Política

PT encabeça a chapa majoritária em 23 municípios do RN

O Partido dos Trabalhadores do RN, terminou o levantamento de seus candidatos para as eleições deste ano. Para o presidente estadual do partido, vereador e candidato a reeleição em São Gonçalo do Amarante, Eraldo Paiva, a expectativa é aumentar o quadro petista de representantes em cargos eletivos em nosso estado. “Temos chances reais de ganhar a prefeitura em vários municípios. O PT também está com uma excelente nominata de candidatos a vereador e vereadora”, disse Eraldo.

O PT encabeça a chapa majoritária em 23 municípios, com destaque para Natal, Santa Cruz e Macau. A vice-prefeitura, o PT concorre em 40 cidades, sendo Mossoró, a principal delas. Com prefeitos disputando a reeleição, o partido concorre em Janduís, Parelhas e Ipanguaçu.

Nas candidaturas proporcionais, o PT sairá com mais de 500 candidatos a vereador, em 139 municípios do Rio Grande do Norte.

 

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Política

"Se não quer ajudar, pelo amor de Deus não atrapalhe", diz secretário da prefeitura a deputado Fernando Mineiro

Depois de longo desabafo, o Secretário Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Carlos Paiva, pediu a Fernando Mineiro (PT) que não atrapalhasse o trabalho da prefeitura. O pedido foi feito pelo Twitter, após o deputado estadual publicar em seu perfil uma matéria da Tribuna do Norte relatando a situação de Ponta Negra.

Leia o desabafo que ocupou 16 postagens:

Opinião dos leitores

  1. Pffffffffffffffffffffffffffffffff!
    Ele fala como se a Prefeitura estivesse desenvolvendo um trabalho magnífico. É muita cara de pau. Certo, o dinheiro é pouco, mas o dinheiro que tem está sendo aplicado em que, pelo amor de Deus?! E outra, caso a Prefeitura tenha mesmo perdido os recursos, não iria ser nem a primeira vez. Ah, por favor.

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Jornalismo

Revelação de espionagem contra Dilma e Lula causou "surpresa e desagrado” ao governo

A revelação de que a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram espionados pelos órgãos de inteligência, mesmo após a redemocratização do país (durantes os governos de José Sarney e Fernando Collor), “causou surpresa e desagrado” ao Palácio do Planalto. A afirmação foi feita hoje (6) pelo ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República.

“Claro que causa surpresa e desagrado, mas é um tempo que a gente espera não viver mais no Brasil. Esta é a nossa expectativa, e não é uma prática do nosso governo”, disse Gilberto Carvalho à Agência Brasil, ao chegar, na manhã de hoje, à cerimônia de inauguração de um centro de referência para atendimento à população de rua em Brasília

A ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que também participou da solenidade, destacou que as revelações sobre casos de espionagem como estes, obtidas nos acervos públicos (Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro) são consequência da Lei de Acesso à Informação e do funcionamento da Comissão da Verdade. As duas leis foram sancionadas em novembro do ano passado.

Segundo Maria do Rosário, a revelação de informações sobre a perseguição e a espionagem política à presidenta e ao ex-presidente “era o que mais esperávamos” com a entrada de vigor da lei. Para a ministra, a existência da Comissão da Verdade também “suscita” o surgimento de informações sobre as investigações feitas pelo Estado.

Perguntada pela Agência Brasil se procurou saber se existem documentos a seu respeito, por causa de militância política, a ministra disse que sua “contribuição para a redemocratização foi muito modesta”. Nascida em 1966, Maria do Rosário tinha apenas 2 anos quando o governo baixou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), endurecendo o regime inaugurado pelo golpe de 1964 e aumentando a perseguição política a seus opositores.

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Jornalismo

Mesmo com Mineiro mal avaliado, Fátima está confiante e dispara: "A atual gestão municipal levou a cidade ao caos"

Foto: Vlademir Alexandre

Deputada federal Fátima Bezerra está confiante no nome do deputado estadual Fernando Mineiro para mudar Natal. Segundo a parlamentar, a atual gestão municipal levou a cidade ao caos político-administrativo. Nove entre dez natalenses desaprovam a prefeita Micarla de Sousa, do PV. Bezerra explica nesta entrevista porque tem fé na mudança, e defende o petista à frente de uma aliança nacional pelo desenvolvimento da capital.

“Mineiro foi vereador por vários mandatos, foi considerado o melhor vereador de Natal. Exerce um mandato de deputado estadual pela terceira vez e é considerado o melhor deputado do Rio Grande do Norte. Conhece muito bem a cidade de Natal, é tido como um estudioso da cidade. Portanto, conhece muito bem os seus problemas e terá a capacidade de buscar as soluções para enfrentar os graves problemas que Natal enfrenta hoje.

De fato, Natal hoje exige mudança. A gestão atual, comandada pela prefeita Micarla, do PV, é considerada a pior gestão da história de Natal. A cidade é um caos absoluto. Este caos político-administrativo instalado na cidade se expressa nas pesquisas de opinião pública que vem sendo feitas. Pesquisas que mostram uma rejeição recorde da atual gestão. A prefeita é rejeitada por nada menos do que 90% da população natalense”.

Projeto Nacional

“Por que então a candidatura de Mineiro? Porque ele expressa hoje o sentimento de mudanças para Natal. Com sua experiência, com sua capacidade é quem melhor simboliza o desejo de mudança que Natal quer neste exato momento. A candidatura de Mineiro também é a que melhor expressa a identidade com o projeto nacional em curso, hoje liderado pela presidenta Dilma. Um projeto que vem promovendo mudanças e melhorado a vida do povo brasileiro.

Vamos fazer o projeto para a cidade sintonizando com o projeto nacional. Com mineiro na prefeitura nós teremos a condição de consolidar em torno de seu nome uma coalizão. Teremos como formar uma bela equipe administrativa. E ai o governo do PT com o governo da presidenta Dilma será uma relação muito mais potencializadora. E realizadora. O Governo Federal não será um mero repassador de recursos. Vai se um governo com protagonismo junto a cidade e ai, seguramente, nós teremos condições de tirar Natal do caos em que ela vive. Recuperar as obras e os investimentos”.

Opinião dos leitores

  1. Mas Bruno, Mineiro não é mal avaliado por ninguém. Pode ser ainda desconhecido da população. Mas, mal avaliada é a gestão de Micarla de Sousa. Vc não usou nenhum dado de pesquisa para justificar esse título da notícia.

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Política

Pesquisa mostra que 64% dos petistas rejeitam apoio de Maluf e Haddad cai em pesquisa

Está na Folha de hoje, o estrago do apoio de Maluf se concretiza nos números. Segue:

O apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP) ao petista Fernando Haddad é rejeitado por 62% dos eleitores de São Paulo, mostra pesquisa concluída ontem pelo Datafolha. Entre os que declaram preferência pelo PT, a reprovação da aliança chega a 64%.

Este é o primeiro levantamento a medir o impacto da união patrocinada pelo ex-presidente Lula, que abriu crise na campanha petista e levou a ex-vice Luiza Erundina (PSB) a abandonar a chapa.

Os números indicam que a foto com Maluf pode prejudicar Haddad na corrida à prefeitura. A maioria dos entrevistados (59%) disse que não votaria num candidato apoiado pelo ex-prefeito. Outros 12% seguiriam sua indicação, e 26% seriam indiferentes.

“A rejeição ao apoio de Maluf é muito alta e pode vir a ser determinante na eleição. Agora temos que ver como isso será explorado na campanha”, diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

A pesquisa mostra que 70% dos eleitores ainda não sabem quem Maluf apoiará na eleição municipal. Só 17% sabem que ele apoia Haddad.

A desistência de Erundina, em protesto contra a aliança do PT com o adversário histórico, teve ampla aprovação popular: 67% dos eleitores disseram que ela “agiu bem”. Outros 17% reprovaram a atitude, e 16% não opinaram.

Outra má notícia para Haddad é que a influência de Lula segue em queda. Hoje, 36% dos eleitores dizem que o apoio do ex-presidente os faria escolher um candidato. O índice era de 49% em janeiro, e cai a cada pesquisa.

Mesmo assim, Lula permanece como o principal cabo eleitoral da disputa. Segundo o levantamento anterior, concluído no último dia 14, o apoio da presidente Dilma Rousseff influía no voto de 28%. O aval do governador Geraldo Alckmin era decisivo para 29%, e o do prefeito Gilberto Kassab, para 12%.

Editoria de Arte/Folhapress

SERRA LIDERA

A pesquisa mostra que o cenário geral da eleição permanece estável. Serra oscilou um ponto percentual para cima e lidera a corrida com 31% das intenções de voto.

Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos, ele se mantém no mesmo patamar.

Em segundo lugar aparece o ex-deputado Celso Russomanno (PRB), que oscilou três pontos para cima e agora aparece com 24%. Ele tem crescimento constante desde janeiro, quando tinha 17%.

Haddad interrompeu a trajetória de alta. Ele oscilou dois pontos negativamente e continua em terceiro lugar, com 6%. O mesmo aconteceu com Soninha Francine (PPS).

Também registraram 6% o deputado Gabriel Chalita (PMDB) e o vereador Netinho de Paula (PC do B), que deixou a disputa anteontem para apoiar Haddad. Quando a pesquisa foi registrada, ele ainda era pré-candidato.

Paulinho da Força (PDT) tem 3%, e Carlos Giannazi (PSOL), 1%. Os demais pré-candidatos não pontuaram. Nulos e brancos somam 11%, e 5% não opinaram.

O Datafolha ouviu 1.081 eleitores na capital paulista entre os dias 25 e 26. A pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número 87/2012.

Editoria de Arte/Folhapress

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Jornalismo

PR e PMDB oficializam candidaturas de Jaime Calado e Poti Neto em São Gonçalo

Uma convenção para marcar a nova era política de São Gonçalo do Amarante. Foi assim neste domingo (24) o evento que homologou as candidaturas de Jaime Calado (PR), candidato a reeleição e seu companheiro de chapa, Poti Neto (PMDB).

A união de tradicionais adversários políticos foi testemunhada por milhares de crianças, jovens e adultos que lotaram um dos ginásios da cidade, além dos deputados federais João Maia (PR) e Paulo Vagner (PMDB), o deputado estadual Poti Júnior (PMDB), vereadores e lideranças políticas do município.

A coligação, na avaliação de Jaime Calado já nasce forte, pois conta com 16 partidos importantes na política de São Gonçalo, além de lideranças expressivas, não só do município como de todo o Rio Grande do Norte. Emocionado, Jaime ofereceu seu discurso ao irmão e amigo de todas as horas, Rui Pereira (in memoriam). A união das forças políticas da cidade também foi o tom do discurso do deputado federal João Maia, que rendeu homenagem a quem contribuiu, de forma incansável, para proporcionar este momento a São Gonçalo.

“Este palanque tem homens sérios e comprometidos com o desenvolvimento desta cidade. Foi pensando no grande momento que São Gonçalo vive, com a chegada do aeroporto, da geração de milhares de empregos e de oportunidades, que Jaime Calado, Poti Júnior, João Maia, Henrique e tantos outros decidimos nos unir. Esta união não tem barganha política, tem sim, muita vontade de continuar trabalhando por São Gonçalo”, finalizou.

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Política

Mineiro espera chegar ao segundo turno

A convenção petista foi permeada por três aspectos em especial. Os discursos se centraram especificamente na crítica à gestão da prefeita Micarla de Sousa, na expectativa de Mineiro chegar ao segundo turno das eleições e na necessidade de debater os problemas de Natal.

A deputada federal Fátima Bezerra destacou em seu discurso críticas à atual gestão municipal e disse ter recebido uma espécie de castigo por parte dos eleitores. “O povo castigou essa prefeita lhe negando o direito de disputa. Respeito a troca que eles fizeram [Micarla por Luiz Almir], mas a prefeita fugiu da luta”.

Debate

Já falando como candidato a prefeito de Natal, Fernando Mineiro criticou que as noticias que há sobre outras convenções remetam sempre aos arranjos eleitorais com vistas a 2014.

“Eles estão juntos hoje; amanhã quem sabe não mais. Queremos debater a cidade. Temos um projeto para apresentar. Precisamos discutir a cidade e não ficar com conjecturas eleitorais”, disse o petista.

Em sua fala, o candidato do PT preferiu se ater ao que pode apresentar para Natal em diversas áreas da cidade. Ele falou sobre segurança pública, educação, saúde, mobilidade urbana, turismo, políticas sociais etc. Em todos os aspectos fez questão de externar qual a posição do PT sobre cada assunto.

Eleição não está definida

Já ao fim de seu discurso, Mineiro voltou a repisar a tese de que a eleição não está garantida a ninguém. “Engana-se quem nisso se garante. A eleição não está definida. Vamos ao segundo turno”, bradou.

A tese de segundo turno também foi muito defendida pelo candidato a vice-prefeito, Carlos Alberto Medeiros, que também cobrou mais debate e criticou a administração da prefeita Micarla de Sousa, sempre sugerindo soluções.

“Falta senso de administração à atual gestão, algo que poderia ser evitado se houvesse mais discussão sobre a cidade”, disse.

Fonte: Nominuto

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Política

Mineiro chega à convenção do PT onde será homologada sua candidatura a prefeito de Natal

pic.twitter.com/g3ogqm4b

Fernando Mineiro (PT) chegou há pouco à Assembléia Legislativa, onde acontece a convenção do Partido Trabalhista. No evento, será homologada sua candidatura à Prefeitura de Natal. Na composição da chapa majoritária também está o empresário Carlos Alberto Medeiros, vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL-Natal).

A deputada federal Fátima Bezerra acompanha o representante do PT. Será confirmado também o nome de 28 candidatos ao cargo de vereador.

 

 

Opinião dos leitores

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Política

PT realiza convenção hoje para homologar candidatura de Mineiro

A Convenção do PT em Natal acontece hoje, a partir das 14h, na Assembleia Legislativa do RN. Durante a reunião será homologada a pré-candidatura de Fernando Mineiro para  prefeito de Natal  em parceria com Carlos Alberto Medeiros, na condição de vice.  Carlos Alberto é atualmente vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal). A deputada federal Fátima Bezerra também estará presente ao evento partidário.

 

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Política

Erundina pula fora do barco de Lula, Maluf e Haddad em SP

Durou escassos quatro dias a candidatura de Luiza Erundina (PSB) a vice-prefeita de São Paulo na chapa de Fernando Haddad (PT). Reunida com a cúpula do seu partido, em Brasília, a ex-quase-futura-vice desistiu da honraria.

Deve-se a saída de Erundina à entrada do PP de Paulo Maluf na coligação petista de Haddad. Algo que já se desenhava na última sexta (15), dia em que a deputada aceitara a condição de vice, com todos os riscos.

Manifestado em entrevistas veiculadas no final de semana, o desconforto de Erundina transbordou depois que a adesão de Maluf foi formalizada num encontro com a presença de Lula.

A foto do ex-soberano confraternizando-se com o ex-nefasto correu a web. Em privado, Erundina queixou-se de que fora recepcionada na chapa de Haddad em ato que não teve a presença de Lula.

Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB federal disse que, a despeito da saída de Erundina, seu partido mantém o apoio a Haddad: “O PSB continua na composição da chapa junto com o PT, mas infelizmente a deputada Luiza Erundina desistiu da candidatura.”

Consumado o infortúnio, o partido de Eduardo prefere se abster de novos contratempos: “O PSB abre mão de indicar o vice na chapa. Quem vai decidir agora é Fernando Haddad e o PT.” Quer dizer: o PSB entregou seu tempo de tevê a Haddad, o dodói de Lula, de graça.

Fonte: Josias de Souza

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Política

Aloprados: 6 anos depois, Justiça abre ação penal e petistas vão ao banco de réus

Num instante em que o PT inquieta-se com a proximidade do julgamento do mensalão no STF, um segundo fantasma ressurge do passado para assombrar a legenda na eleição municipal de 2012. Sem estrondos, o juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, titular da 7Vara Criminal da Seção Judiciária de Mato Grosso, abriu há quatro dias uma ação penal contra os petistas envolvidos no caso que ficou conhecido como escândalo do Dossiê dos Aloprados.

Datado de 15 de junho, o despacho do magistrado converteu em réus nove personagens que tiveram participação na tentativa de compra de documentos forjados que vinculariam o tucano José Serra à máfia das ambulâncias superfaturadas do Ministério da Saúde. Entre os encrencados, seis são petistas. Os outros três são ligados a uma casa de câmbio usada para encobrir a origem de parte do dinheiro que seria usado na transação.

O caso escalara as manchetes às vésperas do primeiro turno das eleições gerais de 2006, quando a Polícia Federal prendeu em flagrante, no Hotel Íbis, próximo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, dois petistas portando R$ 1,7 milhão (uma parte em dólares). Exposto no noticiário da época (veja foto lá no alto), o dinheiro seria usado na transação. Relegado ao esquecimento, o episódio parecia condenado ao arquivo. Engano. Acaba de renascer.

Deve-se a ressurreição a três procuradores da República: Douglas Santos Araújo, Ludmila Bortoleto Monteiro e Marcellus Barbosa Lima. Lotados no Ministério Público Federal de Cuiabá, eles formalizaram em 14 de junho, quinta-feira da semana passada, uma denúncia contra os acusados. Recebida pelo juiz Paulo Cézar, a peça deu origem à ação penal aberta no dia seguinte.

No seu despacho, o magistrado determinou a citação dos réus para que respondam às acusações “no prazo de dez dias”. As citações serão feitas por meio de cartas precatórias, já que a maioria dos acusados não mora em Cuiabá, sede da 7Vara Criminal de Mato Grosso. São os seguintes os ‘aloprados’ que serão intimados a prestar contas à Justiça:

1Gedimar Pereira Passos: policial federal aposentado, foi preso em flagrante pela Polícia Federal no hotel de São Paulo. Gedimar (foto à esquerda) portava R$ 700 mil em dinheiro. Integrava o comitê da campanha à reeleição de Lula, em 2006. Foi escalado pelo PT para pagar o dossiê urdido contra o tucano Serra.

2Valdebran Carlos Padilha da Silva: empresário matrogrossense, era filiado ao PT e operava como coletor informal de verbas eleitorias para o partido. Foi ele quem informou ao PT federal sobre a existência do dossiê. Estava junto com Gedimar Passos no hotel paulistano. Também foi preso. Carregava R$ 1 milhão.

3Jorge Lorenzetti: ex-diretor do Banco do Estado de Santa Catarina, é amigo de Lula, para quem assava churrascos na Granja do Torto, em Brasília. Lorenzetti (foto à direita) integrou o comitê de campanha do PT, em 2006, como chefe do Grupo de Trabalho de Informação. Chefiava uma equipe voltada a ações de espionagem e “inteligência”. Comandou a malograda tentativa de compra do dossiê.

4Expedido Afonso Veloso: ex-diretor do Banco do Brasil, também compôs a equipe do comitê reeleitoral de Lula. Reportava-se a Lorenzetti. Foi escalado para viajar a Cuiabá a fim de analisar os dados contidos no dossiê montado contra Serra.

5Oswaldo Martines Bargas: amigo de Lula dos tempos de militância sindical no ABC paulista, integrava o núcleo de “inteligência” da campanha nacional do PT. Recebeu de Lorenzetti a ordem para acompanhar Expedido Veloso na viagem a Cuiabá. Juntos, deveriam presenciar uma entrevista dos vendedores do dossiê –os empresários matogrossenses Darci e Luiz Antônio Vedoin, pai e filho— à revista IstoÉ. A entrevista, informa o Ministério Público, era parte da trama. Destinava-se a dar visibilidade às denúncias contra Serra.

6Hamilton Broglia Feitosa Lacerda: atuava em 2006 como coordenador da campanha do ex-senador Aloizio Mercadante. Então candidato ao governo de São Paulo, Mercadante media forças com Serra, que prevaleceu nas urnas. Hamilton Lacerda (foto à esquerda) foi filmado pelo circuito interno de câmeras do hotel Íbis entregando dinheiro a Gedimar Passos, o policial federal que foi preso em flagrante. Foram duas remessas. Numa, as notas estavam acondicionadas numa valise. Noutra, em sacolas.

7Fernando Manoel Ribas Soares: era sócio majoritário da Vicatur Câmbio e Turismo Ltda, empresa utilizada no esquema para lavar parte dos dólares que financiariam a compra do dossiê.

8Sirley da Silva Chaves: Também ex-proprietária da Vicatur, recrutou pessoas humildes para servir como “laranjas” na aquisição de parte dos dólares apreendidos pela PF no hotel de São Paulo.

9Levy Luiz da Silva Filho: cunhado de Sirley, foi um dos “laranjas” utilizados no esquema. Em troca de uma comissão de R$ 2 mil, emprestou o próprio nome e recolheu as assinaturas de outros sete integrantes de sua família –um laranjal que incluiu dos pais aos avós. Rubricavam boletos de venda de moeda americana em branco. Eram preenchidos na Vicatur.

Para redigir a denúncia encaminhada ao juiz Paulo Cézar, os procuradores Douglas Araújo, Ludmila Monteiro e Marcellus Lima valeram-se de informações coletas em inquérito da Polícia Federal e numa CPI do Congresso. Só o trabalho da PF, anexado ao processo de número 2006.36.00.013287-3, reúne mais de 2.000 folhas. Foram inquiridas cinco dezenas de pessoas. Realizaram-se 28 diligências. Quebram-se os sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos.

Imaginava-se que o esforço resultara em nada. Mas os procuradores encontraram nos volumes do processo matéria prima para a denúncia. E o juiz considerou que ficou “demonstrada a existência da materialidade e de indícios de autoria” dos crimes. Daí a conversão da denúncia em ação penal e a transformação dos acusados em réus.

No miolo da denúncia do Ministério Público, obtida pelo blog, ressoa uma pergunta que monopolizou o noticiário na época do escândalo: de onde veio o dinheiro? A resposta contida nos autos, por parcial, frustra as expectativas. Mas não completamente. Os procuradores anotam que “grande parte do dinheiro” apreendido pela PF no hotel de São Paulo não teve a origem detectada. Por quê? “Apresentava-se em notas velhas, sem sequenciamento de número de ordem e sem identificação da instituição financeira.” Porém…

Foi possível rastrear uma “parte diminuta das cédulas” recolhidas pela PF na batida policial de 15 de setembro de 2006. Eram dólares. “Cédulas novas, que estavam arrumadas em maços sequenciais.” Servindo-se dos números de série das notas, a Divisão de Combate ao Crime Organizado de Brasília requisitou informações ao governo dos EUA. “Em resposta, o Departamento de Justiça Americano informou que os dólares tiveram origem em Miami”, anotam os procuradores na denúncia.

Seguindo o rastro do dinheiro, descobriu-se que parte dos dólares fez escala numa casa bancária da Alemanha, o Commerzbank. Dali, o lote foi remetido, em 16 de agosto de 2006, para o Banco Sofisa S/A, sediado em São Paulo. Para desassossego dos “aloprados”, o Federal Bureau of Investigation dos EUA farejou a origem de outro naco de dólares apreendidos pela PF. Coisa de US$ 248,8 mil. Compunham um lote de US$ 15 milhões adquirido em 14 de agosto de 2006 pelo mesmo Banco Sofisa junto à filial do alemão Commerzabak em Miami.

Munido das informações, os investigadores acionaram o Banco Central. A quebra dos sigilos bancários levou à seguinte descoberta: parte dos dólares apreendidos no hotel paulistano em poder de Gedimar Passos e Valdebran Padilha havia saída do Banco Sofisa para a corretora de câmbio Dillon S/A, sediada no Rio. Dali, as notas foram repassadas, em várias operações de compra, à Vicatur Câmbio e Turismo Ltda., também do Rio.

Na sequência, o Núcleo de Inteligência da PF varejou a clientela da casa de câmbio Vicatur. Chegou-se, então, ao ‘laranjal’ composto de pessoas humildes. Gente que, sem renda para adquirir dólares, foi usada para dificultar o rastreamento do dinheiro. Inquirido, Levy Luiz da Silva Filho, um dos réus do processo, confessou que servira de laranja. Mais: reconheceu que, em troca de uma comissão de R$ 2 mil, coletara as assinaturas de sete familiares. Juntos, “compraram” na Vicatur o equivalente a R$ 284.857 em moeda americana.

Os procuradores escreveram na denúncia: “Ocorre que, não por mera coincidência, verificou-se que a soma exata de R$ 248,8 mil vendidos a clientes finais pela empresa Vicatur (todos ‘laranjas’conforme depoimentos prestadoso) correspondia à mesma soma dos valores apreendidos” com os petistas Gedimar e Valdebran.

“Desse modo”, concluíram os procuradores, “constata-se que Gedimar Pereira Passos, Valdebran Padilha, Expedito Veloso, Hamilton Lacerda, Jorge Lorenzetti e Osvaldo Bargas se associaram subjetiva e objetivamente, de forma estável e permanente, para a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro”.

Crimes que “tinham por fim a desestabilização da campanha eleitoral de 2006 ao governo do Estado de São Paulo através de criação de vínculo entre o candidato do PSDB [Serra] à máfia dos Sanguessugas [que superfaturava ambulâncias com verbas do Ministério da Saúde] e, com isso, favorecer o então candidato do PT [Mercadante].”

Em notícia veiculada em junho do ano passado, a revista Veja revelara que, em conversas com companheiros de partido, um dos ‘aloprados’, Expedito Veloso (foto ao lado), revelara que o verdadeiro mentor do plano do dossiê fora Aloizio Mercadante. Nessa época, o então senador chefiava o Ministério da Ciência e Tecnologia, sob Dilma Rousseff. As conversas foram gravadas e expostas no site da revista.

No áudio, Expedito declara a certa altura: “O plano foi tocado pelo núcleo de inteligência do PT, mas com o conhecimento e a autorização do senador. Ele, inclusive, era o encarregado de arrecadar parte do dinheiro em São Paulo”. Segundo Expedito, Mercadante associara-se ao presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia, morto no final de 2010.

“Faltavam seis pontos para haver segundo turno na eleição de São Paulo”, prosseguiu Expedito. “Os dois [Mercadante e Quércia] fizeram essa parceria, inclusive financeira. […] As fontes [do dinheiro] são mais de uma. […] Parte vinha do PT de São Paulo. A mais significativa que eu sei era do Quércia.”

Mercadante negou as acusações. Ele chegara a ser indiciado pela PF no inquérito aberto em 2006. Mas, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República, o STF anulou o indicamento por falta de provas. Agora, em ofício enviado ao juiz Paulo Cézar, os procuradores Douglas Araújo, Ludmila Monteiro e Marcellus Lima voltaram a excluir Mercadante da grelha.

Anotaram: “Relativamente ao crime eleitoral, a autoridade policial, em seu relatório, entendeu que a omissão de receita ou despesa em prestaçãoo de contas de campanha é crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, o qual prevê que ‘constitui falsidade ideológica a ação de omitir, inserir ou fazer inserir declaraçãoo falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais’.”

“No entanto”, prosseguem os procuradores no texto, “certo é que o próprio STF já afastou a modalidade especial de falsidade ideological, por ausência de comprovação de dolo por parte do senador Aloizio Mercadante. Aliado a isso, os laudos de exame financeiro não demonstraram que os recursos provieram de campanha eleitoral.”

Mais adiante, vem a conclusão que excluiu Mercadante da nova denúncia: “Logo, de todo o conjunto probatório colhido, verifica-se a ausência de prova quanto à saída de recursos da caixa de campanha eleitoral, bem como a comprovação da existência de caixa dois para trânsito de recursos por meios ilícitos…”

Afora Mercadante, também o deputado Ricardo Berzoini foi mantido longe da denúncia. Ele presidia o PT em 2006. Coordenava o comitê reeleitoral de Lula. O núcleo de inteligência da campanha, ninho dos ‘aloprados’, reportava-se a Berzoini. Mas ficou entendido que quem comandou a ‘alopragem’ foi Lorenzetti, o churrasqueiro de Lula.

Texto de Josias de Souza

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Política

PT justifica a aliança com Maluf: ‘o Brasil mudou’

Testemunha ocular da reunião em que Lula e Fernando Haddad confraternizaram-se com Paulo Maluf, o companheiro Rui Falcão, presidente do PT federal, explicou a aliança com o impensável com uma frase inacreditável. Disse que mudou o país, não o PT. Heimm?!?

“Há 12 anos, éramos rivais e hoje somos aliados. O Brasil mudou. Mudou o eleitorado e mudaram os partidos que resolveram apoiar nosso projeto nacional, como é o caso do PP.” Hã, hã…

O Brasil, de fato, mudou muito desde o tempo em que cachoeira era apenas uma queda d’água. Hoje, sabe-se que Demóstenes era apenas a moral que ainda não descobrira os encantos da contravenção. Do mesmo modo, o PT era apenas a ética que ainda não chegara à chave do cofre. Com o passar dos anos, todos mudam. E alguns nem deixam o endereço.

Fonte: Josias de Souza

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Política

Em Recife, militância e Prefeito peitam LULA

Empurrado para fora do tabuleiro de 2012 por Lula e pelo PT federal, o prefeito petista de Recife João da Costa teve recepção de astro ao retornar do cadafalso montado contra ele em São Paulo. Aguardavam-no no aeroporto cerca de 300 militantes.

Estrondosa, a manifestação deu uma ideia do tamanho do desafio que assedia o senador Humberto Costa, o candidato ungido pela cúpula para representar o PT na disputa pela prefeitura da capital pernambucana.

A claque do prefeito rejeitado gritava coisas assim: “Ô, Lula, decepção! Em Recife você não manda não.” Ou assim: “O povo quer, o povo gosta, nosso prefeito é João da Costa.”

Nesta sexta (8), o prefeito rejeitado reúne sua tropa para decidir como proceder. Tomado pelo timbre belicoso do desembarque, João da costa não parece propenso a depor as armas:

“Não vou submeter meu apoio a um ato de força. Nestes trinta anos no PT, fui acostumado a ser convencido na hora de dar um apoio político. E não fui [convencido] até agora.” Conforme já comentado aqui, o maior rival do PT em Recife passou a ser o PT.

Fonte: Josias de Souza

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Jornalismo

Colunista da Carta Capital aponta farsas em matéria de capa da Veja

Essa é realmente impressionante! A colunista Cynara Menezes, da revista Carta Capital, derrubou praticamente toda a matéria da revista Veja dessa semana que tem como destaque (reportagem de capa mesmo) a chamada de como o PT se preparou para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para atacar adversários.

O blog que acompanha a Veja chegou a ler a matéria, não na íntegra, mas pode acompanhar vários indícios de um jogo político legal, porém sujo e baixo, do partido que está ocupando a Presidência da República Federativa do Brasil, mas se a matéria for, realmente, uma farsa é lamentável para a imagem do semanário, que mesmo com várias críticas, continua com credibilidade.

O colunista Flávio Morgenstern, que sempre tem matérias reproduzidas nos blogs de Veja, tratou logo de responder às críticas feitas pela colunista da Carta Capital, mas as respostas não foram muito boas.  O colunista tenta convencer os leitores de que é difícil falsificar um documento pelo simples fato de haver um brasão da República Federativa do Brasil. Pelo que expressa Flávio, os brasões só são encontrados em documentos oficiais, não havendo outra possibilidade. Ora! Uma imagem do brasão é a coisa mais fácil do mundo de se encontrar. Basta ir ao Google. Em seguida, copiar e colar a imagem em um documento em branco. Essa explicação foi infeliz. Resta esperar a bomba que Veja deve estar preparando. Confira os dois artigos:

1) Cynara Menezes

“Control C + Control Veja

No centro do furacão desde que vieram à tona suas relações no mínimo pouco éticas com os bandidos da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, a revista Veja parece ter perdido toda a noção de ridículo.

Sua capa desta semana é uma farsa: o “documento” que a semanal da Abril alardeia ter sido produzido pelo PT como estratégia para a CPI de Cachoeira é, na verdade, um amontoado de recortes de reportagens de jornais, revistas e sites brasileiros.

Confira neste link (clique AQUI) os fac-símiles do suposto “documento” que a revista apresenta com “exclusividade” e compare com os outros links no decorrer deste texto.

Segundo a revista, os trechos que exibe fariam parte de um “documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira”. Mas são na realidade pedaços copiados e colados diretamente (o manjado recurso Ctrl C+ Ctrl V dos computadores) de reportagens de terceiros, sem mudar nem uma vírgula.

O primeiro deles: “Uma ala poderosa da Polícia Federal, com diversos simpatizantes nos meios de comunicação, não engole há muito tempo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal” saiu de uma reportagem de 6 de abril do site Brasil 247, um dos portais de notícia, aliás, que os colunistas online de Veja vivem atacando com o apelido de “171″ (número do estelionato no código penal).

Mas quem é que está praticando estelionato com os leitores, no caso? (confira clicando AQUI).

Outro trecho do “documento exclusivo” de Veja é um “copiar e colar” da coluna painel da Folha de S.Paulo do dia 14 de abril: “Gurgel optou por engavetar temporariamente o caso. Membros do próprio Ministério Público contestam essa decisão em privado. Acham que, com as informações em mãos, o procurador-geral tinha de arquivar, denunciar citados sem foro privilegiado ou pedir abertura de inquérito no STF”. (Confira AQUI)

Mais um trecho do trabalho de jornalismo “investigativo” com que a Veja brinda seus leitores esta semana: “Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal (…)”, é o lead de uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo do dia 28 de abril (leia AQUI).

Pelo visto, os espiões da central Cachoeira de arapongagem, que grampeavam pessoas clandestinamente para fornecer “furos” à Veja, estão fazendo falta à semanal da editora Abril…

Para acessar o site da revista, clique aqui.

2) Flávio Morgenstern

” O novo furo (furado) da Carta Capital

A reportagem de capa da Veja dessa semana mostra que o PT distribuiu um “manual” para companheiros na CPI. É algo completamente legal, só um pouco vexatório, ainda mais para o partido que antes se arrolava o dono da ética – hoje já prefere advogar-se dono do país.

O braço midiático do PT não gostou de passar vergonha. Cynara Menezes, da Carta Capital, foi avisada por um seguidor no Twitter de que o “manual” continha material que estava no blog Brasil 247, aquele mistifório criado por Daniel Dantas para detonar seus adversários – e que acaba servindo bastante para municiar o PT. Sua conclusão veio antes de um raciocínio escorreito e passou reto por conseqüências que foi incapaz de calcular: para ela, seria uma prova “por A + B” de que “o jornalismo da Veja é ruim” e de que o documento é “suposto”, não sendo um “documento” sem aspas por ser “um amontoado de recortes de reportagens de jornais, revistas e sites brasileiros”.

Se tal fosse verdade, seria fácil processar Veja por forjar um documento oficial. O documento que a revista mostra vem com o brasão da República. Seu uso é obrigatório nos papéis de expediente, nos convites e nas publicações oficiais de nível federal, de acordo com a lei 5.700/71. Não é um papel que você pega em branco com o símbolo em qualquer xerox e escreve o que quiser embaixo. Tampouco pode-se usar o símbolo em qualquer informe comunicativo só pra ficar mais supimpa: apenas entidades governamentais federais podem fazer uso do brasão. Nem mesmo paraestatais, como Banco do Brasil ou Petrobrás podem utilizar o símbolo. Há inclusive decisão no sentido de coibir entidade de despachantes que utilizava o brasão da República em seus documentos sob pena de multa diária de 10 mil reais.

Não é o tipo de informação que Cynara pesquisou antes de afirmar, de estro próprio e inconseqüentemente, que era um papel “que utilizou selo da república na hora de xerocar. simplérrimo.” – idéia difícil de sustentar em uma realidade regida pela Constituição Federal e pelas Leis de Newton.

Em outras palavras, se a reportagem de Cynara Menezes tivesse algum pingo de veracidade, seria nitroglicerina prestes a explodir. Poderia ser o maior escândalo midiático do hemisfério. Não seria um erro como “fingir que um site financiado pelo PT é propaganda do próprio PT”. Seria um crime federal seríssimo capaz de fechar as portas da terceira revista mais lucrativa do planeta. Mas, para tristeza de Cynara, não é isso que ela tem em mãos.”

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Política

Encontro do PT oficializou candidatura de Mineiro

O Partido dos Trabalhadores de Natal realizou seu Encontro Municipal na tarde deste sábado (2) e oficializou a candidatura a prefeito do deputado Fernando Mineiro, bem como definiu a nominata dos candidatos petistas vereador. A militância da legenda lotou o auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN) e respondeu com entusiasmo ao ouvir Mineiro, confiante, declarar que “vamos à luta e vamos ao segundo turno”.

“Temos um grande espaço pela frente. Estou muito decidido a enfrentar esse caminho e convicto de que é possível, sim, vencer essa luta e chegarmos ao segundo turno”, discursou Mineiro.

O petista reafirmou que sua candidatura vai fazer o “debate propositivo sobre Natal”, afirmou que o desafio é colocar a cidade “no contexto do processo de transformação que vive o Brasil” e, em tom emocionado, disse que é preciso “reacender a chama do PT no peito e na alma dos petistas e de Natal”.

A deputada Fátima Bezerra, coordenadora-geral da campanha, defendeu enfaticamente a candidatura de Mineiro, declarou que o “PT está oferecendo o quem tem de melhor para Natal” e afirmou que, juntamente com a militância, vai “ocupar as avenidas e os cantos da cidade” para conquistar a população.

“Estamos lado a lado, preparados para enfrentar esse belo desafio que é disputar um projeto para nossa bela Natal. O novo nesta campanha tem nome. Natal merece o novo e o novo é Mineiro”, declarou.

Fátima ressaltou a “história e o preparo” de Mineiro, falou sobre o “desafio” que será a disputa eleitoral e destacou que a campanha vai “exigir de cada um de nós a participação, a solidariedade e a militância”.

“Temos o dever de nos empenhar de corpo e alma nessa campanha. O povo de Natal não merece o que está passando. Dói ver a cidade passando pelas circunstâncias de hoje. Vamos para essa campanha sem medo, porque não tenho dúvida nenhuma que a candidatura que melhor representa o futuro para Natal é a do nosso companheiro Fernando Mineiro”, discursou Fátima.

No encontro, foi homologada a chapa proporcional do PT, com uma nominata de 28 candidatos a vereador e vereadora. Esse número, porém, ainda pode aumentar até o dia da convenção, marcada para 17 de junho.

Os delegados petistas aprovaram, ainda, uma resolução transferindo à Executiva Municipal a definição sobre a possibilidade de alianças na majoritária e na proporcional e, ainda, a escolha do vice na chapa de Mineiro.

Além da homologação das candidaturas, o encontro também serviu para apresentação do programa de governo de Mineiro para Natal, estruturado em cinco eixos temáticos: planejamento urbano; desenvolvimento econômico, sustentável e solidário; políticas sociais e garantias de direito; gestão democrática, eficiente e moderna; e projetos especiais.

Assessoria PT

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Política

Mais uma vez PSDB e PT envolvidos em caixas 2 e desvios de dinheiro público

Ou se faz um reforma política urgente no Brasil aprovando inclusive o financiamento oficial para campanhas políticas, desburocratiza a administração estatal ou o Brasil vai se acabar na corrupção. Todo dia noticiamos a mesma ladainha…

Segue post de Josias de Souza:

Em julho do ano passado, após ser afastado por Dilma Rousseff do comando do Dnit, Luiz antonio Pagot foi convidado a depor na Câmara e no Senado sobre as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes. Quem esperava por grandes estrondos decepcionou-se.

Num dos depoimentos, após sustentar oito horas de lero-lero, Pagot balbuciou a senha do seu silêncio: “Sou um leal companheiro.” Àquela altura, o pseudodepoente ainda acalentava a perspectiva de retornar ao comando do departamento que rasga estradas federais e provê às empreiteiras contratos e aditivos milionários.

Passados dez meses, nem o PR retomou a pasta dos Transportes nem Pagot foi devolvido ao Dnit. O esquecimento produziu na língua do ex-gestor das arcas rodoviárias uma espécie de formigamento. Hoje, ele classifica sua demissão como uma “traição mortal”. Súbito, a lealdade companheira tornou-se menor do que a vontade de falar.

Pagot acionou a língua em três conversas gravadas. Ouviu-o o repórter Claudio Dantas Sequeira. O resultado das conversas foi despejado numa notícia de teor devastador. Destravados, os lábios do ex-mandachuva do Dnit acusaram o PSDB de fazer caixa dois nas obras do Rodoanel, tocadas com verbas federais e do governo de São Paulo. Informaram também que empreiteiras contratadas pelo Dnit foram instadas a contribuir com o caixa da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

No pedaço da conversa em que se refere ao tucanato, Pagot diz que os repasses clandestinos azeitaram em 2010 as campanhas de José Serra, o antagonista de Dilma, e de Geraldo Alckmin, que disputou a reeleição para o governo de São Paulo. Também o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab –ex-DEM, hoje no PSD— teria se servido do dinheiro supostamente repassado por baixo da mesa.

Na versão de Pagot, o governo paulista pressionou-o para liberar um aditivo de R$ 264 milhões para o Rodoanel. Deu-se em meados de 2009. Então diretor da Dersa, a estatal que cuida das estradas em São Paulo, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi a Brasília. Apresentou a conta.

Numa reunião testemunhada pelo petista Hideraldo Caron, afastado junto com ele da diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Pagot teria refugado a demanda de Paulo Preto. Alegou que o governo federal havia contribuído com R$ 1,2 bilhão dos R$ 3,6 bilhões gastos até então no Rodoanel. Sustentou que Brasília não devia mais nada à Dersa.

Pagot diz que passou a receber telefonemas constantes de Paulo Preto. Ministro dos Transportes da época, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) também cobrava-lhe explicações. Mencionou, de resto, o deputado mensaleiro Valdemar Costa Neto (PR-SP) como outro protagonista do cerco pela liberação das verbas. O aditivo de R$ 264 milhões acabou saindo. Com autorização do TCU e parecer favorável da Advocacia-Geral da União.

Tomada de inusitada loquacidade, a língua de Pagot conta que degustava uma dobradinha no Francisco, famoso restaurante de Brasília, quando achegou-se à sua mesa um personagem conhecido. Sentou. E disse-lhe que um pedaço do aditivo do Rodoanel não se destinava à obra. Hã?!? “Veio o procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá’.” Heimm?!? Pagot diz ter ouvido do preposto da empreiteira qual seria o rateio dos 8%: “Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin.”

Pagot esquiva-se de declinar o nome do interlocutor que interrompeu a mastigação de sua dobradinha. “É um sujeito muito informado”, limita-se a declarar. “Se eu disser o nome da empreiteira, ele perde o emprego.” Mas o ex-diretor do Dnit insinua que não ignorava o que se passava à sua volta: “Aquele convênio tinha um percentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra.” O PSDB nega as acusações. Serra e Kassab informam que irão processar Pagot.

No naco da conversa em que o prazo de sua lealdade revelou-se vencido, Pagot discorreu diante do gravador do repórter sobre o papel que lhe coube desempenhar na coleta de verbas para o comitê eleitoral de Dilma. “Um dia fui chamado no QG da campanha [petista] no Lago Sul para uma reunião com o tesoureiro José De Filippi”, relatou Pagot. “Ele disse que tinha uma estratégia e precisava conversar comigo, que eu era o cara ideal. Marcamos outra reunião no Dnit. Eu apresentei uma lista de 40 empresas. Ele me disse que não me preocupasse com as maiores, pois isso era lá em cima. Eu cuidei das medias. Não adiantava pegar o zé da esquina. Tinha que dar volume.”

Vale a pena ouvir mais um pouco de Pagot: “Eu não peguei nada. Só pedi, de maneira genérica, sem valor fixo. Eu falava: ‘Você está vendo o desempenho do governo, estamos em período pré-eleitoral, precisamos de dinheiro para a campanha. Se puderem fazer alguma coisa, a gente agradece’. Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outros diziam: ‘Depositamos.’ Era caixa um, não tinha nada Escondido.”

Das 40 empreiteiras que indicou, Pagot diz que 15 borrifaram verbas na campanha de Dilma. Coisa de R$ 10 milhões. Ele relaciona as logomarcas: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia.

Perguntou-se a Pagot se considerava normal exercer, a partir do Dnit, o papel de coletor de arcas eleitorais. E ele: “Ora, qual agente público, ministro, que nunca fez isso em época de eleição? Essa porra toda que você tá vendo aí é culpa do financiamento de campanha, A chaga aberta que não cicatriza. Os caras vivem com o pires na mão atrás de empreiteira.”

Nesse ponto, Pagot injetou na conversa a ministra Ideli Salvatti, atual coordenadora política de Dilma na conversa:  “A Ideli também veio me procurarar.” Hummm!!! Ela pediu dinheiro? “Pediu, pessoalmente, tête-à-tête. Pediu audiência para tratar de três convênios lá no Estado [Santa Catarina] e, no final, disse: ‘Pagot, me ajuda, a gente precisa, estamos crescendo [nas pesquisas]’. Queria que eu chamasse as empreiteiras, fizesse uma reunião e pedisse para pôr grana na campanha dela [ao governo catarinense]. Não tive como atendê-la.”

Não é só. Há mais. Pagot conta que foi procurado também pelo senador Demóstenes Torres. Coisa de 2010, ano em que Demóstenes ainda não se havia convertido no ex-Demóstenes que enfrenta no Senado um pedido de cassação por envolvimento com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

“Ele preparou todo o jogo”, relatou Pagot. Primeiro, me convidou para jantar com a família. Num segundo jantar, cheguei lá e estavam os caras da Delta, o Cláudio Abreu e o Fernando Cavendish.” Sim, e sobre o quê conversaram? “Ao final do jantar, o Demóstenes me convidou para uma sala separada. Só eu e ele. Disse: ‘Olha, Pagot, estou com dívidas com a Delta e precisava carimbar alguma obra para poder retribuir o favor que a Delta fez para mim na campanha’. Eu disse que não tem como o diretor-geral do Dnit ir no mercado pedir obra para a Delta.”

Campeã de obras do PAC, a Delta tem no Dnit sua principal fonte de contratos em Brasília. Cláudio Abreu, um dos personagens mencionados por Pagot, era diretor da empreiteira para a região Centro-Oeste. Pilhado na Operação Monte Carlo, encontra-se preso. A PF refere-se a ele como sócio de Carlinhos Cachoeira. Demóstenes é citado no inquérito como “sócio oculto” da Delta. Quanto a Fernando Cavendish, presidente licenciado da empreiteira, soou num grampo captado por ex-sócios afirmando que, se entregasse R$ 6 milhões a um senador, conseguiria cavar muitos contratos.

Toda essa gente frequenta a zona de tiro da CPI do Cachoeira. Cláudio Abreu deveria ter prestado depoimento na semana passada. Silencionou para não se autoincriminar. Demóstenes imitou-o. Há requerimentos pedindo a convocação de Cavendish. Mas a CPI não se anima a votá-los. A oposição requereu também a convocação de Pagot. A infantaria governista da CPI bloqueia a análise do pedido.

Pagot declara-se pronto para falar à CPI. Porém, em timbre desafiador, descrê da hipótese de vir a ser chamado: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.” É, faz sentido. Quando Pagot cultuava o silêncio, foi chamado a duas comissões, uma da Câmara e outra do Senado. Agora que ele ligou o ventilador e fala em catadupas –concendeu entrevista também aos repórteres Murilo Ramos e Leandro Loyola—não parece haver no Congresso quem se disponha a ouvi-lo.

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