O Ministério Público Federal afirmou nesta quinta-feira (17) que vai recorrer contra a pena dada pelo crime de racismo a estudante Mayara Penteado Petruso.
Ela foi condenada pela Justiça Federal de São Paulo a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão por ter ofendido nordestinos por meio da rede social Twitter.
A ofensa foi publicada no dia 31 de outubro de 2010, logo após a vitória eleitoral da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra. Os maiores índices de votação de Dilma na ocasião foram registrados na região Nordeste.
“Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!”, escreveu a estudante em sua página.
A Procuradoria afirma que a pena dada a estudante é insuficiente.
Mayara não ficará presa pois sua pensa foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. A decisão foi tomada pela juíza da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Mônica Aparecida Bonavina Camargo.
Mayara admitiu a publicação da mensagem e disse que foi motivada pelo resultado das eleições presidenciais.
Ela afirmou que não tinha a intenção de ofender, que não é preconceituosa e que não esperava tamanha repercussão. De acordo com o processo, Mayara disse estar envergonhada e arrependida.
A reportagem ligou para o escritório do advogado da estudante ontem e hoje, mas não foi atendida.
Estudante de direito em uma universidade da capital paulista, Mayara perdeu o emprego em um escritório de advocacia após o episódio. Ela também mudou de cidade e abandonou o curso.
“O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo”, afirma a juíza na decisão.
Fonte: Folha
O inquérito da Operação Monte Carlo traz um trecho revelador dos expedientes que eram usados pela quadrilha para obter vantagens nas suas aproximações de governos. Como a empreiteira Delta Construções tinha interesse em fechar contratos no Tocantins, o contraventor Carlinhos Cachoeira pagou um jantar e contratou uma garota de programa para acompanhar Eduardo Siqueira Campos, o então secretário de Planejamento do Tocantins e filho do governador Siqueira Campos (PSDB). De acordo com o relatório da Polícia Federal, o jantar de Eduardo Siqueira Campos, ex-deputado e ex-senador, com a garota de programa aconteceu no dia 19 de maio de 2011, em Goiânia. No dia seguinte, segundo interceptação telefônica que consta do inquérito, Cachoeira conversou com o ex-diretor da Delta para a região Centro-Oeste sobre o ‘arranjo’ para agradar ao secretário. Cachoeira reclama do valor da conta, R$ 1 mil, e Abreu o ironiza: “Você deu para vir de Brasília só para tomar vinho, bem feito!”
ESSA CRIATURA TEM QUE SE CONVERTER, PEDIR PERDÃO À DEUS SOU NORDESTINA C/ MUITO ORGULHO ELA TINHA QUE PASSAR PELO MENOS UM ANO PRESA, P/ TER TEMPO DE PENSAR NO QUE DISSE. AINDA TEM A CARA DE PAU DE DIZER QUE NÃO QUIZ NOS OFENDER. DEUS TENHA MISERICÓRDIA DESSA PATRICINHA MIMADA ELA ESTÁ SE ACHANDO, VAMOS REVER AS LEIS DESSE BRASIL GENTE. SOU DE CARUARU- PE NORDESTINA DA GEMA.