Senadores vão levar carta a Dilma pedindo que ela apoie novas eleições

O grupo de senadores que encampa a proposta de emenda à Constituição (PEC) que propõe novas eleições presidenciais este ano, para um mandato tampão de dois anos, vai levar amanhã (28) uma carta à presidenta Dilma Rousseff pedindo que ela apoie a ideia. A PEC propõe a eleição de presidente e vice-presidente em outubro deste ano, junto com as eleiçoes municipais. A posse presidencial seria em janeiro do ano que vem e o mandato terminaria no fim de 2018.

Os senadores apelam para a “grandeza e coragem” das lideranças políticas e argumentam que a legitimidade social e política do governo de Dilma não será resolvida com o impeachment. Nesse sentido, eles alegam que a proposta de novas eleições pode ser “redentora” e ter o condão de “unificar” o país.

Eles pedem que Dilma apoie a PEC, já em tramitação, ou remeta uma nova proposta, de autoria do Poder Executivo, para garantir que o futuro governo seja eleito pelo voto popular. “Nós aceitamos qualquer um dos caminhos que resultem em novas eleições. Seja pelo julgamento rápido do TSE, mas isso não depende da vontade das lideranças políticas, seja a presidente da República encaminhando uma proposta de plebiscito, ou seja em conquência da aprovação da PEC. O que nós queremos é que essa questão seja resolvida através do voto popular”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Assinam a carta cinco dos seis senadores que apresentaram a PEC: João Capiberibe (PSB-AP), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Paulo Paim (PT-RS).

O único que não assina o documento é o senador Walter Pinheiro (Sem Partido-BA). Embora ele seja signatário da PEC, Pinheiro optou por não compartilhar da carta que pede o apoio da presidenta por achar que uma eventual iniciativa dela nesse sentido deveria ocorrer de maneira espontânea.

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Charles disse:

    Larguem o osso.

  2. Falando Sério disse:

    Palhaços e puxa-saco.

  3. Val Lima disse:

    Homi eu não vou nem comentar essa possibilidade….rs

Base aliada questiona indicação do senador Anastasia para relatar impeachment

anastasia Moreira Mariz Agência Senado
Foto: Moreira Mariz / Agência Senado

Logo após a eleição da comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, senadores da base do governo questionaram a indicação do tucano Antônio Anastasia (MG) para a relatoria da comissão. O nome de Anastasia, ligado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem gerado polêmicas entre os parlamentares.

A escolha do presidente e do relator será definida amanhã (26) pela manhã, afirmou o senador Raimundo Lira PMDB-PB), indicado pelo partido para a presidência com a aceitação da oposição e do governo. Como segundo maior bloco do Senado, o PSDB quer que a relatoria fique com o partido.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou uma questão de ordem, com base no Código de Ética e Decoro Parlamentar, questionando a isenção e imparcialidade de Anastasia.

Gleisi lembrou decisão do Conselho de Ética, que decidiu pela substituição do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) da relatoria do processo contra o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), em razão de o partido ter se pronunciado previamente pela cassação do mandato do senador.

Segundo a senadora, o PSDB já se manifestou favorável ao impeachment e que o senador, como relator, faria um relatório com o mesmo resultado. “Ocorre que a referida suspeição também pode decorrer, por evidente analogia, da posição pública e prévia do partido do senador sobre o julgamento ou, ainda, quando for abertamente adversário ou aliado político, com evidente interesse no desfecho da votação”, acrescentou a senadora.

Questão de ordem similar foi apresentada pela senadora Vanessa Graziotin (PcdoB-AM), que argumentou que o PSDB não poderia indicar a relatoria devido ao fato de o coordenador Jurídico Nacional do partido, Flávio Henrique Costa Pereira, ter subscrito o pedido de impeachment acatado por Cunha, além de ter atuação no pedido do PSDB junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impugnação da prestação de contas da presidenta Dilma Rousseff.

“É evidente que paira sobre o PSDB, dessa forma, toda sorte de suspensão para a relatoria do procedimento sob exame. Vê-se, com toda clareza, as digitais do PSDB no pedido de impeachment da presidenta da República. Sendo assim, não poderá o senador Antonio Anastasia ou qualquer outro membro do partido funcionar como relator da comissão especial”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Felicio Honório disse:

    Algumas pessoas simplesmente não sabem o que significa o Princípio da SUSPEIÇÃO e para que ele serve de fato e de Direito.
    O Princípio da Suspeição encontra-se previsto na legislação pátria e ocorre quando encontra-se algum fator que fere o Princípio da Imparcialidade no processo, que diz que o juiz a julgar a ação deve ser igualmente imparcial para com ambas as partes.
    Hipóteses de Suspeição

    Art. 135. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando:

    I – amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes;

    Ex: Quando o juiz for amigo pessoal ou inimigo declarado da alguma das partes.
    V – interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.

    Ex: Caso em que o juiz terá proveito se uma das partes ganhar a ação.

    Falando sério, qual o grau de ISENÇÃO desse senhor que atuará como Juiz de Dilma?

    • Ceará Mundão disse:

      O Congresso é formado por parlamentares membros de partidos. Como diz o próprio nome, são partidários, escolhem "lados". Ninguém no Congresso é imparcial. E por isso estão lá. Talvez o caro petista desejasse um senador do PCdoB para relator. É hilário.

  2. Falando Sério disse:

    Reclamar o quê? O Cidadão é qualificadíssimo.

  3. Coxinha na Batera disse:

    Pode chorar espernear e cuspir que não tem pra ninguem e só Arruma a mala ae que a Rural vai arribar com o Molusco e a Estocadora de Vento

Renan rejeita pedido para que Dilma e Temer sejam julgados juntos no Senado

manchetes-politica-discurso-renan1A sessão para votação de comissão de impeachment no Senado começou com um pedido para que os processos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer sejam analisados conjuntamente pelo Senado. O pedido foi formulado pelo senador João Capiberibe (PSB-AP), que apresentou uma questão de ordem, em nome de sete senadores, sobre o caso.

Segundo o senador, como há conexão entre as infrações de presidente e vice, elas devem ser analisadas em um só processo. Antes de encerrar a sessão que aprovou a comissão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), rejeitou o pedido.

No dia 5, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, determinou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dê seguimento a um processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer na Câmara e forme uma comissão especial para tratar do caso.

Segundo o pedido, Temer também teria cometido crime de responsabilidade ao assinar quatro decretos de abertura de créditos suplementares sem aval do Congresso Nacional de dotação orçamentária. Os decretos, assinados por Temer no ano passado quando estava no exercício da presidência, são similares aos apontados no pedido formulado pelos advogados Miguel Reale Jr, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal contra Dilma e acatado por Cunha no final do ano passado.

Segundo Capiberibe, isso demonstraria a existência de conexão entre as práticas consideradas irregulares. Capiberibe argumentou que tanto a Constituição Federal, como o Regimento Interno do Senado e o Código de Processo Civil preveem o julgamento em comum no caso da prática de crimes conexos. “Na hipótese de crimes conexos de mesma natureza, tanto o regimento quanto a Constituição preveem o julgamento simultâneo, assim, deve ser interpretado que os processos de impedimento da presidenta e do vice devem ser julgados ao mesmo tempo”, disse.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que também assinou o pedido, argumentou que Cunha está descumprindo a decisão do STF. “A decisão do ministro Marco Aurélio não está sendo cumprida pelo presidente da Câmara dos Deputados. Não está sendo dada sequência ao procedimento que pede o impedimento do vice-presidente, ao passo que ao processo da presidenta foi dado passo célere”, disse.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. BR disse:

    Mais um golpe!!! FDP!

  2. José P. disse:

    Mais patético ainda é o PMDB

  3. Falando Sério disse:

    Esse PT é patético.

STF inclui menções a Dilma, Temer e Lula em inquérito da Lava-Jato

O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inclusão de trechos da delação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) no inquérito que investiga a quadrilha que desviava recursos na Petrobras. Nesses trechos, há citações à presidente Dilma Rousseff, ao vice Michel Temer, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a alguns parlamentares.

A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), foram juntados ao inquérito os termos de colaboração números 2, 13, 19, 20 e 21 de Delcídio ao inquérito 3989, o maior de todos da Lava-Jato, com 39 réus. O termo número 2 é o que contém mais citações e trata, entre outras coisas, da possível ingerência de Dilma Rousseff na nomeação de Nestor Cerveró para uma diretoria na BR Distritbuidora. Cerveró, que antes já tinha sido diretor da Área Internacional da Petrobras, também é investigado e firmou um acordo de delação premiada para colaborar com as investigações. Dilma nega ter participado da nomeação dele, mas o senador mencionou telefonemas dela sobre o assunto.

Delcídio relata que estava em Salvador quando recebeu uma ligação de Dilma, então ministra da Casa Civil, questionando se Cerveró seria indicado ou não para a Diretoria Financeira da BR Distribuidora. Delcídio respondeu não saber e, algumas horas depois, Dilma lhe retornou para informar que ele seria realmente indicado. O senador diz acreditar que foi um prêmio de consolação pela atuação de Cerveró no caso da sonda Vitória 10.000. O contrato da sonda ficou com o grupo Schahin, que, com isso, considerou quitado um empréstimo feito pelo PT. O empréstimo seria usado para pagar o empresário Ronan Maria Pinto, que estaria chantageando o partido com informações relacionadas à morte do prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em 2002.

Também no termo número 2, Delcídio relata cargos ocupados por pessoas indicadas pelo PMDB. Segundo ele, após o escândalo do mensalão, o partido aproveitou a fragilidade do governo Lula para fazer algumas nomeações, inclusive assumindo indicações feitas por outras siglas. Questionado sobre o que diretores de estatais podem fazer pelos partidos, Delcídio disse que, além do peso político, eles “atendem as demandas” das legendas e que “se trata não apenas de influência política, mas também de ‘doações’ e ‘outros objetivos não republicanos'”.

No termo número 20, Delcídio relata a instalação da CPI do Cachoeira em 2012, incentivada por Lula para atingir o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Mas, depois, a avaliação foi de que os trabalhos da comissão poderiam pôr em cheque o financiamento da campanha de 2010, especialmente a do PT, uma vez que envolveu também as empresas de Adir Assad. Assim, a própria base governista articulou para acabar com a CPI. “José de Filippi era o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Roussef à época e era quem orientava as empresas doadoras no sentido de atender eventualmente a campanha presidencial ou as demais campanhas do PT e aliados a utilizarem as empresas de Adir Assad”, diz trecho do termo de colaboração.

No termo número 13, Delcídio diz que Temer era “muito ligado” a João Augusto Henriques, lobista preso em setembro do ano passado na 19ª fase da Operação Lava-Jato. Henriques é suspeito de operar propina para o PMDB. Ele foi diretor na BR entre 1998 e 2000 e uma de suas atribuições era a compra de etanol, o que levava a uma “relação estreita” com usineiros. Depois, “em 2007 ou 2008”, segundo Delcídio, Henriques foi cotado para ser diretor da Área Internacional da Petrobras “com o apadrinhamento de Michel Temer e da bancada do PMDB na Câmara”.

A então ministra Dilma Rousseff vetou o nome, conforme a delação. O diretor acabou sendo Jorge Zelada, também ligado ao PMDB e preso na Lava-Jato suspeito de operar o esquema de propina na Petrobras. Quando a delação de Delcídio se tornou pública, em março, a assessoria de imprensa de Temer informou que ele nunca foi padrinho de Henriques e que a indicação de seu nome foi feita pela bancada do PMDB na Câmara, assim como a de Zelada.

“No que tange ao desvio de verbas em favor do PMDB, o possível esquema de financiamento ilícito desse e de outros partidos constitui um dos objetos do inquérito nº 3989/STF. Desta feita, por ora, basta a juntada de cópia do termo a esse inquérito”, escreveu o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na petição em que pede a inclusão desse trecho da delação de Delcídio.

No termo número 19, o senador relata irregularidades na aquisição de sondas e plataformas da gestão de Joel Renó, quando ele foi diretor da Petrobras, entre 1999 e 2001, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. No termo número 21, apenas diz que não tinha nada de relevante a acrescentar ao que já tinha relatado.

Fonte: O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nelson Tavares disse:

    Já era Dilma !!!!!

  2. #CUNHAmeumalvadopreferido disse:

    João e José,chupa essa manga….kkkkk

  3. João disse:

    Mas Aécio fica fora pela enéssima vez, não é?
    Como podemos acreditar que essa LAVAAJATO é isenta e séria?

    • Verdade seja dita disse:

      Cunha da de 10 a zero na cambada desse Partido das Trevas.

    • João disse:

      Primeiro tiramos o tubarão da água, depois tiramos os bagres, lulas, ostras e companhia…

  4. José Cresio disse:

    BG favor acrescentar a manchete: "e gestão FHC" . Para não parecer, que você está sendo parcial. Ver manchete do UOL: "STF autoriza usar delação contra Dilma, Lula, Temer e gestão FHC em inquérito.

    • Augusto disse:

      Mas NÃO tem essa parte de FHC no UOL…
      "STF autoriza incluir delação contra Dilma, Lula e Temer no petrolão
      Pedro Ladeira – 20.out.2015/Folhapress"

Gilmar Mendes: STF não pode emitir juízo sobre mérito do processo de impeachment

gilmar-mendes-e1369668149193O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (18) que a Corte não poderá emitir juízo de valor sobre o mérito do processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo o ministro, apesar de a jurisprudência do STF assegurar o direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, o tribunal poderá apenas impugnar eventuais decisões de procedimento, mas não decidir sobre o mérito.

“O tribunal não pode emitir juízo sobre o mérito do processo. Essa é a jurisprudência que vem de lições clássicas do nosso constitucionalismo. Então, me parece que poderemos ter, sim, eventual impugnação quanto a decisões de procedimento”, disse Gilmar, em palestra em um hotel em São Paulo.

“Também me parece que, diante da possibilidade de impugnação [nos procedimentos], os responsáveis pela condução dos processos na Câmara [dos Deputados] e no Senado têm tomado cuidado para que não haja uma intervenção, pelo menos em casos de violação clara do devido processo legal”, acrescentou o ministro.

Gilmar Mendes ressaltou que o STF não deve “salvar” governos que não têm condições políticas. E que liminares são inócuas nesses casos. “Não são liminares que salvam governos que não podem ser salvos, que não tem condições políticas de ser salvos”, afirmou. “Falta de votos não se resolve no tribunal, a não ser que o tribunal dissesse: cada voto dado a um lado tem o peso 2.”

Novas eleições

O ministro antevê problemas legais na proposta de antecipação das eleições presidenciais, a partir de uma emenda à Constituição. Segundo Gilmar, um novo escrutínio poderia gerar “grande instabilidade”. “Eu vejo com alguma dificuldade o desenvolvimento dessa ideia de antecipar eleições com base em emenda constitucional, em face do Artigo 60, Parágrafo 4º do texto constitucional, que valoriza o voto, e tudo mais”, disse ele.

E questionou: “o que envolve a ideia das eleições antecipadas? A interrupção do mandato. Mandatos que foram conferidos. E, se for eleição geral, mais grave ainda. Isso vai incluir parlamentares que não estão envolvidos nessa confusão”. Isso, de acordo com o ministro, poderia gerar um quadro de grande instabilidade.

Fonte: Agência Brasil

Grupo de senadores defende novas eleições para presidente e vice

dilma e temerCom a aprovação pelo plenário da Câmara dos Deputados da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, um grupo de senadores pretende apresentar esta semana uma proposta de emenda constitucional para a realização de novas eleições para presidente e vice-presidente.

O grupo de parlamentares é contrário à eventual assunção do vice Michel Temer por acreditar que ele não tem as condições de “reunificar o país” em caso de impeachment da presidente Dilma. Fazem parte deste grupo os senadores João Capiberibe (PSB-AP), Walter Pinheiro (ex-PT-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Paulo Paim (PT-RS) e Cristovam Buarque (PPS-DF).

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Augusto Ribeiro disse:

    o golpe no golpe! Dez!!!!

  2. Estefânia Romano disse:

    Não pode. Isto é golpe branco! Kkkkkk

  3. Val Lima disse:

    Ei "meninos",ninguém mexe com a regra do jg com a partida em andamento….

Oito dos 32 ministérios de Dilma estão sem titulares permanentes

esplanada dos ministérios
Em meio ao andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso e diante de uma crise de governabilidade, 8 dos 32 ministérios do governo estão atualmente sem seus titulares.

Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Marcelo Castro (Saúde) e Mauro Lopes (Aviação Civil) deixaram seus cargos na semana passada e retomaram os mandatos de deputado para votar na sessão do impeachment. Com exceção de Mauro Lopes, todos votaram contra o afastamento de Dilma.

Por enquanto, a única expectativa de volta é do ministro Patrus Ananias, o que, entretanto, depende da vontade da presidente.

Enquanto isso, nos corredores da Câmara, Pansera e Castro têm dito que não houve um acordo com a presidente de que eles retomariam os cargos na Esplanada após a votação na Câmara. Mauro Lopes, por sua vez, já entregou sua carta de demissão e não voltará.

Já nos casos de Gilberto Occhi (Integração Nacional), Gilberto Kassab (Cidades) e Henrique Alves (Turismo), os ministros de PP, PSD e PMDB, respectivamente, decidiram entregar seus cargos após as bancadas dessas legendas na Câmara se posicionarem favoráveis ao impeachment de Dilma. Nesses três casos, as pastas têm sido administradas de forma interina.

Lula

Outro ministério sem titular permanente é a Casa Civil. Nomeado para o posto no mês passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve sua posse suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal FederalGilmar Mendes, que atendeu a um pedido do PSDB – o partido alega que Lula, investigado na Lava Jato na primeira instância, tentou obstruir a Justiça ao ser nomeado, a fim de obter o foro privilegiado e ser investigado pelo STF.

Até que o plenário do Supremo decida se Lula pode ou não assumir o ministério, está à frente da pasta a ministra-substituta Eva Maria Chiavon, que exercia o cargo de secretária-executiva da pasta na gestão de Jaques Wagner, atual chefe de gabinete da presidente Dilma.

Fonte: G1

Dilma diz que lutará até o fim e acusa Temer de conspiração

Dilma Rousseff Valter Campanato Agência BrasilA presidenta Dilma Rousseff disse hoje (18) ser “estarrecedor” o fato de o vice-presidente Michel Temer ter, segundo ela, conspirado “abertamente” contra seu governo. Um dia depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado a abertura do impeachment, a presidenta disse que não vai se abater com a decisão, que vai continuar enfrentando o processo e que esse não é o começo do fim. “Nós estamos no início da luta.”

Segundo Dilma, não se pode chamar de impeachment a “tentativa de eleição indireta” liderada por seus opositores. Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, a presidenta disse que “nenhum governo será legítimo” se não chegar ao poder por meio do voto secreto e direto das urnas.

“Acredito que é importante reconhecer que é extremamente inusitado e estranho, mas sobretudo é estarrecedor que um vice-presidente em exercício de seu mandato conspire contra a presidente abertamente. Em nenhuma democracia do mundo uma pessoa que fizesse isso seria respeitada. A sociedade não gosta de traidores. Porque cada um de nós sabe a injustiça e a dor que se sente quando se vê a traição no ato”, disse, referindo-se a Temer.

Durante a entrevista, Dilma anunciou que ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes (PMDB), que deixou o cargo para reassumir o mandato na Câmara e votou pelo impeachment, não faz maos parte de seu governo.

A presidenta lembrou do período em que foi torturada pela ditadura militar, e disse que o processo de impeachment será repercutido internacionalmente como “abuso do poder e descompromisso com as instituições”.

“Acredito que é muito ruim para o Brasil. E que o mundo veja que a nossa jovem democracia enfrenta um processo com essa baixa qualidade, principalmente na formação de culpa da presidenta da República”, disse.

Sobre a continuidade do processo, Dilma disse que não vai se abater nem se deixar paralisar e que vai lutar até o fim. A presidenta voltou a comparar o processo contra ela a um golpe de Estado e disse que lutará “com convicção” contra seus opositores, assim como quando enfrentou a ditadura.

“Tenho ânimo, força e coragem suficiente para enfrentar, apesar que com um sentimento de muita tristeza, essa injustiça. Comecei lutando em uma época que era muito difícil lutar, época que te torturava fisicamente e que tirava a vida de companheiros. Agora eu vivo na democracia. De certa forma, estou tendo meus sonhos torturados, os meus direitos. Não vão matar em mim a esperança, porque sei que a democracia é sempre o lado certo da história.”

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sérgio George de Oliveira disse:

    Tenho muito respeito pelo blog e pelo programa meio dia cidade, mas vocês não vão comentar o voto contra corrupção dado pela deputada federal que deu como exemplo o seu marido, prefeito de Monte Carlos?

  2. Ceará Mundão disse:

    A presidente Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobrás quando ocorreu a negociata da Refinaria de Pasadena, elegeu-se com dinheiro ilícito do Petrolão, praticou crimes contra o Orçamento Público também visando a reeleição e conspirou para obstruir a ação da Justiça, nomeando Lula ministro para dar-lhe foro privilegiado e tirá-lo das mãos do rigoroso juiz Moro. Isso tudo, para ater-se apenas ao que já foi comprovado. Como dizer que ela é uma pessoa íntegra e honrada?

  3. paulo disse:

    Todo MENTIROSO e SEM-VERGONHA usa destas táticas, fora pt.

  4. Val Lima disse:

    Se é por falta de adeus….Tchau querida!!!!!

  5. Mortadela Day disse:

    Sai Praga Ruim

  6. caio fabio disse:

    Se tivesse um pingo de dignidade e civilidade renunciava, não vê que esse lenga lenga é prejudicial a nação? O País está parado.

  7. ELTON disse:

    esses petistas não largam o osso nem a pau….cai fora.

  8. peter disse:

    Se apega ao passado guerrilheiro,como se isso fosse um bom exemplo democrático.

[FOTO] Manifestantes projetam “Tchau Querida” na fachada do Congresso Nacional

tchau querida

Manifestantes a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff projetaram na noite desta quarta-feira (13), através de projetores de lazer, a frase “Tchau Querida” na fachada do Congresso Nacional.

A mensagem é uma alusão à despedida da presidente, caso seja aprovado o relatório que pede o impedimento do mandato da presidente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. antonio pereira disse:

    eu quero ver o choro depois que a direita reassumir esse país. Servidores públicos que hoje apoiam o golpe vão se arrepender drasticamente. Igualmente os funcionários privados quando a terceirização bater à sua porta e precarizar ainda mais sua mão de obra.

    • Marco Bueno disse:

      É extremamente necessário após o "impeachment" entrar com um processo contra o PT por violação da lei dos partidos políticos ao se relacionar com o Fóro comunista de São Paulo, desde 1990. Este relacionamento com organização internacional, inclusive de narcotraficantes e terroristas como FARC (Colombia) e Movimento da Esquerda revolucionária (Chile)é proibido por essa lei. Deve haver também um processo para impedir tal Fóro do Brasil pois ele atenta contra a soberania de todos os países da América.

  2. Brasil, Meu país NÃO será dos fascistas! disse:

    Quero ver gente chorando depois de perderem o pouco q conquistaram nesses últimos 13 anos.

    • Xandi disse:

      Chora não Bebê, Chora não Bebê….???????

    • Nosdliw disse:

      Ainda bem que essas lágrimas não derramarei. Afinal, são mais de 09 anos sem recomposição salarial.

  3. Val Lima disse:

    O povo brasileiro é muito espirituoso…..rs

  4. Xandi disse:

    Chora não Bebê, Chora não Bebê….???

Renan sobre impeachment no Senado: ‘Tudo tem seu tempo’

RenanLulaMarquesFolha11Apontado como um dos últimos aliados do governo no PMDB, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira que o voto no processo do impeachment é uma “questão de consciência” e criticou a postura de partidos que deixaram recentemente a base do governo e passaram a apoiar o processo que pode levar à derrubada da presidente Dilma Rousseff do poder. Segundo o senador, as legendas não deveriam exigir que suas bancadas votassem unidas a favor ou contra a queda da petista. Até o momento, fecharam questão pró-impeachment o PRB e as siglas de oposição, enquanto o governista PR e os recém-desembarcados PP e PMDB vão liberar as bancadas.

“Esse fechamento de questão nos partidos é uma forçação de barra, porque o que vamos ter é um julgamento do impeachment, que, mais que uma questão partidária, é, sobretudo, uma questão de consciência”, disse. O presidente do Senado evitou fazer projeções sobre a celeridade do processo de impeachment na Casa caso a Câmara dos Deputados aprove, no domingo, a admissibilidade do pedido contra a presidente Dilma. No caso de Fernando Collor de Mello, em 1992, o Senado acelerou a tramitação do processo, recebeu a documentação do impeachment no dia 30 de setembro e afastou o então presidente já no dia 2 de outubro.

“Eu não sou cartomante ou quiromante para fazer previsões. Tudo tem o seu tempo. O impedimento também tem seu tempo. É importante que se observem os prazos e que o presidente seja isento. Se o presidente da Casa não for isento, não guardar independência e responsabilidade que deve ter no cargo, ele acabará desequilibrando o processo, e esse não é o meu propósito”, afirmou, em um recado velado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aliado do vice-presidente Michel Temer e um dos principais artífices do impeachment de Dilma.

“Não vai, o Senado, ter um presidente que vai desequilibrar o processo”, completou.

Fonte: Veja

IMPEACHMENT: Dilma propõe “pacto” se permanecer no Cargo

a-presidente-dilma-rousseff-1459162406189_615x300A presidente Dilma Rousseff recebeu jornalistas em seu gabinete na manhã desta quarta-feira (13) para dizer que vai lutar “até o último minuto do segundo tempo” para preservar o seu mandato. Mas não foi clara se essa reação inclui também recorrer à Justiça.

Ela chamou de “golpistas” todos aqueles que defendem o impeachment. “Não importa se é um pedreiro, engenheiro, professor ou empresário. É golpista”, frisou, repetindo a estratégia de se colocar como vítima de um processo no Congresso.

Durante uma conversa de pouco mais de duas horas, a presidente disse que, se vencer, vai propor um pacto político nacional, envolvendo todos os atores, inclusive a oposição. “A crise no país é tão grave que não há solução que não seja por meio de um pacto”, disse. Se perder, se considera “uma carta fora do baralho”.

Na hipótese de permanecer, o pacto que pretende propor deve envolver, afirmou, todos os setores da sociedade – governo, oposição, empresários e trabalhadores. “Sem vencidos nem vencedores”, disse. Para ela, o pacto deve prever compromisso com reformas – entre as quais a reforma política

CUNHA E TEMER

Ela afirmou que o processo de impeachment decorre da vontade “do senhor presidente da Câmara”, que, em caso de impeachment, será o vice-presidente da República. E apontou a existência de uma “sociedade” entre Cunha e o vice-presidente Michel Temer.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alfredo disse:

    Tal qual a seleção do Brasil, ela vai lutar e perder de 7×1.

  2. Salvador disse:

    Isso é uma mentirosa, pacto com quem? Quem não se lembra quando o povo brasileiro foi a primeira vez pras ruas pedir a sua saída. Ele veio com uma lorota de plebiscito, referendo, depois deixou pra lá, caiu no esquecimento, agora vem com uma conversa de PACTO, nan, nan nin nan não. É queda mesmo. Fora!

  3. Brasil, Meu país NÃO será dos fascistas! disse:

    O bom foi o pacto com os corruptos (Cunha e Temer)q os coxinhas, midia e FIESP fizeram. E ainda tinha gente q acreditava q essa turma estava preocupada com corrupção.

    • Brasil, meu País não e dos Golpistas Mortadela ! disse:

      Chora não Bebê Mortadela, Chora não Bebê Mortadela…..???

  4. Estefânia Romano disse:

    Pacto agora?? Vá fazer com o MST.

  5. Renato Souza disse:

    Agora??? Pacto agora??? Por que não propôs esse pacto para salvar o país??? Ao invés disso quer fazer pacto para salvar a pele dela. Cristina Kichner, após 3 meses fora do poder está prestes a ser presa porque cometeu crime de responsabilidade (comprou dollar a preço futuro). Eu acho que Dilma está no lucro, pois ela será impichada, mas após isso não será presa.

  6. Neto disse:

    Ele não se entendeu nem com o presidente de fato, como agora vai conseguir pacto com partidos?

  7. Fernando Antonio R. Bastos disse:

    QUE ESSE PACTO ELA VÁ FAZER COM OS DIABOS QUE A CARREGUE.

  8. Ricardo disse:

    Va fazer pacto com o diabo em Porta Alegre.

[FOTO] Movimento pró-Dilma de Mossoró pede ajuda de R$ 500 pra bancar protestos

Carta pedidoEstá circulando por Mossoró um ofício da Frente Brasil Popular, que é o grupo que defende a permanência de Dilma Rousseff na Presidência da República, pedindo uma ajuda de R$ 500 para bancar os protestos em favor da presidente. O dinheiro seria destinado aos custeios das movimentações em Mossoró, Oeste potiguar.

A atividade intitulada “Mossoró Contra o Golpe” prevê debates, panfletagens e ocupação de locais públicos em favor de Dilma. O blog tentou confirmar a autenticidade do documento. Mesmo sem fontes oficiais confirmarem, pessoas ligadas ao movimento afirmaram ser autêntico e que as doações “ajudarão na luta pela democracia e na luta contra o golpe”. PT e PCdoB chamam o processo de impeachment de golpe.

A Frente Brasil Popular de Mossoró tem o apoio do vice-prefeito Luiz Carlos e é formada pelos partidos PT e PCdoB; pelas centrais sindicais CTB e CUT; além de outros movimentos e entidades estudandis como MST, MMM, PO, Ubes, UNE, USJ, JPT, Levante Popular, DCE/Ufersa, DCE/Uern e o Grêmio Estudantil do IFRN.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Elves Alves disse:

    Como tem caba-de-pêia em Mossoró!
    O pior é que se Lampião chegasse lá, nos dias de hoje, seria bem capaz de trocar seu gibão de couro por um casaco bordado de lentejoulas, e suas armas de cangaceiro por adereços coloridos à moda moçoilas do arco-íris.

  2. Salvador disse:

    Não cometam essa indelicadeza com o povo de Mossoro. Isso é feio.

  3. Gente o nosso $ pra bancar tudo isso já ta com eles, esse pedido é só jogo para justificar a dinheirama q tão despejando no país… Acorda Brasil

  4. Alguém disse:

    jkkkkkkkk peçam mesmo porque a porcaria desse partido já era!!!

  5. JOAO MARIA disse:

    SEM COMENTARIO, É A NOTICIA MAIS IDIOTA DO DIA

  6. Airport reader disse:

    PQP SÓ O QUE FALTAVA KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, PEDE PARA TITIA DILMA !

  7. Ricardo disse:

    Para comprar pão e mortadela e pagar R$ 30,00 por pessoa para ir para o protesto.

Sem entregar ministério, PTB vai encaminhar voto a favor do impeachment

Foto: Evaristo Sá / AFP
Foto: Evaristo Sá / AFP

A bancada do PTB na Câmara decidiu hoje (13) que encaminhará domingo (17) o voto favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Integrante da base aliada do governo e com o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústaria e Comércio Exterior, o partido tem 19 deputados em exercício, sendo que 15 já se manifestaram favoráveis ao afastamento da presidenta da República.

“De forma unida, o PBT chegou a um entendimento de que o Brasil vive a pior crise da política e econômica dos últimos tempos. Percebeu que o Brasil não tem como mais se reerguer caso esse atual governo permaneça”, disse o líder em exercício da legenda, deputado Wilson Filho (PB).

Segundo o deputado, a decisão foi tomada porque a bancada entende que o país não conseguirá sair da crise se o atual governo for mantido. De acordo com o líder, não haverá punição para os que não acompanharem a decisão.

“Decidimos encaminhar o voto sim, até porque temos na nossa bancada o deputado Jovair Arantes [relator da denúncia], que pode expressar, juridicamente, o posicionamento em favor do impeachment. Portanto, a bancada do PTB acompanha o relator”, afirmou Wilson Filho.

O deputado informou ainda que a direção nacional do partido vai se reunir amanhã (14) para tratar do fechamento de questão, mas ele descartou inicialmente a saída de Armando Monteiro do Desenvolvimento, Indústaria e Comércio Exterior. “O ministro Armando Monteiro é um dos políticos mais inteligentes, é um senador, e o seu momento se expressar sua opinião será quando o impeachment chegar ao Senado”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Cresio disse:

    Realmente é um senador muito inteligente. O país não sobreviveria sem essa potência. Me engana que eu gosto. Deve ter é rombo de todo tamanho nesse ministério.

  2. José Cresio disse:

    Este partido é o retrato de nossa classe política. É mamando e cuspindo nas tetas que o alimenta. Pobre nação que tem uma classe política desse naipe!

Jaques Wagner aposta em vitória no plenário e defende diálogo pós-impeachment

jaques wagnerO ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, disse que o governo terá que fazer uma repactuação de forças políticas a partir de segunda-feira (18), após a votação do pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados. “A partir do dia 18, abre-se a oportunidade de repactuação real”, disse Wagner em entrevista ao programa Brasilianas.org.

Wagner aposta na vitória do governo na votação do parecer sobre a continuidade do impeachment no plenário da Câmara, que deve começar na sexta-feira (15) e se estender pelo fim de semana. “Querem colocar na cadeira de presidente da República alguém que não teve a benção do povo e do voto. Tenho absoluta segurança que a gente vence no domingo no plenário da Câmara dos Deputados, barrando o impeachment. Estamos fazendo conta entre 208 e 212 votos [contra o impeachment]. Temos consciência de que não vamos chegar acima dos 257 [votos], mas temos um número com uma certa folga para barrar esse processo.”

Para que o impeachment seja aprovado no plenário da Câmara, e posteriormente encaminhado ao Senado, são necessários, no mínimo, 342 votos do total de 513 deputados. Ou seja, para barrar o andamento do processo, o governo precisa garantir 172 votos contra o impedimento.

“Aí a grande pergunta é o dia seguinte: o que fazer? Eu acho que o que fazer é: reaglutinar bem essa base que está nos apoiando, conversar com segmentos sociais, com o segmento empresarial também. Conversar ou, pelo menos, já deixar aberta a conversa mesmo com aqueles que escorregaram nesse processo de impeachment, mas que resolvam botar um ponto final nessa luta sem fim que já dura 15 meses e ter a presidenta no lugar que o povo a colocou”, disse o ministro.

Segundo Wagner, o governo está trabalhando nas frentes jurídica e política para barrar o impeachment, mas não descarta ir ao Supremo Tribunal Federal caso o processo avance na Câmara e no Senado.

“Estamos na casa de 208 [votos]. Isso muda a cada dia. Porque são sempre conversas que são feitas, convencimento que é feito, de mostrar para aqueles que estão na dúvida que esse processo está carregado de ilegitimidade. Mas ninguém vai esquecer de uma possibilidade concreta de ir ao Supremo Tribunal Federal porque o texto da Constituição é muito claro: é preciso um crime de responsabilidade no exercício do mandato e já está mais do que provado que não há crime de responsabilidade. O importante para nós é ter a vitória política neste domingo.”

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Izaura da cruz disse:

    Esse ministro está cada vez mais parecido com aquele personagem da Escolinha do Prof Raimundo –
    ROLANDO LERO.

  2. Sandro Alves disse:

    Engraçado, Temer recebeu os mesmos votos de Dilma. Como o é que o povo não votou nele? kkkkkk. Todos são PTRALHAS!

  3. Coelho disse:

    Para o bom entendedor: se não tiver impeachment, PT não cumprirá com as promessas de cargos em queima agora. Ora, repactuar é sinônimo de relotear. É um calote atrás do outro. Não aprendem mesmo.

  4. Val Lima disse:

    Diante da realidade só me resta uma coisa…kkkkkkkkkkkkk

IMPEACHMENT: 245 deputados são a favor de pedido; veja atualização do placar

Dilma-Rousseff2Vinte e sete deputados federais entraram em contato, nesta quarta-feira, 6, com o Estado para atualizar o posicionamento em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Antes de fazer as mudanças no levantamento, é preciso que o parlamentar confirme, pelo telefone, a informação.

Por enquanto, o placar oficial de votos do Estado marca 245 a favor, 58 indeciso, 110 contra e 11 não quiseram se manifestar. Oitenta e nove não responderam à reportagem.

Antes não localizados, manifestaram-se a favor do afastamento de Dilma os deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA), Antonio Jácome (PTN-RN), Carlos Gaguim (PTN-TO), Lucas Vergílio (SD/GO), José Stédile (PSB-RS), Jorge Boeira (PP-SC), Josué Bengtson (PTB-PA), Luiz Hiloshi Nishimori (PR-PR) e a deputada Keiko Ota (PSB-SP).

Da mesma forma pensa o parlamentar Danilo Forte (PSB-CE), que também quer a saída da presidente.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) constava erroneamente no placar publicado na edição desta quarta-feira como ‘não localizado’. Delgado já havia sido contactado anteriormente pela reportagem e se manifestado a favor do impeachment.

O posicionamento do deputado José Stédile (PSB-RS) também apareceu em local errado no placar publicado. Ele é favorável ao afastamento de Dilma.

De volta à Casa desde esta terça-feira, o deputado Paulo Kleinübing (PSD-SC) afirmou que votará a favor da saída de Dilma. Ele subtitui o deputado Edinho Bez (PMDB-SC), que também era favorável ao impeachment.

O deputado Givaldo Carimbão (PHS-AL) disse que votará pela continuidade do governo Dilma. Já o peemedebista Kaio Maniçoba (PE) preferiu não se manifestar.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. rei disse:

    Impeachment é um ato constitucional como pode ser golpe ! só quem tem rabo preso a esse governo medíocre e corrupto não sabe disso.

  2. Jose Neto disse:

    Autópsia da Governabilidade

    Por mais que critiquemos o governo do PT, de certa forma devemos agradecer por esse momento.

    Agradecer, pois com as investigações atuais é demonstrado no cadáver do nosso país, como funciona a governabilidade, ou vocês acham que compra de votos no congresso, doações de empresa com fins futuros e propinas, é uma invenção do PT?!

    O governo atual procedeu dessa forma, pois era única arma que tinha para se manter no poder, cada governo com sua modalidade.

    O que mais revoltam os governistas é que estão prestes a perder o poder, por procedimento governamental já utilizada em outras épocas, e tentam justificar uma ilegalidade com outra ilegalidade.

    Infelizmente, somente mudaremos com uma reforma política, mas para isso, quem comanda o país terá que provocar, ou seja, temos uma chance mínima de mudança, visto que cortar da própria carne é difícil.

    Está sendo retirado das entranhas do falecido Brasil, a pura verdade de nossa política, infelizmente é assim que funciona.

    O laudo da autópsia do Brasil deu cleptocracia, talvez incurável para uma nova nação, pois o único remédio são os brasileiros que ainda teimam em fechar os olhos, e preferem defender bandeiras partidárias.

    José Câmara P. Neto
    03.04.2016

  3. Augusto Ribeiro disse:

    A justiça será feita: NÃO VAI TER GOLPE! VAI TER DEMOCRACIA!!!

  4. Na bandeira do meu país não existe a cor vermelha disse:

    A cada dia fica mais próximo do Brasil se libertar do maldito governo do PT.
    O governo das trevas, da mentira, da corrupção, da incompetência e da destruição.

  5. Edivaneide disse:

    Esses deputados que estão indecisos, pelo visto não estão pensando no bem estar da nação, não acreditamos que eles queiram se vender para a presidenta Dilma, somos sabedores do voto aberto, é bom assistirmos nas TVs porque só assim saberemos quem tem respeito pela nação, os que votarem contra o impeachment não tem nenhuma responsabilidade com a nação. Caso esses deputados não compareçam no dia 17/04/16, fica comprovado que estão compatuando com com as irresponsabilidades do desgoverno de Dilma e do PT.

    • Brasil, Meu país NÃO será dos fascistas! disse:

      Respeitar a nação é respeitar o voto!
      #DilmaFica!

  6. Jeronimo disse:

    Moro, os negócios da família de FHC vêm ao caso?

    Sócio de uma offshore no Panamá e ligado a suspeitos de corrupção, Paulo Henrique Cardoso prosperou à sombra do pai.

    Se fosse o filho de Lula…

Cardozo diz que recebimento do pedido de impeachment foi vingança de Cunha

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Foto: Zeca Ribeiro / Agência Câmara

Na segunda parte da apresentação da defesa da presidenta Dilma Rousseff, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou que o recebimento do pedido de impedimento da chefe do governo pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi um ato de “vingança” e, por isso, caracteriza desvio de poder.

Durante quase duas horas, Cardozo fez, na tarde desta segunda-feira (4), a defesa de Dilma na comissão especial da Câmara que analisa o pedido de impeachment da presidenta. Os membros da comissão não tiveram autorização para fazer perguntas durante a fala do ministro, mas, em três oportunidades, parlamentares favoráveis ao impeachment interromperam a exposição e foram repreendidos pelo presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF).

Cardozo disse que há “indiscutível, notório e clamoroso desvio de poder” no recebimento do pedido do impeachment. “Conforme [foi] fartamente noticiado pela imprensa, a decisão do presidente Eduardo Cunha não visou não visou à abertura do [processo de] impeachment, não era essa sua intenção, não era essa a finalidade. Sua Excelência, Eduardo Cunha, usou da competência para fazer uma vingança e uma retaliação à chefe do Executivo porque esta se recusara a dar garantia dos votos do PT no Conselho de Ética a favor dele”, argumentou Cardozo. Cunha enfrenta processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa.

Na defesa apresentada à comissão especial, o advogado-geral da União rebateu os pontos do pedido de impeachment. Segundo Cardozo, o fato de a comissão ter ouvido os juristas autores do pedido feriu o direito de defesa da presidenta. Para Cardozo, se a peça não era clara o suficiente, deveria ser negada. O ministro ainda ironizou a peça e a considerou “imprecisa” e “tecnicamente bastante reprovável, passível de sobrerrejeição por inépcia”.

Cardozo ressaltou ainda que, na exposição feita na semana passada, os juristas foram além do que foi acatado pelo presidente da Câmara no pedido de impeachment, o que, para o ministro, claramente afronta o direito de defesa da presidenta da República. “A defesa não foi intimada a acompanhar. Se o fosse, faria contestações”, disse.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Elves Alves disse:

    Cardozo é useiro e vezeiro em confundir o cargo público com prebenda partidária.
    Não agiu ele como ministro da Justiça, quando da investidura do cargo, mas como simples advogado lulo-dilmista e do PT.
    Agora na Advocacia-Geral da República, novamente Cardozo tem circunscrito sua atuação à defesa de Lula, Dilma e do partido.

  2. Soriedem disse:

    Mas isso seu ministro, td mundo já sabe. Na verdade quem tem que ter impeachment é cunha.