Estudo sugere usar bombas nucleares para proteger a Terra contra asteroides

Embora nenhum asteroide conhecido represente uma ameaça iminente à Terra, cientistas estão tentando descobrir qual é a melhor forma de nos proteger de um possível impacto. Explodir com bombas é uma opção, mas isso não é tão simples quanto parece. Na verdade, o asteroide pode ser capaz até mesmo de se reconstruir graças à ação da gravidade com o passar do tempo, de acordo com um estudo publicado em março na revista Icarus.

Agora, um novo artigo publicado no periódico Acta Astronautica por cientistas de vários laboratórios da NASA e da Administração Nacional de Segurança Nuclear investigou a melhor maneira de evitar um impacto. A conclusão deles é que, se o asteroide tiver 300 metros de diâmetro ou mais, a melhor coisa a fazer é destruí-lo – mas não do jeito que você pensa. Nada de colocar uma bomba nuclear na superfície da rocha espacial, muito menos atirar nela com alguma espécie de arma.

De acordo com os pesquisadores, colocar uma bomba diretamente no asteroide pode resultar em várias situações indesejáveis. Por exemplo, em vez de um grande asteroide na nossa direção, podemos acabar tendo que lidar com centenas de pequenos objetos menores. Pior ainda: depois da explosão, eles estarão radioativos.

Então, o que fazer? O estudo sugere a ideia de explodir a bomba a alguma distância do asteroide, entre 50 a 1.000 metros da superfície da rocha. O objetivo não seria quebrá-lo. A bomba iria gerar um enorme pulso de raios X de alta energia, que acabariam penetrando e sendo absorvidos pelo material do asteroide. O pulso seria tão grande, e seria depositada tanta energia na rocha, que parte dela acabaria sendo vaporizada.

Além disso, uma quantidade muito grande de gás se expandiria extremamente rápido, empurrando o que restasse do asteroide e alterando sua velocidade e direção. Com o tempo, o asteroide se desviaria da rota rumo à Terra, e todo esse processo aconteceria em apenas uma fração de segundos.

Claro, tudo isso depende de muitos fatores: a massa do asteroide, sua forma e tamanho, o material na superfície, a porosidade desse material, sua resistência estrutural, o tipo de bomba, e a distância da explosão. A equipe por trás dessa pesquisa usou modelos de computador para descobrir como todos esses fatores contribuem para o desvio.

Para testar, eles escolheram o Bennu, asteroide de 500 metros de largura que atualmente está sendo examinado pela missão OSIRIS-REx, da NASA. Como os cientistas já têm muitas informações sobre esse asteroide, ele se tornou o candidato perfeito para a simulação computacional. Os resultados mostram que a vaporização da superfície via armas nucleares funcionaria muito bem para um asteroide como o Bennu, e causaria um desvio de 6 centímetros por segundo. Se a explosão fosse realizada bastante tempo antes do possível impacto – 3 ou 4 anos de antecedência – a detonação nuclear nos protegeria com sucesso.

Mencionamos no início do texto que esse método é ideal para asteroides com mais de 300 metros de diâmetro. Mas e as rochas menores? Qual é a melhor forma de nos proteger delas? De acordo com o estudo, bastará bater neles o mais forte possível com um foguete. Isso também mudará a velocidade e a direção do asteroide, caso ele seja pequeno o suficiente.

Contudo, um obstáculo para esse método é o Tratado do Espaço Exterior, que proíbe a detonação de armas nucleares no espaço. Felizmente, não há nenhuma ameaça do tipo que seja do nosso conhecimento, então os cientistas ainda têm tempo para continuar pesquisando alternativas a fim defender nosso planeta contra asteroides que, porventura, estejam em rota de colisão com a Terra.

Canal Tech, via LLNL, SyFy

 

Governo publica decreto para proteger tecnologia da Base de Alcântara

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo publicou hoje (20) no Diário Oficial da União decreto legislativo oficializando o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre os governos brasileiro e dos Estados Unidos (EUA). O nome técnico designa o termo envolvendo a exploração da base espacial da cidade de Alcântara, no Maranhão, para atividades espaciais por companhias estadunidenses e as proteções que esses agentes terão no desenvolvimento de ações no local, como lançamento de foguetes e satélites.

O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) trata de proteger a tecnologia desenvolvida pelos países contra o uso ou cópia não autorizados. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), sem a assinatura do acordo com os EUA, nenhum satélite com tecnologia norte-americana embargada poderia ser lançado da base de Alcântara, pois não haveria a garantia da proteção da tecnologia patenteada por aquele país.

“Essa indústria já agrega muito valor e passará a ter uma importância maior agora com a aprovação do AST, que abre o Brasil para o mercado aeroespacial mundial”, afirmou o secretário-executivo adjunto do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Carlos Alberto Baptistucci, na abertura do 3º Fórum da Indústria Espacial Brasileira, ontem (19) em São José dos Campos.

O acordo foi assinado em março em Washington, mas teve de passar pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal para ser validado.

Agência Brasil

Após alerta mundial, saiba como atualizar o WhatsApp e proteger o celular de uma invasão

Usuários devem atualizar o WhatsApp para se proteger de hackers. Foto: Pixbay

O WhatsApp alertou todos os usuários sobre uma falha no sistema que permitiu que hackers tivessem acesso aos dados armazenados nos celulares. A única forma de se proteger do ataque, segundo a empresa, é fazer a atualização do aplicativo.

Para atualizar o app em celulares Android, acesse o Play Store e procure pelo WhatsApp na barra de buscas. Em seguida, clique no botão atualizar. O ideal é estar conectado com uma rede Wi-Fi ao invés de usar uma conexão 4G. Isso fará o download ser muito mais rápido.

Celulares com sistema operacional Android e iPhones devem ser atualizados. Foto: Reprodução

No caso dos iPhones, acesse a App Store e siga o mesmo passo a passo. Procure pelo WhatsApp na barra de buscas e clique em atualizar.

Como era o golpe?

Os hackers faziam uma ligação pelo WhatsApp para o telefone de uma vítima. Mesmo que a ligação não fosse atendida, um vírus era instalado no celular.

Em muitos casos, a chamada desaparecia do histórico do aparelho sem deixar nenhuma pista. Por isso, muitos usuários não suspeitavam que tiveram o aparelho invadido.

R7