Senado aprova transferência do Coaf para Banco Central

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na última sessão de 2019 o plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (17), com 51 votos favoráveis e 15 contrários, a Medida Provisória (MP) 893/19, que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central (BC). O texto segue para sanção presidencial.

Com a MP às vésperas de perder a validade, os senadores confirmaram o mesmo texto aprovado pelos deputados. Na Câmara, alguns pontos do texto sugerido pelo Executivo foram retirados, como a mudança de nome do Coaf para Unidade de Inteligência Financeira (UIF) e a transformação do plenário (órgão colegiado) em conselho deliberativo. Ainda na Câmara, destaque aprovado por acordo entre os partidos retirou das atribuições do órgão a de produzir informações para o combate ao financiamento do terrorismo.

A favor

Antes da votação, o senador José Serra ( PSDB -SP) defendeu a matéria, afirmando que há uma nova estrutura do Coaf, com 12 conselheiros de áreas específicas do setor público, indicados pelo respectivo ministro de estado. “A direção do Coaf será composta fundamentalmente por servidores efetivos, medida política fundamental para blindar o órgão de indicações políticas. Ou seja, não haverá integrantes do COAF, não haverá conselheiro do COAF que não seja servidor público. Havia ideia de que pudesse vir também da área privada, que nós rejeitamos”.

Ainda segundo Serra, a responsabilização dos envolvidos e aplicação de sanções em caso de vazamentos de relatórios do COAF, com base na Lei de Proteção de Dados é outra medida essencial para evitar interferências políticas no órgão e assegurar o seu caráter técnico e imparcial.

Contrário

Já o senador Álvaro Dias ( Podemos-PR) criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) por, mais uma vez, pautar uma medida provisória na Casa, às vésperas da matéria perder a validade e sem que os senadores discutam amplamente o tema. Dias também disse que de novo o Senado faz o papel de chancelador de propostas vindas dos deputados. “O Senado aprovou novos procedimentos para a tramitação [ mínima] das medidas provisórias [ em cada Casa], e a Câmara dos Deputados nos apequenou, desrespeitando uma decisão desta Casa na esteira de um entendimento celebrado entre os dois presidentes. Portanto, continuamos aceitando a condição de chancelaria. Somos apenas homologadores. Não podemos aprimorar legislação alguma. E quase sempre somos acusados de maus legisladores. A reforma da previdência é o exemplo mais recente”, criticou.

Coaf

O Coaf tem a atribuição de monitorar as atividades financeiras e de produzir informações para prevenir e combater a lavagem de dinheiro, aplicando penas administrativas a entidades do sistema financeiro que não enviarem os dados necessários para esse trabalho de inteligência.

Agência Brasil

“Relatórios do Coaf não são meios de prova”, argumenta Aras

Foto: Roberto Jayme/TSE/arquivo

Ao defender o repasse direto de dados do Coaf para o Ministério Público, Augusto Aras destacou que os relatórios de inteligência financeira do órgão não são meios de prova.

“Não se trata de medida investigatória, não se trata de ação, não se tratar sequer de meio de prova. Serve para subsidiar a persecução criminal na busca de elementos probantes de eventuais ilícitos”, afirmou.

O Antagonista

 

Toffoli nega ter recebido e acessado relatórios do Coaf

Foto: Nelson Jr./STF

Dias Toffoli negou, em nota, que o STF tenha recebido ou acessado relatórios de inteligência financeira produzidos pela Unidade de Inteligência Financeira (UIF), o antigo Coaf.

“O Presidente Dias Toffoli não comenta processo que tramita sob segredo de Justiça. Vale esclarecer que o STF não recebeu nem acessou os relatórios de inteligência financeira conforme divulgado pela imprensa”, diz a nota.

Mais cedo, a Folha revelou que o ministro obteve do Banco Central a senha de acesso a dados sigilosos, mantidos pela UIF, contendo transações atípicas de 600 mil pessoas físicas e jurídicas.

Segundo o jornal, Toffoli pediu cópias dos relatórios dentro da ação na qual, em julho, ele suspendeu, a partir de um pedido de Flávio Bolsonaro, todas as investigações baseadas em relatórios de órgãos de controle obtidos pelo Ministério Público sem prévia autorização judicial.

O Antagonista

Nova fase da Lava-Jato mira doleiros e gerentes do Banco do Brasil em SP e Natal que movimentaram R$ 200 milhões e burlaram Coaf

Foto: (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A força-tarefa da Lava-Jato deflagrou nesta sexta-feira uma nova-fase da operação, denominada Alerta Mínimo, a 66ª etapa da investigação. No total, são setes mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos pelos agentes da Polícia Federal em São Paulo e Natal expedidos pela 13ª Vara Federal Criminal do Paraná. A ação desta manhã mira um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo doleiros e gerentes do Banco do Brasil .

Os gerentes teriam atuado para encerrar registros do sistema de detecção de lavagem de dinheiro do banco, o que impediu ou dificultou a comunicação de operações suspeitas ao Coaf.

São investigadas as atuações de três gerentes e um ex-gerente do BB cooptados por operadores financeiros para facilitar operações de lavagem de dinheiro entre 2011 e 2014. O valor movimentado em transferências bancárias superou R$ 200 milhões. Parte desse dinheiro foi utilizado para pagamento de propinas por empreiteiras que praticaram corrupção contra a Petrobras.

Leia mais aqui no Justiça Potiguar.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. #Vergonha nacional disse:

    Coloque o nome desses FDP que roubam diariamente os cofres públicos, está o motivo de vários carros importador rodando na cidade , dinheiro roubado

  2. Luciana Morais Gama disse:

    Interessante que uma pessoa honesta vai no Banco do Brasil, apresenta tudo que é documento, e tem funcionário que só coloca dificuldade, e nada pode. Agora vejo que pode!!

    • Francisco S J Filho disse:

      Verdade, Luciana. Infelizmente, nosso amado País foi entregue às falcatruas. Falcatruas "altas", claro.

Coaf aponta ‘movimentações atípicas’ de R$ 2,5 milhões do deputado federal David Miranda(PSOL-RJ), marido do jornalista Glenn Greenwald

Foto: Reprodução / Facebook

Um relatório enviado pelo Coaf ao Ministério Público do Rio dois dias depois de o site The Intercept Brazil começar a divulgar mensagens atribuídas a autoridades da Lava-Jato aponta que o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) fez “movimentações atípicas” de R$ 2,5 milhões em sua conta bancária entre 2 de abril de 2018 e 28 de março de 2019. Miranda é casado com o jornalista Glenn Greenwald , editor do Intercept.

A partir do documento, o Ministério Público do Rio abriu uma investigação sobre as movimentações de Miranda. Nesta terça-feira, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim , a 16ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, barrou a tentativa do MP de quebrar o sigilo fiscal e bancário do deputado. Em despacho de sete páginas que decretou o segredo de justiça do caso, o juiz Marcelo da Silva pede que o deputado e outras quatro pessoas, entre assessores e ex-assessores dele, sejam ouvidos antes de qualquer ação cautelar. “Entendo prudente postergar a análise do pleito para o momento posterior à instauração do contraditório”, escreveu Silva.

Procurado pelo GLOBO, Miranda afirmou, através de sua equipe, que o cargo de deputado não é a sua única fonte de renda e, portanto, “as movimentações são compatíveis com sua renda familiar”. O deputado recebe R$ 33,7 mil de salário. Ele afirmou que depósitos fracionados detectados pelo Coaf vêm dessa outra fonte, uma empresa de turismo da qual é sócio com Glenn Greenwald. Ele, porém, não informou os serviços prestados pela companhia e, por meio de sua assessoria, disse que os demais esclarecimentos seriam prestados no Judiciário.

O relatório do Coaf sobre Miranda foi feito em meio a uma investigação que apurava supostas ilegalidades em gráficas no município de Mangaratiba, na região metropolitana do Rio, e não tem relação direta com ele. O deputado contratou os serviços de uma das empresas investigadas e, por isso, acabou tendo as movimentações financeiras em sua conta enviadas pelo Coaf ao MP.

No período analisado, o Coaf aponta que R$ 1,3 milhão entrou na conta corrente do parlamentar, registrada em uma agência do Banco do Brasil em Ipanema, na Zona Sul do Rio. As saídas da conta somaram R$ 1,2 milhão no mesmo período. A movimentação considerada atípica pelo órgão não significa que tenha sido identificada uma ilegalidade. O deputado alega receber na conta o salário de parlamentar e valores oriundos de uma empresa na qual é sócio com Greenwald.

O Coaf informa no relatório que considera “suspeita de ocultação de origem” uma série de depósitos de valores que giravam entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil, feitos em espécie. Os analistas do órgão destacam no relatório o fracionamento dos depósitos e também a existência de repasses de funcionários do gabinete ao deputado.

Suspeita de Rachadinha

Quatro assessores e ex-assessores de Miranda também tiveram a quebra do sigilo pedida pela 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Capital ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) na 16ª Vara de Fazenda Pública, porque foram identificados depósitos deles na conta de Miranda. Para investigadores, existe a suspeita de um esquema de “rachadinha”, de devolução de parte dos salários ao parlamentar. Os pedidos do Ministério Público de quebra de sigilo foram negados pela Justiça, ao menos até que os depoimentos sejam tomados.

Estão incluídos no pedido de quebra de sigilo Reginaldo Oliveira da Silva e Silvia Mundstock, que atualmente trabalham no gabinete de Miranda na Câmara dos Deputados, em Brasília. O trabalho de ambos foi iniciado em fevereiro deste ano, quando o parlamentar assumiu o mandato após a desistência do colega de partido, Jean Wyllys.

O MP ainda pediu a quebra de sigilo fiscal e bancário de Camila Souza Menezes e Nagela Rithyele Pereira Dantas, que desde o início do ano estão lotadas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nos gabinetes das deputadas estaduais Renata Souza e Mônica Francisco, ambas do PSOL, mesmo partido de Miranda. A investigação apura a “prática de improbidade administrativa”, delito da esfera cível.

Também foi aberta uma investigação sobre suposto crime de peculato e lavagem de dinheiro, mas, como Miranda é deputado federal, esse procedimento foi remetido da 24ª Promotoria de Investigação Penal para a Procuradoria-Geral da República, em Brasília.

Miranda nega irregularidades. À Justiça Eleitoral, ele declarou participar da sociedade da Enzuli Management (nos Estados Unidos) e da Enzuli Viagens e Turismo (no Brasil). O deputado é dono de 18,75% da companhia americana e de 1% da brasileira, e ambas também têm participação do jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil.

Ao pedir quebra de sigilo, o MP apontou a movimentação atípica de R$ 2,5 milhões e “possível evolução patrimonial incompatível com a do então vereador municipal”.

Na eleição passada, em 2018, Miranda declarou à Justiça Eleitoral que era dono de um patrimônio de R$ 353,4 mil, dos quais quase 20% eram referentes a um carro e o restante a investimentos em renda fixa e quinhões de capital. Já na eleição de 2016, o patrimônio declarado era de R$ 74.825,00.

Retaliação

O deputado também afirmou que “diante da ausência de provas e evidências sobre qualquer ilegalidade, não há dúvida de que (a investigação) é uma retaliação”. Para ele, “a suposição que motivou o pedido de quebra de sigilo não faz sentido” e “é óbvio que é uma resposta ao trabalho do The Intercept Brasil na cobertura da Vaza-Jato”. Miranda vê as investigações como “uma perseguição via aparato estatal” e afirmou que está “providenciando os extratos da conta da empresa que originou os saques e correspondentes depósitos” e que está à disposição da Justiça.

Na semana passada, em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, Greenwald foi questionado sobre o caso que envolve o deputado. Aos entrevistadores, o jornalista disse que não vão existir evidências contra Miranda porque ele não cometeu crimes.

– Estamos totalmente tranquilos porque é uma mentira. É exatamente o tipo de jogo sujo que eles fazem e não vamos parar por causa disso — afirmou Greenwald.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. manezinho disse:

    Acho que os 40 mil reais do queiroz adquiridos em 10 anos, mais importante saber a origem, do que os 2,5 milhoes de reais em 6 meses desse dep do psol. Todo esquerdista é pobre, ganha pouco… lula so tinha uns 40 milhoes so fazendo palestras. Justifica. Mas queiroz, nao. 40 mil é muito.

  2. Manoel disse:

    Dobrou a meta de Queiroz!!!!

  3. Cigano Lulu disse:

    É no mínimo curioso como a esquerda gosta de cultuar o modelito "mulher barbada".

  4. Rosi Sampaio disse:

    Vamos ver se a justiça vai dar a esse caso o mesmo tratamento que deu ao caso do Flávio Bolsonaro, que aliás teve a investigação suspensa. Ou será que vai ser dois pesos e duas medidas?

  5. Silvino disse:

    Uiuiui, movimentou 2 vezes mais que o Queiroz. Aproveitou bem com o bofe. Isso é despeito, menina

    • Gregório disse:

      Silvino sua matemática está com problemas, o Queiroz teve movimentação suspeita de R$ 40, R$ 80 mil, sei lá, já esse rapaz, marido do hacker que investe contra e difama o governo, movimentou R$ 2,1 milhões. Numa conta simples significa uma movimentação 2.000 vezes maior.

  6. Lindomar disse:

    Como assim? Vão se preocupar com esse trocado? O que importa é achar a movimentação atípica do Queiroz de R$ 40 mil. Também não importa a movimentação de R$ 1,1 milhão do irmão do ex presidente, tem que parar o mundo e descobrir os R$ 40 mil do Queiroz, o resto é desculpa, coisinha sem importância.

Coaf relata transações atípicas do deputado David Miranda, marido do jornalista e editor do site The Intercept, Glenn Greenwald

Foto: Câmara dos Deputados

“O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), agora chamado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF), relatou movimentações atípicas na conta do deputado David Miranda (Psol-RJ), marido do jornalista e editor do site The Intercept, Glenn Greenwald, também mencionado no relatório. A informação foi divulgada pela Crusoé, que teve acesso ao Relatório de Inteligência Financeira do Coaf. Ao todo, seriam R$ 50 mil em transações atípicas entre 2018 (quando Miranda era vereador do Rio de Janeiro) e 2019. Um dos autores de repasses seria Reginaldo Oliveira Silva, funcionário do gabinete do deputado.

“O pedido de investigação, conforme noticiou Época, foi do Ministério Público do Rio de Janeiro. A suspeita é de prática de “rachadinha”, quando um político recebe parte dos salários de seus funcionários comissionados.

Gazeta do Povo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sem noção disse:

    Por falar em COAF, alguém tem notícia da DELAÇÃO DO PALOCCI?
    Sabem dizer o que PALOCCI anda denunciando? Quem o PALOCCI está detonando?
    O que PALOCCI falou de Bolsonaro? Afinal sabemos que Bolsonaro é o culpado por tudo no passado e no futuro do país (mas só as coisas ruins, as boas é tudo fruto dos outros).
    Seria engraçado se não fosse patético o que a imprensa sem recurso público vem desconstruindo e manipulando as informações contra o governo. Beira a criminalidade a forma e o nível de inversão dos fatos noticiados.

  2. Flauberto disse:

    Pronto, o COAF acabou de assinar sua sentença de morte, como pode se atrever a supor que existe transação financeira atípica sobre qualquer pessoa que seja contra o governo Bolsonaro?
    O COAF vai cair em desgraça com a esquerda, vem chumbo grosso contra o órgão a partir de agora, isso não pode ser noticiado ou investigado.
    Só quem tem movimentação financeira atípica é Queiroz e ninguém mais, não entendeu não COAF? Estão doidos, não respeitam não? Cadê os R$ 22 mil do Queiroz?

    • Roney disse:

      Se preocupa não, esquerdopatas tem dificuldade em ler apenas o que quer. A reportagem é bem clara, “a pedido do MP”.

Bolsonaro diz que Coaf pode ser vinculado ao Banco Central para tirar órgão do ‘jogo político’

Bolsonaro, ao lado do ministro da Justiça, Sergio Moro, falou com jornalistas na porta do Palácio da Alvorada nesta sexta-feira (9) — Foto: Guilherme Mazui/G1

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (9) que o governo avalia tirar o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia e colocá-lo sob a estrutura do Banco Central. Segundo Bolsonaro, a medida serviria para livrar o órgão do “jogo político”.

O Coaf atua em conjunto com outras instituições, como a Receita Federal, a Polícia Federal e o Banco Central, para identificar operações financeiras suspeitas e auxiliar no combate a crimes como lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

O órgão esteve no centro de uma polêmica no início do mandato de Bolsonaro. Assim que assumiu, o presidente editou a medida provisória da reforma administrativa, com mudanças na estrutura de ministérios. Uma dessas alterações previa o Coaf na alçada do Ministério da Justiça, do ministro Sergio Moro.

No entanto, durante a tramitação da medida no Congresso, parlamentares aprovaram voltar o Coaf para a Economia. Na época, Moro defendeu que o órgão ficasse em sua pasta, mas a reação de deputados e senadores foi mais forte.

“É natural, em indo para Economia, que tenha alguma mudança. O que nós pretendemos é tirar o Coaf do jogo político, pretendemos”, disse Bolsonaro na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.

Questionado se o órgão poderá ser vinculado ao Banco Central, o presidente confirmou a possibilidade.

“Exatamente, já está sabendo, é vincular ao Banco Central. Tudo onde tem política, mesmo sendo bem-intencionado, sempre sofre pressões de um lado ou de outro. A gente quer evitar isso daí. Isso não é desgaste para mim nem para o Moro. Coaf lá, porventura, caso vá para o Banco Central vai fazer o seu trabalho sem qualquer suspeição de favorecimento político”, explicou Bolsonaro.

Ainda de acordo com Bolsonaro, o presidente do Banco Central, Roberto Campos, seria o responsável por escolher o comando do Coaf.

O atual presidente do conselho, Roberto Leonel, foi indicado pelo ministro Sergio Moro quando o órgão ainda era vinculado ao Ministério da Justiça.

Na quarta-feira (7), o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia dito que ainda não se decidiu se manterá Leonel à frente do órgão. “Uma cabeça rolar pode até acontecer, mas desde que haja um avanço institucional”, afirmou o ministro.

Grande base de dados

Segundo balanço de 2018 do Coaf, no ano passado foram recebidos 6.915 pedidos de informações de autoridades nacionais e realizadas 297 trocas de informações com outras unidades de inteligência financeira no exterior.

Dos relatórios produzidos pelo Coaf no ano passado, cerca de 400 municiaram operações da força-tarefa da Lava Jato, além de operações da PF como Cui Bono e Greenfield. O órgão informa que sua atuação possibilitou, em 2018, o bloqueio judicial de cerca de R$ 36 milhões no Brasil e no exterior.

Trata-se, portanto, de um órgão de controle, e não necessariamente de investigação. Na prática, o Coaf funciona como uma grande base de dados que reúne todas as operações financeiras e transações que, por lei, precisam ser comunicadas por bancos e também por corretoras, seguradoras, cartórios, joalherias e negociantes de obras de arte, entre outros.

Desde o final de 2017, por exemplo, bancos estão obrigados a comunicar previamente ao Coaf todas as operações em espécie, como saques e depósitos, acima de R$ 50 mil, com a identificação dos clientes. Para transferências bancárias não há um limite fixo. “O valor de R$ 10 mil é um valor referencial para que as instituições financeiras monitorem as operações para verificar se, por suas características, há suspeição”, explica o Ministério da Economia.

Quem deixa de cumprir com esses procedimentos está sujeito a sanções como como advertência, multa, inabilitação temporária ou até mesmo a cassação da autorização para exercício da atividade.

Somente no ano passado, foram cerca de 3 milhões comunicações obrigatórias feitas ao órgão, entre suspeitas e em espécie, o que representou um aumento de 90% em relação ao ano anterior.

Moro

Ao sair do Alvorada na manhã desta sexta, Bolsonaro estava acompanhado do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Depois, em um evento de promoção de oficiais no Clube do Exército, o ministro também acompanhou o presidente.

Logo no início do discurso no evento militar, o presidente disse que a sua vida e a do ministro não são fáceis, “mas quem tem a paz na consciência e um norte a seguir supera esses obstáculos”.

Em seguida, Bolsonaro afirmou que grande parte da democracia e da liberdade que o país tem se deve a Moro, numa referência ao trabalho do ministro como juiz responsável pela operação Lava Jato na 1ª instância até o ano passado.

“Quero fazer um elogio público também e aqui ao nosso ministro Sergio Moro, o homem que teve coragem, a galhardia e a vontade de fazer cumprir a lei. Fazer com que as entranhas do poder fossem colocadas à visa de todos do passado e também do presente. Uma pessoa também a quem devemos em grande parte a situação em que o Brasil se encontra, ao lado da democracia e da liberdade”, afirmou Bolsonaro.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fernanda disse:

    Cada coisa que ouço do ministro. Soam como musica aos meus ouvidos..fala pouco e quando fala,, eu gosto.

  2. Adelson Lopo da Silva disse:

    Coaf deve ser extinto e criado um órgão semelhante que faça essas funções no Ministério que o Presidente bem entender.

Cartórios de todo o país terão que comunicar Coaf sobre movimentações suspeitas

A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) finaliza uma resolução para obrigar os cartórios de todo o país a comunicar o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações suspeitas. A exigência é norma legal desde 2012, mas aguardava a regulamentação do CNJ. O tema faz parte da lei que trata sobre crimes de lavagem e ocultação de bens.

A inclusão dos cartórios no rol das entidades que precisam prestar informações ao Coaf faz parte de uma série de exigências do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi) para que o Brasil suba de patamar na avaliação mundial do órgão, que será feita em 2020.

Segundo o presidente do Coaf, Roberto Leonel, a expectativa é que, com as novas comunicações, aumente em 20% o fluxo de informações que chegam ao órgão, o que vai trazer novos elementos para o combate à corrupção e lavagem de dinheiro.

“A partir da publicação do provimento pelo CNJ, haverá um universo de 8 mil cartórios no Brasil que vão observar operações feitas, procurações esquisitas, escrituras e comunicar tudo isso para nós”, disse.

De acordo com o corregedor Nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, a resolução está em fase conclusão e deve ser divulgada no início do segundo semestre. Após a publicação, os cartórios terão um prazo de aproximadamente 120 dias para começar a enviar ao Coaf as informações sobre operações que possam caracterizar lavagem de dinheiro.

“Com a inclusão dos notários e registradores brasileiros, o sistema de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro terá um reforço significativo, já que passará a contar com informações cruciais dessa atividade”, afirmou Martins.

Para o corregedor, a perspectiva em relação à nova norma é positiva e ajudará no combate à corrupção, já que o Coaf passará a receber “informações preciosas”, tanto em relação a transações suspeitas quanto à utilização de “laranjas” para a conclusão desse tipo de negócios.

“Não tenho dúvidas de que a sociedade brasileira será a grande beneficiada, já que contará com mais uma ferramenta para que recursos públicos não sejam utilizados para outros fins senão atender aos interesses e reclamos da população”, afirmou.

A presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg-SP), Giselle Oliveira de Barros, também considera a medida como positiva. “Nós somos 100% favoráveis a colaborar. A gente não conseguia prestar as informações, porque ainda não tinha essa regulamentação [do CNJ]. Mas nós já estamos preparados para isso”, disse.

Criado em 1998, o Coaf é um órgão de inteligência financeira, responsável por receber todas as comunicações relacionadas às operações que possam configurar a prática de corrupção e lavagem de dinheiro.

O órgão, atualmente, está vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado pelo ex-juiz da Operação Lava-Jato Sergio Moro, mas há uma articulação em curso no Congresso para devolvê-lo ao Ministério da Economia, no âmbito da votação da medida provisória que tratou da reforma administrativa.

Os relatórios preparados pelo órgão têm servido de base para investigações de diversos escândalos de corrupção, como o mensalão. Recentemente, o Coaf foi responsável por identificar movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Valor

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    O tabelião não vai informar nunca um amigo, "cliente" ou parceiro, isso eu tenho certeza.

Paulo Guedes diz que vai manter presidente e diretores do COAF indicados por Moro caso plenários da Câmara e do Senado não revertam a decisão

Foto: Ian Cheibub – 1º.nov.2018 /Folhapress

A “estratégia” utilizada para tirar de Sergio Moro o poder do Coaf poderá ter sido em vão.

Paulo Guedes, Ministro da Economia, a quem a COAF será subordinada, já garantiu a Moro que irá manter o presidente e os diretores nomeados por ele, caso os plenários da Câmara e do Senado não revertam a decisão da comissão do Congresso que retirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça.

Mesmo assim, movimentos pró-Bolsonaro foram às redes sociais reclamar da decisão do Congresso. Segundo eles, deputados e senadores estariam com medo de Moro comandando um órgao que investiga lavagem de dinheiro.

Há quem defenda a volta do COAF para o Ministério da Economia porque seria o mais adequado para tratar de crimes financeiros.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. fabio soares lins disse:

    Dois grandes homens do governo, só pensam no brasil e no povo

  2. Assis Alves disse:

    O Brasil não tem mas jeito, com um congresso desse e um supremo guardiao….
    Moro pegue o chapéu e caia fora,vá viver de palestras mundo afora, vc faria muito mais pelo Brasil que ficar sendo humilhado no cargo de ministro.

  3. paulo disse:

    BG
    Tem que pegar esses BANDIDOS todos, sejam quem forem. Lugar de marginal é atrás das grades.

Auditor da Receita que atuou na Lava Jato assume presidência do Coaf

O auditor da Receita Roberto Leonel escolhido por Sérgio Moro para chefiar o Coaf — Foto: Reprodução/TV Globo

O auditor-fiscal Roberto Leonel de Oliveira Lima, da área de inteligência da Receita Federal, foi nomeado para ocupar a presidência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A nomeação foi publicada nesta quarta-feira (2) no “Diário Oficial da União”.

O nome de Roberto Leonel para comandar o Coaf já havia sido anunciado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, no fim de novembro do ano passado. Atualmente, Roberto Leonel comanda o Escritório de Pesquisa e Investigação (Espei) da 9ª Região Fiscal, em Curitiba, o berço da Operação Lava Jato.

O Coaf é um órgão estratégico de inteligência especializado em investigar movimentações financeiras e de prevenção à lavagem de dinheiro. Antes subordinado ao Ministério da Fazenda, agora ficará sob os cuidados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Além da nomeação de Roberto Leonel, o “Diário Oficial da União” desta quarta trouxe também o novo estatuto do Coaf com algumas novidades, como a criação de duas diretorias – a de Inteligência Financeira e a de Supervisão, que recebem parte das competências do plenário do conselho e da secretaria executiva do órgão.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. François Cevert disse:

    Será que esse consegue ouvir o Queiroz? Ou vai ficar tudo pela aquela entrevista no SBT?

    • Ceará-Mundão disse:

      Acho que a prioridade deveria ser a investigação do gabinete do deputado do PT, onde foram identificadas movimentações MUITO maiores, da ordem de 49,3 milhões.

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro fez saques em 14 bairros, aponta relatório do Coaf

O policial militar Fabrício Queiroz , ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), fez um tour pelo Rio de Janeiro para sacar dinheiro vivo , segundo os dados contidos no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) analisados pelo GLOBO.

Entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, o subtenente da PM fez 176 saques. Desse total, o levantamento conseguiu descobrir o endereço das agências bancárias onde 120 deles foram feitos.

Ao longo do período analisado pelo Coaf, Queiroz fez saques em 30 diferentes agências bancárias localizadas em 14 bairros cariocas. Também há registros de retiradas em Belo Horizonte, capital mineira, e Piraí, no Sul Fluminense.

O local com saques mais recorrentes foi o centro do Rio, onde está localizada a sede da Alerj. Queiroz utilizou sete agências para realizar 53 saques, num total de R$ 212,9 mil, em média mais de R$ 4 mil por operação. Em quatro oportunidades, o PM percorreu as ruas do Centro para fazer saques em dois ou mais endereços. Nos dias 19 e 20 de dezembro, foram feitas retiradas de R$ 5 mil em três agências, distantes 2,7 quilômetros entre si.

Em seguida vem a Barra da Tijuca, onde o ex-assessor parlamentar frequentou cinco unidades, tendo feito nelas 19 saques. Dois deles foram feitos na Avenida Lúcio Costa, há 400 metros do condomínio onde vive o presidente eleito Jair Bolsonaro, amigo de Queiroz há mais de 30 anos.

Queiroz ainda fez seis saques em áreas da Grande Jacarepaguá. Também utilizou agências de bairros da Zona Norte – como Bento Ribeiro, Irajá, Jacarezinho, Madureira e Méier.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Leonardo disse:

    Pega ladrão!!!! Kkkkkk

    • Flávio Costa disse:

      Se for provado terá que responder. Mas ANTES tem uma FILA QUILOMÉTRICA de outras figuras que respondem a vários processos por CORRUPÇÃO ATIVA e PASSIVA que precisa andar e ser processada e julgada. Antes tem que responder pelo rombo na petrobras, falência dos fundos de pensões, compra de apoio político, desvios e mais desvios de recursos públicos, enfim, a fila é gigantesca.

  2. Flávio Costa disse:

    Enquanto o COAF viu essa movimentação do assessor de Flávio Bolsonaro, a PF cumpre mandatos de busca e apreensão contra Gilberto Kassab, ex ministro do PT.
    Sabem a razão? Ter recebido R$ 350.000,00 por mês entre os anos de 2010 a 2016 e o mesmo COAF não viu, não tomou conhecimento, não achou estranha a movimentação financeira.
    Tem mais, sabem o motivo do recebimento dessa quantia irrisória? Segundo a PF – COMPRA DE APOIO POLÍTICO A DILMA ROUSSEFF. Precisa dizer mais alguma coisa?

  3. Jair disse:

    Um saque perto do condomínio do amigo é apenas um favor, saques perto da assembléia são favores. Esse povo fica querendo colocar coisa onde não existe. O que são 24 mil contos? 5 mil? É nada, só uma rachadinha casual. Vão arrumar o que fazer e prestem atenção no Temer que ainda é presidente.

    • Papo Reto disse:

      Aí é cego viuuuu!!!!!!!!!!

    • Zé Maria disse:

      Cego é quem não consegue enxergar uma ironia.

    • Jair disse:

      Eis o problema do brasileiro, não saber compreender a informação e fazer juízo de valor sem analisar a mensagem. Concorda Papo Reto?

COAF informa: negócio feito por empresa do ministro Palocci é suspeito

Todo dia o Ministro Palocci vai se enrolando mais:
Leandro Colon / SÃO PAULO e Luiz Alberto Weber / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

O Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Fazenda, enviou relatório à Polícia Federal comunicando que a empresa Projeto, do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, fez uma operação financeira suspeita na compra de um imóvel de uma empresa que estava sob investigação policial. A manifestação do Coaf ocorreu há cerca de seis meses, depois de o órgão ser informado do episódio pelo banco que intermediou a transação financeira.

Fontes do Ministério da Fazenda em São Paulo revelaram ao Estado que o comunicado do Coaf à PF se enquadra no tipo de “movimentação atípica”, “operação suspeita”. Funciona da seguinte maneira: os bancos informam ao Coaf sobre transações financeiras fora do padrão. Em cima dessas informações, o órgão da Fazenda repassa à PF e ao Ministério Público relatórios quando uma empresa ou uma pessoa sob investigação aparece nos comunicados dos bancos.

No caso de Palocci, o nome da Projeto surge nas transações atípicas envolvendo uma empresa que está sob investigação pela Polícia Federal. No ano passado, a empresa do ministro adquiriu dois imóveis em São Paulo: um apartamento luxuoso de R$ 6,6 milhões e um escritório avaliado em R$ 882 mil. O Coaf não tem poder de investigação. Cabe à Polícia Federal apurar se há ou não irregularidades na transação financeira entre a empresa do ministro da Casa Civil e a que está sob investigação.

Na última terça-feira, o PSDB chegou a pedir ao Coaf informações sobre a empresa de Palocci. O órgão, no entanto, ainda não se manifestou sobre o pedido. E não deve fazer isso publicamente, por se tratar de dados sigilosos. Em 2006, Palocci abriu a Projeto Consultoria Financeira Econômica Ltda, que atuou até 2010, enquanto ele era deputado, no ramo de consultorias para empresas privadas.

O petista se nega a revelar seus clientes. Em dezembro, pouco antes de virar ministro, Palocci alterou o nome da empresa para Projeto Administração de Imóveis e o objeto social para o de administração imobiliária. Os dois imóveis comprados são administrados por sua empresa. Procurado ontem pelo Estado, Palocci informou, por meio de sua assessoria, que desconhece o episódio. Disse que não foi informado do envio do relatório do Coaf à PF.