Saúde

OMS diz que coronavírus pode ter circulado em outros lugares antes de Wuhan

Foto: Reprodução/CNN Brasil

O vírus que causa a Covid-19 poderia estar circulando em outras regiões antes de ser identificado na cidade de Wuhan, no centro da China, no final de 2019, disse um especialista da autoridade de saúde da China nesta terça-feira (9).

Liang Wannian, um especialista da Comissão de Saúde da China, também afirmou em uma coletiva de imprensa ao fim de uma visita de quase um mês a Wuhan por uma equipe liderada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que não houve propagação substancial do vírus na cidade antes do surto no final de 2019.

“A análise de eventos dos dois meses anteriores ao primeiro caso registrado em 19 de dezembro não revelou claras evidências da ocorrência de casos clínicos da infecção por SARS-Cov-2”, afirmou Liang .

“A maioria dos casos foi reportada na segunda metade de dezembro, muitos deles associados ao mercado de Wuhan, indicando que era um dos focos da transmissão. Não é possível com base nas atuais informações epidemiológicas determinar como o SARS-Cov-2 foi introduzido no mercado de Wuhan”, continuou.

“A equipe, no entanto, não foi capaz de rastrear quais lojas do mercado do Wuhan teriam vendido os animais infectados com o vírus. “Precisaríamos de mais investigação nessa área.”

Ele disse ainda que o coronavírus geneticamente relacionados ao SARS-Cov-2 foi identificado em animais diferentes, como morcegos e pangolins.

Peter Ben Embarek, especialista em vírus da OMS que chefiou a equipe de investigadores, afirmou que a equipe descobriu novas informações sobre a origem da doença, mas não algo que mudasse drasticamente o que já se sabia sobre o início do surto.

“Em termos de entender o que aconteceu nos primeiros dias em dezembro de 2019, mudamos drasticamente a imagem que já tínhamos antes? Acho que não. Mas melhoramos nosso entendimento, adicionamos detalhes para essa história? Absolutamente”, afirmou.

Embarek também disse que o trabalho para identificar as origens do coronavírus aponta para uma reserva natural em morcegos, mas é improvável que eles estivessem em Wuhan.

“Como Wuhan não é uma cidade próxima a esses ambientes de morcegos, a transmissão direta de para humanos não é muito provável. Portanto, tentamos identificar que outras espécies de animais se movimentaram ou foram trazidos para a cidade e que poderiam ter levado o vírus para o mercado”, disse o especialista.

Embarek disse que a equipe identificou os vendedores produto/animais vivos, seus fornecedores e as fazendas de onde eles vieram – em diferentes partes do país.

“Há potencial para continuar a seguir essa pista e analisar mais essa cadeia de fornecimento de animais o mercado de Wuhan. A busca pela possível rota de introdução por diferentes espécies de animais ainda é um trabalho em progresso.”

CNN Brasil, com Reuters

 

 

Opinião dos leitores

  1. Essa instituição há muito perdeu a credibilidade que um dia veio a ter. Sua atuação nessa pandemia foi catastrófica. Está perdida e nem mesmo seus pseudos técnicos conseguem emitir opiniões concordantes. Uma lástima.

  2. Mas isso já sabíamos, foi uma grande armação para prejudicar o governo do mito, esse vírus foi criando em laboratório por Lula…. Oww vida de gado! Povo marcado povo feliz. Cade o gadoligola? Ele ainda n vejo conversa as fakes news dele por aqui?

  3. A conclusão da OMS encontra amparo na realidade pois Foram encontrados no esgoto da Europa e até do Brasil amostras do vírus da covid , mas A OMS perdeu muita credibilidade depois que foi omissa e não recomendou um fechamento de fronteiras pra China ou algo do tipo como anteriormente a própria OMS fez no caso da MERS e SARS que ocorreram alguns anos atrás…

    1. Daqui a pouco essa escória da OMS vai ter a petulância de afirmar que a origem da pandemia se deu em Boa Saúde (RN), só para desmoralizar o nome do município!!

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Saúde

COVID-19: Contaminação em Wuhan, na China, pode ser dez vezes maior que o número oficial, diz estudo

Foto: Getty Images

Um estudo elaborado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China indica que o número de infectados em Wuhan – cidade onde o novo coronavírus apareceu pela primeira vez – pode ser dez vezes maior do que o registrado oficialmente pelas autoridades de saúde do país.

De acordo com reportagem da agência Bloomberg, o número de infectados em Wuhan alcançou 50 mil casos até abril, quando o estudo foi realizado. Já a projeção do CDC aponta a contaminação de quase 500 mil pessoas em Wuhan no período mencionado. Os dados foram divulgados na noite desta segunda (28).

O estudo estimou as taxas de infecção por Covid-19 em diversos pontos do território chinês. Segundo a Bloomberg, a análise se baseou em testes sorológicos realizados em uma amostra de 34.000 residentes de Wuhan e de outras cidades na província de Hubei, além de metrópoles como Pequim e Xangai e municípios nas províncias de Guangdong, Jiangsu, Sichuan e Liaoning.

Os pesquisadores identificaram uma taxa de anticorpos de 4,43% para Covid-19 entre os moradores de Wuhan, uma metrópole com 11 milhões de pessoas.

A taxa fora de Wuhan é significativamente menor, segundo o estudo. Em outras cidades de Hubei, apenas 0,44% dos residentes pesquisados tinham anticorpos contra o coronavírus.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China informou que o estudo foi realizado em abril, um mês depois que o país “conteve a primeira onda da epidemia de Covid-19”.

Apesar dos números constatados pelo CDC, os moradores de Wuhan voltaram às ruas. A razão dessa adesão da população à retomada é amparada pela orientação do governo chinês, que garante não haver desde maio novos casos de infecção pelo novo coronavírus no marco zero da pandemia.

Entretanto, o resultado do estudo mostra que Wuhan ainda é vulnerável ao Covid-19. O percentual registrado segue bem abaixo do limite mínimo (metade da população, segundo epidemiologistas) para se alcançar a imunidade coletiva.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. É meio óbvio. O lugar onde SURGIU tudo isso ser um dos poucos a controlar a situação e conseguir estabilizar e frear antes do mundo inteiro, e com o resto dos países atendo recordes de casos, é no mínimo de se estranhar.

  2. País comunista é outro nível, os esquerdopatas deveriam ir para lá, mas com dinheiro de propina, vão gastar nos EUA, França Caribe, ou seja, nos países capitalistas…????

  3. Interessante uma notícia dessas, se for verdade, onde está a eficiência da vacina CORONAVAC tão boa, como propala o calça justa?

    1. Você que se diz “médico” deve saber.
      Poderia dar uma explicação técnica sobre o assunto. Nos ajude.

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Saúde

Brasileiro relata situação em Wuhan, na China, primeiro epicentro da pandemia de covid-19: ‘Praticamente normal’

‘Usamos máscara quando entramos em locais fechados, como bares, restaurantes ou shopping centers. Mas tudo já voltou a funcionar como antes’, diz Foto: Arquivo pessoal

“Aqui está tudo praticamente normal”, diz o paulistano Kenyiti Shindo, de 27 anos, à BBC News Brasil por telefone da cidade chinesa de Wuhan, onde vive.

“Usamos máscara quando entramos em locais fechados, como bares, restaurantes ou shopping centers. Claro que existe uma preocupação de que o vírus volte, mas tudo já funciona como antes”, acrescenta ele.

Um ano após o novo coronavírus ter sido descoberto, a situação no local onde ocorreu o primeiro surto de covid-19 é bastante diferente da do restante do mundo ocidental.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, não há registros de novos casos e de novas mortes do vírus na província de Hubei, da qual Wuhan é a capital.

Desde o início da pandemia, foram 68 mil casos e 4,5 mil mortes na região.

Já na Europa, vários países decidiram confinar novamente suas populações devido ao aumento significativo no número de casos, frustrando os planos de Natal de milhões de pessoas e cancelando as festividades de Ano Novo.

A descoberta de uma mutação do vírus no Reino Unido, anunciada no último sábado (19/12) pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, reforçou ainda mais esse temor entre as autoridades.

Essa nova variante é mais contagiosa e está “fora de controle”, segundo o secretário de Saúde do país, Matt Hancock.

Como resultado, vários países suspenderam voos de e para o Reino Unido.

No Brasil, a pandemia também não dá sinais de arrefecimento — são quase 200 mil mortos desde o primeiro caso, em 26 de fevereiro. O número de óbitos é superior a 500 por dia.

‘PREOCUPAÇÃO’

Shindo já vive na China há sete anos e chegou ao país por meio de uma bolsa que conseguiu ao estudar no Instituto Confúcio, da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Ele acaba de terminar o bacharelado em Relações Internacionais e se prepara para se candidatar ao mestrado.

O brasileiro estava de férias na Malásia com a namorada em janeiro quando os dois foram pegos de surpresa com o lockdown em Wuhan.

Naquela época, imagens da cidade, com suas ruas totalmente desertas e isolada do restante da China, correram o mundo.

Até então, não havia sinais de que o vírus se alastraria, muito menos de que se tornaria uma pandemia.

Sem poder voltar para casa, o casal passou dois meses fora de Wuhan até sua reabertura, em março.

Ainda assim, Shindo foi um dos que pressionou o governo de Jair Bolsonaro a retirar os cidadãos brasileiros de Wuhan, em fevereiro.

Kenyiti ao lado da namorada, que é de Wuhan: casal passou pela Malásia e Tailândia enquanto esperava reabertura das cidades na China Foto: Arquivo pessoal

A China adotou uma estratégia de combate ao vírus que se provou bem-sucedida — o país não só confinou sua população, mas adotou um sistema de identificação e rastreamento de infectados que facilitou o controle do espalhamento da doença.

Como resultado, as atividades em Wuhan começaram a ser retomadas progressivamente a partir de março. Com a melhora do quadro, em outubro, a província de Hubei chegou a atrair mais de 52 milhões de turistas apenas entre os dias 1 a 7, durante a Semana Dourada, período festivo do gigante asiático.

Wuhan recebeu quase 19 milhões de visitantes, segundo dados do Departamento de Cultura e Turismo da Província.

O país também foi criticado, entretanto, por ter escondido informações sobre o avanço da covid-19 e acumulado erros de gestão, segundo documentos confidenciais do Centro Provincial de Controle e Prevenção de Doenças de Hubei obtidos pela rede americana CNN.

Shindo se diz preocupado com a situação da família que vive no Brasil.

“Meu pai é do grupo de risco e depende do SUS. Uma das minhas irmãs é professora e não pode trabalhar de casa. Fico preocupado”.

Ele conta que deve passar o Natal com um grupo de brasileiros, apesar de a festa não ser celebrada na China.

“Vamos nos reunir em casa e fazer uma ceia”, diz.

Uma realidade muito diferente da do restante do mundo.

ORIGEM AINDA INCERTA

Apesar de uma relutância inicial do governo chinês, em janeiro uma equipe de dez cientistas de várias partes do mundo viajará a Wuhan para investigar as origens da covid-19, segundo informou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O biólogo alemão Fabian Leendertz, do Instituto Robert Koch, que fará parte do grupo, afirmou na última semana que a intenção não é buscar culpados, mas prevenir futuros surtos.

A missão, que durará entre quatro e cinco semanas, tentará responder, por exemplo, quando o vírus começou a circular e se ele passou a infectar de fato humanos inicialmente em Wuhan.

Um mercado de alimentos na cidade foi apontado desde o início como a possível origem da covid-19, onde o coronavírus teria migrado de animais e começado a contaminar humanos.

Mas há alguns pesquisadores que, hoje, acreditam que o patógeno possa apenas ter se multiplicado ali, mas que o “salto” entre as espécies não necessariamente pode ter ocorrido no local.

Época, via BBC

Opinião dos leitores

  1. Sabe-se lá quantos anos eles tiveram para pesquisar e imunizar sua população… agora é só esterilizar os brasileiros e aos poucos ir tomando conta do espaço e da produção de alimentos.

  2. Na opinião deste cidadão a cura da contaminação está no isolamento mais severo.
    Se todas as nações fizessem isso não precisaria de nenhum medicamento, hoje estaríamos todos sem máscara e tranquilos andando nas ruas.
    Para dar um depoimento sem noção deste era melhor nem falar nada.
    No mundo todo continua a contaminação só na china que parou, graças ao lockdown, tá de sacanagem!!!!!!

  3. Chineses usam a coronavac desde julho. Afirmam que não para não quebrar acordos com a OMS, tipo dá vacina não certificada ao seu próprio povo. A vacina funciona.

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Saúde

China envolve o Brasil em tentativa de negar origem da pandemia em Wuhan

Foto tirada em 24 de novembro de 2020 mostra uma visão geral do Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan em Wuhan, na província de Hubei, na China.| Foto: Hector RETAMAL / AFP

A China, por meio de veículos de comunicação controlados pelo Partido Comunista, como é o caso do jornal Global Times, quer mudar a narrativa de que a pandemia de covid-19 tenha se originado em seu país. Neste domingo (06), em um esforço que parece ser coordenado, o jornal usou sua conta no Twitter para afirmar que o Centro de Controle de Doenças de Wuhan, cidade chinesa que foi o epicentro da pandemia, detectou o novo coronavírus em carne congelada importada do Brasil e do Uruguai.

Ao mesmo tempo, a principal reportagem do site do jornal traz a pergunta: “É possível que mercadorias importadas tenham causado o surgimento da epidemia de coronavírus em Wuhan?”

A “reportagem” afirma que a narrativa de que a epidemia começou em Wuhan é uma “acusação” de políticos do Ocidente e que a descoberta de sinais anteriores do vírus na América e na Europa faz surgir a hipótese de que a epidemia registrada em Wuhan, o berço da covid-19, teve origem em alimentos congelados que foram importados.

O jornal afirma que enviou repórteres para o mercado de Huanan, onde as primeiras infecções pelo novo coronavírus foram registradas, e que após conversar com epidemiologistas, virologistas e com comerciantes, “a possibilidade de que o coronavírus tenha passado de produtos importados para o mercado não deve ser descartada”.

Entre as especulações feitas pelo jornal, sem apresentar provas, está a de que o vírus causador da Covid-19 tenha sido trazido à China por militares americanos durante os Jogos Mundiais Militares em 2019, sediado em Wuhan.

O jornal também sugere que poucos animais selvagens eram vendidos no mercado de Huanan. Um comerciante afirmou ao jornal que eles eram vendidos “em segredo”. Para o jornal, a fonte mais provável são frutos-do-mar importados da Autrália, Equador e Chile, antes de 2019.

O texto ainda cita os supostos casos de novo coronavírus encontrados na carne importada do Uruguai e Brasil.

Retaliação?

Curiosamente, os países citados pelo Global Times estão envolvidos em rusgas recentes com a China. A Embaixada da China apresentou uma reclamação formal ao governo brasileiro devido a uma publicação feita no Twitter por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O deputado federal, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, acusou o Partido Comunista Chinês de espionagem, ao falar sobre a adesão do Brasil à Clean Network (Rede Limpa), iniciativa organizada pelos Estados Unidos para impedir a Huawei de operar os serviços de 5G.

Em abril deste ano, a China ameaçou boicotar produtos da Austrália após o país da Oceania pedir uma investigação sobre a origem da covid-19. Ao ser perguntado pelo jornal The Australian Financial Review sobre a solicitação australiana, Cheng, que é embaixador em Camberra, disse que a “população chinesa” poderia rejeitar mercadorias da Austrália. “Talvez as pessoas comuns se perguntem: ‘Por que eu deveria beber vinho australiano? Comer bife australiano?'”, afirmou o diplomata.

Em novembro, a Austrália firmou um acordo militar com o Japão, o que também irritou a China.

O Equador ameaçou tomar providências contra os pesqueiros chineses que porventura entrassem nas águas protegidas da Reserva Marinha de Galápagos.

Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. E ainda tem gente que defende essa Sucursal do Inferno dirigida pelo psicopata genocida Xi Jinping.

  2. O palhaço da república não brinque com os chineses não viuu, se não ele toma no centro.

    1. Juvenal, pensei exatamente nisso quando leia o artigo. O "Ministério da História" em ação! kkkk Idéntico. Muito ruim morar num regime assim. Deus me livre do comunismo!

    2. Ministério da Verdade e da Paz Celestial Perpétua.
      Bem de distopia.

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Saúde

Wuhan, cidade chinesa epicentro da covid-19, deixa o vírus para trás

Em Wuhan, o orgulho de ter vencido a covid se confunde com a tristeza causada pelo trágico balanço de mortes Foto: Hector Retamal/AFP

Wuhan, a cidade chinesa que há nove meses era o epicentro da covid-19, deixou o vírus para trás e renasceu, mas testemunha com desolação o balanço de um milhão de mortes que a pandemia já provocou em todo o planeta.

Na cidade, submetida a um duro confinamento no início do ano, o orgulho de ter vencido a doença se confunde com a tristeza causada pelo trágico balanço.

“Um milhão de pessoas, falando em termos relativos à população global, pode não ser muito”, diz Hu Lingquan, cientista que mora em Wuhan. “Mas estamos falando de pessoas reais, de pessoas que tinham família.”

Esta manhã, em Wuhan, as crianças iam para a escola, em meio ao trânsito intenso da cidade, que quase voltou ao normal.

No início de 2020, as imagens fantasmagóricas e sombrias da cidade confinada e isolada rodaram o mundo, que ainda mal imaginava a pandemia que viria.

Hoje, a China afirma ter derrotado o vírus, enquanto de Londres a Melbourne, passando por Madri e Tel Aviv, as pessoas voltam a se confinar.

Após meses de medidas duras, a economia está se recuperando na China, com a reabertura de fábricas e os consumidores de volta às lojas.

A própria Wuhan, considerada o “marco zero” da epidemia, agora se orgulha de seu retorno à normalidade, com grandes festas em piscinas ou parques de diversão lotados.

Desde maio não são registrados novos casos na cidade, e muitos de seus habitantes criticam agora a resposta global à epidemia, enquanto aqueles que sofreram as devastadoras consequências econômicas e sociais da crise costumam responsabilizar a China por ela.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o número de vítimas da pandemia pode continuar a aumentar até que uma vacina eficaz seja encontrada e ela possa ser distribuída globalmente.

“Quando a epidemia estourou, nunca imaginei que o número de mortes pudesse ser tão alto”, afirmou à Agência France Press Guo Jing, outro residente de Wuhan.

“Superou tudo o que se pode imaginar e continua subindo”, acrescentou.

Enquanto isso, em Wuhan, a maioria das máscaras estava pendurada no queixo de seus usuários, ao invés de cobrir a boca e o nariz, enquanto os shoppings estavam lotados.

“Wuhan renasceu”, disse An An, residente na cidade, à Agência France Press.

“A vida voltou a ser o que era antes. Todos nós que moramos em Wuhan nos sentimos bem.”

Estadão, com AFP

Opinião dos leitores

  1. Como pode não ter uma segunda onda na China?
    O que aconteceu para os chineses ficarem imunes?
    Quais medicamentos utilizaram para combater o vírus?
    Ou vocês acreditam que foi o lockdown junto com dipirona e respiradouro.

  2. Como a China que conseguiu conter o virus em Wuhan deixou que ele se espalhasse no mundo inteiro? Em 6 meses todos os países já tinham pessoas infectadas.
    Agora a China está achando virus em caixas de carne e pescado exportado pelo Brasil.

    1. coincidência, né? O vírus começou por lá, não repercutiu na China como repercutiu em outros países, logo encontraram a solução (também na China) e, agora, a China parece ser a primeira a se livrar do vírus… coincidência demais…

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Saúde

Cientista conhecida como ‘Mulher morcego’ aponta semelhança de 96,2% entre novo coronavírus e vírus enviado em 2013 para Wuhan

Foto: Nexu Science / Reuters

Cientistas enviaram, em 2013, amostras congeladas de um vírus muito próximo ao novo coronavírus para um laboratório de Wuhan, na China, epicentro inicial da pandemia. Elas foram colhidas em uma antiga mina de cobre, infestada de morcegos, no sudoeste do país asiático, depois da contaminação de seis homens, que acabaram contraindo pneumonia grave, quando limpavam fezes dos animais. Três morreram, e a causa mais provável foi a infecção por um tipo de coronavírus transmitido por morcegos, segundo reportagem de domingo do jornal britânico “Sunday Times”.

O artigo cita como fonte um médico cujo supervisor trabalhava no departamento de emergência que cuidou destes homens.

A mesma mina, na província chinesa de Yunnan foi, posteriormente, estudada pela virologista Shi Zhengli, especialista em coronavírus do tipo Sars, originados em morcegos, no Instituto de Virologia de Wuhan. Shi, apelidada de “mulher morcego”, por causa de seus estudos em cavernas, descreveu o Sars-Cov-2 em um artigo, em fevereiro de 2020, dizendo que ele era “96,2% semelhante” a uma amostra de coronavírus chamada RaTG13, obtida em Yunnan em 2013.

A reportagem do “Sunday Times” afirma que o RaTG13 é “quase certamente” o vírus encontrado na mina abandonada e que as diferenças entre as amostras podem representar décadas de distância evolutiva. O jornal diz ainda que o laboratório de Wuhan não se manifestou sobre o assunto.

Em maio, o diretor do Instituto de Virologia de Wuhan disse que não havia cópia do vírus RaTG13 no laboratório e que, portanto, seria impossível um vazamento. Não há qualquer evidência de que o laboratório tenha sido a fonte do surto global que começou em Wuhan.

Extra – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Acreditar que esses fatos constituem "coincidência" é ingenuidade ou má fé. A China (ou os seus dirigentes psicopatas) tem 100% de culpa pela disseminação (proposital ou não) do Covid-19. Só não vê quem não quer.

    1. E você vai deixar isso ficar assim? Denuncia lá no TPI!

  2. Cientistas constataram que o DNA do macaco Bonobo é igual ao dos humanos em 98,7%. Somos macacos por causa disso? Numeros. So numeros. Lógico q um virus covid tem semelhanca com outro virus covid. Mas sao virus diferentes.

  3. Muita coincidência que na cidade onde fica o laboratório que armazenava o vírus foi justamento onde começou a pandemia mundial do novo coronavírus, a China ainda vai descobrir que o vírus veio foi de passa e fica no RN

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Saúde

Wuhan, cidade chinesa onde começou o surto do novo coronavírus, proíbe comércio e consumo de animais silvestres

Mercado de rua em Wuhan, na China (em foto de 2016), agora fechado: hábito de compra de espécimes vivos Artur Widak/NurPhoto/Getty Images

Autoridades da cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, na China, onde a pandemia do novo coronavírus começou, proibiram a caça e o consumo de animais silvestres, em uma medida para frear o comércio ilegal dessas espécies. A informação foi publicada pela China Global Television Network (CGTN), empresa estatal de informação, nesta quarta-feira, 20. A medida tem validade de cinco anos.

O documento governamental estabelece padrões para a criação dos animais permitidos, reforça a supervisão e a inspeção do consumo e eleva a repressão às atividades ilegais. Também reforça que serão feitas ações educativas para atingir a meta de reduzir o consumo desses animais.

É comum encontrar em mercados de animais silvestres espécies como cobras vivas, morcegos, tartarugas, porquinhos da Índia, texugos, ouriços, lontras e até mesmo filhotes de lobo.

O primeiro conjunto de casos de coronavírus no surto global foi vinculado a um mercado em Wuhan onde os animais vivos eram mantidos próximos, criando uma oportunidade para o vírus saltar para os seres humanos. Acredita-se que o vírus da SARS, que matou 800 pessoas em todo o mundo, tenha se originado em morcegos antes de se espalhar em um mercado na China e, finalmente, infectar pessoas em 2002.

A CGTN informa ainda que a China intensificou a repressão à caça e à exploração ilegal de animais selvagens desde fevereiro.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. CADE AS ONG E OS DEFENSORES DOS ANIMAIS QUE NÃO REALIZA UMA CAMPANHA MUNDIAL EM DEFESA DOS ANIMAIS ABATIDO E COMERCIALIZADO NOS MERCADOS DA CHINA?
    SE FOSSE AQUI NO BRASIL TERIA MANIFESTAÇÃO NÃO SO DESSA COMO ATE DE PRESIDENTE DE PAÍSES.

    1. A China é regida por um regime de República Popular Socialista Unipartidarista – um nome pomposo
      para definir uma ditadura comunista autocrática. Lá não existe espaço pra esse tipo de cabide de emprego pra defensor de direitos quaisquer que sejam. Ou você obedece ao regime ou obedece. Caso você não concorde com o que está posto pela ditadura, será morto por insurgência ao regime autocrático.

    2. Simples, porque o povo não tem CORAGEM de ir lá peitar, pois se for vão tomar no rabicó, porque lá não tem mimimi

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Mundo

EUA investigam a possibilidade de o novo coronavírus ter vazado de laboratório chinês

Foto: Getty Images

A origem da pandemia de Covid-19 virou um motivo de disputa entre os Estados Unidos e a China. Donald Trump afirmou que o governo americano investiga rumores envolvendo um instituto de virologia da cidade de Wuhan.

Um estudo de autores da própria China, publicado em janeiro na revista científica The Lancet, já colocava em dúvida a explicação do governo chinês para a origem da infecção. De acordo com essa explicação, os primeiros pacientes teriam sido infectados em um mercado de Wuhan.

A linha de investigação dos americanos é que a transmissão em humanos tenha se iniciado no Instituto de Virologia de Wuhan (conhecido pela sigla WIV).

Nesse local, são estudados coronavírus que atingem morcegos. O que os americanos estão investigando é se foi nesse laboratório que um vírus de morcego infectou um humano pela primeira vez –seria esse o paciente que, sem querer, levou o Sars-Cov-2 para fora e o espalhou.

Esse foi o primeiro laboratório da China a receber a maior certificação de segurança, em 2015. No entanto, um texto publicado no “Washington Post” nesta semana afirma que diplomatas americanos visitaram o laboratório em 2018 e ficaram preocupados com as fragilidades.

Em janeiro daquele ano, diplomatas e cientistas dos EUA visitaram o WIV e depois enviaram dois telegramas diplomáticos (relatórios) ao governo em Washington. O laboratório não tinha condições de segurança adequadas, e que os estudos com coronavírus eram arriscados, afirmavam.

Esses relatos dos diplomatas pediam mais atenção ao tema e ajuda para lidar com problemas de segurança no laboratório WIV.

Na ocasião, os americanos que visitaram as instalações afirmaram que estavam preocupados com a falta de treinamento dos funcionários do laboratório, de acordo com um texto publicado pelo “Washington Post”.

O francês Luc Montagnier, vencedor do Nobel de Medicina de 2008, afirma que o coronavírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, foi criado em um laboratório de Wuhan, na China

Investigações ainda são inconclusivas

Até agora, as investigações sobre isso são inconclusivas, disse o general Mark Milley, chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA.

A origem do Sars-Cov-2 ainda é um mistério, mas “o peso das evidências” indica que o novo coronavírus é natural e não foi criado em um laboratório, afirmou ele na quarta-feira (16).

Uma pesquisa publicada na revista científica Nature concluiu que o Sars-Cov-2 não foi desenvolvido nem manipulado em laboratório.

Pesquisador nega rumores

O principal pesquisador do WIV, Shi Zhengli, nega que a transmissão em humanos tenha se iniciado no instituto.

A França também afirmou que não há evidência de nenhum elo entre o novo coronavírus e o laboratório com a maior certificação de segurança que existe.

Um representante do gabinete da presidência da França disse que não há evidência factual que corrobore a história.

G1

Opinião dos leitores

  1. Não é a primeira vez que a China causa grandes problema de saúde para populaçao mundial,quem nao lembra da gripe aviária,peste suina,h1n1,e agora esse vírus chines,,,,Canalhas têm que serem punidos!!!!

  2. Gostaria de entender pq esses galados manipulam virus mortais em laboratorio

    Esta faltando oq ainda p explicar q esses chineses criaram o virus p se beneficiarem agora superfaturando material hospitalar e provavelmente ja tenham a vacina tbm so estao esperando vender mais os produtos p finalmente vender a vacina.

    O que o dinheiro e o poder nao fizer so o satanas faz.

  3. E de onde os EUA tem credibilidade para investigar? Pais maia mentiroso do mundo. Alguém lembra das armas químicas só Iraque? Até hoje não acharam…

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