Jornalismo

Mensalão da Vila: Presos entram com pedido de habeas corpus no STJ

O prefeito da cidade de Vila Flor, Grinaldo Joaquim, o presidente da Câmara Municipal, Pedro Francisco da Silva, e cinco vereadores entraram com pedido de Habeas cCrpus junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira (22). Eles são investigados na Operação Mensalão da Vila, deflagrada na última segunda-feira (19) pelo Ministério Público Estadual (MPE). Também entraram com o pedido o secretário João Felipe e o ex-secretário de Administração Pública, Antônio Ivanaldo de Oliveira.

O MPE investiga o esquema de pagamento de mensalão entre a prefeitura e a Câmara de Vereadores de Vila Flor. Nesta semana, o procurador geral de Justiça do Estado, Manoel Onofre Neto, disse em entrevista coletiva que, conforme apurado nas investigações, o prefeito Grinaldo Joaquim da Silva (PHS) oferecia dinheiro ou vantagens para que os vereadores aprovassem projetos de lei ou fizessem “vista grossa” a atos do chefe do executivo. Grinaldo, seis vereadores e o secretário de obras do município, João Felipe de Oliveira, foram detidos.

Manoel Onofre conta que o MPE investigava os denuncidos há cerca de cinco meses, após denúncia feita pelo vereador Floriano Felinto sobre como funcionava o esquema. “Ele foi procurado para participar do mensalão, mas se recusou e resolveu denunciar”. A partir de interceptação telefônica e gravação de vídeos durante as negociações de apuração, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPE reuniu provas para pedir nove mandados de prisão e 19 de busca de apreensão, cumpridos ontem em Vila Flor, Canguaretama e Natal.

Fonte: DN Online

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Jornalismo

Vice-prefeito de Vila Flor assume a Prefeitura

Vila Flor tem um novo prefeito. Depois de três dias sem prefeito por causa da Operação Mensalão, deflagrada pelo Ministério Público para desarticular um esquema de compra de apoios políticos, a cidade viu o vice-prefeito Manoel de Lima tomou posse para o cargo de chefe do Executivo.

Manoel ainda não havia sido empossado, porque seis dos vereadores, incluindo o presidente da Casa, também foram presos no esquema.

As investigações, que demoraram cinco meses, mostraram um esquema de pagamentos de R$ 500 e vantagens indevidas para compra do apoio. Ao todo, oito pessoas foram presas: o prefeito do município de Vila Flor Grinaldo Joaquim de Souza; o ex-secretário municipal de Administração Antônio Ivanaldo de Oliveira; o secretário de Obras do município João Felipe de Oliveira; o presidente da Câmara Municipal Pedro Francisco da Silva; e os vereadores Irinaldo da Silva, Ronildo Luiz da Silva, Ailton Passos de Medeiros, Vidalmir Santos Brito e Magno Douglas Pontes de Oliveira.

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Denúncia

Veja vídeos da operação que desbaratou mesalão de Vila Flor e prendeu nove pessoas

O Ministério Público divulgou em seu site vídeos que comprovam a existência de um mensalão no município de Vila Flor, interior do RN.

Os vídeos foram as principais provas que motivaram uma Operação Mensalão da Vila, iniciada nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira(19), que deu cumprimento a 19 mandados de buscas e apreensões, e a nove mandados de prisões preventivas de pessoas supostamente envolvidas em crimes de corrupção e contra a administração pública no município do Litoral Sul.

Vídeo 1  – Operadores pagam propina de R$ 1.000

Vídeo 2  – Operadores explicam como funcionava o esquema

Vídeo 3, 4 e 5 – Operadores tentam convencer popular a entrar no esquema

 

 

 

Vídeo 6 – Envolvido diz que apenas três pagamentos foram feitos

Vídeo 7 – Operadores justificam atrasos

 

 

 

 

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Judiciário

Réus do mensalão terão penas prescritas

Isso é uma vergonha, o que esperar de um País que em seis anos não conseguiu julgar e enquadrar uma cambada de corruptos e corruptores? Se brincar, vai prescrever todas as acusações e não só algumas como deixa claro o Ministro. Segue post de Josias de Souza:

O crime, como se sabe, mora na vizinhança. A Justiça e a punição residem muito longe.

No caso do mensalão, a distância já é medida em quatro anos. Considerando-se o ritmo do comboio, pode chegar a seis.

O risco de impunidade, antes apenas sussurrado, começa a ser admitido sob refletores.

Numa entrevista com o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, o repórter Fernando Rodrigues perscrutou sobe a data do julgamento.

“Não tenho uma previsão clara”, o ministro respondeu. Há risco de prescrição dos crimes? Da dúvida, evoluiu-se a certeza:

“Com relação a alguns crimes não há dúvida nenhuma que poderá ocorrer a prescrição.”

Parte dos 38 réus pode sair da encrenca ileso, sem punição? “Essa foi uma opção que o Supremo Tribunal Federal fez”, resignou-se Lewandowski.

Como assim? O fantasma da impunidade talvez não existisse se o STF tivesse delegado às instâncias inferiores o julgamento dos réus sem mandato.

“Talvez esse problema da prescrição não existiria por conta de uma tramitação mais célere.”

Lewandowski é o ministro revisor do caso. Aguarda pela conclusão do voto do relator Joaquim Barbosa para, só depois, elaborar o seu.

De antemão, avisa que a coisa será demorada: “Terei que fazer um voto paralelo ao voto do ministro Joaquim…”

“…São mais de 130 volumes. São mais de 600 páginas de depoimentos. Quando eu receber o processo eu vou começar do zero…”

“…Tenho que ler volume por volume porque não posso condenar um cidadão sem ler as provas.”

Quer dizer: não são negligenciáveis as chances de o “julgamento” ser empurrado para 2013.

Aos pouquinhos, o vaticínio do companheiro Delúbio vai ganhando forma: isso ainda acaba em piada de salão.

Opinião dos leitores

  1. Diz o jargão: "Morosidade processual é sinônimo de impunidade". Em que pese o jargão, penso, culpa não caiba ao Judiciário, considerando o acervo de processos em curso e os milhares que diariamente são ajuizados e a quantidade insuficente de juízes e serventuários que apesar de seus esforços não atendem a demanda. Mario Pallazini – São Paulo – Capital.

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Jornalismo

Delúbio Soares: Mensalão foi só um "boato"

Em turnê pelo país para apresentar sua defesa ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares disse ontem, a sindicalistas de Brasília, que o mensalão foi só um “boato”.

“Quando eu era menino, lá em Buriti Alegre, tinha o jornal de fatos e boatos. A denúncia, vou dizer para vocês, é um boato. Os fatos eu já expliquei na defesa prévia”, afirmou o petista.

Delúbio é apontado pelo Ministério Público como o operador do esquema, denunciado pela Folha em 2005. Se condenado, pode pegar até 111 anos de prisão pelos supostos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Ele reuniu ontem cerca de 40 pessoas na sede da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Em discurso de 40 minutos, disse estar com a consciência tranquila e negou a existência de provas.

“Não há nada contra Delúbio Soares, zero. O que foi feito? Peguei dinheiro emprestado para pagar dinheiro de campanha de aliados. Isso está assumido”, afirmou.

“Se essas pessoas não oficializaram no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a culpa não é do tesoureiro do PT”.

Ele repetiu a tese de que o esquema teria se resumido a caixa dois de campanha.

“Eu peguei dinheiro emprestado e mandei pagar dívida de campanha. Transformaram uma infração eleitoral em processo criminal.”

O petista ironizou a acusação de que o dinheiro foi usado para comprar apoio ao governo Lula no Congresso.

“Imagine comprar voto do Luizinho, ele é o maior governista de todos os governistas que eu já conheci. Do Paulo Rocha, do João Paulo Cunha.”

Descontraído, Delúbio disse que montou uma “imobiliária online” em Goiânia e pretende expandir os negócios para São Paulo e Brasília. “É meu ganha pão hoje. É duro pagar aluguel todo mês, mas precisa batalhar”.

Há quase dois meses, o ex-tesoureiro viaja para apresentar sua defesa. Anteontem, em Goiânia, disse que o julgamento do mensalão no STF, previsto para 2012, será “o maior espetáculo midiático do Brasil”.

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Judiciário

Delúbio: "julggamento do mensalão será o maior espetáculo midiático do Brasil"

Um dia, quando o governo Lula já tiver passado pelo corredor frio da posteridade, será interessante lembrar a personalidade de cada um dos quadrilheiros do mensalão.

A história produzirá um relato sobre a teia de cumplicidades e a ausência de constrangimentos.

Entre todos os réus do Supremo, o menos constrangido é Delúbio Soares. Há seis anos, no alvorecer do escândalo, o ex-gestor das arcas podres vaticinara:

“As denúncias serão esquecidas e vão virar piada de salão.”

Agora, com o país em compasso de espera, Delúbio retorna à boca do palco para dizer: o julgamento do mensalão “será o maior espetáculo midiático do Brasil.”

A soma da frase de ontem com a declaração de hoje, leva a uma incômoda conclusão:

Para Delúbio, a denúncia que a Procuradoria formulou e que o STF converteu em ação penal é uma anedota. Ao final do “espetáculo”, réus impunes cairão na gargalhada.

Delúbio repisa: “Houve um problema de deficit de campanha. As pessoas do PT e dos partidos aliados recorreram aos partidos…”

“…Coube ao tesoureiro do PT na época –pessoa jurídica de tesoureiro do PT, que era eu—, e resolvemos pegar dinheiro emprestado com os bancos…”

“…E demos o dinheiro para as pessoas pagarem as dívidas. Se as pessoas não contabilizaram o dinheiro na Justiça Eleitoral, o problema é de quem pegou…”

“…O dinheiro tem origem, por isso que nós saímos do termo caixa dois para os recursos não contabilizados. Foi isso que aconteceu.”

Nunca antes na história desse país um culpado pareceu tão inocente. Ou nunca um inocente pareceu tão culpado.

Caberá ao STF escrever o epílogo desse triste capítulo jocoso da história nacional. Os magistrados podem escrever uma página séria. oriografia nacional.

Torça-se para que os magistrados escrevam uma página séria. Do contrário, o Brasil vai à posteridade como um salão de piadas.

Josias de Souza

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Jornalismo

Promotora envolvida em mensalão quer de volta dinheiro que a PF apreendeu

Da Folha Online

 

Os advogados da promotora Deborah Guerner, acusada de envolvimento no mensalão do DEM, pediram à Justiça a restituição de R$ 280 mil apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Caixa de Pandora.

O dinheiro estava dentro de um cofre enterrado no quintal de sua casa.

De acordo com o advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes, o dinheiro tem origem lícita e foi comprovado no Imposto de Renda. Ele disse que pediu a liberação da quantia porque sua cliente não está mais conseguindo arcar com o tratamento psiquiátrico, uma vez que o salário dela foi suspenso em agosto.

“A Deborah tem tratamento psiquiátrico há seis anos, que não é coberto pelo plano de saúde. Foi internada várias vezes, inclusive no [Hospital] Sírio-Libanês, no mês passado, e não tinha dinheiro para pagar a conta”, explicou o criminalista, que alega que sua cliente sofre de transtorno bipolar.

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Política

Valério questiona a ausência de Lula na ação do mensalão

O jornal Folha de São Paulo traz em sua edição de hoje uma matéria que servirá de combustível para a oposição, que tenta a todo o custo desmistificar Lula.

Em manchete, a Folha informa que ontem, durante apresentação de sua defesa como réu do “Mensalão”, Valério questionou o porquê do ex-presidente Lula não constar também como um dos réus da ação movida pelo Ministério Público Federal.

Valério, claro, se diz inocente.

Segue a íntegra do texto

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Política

Lucena diz que mensalão da Câmara é pago com convênio feito com a Prefeitura

Deu no Nominuto

Dois dias após ter utilizado a tribuna da Câmara Municipal de Natal para denunciar a existência de um suposto esquema de mensalão na Casa e em outros legislativos do país, o vereador Fernando Lucena (PT) voltou à carga e disse, em entrevista ao portal Nominuto.com, que o esquema na Câmara seria pago através de um convênio com a Prefeitura do Natal. Lucena, contudo, não especificou que convênio seria esse, sugerindo que a mídia é que deve investigar e identificar.

“Eu sei é que tem um convênio na Câmara, com a Prefeitura de Natal. Através dele acontece o mensalão. Isso vem desde a época de Rogério [Marinho]”, disse Lucena, que, indagado sobre que tipo de convênio se trata, acrescentou: “A Câmara coloca servidores dela na Prefeitura, que paga os funcionários, e a verba que bancaria esses funcionários fica para a Câmara”, disse.
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Denúncia

Fernando Lucena afirma que tem MENSALÃO na CMN. Quem são os Vereadores que recebem?

Esta é a pergunta mais frequente em rodas de conversa desde a terça-feira, quando o vereador Fernando Lucena foi à tribuna da casa e denunciou que existe um mensalão – igual àquele montado no Congresso pelo governo do presidente Lula – também na Câmara Municipal do Natal.

Lucena disse, na verdade, que Mensalão é coisa muito comum. Existe em muitos lugares. Até mesmo na cidade de Lucrécia, onde nasceu. Segundo ele, o Mensalão, ou seja o esquema de pagar pelo apoio dos vereadores, existe porque os prefeitos se elegem sem maioria nas casas legislativas.

Lucena fez estas acusações em resposta ao pronunciamento do vereador Júlio Protásio (PSB), que não gostou nem um pouco do mais recente protesto de jovens em frente à Câmara(já tínhamos abordado esse assunto em outro post). Os jovens manifestantes exibiram uma faixa denunciando os vereadores participantes da Operação Impacto, aquela que apura o envolvimento de vereadores em esquema de recebimento de propina para votar na revisão do Plano Diretor de acordo com interesses de um certo grupo de empresários do setor imobiliário e construção civil.

Protásio disse que, além da Operação Impacto, os jovens da Democracia Socialista, uma das muitas tendências do PT, deveriam ser coerentes a ponto de cobrar também apuração do Mensalão, o esquema que derrubou o todo-poderoso José Dirceu e quase afunda o governo do presidente Lula.

Bem, agora cabe à Câmara apurar as graves acusações do vereador Fernando Lucena. O ônus da prova cabe a quem acusa, portanto o vereador petista tem o dever de apresentar nomes, datas, quantias e esquema de funcionamento do tal “Mensalão”.

Se o vereador não confirmar nem provar o que disse, deve ser punido. Afinal, jogou ainda mais lama no ventilador que anda ligado há tempos no plenário da Câmara.

Diferente de alguns sítios virtuais, o que é publicado aqui no Blog do BG tem repercussão. E por isso perguntamos aos internautas: tem Mensalão na Câmara de Natal? O que vocês acham que a Câmara deve fazer?

Vejam o vídeo editado pela  Tv Ponta Negra com as graves acusações do Vereador Fernando Lucena:

 

Opinião dos leitores

  1. Tem mensalão sim!! Isso eu denunciei ao Ministério Público em 2008.. Fui ao MP mostrei o convenio e como é feito o repasse das vantagens!! O que tá sendo dito por Lucana, já foi dito a muito tempo!! Preá via convenio! Se quiserem eu vou na Câmara é digo como é!!! rsrsr

  2. Ele terá que provar realmente o que está falando, mas sabemos muito bem que vereadores não estão alí, não brigam para se eleger apenas pelo espirito público, pelo bem do povo e outras falácias que ouvimos sempre desses senhores. Para que eles façam verdadeiramente a vontade do povo temos pressionar enormemente e diariamente pois eles estão sempre prontos a abafar qulaquer coisa que possa prejudica-los e aprovar qualquer coisa para beneficia-los.

  3. A verdade é a seguinte não é a primeira vez que o vereador Lucena fala demais e besteira. Hora se diz que tem Mensalão na casa ele vai ter que provar, agora eu quero ver os manifestantes levantar essa bandeira. Vamos pedir uma CPI, CEI o que for. Repito os Vereadores que não tem coragem para falar uma a língua frouxa de Lucena para jogar "lama" no ventilador da casa.

  4. O vereador não tem que provar nada!! Está imune materialmente, contra opini!ões, palavras e votos. Ou seja, ele pode falar, acusar quem ele quiser.

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Judiciário

Hoje é o último dia para os Réus do mensalão do PT apresentarem defesa final

Do IG Brasília

Os réus no processo do mensalão têm até esta quinta-feira (8), às 19h, para entregar as alegações finais de suas defesas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Até o final do expediente do STF na última terça, apenas 19, dos 38 acusados, tinham protocolado a petição.

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi um dos que deixou para entregar a defesa no último dia, assim como o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Os dois participaram no último final de semana do 4º Congresso Nacional do PT, onde Dirceu foi aplaudido de pé pela militância petista.

Também devem apresentar suas alegações finais hoje os deputados federais Valdemar Costa Neto e João Paulo Cunha, assim como os petistas José Genoíno e Sílvio Pereira.

A partir de amanhã, o ministro Joaquim Barbosa, relator do caso, deve se debruçar sobre as alegações e preparar seu relatório, que não tem prazo para ficar pronto. Em seguida, o texto de Barbosa segue para a revisão do ministro Ricardo Lewandowsky. Apenas depois desta etapa, a Presidência do STF pode marcar a data do julgamento.

Jefferson X Lula

Na tentativa de incluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do mensalão, o presidente do PTB, Roberto Jefferson (PTB), anexou em sua alegação final uma ação civil pública de 1.600 páginas, conforme revelou Poder Online. A ação corre na 13ª Vara do Distrito Federal e responsabiliza a Presidência da República de favorecer o BMG – banco do mensalão do PT – no mercado de crédito consignado.

Jefferson também argumenta em sua defesa que Lula deve ser considerado suspeito porque enviava projetos para o Congresso.

Veja lista de acusados no mensalão que deixaram para o último dia a apresentação de suas defesas:

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Jornalismo

Juíza condena firmas envolvidas no mensalão do DEM

Sem alarde, a juíza Gislaine Reis, da 4ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, expediu no dia 24 de agosto uma sentença alvissareira.

Condenou cinco empresas a devolver às arcas de Brasília R$ 240,8 milhões. A novidade veio à luz em notícia do repórter Filipe Coutinho, na Folha.

Eis as logomarcas condenadas: Linknet (R$ 79 milhões), Linkdata (R$ 50 milhões), Prodata (R$ 38 milhões)…

…Conecta (R$ 36 milhões), Poliedro (R$ 35 milhões) e Brasil Telecom (R$ 2,8 milhões).

Excetuando-se a Brasil Telecom, as demais foram citadas por Durval Barbosa como provedoras do esquema batizado de mensalão do DEM.

Antes de se tornar um delator premiado, Durval comandou a Codeplan (Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central).

Contratado na gestão de Joaquim Roriz, Durval foi aproveitado na equipe do sucessor dele, José Roberto Arruda.

A sentença de Gislaine envolve justamente contratos celebrados pela Codeplan. Tudo em caráter emergencial, sem licitação. “Absolutamente ilegal”, anotou a juíza.

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Opinião dos leitores

  1. Essa imprensa é engraçada mesmo. Cobre com o maior estardalhaço o caso do cara do FMI vítima de uma armação. O ministério público dos estados unidos retirou a denúncia por falta de credibilidade da denunciante. Certamente aqui o tal Durval (condenado já mais de uma vez, réu em cerca de 40 processos e pedófilo) deve ter muita "credibilidade". E os procuradores denunciados como autores de tentativa de extorsão contra Arruda e expulsos do Ministério Público devem merecer muita fé. É isso?

  2. O que eu acho engraçado nessa estória toda é o seguinte:
    Se a deputada Jaqueline Roriz recebeu "propina"das mãos do secretário de Estado de Assuntos Sindicais, Durval Barbosa, em setembro de 2006; Se naquela época o governador do Distrito Federal era Joaquim Roriz, pai da deputada; Se Durval Barbosa era Secretário de Joaquim Roriz, cargo de confiança do governador;
    Se o governador Joaquim Roriz apoiava -como de fato apoiou- Maria Abadia como candidata à sua sucessão; Se o governador Joaquim Roriz, em conversa com seu advogado, Eri Varela, divulgada pela Tv, referia-se ao candidato José Roberto Arruda com palavrões e prometia acabar com ele…me responda…
    Por que Arruda, apesar de tudo issso, é citado na denúncia como chefe desse esquema criminoso?
    Apenas porquê Durval Barbosa disse que Arruda comandava esse esquema, mesmo sabendo-se que esse senhor já foi condenado em vários processos, indiciado em diversos outros, investigado e com pedido de prisão feito pela polícia por crime de pedofilia, denunciado pelo ministério público por formação de quadrilha e tentativa de extorão?

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Política

Mensalão voltou. Agora é no Ministério das Cidades

Se continuar nesse ritmo a veja não vai deixar pedra sobre pedra no governo Dilma. Chego até ter pena de Dilma, que barca furada ela pegou. É corrupção de todo lado!!! Segue post de Josias de Souza.

Em ritmo de catadupa, surgiu uma novidade na catarata de lodo que jorra da Esplanada dos Ministérios.

Dessa vez, foi às manchetes a pasta das Cidades, chefiada por Mário Negromonte (foto), deputado federal do PP da Bahia.

Em guerra para retomar o controle da bancada de deputados federais do PP, o ministro Negromonte teria convertido o ministério em bunker partidário.

Na última quarta-feira (17), informa a revista Veja, um grupo de deputados levou à ministra Ideli Salvatti uma denúncia cabeluda.

Informou-se à coordenadora política de Dilma Rousseff que Negromonte estaria oferecendo mesada de R$ 30 mil mensais a deputados que o apoiarem.

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Política

A "farsa" de LULA está desmoralizada

– O Estado de S.Paulo

Entre os muitos planos anunciados pelo presidente Lula para quando desencarnasse do governo – o que, a depender dele, não acontecerá enquanto a sua apadrinhada Dilma Rousseff ocupar a cadeira que lhe pertenceu – estava o de desmontar a “farsa” do mensalão. Em 2005, quando o escândalo irrompeu, com a denúncia do então deputado petebista Roberto Jefferson de que o PT montara um esquema para comprar deputados a fim de que votassem como o Planalto queria, primeiro Lula calou-se. Depois, temendo o estrago que o escândalo poderia acarretar para a sua reeleição no ano seguinte, declarou-se traído, sem dizer por quem, e exortou o seu partido a pedir desculpas aos brasileiros “por práticas inaceitáveis, das quais nunca tive conhecimento”.

A fase de contrição durou pouco. Logo inventou a “explicação” de que o partido apenas fizera o que era comum na política nacional – manter um caixa 2 -, quando o problema de fundo era o repasse desses recursos clandestinos para corromper o Congresso. Com a agravante de que parte da bolada vinha de empresas estatais, numa operação conduzida com maestria pelo afinal famoso publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza. Na versão inventada por Lula, no entanto, as malfeitorias foram infladas, quando não fabricadas pela oposição, em conluio com a “mídia golpista”, para derrubá-lo da Presidência.

E a esse conto da carochinha ele continuou recorrendo mesmo depois que, em pleno ano eleitoral de 2006, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, nomeado por ele, produziu um dos mais devastadores e fundamentados libelos já levados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nele, pediu a abertura de processo contra 40 suspeitos de envolvimento com a “sofisticada organização criminosa” liderada pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu – o “chefe da quadrilha”. Lula tampouco mordeu a língua quando, no ano seguinte, o STF acolheu a denúncia contra os citados, e o ministro Joaquim Barbosa, também levado à Corte por ele, começou a tocar a ação da qual foi designado relator, com empenho e independência.

Agora, a “farsa” de Lula tornou a ser exposta em sua inteireza. O procurador-geral Roberto Gurgel, que sucedera a Antonio Fernando e acabou de ser mantido para um segundo mandato pela presidente Dilma Rousseff, pediu anteontem ao Supremo que condene à prisão 36 dos 40 denunciados por crimes que incluem formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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Jornalismo

José Dirceu ficou indignado com o pedido de condenação dele

Os portais, sites e blogs registram a “forte reação” de José Dirceu ao pedido de condenação de 36 — e não de 37 — dos 40 inicialmente acusados de envolvimento com o mensalão — Silvio Pereira, o “Silvinho Land Rover”, fez acordo com o Ministério Público para prestar serviços à comunidade; José Janene morreu, e Roberto Gurgel diz não ter encontrado provas contra Luiz Gushiken e Antonio Lamas. Manteve as acusações contra os demais. Entre estes, encontram-se Dirceu, os deputados federais João Paulo Cunha (PT) e Valdemar Costa Neto (PR), José Genoino, Roberto Jefferson, Delúbio Soares e Marcos Valério.

Coube a Dirceu, que não exerce mandato nenhum nem ocupa cargo público — não oficialmente ao menos — armar a reação à acusação feita pelo procurador. A tese de fundo é aquela de todos conhecida, orquestrada por Luiz Inácio Lula da Silva, sob o comando técnico de Franklin Martins: o mensalão nunca existiu. Toda aquela lambança envolvendo, inclusive, dinheiro público, era nada mais do que caixa dois de campanha. Não era! Mas digamos que fosse. Para alimentar um caixa dois, é possível cometer os seguintes crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa etc. Fica parecendo, e isto é mesmo formidável, que a admissão de irregularidades no financiamento de campanha anula automaticamente os demais crimes. Se há safadeza com uma pletora de provas, esta safadeza é o que se convencionou chamar de “mensalão”.

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Opinião dos leitores

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Política

Procurador Geral pede a condenação de 37 mensaleiros. Inclusive Dirceu, Delúbio e Genoino

Confesso que o Procurador Geral lavou minha alma, inclusive essa atitude dele já apagou da minha memória o a gentileza que ele fez a Palocci. Eu ainda acredito no Brasil!!!
Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo

Um dia após ter sido indicado para um segundo mandato de procurador-geral da República, Roberto Gurgel pediu na quinta-feira, 7, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que condene 37 dos 38 réus do processo do mensalão. Para Gurgel, só não existem provas contra o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken – e, portanto, ele deve ser absolvido.

O esquema do mensalão foi o principal escândalo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e envolveu autoridades poderosas da época, como o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investigou a relação do Palácio do Planalto e de ministérios com as bancadas da base aliada e descobriu que o PT coordenava um esquema que usava sobras de doações da campanha de 2002 para fazer repasses sistemáticos aos partidos da base e pagar as dívidas eleitorais. Foram esses repasses que o denunciante do escândalo, o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), batizou de “mensalão”.

Em outro esquema paralelo, o publicitário Marcos Valério mantinha contratos com ministérios e estatais que rendiam propinas para o caixa do PT e dos demais partidos aliados. Um dos contratos mais importantes era com a empresa Visanet, holding de cartões de crédito, onde ele mantinha um acordo especial para desviar dinheiro do cartão do Banco do Brasil-Visa.

As investigações começaram em 2005. Muitos parlamentares recebiam esse dinheiro das propinas sob condição de votar com o governo no Congresso Nacional. Uma ação foi aberta no STF em 2007 após o recebimento pelo tribunal da denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. A expectativa no STF é de que o julgamento do processo comece no fim deste ano ou no início de 2012.

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