(Por interino)
Nos últimos dias, a candidatura do reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) Josivan Barbosa à prefeitura, uma das melhores possibilidades de afirmação política do PT em Mossoró, passou a ser bombardeada, de forma nem sempre justa, tanto pela oposição que articula uma sucessora para a atual prefeita Fafá Rosado e não quer mais preocupação no pleito deste ano, quanto pelos aliados, na figura de Larissa Rosado, que desejam usar a força da sigla do PT e da presidente Dilma para conquistar votos para seu projeto politico.
O argumento usado pelo Partido dos Trabalhadores para se defender é de que existe uma orientação nacional que determina que em municípios estratégicos a legenda do presidente Lula lance candidaturas próprias.
Só que na prática, isso precisa respeitar as realidades locais.
É assim desde sempre!
No entanto, nesse momento, a conjuntura política é outra em relação as eleições de 2008.
Começando pelos perfis dos presidentes Lula e Dilma.
O metalúrgico pernambucano fazia um jogo de “troca de favores” em prol de apoio político o que fazia dele um contemporizador.
Dilma, por ter uma base de apoio mais sólida, faz um jogo mais duro e mantêm mais comumente os seus interesses e os interesses do partido.
O próximo ponto a ser destacado é a realidade eleitoral de Mossoró.
Diferentemente de Natal, a capital do oeste só tem um turno. E esse fato faz com que não seja comum o lançamento de candidaturas “fracas”, que não tenham chances reais de vitória, ou pelo menos de fazer barulho.
O projeto de Josivan Barbosa parece que não segue nem um desses critérios. Tem mais haver com um capricho do PT.Uma forma de não se comprometer “ideologicamente” com candidaturas que, apesar de lados opostos, são fruto do mesmo berço político.
Para finalizar, tem a questão PSB.
O partido de Larissa Rosado, que é o único nome confirmado para disputa deste ano em Mossoró, apesar fazer parte oficialmente da base política no governo, nos bastidores, constrói um projeto político para seu principal líder em nível nacional, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, de ser vice em uma chapa de Presidente. E isso passa necessariamente pelo atual senador mineiro Aecio Neves, que deve sair candidato ao Palácio da Alvorada em 2014.
Resumindo, a candidatura própria do PT é um projeto difícil e arriscado também. Mas é uma possibilidade que se jogada fora pode resultar em prejuízos políticos a longo prazo para o partido que sonha em ser mais forte no Oeste.
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