vai acontecer de uma maneira ou de outra, e não vamos carregar sacos de cimento até Marte. Eu realmente acho que levaremos a biologia conosco — comentou Srubar.

As possibilidades são inúmeras. Srubar imagina um futuro no qual fornecedores enviarão aos clientes pequenos sacos com ingredientes para a produção de materiais vivos. No local, os construtores irão apenas adicionar água para dar início às obras.

— A natureza já descobriu como fazer muitas coisas de forma inteligente e eficiente — concluiu Srubar. — Apenas precisamos prestar mais atenção.

Época Negócios

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Educação

Amigos criam aplicativo para ajudar universitários a produzir TCC

Ketlen Komorek e Tiago Hermano, dois dos criadores do aplicativo “Minha Jornada TCC” (Foto: Divulgação)

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é muito temido pelos universitários. E não é à toa: produzir um projeto grande e conciliá-lo com aulas e estágio é uma das tarefas mais desafiadoras da vida universitária. Mas, com organização e planejamento, a vida do formando pode ficar muito mais fácil.

Foi pensando nisso que os amigos Ketlen Komorek, Tiago Hermano, Victória Arantes e Gabriel Rodrigues decidiram criar um aplicativo que faz um planejamento personalizado e facilita a organização do aluno que está encarando o último ano da graduação.

A ideia surgiu durante um hackathon organizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), onde estudam. “Eu já entendia muito bem a realidade desse processo do TCC, já que passei muito mais tempo do que devia fazendo o meu trabalho pela dificuldade de me organizar”, afirma Ketlen, que se formou em dezembro de 2019 em Publicidade e Propaganda.

Batizado de Minha Jornada TCC, o aplicativo organiza o planejamento do trabalho final e cobra os estudantes para os prazos devem cumprir. Com isso, o universitário consegue traçar suas metas — e a faculdade ainda poderia acompanhar a evolução do trabalho em tempo real.

Segundo a publicitária, eles decidiram criar o aplicativo porque perceberam que não existe um produto focado no processo de produção do TCC. Os recursos disponíveis se aplicam apenas ao resultado final, como editar o trabalho segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Mesmo que o aluno consiga entregar o trabalho no prazo, ainda é um processo que bagunça muito a sua vida”, afirma Ketlen.

Como funciona

O aplicativo começa fazendo algumas perguntas relacionadas ao trabalho e à personalidade do aluno. “A partir dessa análise inicial, a plataforma cruza dados para criar um método de gerenciamento completo das tarefas a serem feitas e ainda estabelece um canal direto com o professor orientador do trabalho”, diz Tiago, que estuda Sistema da Informação.

O app ainda está em fase de desenvolvimento e não tem previsão de quando será lançado. Mas já é muito promissor: ele foi escolhido entre mais de 100 projetos de todo o Brasil para o encontro global do Red Bull Basement University, que aconteceu em dezembro de 2019 no Canadá. O evento contou conta com palestras, oficinas e sessões de orientação, além de uma competição.

Participaram do torneio 26 equipes, mas apenas 10 foram classificadas para a final. “Competimos pelo último lugar na final com o Japão e, infelizmente, não passamos”, diz Tiago. “Mas toda a vivência foi riquíssima, fizemos grandes amigos de diversos países, trocamos muitas experiências e conhecimentos. A energia era muito mais colaborativa do que competitiva”.

Galileu

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Diversos

Cientistas criam tomates super-resistentes para cultivo em áreas urbanas ou até no espaço

Foto: Divulgação / Laboratório Lippman / CSHL

Um grupo de cientistas conseguiu, com três mutações genéticas, produzir mudas de tomatessuper-resistentes que podem ser plantadas em ambientes hostis, como áreas urbanas (no alto de um prédio, por exemplo) ou até no espaço.

O trabalho foi liderado por Zach Lippman, professor do Laboratório Cold Spring Harbor e pesquisador do HHMI, nos Estados Unidos, cujo objetivo era criar uma variedade mais ampla de cultura para o cultivo em locais não adequados para o crescimento de plantas.

Essas novas plantas de tomate modificadas geneticamente não se parecem com as longas videiras comumentes encontradas em campos agrícolas.

A característica mais notável é a fruta compacta e agrupada. Assemelham-se a um buquê cujas rosas foram substituídas por tomates cereja maduros. Eles também amadurecem rapidamente, produzindo frutas prontas para a colheita em menos de 40 dias.

— Eles têm uma ótima forma e tamanho pequeno, têm bom gosto, mas é claro que tudo depende da preferência pessoal — disse Lippman. — Isso demonstra como podemos produzir culturas de novas maneiras, sem ter que prejudicar tanto a terra ou adicionar fertilizante excessivo que escorre nos rios e córregos. Aqui está uma abordagem complementar para ajudar a alimentar as pessoas, localmente, e com uma pegada de carbono reduzida.

Isso é uma boa notícia para qualquer pessoa preocupada com as mudanças climáticas. No início deste ano, o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alertou que mais de 500 milhões de pessoas estão vivendo em terras já degradadas pelo desmatamento, mudanças nos padrões climáticos e uso excessivo de terras agrícolas viáveis.

Ao transferir parte do fardo do cultivo das culturas do mundo para áreas urbanas e outras, há esperança de que a má administração desesperada da terra diminua.

Os sistemas agrícolas urbanos geralmente exigem plantas compactas que podem ser encaixadas ou empilhadas em espaços apertados, como na agricultura em camadas em armazéns ou em contêineres de armazenamento convertidos.

Para compensar o rendimento das culturas limitadas pelo espaço física, as fazendas urbanas podem operar o ano todo em condições de clima controlado. É por isso que é benéfico usar plantas que possam ser cultivadas e colhidas rapidamente. Mais colheitas por ano resultam em mais alimentos, mesmo que o espaço usado seja muito pequeno.

Lippman e seus colegas criaram os novos tomates modificando dois genes que fizeram a planta parasse de crescer mais cedo e, por outro lado, desse flores e frutos mais cedo. No entanto, os pesquisadores sabiam que as modificações influenciariam o sabor dos tomates.

A equipe de Lippman descobriu ainda outro gene que controla o comprimento das hastes. A mutação deste, em combinação com as outras duas, criaram caules mais curtos e plantas extremamente compactas.

Lippman está refinando essa técnica, publicada na última edição da Nature Biotechnology , e espera que outros sejam inspirados a experimentá-la em outras culturas frutíferas, como o kiwi. Ao reduzir as colheitas, Lippman acredita que a agricultura pode alcançar novos patamares.

— Posso dizer que os cientistas da NASA manifestaram algum interesse em nossos novos tomates —, disse ele.

O Globo

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Saúde

Pesquisadores criam armadilha para identificar o Aedes aegypti

Foto: Pixabay

Não é de hoje que “armadilhas” contra o mosquito Aedes aegypti ganham destaque. A mais famosa é a “Mosquitérica”, que começou a ser produzida nos anos 2000, com garrafa pet e microtule pelos pesquisadores do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A ideia principal é que a fêmea seja atraída por um ambiente de água parada rico em microrganismos, que é estimulado pela presença de ração de gato, alpiste ou arroz. Os ovos inicialmente depositados na câmara em contato com o ambiente se transformam em larvas, que atraídas pelo alimento atravessam o microtule, onde se desenvolvem e crescem a ponto de não mais conseguir retornar para a primeira câmara. Por fim, cabe ao dono da armadilha matar as larvas e mosquitos que se acumulam na segunda câmera e continuar o processo.

Mas, antes de preparar a armadilha, é importante ter certeza de que todos os focos do mosquito foram eliminados, pois somente assim ela será eficiente. E nunca é demais lembrar que prevenção deve ser a palavra de ordem sempre e cada um deve fazer a sua parte para a evitar a formação de criadouros.

Por que fazer uma armadilha?

O objetivo principal é descobrir se o mosquito está na região e alertar as autoridades para que sejam procurados focos do mosquito. Mas também é possível que ela seja usada para erradicar o mosquito em uma região.

Arte R7

Fontes:

Armadilha letal para mosquitos, temperada com atitude de civilidade. Faperj, 2019. Disponível em: http://www.faperj.br/downloads/mosquiterica.pdf. Acesso em 2 de agosto de 2019.

BIANCOVILLI, Priscila. O que a virologia pode fazer contra a dengue? Agência de Notícias da UFRJ – CSS Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes, 2015. Disponível em: https://ufrj.br/noticia/2015/10/22/o-que-virologia-pode-fazer-contra-dengue. Acesso em 2 de agosto de 2019.

R7

 

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Saúde

Futuro dos transplantes hepáticos: cientistas brasileiros criam mini-fígado funcional impresso em 3D

Foto: (Marco Vacca/Getty Images)

Depois que cientistas israelenses imprimiram o primeiro mini-coração 3D usando tecido humano, chegou a hora do Brasil entrar em cena. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) usaram células sanguíneas humanas para desenvolver organóides hepáticos — em português claro, mini-fígados.

Os mini-órgãos fazem as mesmas funções que um fígado normal: sintetizam proteínas, armazenam e secretam substâncias exclusivas do órgão, como a albumina. Mas a sua aparência é bem diferente de um órgão tradicional. Como você pode ver no vídeo abaixo, a versão 3D em miniatura parece uma espécie de rosquinha amarela.

Para produzir os fígados, os cientistas utilizaram amostras de sangue de três voluntários. As células sanguíneas são reprogramadas para se tornarem pluripotentes, ou seja, poderem se “transformar” em qualquer outro tecido humano (uma característica típica das células-tronco). Elas se diferenciam em células hepáticas e são misturadas à biotinta da impressora.

A grande inovação do grupo de brasileiros está em como incluir essas células na tinta. Normalmente, as impressoras 3D costumam imprimir células individualizadas, o que acaba prejudicando o contato entre elas e fazendo com que percam a funcionalidade.

Os pesquisadores desenvolveram uma técnica que agrupa as células antes de serem misturadas na biotinta, formando pequenos esferóides. Esses agrupamentos de células garantem que o contato entre elas não seja perdido. Assim, o órgão é capaz de funcionar por muito mais tempo.

A impressão em si demora alguns minutos, mas o processo não para por aí. Depois que o órgão foi impresso, ele ainda precisa passar por um período de maturação de 18 dias. Todo o processo, desde a coleta do sangue até chegar no órgão funcional, demora cerca de 90 dias.

O artigo que descreve a criação do mini-órgão foi publicado na revista Biofabrication. Os mini-fígados, é claro, estão longe de estarem prontos para serem transplantados em humanos, mas essa é uma possibilidade viável. Em entrevista à Agência FAPESP, o pesquisador e autor do estudo Ernesto Goulart disse que é fácil progredir para a produção de órgãos inteiros se houver interesse e investimento.

“Ainda existem etapas a serem alcançadas até obtermos um órgão completo, mas estamos em um caminho muito promissor. É possível que, em um futuro próximo, em vez de esperar por um transplante de órgão seja possível pegar a célula da própria pessoa e reprogramá-la para construir um novo fígado em laboratório. Outra vantagem importante é que, como são células do próprio paciente, a chance de rejeição seria, em teoria, zero” disse a pesquisadora Mayana Zatz, coautora do estudo.

Super Interessante

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Diversos

As comidas que criam os puns mais mortíferos, segundo a ciência

(SIphotography/iStock)

O assunto pode até não cheirar muito bem… Mas um grupo de cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, decidiu produzir um estudo sério sobre peidos.

A pesquisa acaba com uma série de lendas sobre a origem dos puns fedidos, e traz algumas dicas valiosas se você é daqueles que vive com medo de soltar um matador no elevador do trabalho. A grande responsável pelo cheiro de morte, segundo o estudo, é a proteína — mas só quando ingerida em excesso.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram a composição do cocô de sete participantes saudáveis. Parte deles tinha uma dieta rica em proteínas (ovos, carne, leite) e o resto comia carboidratos (pães, cereais) ou fibras (vegetais, frutas, legumes).

Os cientistas fizeram isso porque já sabiam de antemão que os puns mais fedorentos têm um composto específico: o sulfeto de hidrogênio, que transforma qualquer peido em uma bomba mortífera, daquelas que nem o dono consegue cheirar sem fazer careta. O estudo foi focado em perceber quais dietas estimulavam a produção dessa substância.

Nos cocôs de quem comia mais proteínas, a concentração do composto era sete vezes maior do que aqueles que tinham dietas ricas em carboidratos.

Já quem ingeria muitas fibras ficava ali no meio – era mais “venenoso” que a turma do carboidrato, mas tinha uma produção de sulfeto de hidrogênio 75% menor do que a turma da proteína.

A conclusão é simples: a dieta do “frango com batata doce para ficar monstrão” pode até ajudar a construir músculos para quem frequenta a academia, mas também cria os peidos mais fedorentos que o seu nariz já sentiu. E, claro, sua avó estava certa — vegetais, frutas e legumes fazem bem para o seu intestino.

Não é que as fibras e os carboidratos acabem com o problema — na realidade, esses nutrientes aumentam o número de puns, porque contribuem para a fermentação das bactérias intestinais, cujo produto são gases (é só pensar no quanto você peida quando come feijão, lentilha, vagem…).

Só que a maioria dessas flatulências não tem um cheiro tão forte, já que as fibras absorvem a água do intestino, o que dificulta bastante a produção de sulfeto de hidrogênio pelas bactérias.

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Opinião dos leitores

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Saúde

Cientistas criam teste sanguíneo que prevê o risco de morte; apesar de assustador, pode ser útil para entender doenças e mudar hábitos antes que seja tarde

“Você tem grande risco de morrer daqui a 10 anos”: a frase parece até uma previsão de uma cartomante. Mas, não se engane — do ponto de vista da ciência, saber o risco de morte pode ser bem útil para entender doenças e mudar hábitos de vida antes que seja tarde. Em um novo estudo, cientistas alemães criaram um método inédito para estimar esse risco, que funciona por meio de um teste sanguíneo.

Os resultados do trabalhp foram publicados na Revista Nature pelos pesquisadores do Max Planck Institute, que analisaram 14 biomarcadores — que são indicadores de algum estado de doença. Desse modo, foi possível prever o risco de morte de 44 mil pessoas para os próximos dez anos.

Os participantes tinham idades entre os 18 até os 109 anos e viviam em diferentes países europeus. Eles foram acompanhados ao longo de 3 a 17 anos — tempo no qual aconteceram 5,5 mil mortes.

Ao longo dos anos, os pesquisadores passaram a estudar quais biomarcadores sanguíneos estavam ligados ao maior risco de morte. Entre as substâncias analisadas estavam vários aminoácidos (componentes que formam proteínas), nível de colesterol bom e ruim, ácido graxo e inflamação.

Segundo a bióloga Eline Slagboom, estudos da área podem ajudar a determinar a chamada idade biológica. “A idade do calendário não diz muito sobre o estado geral da saúde de idosos: um velho de 70 anos pode ser saudável, enquanto outro pode estar sofrendo com doenças”, afirmou Slagboom, em comunicado.

As previsões feitas por meio da coleta de sangue estavam mais corretas do que as que são feitas com técnicas mais convencionais, como somente medir pressão arterial e colesterol. Os pesquisadores, no entanto, alertam para o fato da necessidade de continuar o estudo, ainda mais porque só foi analisado um grupo étnico e ainda fica difícil aplicar os resultados a indivíduos específicos em situações diárias.

Galileu

 

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Diversos

Cientistas criam lente de contato que dá zoom

(Andrea Lopez / EyeEm/Getty Images)

Habilidades robóticas dignas de filmes como “Exterminador do Futuro” parecem estar mais próximas dos humanos. Um estudo publicado esta semana na Advanced Functional Materials apresentou um protótipo de lentes de contato que permitem dar zoom em determinados objetos.

As lentes são bem fáceis de usar: o indivíduo deve piscar duas vezes seguidas para dar zoom e repetir o mesmo procedimento para voltar à visão normal. Isso só é possível devido à diferença de potencial elétrico entre a parte da frente e de trás do globo ocular. O olho tem um campo elétrico que pode ser medido quando realizamos determinados movimentos, como olhar para a esquerda, direita ou piscar.

O que o protótipo faz é identificar os sinais elétricos do movimento (no caso, as duas piscadelas) e traduzi-lo no zoom. As lentes são feitas de um material flexível parecido com o cristalino — a parte do olho responsável pelo foco. Ao receber os sinais, as lentes são capazes de mudar de forma para alterar sua distância focal em até 32%.

Mas antes de começar a se imaginar com um olho biônico, é bom saber que por enquanto o protótipo só funciona em conjunto com eletrodos colados nas têmporas do paciente (e convenhamos que a maioria das pessoas não quer sair de casa parecendo a Eleven de Stranger Things). São eles que captam os sinais elétricos, mas terão que ser substituídos por aparelhos menores ou incorporados à própria lente antes que ela esteja disponível ao público.

Essa não é a primeira vez que a ciência desenvolve “lentes inteligentes”. Em 2013, pesquisadores criaram uma lente de contato que também era capaz de dar zoom somente com uma piscada — a diferença é que o usuário precisava usar um óculos eletrônico por cima dela, anulando um dos principais propósitos da lente de contato: ser discreta.

Ainda mais recentemente, uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford criou óculos que ajustam o foco automaticamente usando apenas o movimento do olhar do usuário. O inconveniente, mais uma vez, é que eles não são muito discretos — parecem mais um headset de realidade aumentada. Se você quiser continuar saindo de casa sem chamar muita atenção, é melhor se contentar com os óculos e lentes normais por enquanto.

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