Ministério Público Federal denuncia médico do INSS no interior do RN por fraude em perícia

Arte: Secom/PGR

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o médico perito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na cidade de Santo Antônio, no Rio Grande do Norte, Antônio Carlos Barbosa, por atestar falsamente que Maria Josilene Honório de Goes teria deficiência. As investigações apontam que o médico agiu de forma consciente e voluntária, além de inserir os dados falsos no sistema informatizado do INSS, com a finalidade de proporcionar vantagem ilícita à segurada.

A denúncia é baseada em inquérito policial e ação penal que investigam Maria Josilene e Maria José Honório por fraude para obtenção de benefício indevido junto à autarquia. De acordo com o colaborador do MPF na ação, o médico estaria envolvido em diversos casos forjados, com participação do servidor do INSS João Ferreira Cândido Neto, que direcionava perícias específicas para o denunciado.

“Constata-se que, no âmbito da estrutura criminosa que se desenvolveu no INSS para concessão de benefícios fraudulentos, João Ferreira Cândido Neto sempre agendava as perícias médicas para o médico Antônio Carlos Barbosa, a fim de que ele inserisse no sistema do INSS dados falsos”, atesta a denúncia de autoria do procurador da República Fernando Rocha.

A inserção de informações falsas em sistemas ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagens, ou para causar dano, é crime tipificado nos artigos 71 e 313-A do Código Penal.

O MPF dispensou inquérito policial específico para a denúncia, e pediu que ela tramite em conexão com a Ação Penal 0805631-03.2018.4.05.8400, que a fundamenta.

Com informações do MPF-RN

Moro e Gabriela Hardt disponibilizaram celulares para perícia da PF; Dallagnol está de férias com família no exterior há dias

Foto: Montagem

Circula notícia de que Deltan Dallagnol não quis entregar seu celular para a perícia.

Procuradores da Lava Jato ouvidos por O Antagonista garantem que até o momento não houve pedido da Polícia Federal para periciar seus telefones.

Além disso, Dallagnol está de férias com a família no exterior desde antes das matérias do Intercept.

Por enquanto, a PF está periciando os celulares de Sergio Moro e Gabriela Hardt.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio disse:

    Até notícia de mulher buchuda falam em Lula, só pode ser amor.

  2. Francisco disse:

    Quero ver luladrão e a cambada dele disponibilizar. Por isso que onde moro vai é aplaudido, até no RJ, que só tem facção e corrupções. Rsrsrs

Justiça determina perícia em muro de contenção em Mãe Luíza

O juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou a realização de perícia no muro de arrimo localizado nas imediações da Rua Atalaia com a Rua Camaragibe, no bairro de Mãe Luíza, com o objetivo de vistoriar a referida área, indicando as medidas necessárias para controle/eliminação do risco, com vistas a garantir a habitabilidade dos imóveis localizados na região. A decisão atende a pedido liminar feito pela Defensoria Pública Estadual e pelo Ministério Público Estadual, no âmbito de uma Ação Civil Pública.

O magistrado determinou ainda ao Município de Natal que apresente todos os laudos de vistoria realizados pela Defesa Civil municipal, nos imóveis localizados nas Ruas Camaragibe e Atalaia, no período de 2014 a 2019.

O Município deverá também efetuar o levantamento de todos os moradores residentes nessa área, cujos imóveis tenham sido ou venham a ser interditados pela Defesa Civil, devendo ser concedido o benefício de auxílio-moradia a esses moradores, no valor mensal de um salário-mínimo, até que seja solucionada a situação de risco.

O caso

A Defensoria e o MP alegaram que passado longo período de tempo após o deslizamento de terra nos bairros de Mãe Luíza e Areia Preta (ocorrido em junho de 2014) foi constatado, por meio de análises técnicas, que as medidas adotadas pelo Município não foram suficientes para afastar a situação de risco a qual estão submetidos os moradores da região, considerando que persistem os problemas relacionados à poluição ambiental e à precariedade de parte do sistema de drenagem e esgotamento sanitário.

Os autores alegaram ainda que, dentre as áreas de risco identificadas e mapeadas, encontra-se o muro de arrimo, localizado nas imediações da Rua Atalaia com a Rua Camaragibe, no Bairro de Mãe Luíza, cuja instabilidade da construção motivou a interdição de um total de 18 residências, em fevereiro de 2019, por parte da Defesa Civil do Município.

Decisão

Ao analisar o pedido de concessão de liminar, o juiz Bruno Montenegro verificou que a situação de risco/vulnerabilidade dos referidos imóveis já foi constatada em diversas inspeções realizadas pela Defesa Civil Municipal, culminando inclusive com a sua interdição.

“Não obstante esse aspecto, o Município de Natal vem se furtando em adotar as providências cabíveis para averiguar a real extensão dos danos causados aos imóveis que se encontram em situação de risco, em face do comprometimento da estrutura do muro de arrimo, o qual lhes garante sustentação; bem como vem retardando a conclusão dos processos administrativos referentes à concessão de auxílio-moradia para esses moradores”, aponta o magistrado.

Bruno Montenegro entendeu que situação de irregularidade e vulnerabilidade dos imóveis permanece inalterada e que o risco e a gravidade dessa situação só aumentam com o transcorrer do tempo e com a perspectiva de incidência de altos volumes de chuvas.

“Diante desses elementos probatórios, resta demonstrada a grave situação de risco que envolve os imóveis amparados pelo muro de arrimo que se encontra com sua estrutura comprometida, o que implica em invariável risco, atual ou iminente, de desabamento dos imóveis, panorama que pode ocasionar danos incomensuráveis à população, caso não sejam adotadas as medidas necessárias e concedidos benefícios que permitam a realocação temporária das famílias respectivas”.

(Processo nº 0811298-92.2019.8.20.5001)

 

Ex-perito diz que analisou trecho de 20 segundos de vídeo íntimo que circulou no Whastapp e que “não dá para afirmar categoricamente que é a pessoa (de João Doria)”; ainda admite que não periciou o original

Foto: Ilustrativa

Os blogs de esquerda começaram a circular um laudo assinado pelo ex-perito criminal Onias Tavares de Aguiar. No documento, ele diz que o homem do vídeo da orgia com cinco mulheres “tem características compatíveis com a pessoa de João Doria”.

O Antagonista entrevistou Onias Aguiar, mas ele se negou a revelar quem encomendou o laudo: “Não posso declinar quem me encomendou o laudo, pois se trata de sigilo profissional”, diz.

Questionado sobre a precisão de sua análise, ele disse que “não dá para afirmar categoricamente que é a pessoa (de João Doria)” e admite que não periciou o vídeo original, na íntegra.

“A gente analisa o material fornecido pelo cliente”. No caso, trata-se de um trecho de 20 segundos – o mesmo que circulou nas redes sociais e no WhatsApp.

Onias também admitiu que “não teria receio de reconhecer que está errado”, caso alguém lhe apresente uma informação consistente.

Ele afirmou desconhecer softwares capazes de modificar digitalmente a fisionomia de uma pessoa em movimento. “Estou sendo honesto pelo meu conhecimento atual e pelo que penso”.

Onias diz que atua com total independência e, por isso, cobra antecipado pela consulta. “Eu cobro antes, pois o resultado da minha análise pode não agradar o cliente. Se o cliente quiser um laudo, que dá mais trabalho, aí é outro valor.”

Ele garante ainda que “não tem nenhuma questão pessoal com Doria”. “Sou perito, não juiz.”

Anteontem, O Antagonista publicou a análise de Wanderson Castilho, um dos maiores especialistas em crimes virtuais do país, que foi categórico ao afirmar que se trata de uma “manipulação grosseira”.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Curiosa disse:

    Não estou vendo os acusadores de ser "manipulação da esquerda" dois dias atras aqui nos comentários. Notório que era o bonitinho no maior surubão, quanta Hipocrisia!

  2. Claude disse:

    #DoriaMeRepresenta
    #SomosTodosSurubeiros
    #SurubaSimPTnao

  3. Ricardo disse:

    Espero que seja o Doria mesmo, assim, na próxima, voto nele p presidente. O cara que sabe administrar cinco mulheres ao mesmo tempo, saberá administrar essa suruba de país.

  4. Ricardo Sampaio disse:

    Ou seja ele não afirma que é o Dória e já da ao entender que pode estar errado!!!

Carro de Cristiano Araújo estava a 179 km/h ao capotar, diz relatório da Land Rover

Um relatório técnico da Land Rover, fabricante da Range Rover, carro do cantor Cristiano Araújo, aponta que o veículo estava a 179 km/h no momento do capotamento que matou o sertanejo e a namorada, Allana Moraes, de 19 anos, na BR-153, em Goiás, no dia 24 de junho.

A informação foi dada ao G1 pelo delegado responsável pelo caso, Fabiano Henrique Jacomelis. Ele ressaltou que ainda não foi concluído o laudo da perícia sobre as causas do acidente, que é o documento considerado na investigação.

Segundo o delegado, o dado do relatório da Land Rover ficou registrado na “caixa preta” do veículo cinco segundos antes do acionamento dos airbags do carro. As informações foram retiradas do módulo e enviadas para a Inglaterra, onde foram analisadas.

“Esse número corrobora com os depoimentos das testemunhas ouvidas no inquérito, inclusive a do próprio motorista, que assumiu estar acima da velocidade permitida”, afirmou o delegado.
Perícia
Jacomelis explicou ainda que é necessário esperar a conclusão do laudo pericial da polícia. “A velocidade que vale na investigação é do laudo, que analisa a zona de impacto e frenagem, por exemplo”, disse.

Se confirmado o excesso de velocidade, o condutor do carro, Ronaldo Miranda, de 40 anos, pode ser indiciado por homicídio culposo – quando não há intenção de matar. Se condenado, a pena varia de 2 a 4 anos.

O advogado de Ronaldo, Djalma Pereira Rezende, disse ao G1 que não vai se pronunciar no momento, pois ainda não teve acesso ao relatório técnico da fabricante do veículo.

Depoimento

O motorista do cantor confirmou em depoimento à Polícia Civil que seguia acima da velocidade máxima permitida no trecho da BR-153, em Goiás, que era de 110 km/h. O condutor afirmou ainda que perdeu o controle do carro depois que um dos pneus estourou.

“Ele disse que estava correndo um pouco, mas não soube precisar exatamente qual era a velocidade no momento do acidente, já que o carro era muito potente e ele não percebeu o excesso. Ele também informou que ouviu um barulho de pneu furado e, em seguida, perdeu o controle”, disse o delegado na época do acidente.

Capotamento

O acidente aconteceu na madrugada de 24 de junho, por volta das 3h30, quando o sertanejo voltava de um show em Itumbiara, no sul do estado. Além de Ronaldo e de Cristiano, estavam no carro Allana Moraes, namorada do músico, e Victor Leonardo, um dos empresários dele. A jovem de 19 anos morreu no local, e o empresário se feriu, mas já recebeu alta.

O condutor perdeu o controle do veículo 21 minutos após fazer uma parada em um posto de combustíveis, a cerca de 57 km do local do capotamento. O físico Reges Guimarães analisou a velocidade média feita pelo carro com base no horário das imagens de uma câmera de segurança. “Ele fez uma velocidade média de 162 km/h”, afirma (veja vídeo abaixo).

Segundo o delegado, o motorista, que chorou durante todo o depoimento, afirmou que não faz consumo de bebidas alcoólicas e negou que estivesse usando celular ou que tenha dormido ao volante. Jacomelis já havia informado que Ronaldo foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo.

Fonte: G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Silvia disse:

    Um carro daquele tamanho e com aquela tecnologia esta velocidade até que é baixa. Já vi muito uno e gol viajando a 160km/h.
    Esse acidente foi um acumulo de erros.

Peritos da Força Nacional colhem digitais em carro de empresário assassinado em Macaíba; Polícia suspeita latrocínio

Na manhã desta quarta-feira (26), peritos da Força Nacional que integram as equipes do Instituto Técnico-Científico de Polícia do RN realizaram a coleta de impressões digitais no veículo do empresário Eumar Freire de Farias, de 56 anos, assassinado com golpes de punhal dentro de casa nessa terça-feira (25), na cidade de Macaíba, na Grande Natal. A Polícia tem como linha de investigação um crime de latrocínio (roubo seguido de morte).

Segundo o delegado Normando Feitosa, a carteira do empresário foi encontrada sem dinheiro dentro do veículo, reforçando ainda mais a suspeita de latrocínio. Não se tem informação da quantia levada. O celular da vítima também foi levado pelo(s) bandido(s).

O crime

O corpo de Eumar Freire de Farias foi encontrado por um vizinho, que estranhou o portão entreaberto e ao chegar mais próximo, viu o corpo no chão e chamou a polícia. Ao lado da vítima, a polícia encontrou um punhal com manchas de sangue, prontamente recolhido para análise pericial.

Informações dão conta que o empresário, irmão do juiz Eustáquio José Freire de Farias, titular da 1ª Vara de Precatórios da Comarca de Natal, atuava no ramo de aluguéis de galpões.

Perícia do Instituto de Criminalística confirma pirâmide financeira na Priples

Uma perícia contábil realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) em três livros com as anotações da movimentação da Priples comprovou que a empresa funcionava no esquema de pirâmide financeira, modelo de negócio que é considerado crime contra a economia popular e proibido por lei no Brasil desde 1957. A investigação iniciada no final do mês de maio do ano passado e conduzida pela Delegacia do Ipsep conseguiu obter na Justiça o bloqueio dos bens e das contas bancárias dos proprietários e da empresa, o que se mantém até hoje.

“Não restam mais dúvidas. Além de já termos provado o esquema, conseguimos também a prova técnica de que a Priples funcionava em esquema Ponzi (pirâmide). Segundo o laudo pericial, 99,9% do dinheiro que entrava na empresa eram provenientes do recebimento de novas adesões”, afirmou o delegado Carlos Couto Ferraz. O laudo pericial assinado pelo perito criminal Carlos Barreto de Freitas analisou as anotações dos meses de abril, maio e junho de 2013.

No pedido de análise feito pela Polícia Civil, o delegado Carlos Couto questionou, entre outros pontos, se sem as receitas advindas do recebimento de “usuários sem compra de espaço na página para publicidade do Portal Priples” a empresa poderia oferecer aos clientes rendimentos de 60% ao mês sobre os valores investidos e se a empresa possuía outra fonte de renda. As respostas foram negativas. O resultado pericial, assim como o inquérito concluído, já estão na Justiça. “Todos os bens e contas dos sócios continuam bloqueados devido às irregularidades constatadas. No entanto, esse montante se revela insuficiente para ressarcir as mais de 200 mil pessoas envolvidas no sistema”, pontuou o delegado.

É a primeira

A comprovação de que a Priples funcionava no esquema de pirâmide financeira é a primeira na esfera judicial. Os números analisados pela perícia revelam que, de um montante de R$ 103,614 milhões, R$ 103,533 milhões correspondiam a receitas oriundas da entrada de novos usuários. Isto é, pouco mais de R$ 80 mil não estavam condicionados à rede de participantes. De acordo com a polícia, com a promessa de lucro fácil e rápido pela internet, os sócios da Priples conseguiram juntar uma fortuna de R$ 71 milhões.

No início de agosto de 2013, o empresário Henrique Maciel Carmo de Lima e a esposa dele, Mirele Pacheco de Freitas, 22, chegaram a ser presos em casa, no bairro da Imbiribeira, em cumprimento aos mandados expedidos pela 9ª Vara Criminal do Recife. Eles foram soltos por força de habeas corpus. Segundo o advogado Fernando Lacerda, que atua na defesa do proprietário da Priples, eles não irão comentar sobre o laudo pericial do IC, porque ainda não tiveram acesso ao documento. “Conversei com Henrique e ele ressaltou que a empresa não cobrava taxa de inscrição nem adesão aos clientes. As pessoas podiam se cadastrar sem custos, tornando-se um simples divulgador”, explicou Lacerda.

Diário de Pernambuco

Henrique Alves espera receber perícia de Genoino até amanhã

08_49_11_487_fileO presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), espera que saia hoje ou amanhã o resultado da perícia feita pelos médicos da Casa no deputado licenciado José Genoino (PT-SP). O resultado servirá de base para concessão ou não da aposentadoria por invalidez pedida por Genoíno, que sofre de problemas cardíacos.

Henrique Alves preferiu não comentar as implicações de uma eventual concessão de aposentadoria na situação de Genoíno em relação à Câmara. Na semana passada, a Mesa Diretora reuniu-se para decidir sobre a abertura de processo de perda de mandato de Genoino, mas um pedido de vista adiou a decisão para esta semana.

— Eu não gostaria de antecipar ou precipitar os acontecimentos. É muito grave uma junta médica declarar uma pessoa incapaz, inválida para exercer um trabalho e uma profissão. É de muita gravidade essa decisão, que requer um cuidado e uma imensa responsabilidade da junta médica. É essa manifestação, com esse cuidado e essa responsabilidade, que nós aguardamos.

O exame no petista foi feito ontem na casa de Genoíno, no Distrito Federal, onde o deputado licenciado cumpre prisão domiciliar. O resultado da perícia, caso fique pronto, será levado à reunião da Mesa Diretora da Câmara marcada para esta quinta-feira pela manhã.

R7

ITEP realiza nova perícia em carro usado no assassinato do advogado Antônio Carlos

Peritos do Instituto Técnico-Científico do de Polícia (ITEP-RN) estiveram na manhã dessa terça-feira (11) realizando uma segunda perícia do veículo Doblô usada no assassinato do advogado Antônio Carlos Oliveira.

A Polícia Civil havia encontrado na cidade de Jaguaribe-CE o carro utilizado na fuga do assassino, um Doblô cinza, de placas NNW- 6343, de propriedade de Expedito José dos Santos, conhecido como “Irmão Sérgio”, que foi incendiado e parcialmente destruído.

Segundo o delegado Roberto Andrade, responsável pelo caso, os peritos colheram materiais que podem ajudar na identificação do carro. “Essa nova perícia é para não restar dúvidas de que o veículo é realmente do Expedito José e para que possamos ter provas técnicas objetivas documentadas”, explicou.

Ainda de acordo com o delegado, uma numeração no banco do passageiro, lateral do motorista, pode ajudar a identificar o carro. “O acusado ainda tentou derreter com um maçarico, mas não conseguiu”, revelou. Os materiais coletados foram levados ao ITEP para serem analisados.

Mensalão: perícia atesta que dinheiro público irrigou o valerioduto

Rastreamento das contas das empresas de Marcos Valério comprovou que parte do dinheiro sacado na boca do caixa no esquema do mensalão teve como origem recursos do Banco do Brasil. Peritos da Polícia Federal listaram saques no valor de R$ 4,652 milhões realizados em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro cuja fonte, afirmam, são os recursos que a empresa DNA recebeu do chamado fundo Visanet para prestar serviços de publicidade ao BB.

Num dos casos, os peritos flagraram pelo menos uma transação em que o dinheiro sai da conta alimentada por verbas públicas e acaba nas mãos do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, após passear por várias contas.

As informações estão guardadas nos anexos 142 e 143 do processo do mensalão. Fazem parte de dois laudos: um de 2006 e outro de 2007. Primeiro, o laudo 2828/2006 cruzou o registro contábil com a movimentação financeira das empresas de Valério e aponta que, na versão original da contabilidade, não havia registro para uma série de movimentações.

 Na versão corrigida há a declaração de “distribuição de lucro” para alguns valores. Mas os peritos cruzaram essa informação com a movimentação das contas bancárias e descobriram que o destino do dinheiro foi outro. Cifras foram sacadas na boca do caixa por Valério e pessoas indicadas por ele.

 

Saques da conta da DNA somam R$ 4,6 milhões

O laudo 1450/2007 dá sequência à investigação, fornecendo mais detalhes da triangulação financeira. O documento afirma que a conta da DNA abastecida “com recursos originários da Visanet” foi usada para saques nos mesmos moldes da já conhecida operação ocorrida em Brasília, onde políticos e assessores fizeram fila para pegar o dinheiro do mensalão em contas da empresa SMP&B, também de Valério. Segundo o laudo, os saques com origem na conta da DNA chegaram a R$ 4,652 milhões, e foram feitos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

 Na lista de sacadores está o próprio Valério e funcionários de suas empresas. O exemplo mais claro da destinação política dos recursos está registrado no dia 20 de novembro de 2003, quando Renata Maciel Costa, amiga da secretária de Delúbio Soares, foi na agência do Rural na Avenida Paulista e sacou R$ 150 mil.

 O processo do mensalão foi aberto em 2007, mas só no ano seguinte a Polícia Federal conseguiu ouvir Renata e enviar ao STF o depoimento que confirma a descoberta dos peritos. Ela contou que em 2002 ajudou a pôr estrelas vermelhas do PT em caixinhas que seriam usadas para angariar doações de simpatizantes ao partido. No ano seguinte, conversava com a amiga Solange Oliveira sobre sua gravidez quando recebeu pedido para que fizesse um favor: pegar “documentos” no Rural.

 Quando chegou ao banco, o funcionário trouxe um pacote e avisou: “Aqui não tem documento, tem dinheiro”. Renata disse que se limitou a entregar tudo para a amiga no diretório do PT. Solange trabalhava com Delúbio, então tesoureiro do PT. A secretária confirmou em depoimento que os recursos recebidos da amiga não foram declarados oficialmente nas contas petistas.

 Os dois laudos da PF mostram que os saques na boca do caixa chegam a R$ 11,876 milhões. Além dos R$ 4,652 milhões com origem nas contas da DNA, os peritos registraram a retirada de R$ 7,223 milhões de contas da SMP&B de Valério, cuja lista de beneficiários são os deputados que estão entre os réus do mensalão.

 O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, sustenta que não há dinheiro público no esquema. Diz que o fundo Visanet pertence a uma empresa privada, a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento. Entre os sócios estava o Banco do Brasil, um banco público. Mas a defesa do réu diz que o BB não havia contribuído com o fundo à época dos repasses, informação que os laudos desmentem. O advogado afirma que os recursos foram repassados do Visanet para uma empresa de seu cliente, sem passar pelo BB.

 — A defesa sustenta que não há dinheiro público no caso. Não havia recursos do Banco do Brasil no fundo. A perícia demonstrou, inclusive, que os recursos do fundo Visanet jamais passaram por contas do Banco do Brasil, eles foram diretamente enviados para a DNA Propaganda, para o pagamento de atividades de publicidade e propaganda dos cartões Visa — disse Marcelo Leonardo.

 O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI dos Correios, que investigou pela primeira vez o mensalão, contesta a versão de Leonardo. Afirma que o Banco do Brasil, como participante do Visanet, autorizava ou não os pagamentos aos fornecedores escolhidos:

— O Visanet realmente não é uma instituição pública. Mas o Banco do Brasil era um dos bancos que se valiam do fundo. O Visanet não fazia operações, quem fazia era o Banco do Brasil. Ele escolhia os prestadores de serviço e pagava por meio do Visanet — explicou.

 

Fonte: O Globo

PGR irá pedir perícia dos cheques assinados por Osvaldo

Uma reviravolta no caso de desvio de verba do Tribunal de Justiça. De acordo com o advogado do desembargador Oswaldo Cruz, Armando Holanda, A subprocuradora-geral da República, Lindora Maria de Araújo, irá pedir perícia nos documentos assinados pelo  magistrados.

Uma perícia encomendada pela defesa já apontou para a falsificação das assinaturas. Oswaldo Cruz e Rafael Godeiro foram afastados do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte após serem acuados, por Carla Ubara, ex-chefe do setor de precatórios, de serem participantes do esquema investigado pela Operação Judas.

Os cheques e documentos de autorização de pagamentos assinados pelos dois desembargadores foram remetidos para Brasília, como indícios de participação dos suspeitos nas irregularidades.

Precatórios: Confira os anexos do laudo que atestaram a falsificação da assinatura de desembargador

Não precisa ser perito para ver que existem algumas diferenças entre as assinaturas do desembargador Osvaldo Cruz colhidas pelo perito criminal Elinaldo Cavalcante da Silva e as que constavam como sendo de sua autoria nos cheques apresentados pela ex-chefe da Divisão de Precatórios, Carla Ubarana. Mas a análise pericial, somente quem entende é que pode fazer.

O BG disponibiliza para você os anexos do Laudo de Exame Documentoscópico (Grafotécnico) realizado:

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Renato José disse:

    Bruno, parabéns por sua cobertura sobre este assunto, é importante que se divulgue os dois lados, alguns blogueiros nem colocaram esse fato novo, que se for confirmado mostra que Carla Ubarana é capaz de tudo, as pessoas que conhecem Dr. rafael Godeiro de perto sabe que ele não é esta pessoa que Carla está querendo mostrar, os Desembargadores já foram jugados pela imprensa e pela opnião pública, cada dia me convenço que tem muita coisa a ser desmascarada dessa senhora que realmente envergonhou nosso estados com aquela reportagem do fantástico. A verdade está vindo a tona.

Precatórios RN: Assinatura de desembargador em cheque são "inautênticas", diz laudo. Veja detalhes!

 

Um novo indício deve dar reviravolta no caso do desvio dos precatórios do RN. Vários documentos apresentado e entregue a imprensa nesta manhã pelo advogado do desembargador Oswaldo Cruz, Armando Holanda, aponta fraude na assinatura de cheques. A rubrica que autorizava o pagamento NÃO era do desembargador.

A perícia foi feita pelo perito criminal  Elinaldo Cavalcante da Silva, formado pela Academia Nacional da Polícia Federal . A análise dos cheques surpreende por alguns pontos, de acordo com o documento distribuído entre os jornalistas: foram dez ponto ao todo, entre eles, a altura dos símbolos, a extensão da escrita, a inclinação dos eixos gramaticais, as formas das ligações e as  relações de proporcionalidade

De acordo com o Laudo de Exame Documentoscópico (Grafotécnico), “os referidos lançamentos da assinatura exarada no cheque em questão , apresentavam-se com seus traçados sem harmonia, e sem muita desenvoltura nos desenvolvimentos dos gramas que compõem os traços”.

A conclusão do laudo é a de que “face as divergências de ordem morfogenética s e idiográficas encontradas quando dos cortejos gráficos, referida “assinatura” e rubrica NÃO EMANARAM do punho do fornecedor, sendo portanto INAUTÊNTICAS”.

Devido a essa “falsificação” na assinatura a defesa do Desembargador enviou todos os cheques com as assinaturas do Desembargador Osvaldo Cruz para serem periciados.

Os documentos do desembargador usados como base para a perícia foram apresentados no dia 8 de maio.

Mais informações em instantes

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. […] A perícia está sendo feita  perito criminal  Elinaldo Cavalcante da Silva, formado pela Academia Nacional da Polícia Federal. Em maio último, um cheque já foi apresentado. […]

  2. Robespierre disse:

    Muita gente deixa de crer, a partir de agora, em perícia grafotécnica como meio de prova idônea em processo.

Justiça pede perícia contábil nas empresas de Rychardson

Tribuna do Norte:

A Justiça determinou a realização de uma perícia contábil nas quatro empresas seqüestradas pela Justiça por conta da Operação Pecado Capital, atendendo a uma solicitação da defesa de Rychardson e Rhandson de Macedo Bernardo. O advogado Arsênio Pimentel, que defende o ex-diretor do Ipem e seus familiares, solicitou a perícia para esclarecer a origem dos recursos que sustentam e possibilitaram a criação das empresas Platinum Veículos, Piazzale Mall, Casa do Pão de Queijo (loja do Carrefour) e  Supermercados É Show. Amanhã, a Operação Pecado Capital completa um mês.

Após 30 dias, apenas Rychardson e Rhandson continuam presos. Os demais (Daniel Vale Bezerra, Aécio Fernandes e Adriano Nogueira) foram soltos ainda na primeira semana, após o fim do prazo de prisão temporária. Os irmãos Macedo de Bernardo não ganharam liberdade apesar dos constantes pedidos da defesa, na primeira instância, no Tribunal de Justiça e em Brasília, no Superior Tribunal de Justiça. O processo principal, que decretou a indisponibilidade de bens e a prisão dos acusados, está no início, com as primeiras alegações e pedidos.

O pedido de perícia, nesse caso, é uma estratégia da defesa para desmontar a tese de lavagem de dinheiro. Em suma, o Ministério Público alega que as empresas foram criadas e são abastecidas com dinheiro de origem ilícita. Já a defesa pediu a perícia para tentar demonstrar a licitude dos recursos. Sobre esse assunto, a defesa já havia citado a existência de vários empréstimos e financiamentos. Essa seria a origem das empresas.

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