‘É hora das marcas informarem, e não de venderem’, diz publicitário Washington Olivetto

O publicitário Washington Olivetto (Foto: Robson Fernandjes/Estadão)

Vivendo em Londres desde que deixou o dia a dia da WMcCann, em 2017, o publicitário não deixou de acompanhar de perto o comportamento das marcas. Nesse cenário de coronavírus, ele lembra que algumas companhias conseguiram agir rapidamente. Ele destaca o caso da Coca-Cola, que suspendeu rapidamente as campanhas relacionadas a produtos em todo o mundo. No Brasil, ele lembra ações de O Boticário, Ambev e Alpargatas, que agiram para tentar dar sua contribuição em um momento em que o mundo todo deve se unir para combater uma pandemia.

O publicitário também fez uma analogia entre a quarentena que estamos vivendo e os quase dois meses em que ficou confinado ao ser sequestrado, entre o fim de 2001 e o início de 2002, no Brasil. “Eu tenho me comportamento de maneira semelhante à que me comportei naqueles 53 dias. Estou me preocupando e tomando todas as precauções, mas sem medo. Porque o medo baixa a imunidade.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista de Olivetto ao Estadão:

Confinamento

“Tenho certa experiência em ficar confinado. Tenho me comportado de um jeito parecido com o que eu me comportei nos 53 dias do meu sequestro, entre 11 de dezembro de 2001 e 2 de fevereiro de 2002. Estou me preocupando e tomando todas as precauções, mas sem medo. Porque o medo baixa a imunidade.”

Posicionamento de marcas

“A Coca-Cola, por exemplo, já tomou a atitude de cancelar todas as campanhas de produtos. Vai investir todos os recursos em informação ou até em doação das verbas de publicidade para causas. Esse é o momento em que as empresas devem investir em informação e não em persuasão. É hora de informar, não de persuadir. Não é hora de vender.”

Solidariedade

“Eu vejo que essa onda de solidariedade chegou ao Brasil, com ações de empresas como Alpargatas, Ambev e Boticário. As empresas de telefonia vêm investindo em informação. E, com todas as críticas que temos às escravidões tecnológicas, não dá para imaginar hoje um mundo em que a gente não possa conversar com parentes ou amigos pelo WhatsApp.”

Ano perdido

“Sob o ponto de vista de negócio não há como esconder 2020 que será um ano perdido. Curiosamente, eu leio algumas coisas no sentido contrário – mas isso é tapar o sol com a falta de peneira, ou é gente se fazendo de Poliana. A verdade é a seguinte: a publicidade mundial que já ia mal. E no Brasil ia pior ainda, porque precisava se reinventar. Agora, ficou claro que vai ter de se ‘re-reinventar’.”

Ineditismo

“Comecei a trabalhar muito cedo, e essa crise é totalmente diferente do que eu já vivi. E eu já vivi todas as circunstâncias de euforia e crises que minha atividade ofereceu. Nunca tinha visto algo igual. Nem no trabalho nem na vida.”

Saúde x economia

“À distância, no Brasil, o que me assusta é que a saúde não pode ser transformada em um problema político. Não se pode culpar a saúde pelos problemas econômicos já existentes. Poucas vezes houve um momento em que se precisasse tanto de bom senso. De saber equalizar as coisas bem. Precisamos ter a formulação correta para resolver o problema.”

Algo de bom?

“Meus filhos têm me mostrado exemplos de renascimento da natureza, como em Veneza, na Itália. Os veículos de comunicação e os artistas estão se mostrando unidos e generosos. Na Itália, em meio à peste, as pessoas cantaram nas janelas. Acho que, de vez em quando, a natureza precisa nos dar uns sustos.”

Estadão

Brasil adere a protocolo de registro internacional de marcas; tratado facilita e reduz custos dos processos

(FOTO: REPRODUÇÃO/PEXEL)

Trinta anos após a criação, o Brasil adere ao Protocolo de Madri, um tratado internacional que facilita e reduz custos para o registro de marcas de empresas no exterior. A previsão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) é que a nova sistemática comece a funcionar em outubro no país.

O Senado aprovou nessa quarta-feira (22) os textos do protocolo referente ao Acordo de Madri adotado em 27 de junho de 1989, e em vigor desde 1996 em outras nações. O protocolo já havia tramitado na Câmara dos Deputados.

O documento aprovado pelas duas casas do Congresso Nacional está disponível na internet e inclui o regulamento comum para registro internacional de marcas.

De acordo com o Inpi e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o termo viabiliza o registro de marcas em 120 países (responsáveis por mais de 80% do comércio internacional). O tratado é administrado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), que centraliza a tramitação para diversos países, sob o mesmo prazo, operando com uma única moeda e idioma.

A facilidade de registro simplifica procedimentos de inscrição; reduz custos de depósito e de gestão do processo; permite às empresas interessadas previsibilidade no tempo de resposta dos pedidos; e viabiliza o monitoramento permanente da proteção da marca em todos os países em que estiver registrada.

A CNI calcula que os prazos de análise e custos de registro podem ser 75% menores do que os atuais. De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da entidade, Carlos Abijaodi, há casos em que o registro no Brasil demora até quatro anos.

Segundo Abijaodi, algumas empresas optavam por fazer o registro diretamente no exterior. “As empresas faziam pesquisas e descobertas, mas depois registravam a marca em outros países porque o processo era muito mais rápido que aqui. Estávamos perdendo marcas que poderiam ser brasileiras, mas estavam sendo registradas em outro lugar”.

Para o diretor, a adesão vai dar mais segurança às empresas, que passam a ter mais garantias quanto ao investimento e o esforço que estão fazendo para registrar a marca no país, divulgar e atingir outros mercados. Abijaodi acredita que as maiores beneficiadas serão as pequenas empresas. “Essas não têm condição de contratar um advogado para procurar a Justiça em outro país”, disse.

Em nota, o presidente do Inpi, Cláudio Vilar Furtado, comemorou a decisão do Congresso. “A adesão do Brasil ao Protocolo de Madri representa a abertura dos portos (…) às marcas brasileiras”.

Época Negócios

 

Brasileiros estão fora das marcas mais valiosas do mundo

Nenhuma empresa brasileira entrou para o ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo. Geralmente quem frequenta essa listinha são os bancos Itaú ou Bradesco, que ultimamente têm comparecido todos os anos na lista das empresas de maior valor de mercado, ao lado da Petrobras e Vale.

Pelo 12º ano consecutivo, a Coca-Cola é a marca mais valiosa do mundo. Se fosse vendida hoje, valeria US$ 71,86 bilhões. Em seguida vem: IBM (US$ 69,90 bi), Microsoft (US$ 59,03 bi), Google (US$ 55,31), General Eletrics (US$ 42,80 bi).

Fecham a lista dos 10+, em bilhões de dólares, a rede McDonald’s (35,59), Intel (35,21), Apple (33,49), Disney (29,01) e Hewlett-Packard (28,47). Outra novidade foi a Nokia, que pela primeira vez em anos está fora dos 10+. Já a Apple cresceu 58% em um ano e estreou no ranking.

Corinhthians é a marca mais valiosa do futebol brasileiro

O Corinthians é o clube com a marca mais valiosa do Brasil. A pesquisa foi feita pela consultoria BDO RCS, que publica anualmente um estudo avaliando as marcas dos maiores clubes de futebol brasileiro.

Os clubes que mais cresceram em valor gerado para as suas marcas entre 2004 e 2011 foram: Corinthians com evolução de R$ 581 milhões, Flamengo R$ 366,7 milhões, São Paulo R$ 324,3 milhões, Palmeiras R$ 244,5 milhões, Internacional R$ 195,7 milhões e Grêmio R$ 157,4 milhões. Esses seis clubes foram responsáveis por 79% dos R$ 2,3 bilhões de evolução do valor de marca registrado pelos maiores clubes brasileiros entre 2004 e 2011.

 

O método de trabalho na escolha e análise dos clubes foi à mesma das outras edições, com a utilização de dados financeiros, sondagens junto dos adeptos, informações de marketing de cada clube e dados econômicos e sociais dos brasileiros.

A liderança do ranking das marcas mais valiosas do futebol brasileiro apresentou alterações nesses últimos anos. O Corinthians, que figurou em segundo no ranking de 2009 e terceiro em 2004, liderou o ranking de 2010 e de 2011.

O Flamengo que foi líder em 2009, e que tinha perdido duas posições e figurou em terceiro no ano passado, ganhou uma posição e ficou na segunda posição nesse ano. Já o São Paulo que estava em terceiro lugar em 2009 e liderou o ranking em 2004 e tinha assumido a segunda posição no ano passado, caiu para a terceira posição em 2011.

 

OS CLUBES BRASILEIROS COM AS MARCAS MAIS VALIOSAS (valores em R$ milhões)

Pos 2011 Valor Var % 2010 Valor
1 Corinthians R$ 867,0 16% Corinthians R$ 749,0
2 Flamengo (+1) R$ 689,5 10% São Paulo R$ 659,8
3 São Paulo (-1) R$ 664,2 1% Flamengo R$ 625,3
4 Palmeiras R$ 452,9 2% Palmeiras R$ 444,1
5 Internacional R$ 277,9 3% Internacional R$ 268,7
6 Santos (+2) R$ 227,9 49% Grêmio R$ 222,8
7 Grêmio (-1) R$ 224,6 1% Vasco da Gama R$ 156,5
8 Vasco da Gama (-1) R$ 162,5 8% Santos R$ 153,3
9 Cruzeiro R$ 151,3 8% Cruzeiro R$ 139,6
10 Atlético Mineiro R$ 150,5 36% Atlético Mineiro R$ 110,3
11 Fluminense R$ 135,7 30% Fluminense R$ 104,2
12 Botafogo R$ 90,7 1% Botafogo R$ 89,9
OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Aougfhe disse:

    essa tabela tá um pouco confusa.

As 25 marcas mais valiosas do Brasil

Pesquisa da consultoria Interbrand aponta os bancos Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, bem como a Petrobras e a Skol como as marcas mais valiosas do país neste ano.

Para avaliar “a força” das marcas, a consultoria leva em conta dez fatores: autenticidade, clareza, comprometimento, proteção, capacidade de resposta, consistência, diferenciação, relevância, presença e entendimento.

Veja abaixo a lista das 25 marcas mais valiosas do país, e suas estimativas de valor (em R$ milhões).

1 – Itaú – 24.296(24 Bilhões e Duzentos e Noventa e Seis Milhões de Reais)

2 – Bradesco – 13.633

3 – Petrobras – 11.608

4 – Banco do Brasil – 11.309

5 – Skol – 7.277

6 – Natura – 5.666

7 – Brahma – 4.351

8 – Vale – 2.656

9 – Antarctica – 2.013

10 – Vivo – 1.700

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Diesel deixa o Brasil

Nem tudo são flores no mercado de alto luxo no Brasil:

Folha On Line:

A Diesel, grife italiana conhecida por seus jeans de luxo, vai fechar suas três lojas próprias no Brasil.

Inaugurada em 2008 com a presença do dono da marca, o italiano Renzo Rosso, a loja da rua Haddock Lobo, nos Jardins (zona oeste de São Paulo) teve neste sábado seu último dia de expediente.

O investimento no ponto dos Jardins — que era o maior do grupo no mundo, com espaço de 1.700 metros quadrados, divididos em quatro andares — foi de de US$ 7 milhões.

As outras duas lojas da marca, a do Shopping Iguatemi, em São Paulo, e a do Fashion Mall, no Rio, encerrarão suas operações no próximo sábado, dia 4.

Segundo a Folha apurou, cerca de 50 funcionários serão demitidos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Diesel, o fechamento das lojas faz parte de uma “reestruturação” da marca no país. “As lojas serão reabertas dentro de poucos meses e os funcionários, recontratados”, disse a assessoria.

O empresário paulista Esber Hajli é o representante da marca no Brasil desde 2001.

SALDÃO

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