Arrecadação de ICMS no RN de agosto de 2020 agosto é 2% maior que do mesmo período em 2019

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O aumento do volume recolhido do imposto chegou a R$ 504 milhões em agosto, sendo o maior desde o início da pandemia. No entanto, alta não foi suficiente para provocar alta na receita total no mês

A arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) no Rio Grande do Norte apresentou em agosto um crescimento de 2% em comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume recolhido foi de R$ 504 milhões frente aos R$ 495 milhões arrecadados no período no ano passado. A alta indica uma volta gradual das atividades econômicas e melhoria dos indicadores sanitários, resultado das ações traçadas pelo Governo do Estado.

Esse aumento no recolhimento do imposto foi provocado principalmente pelo desempenho do atacado e do varejo, que tiveram crescimentos de 26,1% e 11,7%, respectivamente, no comparativo com agosto de 2019. Em relação à julho deste ano, os maiores crescimentos foram nos setores de energia elétrica, que cresceu no mês 43%, e na indústria, com um aumento de 34%.

Os dados são da 11ª edição do Boletim de Atividade Econômica, produzido mensalmente pela Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN). O informativo com os dados da arrecadação de ICMS foi divulgado nesta segunda-feira (14). A edição completa pode ser conferida no site www.set.rn.gov.br/.

“Iniciamos a retomada das atividades econômicas no momento oportuno, em que os indicadores sanitários estavam melhorando. Com isso, os indicadores econômicos começaram a subir, permitindo uma recuperação mais rápida da economia do quem tínhamos projetado no início do crise”, analisa o secretário Estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier.

De fato. As empresas do Rio Grande do Norte atingiram em agosto um volume médio diário de negociações de R$ 313,1 milhões, com uma emissão diária de 919 mil documentos fiscais por dia. No mês anterior, esse valor foi de R$ 290,4 milhões e a média de emissões de 873 mil emissões de notas fiscais por dia.

Arrecadação total

O boletim traz também informações sobre os demais impostos, que compõem as receitas próprias do estado: o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD).

Mas, o desempenho positivo na arrecadação do ICMS, entretanto, não foi suficiente para incrementar o total de receitas próprias do RN a ponto de superar o volume obtido em agosto de 2019. A arrecadação total ficou 1,3% menor que no ano passado, com um total recolhido de R$ 535 milhões. Mas em relação ao mês anterior houve sim um avanço. Quando comparados os meses de julho e agosto de 2020, o RN registra um incremento de 11,8% na arrecadação total, impactada pelo aumento de 19,8% do ICMS em agosto.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    E tome Eeiciência na gestão, parabéns governadora.

  2. Q. Terenso disse:

    Em plena PANDEMIA .

    Bolsonaro
    2022.

    Não tem pra ninguém.

    A desgovernadora tá bom de começar a pagar ps atrazados.

    Condições pra isso o PR Bolsonaro criou.

    Ôôô véi duro da gota serena.

  3. Severino disse:

    Lembrado que o IPVA foi prorrogado.

  4. Aantnti PT disse:

    O Véio Bolsonaro é duro Kkkk, o Véio Bolsonaro não deixou a economia parar, o Véio arroxado do cunhão rôxo é Bolsonaro.

Câmara de Natal aprova 2% da arrecadação de ISS e IPTU para incentivo à cultura

Foto: Assessoria / CMN

Os vereadores de Natal aprovaram em 2% o percentual das receitas provenientes do ISS e IPTU a ser utilizado como incentivo cultural para o Exercício de 2020 no município pela Lei Djalma Maranhão. O Decreto Legislativo 01/2020, de autoria da Mesa Diretora da Câmara, foi votado em Sessão Extraordinária nessa quarta-feira (29).

Com a aprovação, a destinação de recursos para projetos culturais nos termos da lei fica estimado em R$ 11.397.820. “Foi uma votação tranquila, com apenas uma abstenção. Pela lei, a Câmara precisa votar o percentual nos primeiros 30 dias do período legislativo para que os produtores iniciem a captação de recursos para seus projetos e fomente a cultura e a economia criativa da cidade”, explicou o presidente da Câmara, vereador Paulinho Freire.

Pela lei, empresas apoiam projetos culturais, através de doação, patrocínio ou investimento de certificados expedidos pelo Poder Público, correspondentes ao valor do incentivo. Em troca, as empresas recebem isenção fiscal correspondente ao percentual aprovado pela Câmara. Durante a votação, os vereadores enfatizaram que o valor proposto poderia ser maior, mas destacaram que é preciso fazer com que todos os interessados tenham acesso a esses recursos. “Consideramos que ainda é pouco, mas antes de pensar em aumentar devemos pensar em fazer esses 2% chegarem aos produtores, já que falta maior divulgação e capacitação, tanto para as empresas, quanto para os produtores, porque ainda existe a burocracia, a questão de pendências tributárias. Sabemos que fomentar a cultura é gerar empregos e movimentar a economia e o turismo”, destacou a vereadora Nina Souza (PDT).

Outra sugestão é que o percentual seja ampliado para alimentar um Fundo Municipal de Cultura. “Ficaria em 5% para que 3% sejam direcionados ao fundo. Assim, não dependeria da adesão de empresários e reduziria a burocracia, beneficiando ainda mais produtores e grupos culturais, inclusive aqueles que têm menor estrutura”, sugeriu o vereador Fernando Lucena (PT).

A Lei Djalma Maranhão beneficia projetos de música e dança, teatro, circo e ópera; cinema, fotografia e vídeo, literatura e cartum, artes plásticas, artes gráficas, filatelia e culinária, folclore e artesanato, história da cultura e crítica de artes, acervo e patrimônio histórico-cultural, museus, centros culturais e bibliotecas, relíquias e antiguidades.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jerônimo disse:

    Haja farra e festa

Caixa quer reduzir juro do cheque especial para 2% ao mês

Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, quer reduzir a taxa do cheque especial para o patamar de 2% ao mês. Em entrevista exclusiva ao GLOBO, ele disse que o banco aposta na redução da inadimplência e na ampliação da base de clientes para viabilizar esse movimento e já determinou à sua equipe que se debruce sobre o tema.

Ele reforçou ainda a determinação de fazer uma “revolução” no financiamento habitacional no Brasil, com a nova linha de financiamento com juros fixos, sem correção, a ser anunciada em meados de março.

Em dezembro, a Caixa já havia reduzido a taxa do cheque especial de 4,99% ao mês para 4,95% para clientes que recebem seus salários na instituição. O Banco Central determinou que os bancos devem restringir o juro a 8% ao mês a partir de janeiro. Antes, a média era de 12% mensais.

– A gente passou o cheque especial de 14% para 4%, e o meu objetivo é ir para 2%, 2,9% ao mês. Nós tínhamos uma inadimplência ‘X’ quando cobrávamos 14%, temos uma inadimplência muito menor quando cobramos 4,9%. Se a gente conseguir reduzir a inadimplência e aumentar a carteira, podemos continuar diminuindo o cheque especial porque o que interessa para a gente é a rentabilidade — disse Guimarães, que admite que a decisão está relacionada ao perfil social da instituição:

– Existem segmentos que têm uma margem maior, e claramente a maior é do cheque especial. Vamos ter um resultado recorde de lucro de 2019. Isso é uma demonstração de que a gente consegue reduzir juros e ter lucro. A gente busca lucro equilibrado, retorno para a sociedade e os clientes de forma equilibrada.

Essa ação agressiva de Guimarães conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, que vê na ação do banco estatal uma forma de forçar a redução dos juros das demais instituições financeiras. No sábado passado, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente ressaltou que a Caixa vem puxando a queda na taxa de juros e que os concorrentes devem correr atrás para “não perder clientes”.

Ele também avaliou que, caso a instituição fosse privada, não teria se comportado do mesmo modo. Na quinta-feira, em transmissão nas redes sociais, Bolsonaro voltou a elogiar a Caixa:

– Vale abrir conta lá, pois ela está na frente dos outros bancos. A não ser que os bancos sigam o exemplo da Caixa. Caso contrário, o Pedro vai matar os outros bancos, o Pedro vai ser o exterminador de bancos, com esses números que está apresentando para o cheque especial e outros itens, como crédito imobiliário.

O novo modelo terá prazo de financiamento de 30 anos e a taxa de juros será no mínimo de 6,5% ao ano — a mais baixa da instituição. Guimarães não revela quais serão as taxas a serem cobradas, mas adianta que serão competitivas e não só para a classe média.

Para se precaver contra eventuais prejuízos, caso os indicadores da economia piorem, como aumento da inflação, o banco vai embutir na tarifa o custo de hedge (proteção) — que será feito via compra de títulos públicos atrelados à inflação. Para assegurar que o cliente não tenha perdas ao assumir um contrato habitacional de longo prazo com juros pré-fixados, a Caixa assumirá os riscos.

– Hoje, o cliente tem o risco da TR (Taxa Referencial), que pode subir em caso de alta da Selic, e da inflação, com o IPCA. Ele terá uma taxa fixa e não terá que se preocupar com inflação. No caso da Caixa, como a gente se defende? Comprando títulos que tenham correlação com a inflação. Vou fazer um financiamento (com a compra dos títulos públicos) e vou pagar nos próximos 30 anos. Isso nunca aconteceu. Essa modalidade será uma revolução — destacou Guimarães, que convidou para o lançamento da linha o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Segundo ele, cabe à Caixa se antecipar a esse movimento, já consolidado em países como EUA e Europa. Guimarães ressaltou que a instituição é “sinônimo” de crédito imobiliário no Brasil. Ela detém fatia de cerca de 70%.

Os demais bancos devem seguir o mesmo caminho, como foi com o financiamento habitacional tendo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como indexador. A modalidade foi lançada em agosto de 2019 e já atraiu outros 16 bancos, segundos dados do BC.

— Fizemos com o IPCA, e isso foi importante porque gerou discussão no mercado entre prós e contras, gerou amadurecimento. Depois reduzimos os juros dos financiamento com TR de 9% para 6,5% ao ano, e agora vamos a uma terceira discussão, que é o prefixado — disse Guimarães.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Josemar disse:

    Só tem uma coisa q baixa preço/juros… Concorrência!!! O que não existe entre os grandes bancos. Enquanto o mercado estiver na mão de poucos sempre teremos juros altos, mesmo c a SELIC baixa.

  2. Observador disse:

    Tem q privatizar tudo. Vendam ao Bradesco.

  3. Justiceiro disse:

    Não se iludam. Essa é uma maneira de fragilizar mais ainda a CAIXA. Só de empregados caiu de 110 mil para 82 mil. Querem criar uma "necessidade" de destruí-la…

    • Neco disse:

      No ano passado o lucro da Caixa bateu o seu próprio recorde.
      Gestão honesta, mais enxutae e eficiente é isso aí.

  4. ABC disse:

    Dá lhe Mito, chuuupa petralhada, conheço um petista que vive sorrindo agora por que financiou um imóvel a juros de 6,5 % ao ano, antes ele teria pagado 11% ao ano. Mas não tem jeito, continua conversando merda, pode Arnaldo?????

  5. Carlos disse:

    Pronto, mais um defendo sigla partidária. Essa bost… de país não tem jeito, a população é de uma ignorância sem limites.

  6. Bruno disse:

    Fala petralhas.
    Kkkkkkkkk

Salário inicial de R$ 19 mil já coloca elite dos servidores entre 2% mais ricos no Brasil

Foto: Ilustrativa

“Você tem alto salários, estabilidade. Você vive em Brasília, é outro planeta. É Versalhes”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, no início de setembro, comparando as condições de trabalho dos servidores públicos federais à opulência da corte real francesa que ocupava o Palácio de Versalhes antes da derrubada da monarquia em 1789.

Sob o argumento de que o funcionalismo, em especial o da União, é caro e privilegiado, o governo de Jair Bolsonaro quer enviar ao Congresso no início de 2020 uma reforma administrativa para reformular as carreiras públicas, projeto que vem sendo chamado também de novo RH do Estado. Os gastos com pessoal ativo — que devem fechar o ano acima de R$ 300 bilhões — é o terceiro maior da União, atrás de Previdência Social e juros da dívida pública.

Guedes tem um importante aliado nessa empreitada: o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é antigo defensor da pauta. Ambos consideram que os servidores — com destaque para carreiras exclusivas de Estado como gestão tributária, Justiça, diplomacia — já começam ganhando alto para padrões brasileiros e progridem rapidamente para o teto de remuneração de cada categoria.

Nesse sentido, eles querem uma reforma que reduza os salários iniciais, torne mais gradativa a evolução na carreira e atrele a progressão a avaliações de desempenho. Também defendem flexibilizar as regras de estabilidade para facilitar a demissão em casos de baixa produtividade — essa última proposta sofre críticas inclusive de economistas liberais que consideram o mecanismo uma defesa contra perseguição política.

No Poder Executivo, algumas das carreiras que se destacam pela elevada remuneração paga aos recém-concursados são as de delegado da Polícia Federal (R$ 23.692,74), auditor-fiscal da Receita Federal (R$ 21.029,09), advogado da União (R$ 21.014,49), diplomata (R$ 19.199,06) e analista do Banco Central ou de Planejamento e Orçamento (R$ 19.197,06). São valores que colocam esses servidores entre os brasileiros mais ricos, no instante que ingressam na carreira.

De acordo com a Oxfam, organização internacional que atua na redução de desigualdades, trabalhadores com salário mensal a partir de R$ 15 mil já estão entre os 2% de maior renda no país, quando consideradas pessoas de mais de 18 anos que possuam alguma fonte de recursos. Já uma remuneração a partir de R$ 23 mil coloca o indivíduo entre o 1% mais rico.

Esses dados foram extraídos, a pedido da BBC News Brasil, de uma calculadora criada pela Oxfam com dados oficiais do IBGE e da Receita Federal para evidenciar a diferença de renda e do peso dos impostos sobre diferentes extratos sociais no país.

Para Rodrigo Maia, os ganhos iniciais altos e a rápida progressão permitida em algumas carreiras reduzem o “estímulo” para que o servidor público se esforce mais.

“Tem uma cúpula (de servidores) dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) que começa já ganhando perto do teto (do funcionalismo, hoje em R$ 39 mil). Então, eu pergunto: não é correto, em vez de a pessoa começar ganhando R$ 25 mil, ela começar ganhando R$ 12 mil, R$ 15 mil, que para o Brasil já é uma grande salário?”, questionou Maia, em entrevista em outubro ao programa Poder em Foco, do SBT.

Elite dos servidores começa ganhando mais que profissionais com doutorado

Os salários pagos à elite do Poder Executivo não estão apenas muito acima da renda per capita do país (R$ 1.373, segundo o IBGE), mas superam também largamente a de pessoas altamente escolarizadas. De acordo com o Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério da Economia, a remuneração média de profissionais com doutorado no Brasil, seja no setor privado ou público, estava em R$ 12.141 em dezembro de 2018.

Mas há salários iniciais ainda mais altos nos Poderes Judiciário e Legislativo. A remuneração mais baixa oferecida hoje para juízes federais no Brasil é de R$ 32 mil, mesmo patamar oferecido pelo Senado Federal como salário de entrada para o cargo de consultor legislativo.

O economista Nelson Marconi, professor nos cursos de Administração Pública e Governo da FGV-SP, atribui os altos salários da elite do funcionalismo a dois fatores: capacidade maior de pressão sobre o governo e o Congresso e a proximidade do processo decisório.

“Legislativo e Judiciário sempre tiveram mais liberdade para reajustar que Executivo, pois têm um número menor pessoas, então o impacto fiscal não é tão grande. Eles acabam conseguindo reajuste e aí, na sequência, as categorias mais fortes do Executivo, como Polícia Federal e Receita, pressionam também para não ficar muito atrás”, ressalta.

“E há a proximidade de vários servidores do processo decisório (do governo). Você está negociando com seus pares. É uma relação diferente do setor privado, em que há o patrão e o trabalhador. Quem no setor privado ganha R$ 19 mil no início da carreira?”, compara.

No entanto, o Ministério da Economia não esclareceu se a reforma atingirá apenas os servidores da União, ao ser questionado pela BBC News Brasil. Apenas o STF e o Congresso podem dar início a projetos de lei que alterem as carreiras dos servidores do Judiciário e do Legislativo, respectivamente. No entanto, o governo tem sinalizado com o envio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) — nesse caso, a reforma poderia atingir funcionários de todos os Poderes.

Resistência e críticas à reforma

Na tentativa de reduzir resistências dentro do funcionalismo e questionamentos jurídicos sobre direitos já adquiridos, o governo tem dito que as mudanças valerão apenas para servidores contratados após a reforma. Ainda assim, a proposta vem sofrendo grande oposição dentro do funcionalismo e, por isso, seu envio ao Congresso, previsto inicialmente para outubro, foi adiado para o ano que vem.

Líderes de associações de servidores ouvidos pela BBC News Brasil reconheceram que algumas categorias têm salários de partida elevados e que é possível melhorar os sistemas de avaliação de desempenho. No entanto, argumentam que um bom patamar de remuneração é importante para atrair bons quadros para o funcionalismo e temem que a reforma defendida pelo governo precarize o serviço público prestado à população. Eles ressaltam que há pessoas que entram no serviço público já no meio da carreira, tendo experiência profissional e pós-graduação.

No governo anterior, do presidente Michel Temer, a equipe econômica chegou a defender um limite de R$ 5 mil para o salário inicial dos servidores. Segundo estimativa divulgada em outubro pelo Banco Mundial, se fosse adotado esse teto para e também alongado o tempo necessário para se chegar a ganhos mais altos, a União economizaria R$ 104 bilhões até 2030.

No mesmo documento, o Banco Mundial apontou que os os servidores públicos federais brasileiros ganham quase o dobro (96% a mais) do que os trabalhadores do setor privado com mesma escolaridade. A maioria do funcionalismo, porém, trabalha para municípios, onde os salários são similares aos do setor privado, aponta o estudo. Segundo o Ipea, os servidores municipais ganhavam em média R$ 3 mil em 2016.

O documento do Banco Mundial vem sendo citado pela equipe de Paulo Guedes para defender a reforma administrativa. Opositores da proposta do governo, por sua vez, criticam a metodologia usada no estudo argumentando que carreiras típicas de Estado não têm correspondente na iniciativa privada.

“Essa comparação é totalmente descabida. Você vai comparar um diplomata com que trabalhadores da iniciativa privada? Com quem você vai comparar um auditor da Receita Federal? Só ele tem prerrogativas da política tributária”, afirma Rudinei Marques, presidente do Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado).

“Quem vai gerir R$ 3 trilhões (orçamento do governo federal)? É muito pagar para um servidor desse R$ 15 mil, R$ 16 mil como salário inicial? Acho que não”, reforça, em referência à remuneração líquida inicial de carreiras que administram as contas federais.

Para o economista José Celso Cardoso, Presidente da Associação de Funcionários do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a comparação feita pelo Banco Mundial “tenta jogar a população contra os servidores públicos usando uma estatística que é uma tortura de dados”. Ele acusa o governo de estar focado apenas em cortar gastos, e não em uma reforma que melhore o serviço público. Embora reconheça que alguns salários iniciais são altos, Cardoso considera arriscado uma redução para R$ 5 mil, por exemplo.

“Se eu jogo o salário de entrada muito embaixo, você vai atrair profissionais menos qualificados, menos estimulados, e o resultado agregado desse movimento vai ser diminuir o custo da folha de pagamento e piorar a qualidade do serviço público. Qual o custo da piora da qualidade do serviço público? Ninguém fez essa conta”, ressalta.

“Imagine um fiscal da Receita Federal que trabalhe cobrando empresários. O salário inicial líquido vai dar uns R$ 16 mil. Eu acho alto para o padrão brasileiro. Mas, se for menos, vai reduzir a corrupção? Esse cara vai ser mais ou menos facilmente capturado pelo empresário que quer burlar a fiscalização?”, acrescenta.

‘São bons profissionais, mas não gênios’

O professor da FGV Direito SP e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público, Carlos Ari Sundfeld, contesta o argumento de que salários de carreiras de Estado não possam ser comparadas com o setor privado. Para ele, a remuneração no serviço público deve ser similar a dos demais trabalhadores com escolaridade parecida.

“Eles (elite do funcionalismo) argumentam que os salários têm que ser extraordinários porque eles são extraordinários, fora do normal. Isso é um delírio. São bons profissionais, mas não se trata de um universo de gênios”, crítica.

Sundfeld lembra também que o funcionalismo tem proteção maior em tempos de crise, não estando sujeito a demissões quando o governo enfrenta aperto nas contas, diferentemente do que ocorre em empresas. Dados do IBGE revelam que a crise econômica tem aumentado o fosso salarial — enquanto a renda média no serviço público subiu de R$ 3.483 para R$ 3.693 nos últimos cinco anos, no setor privado caiu de R$ 2.018 para R$ 1.977.

“Não são necessários salários altíssimos para atrair talentos adequados porque o setor público tem outros atrativos: é um trabalho com propósito, oferece estabilidade”, diz o professor.

Trabalhador sem diploma ganhando mais que graduados

As carreiras com maiores salários exigem curso superior para participar do concurso. No entanto, uma pesquisa na tabela de remuneração dos servidores federais, disponível no site do Ministério do Planejamento, permite encontrar carreiras de nível intermediário (que não exigem ensino superior) com salários iniciais também bem acima da média nacional.

O piso pago aos técnicos do Banco Central, cujo concurso exige apenas nível de Ensino Médio completo, é de R$ 7.283,31. Já no Ipea, auxiliares administrativos, secretárias e motoristas começam ganhando R$ 6.623,58.

São valores que superam a média da remuneração dos trabalhadores com graduação no país (R$ 6.004, segundo a Rais).

Como exemplo das distorções que existem dentro do próprio funcionalismo, esses salários estão perto ou acima da remuneração inicial de carreiras federais com nível superior, caso do engenheiro agrônomo do Incra (R$ 6.693,80) e do indigenista especializado da Funai (R$ 5.962,87).

Juízes brasileiros recebem mais que europeus

Comparações internacionais também indicam que algumas categorias brasileiras têm salário inicial acima de seus pares em outros países. Um estudo de 2018 da Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (Cepej, na sigla em francês) mostra que o salário inicial médio pago a juízes em 48 países (a maioria europeus) era de 50.529 euros anuais (cerca de R$ 236 mil) em 2016.

Naquele ano, o juiz federal brasileiro ganhava no mínimo R$ 27.500 ao mês, além de auxílio moradia de R$ 4.377. Considerando o 13º salário e o adicional equivalente a dois meses de férias aos quais a categoria tem direito, o ganho anual de um magistrado federal era de ao menos R$ 428 mil.

“Nós somos o teto do funcionalismo. E num país com tantos milhões de pessoas desempregadas, e alguns abaixo da linha da pobreza, realmente há um distanciamento”, reconheceu ao jornal Folha de S.Paulo a juíza Renata Gil, nova presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros.

“Mas, se pensar que as garantias remuneratórias são garantias do próprio funcionamento do Poder Judiciário, jamais pensaríamos que isso deveria estar em discussão”, argumentou em seguida.

Diplomatas brasileiros também não ficam atrás de pares estrangeiros. No Reino Unido, o salário inicial da carreira é de 28 mil libras no ano (o equivalente a quase R$ 153 mil), remuneração que pode chegar a 45 mil libras em cinco anos (quase R$ 246 mil) após promoções. Já o brasileiro que passa no concurso do Itamaraty começa ganhando R$ 19.199,06 mensais, o que dá quase R$ 256 mil ao ano, considerando o 13o salário e o adicional de férias.

Nos Estados Unidos, os salários iniciais variam de acordo com a escolaridade e experiência do recém-contratado. No caso de um diplomata graduado, mas sem ocupações anteriores, a remuneração anual é de US$ 55.272 (cerca de R$ 232 mil). Se ele tiver cinco anos de experiência profissional, ela sobe para US$ 64.075 (quase R$ 269 mil).

À BBC News Brasil, diplomatas argumentaram que a remuneração inicial é compatível com as exigências diferenciadas da carreira — para passar no concurso, é preciso falar inglês, espanhol e francês, por exemplo. Eles disseram também que o salário deve compensar o “ônus familiar” devido à constante mudança de país em que trabalham. Esse ônus, afirmam, inclui o alto custo educacional com os filhos, que precisam estudar em colégios internacionais, e a redução da renda familiar devido às dificuldades para que o marido ou esposa mantenha uma carreira.

Embora o salário oferecido pelo Itamaraty esteja no patamar do oferecido por nações desenvolvidas, eles ressaltam que o pacote de benefícios é inferior a de outros países. Uma das reivindicações da categoria é passar a receber auxílio para custear o ensino dos filhos quando estão no exterior — benefício concedido por Reino Unido e Estados Unidos.

BBC Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sílvio Sampaio disse:

    Como tem gente traumatizada com servidores públicos. Certamente, tentaram concursos e não obtiveram êxito. Estudar exige esforço, ok?

    • Lara disse:

      Meu amor concurso é somente uma forma de seleção e não lhe dá o direito de ter todo tipo de privilégio com o dinheiro público pago por todos os cidadãos, tenham feito concurso ou não.

  2. J.Dantas disse:

    Em matéria de produtividade e efetividade, a maioria dos servidores públicos brasileiros só perdem para os das ONGs e Sindicatos…………… SQN!

  3. Justo Veríssimo disse:

    Aí vem a pergunta: Por que os parlamentares já entram ganhando mais que os deuses do funcionalismo público?? Eles têm diplomas, experiência, pós-graduação a nível de mestrado, doutorado ou pós doutorado? Quanto tempo eles tiveram no serviço público para chegar a esta remuneração? Estes parlamentares realmente se afastam das suas outras atividades financeiras como é exigido ao servidor público? Estes parlamentares batem o ponto eletrônico e cumprem toda a jornada laboral como é exigido ao servidor público? Vamos fazer uma reforma também no sistema político do Pais. Justiça é para todos.

  4. Alaca disse:

    Já está dado o gabarito, legislativo e judiciário são Deuses, então o pessoal do executivo com toda razão não quer ficar para trás, afinal, excetuando os políticos, eles carregam a nação nas costas.

    • Alaca disse:

      *Me referi apenas a classe de servidores, sem citar os trabalhadores liberais, assalariados, empresários..

  5. Geo disse:

    Muito bem!
    Tem que acabar essa farra com dinheiro publico!
    Pouco trabalho para muito dinheiro e no caso dos juizes e promotores nem se fala, a farra é triplicada comecando pelas ferias de 60 dias, 90 dias de licenca premio e inumeras outras regalias.
    Bota ordem nesse cabaré!
    O promotor miserê só em 2 meses ganhou mais de 130mil reais, é mole?

Dívida pública tem alta de 2% e ultrapassa marca inédita de R$ 4 trilhões em agosto, diz Tesouro

A dívida pública federal em títulos, que inclui os débitos do governo no Brasil e no exterior, registrou aumento de 2,03% em agosto, para R$ 4,074 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (26). Em julho, a dívida somava R$ 3,993 trilhões.

Foi a primeira vez que a dívida ultrapassou a marca dos R$ 4 trilhões. O crescimento em agosto está relacionado com a emissão de títulos públicos (acima do volume de resgates) de R$ 39,62 bilhões e, também, com as despesas com juros – que somaram R$ 41,37 bilhões.

A dívida pública é a emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Ou seja, para pagar despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e tributos.

O crescimento da dívida pública está dentro dos planos do governo federal. A dívida pública pode chegar a até R$ 4,3 trilhões em 2019, segundo programação do Tesouro Nacional divulgada no começo deste ano. Em todo ano passado, a dívida pública teve aumento de 8,9%, segundo números oficiais.

Dívidas interna e externa

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa.

Dívida interna: foi registrada alta de 1,74% em agosto, para R$ 3,913 trilhões.
Dívida externa: resultado da emissão de bônus soberanos (títulos da dívida) no mercado internacional e de contratos firmados no passado, contabilizou uma queda de 9,55% no em agosto, para R$ 160,87 bilhões.

Compradores

Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna registrou queda em agosto.

No mês passado, os não residentes detinham 12,14% da dívida total, o equivalente a R$ 474 bilhões, contra 12,31% do total da dívida interna em julho (R$ 473 bilhões).

Com isso, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna, atrás de:

fundos de investimento (R$ 1,062 trilhão, ou 27,15% do total);
fundos de previdência (R$ 945 bilhões ou 24,16% do total);
instituições financeiras (R$ 897 bilhões, ou 22,93% do total).

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. observador disse:

    Ai o cabra diz que PT quebrou o Brasil.

    • De saco cheio com o Brasil disse:

      Ai o cabra diz que isso aconteceu devido aos últimos 9 meses…..tenha paciência com tamanha demência.

    • De saco cheio disse:

      Seu inteligente, se você olhar vai ver que janeiro de 2018 já era mais de 3,5 tri. Come capim do caramba

    • Nilvan Rodrigues da Silva disse:

      Com a política econômica suicida de Paulo Guedes, quer dizer que o estoque da dívida pública reduziu foi? Esse crescimento da "dívida pública" deve ser pra justificar privatizar as 17 estatais brasileiras, inclusive a casa da moeda, listadas por Paulo Guedes a preço de banana para beneficiar as empresas e bancos de Donald Trump.

Petrobras anuncia redução de 2% no preço da gasolina nas refinarias; sétima queda consecutiva

Foto: Ilustrativa

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (22) uma redução de 2% no preço da gasolina comercializada em suas refinarias.

A partir desta terça-feira (23), o litro do combustível passará a ser negociado a R$ 2,0639, segundo informou a estatal.

Essa é a sétima queda consecutiva do preço, que desde 22 de setembro, quando custava R$ 2,2514 por litro, já recuou 8,33%.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tulio disse:

    O i c m s do rio grande do norte é um dos mais altos do b rasil. Por isso o preço ser mais alto também.

  2. Justiça para Todos disse:

    O problema é que os postos não repassam os descontos para a bomba quando baixa,mais se subir 1% as bombas respondem aumentando.
    Caberia ao Procon fiscalizar

  3. Vicente disse:

    É um espanto o preço do litro da gasolina em Natal.
    João Pessoa o litro custa R$ 4,49
    Recife R$ 4,52
    Natal R$ 4,70
    Qual a razão dessa diferença tão grande???

    • REALISTA disse:

      nao sei pq ninguém faz essa pergunta aos candidatos ao governo nos debates

Percentual de famílias endividadas sobe de 59% para 62,2%

O percentual de famílias brasileiras com dívidas fechou 2017 em 62,2%, acima dos 59% de 2016. Os dados, registrados em dezembro, são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada hoje (5) no Rio de Janeiro.

As famílias inadimplentes, isto é, com dívidas ou contas em atraso, ficaram em 25,7% em dezembro, acima dos 24% de dezembro de 2016. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso ficou em 9,7%, acima dos 9,1% de dezembro de 2016.

A proporção de famílias que disseram estar muito endividadas ficou em 14,6%, mesmo resultado de dezembro de 2016. O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,3 dias em dezembro de 2017, superior aos 63,8 dias do mesmo período do ano anterior.

Para 76,7% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (17,5%) e financiamento de carro (10,9%).

Comparação com novembro

O percentual de famílias endividadas em dezembro (62,2%) manteve-se estável em relação a novembro, depois de cinco altas mensais consecutivas.

Os inadimplentes passaram de 25,8% em novembro para 25,7% em dezembro. Já as famílias sem condições de pagar as dívidas em atraso caíram de 10,1% em novembro para 9,7% em dezembro.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Desalmado disse:

    Fora: ALVES, FARIAS, MAIAS, ROSADOS, CIARLINIS, MARINHOS….

  2. Neide disse:

    NÃO REELEGER NINGUÉM NO RN.

  3. Rafael disse:

    Obrigado, Temer.

  4. Rodrigues disse:

    Uma hora publica uma matéria dizendo que tá tudo bem e que tá melhorando. E no momento seguinte vem a realidade, com a verdadeira desgraça que está se abatendo sobre a população que vai voltando pros seus lugares de origem, deixando os "riquinhos" livres em seus espaços privilegiados (Salões de Beleza, Supermercados dos chiques, restaurantes, praias, Aeroportos, etc).
    Não era isso que os que saíram nas ruas vestidos de Patos com a camisa da CBF e Máscaras do Japonês da Federal, seguindo o intelectual Alexandre Frota, ou o Silas Malafaia?

    • Coxinha azeda disse:

      Japonês da Federal só saia escoltanto o pessoal do PT e PMDB. Esses bandidos quebraram o Brasil.

    • Rodrigues disse:

      Claro, é proibido prender Tucano. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  5. carlos disse:

    A crise nao tinha acabado?

  6. Barreto disse:

    Tem gente que gosta de reclamar.
    Falar mal de políticos.
    Enquanto tiver gente que dá valor a políticos iguais a Lula, o Brasil não vai para a frente.

  7. RODRIGO disse:

    Esse percentual só tende a aumentar, o gás de cozinha aumentando 3, 4 vezes ao mês, a gasolina toda semana, aumento do valor das mensalidades escolares, aumento da tarifa da energia elétrica, etc. Estou chegando a conclusão que nossos Senadores e Deputados estão corretíssimos em votar contra o povo, afinal o povo sempre continua a eleger os mesmos. Ontem ouvi a entrevista de um dos nossos senadores pelo rádio, fiquei com os olhos cheios de lágrima, mais no final falei " se depender do meu voto Vsa. Exa. ficará desempregado"…

Mulher com duas vaginas diz na TV que é feliz assim. "maioria dos homens só pode usufruir de uma vagina pelo resto da vida, o meu duas"

Uma bela loira de 27 anos deu uma entrevista em que conta ter duas vaginas e ser muito feliz com a sua condição.

Hazel Jones contou ao programa britânico “This Morning” que só descobriu a anormalidade aos 18 anos, após sentir dores.

“Assim que eu descobri, contei para todo mundo. Eu achei incrível”, contou Hazel.

A rara condição faz com que ela tenha dois úteros separados, duas vaginas e dois cólos. Isso acontece quando um septo que geralmente quebra entre dois tubos que formam o útero não quebram, deixando dois úteros separados.

Hazel disse que os médicos sugeriram uma cirurgia para remover o septo, mas ela não quis, pois no lugar poderia surgir uma pele que teria de ser sempre removida.

Atualmente a inglesa está em um relacionamento sério e relatou não ter problemas ou dores durante a relação, mesmo tendo que perder a virgindade duas vezes.

“Nunca entrei num relacionamento sem explicar antes [que tinha duas vaginas]. Nunca tive uma reação negativa, também.”

Ela também ressaltou as vantagens para o namorado.

“A maioria dos homens só pode usufruir de uma vagina pelo resto da vida, o meu duas.”

Fonte: F5