Saúde

E AINDA TEM SEDENTARISMO NO “PACOTE”: Pandemia afeta sono e altera o humor de quase metade dos adolescentes no país entre 12 e 17 anos , diz Fiocruz

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que a pandemia deixou quase metade – cerca de 9 milhões – dos adolescentes do País entre 12 e 17 anos nervosos, ansiosos e de mau humor. Também aumentou o sedentarismo e o consumo de doces e congelados entre eles e está afetando o sono de aproximadamente 4,3 milhões (23,9%) de adolescentes. Os pesquisadores acompanharam de junho a setembro jovens entre 12 e 17 anos de todo o Brasil e investigaram as mudanças na rotina, nos estilos de vida, nas relações com familiares e amigos, nas atividades escolares e nos cuidados à saúde.

De acordo o relatório Covid-19 Adolescentes, o percentual de jovens que não faziam 60 minutos de atividade física em nenhum dia da semana antes da pandemia era de 20,9%, e passou a ser de 43,4%. Setenta por cento dos brasileiros de 16 a 17 anos passaram a ficar mais de 4 horas por dia em frente ao computador, tablet ou celular, além do tempo das aulas online e 59% sentiram dificuldades para se concentrar nas aulas a distância.

“Chama muita atenção também o estado de ânimo desses jovens, que relataram tristeza, ansiedade e a ausência de amigos. A falta de atividade física entre os adolescentes foi um dos resultados que mais se destacou. Em geral, os jovens brasileiros praticam mais atividades coletivas, como aulas de danças e jogos com bola. Com as medidas de restrição social, tornou-se mais difícil para eles manterem a prática de exercícios”, aponta a pesquisadora Celia Landmann Szwarcwald, coordenadora do trabalho.

O estudo foi coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e realizado de forma online.

Segundo o levantamento, a piora da saúde foi apontada por 5.488 milhões (30%) dos jovens, com as com as meninas relatando maior impacto na saúde (33,8%) do que os meninos (25,8%), e os adolescentes mais velhos (37,0%) do que os mais novos (26,4%).

O percentual de adolescentes que relataram piora na qualidade do sono durante a pandemia foi de 36% – aproximadamente 6.624 milhões -, sendo que 4,3 milhões (23,9%) começaram a ter problemas com o sono durante a pandemia e 12,1% relataram já terem problemas, porém, eles pioraram. Já a qualidade do sono foi mais afetada entre as meninas, e nos adolescentes com 16 a 17 anos, em relação aos mais novos.

“Também é importante destacar a piora na qualidade de sono e os problemas no estado de ânimo. Há um conjunto de fatores como sentimento de tristeza, nervosismo, isolamento, insegurança, medo por familiares, que está afetando diretamente a saúde dos jovens. Não é à toa que 30% deles identificam uma piora em seu estado de saúde”, explicou a pesquisadora.

Sentir-se preocupado, nervoso ou mal-humorado foi descrito por 48,7% dos adolescentes, na maioria das vezes ou sempre. Entre as meninas, o percentual foi de 61,6%. Os adolescentes de 16-17 anos de idade relataram esse sentimento mais frequentemente (55,3%) do que os de 12-15 anos (45,5%).

Sobre as aulas online, os adolescentes disseram estar tendo muita dificuldade para acompanhar e assimilar o conteúdo: 59% relataram falta de concentração, 38,3% falta de interação com os professores, 31,3% falta de interação com amigos, 47,8% dos adolescentes relataram estar entendendo pouco, e 15,8% disseram não estar entendendo nada. Apenas 1 em cada 4 adolescentes de 16-17 anos relatou estar entendendo tudo ou quase tudo das aulas presenciais.

Dados do IBGE indicam que o Brasil tem 18,2 milhões de jovens entre 12 e 17 anos. A pesquisa da Fiocruz ouviu de forma online 9.470 adolescentes. Eles responderam a um questionário virtual, entre os dias 27 de junho e 17 de setembro.

CNN Brasil

 

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Economia

Turismo responde por quase metade das perdas de empregos no País

Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Grupo de Pesquisa em Economia do Turismo da Universidade de São Paulo divulgou que o setor perdeu 384 mil postos formais de trabalho em 2020, quantidade que corresponde a 45% do total de vagas fechadas na economia brasileira até agosto. O Turismo respondeu por quase metade da perda total de empregos da economia brasileira, mesmo respondendo por apenas 4% das carteiras assinadas do País. A perda nas atividades características do Turismo (ACTs) atingiu 19% do total de postos no setor.

A redução percentual foi mais de dez vezes superior à da economia como um todo, que chegou a 1,8% do total de carteiras assinadas. Apesar do emprego da economia ter começado a se recuperar a partir de julho, a queda no setor de Turismo não parou. Em agosto, o número de demissões no setor superou o de contratações em 17 mil.

Dentre as atividades características do Turismo, os serviços de alimentação foram os mais atingidos em termos absolutos, com perda de 236 mil postos formais de trabalho. Em termos relativos, a atividade mais impactada foi o agenciamento de viagens. As 20 mil vagas fechadas em agências e operadoras representam 29% do total de empregos formais que existiam no segmento no começo do ano. Na hospedagem, foram fechadas 75 mil vagas, o equivalente a 25% do total. No transporte rodoviário, o saldo foi de 28 mil demissões. Já no transporte aéreo, apesar das demissões terem ganhado escala somente a partir de julho, até o fim de agosto elas já acumulavam 8 mil, o que equivale a 13% do total de empregos no setor.

As estatísticas do Turismo foram estimadas a partir de dados do Novo CAGED e da RAIS. Para facilitar o acesso aos dados, o Grupo de Pesquisa lançou um dashboard que permite a análise da situação do emprego no Turismo de maneira atualizada, detalhada e dinâmica. O interessado pode consultar as estatísticas por atividade econômica, unidade da federação e período.

Portal Panrotas

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Diversos

Covid-19 fez reduzir em quase 0,5% a população de idosos do país

Brasil já perdeu 100 mil idosos por conta da doença | Foro: Pedro Teixeira

O Dia Internacional do Idoso é comemorado hoje no Brasil com menos 100.818 pessoas com mais de 60 anos, todas vítimas da Covid-19 em pouco mais de seis meses de pandemia. A conta é da economista Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Ipea e nossa grande especialista em envelhecimento. Este número significa cerca de 11% do total de óbitos de idosos verificados em todo o ano de 2019. Representa, ainda, uma redução de quase 0,5% na população de idosos em 2020.

Por falar em Covid…

Ruy Castro, como todos os flamenguistas, estava ontem triste com a morte por Covid-19 do ídolo Silva “Batuta”, aos 80 anos. Ainda assim, o cronista reparou que no noticiário muita gente estava chamando o atleta de “Silva Batuta”, como se fosse nome e sobrenome:

— Errado. Era Silva, o Batuta. Muito mais nobre. Tipo D. Manuel, o Venturoso.

Ancelmo Gois – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Estou errado oo não, idoso não é a partir dos 60 anos, mudaram esta classificação? Ou ninguém quer assumir que é sexagenário?

  2. Infelizmente o dado apresentado no título da reportagem induz à desinformação, fazendo com que o leitor pense que o Brasil agora tem menos idosos que antes devido aos efeitos da pandemia. O que os pesquisadores esqueceram de levar em conta é o quantitativo de pessoas que passaram a ser idosas nesse ano, ou seja, completaram 65 anos em 2020. Se o Brasil possui cerca de 200 milhões de habitantes e se considerarmos, só a título de ilustração aqui, que 1% nasceram em 1955, teríamos 2 milhões de pessoas que farão ou fizeram 65 anos em 2020, tornando-se idosos. Então o mais provável é que o número de idosos no país tenha aumentado, como em todos os anos anteriores, ainda que em um ritmo menor nesse ano devido à COVID-19. Mas isso teria que ser comprovado ainda.

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Finanças

RN perde quase meio bilhão de reais em receitas decorrente da pandemia

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte perdeu R$ 490.777.389,11 milhões em receita decorrente dos efeitos econômicos provocados pela Covid-19. O Governo do Estado também precisou investir aproximadamente R$ 270 milhões com ações de prevenção e combate à pandemia. A soma é de quase R$ 770 milhões. A compensação enviada pelo Governo Federal foi menos de um terço desse valor.

“Sofremos, sobretudo, com a perda de arrecadação de ICMS, em razão do setor comercial fechado, e com a queda do Fundo de Participação dos Estados, justo em um período de crise enfrentada pelos entes da Federação. Apenas com essas duas arrecadações tivemos déficit de aproximadamente R$ 392 milhões entre março e junho. Mas minha estimativa é de que o Estado perca R$ 1 bilhão em receita até o fim do ano ”, lamentou o titular do Planejamento estadual, Aldemir Freire.

 

Opinião dos leitores

  1. Chama o comitê científico de enganadores do Nordeste para repor esse rombo, eles sabem de tudo. Estamos fundidos com esse consórcio Nordeste.

  2. Esse aí faltou as aulas de álgebra ou é um grande pilantra mal intencionado.

    Já quer montar o meio de campo pra deixar de pagar os servidores públicos estaduais. Que por sinal, vale lembrar, AINDA ESTÃO COM 2 FOLHAS ATRASADAS!!!

  3. Vão na conversa desta Governadora que vcs vão passar FOME, esse papinho de FIQUE EM CASA, não investe em em leitos de hospitais e fique no discurso de ISOLAMENTO e FIQUE EM CASA, não cola.

  4. Fátima tá acabando com o RN.
    Os 600 que Bolsonaro mandou onde foi parar??
    Cadê a prestação de contas??

  5. Mas deve tá com a conta cheia, ainda mandou 5 milhões pro consórcio nordeste comprar respirador fantasma, pagou a vista, antecipado e nem o dinheiro vai receber de volta

  6. Tem que diminuir os salários dos servidores que estão só em casa.
    3 meses em casa recebendo sem trabalhar.
    IFRN e UFRN ninguém trabalha.
    Tem que colocar esse pessoal para trabalhar.

    Vários tão passando veraneio nas praias

  7. BG
    Se não fosse o governo Federal esses incompetentes já teriam se mandado do estado. E o povo ohhhhhhhhhhhhhhhh.

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Saúde

Itália tem menor número de mortes por Covid-19 em quase quatro meses

Foto: Ilustrativa

A Itália registrou, desse domingo(21) para esta segunda-feira(22), o menor número de mortos por Covid-19 desde o dia 2 de março.

Nas últimas 24 horas, 23 pessoas morreram infectadas pelo novo coronavírus. No dia anterior, foram 24.

O total de mortes causadas pela doença no país é de 34.657.

Segundo o governo italiano, foram registrados 221 casos confirmados de Covid-19 no período — ante 224 do dia anterior. O total de casos chegou a 238.720.

O Antagonista

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Saúde

Pará deixou de registrar quase mil mortes de Covid-19 e número total ultrapassa 2,5 mil, diz Secretaria de Saúde

O Pará deixou de registrar quase mil mortes e 14 mil casos confirmados da Covid-19, somando um total de 15 mil subnotificações que não estavam na contagem oficial do governo, nos últimos oito dias. Os boletins retroativos acabaram alterando a data do primeiro caso de Covid-19 no Pará para 7 de março – a data divulgada era 18 de março.

Segundo o secretário de Saúde (Sespa), Alberto Beltrame, isso ocorreu devido a um “descompasso” no sistema da secretaria atualizado pelas prefeituras, que deixaram de fora um total de 907 óbitos e 13.871 casos confirmados da doença neste período – ou seja, 43,7% do total de casos e 34,8% do total de mortes. O estado encerrou a quarta-feira (27), com 31.671 casos e 2.605 óbitos pelo novo coronavírus.

O boletim divulgado às 12h30 desta quinta não foi contabilizado nesta reportagem, já que os números diários somente são fechados às 19h. Contudo foram contabilizados mais 1.969 casos e 100 óbitos de datas anteriores.

No total, são 14.778 notificações em atraso, incluindo infectados e óbitos, que foram identificadas pela secretaria. Uma força-tarefa foi montada para a divulgação em novo formato, que iniciou na quarta-feira (20). Segundo Beltrame, as notificações teriam ocorrido há semanas, principalmente entre abril e início de maio, e resultam de 122 mil testes rápidos distribuídos entre os municípios.

Recentemente, o Rio de Janeiro também mudou protocolos de divulgação dos dados da Covid-19 e o novo método de contagem dos mortos foi criticado. No Rio Grande do Sul, uma pesquisa aponta que para cada caso oficial, há outros dois que não são registrados. Em Minas Gerais, o governo também admitiu subnotificações e estima que há 1 confirmação de coronavírus para cada 10 casos.

Curva alterada

Os boletins da Sespa são recolhidos pelo G1 desde o início da pandemia para levantamento do Mapa do Coronavírus, informando o avanço da Covid-19 em municípios, com base nas secretarias estaduais. Mesmo com a mudança no formato do boletim do Pará, os novos casos e mortes no estado continuaram a ser computados de acordo com o dia de divulgação.

De acordo com os boletins, o primeiro caso de Covid-19 no Pará ocorreu no dia 7 de março. A paciente, segundo a Sespa, era uma mulher, 50 anos, de Parauapebas. Já a primeira morte ocorreu no dia 15 de março – uma mulher, de 60 anos, de Belém, segundo a Sespa.

Os boletins retroativos também apontam que:

em 18 de março, dia da divulgação do era o primeiro caso de coronavírus, já havia 62 infectados;

e, em 1º de abril, dia em que foi divulgada o que era primeira morte, já havia outros dois óbitos.

As informações estão divulgadas também no painel da Covid-19, no portal de monitoramento da Sespa, e foram questionadas na última terça (26), pois poderiam ser erros de digitação. Até esta manhã, não foram corrigidas ou negadas. Os boletins já chegaram a mostrar casos de janeiro e fevereiro, mas a maioria já foi corrigida, após contatos feitos pelo G1.

Novo formato

O novo formato de divulgação de boletins da Covid-19, que separa casos e mortes nas últimas 24 horas dos ocorridos em datas anteriores, foi adotado, segundo o secretário Beltrame, pois os municípios passaram a relatar resultados de testes rápidos somente no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), deixando o sistema da Sespa desatualizado.

À época, Beltrame afirmou que havia observado um “índice de queda da doença, mas que estava computando muitas mortes por dia”.

Quatro dias depois, o governo estadual divulgou um estudo apontando uma “tendência de queda”, baseado nos próprios dados da Sespa. A pesquisa embasou o governo a relaxar nas medidas de isolamento social obrigatório com o fim do lockdown, que passou a ficar sob decisão das prefeituras. No entanto, o próprio documento cita que “subnotificações em datas passadas podem invalidar os cenários de previsões”.

Entenda a evolução de casos desde o início da divulgação de notificações atrasadas:

No dia 19 de maio, eram 17.177 casos e 1.554 mortes;

No dia 20, eram 18.929 casos e 1.778 mortes, sendo divulgados 1.676 casos e 218 óbitos em atraso;

No dia 21, eram 20.532 casos e 1.893 mortes, sendo divulgados 1.494 casos e 103 óbitos em atraso;

No dia 22, eram 22.697 casos e 2.003 mortes, sendo divulgados 2.069 casos e 90 óbitos em atraso;

No dia 23, eram 24.125 casos e 2.150 mortes, sendo divulgados 1.388 casos e 113 óbitos em atraso;

No dia 24, eram 24.815 casos e 2.290 mortes, sendo divulgados 668 casos e 132 óbitos em atraso;

No dia 25, eram 27.366 casos e 2.431 mortes, sendo divulgados 2.442 casos e 113 óbitos em atraso;

No dia 26, eram 29882 casos e 2.522 mortes, sendo divulgados 2.412 casos e 65 mortes em atraso;

E no dia 27, chegou a 31.671 casos e 2.605 mortes, sendo divulgados 1.722 casos e 73 óbitos em atraso.

Notificações recentes continuam atrasando

As subnotificações provocam uma espécie de rearranjo na curva de contaminação. Quando revelou as inconsistências nos dados, Beltrame chegou a afirmar que o pico de contaminação no Pará ocorreu por volta do dia 20 de abril e em 5 de maio houve o maior índice de mortos em 24h: 84 óbitos. Mas como as notificações continuam atrasando, esse recorde pode ser quebrado.

Entre as notificações em atraso, foram identificadas 893 casos e 144 óbitos ocorridos entre 20 e 25 de maio. Esses números mais recentes são divulgados como “em datas anteriores”. (veja no gráfico abaixo)

No dia 20 de maio, a Sespa informou que apenas 76 casos novos foram confirmados e seis mortes registradas. Analisando os boletins que inseriram casos retroativos no sistema, percebe-se que, na verdade, 40 pessoas morreram de Covid-19 nesse dia, 12 desses apenas na capital. O número de casos também salta de 76 para 418.

No dia 21 de maio, a Sespa divulgou oficialmente 109 casos e 12 óbitos. Somando com as notificações atrasadas, o número chega a 353 casos e 58 mortes. No dia seguinte, foram 96 casos e 20 óbitos, mas com a soma o total chega a novos 239 casos e 43 mortes. Já em 23 de maio, quando no boletim constavam 40 casos e 34 mortes, eram 134 e 70, respectivamente.

Números oficiais seguem distantes das prefeituras

Durante visita ao Pará, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que estado já teve pico entre 20 de abril e a primeira semana de maio. Dias antes, ele havia dito que Pará seria o epicentro da Covid-19. O governador Helder Barbalho passou, então, a solicitar propostas de empresários para a retomada de atividades comerciais.

À época, Barbalho afirmou que estava fazendo um levantamento epidemiológico para saber qual é o real percentual da população que está com o novo coronavírus no estado. Este levantamento nunca foi divulgado.

Uma pesquisa nacional coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que Brasil tem sete vezes mais contaminados pelo novo coronavírus que os dados oficiais.

No Pará, os índices mais alarmantes foram o da cidade de Breves, onde praticamente um quarto da população está ou esteve com a Covid-19, e o de Belém, onde mais de 15% já teria contraído a doença.

Os números oficiais também ainda estão distantes dos registrados pelas prefeituras. No dia 26 de maio, quando completa uma semana da divulgação das notificações atrasadas pela Sespa, a soma de todos os boletins das prefeituras chega a ter 6.898 casos e 217 óbitos a mais que o dado oficial da Sespa.

Com informações do G1

 

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Comportamento

Divisão de tarefas domésticas é quase a mesma de 20 anos atrás, diz estudo

Foto: PavelRodimov/iStock

Um estudo divulgado no final de janeiro deste ano mostrou que, embora se fale cada vez mais em uma divisão igualitária das tarefas domésticas entre homens e mulheres, a porcentagem de lares em que os casais se dedicam à casa da mesma maneira é praticamente a mesma do que era em 1996.

O levantamento, feito pela Gallup, empresa americana de pesquisa de opinião, entrevistou 3.062 pessoas nos anos de 1996, 2007 e 2019.

Mostrou, por exemplo, que o número de lares em que homens e mulheres se dedicavam da mesma maneira à limpeza da casa subiu apenas cinco pontos em 23 anos — de 32% para 37%.

Lavar roupas foi de 22% para 28%, enquanto cozinhar subiu de 27% para 32% no mesmo período. E a louça? Também registrou uma pequena diferença, de 31% para 36%.

A maioria das tarefas domésticas ainda são executadas, principalmente, por mulheres. Elas são as maiores responsáveis por lavar a roupa (58%), cozinhar (51%), e limpar a casa (51%).

Os homens só aparecem à frente nos cuidados com o carro (69%) e com o jardim (59%).

“Apesar de algumas mudanças nas últimas duas décadas, a divisão do trabalho nos lares dos EUA continua bastante ligada aos estereótipos tradicionais: as mulheres cuidam mais da casa e dos filhos do que os maridos”, afirma o estudo.

Universa – UOL

Opinião dos leitores

  1. Vixe…vou levar essa pesquisa pra mulher ver e talvez ela me dê uma folga quando souber que nos States quem trabalha mais é a mulher.

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Diversos

Feriados prolongados serão quase o dobro em 2020; veja lista

Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo/07.02.2016

Após um 2019 com poucos feriados prolongados, o ano de 2020 será uma boa oportunidade para esticar folgas junto com finais de semana. Nove datas comemorativas, entre feriados e pontos facultativos, poderão ser estendidas, mais que as 5 de 2019 (veja o calendário abaixo).

O levantamento considera datas que caem em dias de semana, com exceção da quarta-feira, e que por isso podem ser juntados aos fins de semana.

O começo do ano não será muito favorável, já que o primeiro dia de janeiro cai numa quarta-feira, o que significa estradas cheias no retorno após as viagens de Réveillon, já que a quinta-feira, 2 de janeiro, será dia de trabalho normal para a maioria.

No Carnaval, no final de fevereiro, começam as datas estendidas, já que a festa será comemorada entre sábado (22) e a manhã da quarta-feira de cinzas (26). O mês de fevereiro acaba no dia 29, já que 2020 é ano bissexto e terá 366 dias.

Em seguida, será possível comemorar ainda no primeiro semestre os feriados prolongados da Páscoa, Tiradentes e Dia do Trabalho, além do Corpus Christi, que é ponto facultativo.

A grande novidade será no segundo semestre, que foi pobre em feriados prolongados em 2019, já que três deles caíram no sábado. Em 2020, os feriados da Independência, Nossa Senhora Aparecida e Finados serão à segunda-feira.

O levantamento do R7 considera datas que foram feriados ou pontos facultativos segundo o calendário oficial divulgado pelo governo para 2019. O de 2020 deverá ser divulgado apenas nos últimos dias de 2019

Veja a lista dos feriados nacionais, estaduais e municipais de 2020:

1º de janeiro – Confraternização Universal (Quarta)

25 de fevereiro – Carnaval (Terça)

10 de abril– Paixão de Cristo (Sexta)

12 de abril – Páscoa (Domingo)

21 de abril – Tiradentes (Terça)

1º de maio – Dia do Trabalho (Sexta)

11 de junho – Corpus Christi (Quinta)

7 de setembro – Independência do Brasil (Segunda)

3 de outubro – Mártires de Cunhaú e Uruaçu (Sábado)

12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida (Segunda)

2 de novembro – Finados (Segunda)

15 de novembro – Proclamação da República (Domingo)

25 de dezembro – Natal (Sexta)

Feriados em Natal em 2020:

6 de janeiro – Feriado de Reis (Segunda)

21 de novembro – Nossa Senhora da Apresentação (Sábado)

R7

Opinião dos leitores

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Economia

Turismo brasileiro gera quase 25 mil empregos formais em 12 meses

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O turismo brasileiro gerou 24.902 empregos formais nos 12 meses encerrados em outubro deste ano, com aumento de 330% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, encerrados em outubro de 2018.

Os dados constam da pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (20).

No mês de outubro o turismo brasileiro gerou 1.630 postos de trabalho formal, totalizando um estoque de 2.962.951 trabalhadores nos serviços turísticos. Do total de 39.178.133 empregados registrados com carteira assinada em todas as atividades produtivas no mês, segundo o Caged, o estoque dos que trabalham no turismo correspondeu a 7,6%.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o resultado da análise reflete a recuperação do setor em sintonia com a melhora gradual da economia do país.

“Grande parte do bom desempenho do mercado de trabalho do turismo, acentuado no segundo semestre deste ano, reflete a estabilidade de preços, com a inflação em declínio, a diminuição das taxas de juros e o impacto favorável da liberação do FGTS sobre o consumo, além da estabilidade do dólar na maior parte do período”, disse Tadros em nota.

Quanto à distribuição da ocupação, em outubro as atividades de hospedagem e alimentação concentraram mais de 1,9 milhão de empregados, cerca de 66,1% do contingente de trabalhadores no setor, seguidas de transporte de passageiros, com 833,2 mil, 28,1% do total. As atividades de cultura e lazer e agentes de viagens representaram, juntas, 5,7%.

Segundo o economista da CNC responsável pela pesquisa Antonio Everton, o emprego do turismo tem sido influenciado também pelo aumento da demanda das atividades ligadas aos serviços tradicionais de cultura e lazer, assim como de transporte aéreo.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Aumento de 330%
    E a esquerdalha continua gritando que tá tudo errado.
    Brasil no rumo certo.

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Diversos

Governo federal digitaliza quase 500 serviços neste ano e gera economia próxima de R$ 350 milhões aos cofres públicos

Digitalização: economia em 2019 é de 345 milhões de reais até agora (Gustavo Mellossa/iStock/Getty Images)

O governo digitalizou quase 500 serviços neste ano e passou a permitir que sejam feitos totalmente pela internet ou em aplicativos de celular operações como pedidos de aposentadoria, de licença maternidade, carteira de trabalho digital e carteira de vacinação internacional. A estimativa é que, ao oferecer digitalmente os documentos, a economia para os cofres públicos chegue a R$ 345,42 milhões com redução de funcionários e papéis.

No setor responsável pela emissão do Certificado Internacional de Vacinação na Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), por exemplo, o número de funcionários dedicados a atender aos cerca de 2 mil pedidos diários caiu de 700 para 95 depois que o documento passou a ser emitido pela internet.

Na lista de serviços digitalizados, que chegou a 486 itens até a última sexta-feira, 29, estão também licenças e alvarás destinados a empresas. É possível, por exemplo, pedir pela internet autorização de importação de produtos de origem animal, para revenda varejista de combustíveis e até obter licenciamento mineral.

Ao todo, o governo tem hoje cerca de 3,3 mil pedidos que podem ser feitos digitalmente. Antes espalhados em portais dos diferentes órgãos, desde agosto todos os pedidos podem ser feitos no site.

“O governo, historicamente, tem uma presença caótica na internet, são mais de 1,5 mil sites terminados em ‘gov.br’. Queremos um governo que seja único e integrado para o cidadão. Que, se ele for multado numa rodovia federal, por exemplo, não tenha de acessar vários sites e descobrir sozinho se quem resolve o problema é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ou o Ministério da Infraestrutura”, afirmou o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro.

Metas

Depois de o governo oferecer 109 novos serviços digitalmente em 2018, Monteiro disse que a meta para este ano era acrescentar mais 400 itens – o que foi ultrapassado – e, para 2020, outros 600. “O objetivo é que, até 2022, todos os serviços ‘digitalizáveis’ sejam feitos via internet”, completou.

Essa meta já foi alcançada no INSS onde, de acordo com o secretário, tudo o que era possível ser oferecido via internet já foi digitalizado. No órgão, é possível pedir pela internet 96 serviços diferentes, como solicitação de pensão, benefício assistencial, marcar perícia médica ou comunicar acidente de trabalho.

Foram priorizados na digitalização serviços com maior volume de demanda, como a carteira de trabalho digital. Nesse caso, só foi possível fazer a digitalização depois que a chamada medida provisória da liberdade econômica foi convertida em lei.

Monteiro afirmou que a estratégia do governo é desenhar todos os serviços para que possam ser consultados por meio de aparelhos móveis. “Estudos mostram que 70% dos brasileiros acessam a internet frequentemente e que, destes, 96% pelo celular”, afirmou.

Diante de reclamação de acesso e de dificuldades, Monteiro disse que o principal desafio agora é fazer os sistemas do governo “conversarem” e trocarem informações com Estados e municípios. Ele citou ainda o desejo de automatizar a concessão de benefícios sem que o cidadão tenha de solicitá-los. Isso poderá ser feito, por exemplo, com a concessão da licença maternidade, que poderá ser automática após o registro de um bebê em cartório.

Na lista das digitalizações em desenvolvimento estão ainda a identidade digital – que deverá ser lançada em projeto-piloto no próximo ano, utilizando registros de biometria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – e o licenciamento ambiental automatizado.

Sem atendimento uniforme

A reportagem de Estado ouviu relatos de usuários e testou alguns dos serviços digitais oferecidos pelo governo neste ano. As experiências mesclam pedidos atendidos em minutos e outros não respondidos em meses.

O engenheiro Bernardo Bahia, 60 anos, decidiu se aposentar ainda no primeiro semestre do ano, pois queria se antecipar à reforma da Previdência. Ele conheceu o aplicativo Meu INSS em julho, por meio de um amigo do filho, que foi consultado na hora. “Pedi a aposentadoria. No dia seguinte, o aplicativo calculou todas as contribuições de todas as empresas que trabalhei. Minha aposentadoria saiu no mesmo dia, coisa de quatro horas depois”, contou.

Morador de Juiz de Fora (MG), Bahia, que continua exercendo função de empresário, disse que Estados e municípios também deveriam aumentar a oferta de serviços digitais. “Para aprovar um projeto de engenharia na prefeitura é um parto. Está na hora de os órgãos públicos fazerem investimentos em aplicativos”, completou.

O pedido de aposentadoria feito pela reportagem do Estado, no entanto, não foi atendido. A solicitação foi feita em 24 de agosto, antes da promulgação da reforma pelo Congresso, quando o texto ainda tinha de receber o apoio dos senadores.

A reportagem ficou uma semana – de segunda a sábado – tentando fazer o pedido todos os dias, em diferentes horários, mas o site estava sempre fora do ar ou não carregava os documentos para comprovar o tempo de trabalho.

Desde que o pedido de aposentadoria foi aceito, não houve mais nenhum tipo de comunicação por parte do INSS. Há mais de três meses apenas aparece o aviso no site de que a solicitação está em análise.

Na tarde da última sexta-feira, 29, a reportagem acessou o serviço da carteira de trabalho digital. O documento ficou disponível em dez minutos, dos quais oito foram gastos com o cadastro e a recuperação da senha única do portal.

A carteira digital é, na verdade, um ambiente virtual no site do governo – com todas as informações trabalhistas do documento impresso, como aviso de férias, reajustes salariais, admissões e demissões. No site é possível, inclusive, imprimir o documento.

A solicitação de um Certificado Internacional de Vacinação, no entanto, não teve o mesmo sucesso. O portal redirecionou para uma segunda página que apresentou sucessivos erros com a mensagem “Serviço Indisponível, tente novamente mais tarde”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Lorenna Rodrigues)

Exame, com Estadão

 

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Polícia

Médico que salvou Bolsonaro detalha facada que quase tirou a vida do presidente

 Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

A Folha de S. Paulo perguntou a Luiz Henrique Borsato, o médico que salvou Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, por que não houve sangramento abundante quando ele levou uma facada.

Resposta:

“Quando o objeto penetrou o abdômen, abriu uma ferida pequena, de mais ou menos 3 cm. Não era uma grande lesão circunferencial, mas retilínea. A musculatura se contraiu e bloqueou a hemorragia externa. Havia sangue, claro, mas no interior do abdômen.”

Segundo o médico, o volume de sangue espalhado pelos órgãos pode ter chegado a dois litros.

O Antagonista

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  1. Quem já viu Jesus encima de um pé de goiabeira é acredita que a terra é plana, seguindo um doido que a cada três palavras duas são palavrões, Orvalho de Cavalo, parece simples se receber um corte ou uma fazer a e não sair sangue.
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. "vaso ruim não quebra". Será? Se não quebra, trinca e esse aí tá mais do que trincado. Felizmente o povo está abrindo os olhos e a mente, fazendo crescer a rejeição a esse governo. #pesquisadatafolha

  3. a questão é que a foice quer saber se realmente aconteceu a facada para transmitir para o preso la em curitiba

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