Clima

RN registrou chuvas 35,7% abaixo da média de janeiro à julho

Foto: Webdesigner/EMPARN

As chuvas, de janeiro à julho de 2021, estão 35,7% abaixo do esperado no Rio Grande do Norte, conforme análise da Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa do Rio Grande do Norte (EMPARN). O volume médio acumulado de chuvas foi de 477,7milímetros (mm) enquanto que o esperado para o período era de 761,4mm.

“Embora o ano tenha começado com a presença do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico- condição favorável para a ocorrência de chuvas dentro na normalidade, o aquecimento das águas na bacia tropical Norte e o esfriamento acima do normal na bacia tropical Sul, manteve os ventos alísios de sudeste mais fortes do que o normal, dificultando a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema meteorológico causador de chuvas no Nordeste no período de fevereiro a maio”, analisou o meteorologista, chefe da unidade, Gilmar Bristot.

A região Oeste choveu 19,2% abaixo do esperado, de acordo com Bristot é a única região que apresentou uma certa regularidade na ocorrência de chuvas neste período. “Algumas localidades da região do Alto Oeste como os municípios de Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, Itaú e outros apresentaram normalidade no volume de chuvas”, disse.

No período, na região Leste choveu 533,8 mm, enquanto que o esperado era 1074,4mm; na região Central foram observados 402,3mm porém o esperado era de 591 mm e na região Agreste choveu apenas 371,7mm e o esperado era 634,2mm.

Balanço das chuvas de julho

As chuvas no mês de julho de 2021 ficaram 78,3% abaixo do esperado no estado. O volume médio esperado para todo território potiguar era de 78,2mm, porém foram registrados apenas 18,3mm.

“Os maiores volumes de chuvas ocorreram na região leste. De modo geral, observou-se a predominância de chuva acumulada abaixo de 20mm em praticamente todo o interior do Estado”, comentou o chefe da Unidade, Gilmar Bristot.

Em todas as regiões do RN os acumulados registrados ficaram abaixo do esperado. Na região Oeste, a equipe observou volume médio de 8,5mm, enquanto que o esperado era de 27,4mm, na região Central, o volume registrado foi de 4,5mm e o esperado era 26,9mm. Já no Agreste, 6,9mm enquanto que o esperado era de 81,7mm e no Leste o volume médio observado foi de 53,3mm, e o esperado era 176,8mm.

De acordo com Bristot, esse cenário é decorrente da atuação do sistema de brisa, principalmente na região metropolitana da Grande Natal e litoral Sul. “ A predominância de vento soprando da direção sul, frio e seco, dificultou na presença de instabilidades de origem oceânicas, comuns de acontecerem nesta época do ano sobre a região Leste do Nordeste”, disse.

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Ocupação de UTIs para Covid fica abaixo de 80% em todo o Brasil pela 1ª vez no ano

Foto: Reprodução/CNN Brasil

A terça-feira (10) marcou o momento em que, pela primeira vez em 2021, todos os estados brasileiros apresentaram boletins com ocupação de leitos de UTI para Covid-19 inferior a 80% em unidades públicas. O levantamento é realizado pela CNN junto às Secretarias de Saúde dos Estados.

De acordo com os dados, o estado que apresenta maior ocupação no momento é Goiás, com 78,58% das unidades ocupadas. Já a taxa mais baixa foi notificada pelo Acre, com 12,86% de ocupação.

Os índices são divulgados pelas secretarias estaduais de saúde, que não seguem uma dinâmica uniforme. Ou seja: enquanto algumas secretarias notificam leitos exclusivos para pacientes Covid-19 na rede SUS, outros estados fazem o acompanhamento geral da saúde.

Na terça-feira (10) foram registradas 1.211 mortes e 34.885 novos casos de Covid-19 no Brasil, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A média móvel de mortes – que considera os últimos 7 dias – ficou em 906, número próximo aos apresentados em janeiro de 2021.

Sete estados brasileiros ultrapassaram a marca de 1 milhão de contaminações pelo novo coronavírus: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Santa Catarina e o Rio de Janeiro. Ao todo, o Brasil já registrou mais de 20,2 milhões de casos.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Graças ao nosso presidente de férias Lula com medo de perder a eleição o genocida vez o que era pra se feito em 2020 é com isso leva mais de 550mil mortesque leva nas costa infeliz das Costa oca

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

Natal registra o 2º mês de junho mais seco da história; chuvas no RN ficam 90,2% abaixo do esperado para o período

FOTO: EMPARN/ASSECOM

O Rio Grande do Norte registrou 90,2% abaixo do volume médio de chuva esperado para o mês de junho. A expectativa era de um volume médio de 90,2 milímetros (mm) porém, o estado registrou apenas 9,0mm, de acordo com as análises da Empresa de Pesquisa Agropecuária Rio Grande do Norte- EMPARN.

As análises registraram ainda que junho de 2021 é o segundo mês de junho mais seco da história da capital potiguar. Em Natal, choveu somente 56mmm, quando o esperado era um volume acima de 300mm.

O vento seco, oriundo do Atlântico Sul, associado a baixa umidade predominou durante todo mês dificultando a ocorrência de chuvas.

“O volume médio de chuvas no mês de junho/2021 em Natal, só perde para o mês de junho de 1978, quando choveu 18mm na capital”, avaliou o chefe da unidade instrumental de meteorologia da EMPARN, Gilmar Bristot.

Além de prejudicar a atividade agrícola, a ausência de chuva comprometeu o carregamento do manancial hídrico do estado. “Desde abril, quando comumente aumentam o volume das chuvas nas regiões leste/agreste, não estamos tendo recarga dos mananciais o que pode trazer problemas de abastecimento no segundo semestre de 2021”, comentou Bristot.

As demais regiões do estado registraram volumes médios abaixo do esperado para o período: Oeste (91,5%), Central(96%), Agreste (94,9%) e Leste (86,5%).

Previsão

Para o mês de julho, a previsão é das chuvas seguirem abaixo do normal, com predominância no litoral, de dias nublados porém sem perspectivas de chuvas intensas.

“A previsão indica que as chuvas que ocorrerem vão se localizar mais em outros Estados como Pernambuco, norte da Bahia e Alagoas. Aqui no RN, a previsão é de dificuldades na formação da chuva devido a condição de alta pressão do Atlântico Sul que não está liberando ventos leste/sudeste capazes de trazer umidade e melhorar a condição de chuva”, disse.

Em relação a sensação térmica o potiguar está sentindo temperaturas um pouco mais frias, especialmente nas madrugadas e início das manhãs. “A temperatura não ultrapassou os 29°C na última semana e deve permanecer desta forma no restante do mês. Em agosto, quando as temperaturas abaixam um pouco mais, especialmente no interior em regiões Serranas- como Martins e São Miguel- os termômetros podem chegar a 16°C ou abaixo disso”, considerou Bristot.

 

Opinião dos leitores

  1. E a Emparn, hein? Não acerta uma. Lembro que inicio do ano a previsão seria de chuvas acima da média. O serviço público no Brasil estão cada vez pior.

  2. Péssima notícia para a militância digital remunerada do PT: a Assembleia Legislativa está livre para liberar a implantação da CPI da Covid-19, que vai investigar os gastos do governo Fátima na pandemia. Decisão judicial manteve o deputado Galeno na liderança do PSD. Tremei, esquerdopatas! Peçam aumento da cota de mortadela porque seu trabalho vai aumentar. Rsrsrs

    1. Direita honesta defendendo o Bozo de direita desonesto e seus filhos ( Os irmãos Metralhas).

    1. A culpa eh também do PT e Lulaladrao, afinal, eles e o MINTOmaníaco das rachadinhas são farinha do mesmo saco…

    2. Bolsonaro está trazendo muita água para o Nordeste. Água da transposição do São Francisco, que o PT prometeu, ROUBOU muito e NUNCA trouxe. Bolsonaro está trazendo.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Taxa de transmissão da Covid-19 no Brasil cai abaixo de 1 pela primeira vez desde novembro, diz Imperial College

Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo

A taxa de transmissão (Rt) da Covid-19 no Brasil caiu para 0,93, de acordo com levantamento semanal do Imperial College de Londres, atualizado nesta terça-feira. O índice estava acima de 1, situação definida como “fora de controle”, desde dezembro. Quando fica abaixo de 1, a taxa indica tendência de desaceleração do contágio.

No relatório divulgado na terça-feira passada, o Rt brasileiro estava em 1,06.

O índice atual significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 93. Dentro da margem de erro calculada pela universidade britânica, a taxa de transmissão brasileira pode variar de 0,80 até 0,95.

Essa é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no país. No entanto, especialistas costumam ponderar que é preciso acompanhar a taxa de transmissão por um período prolongado de tempo para avaliar cenários, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus, que chega a 14 dias.

Por ser uma média nacional, o índice também não indica que a doença esteja avançando ou retrocedendo da mesma forma nas diversas cidades, estados e regiões do país.

O Imperial College também projeta que o Brasil deve registrar 16.800 óbitos pela Covid-19 nesta semana, uma queda em relação à anterior, quando foram contabilizadas 17.667 mortes pela doença.

Estatísticas nacionais apontam que, na segunda-feira, a média móvel de mortes pela Covid-19 no Brasil foi de 2.451 óbitos, 20% menor que o cálculo de duas semanas atrás, o que demonstra uma tendência de queda. A informação é do boletim do consórcio formado por veículos da imprensa.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Pela primeira vez desde a criação do consórcio, nenhum estado apresentou tendência de alta nas mortes pela doença.

Contágio pelo mundo

A maior taxa de transmissão da Covid-19 da semana estimada pela universidade britânica foi na Índia (Rt 1,69), que enfrenta colapso do sistema de saúde em meio a recordes diários de casos.

Em seguida estão Argélia (Rt 1,50) e Afeganistão (Rt 1,49).

Já os menores índices foram identificados na Suécia (Rt 0,40), Espanha (Rt 0,60) e Suíça (Rt 0,65).

De acordo com o levantamento do Imperial College, o mundo registrou, até a segunda-feira, dia 26 de abril, 146 milhões de casos de Covid-19, e mais de 3 milhões de óbitos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A esquerda vive de mentiras . Acusa os adversários do que eles são. Toda a esquerda no impeachment de DILMA admitiu que as falcatruas aconteciam na sala ao lado da presidência . Mais que Dilma não sabia.
    Ou seja, os ladrões admitiram ser ladrões, mais os alienados ou mamadores de tetas não admitem.

  2. –quando foi a última vez que vc ouviu falar em corrupção em escala nas empresas estatais.

    –quando foi a última vez que vc viu nos jornais a notícia de contratos Bilionários do governo com SUSPEITA DE SUPER FATURAMENTO

    –qual o ministro desse governo que foi afastado por suspeita de desvio de verbas em pleno exercício.

    — quem desviou verbas nessa Pandemia . O governo federal ou Estados e municípios.

    1. Ricardo Barros, Chico Rodrigues, Ricardo Salles, Onix Lorenzoni, Marcelo Álvaro, Michele Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Queiroz….
      Procure saber.

    2. Vc, que está jogando lama em pessoas inocentes, é que tem obrigação de provar, Aluísio. Tenha juízo, responsabilidade. O único crime visível aqui é o cometido por vc.

    3. Aluísio, vc vai matar esses Bolsoloídes do coração. kkkkkkkkkkkk. Tem que mentir ômi, eles só acreditam em mentiras, vc falou só a verdade, ai lascou. kkkkkkkk

    4. Aloísio é esquerda fakenews.
      Defensor de Lula do mensalão e do petrolao, sai jogando merda no ventilador.
      Chico Rodrigues, por exemplo, não faz parte do governo.
      E o caso dele é algo específico e nada ligado ao governo diferente do mensalão e do petrolao que era o braço direito do presidente da República mandando pagar propina a deputados para comprar votos ou distribuindo diretorias na Petrobras para desviar dinheiro da estatal.

    5. Adianta discutir com esses alienados não, Aluísio…perca seu tempo não.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Bug do Carrefour: Problema em site faz empresa vender produtos abaixo do preço

Foto: REUTERS/Régis Duvignau

Já pensou em comprar uma televisão de 43 polegadas por R$ 400? Ou uma máquina de lavar grande por R$ 398,90? Parece até mesmo uma brincadeira de 1º de abril. Mas não foi isso o que aconteceu: o site do Carrefour apresentou problemas na manhã desta quinta-feira (1) e diversos de consumidores aproveitaram disso para fazer várias compras no site do varejista.

Os descontos eram, de certa forma, inimagináveis mesmo se fossem em uma Black Friday: como uma geladeira Brastemp Duplex de R$ 2.449 por R$ 419,90. Ou um smartphone Samsung Galaxy S20 de R$ 4,443,33 por R$ 419,90.

Procurado, o Carrefour confirmou que se tratou de um problema interno e que se manifestará mais tarde. Foi criado um comitê interno para lidar com o problema.

O Procon-SP notificou a empresa para entender o que aconteceu. Entre os pedidos de esclarecimento estão os produtos que foram afetados, a quantidade de consumidores que fizeram a compra e qual foi o motivo desses preços tão baixos.

A empresa pode não entregar?

Para Guilherme Farid, chefe de gabinete do Procon-SP, a empresa é obrigada a cumprir com todas as vendas segundo o Código de Defesa do Consumidor. Mas existe um porém: o bom senso. Segundo Farid, quando um “erro grosseiro” é detectado, a empresa pode não cumprir com a entrega do produto.

“Erros acontecem. O ponto principal para analisarmos a situação é o bom senso. É a norma de direito: não está escrito em nenhum lugar, mas está presente em todos”, diz Farid.

Por isso, na visão do profissional do órgão de defesa do consumidor, cada produto será analisado caso a caso. No caso de descontos de maiores, como os citados aqui na reportagem, aparentemente, se tratam de erros grosseiros.

Porém, no caso dos produtos com descontos dentro do convencional, de cerca de 50%, que costumam ser comuns em datas promocionais, a história pode ser diferente.

Mas um cliente pode ir à Justiça se quiser receber o produto?

“A Justiça já teve a oportunidade de analisar esse tipo de problema e pode estabelecer o cumprimento forçado. Porém, o juiz equaliza a leitura do caso com a questão da razoabilidade e do bom senso”, diz Farid. “A Justiça vai ouvir as declarações da empresa para entender o caso.”

Nas redes sociais, os próprios consumidores admitiam que os preços estavam muito fora do normal. Alguns já começam a publicar que as compras foram canceladas.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Levando em consideração esses acontecimentos, até a nota divulgada pelo Procon de São Paulo, qual o caminho que podemos trilhar, para conseguir ficar com os pedidos? Justiça, ou outro tipo de reclamação, até através do Procon de SP?
    Se levarmos em consideração a nota divulgada pelo próprio Procon, qual o melhor caminho para conseguir o direito a ficar com os produtos comprados?
    Existe um sistema de recompensas criado pelo Carrefour, que não cancelou minha recompensa, mesmo eles cancelando a compra.
    O Carrefour ainda enviou vouchers de 50,00 reais para cada cliente que efetuou a compra, e teve seu pedido cancelado.
    Enfim, o que fazer para ter direito a receber o produto adquirido?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Efeitos indiretos da covid-19 contribuíram para aumento de 33% dos óbitos de indivíduos abaixo dos 60 anos no RN

Foto: Ilustrativa/Divulgação

O Rio Grande do Norte apresentou um excesso de 3.108 mortes por causas naturais além do que era esperado para o ano de 2020. Apesar da mortalidade por Covid-19 ser maior entre a população idosa, em termos proporcionais, o excesso de mortalidade foi maior entre a população com menos de 60 anos, de acordo com análise realizada pelos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem) Ricardo Ojima e Victor Hugo Dias Diógenes junto aos dados fornecidos pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), lançou o Painel de Análise do Excesso de Mortalidade por causas naturais no Brasil em 2020.

A pesquisa aponta que a diferença entre as mortes estatisticamente esperadas e o observado em 2020 para as pessoas com menos de 60 anos no RN foi de 33%. Ou seja, é bem provável que, se não fosse a pandemia, cerca de mil pessoas com menos de 60 anos teriam deixado de morrer no RN no ano passado. “Devido ao crescimento vegetativo e o processo de envelhecimento da população, seria esperado que ano após ano haja um aumento no número absoluto de mortes. Porém, devido aos efeitos diretos e indiretos da pandemia, o número de óbitos observados foi muito maior do que as tendências de anos anteriores apontavam”, explicam os pesquisadores no estudo.

Análise publicada no ONAS já havia apontado o Excesso de Mortalidade

Para chegar a esta conclusão dois indicadores são mais utilizados: os números de infectados e de óbitos atribuídos diretamente à doença. Porém, existem os chamados efeitos indiretos da pandemia na mortalidade da população para os quais a análise chama a atenção: as mortes que provavelmente não ocorreriam em situações normais, de não pandemia, como aquelas causadas pela sobrecarga dos hospitais e da infraestrutura médica assistencial; resistência pela busca de assistência médica; paralisação no tratamento de doenças, como câncer; etc.

Nos dados trazidos pelo Painel de Análise do Excesso de Mortalidade por causas naturais no Brasil 2020, existe uma projeção dos óbitos que o Brasil esperava ter em 2020 (óbitos esperados) com base na tendência observada nos últimos 5 anos (2015-2019). Essa projeção é comparada com o número de mortes efetivamente observadas no ano e a diferença entre a projeção e o observado é que convencionou-se chamar de “excesso de mortalidade”. Na avaliação do excesso de mortalidade foram excluídos os óbitos por causas externas, como homicídios, acidentes de trânsito, etc. e apenas os números relativos a óbitos por causas naturais foram utilizados.

O estudo também aponta a evolução do excedente de mortalidade ao longo dos meses do ano de 2020 e por semana epidemiológica no Rio Grande do Norte. “Percebe-se destacadamente que o excedente de mortalidade se concentrou entre as semanas epidemiológicas 20 e 36 (corresponde aproximadamente os meses de maio a agosto). Após esse período, com a retração do contágio, houve uma proximidade maior entre os óbitos observados e esperados, mas voltando a distanciarem nas últimas semanas do ano, quando coincide com o recrudescimento da doença não só no estado potiguar, mas também em todo o Brasil”, afirmam Ojima e Diógenes.

Com UFRN

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Maia diz que PIB abaixo do esperado reflete ‘desorganização do governo’, e chama meta flexível de ‘jabuticaba brasileira’

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes Montagem/VEJA

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (3) que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete o que chamou de “desorganização do governo”. Após queda recorde no segundo trimestre, quando a economia brasileira foi fortemente abalada pela pandemia, o PIB brasileiro avançou 7,7% entre julho e setembro de 2020, abaixo das expectativas do mercado e do governo .

“Do tamanho da desorganização do governo”, disse Maia sobre o PIB, que veio abaixo das expectativas do mercado.

Maia também criticou a proposta do governo, apresentada em abril, de adotar uma meta flexível como resultado das contas públicas no próximo ano. Isso vai ocorrer porque, para 2021, os técnicos da equipe econômica estão com dificuldades para fazer projeções, tendo em vista as incertezas do cenário causada pela pandemia, em que as previsões mudam a cada semana.

Para evitar revisões consecutivas do número caso a economia tenha um desempenho diferente do que o previsto hoje pelo governo, a decisão foi adotar uma meta flexível, que deve ser atualizada a cada dois meses, sem necessidade de autorização do Congresso. A autorização prévia dos parlamentares para essa mudança está no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, que traz os parâmetros para o Orçamento, e que ainda não foi votado.

“O que está me deixando impressionado é essa coisa de meta flexível que o Paulo Guedes está inventando. A primeira promessa que fizeram foi acabar com déficit primário. Agora não querem meta para não ter que organizar contingenciamento”, disse Maia.

Uma meta flexível, na prática, acaba com o contingenciamento, o bloqueio de recursos dos ministérios que ajuda o governo a dosar despesas de modo a cumprir a previsão para o ano. O bloqueio de recursos é chamado tecnicamente de contingenciamento e ocorre todas as vezes em que há frustração de receitas.

Geralmente, os contingenciamentos existem porque a receita projetada pelo governo é menor do que a arrecadação que de fato aconteceu. Para atingir a meta fiscal fixada em lei, o governo bloqueia recursos e os libera na medida em que a situação melhora. Como não há meta, não há contingenciamento.

“Isso é uma sinalização muito ruim. A gente tem que aprovar a LDO com uma meta. Que o governo diga, como o Copom diz quando toma uma decisão sobre juros qual é a tendência, que haverá sempre o risco, pela incerteza, de que a meta possa se restabelecida durante a execução orçamentária. Agora, não ter meta, uma meta flexível, é uma jabuticaba brasileira”, afirmou Maia.

IG

Opinião dos leitores

  1. Sujeito cretino, canalha!!!!!!!
    Pra quem não sabe, essa "coisa" é filho do Cesar Maia! Quem desgraçou o RJ!!

  2. Nhonhom Botafogo é um safado enrolado no processo.
    Fiquem em casa.
    Pra trabalhar não pode, mas pra correr atrás de candidatos a prefeitos e vereadores tá liberado né vagabundo.
    FDP

  3. Oxe, vamos ficar em casa mr. Botafogo, com certeza a economia melhorará. #Hipocrita #Patife #Oportunista

  4. Botafogo ou Nhonho, fique em casa, a economia a gente vê depois, vc faz parte desse time! Um sem votos, sabotador do País, um cafajeste que só pensa na volta dos mensalões e petrolões da vida. Cabra safado!

    1. Eu fico aqui pensando como resolver a morte depois? Será que os 170 mil mortos terão uma segunda chance?

    2. Pergunte aos governadores.
      E os Black blocs que fizeram quebra quebra no Carrefour?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Taxa de transmissão da Covid-19 fica abaixo de 1 pela terceira semana seguida no Brasil, aponta Imperial College

A taxa de transmissão do novo coronavírus no Brasil se manteve abaixo de 1 pela terceira semana seguida, aponta estudo do Imperial College London. O relatório mostra que o índice está em 0,93 — cada grupo de 100 pacientes com o vírus infecta outras 93 pessoas, o que indica desaceleração no contágio.

O número, também chamado de ritmo de contágio (Rt), reforça a tendência de estabilização da pandemia.

Segundo o relatório, os dados levam em conta a mediana das estimativas de mortes na comparação das duas semanas. De acordo com a margem de erro, essa taxa pode ser maior (até Rt = 1,01) ou menor (até Rt = 0,83). A instituição também informa que as autoridades brasileiras têm revisado os números, e pede que os índices do Brasil sejam lidos com cautela.

Em agosto, a taxa de transmissão do novo coronavírus no país caiu pela primeira vez para valores abaixo de Rt = 1.

Casos e mortes no Brasil

O Brasil registra mais de 150 mil mortes desde o início da pandemia e o número de casos de Covid-19 já passa de 5,1 milhões. A média móvel de novas mortes em 7 dias esteve em 562 na segunda-feira (12), segundo o balanço do consórcio de meios de comunicação com base nos dados das secretarias estaduais de Saúde.

O número é mais baixo desde 9 de maio e representa uma queda de 19% em relação aos dados registrados em 14 dias, a primeira desde 13 de setembro. Antes dessa queda, a média móvel de novas mortes estava estável.

G1

 

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

Chuvas em julho: 17,9% abaixo do normal no RN

A análise pluviométrica do RN, elaborada pela equipe da Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn, registra a redução de chuvas no Estado em geral, tanto no interior, quanto na faixa leste, ficando abaixo da média esperada para o mês de julho em 17,9%. “Quando se analisa os índices pluviométricos observados em julho de 2019, observou-se que em praticamente todas as regiões do RN os desvios foram negativos ou próximo disso, isto é, choveu menos do que o normal. Os maiores desvios negativos ocorrem nas Mesorregiões Oeste e Leste, e no Estado como um todo o desvio ficou em -17,9 % abaixo do normal”, explicou o Chefe da Unidade, o meteorologista, Gilmar Bristot.

Bristot explica que a principal causa foi a posição do centro de alta pressão do Atlântico Sul, que além de mais fraco do que o normal, esteve muito próximo do continente sul-americano, produzindo na costa leste do Nordeste, ventos fracos e soprando das direções sul/sudeste. “Essa configuração favoreceu a ocorrência de chuvas somente estados da Bahia, Sergipe e Alagoas”, disse.

Na mesorregião Leste do RN, umas das regiões aonde climatologicamente tem ocorrência maior de chuvas neste mês, a chuva esperada foi de 176,8 mm, enquanto que a observada foi de 123,4mm, representando um desvio negativo de 30,2%. No estado como um todo a chuva esperada era de 78,2 mm e a observada foi de 60,3 mm.

Embora as regiões do Trairi e no Seridó tenham climatologicamente índices pluviométricos baixos neste mês, essas regiões registraram desvios percentuais positivos como Monte das Gameleiras (147,9mm), Santa Cruz (90,5mm), Cruzeta (40,5mm) e São José do Seridó (38,0mm). De acordo com a análise, o município de Canguaretama, da Mesorregião Leste, foi o que registou maior volume de chuvas, com 267,7mm.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

RN tem chuvas 31,8% abaixo da média histórica em junho, revela análise pluviométrica

A análise pluviométrica do Rio Grande do Norte, feita pela equipe da Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn, registra queda, no mês de junho, de 31,8% de chuvas em relação a média histórica do Estado. A análise revelou a predominância de valores de chuva acumulada acima de 50 mm apenas nas regiões Agreste e Leste. “A irregularidade da chuva ocorrida na Região Agreste, comprometeu de forma definitiva na recarga hídrica dos mananciais da região, pois é o segundo ano consecutivo em que as chuvas ficaram abaixo do normal para o mês de junho. No caso da Região Leste, as poucas chuvas que ocorreram não favoreceu a recarga efetiva da Lagoa do Bonfim, principal fonte de abastecimento de água para vários município do Agreste”, destacou Chefe da Unidade Gilmar Bristot.

A expectativa da EMPARN era de que, devido a influência da região oceânica, as chuvas continuassem a ocorrer nas mesoreregiões leste e agreste do RN, já que climatologicamente, no mês de junho, chove pouco no interior do estado.

“Neste ano observou-se uma redução na chuva de modo generalizado, tanto no interior do RN como na faixa leste, apresentando valores abaixo do esperado”, disse Bristot.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *