Restaurantes e academias são os lugares com maior chance de transmissão da Covid, dizem cientistas de Standford

Funcionária de restaurante usa máscara e protetor facial devido ao surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Moscou, Rússia, 8 de julho de 2020. — Foto: Maxim Shemetov/Reuters

Pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, usaram dados de movimentação de pessoas em 10 cidades dos Estados Unidos e criaram um modelo que sugere os lugares onde há mais chances de alguém se infectar com o novo coronavírus (Sars-CoV-2) sem o uso de máscaras e com reabertura de funcionamento.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica “Nature”, uma das mais importantes do mundo, na terça-feira (10).

De acordo com os dados reunidos para a cidade de Chicago, a terceira mais populosa do país, a ordem dos lugares, de maior para menor risco, seria a seguinte:

Restaurantes de “serviço completo” (aqueles em que as pessoas sentam para comer e são servidas por alguém)

Academias

Cafés e bares

Hotéis e motéis

Restaurantes de “serviço limitado” (aqueles em que as pessoas podem levar a comida ou sentar, mas pagam antes)

Centros religiosos

Consultórios médicos

Mercados

Lojas de mercadorias usadas

Pet shops

Lojas de equipamentos esportivos

Outras lojas gerais

Lojas de brinquedos ou relacionadas a hobbies

Lojas de material de construção

Lojas de peças automotivas

Lojas de departamento

Postos de gasolina (nos Estados Unidos, o próprio motorista costuma abastecer seu carro)

Farmácias

Lojas de conveniência

Concessionárias

“Se você tiver que ir a esses lugares, vá fora dos períodos de pico, quando há menos pessoas”, recomendou o autor sênior do estudo, Jure Leskovec, de Stanford, em entrevista ao G1.

Os pesquisadores chegaram às conclusões usando um modelo que se baseou nos movimentos das pessoas rastreados por celulares de 1º de março a 2 de maio, época em que as pessoas tiveram a mobilidade restringida pelas medidas para conter a transmissão do coronavírus.

A partir daí, construíram o modelo considerando maiores ou menores graus de mobilidade, a partir de diferentes datas, para ver como a transmissão do vírus se comportaria.

Com os dados, eles mapearam o que chamaram de “pontos de interesse” – locais não residenciais que as pessoas visitam como restaurantes, mercados e centros religiosos.

Eles descobriram – como outros estudos já vinham apontando – que a maioria das infecções por Covid-19 ocorre em lugares “superespalhadores”. Na região metropolitana de Chicago, por exemplo, 10% dos pontos de interesse foram responsáveis por 85% das infecções previstas para todos os lugares investigados.

“Calculamos a densidade de visitantes em cada ponto de interesse – quantos visitantes existem por metro quadrado. Quanto menor o número, menor a chance de transmissão. Quanto mais tempo as pessoas permanecem no local, maior a chance de transmissão. Nosso modelo considera esses dois fatores”, explicou Leskovec.

Mas há um detalhe: os dados de mobilidade foram computados quando o uso de máscaras era menos prevalente. Por isso, o modelo não leva em conta o uso delas.

“No entanto, na 2ª onda, vemos que a mobilidade das pessoas aumentou, mas o número de infecções não aumentou tanto quanto deveria. Portanto, atribuímos o número de infecções inferior ao esperado ao uso de máscaras”, disse o pesquisador.

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ricardo disse:

    Mas participar de carreata, comício não tem problema?! Hipocrisia pura.

  2. Edejunior disse:

    Mentira. E porque não conhecem o ALECRIM kkkkk

  3. Gustavo disse:

    Ainda bem que não apareceu comício de campanha eleitoral. Tá liberado aglomeração pela democracia uhuuu

VIDEO: ‘Levamos o vírus de uma casa para outra’, diz socorrista do Samu em São Paulo

“Estamos levando o vírus de uma casa para outra”, desabafa a socorrista do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Andrea Cristina Quinto. Os profissionais que estão na linha de frente na luta contra o coronavírus denunciam a baixa qualidade dos equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs, enviados pela prefeitura de São Paulo.

Segundo o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), o material que tem sido enviado para as equipes é de baixa qualidade. Aventais que deveriam ser impermeáveis, não são. Faltam espaço e local adequado para a higienização dos funcionários.

“O material que recebemos é muito ruim e escasso, muitas vezes recebemos doações de máscaras da população”, conta Andrea. “Temos três tipos de avental que são distribuídos às equipes, o azul mais resistente (raramente enviado), o amarelo (mais frequente) e o branco que praticamente não protege ninguém”, explica a socorrista. Este último, segundo ela, é o material que tem sido enviado para as bases do Samu atualmente.

O condutor Luís Pardini diz que em bases da zona leste “faltam álcool e material para a limpeza dos carros.”

Funcionários também questionam os espaços dos alojamentos, considerados por eles inadequado por permitir aglomeração.

“Nós não temos o respaldo da secretaria, de ninguém, nossos macacões são antigos, faz tempo que não tem uma licitação para comprar um equipamento melhor”, diz Pardini. “Existe uma degradação do serviço”, completa Andrea.

O R7 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, que informou, por meio de nota: “O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) conta com equipes de atendimento que seguem o protocolo pré-hospitalar a vítimas suspeitas de covid-19, elaborado por equipe técnica da coordenação do Samu, e não há relatos de eventos dessa natureza. Os EPI’s utilizados obedecem ao padrão da Anvisa e do Ministério da Saúde”.

A secretaria também informa que “em todos os atendimentos em que a vítima apresente sintomas gripais, a orientação do protocolo é que os mesmos coloquem máscara no paciente e acompanhante. O risco de infecção cruzada ocorre todas as vezes que as orientações sobre prevenção não são seguidas. Continuamos trabalhando para melhorar as condições de trabalho e orientando cuidados básicos aos servidores.”

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Direita-honesta disse:

    Esse isolamento não está dando certo em lugar algum onde está sendo aplicado. Essa é a grande verdade.

Saiba como evitar contaminação por covid-19 em casa e com entregas

Foto: Freepik

Ficar em casa não garante que a pessoa não se contamine com coronavírus, afirma o infectologista Luis Fernando Waib, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). Segundo ele, o risco ainda existe, pois, mesmo em casa, não existe isolamento absoluto.

“Você acaba interagindo, pega o elevador, vai buscar uma encomenda”, afirma. Ele explica que o que realmente ajuda a diminuir a chance de contaminação são as medidas de prevenção: isolamento social, utilização de máscaras quando sair e higiene frequente das mãos.

Foi o que aconteceu com Claudia Raia e sua família. “”Nós ‘coronamos’ em casa. Uma loucura. Desci para buscar uma comida e acho que foi no elevador” afirmou a atriz em entrevista à Harper’s Bazaar.

Para evitar se contaminar dessa maneira, é necessário utilizar máscaras quando for receber encomendas, não levar as mãos ao rosto e lavá-las assim que chegar em casa.

Para entregas de comidas e refeições, o médico recomenda que tire os alimentos da embalagem, coloque em um recipiente da própria casa e lave as mãos antes de comer.

Verduras, frutas e legumes devem ser higienizados como já se fazia antes. “A gente já lavava antes. Nenhuma doença desapareceu, só somou, então lavar esses alimentos já deveria ser da rotina.”

Alimentos que venham embalados e bananas não precisam ser higienizados, a recomendação é apenas de lavar as mãos antes de comer.

R7

 

Em Alcaçuz, há o temor da contaminação presos por covid-19, mais cedo ou mais tarde

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz não registra neste momento apenados positivos para Covid-19. O único registro se deu no complexo Rogério Coutinho, conhecido como pavilhão 5. Na ocasião, após o suporte e transferência do preso, os agentes penitenciários que tiveram contato com o homem foram afastados.

Contudo, há uma preocupação nos bastidores da maior penitenciária do estado, que fica localizada em Nísia Floresta, na Grande Natal. Da mesma forma que vem acontecendo em unidades prisionais pelo país, uma contaminação de presos pode ser iminente, e preocupa, além dos seus familiares, profissionais de saúde, administração e segurança quem frequentam o local.

Há o temor que agentes penitenciários, que assumiram seus cargos recentemente, não somente do Rio Grande do Norte, como os que chegam do Ceará e Pernambuco, por exemplo, de alguma forma, transmitam o vírus, já que são muitos os casos de pacientes assintomáticos em meio ao nível de transmissão no país que se chegou – de forma comunitária.

Na direção de Alcaçuz e da equipe da saúde, há um consenso da busca por uma estratégia para evitar ou amenizar uma contaminação em massa.

Pandemia do novo coronavírus entra numa semana estratégica para contenção ou disseminação do contágio, alerta Sesap

Fotos: Demis Roussos

A pandemia do novo coronavírus entra numa semana estratégica para contenção ou disseminação do contágio. O alerta foi feito pelo secretário adjunto da Saúde Pública no RN, médico Petrônio Spinelli, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20) para atualizar o quadro de ocorrências.

“Esta semana é estratégica e exige reflexões. O Governo do RN continua em processo de expansão de leitos para assistência a casos críticos em todo o Estado. São leitos em Natal e Mossoró, e também em cada região. A ideia é que todas as regiões tenham pontos de estabilização incluindo respiradores, seja pontos públicos ou privados. Este esforço vem dando resultados sim”, afirmou.

O Rio Grande do Norte apresenta nesta segunda-feira (20) aumento do número de internados, mas uma percentagem de ocupação de leitos críticos (em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva) está estável (21%), devido ao aumento da oferta. Hoje há 91 pessoas internadas em leitos críticos e observação, 16 casos em UCI (Unidades de Cuidados Intermediários) confirmados e oito suspeitos, e 18 internados em leitos clínicos.

Os casos suspeitos são 2.785. Descartados 2541. Confirmados, em 46 cidades, 595 casos. São 161 pessoas recuperadas. Há notificações em 151 municípios. São 27 óbitos e sete em investigação.

“O diagnóstico de hoje é a fotografia do que aconteceu 10 ou 14 dias atrás. Nos últimos dias vimos um processo extremamente preocupante de aglomerações. E essas aglomerações de hoje terão repercussão nos próximos dias com possível aumento de casos. Não termos colapso no nosso sistema de saúde é resultante das ações normativas, dos decretos do Governo do RN tomou. E também da compreensão da sociedade que adere às medidas de proteção”, explicou Petrônio.

O secretário, entretanto, alertou: “precisamos entender que todas as medidas de mitigação foram fundamentais para o quadro atual. Mas, tudo isso pode ser neutralizado pelas aglomerações dos últimos dias. O Governo do RN tem como meta evitar mortes, salvar vidas, por isso toma medida baseadas no conhecimento científico que devem ser respeitadas. É preciso intensificar proteção aos idosos e generalizar o uso de máscaras. Isso é comprovado mundialmente”, afirma.

MUDANÇA NO PERFIL

A análise do perfil da contaminação, explicou Spinelli, mostra que nos estados em que o sistema de Saúde está em colapso, ou perto disso, como Amazonas, Ceará e São Paulo, apresentam mudança no perfil da pandemia. Antes a maior parte dos contaminados eram pessoas que viajaram. Hoje a contaminação é comunitária e chegou às periferias como está comprovado em São Paulo e aconteceu em Nova York. E está tem sido característica também no RN com a contaminação indo ao interior.

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Clebson disse:

    Me impressiona o grau de "deseducação" de alguns "brasileiros-patriotas". Parece até que a Covid-19 surgiu na semana passada e aqui no Brasil. Se fosse algo tão novo assim, comentários como os vistos aqui em em dezenas de outros locais, não me espantariam. Mas vimos o que ocorreu e está acontecendo na China, Itália, Espanha, Irã, Reino Unido, Estados Unidos (pásmen!). Temos FATOS e EXEMPLOS! Do que deu errado e do que deu minimamente certo para conter a pandemia. Mas a seita que segue o atual "presidente?" é de um grau de ignorância (nos sentidos de falta de conhecimento e brutalidade, afinal, tem um mito por exemplo) que me surpreende.

  2. Pedro disse:

    Kkkkkkkk…….esse desgoverno e irresponsável e míope (sem desmerecer os últimos) muita farra, mentira, desmantelo, e desorganização. O secretário um abestalhado incompetente, uma governadora inábil e fraca.

  3. Luan disse:

    Toda semana é a semana estratégica, desde março que eles repetem a mesma conversa, estão mais perdidos que cego em tiroteio

Projeto do IFRN busca identificar possíveis epicentros de contaminação

“Quanto maior o número de amigos contaminados eu tiver, maior a probabilidade de eu contrair a Covid-19? Estando um amigo de meu amigo contaminado, qual é o grau de risco que corro de ser contaminado? ” Essas e outras perguntas motivaram a equipe do Laboratório de Inovação Tecnológica (LIT) localizado no Campus Caicó do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) a criar o Corona Finder.

Orientado pelo professor Daniel Macedo, o Corona Finder é um trabalho que busca identificar futuros epicentros da doença antes que eles surjam efetivamente. Para isso, são utilizados recursos de Inteligência Artificial (AI). “O projeto surgiu com objetivo de tentar mapear a interação social como forma de amenizar o contágio do Covid19. Dessa forma, a proposta inicial era que as pessoas entrassem em nosso sistema através da autenticação de suas redes sociais (Facebook e/ou Instagram) para que fosse analisado o grau de proximidade com algum contaminado”, disse o professor Daniel.

Segundo o professor, a primeira etapa da iniciativa teve complicações logísticas. Para desenvolver a pesquisa, o sistema de Inteligência Artificial precisava consultar as localidades das fotos e locais visitados pela pessoa que tivesse logada ao Corona Finder, avaliando os últimos centros urbanos (e suas respectivas quantidades de contaminados) visitados. Tudo isso para poder ponderar o grau de exposição e contágio para o usuário. Porém, “o uso do Api Graph, (ferramenta do Facebook, onde o projeto começou a ser posto em prática) estava muito burocrático. Eles pedem um tempo para avaliar o projeto e liberar ou não o uso dessas informações através da API. Com esse tempo de isolamento (até mesmo nos EUA), presumimos que as coisas iam demorar”, declarou Daniel.

Hábitos pessoais de higiene

Partindo para o plano B, a equipe do LIT desenvolveu a ideia de avaliar os hábitos pessoais de higiene das pessoas e tentar analisar a influência desses hábitos na contaminação, considerando sua geolocalização, seguindo algumas etapas:

1 – Coleta de dados dos usuários sobre seus hábitos e localização (etapa atual);

2 – Cruzamento de dados entre a distância dos usuários para os três centros urbanos mais próximos e a densidade de contaminados em tal área;

3 – Análise, com uso de uma rede neural, dos hábitos (ou mesmo o fator localização) mais cruciais para a contaminação, através de treinamento de um sistema de Inteligência Artificial com dados de todo o Brasil.

“Com a inteligência artificial treinada, a gente vai verificar qual localidade está tendo o mesmo comportamento crítico definido pela IA, respeitando um ponto de partida dos epicentros atuais. Por exemplo, a cidade de São Paulo tem muitos contaminados. Quais cidades vizinhas a São Paulo estão sendo acusadas pelo sistema de Inteligência Artificial como tendo hábitos críticos?”, explicou Daniel sobre o Corona Finder e o que vem sendo desenvolvido.

LIT

Laboratório de Inovação Tecnológica do Campus Caicó do IFRN conta com a participação de aproximadamente 40 estudantes, em especial dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio em Informática e de Eletrotécnica. Destaca-se que o corpo docente do LIT é formado por engenheiros e, por isso, o laboratório conta com a parceria de professores da Escola Multicampi de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMCM-UFRN), da área de saúde. O intuito é possibilitar a eficácia e a usabilidade dos sistemas desenvolvidos.

“A proposta do laboratório é trazer inovação tecnológica para a área da saúde e agronegócio, dois braços fortes de suas pesquisas atuais. “Envolvemos conceitos como Deep Learning, Big Data e Data Mining para tratar de projetos na área de saúde, como o Living with wings, plataforma de jogos digitais em software e hardware adaptados para pessoas sem os membros superiores, que concorreu na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2020, e o OpenDemia, sistema para previsão, detecção e rastreio de Pandemias e Endemias, relatou o professor Macedo.

“É importante ressaltar que na ideia inicial o Corona Finder é baseado no colaborativismo: quem estava contaminado deveria, por vontade própria, informar isso ao sistema, visto que essa informação específica não é pública. Obviamente, o sistema estava preservando a identidade da pessoa”, finalizou Daniel, que, no LIT, destaca como colaboradores e participantes das atividades de pesquisa os professores Raphael Costa, Rafael Câmara e Francisco Júnior, com quem divide a coordenação do Laboratório, além dos estudantes Breno Almeida, Bruno Souza, Idaslon Garcia, Ivo de Paiva e José dos Santos.

Acesse

Página do Projeto Corona Finder

Laboratório de Inovação Tecnológica do Campus Caicó do IFRN (Instagram)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Aqui o doente tem participado de festas com os amigos em plena quarentena…

Consumo liberado: análise da UFRN descarta contaminação em pescado de Tibau do Sul

Produção de ostras em Tibau do Sul. Fotos: Divulgação

Segundo pesquisa realizada e divulgada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está descartado o risco de contaminação à saúde pelo consumo do pescado potiguar. A análise foi necessária devido ao aparecimento de manchas de óleo no nosso litoral. Foram entregues à UFRN 17 amostras provenientes da Colônia de Pescadores de Tibau do Sul e Pirangi do Sul. Resultado: consumo liberado!

De acordo com matéria do Jornal Tribuna do Norte, o resultado da análise descarta o risco de contaminação em 10 espécies de peixes e 5 de invertebrados (sururu, ostra, polvo e lagosta) coletados no dia 27 de novembro. O procedimento realizado para detectar possíveis vestígios de petróleo verifica se os níveis de benzopireno (componente químico) encontrados no organismo das amostras estão acima do nível regulamentado internacionalmente como seguro para o consumo humano.

Os pescados analisados são provenientes da pesca artesanal realizada pelas colônias de pescadores de Tibau do Sul e, locais atingidos pelo petróleo no Rio Grande do Norte. O laudo concluído no último dia 9 de janeiro, foi o primeiro com amostras da pesca artesanal. Até então, somente os peixes provenientes da pesca industrial haviam sido analisados pela indústria da pesca. Também não há contaminação.

 

Gravatas usadas por médicos ou estudantes de Medicina podem contribuir com a contaminação de bactérias resistentes aos antibióticos, diz estudo brasileiro

Gravatas usadas por médicos ou estudantes de Medicina podem contribuir com a contaminação de bactérias resistentes aos antibióticos. A constatação é resultado de uma nova pesquisa brasileira publicada na revista Arquivos Médicos, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O estudo é de autoria dos pesquisadores Fernando de Andrade Quintanilha Ribeiro, Alessandra Navarini e Marina Pelicice Marcato. Eles usaram swabs (cotonetes estéreis) para coletar amostras de microrganismos da superfície de gravatas e camisas de médicos de um hospital-escola de grande porte localizado em São Paulo. Eles realizaram o mesmo procedimento com estudantes de Direito de uma universidade que também fica na capital paulista.

Os cientistas analisaram a possibilidade de contaminação das peças em ambos os grupos, além de verificarem o perfil de sensibilidade de bactérias que não pertencem à microbiota normal – ou seja, que não são comuns em um organismo humano saudável.

Os resultados indicam que as gravatas usadas por médicos e alunos de Medicina eram mais contaminadas do que aquelas que pertenciam aos estudantes de Direito. Além disso, as bactérias encontradas eram patogênicas.

O pesquisadores alertam que os profissionais de saúde, mesmo que lavem as mãos corretamente, podem se recontaminar pelo contato com as gravatas. Isso é considerado perigoso, pois as bactérias poderiam colonizar novas áreas dos hospitais e ainda contaminar pacientes debilitados.

A pesquisa mostra que não houve diferença significativa na contaminação das camisas dos dois grupos. Isso é explicado, segundo o estudo, porque as camisas são normalmente higienizadas, enquanto as gravatas, não.

O mesmo ocorre com jalecos e aventais: as peças podem transportar bactérias, mas o costume de lavá-las com maior frequência reduz esse risco.

Galileu

Até formol: Supermercado retira leites das marcas Parmalat e Líder de área de venda por suspeita de contaminação

fraude-leite-mprs-292O Walmart Brasil confirmou nesta quarta-feira, 19, que retirou da área de venda de suas lojas nos Estados do Paraná e São Paulo os leites das marcas Parmalat e Líder. A empresa afirmou que a medida é preventiva e segue sua política de segurança alimentar. A decisão tem conexões com a fraude do leite revelada na sexta-feira passada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

A investigação feita pelas promotorias especializadas Criminal e de Defesa do Consumidor descobriu que, no trajeto das propriedades rurais à unidade da LBR Lácteos em Tapejara, alguns carregamentos de leite sofriam adição de água, para aumentar o volume, e de ureia – produto que contém formol, substância cancerígena -, para compensar a perda nutricional e driblar algumas análises. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão de materiais e documentos em duas residências, duas cooperativas e quatro empresas. O dono de um posto de resfriamento foi preso.

O Ministério Público também revelou que o Ministério da Agricultura (Mapa) já havia rastreado 299 mil litros enviados para processamento na unidade da LBR em Lobato (PR) e Guaratinguetá (SP). Na etapa seguinte, a empresa distribuiu 199 mil litros de leite UHT com a marca Líder, no Paraná, e 100 mil litros com a marca Parmalat, em São Paulo.

O Mapa revelou ter determinado o recall dos produtos. Em nota distribuída ainda na sexta-feira, a LBR assegurou que submeteu o leite a análises internas e externas, que atestaram a qualidade do produto.

Mesmo assim, revelou que recolheu o leite que ainda estava no mercado e, com isso, afirmou que “cumpriu com todos os procedimentos exigidos pela legislação e observou as cautelas aplicáveis ao caso”.

Como recall envolveria a notificação aos consumidores para que devolvessem pacotes que tivessem em casa, o Mapa ressalva que não pode afirmar que todo o leite (dos lotes em questão) tenha sido recolhido.

Estadão

Empresas fazem recall de leite contaminado

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, informou ontem (31) que três indústrias de laticínios protocolaram, nesta semana, no Ministério da Justiça, campanhas de recall para recolhimento de mais de 900 mil litros de leite adulterado.

A campanha da empresa Goiasminas, responsável pelo leite Italac, abrange 774 mil unidades de leite integral e desnatado. Serão recolhidos os produtos dos lotes que vão do L 05 KM3 ao L 23 KM1, fabricados entre 30 de outubro de 2012 e 9 de novembro de 2012 e válidos até 8 de abril deste ano.

A empresa Vonpar Alimentos, responsável pelo leite Mu-Mu, informou que fazem parte da campanha quase 150 mil litros dos lotes 3ARC, 1AJL e 1CPF, fabricados nos dias 18 de janeiro e 19 e 20 de fevereiro deste ano.

Já a campanha da Líder Alimentos do Brasil abrange o lote TAP1MB, fabricado em 17 de dezembro de 2012, mas, em nota, a empresa informou que todo o lote foi recolhido.

As responsáveis pelas marcas Mu-Mu e Líder admitiram ao Ministério da Justiça que houve adição de ureia ao produto.

A Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) em parceria com o Ministério da Agricultura no começo de maio, revelou a adição de ureia para aumentar o volume do leite por empresas transportadoras do produto. Com o crime, transportadores lucravam 10% a mais do que os 7% já recebidos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro. O total de leite movimentado pelo grupo, no período de um ano, chega a 100 milhões de litros. Mais de 100 toneladas de ureia foram compradas pelos envolvidos na fraude.

De acordo com a coordenadora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Judi Nóbrega, a investigação mostrou que o responsável pela fraude não era a indústria, nem o produtor de leite, e sim o transportador.

Em nota, as empresas responsáveis pelas marcas Líder e Mu-Mu informaram que todo o produto contaminado foi retirado do mercado. Segundo o Ministério da Justiça, a empresa Latvida não protocolou recall porque o produto contaminado não chegou a ser distribuído no mercado.

Da Agência Brasil

Lagoas de Extremoz e Jiqui são usadas para diluir água contaminada com Nitrato

Os 130 poços utilizados pela Companhia de Águas e Esgotos do Grande do Norte (Caern) têm, sozinhos, capacidade para abastecer Natal inteira. O problema, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) é que muitos deles estão contaminados por Nitrato, o que torna essencial a utilização das águas das lagoas – hoje com baixo volume – para a diluição do poluente.

Só é considerada potável, a água que tem um índice de nitrato inferior a 10 mg/L. Alguns poços da cidade, que utilizam água do aquífero Barreiras, no entanto, ultrapassam este limite. A solução é pegar água em bom estado e somar à contaminada para diminuir o ínidice de contaminação. “Se não fosse isso, nem precisaria de racionamento porque os poços dariam para abastecer a cidade. Seria mais do que suficiente”, afirmou a Coordenadora de gestão dos recursos hídricos da Semarh, Joana D’arc Medeiros.

Em Natal, são utilizadas para este fim, a lagoa do Jiqui na parte sul da cidade (Zonas Leste, Oeste e Sul) e de Extremoz na Zona Norte. Ambas respondem, respectivamente, por (mais…)

O nefasto efeito Palocci

– O Estado de S.Paulo

Só há uma maneira de colocar um ponto final na crise política provocada pela revelação do prodigioso enriquecimento de Antonio Palocci antes de se tornar o principal ministro da presidente Dilma Rousseff: seu afastamento da chefia da Casa Civil. A exoneração tornou-se iminente a partir do instante em que Palocci desperdiçou a última oportunidade de colocar a situação em pratos limpos, ao não apresentar em sua defesa nenhuma informação nova e relevante nas entrevistas seletivas e tardiamente concedidas na sexta-feira à Rede Globo e à Folha de S.Paulo.

O ministro se limitou a protestar inocência diante das suspeitas de tráfico de influência, negando-se a fornecer qualquer informação ou esclarecimento sobre seus clientes ou sobre a natureza dos serviços a eles prestados. Não fez mais do que deixar no ar um apelo que, nas circunstâncias, soou patético: acreditem em mim.

Os dois argumentos principais apresentados por Palocci em sua defesa são, primeiro, o de que não ficou comprovada nenhuma “ilegalidade” nos fatos que lhe são imputados e o ônus da prova cabe a quem acusa – o que seria correto se a questão fosse apenas jurídica – e, depois, o de que está eticamente impedido de divulgar os nomes de seus clientes porque não pode “expor terceiros nesse conflito”. As duas alegações são insubsistentes.

A primeira porque o escândalo assumiu proporções tão graves que, até pela necessidade de dissipar a crise política criada dentro do governo, já havia algum tempo se impunha, para além de qualquer consideração jurídica, a necessidade de que explicações cabais fossem dadas à opinião pública. Era mais do que hora, portanto, de Palocci provar a improcedência das suspeitas que sobre ele pesam. Na mesma linha de raciocínio, o impedimento ético para nomear as empresas às quais prestou serviços se anula diante da maior relevância da exigência de atender ao clamor público por transparência no comportamento de uma figura proeminente do governo.

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