Política

Acusado de várias irregularidades mais um Ministro deixa o governo Dilma

Na bica de tornar-se ex-ministro, Mário Negromonte informou a aliados do seu partido, o PP, que deixará a pasta das Cidades. Comunicação desnecessária. Todo mundo já sabe.

Empurrado pelo Planalto e pelas circunstâncias, Negromonte disse que entregará sua carta de demissão a Dilma Rousseff hoje, dia em que a presidente retorna da viagem a Cuba e ao Haiti.

Deixa a Esplanada, segundo afirmou, porque lhe faltam as condições “políticas e pessoais” para manter-se na poltrona. Vilson Covatti (PP-RS), um dos interlocutores do quase-ex-ministro, informa: “Ele está determinado e disposto a fazer isso amanhã.”

Se Dilma digerir a sugestão da bancada de deputados do PP, o substituto de Negromonte deve ser o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), atual líder da legenda na Câmara.

Fonte: Josias de Souza

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Polícia

Dilma: Corrupção e incompetência

O tempo está sendo implacável com a imagem que arduamente a presidente Dilma Rousseff tenta construir para si – como fez durante a campanha eleitoral de 2010, com a inestimável colaboração de seu patrono político, o ex-presidente Lula -, de administradora capaz, tecnicamente competente e defensora da lisura e da moralidade dos atos públicos. É cada vez mais claro que tudo não passa da construção de uma personagem de feitio exclusivamente eleitoral.

As trocas de ministros no primeiro ano de mandato por suspeitas de irregularidades são a face mais visível dos malefícios de um governo baseado não na competência de seus integrantes – como seria de esperar da equipe de uma gestora eficiente dos recursos públicos -, mas em acordos de conveniência político-partidárias que levaram ao loteamento dos principais postos da administração federal. O resultado não poderia ser diferente do que revelam os fatos que vão chegando ao conhecimento do público.

A amostra mais recente dos prejuízos que essa forma de montar equipes e administrar a coisa pública pode causar ao erário é o contrato assinado em 2010 pelo Ministério do Esporte com a Fundação Instituto de Administração (FIA) para a criação de uma estatal natimorta. O caso, relatado pelos repórteres do Estado Fábio Fabrini e Iuri Dantas (30/1), espanta pelo valor gasto para que rigorosamente nada fosse feito de prático e porque o contrato não tinha nenhuma utilidade.

A FIA foi contratada para ajudar na constituição da Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016, legalmente constituída em agosto de 2010 para executar projetos ligados à Olimpíada de 2016. De acordo com o contrato, a FIA deveria “apoiar a modelagem de gestão da fase inicial de atividade da estatal”. A empresa não chegou a ser constituída formalmente – não foi inscrita no CNPJ nem teve sede, diretoria ou empregados -, pois, em agosto do ano passado, foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, para ser liquidada. E por que, apenas um ano depois de a constituir, o governo decidiu extingui-la? Porque ela não tinha nenhuma função. Mesmo assim, a fundação contratada recebeu quase R$ 5 milhões – uma parte, aliás, paga depois de o governo ter decidido extinguir a empresa, cuja criação fora objeto do contrato com a FIA.

Em sua defesa, o Ministério do Esporte afirma que a contratação se baseou na legislação. É risível, no entanto, a alegação de que “os estudos subsidiaram decisões, sugeriram alternativas para contribuir com os debates que ocorreram nos governos federal, estadual e municipal e deram apoio aos gestores dos três entes para a tomada de decisões mais adequadas”.

Mas tem mais. Pela leitura da mesma edição do Estado em que saiu a história acima, o público fica sabendo que, de 10 contratos na área de habitação popular firmados pela União com Estados e municípios, 7 não saíram do papel. Pode-se alegar, como fez a responsável pela área de habitação do Ministério das Cidades, que alguns Estados e prefeituras não estavam tecnicamente capacitados para executar as obras ou realizar as licitações previstas nos contratos de repasse de verbas federais. Isso significa que o governo federal se comprometeu, por contrato, a transferir recursos a quem não estava em condições de utilizá-los adequadamente, o que mostra no mínimo falta de critério.

Além disso, o programa que assegurou boa parte dos votos da candidata do PT em 2010, o Minha Casa, Minha Vida, sobre o qual Dilma falou maravilhas, na Bahia, antes de partir para Cuba, praticamente não saiu do papel no ano passado, e continuará parado em 2012, se não for mudado em alguns aspectos essenciais, alertam empresários do setor de construção civil.

E muitos outros programas considerados prioritários pelo governo Dilma se arrastam. Os investimentos efetivos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), outra grande fonte de votos para Dilma em 2010, são bem inferiores aos programados, e boa parte se refere a contratos assinados em exercícios passados.

O problema não é novo. A má qualidade da gestão é marca da administração do PT. E Dilma tem tudo a ver com isso, pois desempenha papel central nessa administração desde 2003.

Editorial do Estadão

Opinião dos leitores

  1. Realmente o tempo está sendo implacável com a presidenta Dilma: recorde de aprovação no primeiro ano de governo.

  2. Ah tá… Estadão né? Normal. Anormal era se tivesse falando bem de um governo que tem mais de 70% de aprovação popular. Aí sim era estranho. Como é normal também um filiado ao PSDB tomar para sí um editorial de um jornal de "direita".

    A propósito, como anda o Tucano João Faustino? Ninguém mais ouviu falar… Será que batu asas para São Paulo, aonde tem cargo no governo Tucano?

  3. Como o próprio texto fala, o problema com a FIA é de 2010, ano no qual Dilma não era presidenta.
    Quanto a demitir ministros com acusações sob si, não vejo onde isso é um defeito.
    Já sobre o Minha casa Minha vida, pode-se falar que não atingiu números esperados, mas dai a criticar o programa e falar que ele quase não saiu do papel é no mínimo falta de informação.
    O PAC realmente enfrenta problemas de execução, com inúmeros atrasos, mas considerando nossa legislação, além de problemas de corrupção de funcionários, empresas que fraldam licitações e etc, isso não chega a ser uma novidade.

  4. Só poderia vir do Estadão um editorial reacionário e fascista com este, o Estadão como quase tudo que são paulo produz e esteticamente retrogrado, patrulheiro e revenchista, não é a toa que amarga um terceiro lugar na preferencia da ciade governada por um Opus Dei assessorado por uma boneca enrustida louca por holofotes, neo nazista por Natureza, dá pra entender, mas os numeros provam outra coisa, a aprovação da presidente so faz subir, esse mesmo estadão foi derrotado juntamente com o PIG inteiro, são velhos perdedores, os blogs de direita tambem são facilmente percepciveis de acordo com o que reproduzem, foram derrotados tambem, tanto em nivel nacional, como estadual e municipal.

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Educação

Governo fecha ano sem concluir nenhuma creche

Para cumprir uma promessa de campanha feita pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Educação terá que inaugurar pelo menos 178 creches por mês, ou cinco por dia, até o fim de 2014. Na disputa presidencial de 2010, Dilma afirmou que iria construir 6.427 creches até o fim de seu mandato, mas a promessa está longe de se concretizar.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo ProInfância – que cuida da construção dessas creches – pagou até agora R$ 383 milhões dos R$ 2,3 bilhões empenhados. No primeiro ano de governo, a execução do ProInfância ficou em 16%. Nenhuma obra foi concluída.

Principal aposta do PT nas eleições de 2012, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad deixou o ministério para se candidatar à Prefeitura de São Paulo sem entregar nenhuma das creches prometidas pela presidente. Nas últimas campanhas em São Paulo, as creches têm sido destaque. Seu sucessor, Aloizio Mercadante, tomou posse na última terça-feira prometendo atender à promessa de Dilma. “Vamos cumprir a meta de criar mais de 6 mil creches e dar às crianças brasileiras em fase pré-escolar acolhimento afetivo, nutrição adequada e material didático que as preparem para a alfabetização”, disse o ministro.

Na campanha, Dilma chegou a fixar a meta de construir 1,5 mil unidades de ensino por ano. Reforçou a promessa no programa de rádio da Presidência: “A creche é também muito importante para as mães, para que possam sair para trabalhar tranquilas, sabendo que seus filhos estão recebendo atenção e cuidados,” disse na última segunda-feira.

Déficit. O déficit do País hoje é de 19,7 mil creches. Para se alcançar uma das metas do Plano Nacional de Educação é preciso triplicar o número de matrículas nessas unidades. O plano propõe aumentar a oferta de educação infantil para que 50% da população até três anos esteja em creches até 2020. Atualmente, esse índice está em 16,6%.

Norte e Nordeste têm os menores porcentuais de matrículas nessa faixa etária, segundo o Movimento Todos pela Educação. A pior situação é a do Amapá, que tem menos de 4% das crianças matriculadas. Em São Paulo, a taxa de matrículas é de 26,7%.

Fonte: Estadão

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Jornalismo

Irã ataca Dilma: “A presidente brasileira golpeou tudo que Lula havia feito"

Em entrevista concedida no início de janeiro, o embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, tratara as críticas de Dilma Rousseff ao seu país à base de panos quentes. “Não comprometeram a amizade entre os dois países”, dissera.

A repórter Samy Adghirni ouviu coisa diferente de Ali Akbar, porta-voz pessoal do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e chefe da agência de notícias estatal Irna. Em entrevista veiculada pela Folha, Akbar declara:

“A presidente brasileira golpeou tudo que Lula havia feito. Ela destruiu anos de bom relacionamento. Lula está fazendo muita falta.” Ahmadinejad virá ao Brasil em junho, para a Rio +20, conferência mundial sobre clima.

A irritação iraniana também se nota nas recentes barreiras contra exportadores de carne brasileira.

A União Brasileira de Avicultura afirma que as vendas de frango para o Irã, em alta até outubro, passaram a ser vetadas sem justificativa.

Já a multinacional brasileira JBS relata ter tido milhares de toneladas de carne bovina retidas por três semanas num porto iraniano.

 

 

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Jornalismo

Aprovação de Dilma supera a de Lula no 1º ano

A presidente Dilma Rousseff encerrou o primeiro ano à frente do Palácio do Planalto com aprovação de 59% dos brasileiros. Segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado, outros 33% classificam a gestão como regular e 6% como ruim ou péssima.

Com o resultado, Dilma supera seu “criador” em popularidade. No primeiro ano do seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fechou com aprovação de 42%.

Ao completar um ano no segundo mandato, o governo do petista foi aprovado por 50% dos entrevistados.

Na comparação com os outros antecessores, Dilma está muito à frente. Fernando Collor tinha 23% de aprovação em março de 1991. Itamar Franco contava com 12%.  Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo.

O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Com informações da Folha

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Jornalismo

Hospital se nega a atender e Secretário de Governo morre de infarto

A presidente Dilma Rousseff pediu providências ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na apuração da suposta omissão de socorro ao secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, que morreu vítima de um infarto ontem.

Ele era responsável por negociar o reajuste salarial dos servidores federais e, nos últimos dias, tentava conter ameaça de greve geral do funcionalismo programada para março.

Duvanier foi sepultado hoje em São Paulo, no Cemitério de Congonhas.

A informação de que pode ter havido negligência médica no atendimento a Duvanier chegou à presidente na noite de quinta-feira, após reunião setorial sobre as ações do governo nas áreas de Saúde e Educação.

Minutos antes, a assessoria de imprensa do Planalto divulgou uma nota de pesar pelo falecimento do secretário.

“Sua inteligência, dedicação e capacidade de trabalho farão muita falta à nossa administração”, afirmou a presidente no comunicado.

Duvanier estava à frente do cargo desde 2007 e faria 57 anos no próximo mês.

A secretária adjunta Marcela Tapajós assume, interinamente, o diálogo com as categorias de servidores. O governo veda o aumento por causa do ajuste fiscal e da crise financeira mundial.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que acionou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Polícia Civil do Distrito Federal e o Conselho Federal de Medicina (CFM).

“O Ministério da Saúde reafirma que nenhum serviço ou profissional de saúde pode negar socorro, inclusive com sentenças jurídicas já estabelecidas a este respeito”, afirma o documento.

A Resolução 44/03 da ANS proíbe a cobrança de caução na prestação de serviços pelos hospitais e clínicas credenciadas pelas operadoras de saúde.

Na madrugada de quinta-feira, Duvanier teria sido levado aos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia – instituições particulares de referência na Capital Federal – que lhe teriam supostamente negado atendimento, porque não atendiam o convênio dele e ele não teria um cheque para deixar como caução para garantir o pagamento dos serviços.

Por fim, ele chegou ao Hospital Planalto, mas o quadro estava avançado e os médicos não conseguiram reanimá-lo.

A ANS não verificou nenhuma infração por parte do plano de saúde GEAP – Fundação de Seguridade Social, que atende os servidores públicos federais.

A Delegacia de Defesa do Consumidor da Polícia Civil do Distrito Federal abriu inquérito para investigar a suposta omissão de socorro e já começou a ouvir os funcionários dos hospitais envolvidos no episódio.

A expectativa é ouvir os familiares na próxima semana.

A delegada responsável pelo caso também vai pedir as imagens dos circuitos internos de TV dos hospitais.

A pena para omissão de socorro que resulta em morte é de um ano e meio.

Fonte: Estadão

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Mais de 63% dos natalenses aprovam governo de Dilma Rousseff

A pesquisa Consult/Sinduscon foi realmente uma das mais esperadas dessa semana como o blog ouviu comentários. Não bastando, a avaliação da Prefeitura e do Governo do Estado, ela também trouxe números da Presidência da República.

Em Natal, 63,5% da população aprova os trabalhos da presidenta Dilma Rousseff a frente do Executivo federal. Uma fatia de 23,8% dos entrevistados, porém, tem outra visão e desaprova o governo da petista. Exatos 12,7% dos entrevistados não tinham opinião formada.

A encomenda da pesquisa divulgada hoje foi feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon). Nela, foram entrevistadas mil pessoas de 43 localidades de Natal. Essa é a primeira pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) este ano.

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Política

Agripino avisa: "Precisamos saber quem está mentindo, a presidente ou o ministro"

O presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), diz que espera esclarecimentos após a conversa desta segunda-feira (9) entre o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e a presidente Dilma Rousseff. “Precisamos saber quem está mentindo, se a presidente ou o ministro”, afirmou o líder da oposição.

“A presidente da República precisa dizer se autorizou ou não que a verba destinada a catástrofes fosse repassada para Pernambuco no percentual que foi ou se isso foi iniciativa voluntária de Bezerra. O ministro diz que ela sabia. O governo diz que não”, declarou o senador em entrevista a Terra Magazine.

Fernando Bezerra é suspeito de favorecer seu Estado, Pernambuco, no repasse de verbas para obras contra inundações, por meio de seu filho, o deputado Fernando Coelho (PSB-PE). Além disso, o ministro está sob acusações de nepotismo, ao empregar seu irmão, Clementino Coelho, na presidência da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

Ainda segundo Agripino Maia, mesmo que o ministro se mostre disposto a esclarecer as denúncias contra ele no Congresso, isso só deverá acontecer na retomada dos trabalhos da Casa, no início de fevereiro. “Todos os partidos têm questionamentos quanto ao caso. Isso não pode ser tratado agora, na comissão temporária, e ser dado como assunto encerrado”, justificou o senador.

Enquanto o governo cuida para que o desgate do ministro não seja ainda maior, gerando nova crise na Esplanada, a oposição se movimenta. Na terça-feira (10), o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), líder do DEM no Senado, pedirá investigação de Fernando Bezerra à Procuradoria-Geral da República.

Por sua vez, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), solicitará ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que convoque a Comissão Representativa do Congresso para ouvir o ministro.

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Jornalismo

Ministro da Integração comprou o mesmo terreno duas vezes com dinheiro público

O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) utilizou recursos públicos para comprar um mesmo terreno duas vezes, quando era prefeito de Petrolina (PE), informa reportagem de Catia Seabra e Felipe Seligman, publicada na Folha desta segunda-feira.

A primeira compra ocorreu no final de seu primeiro mandato, em 1996, por R$ 90 mil. Na segunda, já em 2001, durante seu segundo mandato, pagou R$ 110 mil.

Nas duas vezes, o dinheiro beneficiou o mesmo empresário, José Brandão Ramos, sob a mesma justificativa: transformar a área em um aterro sanitário.

OUTRO LADO

O ministro admitiu, por intermédio de sua assessoria, que o terreno foi comprado duas vezes pela Prefeitura de Petrolina (PE), mas afirmou que foi induzido a erro pela gestão do prefeito Guilherme Coelho, seu primo, que o sucedeu em 1997.

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Política

Nenhum dos Ministros demitidos por Dilma em 2011 chegou a ser processado por corrupção ou improbidade

A perda do cargo foi, até agora, a única punição sofrida pelos ministros demitidos por suspeita de corrupção em 2010. A incômoda marca do primeiro ano do governo Dilma Rousseff é de uma queda na Esplanada dos Ministérios a cada dois meses.

A informação é de Breno Costa, em reportagem publicada na Folha.

Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte) e Carlos Lupi (Trabalho) voltaram a ter rotina normal enquanto aguardam a conclusão de inquéritos e outras investigações preliminares.

Nenhum dos ministros demitidos chegou a ser processado por corrupção ou improbidade administrativa.

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Jornalismo

Dilma: "Não é hora de dar reajuste a ninguém"

O Estado de S.Paulo

A crise internacional dá à presidente Dilma Rousseff um motivo a mais, e muito forte, para resistir a toda tentativa de aumento de gastos de custeio e, portanto, à pretensão de aumento salarial para os magistrados e demais servidores do Judiciário. “Não é hora de dar reajuste a ninguém”, disse a presidente na sexta-feira, num encontro com jornalistas. O aumento para o Judiciário “é uma questão do Congresso”, ressalvou, mas sua opinião sobre o assunto é clara: será um erro sobrecarregar as contas públicas com mais esse compromisso e reduzir, assim, a margem de ação do governo em face de novas e graves ameaças à economia nacional. O Executivo e o Banco Central vêm-se preocupando há meses com a piora da situação nos Estados Unidos e na Europa e com os inevitáveis prejuízos para os emergentes, incluído o Brasil. Mas nos demais Poderes da República, e até na base aliada do governo, poucos parecem preocupados com isso ou até mesmo com as aparências.

Esse desprezo pelas aparências – quem liga para os maledicentes? – foi demonstrado na terça-feira, no encontro do presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, com três senadores peemedebistas, Waldir Raupp, Romero Jucá e Renan Calheiros, e o deputado Henrique Eduardo Alves. Como o tempo era escasso, aproveitaram a ocasião para tratar de dois assuntos: a solução do problema de Jader Barbalho, até então impedido de tomar posse no Senado, por problemas de ficha suja, e o aumento do Judiciário. Na quarta-feira, Peluso deu o voto decisivo para a confirmação de Jader Barbalho como senador.

Casualidade ou não, parlamentares do PMDB têm defendido com muito empenho o aumento salarial para o pessoal do Judiciário – 14,79% para os juízes e 56% para os demais servidores. “Estamo-nos movimentando há muito tempo para sensibilizar o Planalto”, disse o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara. Dirigentes peemedebistas e líderes de outros partidos devem nos próximos dias conversar com altos funcionários do Ministério da Fazenda e com as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffman, e de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Mesmo sem a perspectiva de uma crise internacional muito feia nos próximos meses, a presidente Dilma Rousseff teria excelentes motivos para pensar duas vezes antes de apoiar esses aumentos. Benefícios salariais para o Judiciário produzem efeito em cascata nas contas públicas, porque elevam o teto dos vencimentos de praticamente todas as categorias do funcionalismo.

O setor público não tem condições de suportar mais um aumento de encargos desse tipo. O ministro da Fazenda tem reafirmado o compromisso de trabalhar pela obtenção, em 2012, de um superávit primário cheio, isto é, sem descontos. A fidelidade a esse compromisso é essencial para a concretização do objetivo mais ambicioso de alcançar o equilíbrio das contas públicas em 2014.

Problemas de finanças públicas e de saúde econômica parecem raramente comover a maior parte dos membros do Parlamento e do Judiciário. Em geral, agem como se o equilíbrio fiscal fosse problema só do Executivo. Mas o Tesouro Nacional é um só e dele sai o dinheiro para as despesas de todos os Poderes. Não pode haver uma discussão séria, inteligente e honesta sobre relações entre Poderes quando esse fato básico é esquecido.

Nos últimos dias a polêmica sobre o aumento para o Judiciário ultrapassou as considerações econômicas. A mistura de dois assuntos – o aumento para o Judiciário e o destino de Jader Barbalho – num único encontro de peemedebistas com o presidente do Supremo foi, para dizer o mínimo, inoportuna. Em português corrente, pegou mal.

Igualmente inoportuna havia sido, alguns dias antes, uma emenda de comissão a favor do mesmo aumento. Essa emenda à proposta orçamentária foi apresentada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, presidida pelo deputado João Cunha (PT-SP), réu no processo do mensalão. Foi rejeitada, depois, pelo senador Inácio Arruda (PC do B-CE) em seu relatório setorial. Com isso, o texto ficou um pouco mais decoroso. Por enquanto, pelo menos.

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Economia

Dilma nega reajuste para os servidores públicos federais

A presidenta Dilma Rousseff, como diria o deputado estadual Fernando Mineiro, está se saindo melhor do que a encomenda. Ela conseguiu uma avaliação positiva dos dois primeiros anos de governo superior a do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. São 56% contra 41%. Em alta, a chefe do Executivo federal fechou a porta do cofre para os servidores público. Ela disse que não terá aumento para o funcionalismo em 2012.

“Nos fragilizaria se começássemos a gastar. Não é crime pedir aumento, mas não coaduna com o momento. Tudo o que eu tinha de fazer eu fiz. Fui a público dizer que não dá. O Estado seria fragilizado se fizesse gasto sem controle. Em 2012 continuará como manda a lei. Aumento salarial tem de apresentar até agosto. Se o Congresso não aprovar para 2012, só em 2013”, avisou.

A declaração da presidenta vai de encontro aos anseios do Supremo Tribunal Federal (STF), que almeja reajuste para ministros e servidores, alegando defasagem salarial. Um ministro do STF não ganha salário, ganha subsídio (que é muito melhor) de aproximadamente R$ 26 mil e um analista administrativo do Supremo ganha vencimentos de aproximadamente R$ 10 mil. É pra falar mais alguma coisa?

O recado também se estende a todo o funcionalismo público federal e, provavelmente, para os estaduais e municipais que devem alegar as mesmas coisas.

Foto: Wilson Dias/ABr

Opinião dos leitores

  1. E uma pena que todo dinheiro publico desviado não é aplicado em reajuste de servidores que passam uma vida trabalhando para que a administração cumpra a sua finalidade. A desigualdade salarial é abusiva, mas quem quem irá lutar em favor do servidor comum. 

  2. Grande BG! Acompanho diariamente o seu blog e vejo a seriedade com que você trata os assuntos aqui expostos. Concordo na maioria das vezes com seu ponto de vista. Porém, tenho que discordar de você em relação a dois aspectos deste post.

     O primeiro é o que diz respeito ao comentário de que "subsidio é muito melhor que salário". Olha, não necessariamente isso é verdade. A grosso modo, podemos dizer que o subsídio é um salário sem qualquer tipo de gratificação, enquanto o vencimento seria um salário que aceita gratificações. Portanto, vê-se de cara que, ao contrário, subsídio pode ser sim pior que vencimento. 

    O segundo ponto é o que diz respeito ao salário dos servidores do Poder Judiciário da União (PJU), entre os quais se encontram os analistas do STF. Um analista em início de carreira hoje ganha cerca de R$ 6.500,00 bruto e cerca de R$ 10 mil em final de carreira. Ocorre que esse salário é o mesmo desde 2006 e a constituição garante a qualquer trabalhador o direito à reposição da inflação sobre seus salários. Se aplicarmos uma inflação média de 6% ao ano desde 2006 até 2013 (ano em que o aumento pleiteado seria concluído, já que seria implantado em parcelas semestrais) teremos o total de 42%, o que fará com que o aumento, na verdade, seja de apenas 14%. Portanto, vê-se que o aumento não é tão grande assim, concorda? Se o governo federal tivesse feito a correção anual dos salários do PJU, de acordo com o que é determinado pela Constituição Federal, o "aumento" pleiteado seria de 15% e não de 56%. Mais uma vez, parabéns pelo trabalho e traga novidades sobre o ABC para 2012!

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Política

Foto inédita mostra Dilma num interrogatório de 1970

A foto acima exibe Dilma Rousseff no frescor da juventude. Foi clicada em novembro de 1970, na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.

Presa pela ditadura, a então guerrilheira Dilma –ou Estela ou Vanda ou Luíza, seus codinomes na clandestinidade— tinha escassos 22 anos.

No momento em que a máquina fotográfica foi acionada, ela estava sendo interrogada. Repare num detalhe: os inquisidores escondem o rosto com a mão.

Deve-se a veiculação da imagem ao repórter Ricardo Amaral. Içou-a das páginas do processo contra Dilma na Justiça Militar. E  acomodou-a num livro que chega às prateleiras no próximos dias.

Chama-se ‘A vida quer Coragem’. Foi impresso pela Editora Primeiro Plano. Contém uma reportagem de fôlego de Amaral. Relata os passos de Dilma da guerrilha até o Planalto.

A foto e trechos da obra foram publicados pela revista ‘Época’, um dos veículos para os quais Amaral já trabalhou.

Os pedaços do livro que tratam de 2010 trazem o relato de olhos que perscrutaram os subterrâneos da campanha petista.

Amaral foi assessor da Casa Civil da Presidência e também da campanha de Dilma.

Josias de Souza

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Jornalismo

Portal IG projeta Gesane, Wilma e Micarla na disputa pela Prefeitura em 2012

De acordo com a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos/SP, a eleição da presidenta Dilma Rousseff no ano passado pode terminar causando em efeito dominó de mulheres na disputa por cargos políticos.

Mas o portal IG foi além. No entendimento do portal, em 2012, pelo menos 48 mulheres devem disputar as eleições municipais. Em Natal, o site projetou a disputa entre a prefeita Micarla de Sousa, a deputada estadual Gesane Marinho (PSD) e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB).

A disputa ainda está em aberto, mas como as eleições são daqui a nove meses, as articulações já começaram. Nenhuma das três políticas negou uma possível candidatura. Pelo contrário, Micarla e Wilma já deram amplos sinais de que vão tentar vencer a corrida pelo Executivo nas urnas.

Opinião dos leitores

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Política

Dilma sugere nome de mulher para aeroporto de São Gonçalo

Se depender da presidenta Dilma Rousseff, o nome do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante será de uma mulher importante do Rio Grande do Norte.

Em entrevista a Felipe Patury, de Época, a chefe do Executivo federal sugeriu que fosse feito um levantamento histórico de mulheres importantes para o Estado e que desses nomes fosse escolhido o nome do novo aeroporto.

A ideia de Dilma vai de encontro a proposta do deputado federal Henrique Eduardo Alves, que já propôs de forma oficial (única proposta oficial diga-se de passagem) o nome do pai Aluízio Alves.

Opinião dos leitores

  1. Acho muito justo que fosse homenageada uma filha ilustre da cidade de São Gonçalo, como a romanceira Dona Militana! Fica a dica!

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Política

Aeroporto São Gonçalo: festa e muitas vaias na assinatura da concessão

Apesar das acusações de fraudes administrativas que circundam os ministros do governo federal, a presidenta Dilma Rousseff foi recebida em solo potiguar na manhã de hoje (28) pouco depois das 11h, com clamor popular. A chefe do Executivo Federal veio ao Rio Grande Norte assinar a concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante ao consórcio Inframérica, que desembolsou a bagatela de R$ 170 milhões pelo negócio.

Durante o discurso, Dilma citou Wilma de Faria como peça chave para aquela conquista, incitando aplausos por parte dos militantes, curiosos e demais presentes, o que certamente deve ter abalado o ego da nossa atual governadora.

A presidenta ainda afirmou que o ganho aeroportuário incrementará não apenas a economia do Estado, mas de todo o país. Inicialmente fazendo uso da mão de obra local e, posteriormente levando em consideração que o estado situa-se em um ponto bastante estratégico do continente, que serve de ponte para as demais partes do mundo. “O Brasil começou no Nordeste. Quando ganha em autoestima, o Brasil tem que olhar para o RN, para São Gonçalo do Amarante”, afirmou Rousseff.

Para abrir a cerimônia, o prefeito da cidade Jaime Calado, saudou todas as autoridades presentes e fez uma discreta participação. Frisando necessidade de se construir um hospital municipal e externando votos de melhoras ao ex-presidente Lula.

O ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, destacou a importância e o porte da obra em andamento, mas jogou toda a responsabilidade dela para a representação da iniciativa privada que gerencia o terminal.

Na sequencia, a governadora Rosalba Ciarlini que foi vaiada durante a fala e não acrescentou nada de muito substancial em seu discurso. Ela usou seu tempo para rasgar a seda de Garibaldi, de Fabio Faria e da prestigiada Micarla de Souza, que ao ter o nome citado também foi bastante vaiada pelo povo.

Em alguns momentos foi vísivel o constrangimento da Presidenta Dilma com as vaias recebidas pela Governadora.

Após duas horas em solo potiguar o avião Presidencial zarpou.

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