OMS suspende temporariamente testes com cloroquina e hidroxicloroquina contra a Covid-19

Foto: Reuters

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, nesta segunda-feira (25), que suspendeu temporariamente testes com a cloroquina e a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19. A decisão foi tomada dentro dos ensaios Solidariedade, iniciativa internacional da OMS para buscar tratamentos contra a doença.

O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a suspensão foi determinada depois de um estudo publicado na sexta-feira (22) na revista científica “The Lancet”. A pesquisa, feita com 96 mil pessoas, apontou que não houve eficácia das substâncias contra a Covid-19 e detectou risco de arritmia cardíaca nos pacientes que as utilizaram.

“Os autores reportaram que, entre pacientes com Covid-19 usando a droga, sozinha ou com um macrolídeo [classe de antibióticos da qual a azitromicina faz parte], estimaram uma maior taxa de mortalidade”, afirmou Tedros.

A OMS afirmou que o quadro executivo do Solidariedade vai analisar dados disponíveis globalmente sobre as drogas, que são usadas para tratar malária e doenças autoimunes.

“Eu quero reiterar que essas drogas são aceitas como geralmente seguras para uso em pacientes com doenças autoimunes ou malária”, destacou Tedros.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justus disse:

    Antes que a Ana me chame de bolsonarista, não sou fã dele. Uma coletânea para vocês pensarem por que não vêem isso aqui nos jornais.
    1) May 20, 2020 – Times of India – Hydroxychloroquine research shows some promise in interim study conducted by Telangana Govt – An interim report prepared by the Telangana Government has yielded promising results on the efficacy of prophylactic use of Hydroxychloroquineor HCQ, as it s popularly known on preventing COVID-19…

    2) Este é o melhor relatório de todos, pois estabelece protocolos caso seja ministrada, embora não recomende o uso devido aos testes não serem ainda completos.
    Last Updated: May 12, 2020 – USA/NIH COVID-19 Treatment Guidelines – Potential Antiviral Drugs Under Evaluation for the Treatment of COVID-19 – Chloroquine/Hydroxychloroquine: The Panel recommends against using high-dose chloroquine (600 mg twice daily for 10 days) for the treatment of COVID-19 (AI), because the high dose carries a higher risk of toxicities than the lower dose.

    3) Este foi noticiado aqui com alarde, porque não recomenda o uso, e como sempre, aceito como verdade por quem não lê ou acredita na imprensa. Mas é só um artigo do professor de Epidemiologia e Bioestatistica, Rosemberg. Na conclusão ele mesmo diz que o estudo teve inúmeras limitações, principalmente na coleta de dados. A Dra. Elizabeth, co-autora, é esposa de um cientista que trabalha numa pesquisa financiada sobre o Rendesivir. Dá o que pensar.
    JAMA May 11, 2020 – Association of Treatment With Hydroxychloroquine or Azithromycin With In-Hospital Mortality in Patients With COVID-19 in New York State

    4) 07ABRIL2020 PFARMA – Hidroxicloroquina apresenta bons resultados contra o coronavírus – A hidroxicloroquina (HCD), um derivado menos tóxico da cloroquina, demonstrou boa eficácia na inibição do novocoronavírus SARS-CoV-2. – Um artigo publicado na Nature revisou sete estudos de ensaios clínicos, publicados no Chinese Clinical Trial Registry, para o uso do hidroxicloroquina no tratamento do COVID-19.

    5) Thursday, April 9, 2020
    NIH clinical trial of hydroxychloroquine, a potential therapy for COVID-19, begins. Search identifier NCT04332991

    6) 18 March 2020 – Nature – Hydroxychloroquine, a less toxic derivative of chloroquine, is effective in inhibiting SARS-CoV-2 infection in vitro

    7) E olha só. O Lancet hoje faz pouco caso da hidroxicloroqiuna/cloroquina, mas recomendava a aplicação sem mencionar os efeitos colaterais.
    February, 2006 – The Lancet – New insights into the antiviral effects of chloroquine. Effects of chloroquine on viral infections: an old drug against today's diseases?.
    2005 – Chloroquine is a potent inhibitor of SARS coronavirus infection and spread.
    2004 – In vitro inhibition of severe acute respiratory syndrome coronavirus by chloroquine.

    • Sem alarde disse:

      Resumindo ótimos resultados in vitro mais no organismo humano és um fracasso!!!

  2. Minion de Peixeira disse:

    Depois de dizer que o vírus não passava de pessoa pra pessoa, que a China não oferecia riscos, que máscaras não seviam pra nada que depois voltou atrás sobre a forma de isolamento, que relutou em decretar o estado de pandemia, ainda tem gente que se refere à OMS com uma reverência imerecida. Coisa de jeca que não sabe o que é ciência. Estamos em 'boas' mãos.

  3. Dulce disse:

    O Trump foi quem 1o tentou emplacar essa medicação sem comprovação científica, e o Bolsonaro como um papagaio, imitou. Agora Trump desistiu dessa idiotice, e o louco lunático e seus alucinados seguidores, continuaram, de forma semelhante aos babacas petralhas, que aceitam tudo que o chefe da quadrilha manda.

  4. Paulo disse:

    Eu só falo uma coisa, busquem a informação, procurem saber quem bancou a pesquisa pela The Lancet, no mesmo local que fez e recebeu milhões de dólares para aprovar o Redenservir ( que custa em média a caixa 300 reais ) já a Hidroxicloroquina é R$ 25 reais e não tem patente! e busca também a informação deste mesmo laboratório que bancou esta pesquisa do Redenservir que distribuiu alguns comprimidos para alguns paises e excluiu o Brasil , porque? aqui estamos em guerra é preciso ter a informação e para isso cada um tem que questionar e em busca da verdade pois tem muita desenformação elem de que esta OMS esta politizada !!!

    • Oliveira disse:

      Realmente isso é tudo politicagem, meu pai estava domingo com febre a dois dias e com a garganta inflamada, foi ao hospital e receitaram Ivermectina e um anti-inflamatório para infecção urinária. Graças a Deus está bem melhor.

  5. TATA disse:

    ISSO E O RETRATO FIEL DO ELEITOR BOLSONARISTA…KKKKK

  6. Patriotafiel disse:

    Bem que Trump tava correto em nao apoiar esssa instituiçao. A OMS que travar uma lutar contra nosso presidente e isso está mais do que claro, isso é apenas para atingir Bolsonaro. Nosso presidente nao descansa um minuto: sao os petralhas, sao os governadores, os prefeitos, os comunistas, é Bebiano, é Moro, é Mandetta, é Teich, é a Globolixo, é a Bandlixo, é o Dattena, é o STF, é o adelio…. por que quem é de bem, cristão, homem de familia, honesto, articulado, em prol da vida, pensando no melhor pra populaçao incomoda tanto? So pode ser muita inveja…

    • Lucas disse:

      Bicho, se isso for irônia, é melhor falar explicitamente! A gente sabe que tem muito eleitor dele capaz de escrever uma coisa dessas… Cuidado pra não o confundirem, se for o caso. kkkkkkkk

    • Marcos disse:

      Papai Noel apareceu, ainda dizem que ele não existe. Sinceramente patriotafiel, deixar de acreditar em ciência com comprovações para ir de encontro ao achismo é complicado. Por conta de boatos, tenho familiar que utiliza o remédio para controle de sua doença, mas, por vocês acreditarem em papai Noel não encontra-se em local algum a medicação. Obrigado por ajudar a proliferar a doenca em meus familiares pensando só em seu umbigo.

    • TATA disse:

      So quem presta e a familia deles: no pais onde a policia federal tem que proteger bandidos: eduardinho , flavinho fora as milicias que sao os amigos deles. kkkkkkk

Vacina chinesa gera imunidade contra o novo coronavírus, mostram testes em humanos

Foto: Valentyn Ogirenko /Reuters

Uma das primeiras vacinas Covid-19 a iniciar testes em humanos foi segura e gerou uma resposta imune contra o novo coronavírus, de acordo com resultados publicados sexta-feira (22) pela revista médica The Lancet. Estes são os primeiros resultados publicados de testes em humanos para uma potencial vacina o vírus.

A vacina, desenvolvida pela CanSino Biological Inc. e pelo Instituto de Biotecnologia de Pequim, foi testada em 108 adultos saudáveis, com idades entre 18 e 60 anos, em Wuhan, China, que não estavam infectados com o novo coronavírus.

Todos os participantes receberam uma única infecção em doses baixa, média ou alta. Não foram relatados efeitos colaterais graves dentro de 28 dias após a vacinação. Um deles, o que recebeu a dose mais alta, relatou febre severa, fadiga, falta de ar e dor muscular, mas essas reações continuaram por menos de 48 horas.

Duas semanas após a vacinação, todos os níveis de dose da vacina desencadearam alguma resposta imune nos indivíduos. Na maioria dos voluntários, a vacina também levou a uma resposta das células T, que atuam no sistema imunológico e são responsáveis por defender o organismo, segundo o estudo.

“O estudo demonstra que uma dose única da nova vacina contra a Covid-19 produz anticorpos específicos para vírus e células T em 14 dias, com potencial para uma investigação mais aprofundada”, afirma o professor do Instituto de Biotecnologia de Pequim, Wei Chen, que é responsável pela pesquisa.

Apesar do bom resultado, o professor alerta que os dados devem ser interpretados com cautela. “A capacidade de desencadear essas respostas imunes não indica necessariamente que a vacina protegerá os seres humanos contra a Covid-19. Este resultado mostra uma visão promissora para o desenvolvimento de vacinas, mas ainda estamos longe de que ela esteja disponível para todos”, afirma.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dez vacinas contra a Covid-19 iniciaram testes em humanos, e outras 114 estão em desenvolvimento.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Xaulim disse:

    P…. de vacina chinesa!!!!! Tá louco!!?? Jamais deveríamos quere qualquer tipo de relação com esses canalhas ,insanos, escrotos. Pouco importa se são nossos maiores "parceiros". Parceiros!!?? Na minha casa, tudo e qualquer coisa que tenha origem desse país de merda estou jogando fora.

  2. Anônimo disse:

    Será q num foi premeditada essa vacina pela China 🤧

  3. realista disse:

    alguma novidade nisso ? , criam o vírus e depois dizem que tem a cura , como dizemos aqui no Nordeste " coincidência não, a mulesta "

Entrevistadores do Ibope que coletaram testes de Covid-19 contraíram coronavírus

Foto: © Reuters/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados

Três entrevistadores do Ibope que aplicaram questionários sobre a epidemia de Covid-19 e testaram entrevistados para a doença na cidade de Irecê (a 480 km de Salvador) foram infectados pelo novo coronavírus.

Os entrevistadores fazem parte de um estudo que pretende testar uma amostra de 33.250 pessoas em 133 cidades, em todos os estados, para estimar quantos brasileiros já foram infectados pelo novo coronavírus.

Realizada pelo Ibope Inteligência e sob coordenação do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas, a pesquisa tem como objetivo colher dados para auxiliar no planejamento do combate à doença.

As equipes, contudo, têm enfrentado percalços pelo país: estão sendo detidas pela polícia, impedidas de trabalhar por governos municipais ou agredidas nas ruas.

A prefeitura de Irecê informou que não foi avisada previamente da pesquisa e que só a autorizaria desde que os 14 entrevistadores do Ibope enviados de São Paulo para a cidade fizessem testes para o novo coronavírus.

Os testes foram aplicados pela prefeitura na última sexta-feira (15) e identificaram que três dos entrevistadores estavam com o vírus.

Coordenadora da pesquisa, a professora Mariângela Freitas da Silveira, da Universidade Federal de Pelotas, afirma que os cerca de 2.000 entrevistadores do Ibope estão sendo testados para Covid-19 antes de ir a campo.

Os 14 que foram para Irecê passaram por testes rápidos no dia 07 de maio, uma semana antes de viajarem para a cidade e tiveram resultado negativo.

“É claro que pode acontecer de, em meio a um número grande de entrevistadores, alguns serem contaminados. Mas, a gente não sabe explicar como isso aconteceu, já que todos foram testados”, afirma a professora.

Ela explica que os testes rápidos não são 100% confiáveis e podem registrar falsos negativos. Esse tipo de teste detecta a presença de anticorpos contra a Covid-19 no sangue e, por isso, não é totalmente efetivo quando a doença está nos primeiros dias.

Ainda de acordo com a professora, estes foram os primeiros casos de Covid-19 identificados entre os entrevistadores que participam da pesquisa.

Antes da realização dos testes pela Prefeitura de Irecê, os entrevistadores enfrentaram outros percalços na cidade.

Em nota, a prefeitura informou que recebeu uma denúncia de moradores sobre pessoas que estariam realizando a testagem para a Covid-19 com coleta sanguínea em bairros da cidade.

Com o apoio da Polícia Militar, os entrevistadores foram encaminhados para a delegacia da cidade para prestar esclarecimentos.

Após a confirmação de que se tratava de uma pesquisa do Ibope, a prefeitura decidiu interromper a aplicação dos testes por ausência da comunicação oficial prévia e apreendeu os testes.

Os coordenadores da pesquisa, contudo, afirmam que todas as autoridades municipais e estaduais foram comunicadas.

Depois de negociações entre a coordenação da pesquisa e a prefeitura, ficou decidido que a pesquisa seria autorizada desde que todos os entrevistadores fossem testados para Covid-19 e que a mesma fosse acompanhada por um profissional de saúde na equipe.

Após a descoberta dos profissionais infectados, a prefeitura decidiu não autorizar a sua realização.

O Ibope informou que retirou todos os 14 entrevistadores da cidade e excluiu Irecê da pesquisa. Os três que estavam contaminados foram orientados a cumprir quarentena.

De acordo com a professora Mariângela da Silveira, os entrevistadores que foram a campo utilizaram equipamentos de proteção individual como máscaras, luvas, jalecos e óculos de proteção. Nenhum deles tinha sintomas da doença.

Em nota, a prefeitura confirmou que os entrevistadores usaram os equipamentos de proteção durante as entrevistas e coleta do sangue. Mesmo assim, como medida preventiva, vai monitorar as pessoas que participaram da pesquisa.

A prefeitura recebeu a relação dos moradores que tiveram contato com os entrevistadores. Todas elas serão testadas novamente para a Covid-19 nos próximos dias.

Folha de São Paulo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. jo disse:

    Alguns erros: Os entrevistadores não tem competência para fazer coleta pois não são da saúde, não foram autorizados pela Prefeitura, podem estar propagando ainda mais o virus, não houve uma campanha nacional de divulgacao da pesquisa, pelo cotrário, houve uma divulgação em massa pelo whatsapp de profissionais da saude dizendo que não foram informados dessa pesquisa. Portanto tem tudo para dar errado isso

Estados Unidos aprovam segunda fase de testes para vacina contra o coronavírus

Foto: CARL RECINE / Reuters

A Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) deu aval para que um estudo para uma possível vacina contra o coronavírus avance para a segunda fase de testes. A iniciativa é da companhia farmacêutica Moderna e a informação foi compartilhada pela própria empresa em um comunicado divulgado nesta quinta-feira.

Segundo a Moderna, os testes de fase dois devem começar em breve e serão realizados com 600 participantes. A empresa acrescenta que já está finalizando os planos para uma terceira fase nos próximos meses. Caso o produto seja eficaz, poderia ser disponibilizado para o público geral em 2021.

“Estamos acelerando a produção e nossa parceria com a Lonza nos coloca em posição de produzir e distribuir o máximo possível de doses de mRNA-1273, caso isso seja seguro e eficaz”, afirmou o CEO da empresa, Stephane Bancel.

A vacina mRNA-1273 foi a primeira a iniciar os testes nos Estados Unidos. A nova fase do estudo ajudará os pesquisadores a avaliarem se a vacina é mesmo segura, quem produz a resposta imunológica mais forte e qual deve ser a dose eficiente para evitar a doença.

Apesar da aceleração no processo para encontrar algo que possa proteger as pessoas do vírus, autoridades de saúde alertaram que o período mínimo para desenvolver uma vacina varia de 12 a 18 meses, na melhor das hipóteses. E que o tempo médio entre a primeira fase de testes e sua chegada ao mercado é de quase 11 anos, com uma taxa de sucesso de 6%.

Extra – O Globo

 

AGU não entrega exames, e envia à Justiça relatório médico que diz que Bolsonaro se encontra “assintomático” e teve resultado negativo para testes do novo coronavírus

Foto: Reprodução/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quinta-feira (30) que enviou à Justiça Federal de São Paulo um relatório médico de 18 de março no qual atesta que o presidente Jair Bolsonaro se encontra “assintomático” e teve resultado negativo para os testes do novo coronavírus realizados no mês passado. A AGU, no entanto, não encaminhou os laudos dos testes, conforme solicitado pelo “Estado” e exigido pela Justiça.

“A Advocacia-Geral da União protocolou petição no processo ajuizado pelo jornal O Estado de S. Paulo no qual é requerida a divulgação dos exames de detecção de Covid-19 do presidente da República, Jair Bolsonaro. A AGU apresenta, na manifestação, relatório médico emitido em 18 de março de 2020 pela Coordenação de Saúde da Presidência da República, no qual é atestado que o presidente da República é monitorado pela respectiva equipe médica, encontrando-se assintomático, tendo, inclusive, realizado exame para detecção da Covid-19, nos dias 12 e 17 de março, com o referido exame dando não reagente (negativo). Tendo em vista a juntada do relatório aos autos do processo, a AGU requer a extinção do processo”, informou o órgão ao Estado.

Na última segunda-feira, o Estado de S. Paulo garantiu o direito de obter os testes de covid-19 feitos pelo presidente Jair Bolsonaro. Por decisão da juíza Ana Lúcia Petri Betto, a União teve um prazo de 48 horas para fornecer “os laudos de todos os exames” feitos pelo presidente da República para identificar a infecção ou não pelo novo coronavírus. Bolsonaro já disse que o resultado dos exames deu negativo, mas se recusa até hoje divulgar os papéis.

A juíza federal Ana Lúcia Petri Betto havia estabelecido um prazo de 48 horas para que a União apresente os resultados dos exames e fixou uma multa de R$ 5 mil por dia de omissão injustificada.

“Repise-se que ‘todo poder emana do povo'(art. 1º, parágrafo único, da CF/88), de modo que os mandantes do poder têm o direito de serem informados quanto ao real estado de saúde do representante eleito”, concluiu a juíza, ao atender ao pedido do Estado.

Hoje pela manhã, Bolsonaro disse que a lei lhe garante o direito de não apresentar o resultado dos exames de covid-19 que realizou para saber se estava com a doença. Em declaração em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente observou, no entanto, que se a decisão judicial que garante a divulgação for mantida, não terá alternativa.

“A AGU (Advocacia-Geral da União) deve ter recorrido. E se nós perdermos o recurso daí vai ser apresentado. E vou me sentir violentado. A lei vale para o presidente e mais humilde cidadão brasileiro”, disse o presidente antes de embarcar para Porto Alegre, onde participará de solenidade do Exército.

Antes mesmo de ser oficialmente notificada, a AGU enviou à Justiça Federal de São Paulo uma manifestação em que se opõe à divulgação do resultado do exame de Bolsonaro. Em seis páginas, a AGU diz que o pedido deve ser negado, sob a alegação de que a “intimidade e a privacidade são direitos individuais”.

Na última terça-feira, Bolsonaro disse que quer defender na Justiça o direito de não mostrar o resultado dos exames de covid-19 que realizou.

“Da minha parte, não tem problema mostrar (o resultado), mas eu quero mostrar que eu tenho o direito de não mostrar. Pra que isso? Daqui a pouco quer saber se eu sou virgem ou não, vou ter de apresentar exame de virgindade para você. Dá positivo ou negativo, o que vocês acham aí?”, disse o presidente na porta do Palácio da Alvorada ao falar com a imprensa.

Juristas, no entanto, discordam do entendimento de Bolsonaro. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto considerou “juridicamente correta” a decisão da Justiça. Na avaliação do ex-magistrado, o Brasil tem o direito de saber da saúde do presidente.

“O País tem o direito de saber da saúde do seu presidente, até porque se trata de doença transmissível e, ao que se sabe, o presidente não se submeteu a nenhum isolamento físico”, afirmou Ayres Britto. “No momento em que vivemos planetariamente, a matéria não se inscreve no âmbito da intimidade, nem mesmo da vida privada do presidente. O próprio presidente antecipou o interesse coletivo no resultado do exame a que se submeteu ao tornar pública a realização desse mesmo exame”, completou.

Bolsonaro fez o exame para o vírus duas vezes, em 12 e 17 de março, após voltar de missão oficial nos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente Donald Trump. Nas duas ocasiões, o chefe do Executivo informou, via redes sociais, que testou negativo para a doença, mas não exibiu cópia dos resultados. Pelo menos 23 pessoas que acompanharam o presidente na visita aos Estados Unidos, incluindo auxiliares próximos, foram diagnosticadas posteriormente com a doença.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, é “injustificável” Bolsonaro ainda não ter divulgado os exames. “Em especial em uma situação de epidemia, torna-se relevante que o presidente seja transparente e divulgue o resultado oficial do seu exame, a exemplo do que fizeram vários líderes de países democráticos.”

Fausto Macedo – Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. FRANCISCO DINIZ OLIVEIRA DA SILVA disse:

    para o BOZO , o remédio é uma camisa de força….

  2. Papa Jerry Moon disse:

    A doença dele é outra, na cabeça.

    • Cigano Lulu disse:

      "Exatualmente!", como diria o cumpadi Mução. Tudo indica que o Capetão dormiu de cabeça pra baixo e o conteúdo da bolsa de colostomia lhe subiu à cabeça. Quanto mais o ômi lança merda pela boca, tanto mais a locomotiva Brasil se descarrila indefinidamente.

  3. rocha disse:

    Em virtude destes atos pequenos é que Bolsonaro continua perdendo o respeito e credibilidade dos brasileiros. Custava ele ter colocado em suas redes sociais o resultado do exame ? Mais quando a pessoas nasce pra ser pequeno, é e será pro resto da vida. Na próxima eleição presidencial o seu resultado dos votos irá contabilizar um à menos, com certeza. Pensei que ele tinha uma família exemplar, me enganei. Fazer o que ? Esperar, na vida tudo passa!

  4. Nordestino disse:

    Ele mostrou o bucho furado sem ninguém pedir pra ver, agora se nega a mostrar um exame. Entendi o bucho furado foi mostrado pra fazer campanha política.
    Ah ladrão

Anvisa libera realização de testes de Covid-19 em farmácias

Teste sorológico usa uma gota de sangue para identificar se a pessoa tem antircorpos para o Sars-CoV-2 Foto: ADREES LATIF / REUTERS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira, por unanimidade, a utilização de testes rápidos para diagnóstico de Covid-19 em farmácias. A medida foi aprovada pela diretoria colegiada do órgão temporariamente e em caráter excepcional. A medida exige que haja profissionais capacitados nesses estabelecimentos para realizar os testes.

Segundo o diretor-presidente do órgão, Antonio Barra Torres, que foi o relator da questão, a autorização de realização desses testes em farmácias é importante para aumentar o acesso da população ao diagnóstico da Covid-19 e ampliar as frentes de detecção do vírus.

– Para essa medida tem sido adotadas estratégias não comumente utilizadas, como a testagem em estacionamentos, drive thru, entre outros. Entendeu-se, portanto, pela inclusão desse serviço em farmácias devidamente regularizadas. O aumento do rol de estabelecimentos de saúde realizadores de testes será uma estratégia útil na diminuição da aglomeração, bem como a diminuição pela procura de serviço médico em estabelecimentos da rede pública já altamente demandada – afirmou Barra ao ler seu voto sobre a questão.

Somente a venda de testes diagnósticos para Covid-19 em farmácias era permitida, desde que o produto fosse regularizado na Anvisa. Segundo o órgão, há pelo menos 33 kits de testagem regularizados na agência. É possível checar se esses produtos estão autorizados no site da Anvisa.

O relator destacou que a medida perde a validade automaticamente assim que o Ministério da Saúde suspender o estado de situação de emergência em saúde pública de importância nacional. Devido à urgência do tema, alguns trâmites usuais na aprovação de processos como esse foram dispensados, como a realização de análise de impacto e a abertura de consulta pública sobre o tema.

O diretor Marcos Miranda frisou que a medida pode ter um impacto inclusive no preço dos testes comercializados no mercado:

– Colocar testes rápidos em drogarias é algo discutido dentro da casa há muitos anos. É oportuno em um momento que passamos por essa crise sanitária internacional testar esse modelo e nada mais pertinente do que fazer isso com o teste rápido para covid-19. Corroboro a visão de ampliar o acesso e com isso a concorrência, tentar baixar o preço desses kits que estão sendo ofertados pela sociedade.

Durante o voto, o relator destacou que esses testes não têm caráter conclusivo. Ou seja, devem ser utilizados como uma medida auxiliar. Barra afirmou que esses testes possuem “limite de detecção” e que os resultados devem ser interpretados por profissionais de saúde e não usados como evidência absoluta.

– Parâmetros dos tempos de normalidade precisam ser ajustados à situação vigente, daí a importância, que é enfatizada no voto, do condicionante temporal: a medida permanece enquanto permanece decretado o estado de emergência em saúde pública. Fazemos hoje em território nacional testes inclusive em via pública, portanto, não há que se considerar riscos a realização de teste em ambientes protegidos e sob regramento sanitário, como é o caso dos estabelecimentos que citamos – disse Barra.

O Globo

VÍDEO: Fábio Faria pede a Teich liberação de respiradores e testes para RN

O deputado federal Fábio Faria (PSD/RN) esteve reunido com o ministro da saúde, Nelson Teich, para solicitar a liberação de testes e respiradores para o Rio Grande do Norte. O Parlamentar falou de sua preocupação em relação a retenção de equipamentos necessários para combater a doença.

“Acabei de sair de audiência com o ministro da Saúde, Nelson Teich e ele me prometeu estudar solução para o caso dos respiradores retidos e vai enviar, também, testes rápidos para o nosso Estado. Saio convencido de que o ministro está preparado para enfrentar a crise e comprometido com o Brasil”, informou o deputado.

O parlamentar ainda ressaltou o compromisso que ele tem com o RN “independente de afinidade política com a atual governadora”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. RICARDO LÚCIDO disse:

    Impressionante . Era o que estava faltando . Na verdade o deputado teve uma atitude e uma conclusão que ninguém tinha pensado ainda .

  2. Gilvan disse:

    Agora vem.

BOA NOVA: Cientistas brasileiros vão iniciar testes em 500 pacientes no país com remédio que reduz 94% da carga viral da covid-19

Foto: © Divulgação/MS

Nos próximos dias, cientistas brasileiros vão iniciar os testes clínicos com um medicamento que apresentou 94% de eficácia em ensaios in vitro na redução da carga viral em células infectadas pelo novo coronavírus. De acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, os testes serão feitos em 500 pacientes internados com covid-19, em sete hospitais do país: cinco no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Brasília.

O nome do medicamento só será divulgado após o fim do protocolo de pesquisa clínica, até que seja demonstrada a sua eficácia e segurança em pacientes, “para evitar uma correria em torno do medicamento”. Mas, de acordo com Pontes, é um remédio de baixo custo, bem tolerado e disponível inclusive em formulações pediátricas. “Por que isso é importante? Ele tem uma vantagem muito grande, tem pouco efeito colateral e pode ser empregado numa grande faixa da população”, explicou.

O ministro destacou a importância e o trabalho na ciência brasileira na busca por soluções contra a pandemia de covid-19. “Nós estamos falando de ciência feita no Brasil, uma ciência respeitada em todo o mundo. Os nossos cientistas são muito responsáveis, não só pelo conhecimento, mas pela atitude, esse pessoal tem trabalhado dia e noite. Muitos são bolsista e estamos conseguindo resultados por meio do trabalho desses pesquisadores”, disse o ministro. “Espero que vocês como brasileiros também tenham orgulho desses cientistas”, ressaltou.

Replicação viral

Foram realizados testes com dois mil medicamentos que já são comercializados em farmácias para verificar se existe algum capaz de se ligar ao vírus e de bloquear a replicação viral. A estratégia, chamada de reposicionamento de fármacos, foi adotada por cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Ao final, os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o novo coronavírus. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do CNPEM descobriram que dois reduziram significativamente a replicação do vírus. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

O protocolo de ensaios clínicos foi aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. O medicamento será ministrado por cinco dias nos pacientes e mais nove serão necessários para observação. Serão incluídos no estudo pessoas que chegarem aos hospitais com pneumonia e sintomas de covid-19: febre, tosse seca e as características da tomografia com vidro fosco.

O grupo de testagem será amplo, com qualquer pessoa maior de 18 anos, mas não para os casos muito graves. O paciente deverá assinar um termo de consentimento para participar do protocolo, que consiste na administração aleatória do medicamento ou de placebo. A expectativa é que o estudo seja concluído em quatro semanas. “Isso é feito de forma extremamente científica, usando todo o formalismo científico, para que a gente não tenha dúvidas”, destacou o ministro.

O desenvolvimento do estudo no LNBio ocorre no âmbito da Rede Vírus do MCTIC, responsável pela articulação dos laboratórios de pesquisa e especialistas na continuidade dos estudos com pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Testes e vacinas

O ministro também apresentou hoje o resultado do trabalho do CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais, que também por meio da Rede Vírus, desenvolveram um reagente nacional que tem a mesma performance de reagentes importados para testes diagnósticos de covi-19. “Isso dá autonomia para o país e a possibilidade de aumentar a produção para os tipos de teste que estão sendo feitos no Brasil”, explicou Pontes.

Outra pesquisa apresentada pelo ministro é o desenvolvimento de um teste para detecção do novo coronavírus que não precisa de reagente químico. “É um equipamento que faz reação com laser a partir da saliva da pessoa que está sendo testado”, explicou. O processamento do diagnóstico é feito por meio de inteligência artificial e o resultado fica pronto em menos de 1 minuto.

O sensor está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia (INCT TeraNano), da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. De acordo com Pontes, com a informatização das unidades de saúde, em 20 dias, será possível colocar um número considerável dessas máquinas no país, cerca de mil máquinas capazes de fazer até 500 testes por dia.

“Imaginando que tudo isso funcione [o remédio e os testes], em meados de maio teremos ferramentas muito efetivas para combater essa pandemia no Brasil e resolver todos esses problemas”, disse o ministro.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Deve ser bem a Cloroquina.🤔

  2. Nordestino disse:

    Quem é esse Ricardo Lúcido que apareceu agora no Corona e fica conversando miolo de pote em todas as postagens positivas?

  3. RICARDO LÚCIDO disse:

    ROBERTO , talvez desenhando você consiga entender . Teste in vitro feito em computador em nave espacial ou em qualquer lugar , não tem validade considerável do ponto de vista de aplicabilidade clínica . Exemplo : se você pegar talco pon -pon ( aquele de bebê ) , e usar em testes in vitro , ele pode realmente ter ótimos efeitos sobre o vírus 🦠, daí para ter efetividade clínica vai uma longa distância . Entendeu ? Votei no presidente amigo . Acredite votei mesmo , chequei até a comprar um buzina verde e amarela para comemorar a eleição . Quanto estratégia política amigo , não cola . A esquerda está dizimada , o PT já era e espero que possamos encontrar uma alternativa boa para o Brasil . Quanto aos estudos com a CLORIQUINA , vou desenhar novamente . ESTUDO clínico de relato de casos não tem embasamento para determinar o uso regular de uma droga . Vamos juntos torcer pelo Brasil . Sem rancor .

  4. Tarcísio Eimar disse:

    Duvido a globo enfatizar uma notícia dessa

  5. RICARDO LÚCIDO disse:

    BG , essa fala do ministro foi de uma irresponsabilidade astronáutica . Teste em vitro não significa muita coisa no desenvolvimento de um medicamento ou vacina . Na verdade essa fala só foi para agradar o presidente , votei nele e me arrependo , é para criar expectativa na população . A comunidade científica sabe que de um testa em vitro para se chegar a uma droga ou vacina são muitas etapas e o estudo em humanos requer tempo e paciência . Esse rapaz que me parece ainda está no mundo da lua , levou um bocado de invertidas hoje de renomados pesquisadores do Brasil.

    • Roberto disse:

      E você votou em Bolsonaro, foi?
      A esquerda tem usado muito essa tática.
      Tenho vários conhecidos de esquerda que se dizem antiPT, mas criticam Bolsonaro de forma muito agressiva.
      Talvez seja a nova tática que a equipe de marketing da esquerda desenvolveu para a cúpula.
      A esquerda só chega ao poder dessa forma.
      Tentando ridiculariza os governantes que se opõem a sua ideologia ultrapassada.
      Quanto à pesquisa de fármacos, assisti a uma aula ontem justamente sobre pesquisa de remédios já existentes por meio de programas de computador.
      Inclusive os testes in vitro podem ser feitos de forma totalmente automatizada, aos milhares por dia, sem contato humano.
      Muito interessante.
      Você falou em invertida.
      Você não gostou da pesquisa?
      Acha que os cientistas fazem errado ao realizarem essa pesquisa?
      No desgoverno Dilma, ministro da ciência era um político, ex-prefeito de São Paulo cujo nome não recordo.
      Você preferia um político no ministério?
      Por que esse ódio do ministro cientista?

    • Rafael disse:

      De lúcido não tem nada. Se você ler realmente a notícia, vera que o ministro afirmou que 2000 fármacos, ou seja, moléculas já existentes e aprovadas para outras patologias, foram testadas "em vitro". E duas delas tiveram nesses testes preliminares redução da replicação Rna viral. Abraço.

    • Cesar Bomone disse:

      LAMENTÁVEL os comentário de pessoas pouco LÚCIDAS, esse remédio pode sim ser uma esperança, o que se fala é que é um remédio bem utilizado, já usado pelos próprios médicos que adoecem e é de fato uma grande possibilidade.
      Infelizmente a petralhada enrustida está sempre torcendo contra.

    • Zé Ruela disse:

      Chora mais Madalena Arrependida. Na próxima vota no PT.

Brasil é o país que menos testa entre os 15 mais atingidos pela Covid-19

Foto: Leo Martins / Agência O Globo

A dependência extrema de insumos importados explica a precária situação do Brasil na testagem para o novo coronavírus. Mesmo só examinando doentes graves, mortos, profissionais de saúde — e com reconhecida subnotificação —, o país já é o 14º do mundo em casos e o que menos testa entre os 15 países mais atingidos.

O déficit de testes do Brasil em comparação a outros países é abissal. O país faz 296 testes por milhão de habitantes. O Irã, o segundo que menos testa entre os mais afetados, faz 2.755 por milhão. Os EUA, 7.101 por milhão. A Alemanha, um dos países com menor taxa de mortalidade, testou 1.317.887 pessoas — 15.730 por milhão.

Os testes e os insumos são produzidos na China, Índia, EUA e países europeus. Acossados pela pandemia, todos usam o que produzem e, no caso da China, a maior produtora, exporta a quem paga mais e mais depressa.

— Todos os países do mundo querem a mesma coisa ao mesmo tempo —, disse ao “New York Times” Doris-Ann Williams, CEO da In Vitro Diagnostics Association, que representa grandes fabricantes e distribuidores de testes.

O professor de virologia da UFRJ Amilcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da universidade, diz que o Brasil está sob a tempestade perfeita: sofre com falta de infraestrutura para produzir testes, é refém da importação em um mercado sob demanda extrema e pena com a falta de ação do governo federal para resolver o problema.

— O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez tudo o que podia. Mas falta apoio e uma ação mais incisiva do governo — diz.

Pesquisadores veem uma ameaça à nossa soberania:

— Esse é o preço que pagamos por jamais termos investido em pesquisa e na indústria de biotecnologia. Agora, temos uma extrema dependência do exterior, uma ameaça gravíssima à nossa soberania — afirma Roger Chammas, da Rede USP para Diagnóstico da Covid-19 (Rudic).

Chammas, cujas pesquisas são apoiadas pela Fapesp, diz que a previsão é que a Rudic faça 1.500 testes moleculares diários. Hoje, faz 200 por dia. Não é por falta de capacidade técnica: é falta de insumos. A Rudic integra a plataforma de testes do governo do estado de São Paulo, coordenada pelo Instituto Butantã, que prevê realizar 8.000 testes por dia, mas está à espera da chegada de reagentes.

Todos à espera

No Rio, a situação não é diferente. O estado aguarda os testes rápidos que não foram entregues. E os laboratórios que fazem o exame molecular, como o da UFRJ, estão aquém da produção devido à falta de insumos.

Os testes rápidos de anticorpos chegam em número menor do que o esperado e ainda não têm validação. Dezessete testes moleculares e de anticorpos já receberam autorização da Anvisa, mas não há ainda a garantia de qualidade.

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial, a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial criaram uma força-tarefa para validar esses testes e esperam publicar os resultados até o fim do mês.

— Há testes de baixa qualidade, e mesmo os bons podem oferecer resultados negativos falsos, o que gera insegurança. Por isso, não podem ser aplicados por qualquer pessoa. Só os testes validados devem ser usados —, afirma Priscila Franklin Martins, diretora da Abramed.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    É o que menos testa entre os vivos, mas para os mortos há excesso, vejam a morte do recém nascido que deu positivo para o coronavirus, na mãe que está viva,, deu negativo, como é que pode?

  2. mauricio disse:

    junta a população desses paises, e faça a comparação com a população brasileira, não venha culpar o atual governo por isso, pois o lula 19 dizia que a saúde brasileira estava chegando a perfeição, ele dizia que quando passava em frente a uma UPA tinha vontade se internar lá

  3. Ojuara disse:

    Isso é o que dá, 16 anos de governo petistas roubando os cofres públicos. Nesses últimos quarenta anos todos, todos que passaram no governo do nosso país só dilapidaram nosso dinheiro.

  4. Alecrim disse:

    É o que menos testa, e o único no mundo onde é POLITIZADO.
    tem até disputa e torcidas organizadas.

OMS volta a reforçar isolamento social e necessidade de testes

Foto: © Reuters/Denis Balibouse/ Direitos Reservados

O diretor-executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta segunda-feira (30) que a transmissão do novo coronavírus em várias partes do mundo está “passando das ruas” para “dentro das famílias”. A entidade reforçou a necessidade de isolamento social nos países que têm transmissão comunitária e da realização de testes para todos os casos suspeitos.

Ryan alertou que é preciso frear a velocidade das novas infecções “isolando e testando cada suspeito, e colocando em quarentena todos os casos”. Segundo ele, também é necessário que todos aqueles que tiveram contato com os infectados fiquem em quarentena em casa.

A OMS alertou, ainda, para o crescimento de mortes evitáveis nos sistemas de saúde que foram atingidos pela pandemia do coronavírus.

A organização tem pedido, desde fevereiro, que os países afetados pela Covid-19 testem todos os suspeitos e adotem medidas de isolamento social para ganhar tempo e fortalecer seus respectivos sistemas de saúde.

Garantia de bem-estar de quem perdeu renda

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, ressaltou que, mesmo com as medidas de isolamento, os “governos precisam garantir o bem-estar das pessoas que perderam sua renda e precisam desesperadamente de comida, saneamento e outros serviços essenciais”.

Ghebreyesus também pediu que “os governos mantenham seu povo informado sobre a duração prevista das medidas e forneçam apoio a idosos, refugiados e outros grupos vulneráveis.”

Aumento das mortes evitáveis

O diretor-geral também alertou nesta segunda que a Covid-19 está afetando todo o sistema de saúde e os doentes que dependem dele. “Surtos anteriores demonstraram que, quando os sistemas de saúde são sobrecarregados, as mortes devido a condições evitáveis e tratáveis pela vacina aumentam drasticamente.”

Tedros pediu que os países continuem campanhas de vacinação, serviços de pré-natal e atendimentos da saúde da família.

“Mesmo estando em meio a uma crise, os serviços essenciais de saúde devem continuar. Os bebês ainda estão nascendo, as vacinas ainda precisam ser entregues e as pessoas ainda precisam de tratamento que salva vidas para uma série de outras doenças”, disse o diretor-geral.

Com G1

 

FIFA autoriza testes de possíveis mudanças nas regras do futebol, como lateral com os pés e substituições ilimitadas; entenda

Foto: Ilustrativa

A FIFA deu autorização à Federação Holandesa para começar a testar um conjunto de cinco alterações nas regras do jogo. Na Alemanha a suspensão temporária será colocada em prática nos escalões amadores.

A evolução de outras modalidades tem aumentado a concorrência com o futebol e responder à angústia de agentes e adeptos é a maior preocupação de alguns responsáveis pelo futebol, em função disto a FIFA deu sinais de que está atenta ao clima de mudanças que se anuncia.

A FIFA costuma testar algumas alterações antes de a International Board (IFAB) aprová-las e averiguar até que ponto poderão ter um efeito positivo na modalidade, o organismo liderado por Gianni Infantino deu sinal verde à Federação Holandesa (KNVB) para testar cinco alterações às regras. E na Alemanha também se vivem tempos de experimentação.

Reuniram-se em Zeist, nos Países Baixos, no começo de março, representantes das federações da Alemanha, de Inglaterra, da Bélgica e dos EUA, tendo como ponto central da agenda o aperfeiçoamento e a “democratização” do VAR. A intenção é tornar a tecnologia tão acessível quanto possível para alargar a sua utilização a um maior número de países e de competições, já que um dos princípios das regras é justamente a igualdade. Porém, acabou por ser a discussão em redor das regras e do tempo útil de jogo as principais atenções ao término do encontro.

As ideias debatidas foram cinco: a reposição da bola em jogo com os pés caso saia pela linha lateral, a cobrança de uma falta de e para o mesmo jogador (o denominado auto-passe, onde não se puniria mais o que chamamos de “bitoque”), substituições ilimitadas, contagem do cronômetro apenas quando a bola estiver em jogo e períodos de exclusão por amostragem de cartões.

É possível observar que algumas regras são oriundas de outras modalidades, como o futsal, por exemplo, mas também há novidades.

“Discutimos estes tópicos com diferentes grupos, que envolviam treinadores, adeptos, jogadores e atletas jovens, e acabamos sempre por chegar à estas cinco questões”, explicou Gijs de Jong, secretário-geral da KNVB. “É por isso que queremos ver se somos capazes de testar regras diferentes”, acrescentou, aludindo a uma implementação gradual e cuidadosa: “Podemos experimentar nas camadas jovens até o sub-19, por exemplo, ou no futebol não competitivo ou até numa prova a eliminar no longo prazo”.

Algo relevante é justamente as discussões incluírem não somente ex-árbitros, mas também outras pessoas ligadas diretamente à prática da modalidade como jogadores e treinadores.

O dirigente da KNVB mostra-se alerta à necessidade de adaptar o futebol às atuais exigências do mercado. “É o nosso dever pensar em mudanças que tornem o futebol mais atrativo sem alterar a sua essência. Não são medidas para aplicar amanhã ou em cinco anos. É algo mais a prazo. Não se trata de uma revolução, mas de uma evolução”.

Uma das maiores preocupações dos adeptos, a avaliar pelos resultados de diferentes estudos, é a constante quebra do ritmo do jogo. “Em média, o tempo efetivo de jogo é geralmente de apenas 50 minutos. É por isso que também queremos testar estas medidas”, acrescenta Gijs de Jong, ciente de que há muitas outras modalidades em real crescimento e que a entrada de algumas no calendário olímpico mostra como a atenção dos jovens é hoje canalizada para outras áreas. “Queremos tornar o futebol à prova do futuro. O mundo está mudando tão depressa que não podemos ficar parados”.

Movimentações idênticas estão também para acontecer na Alemanha. A Federação Germânica (DFB) anunciou que irá testar, a partir da próxima época, as suspensões temporárias como sanção a aplicar em caso de um segundo cartão amarelo, ao invés da expulsão.

Na prática, o organismo está a dar resposta a um pedido de uma das divisões amadoras do estado de Hesse, que pretende avançar com um projeto-piloto. A experiência começará em 2020/21 a nível distrital (do oitavo escalão da hierarquia para baixo), será aplicada por um período de dois anos e, por enquanto, somente no futebol masculino.

Trata-se, no fundo, de dar forma a uma solução de outras modalidades (como o handebol ou o hóquei em patins), prevendo a saída do campo de jogo, por um período determinado, de um jogador que tenha recebido o segundo cartão amarelo. Cumprido o tempo de suspensão, o jogador regressará e só em caso de voltar a ser amarelado será definitivamente expulso.

Esta experiência só pode avançar porque os regulamentos da FIFA preveem que as regras ao nível das categorias de formação e do futebol amador possam ser ajustadas em consonância com as federações nacionais.

Desta forma, mesmo que não a curto prazo, a FIFA começa a dar novos passos para grandes mudanças no futebol, onde os impactos táticos aumentem o entretenimento de uma partida.

Fonte: Blog Lei em Campo – UOL

 

Caern reativa sistema do açude Gargalheiras em fase de testes

Foto: Divulgação/Caern

As chuvas no Seridó fizeram o açude Marechal Dutra, o Gargalheiras, atingir a marca de 6,79% de medição volumétrica. Por este motivo, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) iniciou em fase de testes a reativação da captação de água pelo manancial. De acordo com a gerente da Regional Seridó, Rosi Gurgel, estão sendo observadas as condições operacionais como vazão e qualidade da água, para a captação ser feita definitivamente pelo Gargalheiras.

A Caern deixou de captar água pelo Gargalheiras em 1º de setembro de 2015. A princípio, quando o sistema for colocado definitivamente em funcionamento, Acari terá seu abastecimento por rodízio. Já Currais Novos continuará sendo abastecida pelo açude Dourado. De toda forma, a Caern está trabalhando na reativação do sistema que vai do Gargalheiras para Currais Novos. Caso o açude Dourado entre em colapso, o abastecimento volta a ser pelo Gargalheiras.

Mesmo com as últimas chuvas, é necessário compreender, que a recuperação de mananciais leva tempo e necessita de bons volumes de chuvas. É importante que a população colabore fazendo uso racional da água em todas as regiões do Estado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tata disse:

    6% por cento e já querem tirar água do Gargalheiras? Imoral, e se parar de chover ?

Testes de direção veicular serão realizados no interior do Estado

Foto: Detran-RN

O testes de direção veicular, do mês de maio, iniciarão na quinta-feira (2) de acordo com o cronograma do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran). As primeiras cidades a receberem o exame serão Nova Cruz (2) e Passa Fica (3).

Para participar do teste prático o candidato precisa ter primeiro passado pelas aulas no seu Centro de Formação de Condutores (CFC) de escolha, após isso agendar o teste de acordo com a disponibilidade do sistema e comparecer no local para a realização da avaliação.

Os candidatos podem agendar o teste diretamente no site do Detran ou até mesmo no CFC. Receberão a comissão de examinaores as cidade de Canguaretama, Goianinha, São José de Mipibu, São Paulo do Potengi, Extremoz, Patu, Jucurutu, Caicó, Jardim do Seridó , Caraúbas, e Apodi.

Vacina contra dengue do Butantan inicia última fase de testes

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Foto: Roberto Stuckert Filho

Dilma reforçou a preocupação do governo com o vírus da zika, além da dengue. “O desafio é chegar à vacina contra o vírus da zika. Um dos caminhos é esse, de transformar a vacina da dengue de tetravalente em pentavalente, que cobriria também o da zika, ou desenvolver uma exclusiva para esse fim”, observou.
A ideia da vacina pentavalente é colocar o vírus da zika em um a espécie de “invólucro” do vírus da dengue e acrescentar à vacina já existente da dengue, mas a pesquisa ainda está em estágio bastante inicial.
Segundo o secretário de saúde do estado de São Paulo, David Uip, não faltarão verbas para estudos que levem ao desenvolvimento da vacina pentavalente, bem como de outros trabalhos correlatos, como os anticorpos monoclonais como tratamento da zika.
Ao todo, o governo federal anunciou que pretende investir R$ 300 milhões durante os próximos cinco anos na fase final de desenvolvimento da vacina de dengue. Um terço da verba sairá do orçamento Ministério da Saúde — acordo que foi assinado nesta segunda.
Os outros dois terços, que ainda estão sendo negociados, podem sair do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Investimento em soro contra zika
Outros R$ 8,5 milhões foram anunciados pela presidente para financiar o desenvolvimento do soro contra zika, destinado a grávidas já infectadas pelo vírus.
Segundo o médico imunologista Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan, o desenvolvimento do soro pode ser mais rápido que o da vacina. A diferença entre a vacina e o soro é que, enquanto a vacina estimula o organismo a desenvolver anticorpos contra o vírus, o soro tem a função de neutralizar o vírus já presente no organismo da pessoa infectada. Ou seja, ele já contém os anticorpos prontos para atacar o vírus.
Kalil observa que o modo de desenvolvimento do soro anti-zika deve ser parecido com o que se usa para produzir o soro contra raiva. “Primeiro é preciso cultivar o vírus em células e inativar esse vírus. Depois, ele é usado para imunizar um cavalo, como se estivesse fazendo uma vacina no animal, que passa a produzir anticorpos contra o vírus. Em seguida, pego o plasma do sangue do cavalo com os anticorpos, trago para a fábrica e purifico para selecionar só aqueles específicos contra o vírus.”
A pesquisa da vacina contra dengue é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A vacina é feita com os próprios vírus da dengue, que foram modificados para que a pessoa desenvolva anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue sem desenvolver os sintomas relacionados a eles.
Os testes têm mostrado que bastará uma dose para que a vacina seja eficaz. Trata-se da vacina brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento.
Fases da pesquisa
Nesta etapa de testes, dois terços dos voluntários receberão a vacina e um terço receberá placebo. O objetivo é verificar, depois de um período, se o grupo que foi vacinado teve uma redução considerável de casos de dengue em comparação ao grupo de controle. Isso permitirá verificar a eficácia da vacina.
Segundo estimativa do Instituto Butantan, todos os 17 mil voluntários devem ser vacinados em até um ano. A instituição acredita ser possível que a vacina esteja disponível para registro até 2018.
Até agora, 900 pessoas já receberam a vacina nas fases anteriores de testes clínicos: 600 pessoas na fase 1 e 300 na fase 2. Esses testes permitiram concluir que a vacina é segura e é capaz de induzir no organismo a produção de anticorpos contra os quatro vírus da dengue.

Fonte: G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luiz Moreira disse:

    Só falta agora desenvolver a vacina contra o lulismo e petismo, duas doenças ainda muito disseminadas e que afeta o poder de julgamento e discernimento das pessoas infectadas.

Testes rápidos e ações de prevenção da Aids serão realizados durante o carnaval no litoral e interior

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais, estará desenvolvendo ações de prevenção em diversos municípios do interior e também no litoral do estado, com tradição de carnaval.

Nos municípios de Assu, Areia Branca, Macau, Galinhos, Pitangui, Barra de Maxaranguape, São Gonçalo do Amarante e Touros, haverá distribuição de preservativos e material educativo nos bares, clubes e festas de rua. A ação acontece de 01 a 04 de março, em parceria com as secretarias municipais de saúde destes municípios e com o Movimento Social de Luta contra Aids.

Na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, haverá a realização de testes rápidos para o diagnóstico de HIV e Sífilis, também no período de 01 a 04 de março, em parceria com as secretarias de saúde de Santa Cruz, que cedeu sua unidade móvel de saúde, e de Parnamirim, além do apoio do Bar e Restaurante Paçoca de Pilão.

A Sesap também está abastecendo as Unidades Regionais de Saúde com preservativos masculinos e cartazes educativos. A Secretaria orienta que os municípios solicitem às Regionais suas grades para as ações deste período e sugere que as ações sejam desenvolvidas refletindo a cultura e realidade local, utilizando todos os meios de comunicação acessíveis à população geral. A previsão é dispensar a todos os municípios 600 mil unidades de preservativos.

“O carnaval é um momento importante para a campanha, onde é possível fazer uma grande mobilização social para relembrar a importância do combate a doenças sexualmente transmissíveis e despertar na população a consciência da necessidade da prevenção, reforçando que a resposta às epidemias é de responsabilidade de todos”, enfatizou Sônia Cristina Lins, responsável técnica pelo Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais.

Cursos de Medicina poderão ter testes a cada dois anos

O relator da Medida Provisória dos Mais Médicos, deputado federal Rogério Carvalho (PT-SE), incluiu no relatório a ser analisado pelo Congresso Nacional a realização de teste obrigatório de progresso dos estudantes durante o curso de Medicina.

Pela proposta, o aluno seria submetido a uma avaliação a cada dois anos e, na especialização, faria outras duas provas para avaliar o “ganho de competência.” Carvalho afirmou que a medida foi incluída por sugestão da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e de uma comissão de especialistas.

Essa medida, no entanto, já havia sido lançada pelo governo. Em outubro de 2012, a avaliação foi pivô de uma disputa pública entre os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante. O ministro da Saúde anunciou a intenção da criação da avaliação, mas, poucas horas depois, foi desmentido, em nota, por Mercadante, que afirmou desconhecer a ideia.

Na defesa da proposta, Padilha argumentava que exames periódicos, feitos ao longo do curso, poderiam corrigir a tempo algumas distorções, algo que poderia trazer mais segurança aos estudantes. Atualmente, a avaliação é feita pela Lei do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), por meio do Enade, uma prova nos 1.º e 6.º anos da graduação de Medicina. “A avaliação trará mais mecanismos para avaliar os cursos e corrigir problemas rapidamente, tão logo sejam identificados”, disse o relator.

Impor avaliação aos universitários já é prática defendida pelas associações e conselhos. O “teste de progresso” serviria, segundo a AMB (Associação Médica Brasileira), para avaliar não apenas o aluno, mas também escolas. O presidente Florentino Cardoso afirma:

— Apoiamos integralmente essa medida.

Atualmente não existe padrão nem entre as faculdades nem entre os conselhos de Medicina quando o tema é avaliação dos estudantes. Para ele, os testes deveriam ainda definir se os formandos podem ou não praticar a Medicina, como ocorre com os formandos em Direito – submetidos à prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Atualmente, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) é o único que obriga os formandos a se submeterem a uma prova no fim do curso. Quem boicota pode ter dificuldades para obter o registro.

Agência Estado

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio Nogueira disse:

    Ainda que se arvorem como a elite do conhecimento universal, nossos médicos se mostram arredios a uma comprovação de suas competências. Um exame em SP reprovou tantos concluintes que se fosse obrigatório a aprovação para exercer a medicina estaríamos importando médicos da Malásia a essas horas.