Saúde

Cidade de Botucatu-SP vai vacinar toda a população adulta contra a Covid com doses da vacina de Oxford

Foto: Sandro Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo

A cidade de Botucatu, no interior de São Paulo, vai vacinar toda a população adulta contra a Covid-19 com o imunizante de Oxford/AstraZeneca.

A iniciativa faz parte de uma parceria com o Ministério da Saúde e vai avaliar a eficácia da vacina distribuída pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) contra as novas variantes, como a P1.

O sequenciamento das amostras coletadas vai ser feito pelo laboratório do Hospital das Clínicas de Botucatu.

Cerca de 105 mil habitantes acima de 18 anos começam a ser vacinados em duas semanas. A campanha, que vai usar doses doadas pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI), deve durar aproximadamente oito meses.

CNN Brasil

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Saúde

Após recomendação do Ministério da Saúde, RN vai distribuir vacinas que estavam armazenadas para 2ª dose para ampliar imunização

Em entrevista ao Bom Dia RN nesta segunda-feira(22), o secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia, afirmou que o estado vai distribuir todas as doses que eram armazenadas para segunda aplicação da vacina contra Covid-19 aos municípios potiguares. O anúncio surge após o Ministério da Saúde mudar a orientação e autorizar, neste fim de semana, que todas as vacinas armazenadas pelos estados e municípios para garantir a 2ª dose sejam utilizadas imediatamente como 1ª dose. Segundo a pasta, o objetivo é ampliar o número de vacinados no Brasil.

“Houve essa nova orientação do Ministério para que houvesse distribuição de todas as doses para a primeira dose e não guardar estoque para a segunda dose. Com isso, a gente vai estar tendo condições de iniciar essa ampliação (da vacinação) ao longo da semana, porque recebemos lotes de vacinação no fim de semana”, afirmou o secretário de Saúde em entrevista ao Bom Dia RN.

Pela orientação antiga, cerca de 50% das doses de CoronaVac recebidas no fim de semana ficariam armazenadas para garantir a segunda dose. O estado também havia guardado 50% das doses recebidas na semana passada.

Com acréscimo do G1-RN

Opinião dos leitores

  1. Faz dias que o Ministério da Saúde determinou essa distribuição. Por que o RN ainda não cumpriu? Estados vizinhos já estão vacinando pessoas com 65 anos de idade. E o RN? Está claro que a gestão do RN é marcada pela incompetência e pela falta de atitude. Ou tem que desenhar?

    1. O represamento de vacinas no RN foi informado exatamente pelo governo federal, que divulgou tabela referente a todos os estados. Não há desculpas para a falta de atitude e para tantas ações equivocadas da parte do governo do RN. Só a incompetência explica. Deixem de usar o vírus para fazer política e TRABALHEM.

    2. É isso mesmo tem que ampliar a faixa de vacinação, pouca gente nos postos, amplia as faixas, só isso.

  2. Eita, agora deu pra entender pq tinha "estoque* de vacinas, para usar na segunda dose. Parabéns ao idealizados do blog e todos os seus colaboradores pela excepcional informações de utilidade pública.
    Governo do Estado e Prefeitura do Natal fazendo um excelente trabalho, responsável.

  3. MPF, MPRN, TCE, defensoria pública fiscalizem essa omissão grave do governo ESTADUAL.
    Não dá para enganar todo mundo o tempo todo.
    Esse governo Estadual é engodo.

  4. Olhaí…
    Olhaí…
    Faz dias que o governo federal determinou essa medida, mas o governo estadual vinha retendo…pq? Para q?

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Saúde

Covid-19: Parnamirim recebe novas doses de vacina e segue com plano de imunização

FOTO: ASCOM

A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad) recebeu, na manhã dessa segunda-feira (8), um novo lote de vacinas para dar prosseguimento ao cronograma do plano municipal de imunização contra a Covid-19.

No total, foram 3.949 doses de vacina Coronavac destinadas à aplicação da segunda dose dos profissionais de saúde e idosos que residem em instituições de longa permanência, e que já haviam sido vacinados em janeiro, além de mais 900 doses destinadas aos idosos acamados com mais de 75 anos de idade.

O município de Parnamirim conta com aproximadamente 750 idosos acamados acima de 75 anos. Destes, já foram imunizados até a última sexta-feira (5) um total de 291 idosos. A vacinação, que é feita pelas equipes de Estratégia Saúde da Família, segue a partir desta segunda-feira.

Os idosos que não são atendidos por uma Unidade Básica de Saúde de Parnamirim, mas que residem no município, basta procurar uma unidade mais próxima ou efetuar o cadastro por meio do site vacinaidosos.lais.ufrn.br.

Até o momento, Parnamirim já recebeu 10.007 doses da vacina contra a Covid-19, sendo 3.049 destinadas a segunda dose das vacinas já aplicadas em janeiro.

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Saúde

A importância da imunização por quem é especialista em vacinas

Foto: Divulgação

Essa foto é de 1901 e foi tirada pelo Dr. Allan Warner, no Reino Unido. Apesar de causar um certo desconforto, evidencia o quão importante é a vacinação contra doenças.

Estes garotos ficaram perante à cepa (linhagem) do vírus da patologia. Um foi vacinado e o outro não. A imagem é rara porque a vacina contra a varíola foi a primeira criada no mundo, por um inglês chamado Edward Jenner, em 1796.

E graças a imunização em 1980, a Organização Mundial de Saúde declarava erradicada uma das piores, mais cruéis e catastróficas doenças já existentes. Foi um esforço global de 10 anos que envolveu milhares de profissionais de saúde em todo o mundo para administrar a vacinação.

Em tempos de pandemia e forte resistência a vacinação por parte de algumas pessoas, a ???́???? ????? nos traz, através desse post, à consciência e o alerta: sem vacina, doenças controladas podem voltar.

Para garantir que continuem erradicadas, é essencial que todos continuem seguindo o Calendário Nacional de Vacinação e acreditando na ciência a favor do bem estar da coletividade.

Para maiores informações, entre em contato através dos telefones:

(84) 3345 – 0824 (Fixo e WhatsApp | Unidade Afonso Pena)

(84) 3013 – 4000 (Fixo e WhatsApp | Unidade Neópolis).

???́???? ????? – A saúde da sua família por quem é especialista em vacinas

Opinião dos leitores

  1. É isso aí, BG. Vamos ficar do lado da ciência. O incentivo a vacinação é o ato mais nobre que a imprensa presta a população.
    Parabéns.?

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Saúde

VACINA COVID: Toda a população brasileira deve ser imunizada entre 12 e 16 meses

Foto: Reuters

O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (16) o plano nacional de vacinação contra a covid-19 em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Chamado de Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, tem a previsão de imunizar 51,4 milhões de pessoas no primeiro semestre de 2021. A imunização de toda a população brasileira deve ocorrer entre 12 e 16 meses.

“O cronograma [de distribuição e imunização] depende de registro. Eu posso falar de hipóteses. Temos mais de 300 milhões de doses já negociadas. Temos previsão de medida provisória para ser assinada ainda essa semana de R$ 20 bilhões”, afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante a cerimônia. O ministro já havia afirmado anteriormente que a vacinação ocorrerá cinco dias após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar um imunizante.

Os grupos prioritários à vacinação – aqueles considerados mais vulneráveis à doença – serão imunizados em quatro fases. “Principal objetivo é a manutenção dos serviços essenciais”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, durante a cerimônia.

Na primeira fase estão profissionais de saúde, idosos com mais de 75 anos, pessoas acima de 60 anos que vivam em instituições como asilos e indígenas. São estimadas 29 milhões de doses nessa fase, levando em conta que cada uma tomará duas doses de vacina.

A segunda fase inclui idosos acima de 60 anos, o que representa 44 milhões de doses de vacina. A terceira fase será composta por pessoas com comorbidades, o que equivale a 26 milhões de doses. E a quarta fase engloba professores, do nível básico ao superior, profissionais de forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional, o que corresponde a 7 milhões de doses.

Nessas primeiras quatro fases, o governo afirma que planeja usar a vacina de Oxford, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Assim que aprovado, o imunizante será produzido pela Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

O governo federal deve receber 100 milhões de doses da vacina de Oxford até julho de 2021, conforme um acordo prévio. Para o segundo semestre, estão previstas 160 milhões de doses produzidas pela Fiocruz.

O Brasil também receberá 42,5 milhões de doses de vacina contra a covid-19 por meio da Covax, aliança global para distribuição de imunizantes contra a doença coordenado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), determinada de acordo com a aprovação para uso.

Há ainda uma negociação para que o país obtenha 70 milhões de doses da vacina da Pfizer. No documento, o governo afirma dispor de orçamento para a compra de outras vacinas em fase de testes e menciona 13 candidatas, entre elas a CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, que será produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, assim que aprovada, e consta do plano de vacinação do Estado de São Paulo.

Outras vacinas que podem ser adquiridas pelo país são Sputinik V, Janssen e Bharat Biotech, segundo o Ministério da Saúde.

R7

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Saúde

CORRIDA CONTRA COVID: Vacina da farmacêutica Moderna tem 100% de sucesso e gerou respostas de imunização

A corrida pela vacina contra o novo coronavírus teve um marco nesta terça-feira. A vacina da farmacêutica Moderna, uma das mais promissoras do mundo, foi finalmente publicada no prestigioso New England Journal of Medicine. As ações da companhia subiram 16% após o fechamento do pregão dessa terça-feira com a divulgação dos resultados do estudo. As ações já tinham quadruplicado este ano após o início dos testes da vacina. Às 7h30 desta quarta-feira o bom resultado da Moderna impulsionava os índices futuros de Dow Jones em 200 pontos e de Nasdaq e S&P 500 em 100 pontos.

Na publicação, a Moderna confirmou o que se esperava desde que as primeiras notícias surgiram, há dois meses. A vacina é majoritariamente segura e gerou respostas de imunização que podem proteger os pacientes. A autarquia de saúde do governo americano afirmou que as descobertas corroboram a importância de novas, e decisivas, fases de testes. O governo americano já demonstrou interesse em comprar 300 milhões de doses de vacina em janeiro de 2021.

A Moderna vai agora começar um teste com 30.000 pessoas começando no dia 27 de julho que vai dar a resposta final se a vacina funciona ou não. A Moderna foi a primeira farmacêutica a fazer testes em humanos e, com essa notícia de hoje, pode ser a primeira a lançar comercialmente seu produto. A companhia aposta numa linha própria, usando RNA mensageiro que ensinaria o corpo humano a produzir anticorpos “em branco” para impedir o vírus antes que ele de fato inicie a infecção.

Na publicação, a Moderna divulgou que conduziu uma primeira fase de testes com 45 adultos entre 18 e 55 anos, que receberam três diferentes dosagens. A resposta de anticorpos foi maior com a maior dosagem, mas todos os testados conseguiram proteção contra a covid-19. O percentual de efeitos adversos (21%) foi considerado aceitável pelos pesquisadores. Uma segunda fase de testes, com 600 adultos, está em andamento.

As divulgações dos avanços transformaram a Moderna num fenôneno do mercado financeiro: seu valor de mercado quadruplicou esse ano, para 29 bilhões de dólares. Além da Moderna, três outras pesquisas estão nariz a nariz na disputa pelo pioneirismo.

A Pfizer divulgou semana passada que sua vacina experimental, feita em parceira com a startup BioNtech, deu bons resultados com 45 voluntários, o que credencia a companhia a produzir até 1 bilhão de doses até 2021.

Outras duas vacinas têm o Brasil como campo de testes. A chinesa Sinovac, por sua vez, fechou uma parceria com o governo de São Paulo, que começou ontem a recrutar 9.000 voluntários para uma terceira fase de testes (a mesma em que entrará a Moderna). A Astrazeneca, em parceria com a universidade Oxford, também tem testes em curso no Brasil, e afirma que a vacina pode ficar disponível ainda este ano. A pretensa vantagem da companhia é usar uma plataforma já testada em vírus como Mers e Ebola.

Testes clínicos de uma vacina que está sendo desenvolvida na Rússia contra o novo coronavírus também foram concluídos, segundo a Universidade de Sechenov. A chefe da pesquisa, Elena Smolyarchuk, afirmou à agência de notícias russa TASS que a pesquisa mostrou que a vacina é efetiva contra a doença. Apesar disso, a vacina, que é desenvolvida pelo Gamaleya Institute, consta na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) como em “fase 1 de testes”.

Exame

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Diversos

CLÍNICA MIMAR: Cuidar da nossa imunização é fundamental

Foto: Divulgação

Cuidar da nossa imunidade é de extrema importância e, em virtude do alto número de questionamentos que vem recebendo, os médicos Dr. Leonardo Maia e Dra. Giovana Maia, que também são os responsáveis pela Clínica de Imunização Mimar, vem esclarecer a relevância dessa temática em tempos de pandemia.

Afinal, devemos vacinar nossas famílias em tempos de Covid-19?

“Sim! Inclusive a atenção com a saúde deve ser redobrada, uma vez que estamos vivendo uma pandemia” Afirma Dr. Leonardo ao ressaltar a importância para saúde da atualização do calendário de vacinas corretamente, independente da idade.

Dra. Giovana conta que as vacinas são poderosas ferramentas para controlar e eliminar doenças infecciosas que ameaçam a vida. “Inclusive, em tempos de coronavírus, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) alerta e enfatiza a importância de manter em dia a vacinação de rotina” afirma a Pediatra.

“É preciso frisar que a descontinuidade do calendário vacinal pode aumentar o número de indivíduos suscetíveis à doenças, inclusive a algumas que podem ser evitadas pela imunização, o que é muito grave! Isso acarretaria em uma sobrecarga ao sistema de saúde”, lamenta Dr. Leonardo Maia.

Dra. Giovana reforça, afirmando que “Ano passado tivemos o ressurgimento de uma doença considerada controlada no país, o sarampo, acendendo um alerta sobre o risco da baixa cobertura vacinal da população brasileira. Agora, com a pandemia da Covid-19, estamos acompanhando novamente uma queda na vacinação e isso é preocupante. A imunização de rotina é considerada um serviço essencial e deve ser mantida, seguindo os protocolos de segurança, de distanciamento social e de higiene. Se abandonarmos a vacinação nesse período, as consequências podem ser surtos de doenças imunopreveníveis, aumento de morbidade e mortalidade e um crescimento da demanda nos hospitais”.

Para que a população natalense possa ter uma boa cobertura vacinal, a Clínica Mimar montou uma verdadeira estrutura de atendimento seguro e eficaz, amparada por excelentes profissionais, ambiente tranquilo, livre de aglomeração; atendimentos em domicílio, bastando apenas agendar um horário e o atendimento Drive-Thru, onde sem precisar descer do carro a família pode ser vacinada com segurança no amplo estacionamento que a clínica dispõe.

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Comportamento

Medicamento que imuniza contra o HIV deverá chegar a Natal em 2018, estima SMS

por Dinarte Assunção

Tem o nome comercial de Truvada a panaceia contra o HIV a que está se submetendo quem quer adquirir formas de se imunizar contra o vírus causador da AIDS.

Ao contrário da PEP, a chamada profilaxia pré exposição (PrEP) serve para evitar que se contraia o vírus. Na prática, quem faz PrEP e transa sem camisinha com quem tem HIV não contrai o vírus. O tratamento, no entanto, não deve ser encarado como estímulo para dispensar o preservativo em razão dos riscos que ainda envolve.

O Truvada, ao contrário da camisinha, não protege de outras infecções transmitidas pelo sexo, como a gonorreia e as hepatites, para citar apenas alguns exemplos. Por isso, o Truvada não deve ser usado como um substituto do preservativo e, sim, como um método adicional de prevenção do HIV
A medicação começou a ser distribuída no SUS para grupos de riscos neste ano.

Em Natal, a Secretaria Municipal de Saúde estimou ao Blog do BG que deve estar disponível a partir do segundo semestre de 2018.

PrEP, assim como a medicação contra o HIV, deve ser tomada todos os dias. Os estudos indicam que a partir da primeira semana, o nível de imunização do organismo contra o vírus da AIDS já se eleva.

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Brasil desenvolve vacina contra esquistossomose e promete imunização mundial em até cinco anos

O Brasil criou e vai produzir a vacina contra esquistossomose, doença crônica causada pelo parasitaSchistosoma encontrado em áreas sem saneamento básico. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou hoje (12), no Rio de Janeiro, os resultados dos testes clínicos de segurança da vacina desenvolvida pelo Laboratório Esquistossomose Experimental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

A descoberta é, na avaliação da Fiocruz, um grande feito dos cientistas brasileiros, uma vez que a doença afeta 200 milhões de pessoas em áreas pobres e tem potencial para atingir um universo de 800 milhões de pessoas expostas aos riscos de contágio no Brasil (principalmente no Nordeste e em Minas Gerais), nos países africanos e na América Central.

A esquistossomose é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda doença parasitária mais devastadora, atrás apenas da malária. “É uma doença dos países pobres, associada à miséria”, resume Miriam Tendler, chefe do Laboratório Esquistossomose Experimental em entrevista à Agência Brasil. Ela calcula que, no prazo máximo de cinco anos, seja possível imunizar a população dos locais onde ocorre a endemia.

O anúncio feito no Rio é relativo à fase de testes de segurança e eficácia da vacina – exigidos antes da liberação para produção em grande escala. Vinte voluntários participaram dos testes no Brasil que confirmaram a segurança da vacina, cuja eficiência já havia sido comprovada em laboratório com mamíferos.

“A gente tem informações associadas à eficácia que são a imunogenicidade. Ela induziu uma excelente resposta imunológica, que é o que queremos dos indivíduos vacinados”, disse Miriam Tendler.

Segundo a pesquisadora, além de eficiente, “é uma vacina segura”. Para ela, “essa segurança é o maior atributo de uma vacina. Só a partir da confirmação da segurança é que se pode fazer testes em mais larga escala”, explicou. Os testes em larga escala serão feitos no Brasil e na África.

As pesquisas para produção da vacina contra esquistossomose tiveram início em 1975 na Fundação Osvaldo Cruz. Na primeira década de pesquisas, os cientistas brasileiros conseguiram identificar o princípio ativo que poderia exercer efeito farmacológico contra o parasita. Na segunda década de trabalho foi identificada a proteína (S14), também presente em outros parasitas. Essa constatação dá a possibilidade de se produzir uma vacina polivalente – ou seja, que serve para a prevenção de outras doenças parasitárias, inclusive aquelas que atingem gado de corte.

Na década de 1990, o Brasil deposita a primeira patente com as descobertas e nos anos 2000, por meio de parceria público privada (PPP) e com apoio da Financiadora de Projetos (Finep) cria-se um modelo de negócio que permitiu a industrialização da vacina cuja segurança foi anunciada hoje.

Miriam Tendler calcula que os resultados já poderiam ter sido obtidos há dez anos e atribui a longa trajetória da pesquisa a problemas de descontinuidade de financiamento e de arranjo institucional. “Para você efetivamente fazer um produto de dentro de uma instituição acadêmica é uma coisa muito complexa e complicada. Então as parcerias [PPP, possíveis após a Lei nº 11.079/2004] são fundamentais.” A pesquisadora não sabe quanto custou o desenvolvimento da vacina ao longo de mais de três décadas.

A esquistossomose (também conhecida no meio científico como bilharzíase) é causada por seis espécies do parasita Schistosoma. O ciclo típico da doença tem início com a contaminação da água por fezes humanas infectadas com ovos do parasita transformados em miracídios (larvas). Essas larvas contagiam caramujos, se multiplicam, voltam à água e infectam as pessoas pela pele.

As pessoas contaminadas podem sentir dores de cabeça, fraqueza, falta de ar, dor abdominal, diarreia e tosse com sangue. A doença pode afetar o fígado, os rins, a bexiga, os pulmões, a medula e o cérebro e levar à morte. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários. Mesmo após o tratamento é possível nova contaminação.

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