Polícia

Inquérito do caso Adélio desconstrói fake news sobre facada em Bolsonaro, diz delegado

Passados dez meses desde que Adélio Bispo desferiu uma facada no então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), a Polícia Federal tem direcionado esforços para investigar se ele agiu sozinho.

Até agora, segundo Rodrigo Morais, delegado responsável pelo caso, não há indicativo de que outras pessoas estejam envolvidas.

“Na verdade, a gente tem desconstruído muitas fake news que apontam participação de outras pessoas. Temos demonstrado, através de perícia e outras diligências policiais, que muitas não procedem”, afirma.

A polícia considera que já ficou comprovado que Adélio estava sozinho no ato de campanha no centro de Juiz de Fora (MG) quando atacou Bolsonaro, em setembro de 2018. Contudo, ainda apura se alguém o incentivou ou custeou suas despesas.

Entre os boatos que circulam na internet e que são checados pela investigação está o vídeo “Facada no mito”, uma teoria conspiratória que diz que Bolsonaro teria forjado o ataque a si mesmo. O vídeo de quase uma hora tem mais de 1 milhão de visualizações no YouTube.

Outro vídeo que foi apurado chegou a ser compartilhado pelo próprio presidente Bolsonaro em seu perfil no Twitter, no dia 11 de junho.

Nele, o advogado de defesa de Adélio, Zanone Manuel de Oliveira, abordado em Juiz de Fora (MG) por uma mulher, responde à pergunta “a quem interessa esconder quem mandou matar Bolsonaro” dizendo: “a pessoa que me pagou”.

No mesmo vídeo, o advogado diz que teve despesas bancadas por emissoras de televisão.

Na última segunda-feira (15), Zanone prestou depoimento à Polícia Federal para esclarecer as afirmações. À Folha ele disse que se referia a jornalistas que insistiram em pagar almoços, jantares ou cafés quando se encontravam para entrevistas sobre o caso.

Ele também afirma que, quando falou sobre despesas pagas por emissoras, referia-se a uma viagem a Campo Grande (MS) —onde Adélio está preso— paga por um canal que queria uma entrevista com seu cliente.

Em depoimento, Zanone manteve a versão que tem contado desde que assumiu o caso. Segundo ele, um dia depois do atentado a Bolsonaro, uma pessoa o procurou e pagou R$ 5.000 adiantados. Com a repercussão, porém, a pessoa, que frequentava a mesma igreja de Adélio, sumiu. O advogado decidiu seguir com a defesa mesmo assim.

À PF Zanone contou ainda que quem o contratou seria de Montes Claros (MG). Em março, a polícia fez um pedido para que a Advocacia-Geral da União (AGU) entre com recurso contra a decisão do Tribunal Federal da 1ª Região, que suspendeu as investigações sobre o advogado.

“Infelizmente, a pessoa não voltou para acabar de acertar. Eu não teria colocado aquela equipe toda, no início, se eu não estivesse na esperança de celebrar um contrato grande”, diz Zanone.

Segundo o delegado Rodrigo Morais, o inquérito, que corre em sigilo, é acompanhado desde o início pelo advogado de Bolsonaro. Ele teria, inclusive, proposto algumas diligências à investigação.

“Ele é vítima, ele é parte interessada, o advogado dele acompanha o inquérito. Para ele não teria sigilo não”, explica.

Passados dez meses do crime, a investigação já ouviu mais de 100 pessoas que conviveram ou encontraram com Adélio nos últimos anos. O prazo de conclusão do inquérito vence no final de agosto, mas ele pode ser prorrogado. A PF ainda deve ouvir mais pessoas e periciar materiais. “A ideia é encerrar todas as possibilidades. Não deixar nenhuma dúvida”, afirma o delegado.

Na terça-feira (18), o processo contra Adélio, que corria na Justiça Federal, foi encerrado. Nem o Ministério Público Federal nem Bolsonaro recorreram à sentença que reconheceu que Adélio é portador de transtornos mentais e o considerou inimputável —incapaz de responder pelos próprios atos.

Na decisão, que o enquadrou na Lei de Segurança Nacional por crime político, Adélio recebeu medida de segurança, que prevê internação em um hospital de custódia, com tratamento psiquiátrico. O juiz decidiu mantê-lo no presídio federal onde ele está desde setembro, para garantir sua integridade física.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Acredito até que não foi o Adélio, pois o mesmo estava na Câmara dos Deputados conforme registro daquela Casa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Reforma da Previdência é quimioterapia para Brasil, diz Bolsonaro

Foto: Reprodução Internet/G1

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em sua primeira participação em uma Cúpula do Mercosul, ao receber a presidência pro-tempore do bloco, disse que a prioridade neste próximo período será avançar na união aduaneira e modernizar os regulamentos. “Trabalharemos para incluir o açúcar os automóveis”, afirmou.

Bolsonaro cumprimentou de modo efusivo os seus pares. Ao esquerdista boliviano Evo Morales disse que “estava com saudades, não nos vemos desde a minha posse”. A Macri, com ele na foto, agradeceu pela parceria na conclusão do acordo com a União Europeia. E disse aos demais presidentes que, no Japão, ambos receberam a notícia juntos: “Posso dizer a vocês, Paraguai, Uruguai, vocês não estavam lá, mas o Macri foi 10 por todos nós lá”, disse.

Fez, ainda, uma brincadeira com o presidente do Chile, Sebastian Piñera, que, como não ser membro pleno do grupo, estava sentado em um local mais distante. Piñera se levantou para abraça-lo e Bolsonaro disse: “Seu problema é com o Peru, não com o Brasil”. Alguns segundos depois, complementou: “Estou falando sobre a Copa América, ok?” (Peru e Chile têm uma outra rivalidade relacionada a seu passado histórico também).

Bolsonaro afirmou também que quer, junto com os parceiros, “um Mercosul enxuto e dinâmico, com menos discurso e mais ação, e que vá além da integração comercial, não queremos uma América do Sul como Pátria Grande, e que cada país seja grande, como diz o presidente Trump sobre os EUA.”

Bolsonaro fez uma menção à reforma da previdência, dizendo que é “como uma quimioterapia, mas necessária para que o corpo possa sobreviver”.

O presidente brasileiro também condenou a ditadura venezuelana. “A situação na Venezuela é resultado do populismo e da irresponsabilidade. A gente pede a Deus e às pessoas de bem que tenham responsabilidade na hora de votar, e que essa hora de votar chegue logo na querida Venezuela.”

Folhapress

 

Opinião dos leitores

  1. Graças a Deus, o Brasil tem um presidente com um discurso honrrado, não um molusco de nove dedos.
    Parabéns Bolsonaro!

  2. Coração renovado e forte ao ver nosso Brasil bem representado.
    Nesse semblante você não vê corrupção, vê confiança em um sorriso firme e inocente, em busca de melhores resultados para a população de seu País.
    Simbolo de dias melhores "Messias, Moro, Mória, Moedo e Mogério Marinho.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Bolsonaro anuncia major da PM como novo ministro da Secretaria-Geral

Foto: Assessoria Presidência

A Presidência da República anunciou hoje que o subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, advogado e major da Polícia Militar do Distrito Federal, Jorge Antonio de Oliveira Francisco, como o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

O ex-titular da pasta, general Floriano Peixoto, foi confirmado como o novo presidente dos Correios. Ele substituirá o também general Juarez Cunha, cuja exoneração foi anunciada em público na semana passada por Bolsonaro. Este afirmou que Cunha teve “comportamento sindicalista” em ida ao Congresso Nacional.

A iniciativa acontece em meio a trocas também no segundo escalão do governo e à divulgação de mensagens vazadas atribuídas ao ministro da Justiça, Sergio Moro, quando juiz federal, e integrantes da Operação Lava Jato, que podem colocar a isenção do ministro em xeque.

 

UOL

Opinião dos leitores

  1. Alguém duvida que se o Queiroz não estivesse sob denúncias, teria um ministério? Por falar nele, Cadê o Queiroz? o Moro finge que não ver.

    1. Moro não está investigando o caso Queiroz, assim como não era o juiz da corrupção de Aécio… Você consegue entender o que significa "competência" no âmbito jurisdicional?

  2. Petista e esquerdistas como um todo gostam mesmo é de executar a PERFORMANCE DO MACAQUINHO, na qual, os participantes compartilham o C para os cumpanheiros de trás e oferecem o dedonho para o CÚpanheiro da frente.

    1. Pura verdade, quem torce por esse desvairado, deve ser igual ou pior que ele….HOSPÍCIO eis o caminho

    2. E pra quem gosta e admira organização criminosa, NOJO DE BOSTA, o destino é a CADEIA. É lá que os bandidos ficam recolhidos. Tem um monte de integrantes do partido mais corrupto da história do Brasil que já estão lá. Só inocentes! A começar pelo chefão!!!

    3. Todos os presidentes encontraram o caminho da botija, # ele não, por isso que a " classe política " e " a imprensa " o tratam de como intransigente e que não sabe negociar. Se continuar assim será o único presidente que mereça não ir pra cadeia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Adélio Bispo é absolvido de facada em Bolsonaro por ter doença mental e ficará internado por tempo indeterminado

Investigador do caso Adélio acredita que esfaqueador sofre de distúrbio mental Foto: Ricardo Moraes / Agência O Globo

O juiz federal Bruno Savino, da 3ª vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG), absolveu Adélio Bispo de Oliveira, de ter dado uma facada no presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante ato de campanha em Juiz de Fora, em setembro de 2018. A absolvição foi de modo impróprio, porque o agressor sofre de transtorno delirante persistente , segundo pareceres médicos da defesa de Adélio e de peritos escolhidos pela acusação, que o torna inimputável. Ou seja: não pode ser punido criminalmente.

Adelio Bispo seguirá internado na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), que possui espaço para tratamento de sua doença, enquanto não for verificada a cessação de sua periculosidade. O exame será feito constatado por meio de perícia médica, num prazo de três anos. Isso significa que, caso Adélio não seja atestado com a doença no futuro, possa cumprir a pena prevista no Código Penal.

“A conduta do réu, embora típica e antijurídica, não pode ser punida por não ser juridicamente reprovável, já que o réu é acometido de doença mental que lhe suprimiu a capacidade de compreender o caráter ilícito do fato e de se determinar de acordo com este conhecimento”, escreveu Savino, na decisão.

Adéliio respondia pelo crime de “atentado pessoal por inconformismo político” com base no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional. Segundo a denúncia, o objetivo de Adélio Bispo de Oliveira era o de tirar Bolsonaro da disputa eleitoral. Caso não fosse considerado inimputável, sua pena poderia chegar a até 20 anos.

No último dia 27, a Justiça havia concluído que Adélio é portador de transtorno delirante persistente. A doença foi atestada por todos os médicos que avaliaram Adélio, tanto os peritos oficiais como os assistentes técnicos das partes. Não houve, dentro dos documentos anexados ao processo, nenhum parecer ou laudo que apontasse que o agressor não sofre de doença mental.

A única divergência estava relacionada à subcategoria dessa patologia. A própria psiquiatra escolhida pelos advogados de Jair Bolsonaro apresentou parecer com a conclusão de que ele sofre desse mesmo transtorno

Não houve recurso por parte do Ministério Público Federal (MPF), dos advogados do presidente Jair Bolsonaro e dos representantes de Adélio Bispo da decisão que considerou o agressor inimputável.

Adélio pediu para ser transferido

Em carta escrita de próprio punho, Adélio chegou a pedir a sua transferência para estabelecimento prisional em Montes Claros , sua cidade natal, mas o pedido foi negado em razão de segurança. O agressor disse que gostaria de ser transferido em virtude do presídio de Campo Grande “ter sido construído com características da arquiíeturo maçónica, além de o local estar impregnado de energia satânica”. Ele está preso em Campo Grande desde o dia 8 de setembro de 2018, quando foi transferido da unidade do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), em Juiz de Fora (MG).

“É ndiscutível que a sua transferência para o sistema prisional comum lhe acarretaria concreto risco de morte, valendo lembrar que o próprio acusado relatou, em audiência de custódia, ter sido ameaçado por agentes de forças de segurança, inclusive no Centro de Remanejamento Prisional de Juiz de Fora”, justificou Savino.

A ligação de Adélio Bispo com temas maçônicos foi repetida por diversas vezes em consultas feitas por psiquiatras que atestaram a doença mental no agressor. Ele afirmou que cometeu o atentado porque o então candidato Bolsonaro fazia parte de “uma conspiração maçônica para destruir o Brasil” e que pretende matá-lo ao sair da cadeia. Disse, ainda, que pretende fazer o mesmo com o ex-presidente Michel Temer (MDB). Segundo Adélio, Temer participaria da conspiração maçônica para conquistar as riquezas do Brasil.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Se ele comer um prato cheio de bosta,aí poderá passar um tempo lá.Interessante,ganhou diploma para tiro e é doido por tentar matar um presidente,vai entender a justiça brasileira?????????

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Após declarações do ex-presidente petista, Bolsonaro diz que se dessem facada no Lula, sairia muita cachaça

O presidente Jair Bolsonaro fez piada das declarações de Lula sobre a facada. “Se fosse a barriga do Lula, seria muita cachaça, com certeza”, disse, em café da manhã com jornalistas.

Leia a nota publicada por Igor Gadelha, na Crusoé:

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Tudo dor de cotovelo. Aceitem serão 8 anos do nosso Presidente Bolsonaro mais 8 de Moro, isto passa logo aceitem que doí menos. E quando nove dedos sair aproveita esse tempo e a saudade e
    leva ele prá tua casa.

    1. No Lula ladrão era só aguardente 51, pitu caranguejo, no Bolsonaro ou em outro humano seria merda mesmo, já no cabeto, por certo era só perfume francês kkkkkkkk

  2. Uma facada em Lula, seria mais ou menos como estourar uma fossa. Com certeza sairia muita m..dA. Esse molusco tem que morrer na cadeia.

  3. Vergonha?
    Vergonha foi o que o Lula disse com as mulheres do partido dele, inclusive a atual governadora do RN, "mulheres do ….. duro"
    Vergonha foi o que ele disse com a Rosa Weber do supremo.
    Vergonha foi ele colocar o roubo do "tripex" na finada.
    Vergonha é o filho sair de zelador de zoológico para milionário.
    Vergonha é botar a amante n° 2 na Itaipu e ela nunca pisar lá.
    Vergonha é abandonar o cumpadi Bumlai….
    Sei não.
    Se bem que o Marcola e o Beira-Mar teem os seguidores também.

  4. O B171 joga para seus eleitores incapazes de unir dois neurônios. Se divertem, mas a verdade é que uma facada que penetra cerca de 20 cm, deveria sair sangue, água, aguardente, leite, qualquer coisa, mas deveria sair, até merda. Isso é estranho mesmo. Outra coisa estranha, são os seguranças saírem protegendo o esfaqueador, que no meio de um bando de malucos que agridem uma pessoa só por vestir uma camisa vermelha, tenham deixado ileso, o cara que acabou de esfaquear o "mito".

    1. A Fakada contribuiu muito para criar o clima de comoção que o fez chegar onde está. Sem falar que ele ficou convenientemente blindado contra debates. Ninguém daria voto de confiança num presidente imbecil, que não tem soluções para os problemas reais do país, se ele fosse exposto aos debates e precisasse se expressar.

    2. Rômulo querido, e o Lula fugiu também do DEBATE porque?????
      Tu sabe dizer?

    1. Pra fazer milagre e resolver em 5 meses os problemas causados em 16 anos de governo do PT precisa ser um santo! E o homem mais "santo" e "honesto" do mundo está PRESO por ter roubado MUITO o Brasil!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Bolsonaro diz que vai demitir presidente dos Correios por ‘comportamento de sindicalista’

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta sexta-feira (14) que vai demitir o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, por ele ter se comportado como “sindicalista”.

Ao final de um café da manhã com jornalistas, o presidente comentou que deve exonerar Juarez nos próximos dias por seus gestos durante audiência pública na Câmara.

Desagradou o presidente o fato de o general ter tirado foto com parlamentares de esquerda e de ter dito que não haverá privatização dos Correios, como é planejado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ele disse ainda que está estudando um substituto para o cargo.

Bolsonaro recebeu jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto para um café da manhã nesta sexta.

A declaração sobre o presidente da estatal se deu quando ele comentava sobre a saída do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo, formalizada na quinta (13).

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Para uma eventual privatização, dos Correios só se aproveita o patrimônio imobiliário e nada mais. E isso se todo ele não for devorado pelo passivo trabalhista da ineficiente estatal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

STF impede Bolsonaro de extinguir via decreto conselhos federais criados por lei

Fachada do Supremo Tribunal Federal. Brasilia, 26-10-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (13), por 6 votos a 5, impedir que o presidente Jair Bolsonaro extinga, por decreto, conselhos da administração federal que tenham amparo em lei.

A decisão é liminar (provisória) e o tema ainda terá de ser discutido definitivamente pelo plenário da Corte em julgamento ainda sem data marcada.

Esta foi a primeira vez que a Suprema Corte analisou uma ação que contesta ato de Bolsonaro como presidente da República.

O caso começou a ser julgado nesta quarta-feira e foi finalizada na sessão desta quinta, com os votos do presidente Dias Toffoli e do ministro Gilmar Mendes.

A ação julgada, apresentada pelo PT, contesta dois dispositivos do decreto assinado em abril por Bolsonaro nas comemorações dos primeiros 100 dias de governo.

O ato presidencial determinou a extinção, a partir de 28 de junho, de conselhos, comissões, fóruns e outras denominações de colegiados da administração pública.

Durante o julgamento, o plenário se dividiu em duas posições: os que votaram para impedir o presidente de extinguir, por ato unilateral, qualquer conselho da administração pública federal, e os que entenderam que a proibição ficava restrita apenas aos conselhos mencionados em leis.

Com os votos de Gilmar Mendes e Dias Toffoli nesta quinta, aderindo à última corrente, o plenário decidiu por maioria impedir, provisoriamente, Bolsonaro de fechar os colegiados previstos em lei.

“Nenhuma dúvida de que o decreto não poderia extinguir colegiados criados por lei”, afirmou Gilmar Mendes nesta quinta-feira. ”Doutor André (AGU), o Executivo não pode legislar por decreto”, ressaltou o ministro, para quem “norma malfeita causa confusão”.

Gilmar e Toffoli aderiram ao voto do relator, ministro Marco Aurélio Mello, que já havia sido acompanhado por Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski e Luiz Fux.

Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Celso de Mello votaram para ampliar a proibição de extinção a todos os conselhos, mas acabaram vencidos.

G1

Opinião dos leitores

  1. Não é fácial acabar com cabides de empregos e demais mamatas nesse país…O mecanismo é forte demais e se auto-defende com vigor!!!!Força presidente!!!!!!

    1. Minions são engraçados, falam sem compreender o assunto.

    2. Verdade, cabide de emprego criada pra alojar baderneiros, sindicalistas e petralhas desocupados. O serviço público já é inchado de tanta gente pra não fazer nada, e ainda querem manter esses vagabundos petralhas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Em defesa de Moro, Bolsonaro diz que legado do ex-juiz contra a corrupção ‘não tem preço’

Foto: Marcos Corrêa/PR

Em suas primeiras declarações públicas sobre a divulgação de mensagens de Sergio Moro pelo site de notícias “The Intercept Brasil” , no domingo, o presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira o ministro da Justiça e da Segurança Pública e exaltou sua trajetória como juiz federal, dizendo que o que ele fez pelo combate à corrupção no país “não tem preço”.

Bolsonaro afirmou ainda que houve uma “invasão criminosa” e chegou a questionar a veracidade das mensagens. Ainda segundo o presidente, “ninguém forjou provas” para a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sentenciada em primeira instância por Moro, então juiz do caso do tríplex no Guarujá em Curitiba. Para o presidente, pelo histórico, o ex-magistrado “faz parte da História do Brasil”.

– O que ele fez não tem preço. Ele realmente botou pra fora, mostrou as vísceras do poder, a promiscuidade do poder no tocante à corrupção. A Petrobras quase quebrou, fundos de pensão, muitos quebraram, o próprio BNDES, eu falei agora há pouco aqui, nessa época R$ 400 e poucos bilhões entregues para companheiros comunistas e para amigos do rei aqui dentro. Ele faz parte da história do Brasil – acrescentou Bolsonaro.

Reportagens do “Intercept” mostraram mensagens trocadas entre o então juiz e o procurador Deltan Dallagnol. Segundo o site, Moro deu orientações ao procurador sobre como atuar em processos da operação Lava-Jato, inclusive em um que investigava Lula e o levou à prisão. Procuradores também teriam discutido como barrar uma entrevista do líder petista à “Folha de S. Paulo”, autorizada pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski.

O presidente havia participado nesta quinta-feira do lançamento de um um programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoio a hospitais filantrópicos — uma linha de crédito de R$ 1 bilhão —, no Palácio do Planalto, quando parou para falar com jornalistas. Depois de tratar de outros temas, ele foi questionado sobre Moro e ameaçou encerrar a entrevista, como havia feito ao ser indagado sobre o assunto em uma coletiva na terça-feira, em São Paulo.

Lembrado que fez gestos de apoio a Moro desde terça-feira, como a aparição pública ao lado do ministro em evento da Marinha e o convite para acompanhá-lo ao jogo entre Flamengo e CSA , na noite de quarta-feira, ele passou a falar sobre o caso das mensagens.

– Olha só, ontem foi o dia dos namorados. Em vez de eu chegar em casa e dar um presente para a minha esposa, eu dei um beijo nela. Não é muito melhor? Eu dei um beijo hétero no nosso querido Sergio Moro. Dois beijos héteros. Fomos lá na Marinha com ele – declarou, no início da resposta.

Relativizando o vazamento dos diálogos entre Moro e Dallagnol, o presidente sugeriu que, caso suas conversas pelo telefone fossem divulgadas, ele também teria problemas. E insinuou ter dúvidas sobre se as mensagens vazadas são verdadeiras.

– Ah, vazou… Se vazar o meu aqui, tem muita brincadeira que faço com colegas ali que vão me chamar de novo tudo aquilo que me chamavam durante a campanha. E houve uma quebra criminosa, invasão criminosa, se é [que] o que está sendo vazado é verdadeiro ou não – declarou.

Questionado se acha normal uma conversa entre um juiz e um procurador como a divulgada pelo site de notícias, Bolsonaro respondeu com ironia.

– Normal é conversa com doleiro, com bandidos, com corruptos… Isso é normal? Nós estamos unidos do lado de cá para derrotar isso daí. Ninguém forjou provas nessa questão lá da condenação do Lula.

Comparação com Médici

Bolsonaro comentou a ida ao Mané Garrincha com Moro e comparou a reação do pública nas arquibancadas do estádio à recebida pelo ex-presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) durante a ditadura militar.

– Fui lá com o Moro. O Moro torce lá pro Maringá. Fui com ele ontem aqui no Mané Garrincha e fomos aplaudidos. Quase que só acontecia lá atrás quando o Médici ia no Maracanã – afirmou o presidente.

Os dois, que foram aplaudidos pela parte da torcida mais próxima da tribuna, ganharam camisas do time carioca de alguns torcedores e as vestiram. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o vice-presidente Hamilton Mourão acompanharam a partida com Bolsonaro.

Um torcedor que estava na arquibancada logo abaixo das autoridades tirou a camisa do Flamengo que usava e a jogou para cima. Bolsonaro a pegou e a vestiu. Depois, o próprio presidente pediu que outro torcedor também jogasse sua camisa. Ele fez isso e Moro, num sorriso tímido, aceitou e a vestiu.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Concordo com o Presidente. Somente os adeptos do "lado sombrio da força" detestam Sérgio Moro. A este cidadão devemos os maiores atos contra a sujeira patrocinada por políticos e empresários corruptos. Ser contra Moro, ser contra Deltan, ser contra a Lava Jato é querer ver o Brasil definitivamente entregue ao crime organizado. Deplorável o comportamento desse pessoal das esquerdas.

  2. Sim fez muito pelo país mas só não fez o emprego voltar eu sou exemplo 3 anos desempregado formado em engenharia civil e com bastante experiência o estrago foi tão grande que a economia não dá sinais de melhoria alguma que pena !

    1. Vamos aguardar uma melhora pós a reforma da previdência, é oque o ministro sinalizou, que Deus abençoe e lhe abra as portas o mais breve possível.

    2. Ele não gera emprego, só quando for eleito presidente do Brasil, em 2022

    3. DULCE explica aí os 13 MILHÕES de DESEMPREGADOS que o PT deixou ao sair do governo??
      Isso que você chama gerar emprego??

    4. Lívio, explique aí as propostas de redução de desemprego de seu presidente? Porque até agora só teve emprego pra família dele e para os que o ajudaram a eleger.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após vazamento de supostos diálogos de Moro, Bolsonaro e integrantes do Executivo usarão celulares criptografados da Abin

Foto: EVARISTO SA / AFP

O vazamento de diálogos entre o então juiz federal Sergio Moro, atual ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol está provocando uma mudança de hábito no alto escalão do governo Jair Bolsonaro . O próprio presidente e outros integrantes do Executivo sempre preferiram o aplicativo de mensagens, como WhatsApp e o Telegram, para se comunicar e tratar inclusive de temas considerados confidenciais, mas devem agora migrar as conversas para telefones criptografados fornecidos pela Agência Brasileira de Inteligência ( Abin ).

A Abin desenvolveu mecanismos de proteção e criptografia que protegem as comunicações do presidente e de ministros de Estado. De acordo com um auxiliar do Planalto, o caso envolvendo o ministro Moro acendeu o alerta de como o governo e seus integrantes estão expostos e, portanto, a orientação agora é redobrar as medidas de segurança. Segundo a mesma fonte, a tendência é que, finalmente, assuntos sigilosos sejam tratados apenas por telefones criptografados, ou seja com tecnologia que protege os dados dos aparelhos.

Esses dispositivos fornecidos pela Abin não permitem a instalação de WhatsApp, Telegram e redes sociais. Como o presidente e ministros utilizam o WhatsApp para manter conversas, eles acabam usando seus telefones pessoais, com segurança mais frágil. A justificativa é que, ao chegar ao governo, eles viviam “um período de adaptação” e, portanto, resistiam aos aparelhos criptografados.

A preocupação do Planalto, neste momento, é se os ataques de hackers colocam em risco até mesmo os dispositivos criptografados e bancos de dados do governo. A avaliação é que está em curso uma “guerra”.

Na noite desta quarta-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, afirmou que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) vem alertando o presidente, ministros, secretários e servidores do alto escalão nos cuidados sobre o risco na comunicação.

— O presidente é orientado pelos seus agentes de segurança nas área física e cibernética com comportar-se. Em cima dessas orientações que ele vem tomando as precauções que são necessárias.

O site de notícias The Intercept Brasil publicou mensagens atribuídas a Dallagnol e a Sergio Moro , que indicam que os dois combinaram atuações na Operação Lava-Jato. A reportagem cita ainda mensagens que sugerem dúvidas dos procuradores sobre as provas para pedir a condenação de Lula no caso do tríplex do Guarujá, poucos dias antes da apresentação da denúncia.

As conversas tornadas públicas sugerem também que os procuradores teriam discutido uma maneira de barrar a entrevista do ex-presidente autorizada por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), antes do primeiro turno da eleição.

Moro e Dallagnol negam irregularidades e denunciam invasão ilegal de suas comunicações.

Desde então, o Planalto tem adotado a cautela para tratar o episódio. Auxiliares do presidente defendem que o governo demonstre confiança no ministro, mas sem fazer defesas muito entusiasmadas, uma vez que o site prometeu novas revelações, que o próprio ministro admitiu desconhecer a extensão do que ainda pode ser divulgado. A estratégia é para tentar conter a repercussão do caso.

Na última terça-feira, Bolsonaro uma aparição pública com Moro ao seu lado, durante evento da Marinha, servindo para demonstrar a confiança que Bolsonaro tem no ministro. Até agora, no entanto, ele não se manifestou publicamente sobre o assunto. Frequente nas redes sociais, ele não usou o Twitter e o Facebook para sair em defesa de Moro. Na terça à tarde, durante agenda em São Paulo, ele encerrou uma coletiva ao ser questionado sobre o caso.

Ao meio-dia desta quarta, o ministro da Justiça foi ao Palácio do Planalto para um novo encontro com o presidente , desta vez acompanhado do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A pauta da reunião, que não constava na agenda de nenhum dos três pela manhã, não foi divulgada até o momento.

De acordo com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que se encontrou com Moro à tarde no Ministério da Justiça, o silêncio de Bolsonaro tem como objetivo não amplificar a repercussão do conteúdo das mensagens. Ela e aliados do presidente e do ministro dizem considerar que os diálogos revelados não têm “nada de mais” e preferem focar as atenções na suposta invasão criminosa contra o ministro e os procuradores.

Em nota, o ministro da Justiça lamentou “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo”. A força-tarefa de Curitiba divulgou um texto para rebater a reportagem, dizendo que “seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”. Os dois negam irregularidades e denunciam a invasão ilegal de suas comunicações.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Pelo amor de Deus vms parar de defender político, qdo as pessoas vão entender que o governo tem que ser cobrado e exigido. Não adianta ficar todo o momento falando dos que passaram e colocar panos quentes no que estão. A cobrança de um bom trabalho tem que ser feita sempre e isso vai além de preferência partidária.

  2. Meu celular, minha conta bancária, meu Whatssap, tudo tudo pode ser exposto, mostrado. Sabem o porquê? NÃO SOU CORRUPTO, NÃO DEVO NADA A NINGUÉM. Quem se esconde tem medo de alguma coisa errada que está fazendo. É o "novo" país da censura e da ditadura, e da safadeza!

  3. O comico dessa historia são as situaçoes de um lado os corruptos e de outro os combatentes, ou seja, enquanto os hackers quebram o sigilo do lado do bem expoem as estrategias de combatente à corrupção e quando quebram o sigilo do lado do podre, dos PTralhase sua quadrila expoem a seboseira da corrupção que faz parte de muitos esquerdopatas.
    #LULA NA CADEIA FOREVER

    1. porque todo mundo tem segredos, mas, não significa que os segredos seja para roubar a nação.

    2. Talvez por ter havido um governo que roubou, que teve tanta corrupção por quase 16 anos, nós estamos desacreditados nos políticos e ministros… Mas prezar pela segurança não é só pra quem quer praticar atos de corrupção, afinal, a gente fecha nossa casa com medo do criminoso, você não?

    3. Porque são titulares de órgãos do estado e não tiozinhos do WhatsApp.

    4. Pois é… Não ia ser um governo de transparência ? ?! Muitos passadores de pano por aqui. Quando entenderão q são servidores públicos e agentes públicos?! Aff

  4. Cuidado presidente, a Petralhada foi infiltrada em todas as áreas do governo, veja os bandidos do STF! Runas de ????

    1. Sim. Ele, Lula, Dirceu, Gleisi, Dilma, toda a petralhada. Pessoas do bem…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

VÍDEO – Deputada anuncia “bomba” em rede social: advogado de Adélio Bispo responde sobre “mandante” e que “emissoras de televisão” estão pagando defesa

Reprodução

Reprodução: Twitter/Carla Zambelli

Através do microblog Twitter, a deputada Federal pelo PSL-SP, expõe trecho de entrevista nesta terça-feira(11) em que pede que internautas “espalhem ao máximo”.  Na ocasião, a jornalista Roberta Lopes, do Direita Minas, entrevistou Zanone Júnior, advogado de Adélio Bispo, que responde pergunta de mandante de atentado contra Jair Bolsonaro. Ainda no vídeo, também fala de emissoras de televisão que estariam pagando a defesa.

Vídeo aqui no Twitter da deputada:

 

Opinião dos leitores

  1. Vai faltar cadeia, agora é o PP na linha de tiro. Mesmo Gilmar Mendes defendendo todos os bandidos, agora vem mais cadeia pra esses bandidos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Bolsonaro encontra Moro e depois vão de lancha a evento militar; ministro e outros são condecorados

Presidente Jair Bolsonaro acena para apoiadores ao lado do ministro Sergio Moro Foto: Jorge William / Agência O Globo

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, SergioMoro, foi na manhã desta terça-feira ao Palácio da Alvorada se encontrar pela primeira vez com o presidente Jair Bolsonaro após arevelação de mensagens trocadas entre Moro e o procurador DeltanDallagnol , divulgadas no domingo pelo site de notícias “The Intercept” . Pouco depois, os dois embarcaram em uma lancha no Lago Paranoá, nos fundos da residência oficial do presidente, rumo a um evento da Marinha.

Os dois chegaram juntos ao Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília para participar da cerimônia de comemoração do 154º Aniversário da batalha naval do Riachuelo, uma das mais importantes da Guerra do Paraguai, e a entrega das condecorações da Ordem do Mérito Naval. Tanto na embarcação quanto durante a solenidade militar, Moro ficou ao lado direito de Bolsonaro, em sinal de prestígio junto ao chefe.

No início da manhã desta terça-feira, o encontro não constava na agenda de nenhum dos dois, mas foi incluída para as 9h15 na de Moro. Segundo a assessoria de imprensa do ministro, a reunião foi solicitada nesta manhã por ele ao presidente.

Segundo “The Intercept”, as mensagens vazadas sugerem que o então juiz federal e Dallagnol teriam combinando como atuariam em algumas situações na operação Lava-Jato, inclusive em pontos do processo do tríplex do Guarujá, que levou à condenação e prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, o ministro da Justiça lamentou “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo”. Os dois negam irregularidades e denunciam a invasão ilegal de suas comunicações.

A força-tarefa de Curitiba divulgou nota para rebater a reportagem, dizendo que “seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”.

Na noite de segunda-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros disse que Bolsonaro havia feito contato com o Moro, mas não tratou com profundidade do episódio. Por isso, aguardaria o retorno do ministro da Justiça a Brasília para conversar pessoalmente sobre o que chamou de “vazamento de informações sobre a operação Lava-Jato”. Moro viajou na manhã de segunda para cumprir agenda em Manaus e retornou à capital federal à noite.

Em nota enviada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência na segunda-feira à noite, Bolsonaro afirmou que “nós confiamos irrestritamente no ministro Moro”. A frase foi enviada ao Jornal Nacional, da TV Globo.

Agraciados

A Ordem do Mérito Naval tem 175 agraciados, entre autoridades civis e militares. Dentre eles, estão 15 ministros do governo Bolsonaro, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, além de senadores e deputados federais.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, que esteve em uma agenda com Bolsonaro no Alvorada a partir das 8h também se juntou ao presidente no trajeto e no evento.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Bolsonaro pede que argentinos votem com a “razão” e alerta para risco de “novas Venezuelas”

Ao lado de Mauricio Macri, Jair Bolsonaro aproveitou o pronunciamento em sua primeira visita à Argentina desde que tomou posse para manifestar claramente seu apoio à reeleição do presidente daquele país.

Assim como já havia feito com o aliado Donald Trump durante a visita aos Estados Unidos, em março, Bolsonaro tomou partido no processo eleitoral do país vizinho.

“Conclamo o povo argentino. Que Deus abençoe todos eles porque terão pela frente, no mês de outubro, eleições. E todos têm que ter, assim como grande parte do Brasil teve [nas eleições de 2018], muita responsabilidade, muita razão e menos emoção para decidir o futuro desse país maravilhoso que é a Argentina”, afirmou Bolsonaro.

Sem citar o nome de Cristina Kirchner (que governou a Argentina entre 2007 e 2015 e já anunciou que será candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Alberto Fernández), Bolsonaro voltou a falar sobre um possível risco de que haja uma “nova Venezuela” no continente.

“Toda a América do Sul está preocupada que não tenhamos novas Venezuelas na região. Devemos nos preocupar e tomar decisões concretas nesse sentido, cada vez mais unindo os nossos povos e buscando cada um o seu potencial, de forma irmanada para que o progresso e a paz reinem entre nós.”

Em maio, o presidente brasileiro já havia dito, em discurso durante a formatura de novos diplomatas no Itamaraty, que “o mundo todo não quer” uma outra Venezuela “mais ao sul do nosso continente”.

Bolsonaro encerrou o seu pronunciamento desta quinta dizendo que Brasil e Argentina têm de continuar “cada vez mais parceiros não só na economia, mas também na liberdade”. “Deus abençoe o povo argentino para que possa escolher o melhor. Dessa forma, teremos paz, alegria e prosperidade entre os povos.”

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. A Venezuela é um verdadeiro inferno, mas a própria Argentina está caminhando para isso também ; está numa crise grave.
    Só faltou lembrar esse detalhe.

  2. E com novos brasis com caravelas e sem leme e sem destino. Aja maluquice no comando geral, aí, aí, aí!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Bolsonaro sanciona lei de internação involuntária de dependente químico

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jair Bolsonaro sancionou a lei que autoriza a internação sem consentimento de dependentes químicos. A medida, aprovada pelo Congresso, foi sancionada nessa quarta-feira (5) e publicada nesta quinta-feira (6) no DOU (Diário Oficial da União).

De acordo com a nova lei, a internação involuntária será realizada após a constatação de “motivos que justifiquem a medida”. Para isso, o pedido de internação sem o consentimento do dependente deve ser feito pelo “familiar ou do responsável legal ou, na absoluta falta deste, de servidor público da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos públicos integrantes do Sisnad, com exceção de servidores da área de segurança pública.”

Ainda de acordo com o texto, a internação voluntária “deve ser realizada após a formalização da decisão por médico responsável” e “perdurará apenas pelo tempo necessário à desintoxicação, no prazo máximo de 90 (noventa) dias, tendo seu término determinado pelo médico responsável.”

A lei aprovada por Bolsonaro ainda estabelece que a “internação de dependentes de drogas somente será realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados de equipes multidisciplinares e deverá ser obrigatoriamente autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina – CRM do Estado onde se localize o estabelecimento no qual se dará a internação.”

O texto também diz que o término da internção depende do médico responsável pelo caso ou por meio de “solicitação escrita da pessoa que deseja interromper o tratamento.”

Com isso, a família ou o representante legal pode pedir ao médico, a qualquer momento, a interrupção do tratamento.

A lei sancionada também diz que a internação involuntária depende de avaliação sobre o tipo de droga usada e deve ser indicada “na hipótese comprovada da impossibilidade de utilização de outras alternativas terapêuticas previstas na rede de atenção à saúde.”

O texto determina também que tanto a internação involuntária quanto a internação voluntária devem ser indicadas quando “os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.”

R7

 

Opinião dos leitores

  1. Pra quem nao pesquisa nem está informado o governo dá milhões a essas entidades que têm entres seus proprietários Magno Malta e outros do Clã de Bozo. Por isso, essas medidas.

    Não há estudos sobre a eficiência dessas "clínicas" mas de crimes q elas praticam têm muito.

  2. Logo, logo aparece a turminha progressista que lacra todas acusando o governo de higienismo, dando um salto retórico bem picareta para chamar quem apoia essa medida de nazismo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Coronel Azevedo propõe título de cidadão norte-rio-grandense para Bolsonaro

Foto: Eduardo Maia

O deputado estadual Coronel Azevedo (PSL) protocolou na Assembleia Legislativa um projeto de resolução para conceder título de cidadão norte-rio-grandense para o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Na sessão ordinária desta quarta-feira (5), o deputado justificou o pedido citando ações do presidente que beneficiam o Estado.

“O Rio Grande do Norte será priorizado pelo Governo Federal, que anunciou a instalação no nosso Estado de uma escola militar. Através da Petrobras, o Rio Grande do Norte receberá investimentos de R$2,6 bilhões”, ressaltou o deputado, que leu em plenário um histórico sobre o presidente.

De acordo com o artigo 330 do Regimento Interno, a concessão de títulos e honrarias pessoais depende de projeto de resolução assinado por um terço dos deputados e aprovado por dois terços deles. A tramitação do projeto, conforme o regimento, é realizada em caráter secreto.

ALRN

Opinião dos leitores

  1. Não teria coisa mais importante pra fazer? Bolsonaro lá q ser cidadão do RN. É por isso q a política não anda. Parece que os políticos já resolveram todos os problemas e está sobrando tempo no seu mandato.

  2. Acorda RN, a "ponte" jamais será o fim de quem produz na Terra de Poti. AZEVEDO terá a força de impulsionar o TURISMO POTIGUAR e gerar milhares de emprego pelo RN.

  3. Se o Presidente for republicano, relevar questiúnculas políticas e ajudar o nosso Estado, sou a favor.

  4. Pelo amor de Deus, o estado com tantos problemas fica esse deputado falando besteira, vai fazer projetos para tirar o RN da crise meu amigo.

  5. Quanta babação de ovo.. vai trabalhar em algo produtivo… Deputado sem noção essse

  6. O que Bolsonoro fez pelo RN? pergunta a governadora? fosse outro dava nem bom dia para essa PTralhada, Parabéns Presidente, mais uma prova de que vc é um Mito mesmo.

  7. O que Bolsonaro fez pelo Estado do RN que justifique a proposição deste título de cidadão norte-rio-grandense?

    1. Já fez mais pelo RN do que a governadora do PT. Mesmo com tão pouco tempo de governo, Bolsonaro anuncia já garantiu, por exemplo, R$ 80 milhões para construção de moradias populares e conclusão da Barragem de Oiticicas. Também foram retomadas as obras da Reta Tabajara, com investimento de mais de R$ 100 milhões do Governo Federal. Ontem mesmo, o presidente declarou a atividade salineira, importantíssima para o RN, como de interesse social, o que será de grande valia para o setor. De quebra, anunciou a instalação de um colégio militar em Natal. E a governadora, fez o que até agora?

  8. Título de "cidadão norte-rio-grandense" não consagra nem desconsagra ninguém. Que o diga o pastor Silas Malafaia… No caso do Presidente, porém, serve ao menos para avaliar se vale a pena a "relação diplomática" com a taba de Poti.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Bolsonaro defende Neymar sobre suposto estupro: ‘Acredito nele’

Foto: Alan Santos/divulgação Palácio do Planalto

O presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL), saiu em defesa de Neymar na manhã desta quarta-feira (5), durante uma entrevista coletiva no lançamento do projeto Juntos Pelo Araguaia, em Aragarças, Goiânia.

“Espero dar um abraço em Neymar antes do jogo. Ele é um garoto. Está em um momento difícil, mas eu acredito nele”, afirmou o presidente sobre a acusação que o camisa 10 da seleção brasileira recebeu de suposto estupro.

Bolsonaro também afirmou que vai ao amistoso desta noite da seleção brasileira contra a Qatar, que acontece no estádio Mané Garrincha, em Brasília, às 21h30.

R7

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Trânsito

Bolsonaro entrega à Câmara projeto que muda regras da CNH; dentre as alterações, 20 para 40 pontos o limite para suspensão, e validade de 5 para 10 anos

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nesta terça-feira (4), durante entrega de projeto que altera regras da CNH — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente nesta terça-feira (4) à Câmara dos Deputados para entregar um projeto de lei que muda trechos do Código Brasileiro de Trânsito. Dentre as alterações, está a ampliação – de 20 para 40 pontos – do limite para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Para que as mudanças entrem em vigor, o projeto precisará ser discutido no âmbito das comissões e, depois de aprovado, apreciado pelo plenário da Câmara e do Senado.

O projeto do governo também prevê a ampliação da validade da habilitação, de cinco para dez anos. A habilitação dos idosos também terá validade ampliada de dois e meio para cinco anos.

Principais pontos do projeto

Aumenta de 20 para 40 o limite de pontos, em um período de um ano, para suspensão da CHN;
Amplia a validade da CNH de 5 para 10 anos;
Amplia a validade da CNH para idosos de 2 anos e meio para 5 anos;
Mudança nas regras para o transporte de crianças nos veículos;
Possibilidade de o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) liberar bicicletas elétricas sem maiores exigências;
Fim da exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais.

Bolsonaro entregou o projeto diretamente ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na Câmara dos Deputados. Após a entrega, o presidente concedeu entrevista.

“É um projeto que parece que é simples, mas atinge todos do Brasil. Porque todo mundo é motorista ou anda de uma forma ou de outra em um veículo automotor”, afirmou Bolsonaro.

“É muito importante [a proposta], a gente passa de 5 pra 10 anos a validade da carteira de motorista. Passa de 20 para 40 os pontos para perder a carteira de motorista. Entre outras coisas, também nós tiramos do Detran a exclusividade nas clínicas para emitir o atestado de saúde para carteira de motorista”, explicou o presidente.

Em abril, ao dar detalhes da proposta, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, explicou que, apesar de aumentar de 20 para 40 a quantidade de pontos que o motorista deve acumular para ter a carteira suspensa, o projeto vai acelerar a suspensão em casos de infrações graves e gravíssimas, como dirigir depois de beber.

“Estamos desburocratizando, seguindo determinação do presidente Bolsonaro. A ideia, então, é tornar a vida do cidadão mais fácil”, disse o ministro, que acompanhou a entrega do projeto na Câmara.

O ministro também justificou a mudança no prazo de validade da habilitação, de cinco para dez anos.

“Outra coisa importante é a validade do exame de direção, do exame de saúde, que está passando de cinco para 10 anos. Isso tem uma razão orgânica. A expectativa de vida melhorou, a saúde melhorou, e nós continuamos impondo um exame para fazer a carteira a cada cinco anos?”, declarou o ministro.

Segundo informações do Ministério da Infraestrutura, atualmente o processo de suspensão em casos de infrações graves e gravíssimas chega a passar por seis instâncias. Com a proposta, seriam apenas três instâncias até que o motorista perdesse o direito de dirigir.

Visita à Câmara

É a segunda semana consecutiva que o presidente vai à Câmara. Na semana passada, Bolsonaro decidiu, de última hora, ir a pé do Palácio do Planalto ao Congresso, que também fica ao redor da Praça dos Três Poderes, para acompanhar parte de uma sessão em homenagem ao humorista Carlos Alberto de Nóbrega.

G1

 

Opinião dos leitores

    1. Vc já conseguiu somar todos os projetos enviados pelo governo Bolsonaro? E se todos já tivessem sido aprovados, já teriam mudado alguma coisa? Bom saber que essas propostas auxiliam e contribuem para um país melhor. Pode analisar todos.

  1. Eita!!! mas um esquema dos DETRANs caindo. Renovação em 5 anos só para idosos ou deficientes físicos o resto é esquema p sugar dinheiro dos incautos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *