Dólar a R$ 3,65: saiba como antecipar fatura do cartão e pagar menos pelas compras

Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Nesta quinta-feira, o dólar comercial voltou a ser negociado a R$ 3,65, patamar do fim de outubro de 2018. Esta melhora no câmbio é reflexo da decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco central dos EUA) de manter a taxa de juros da economia americana inalterada, no patamar de 2,25% a 2,5% ao ano. Com esta queda no dólar, o momento é favorável para aqueles que têm compras em moeda estrangeira no cartão de crédito.

Atualmente, alguns dos grandes bancos do país permitem que o cliente antecipe o pagamento da fatura do cartão. Ou seja, é possível aproveitar um recuo na cotação do dólar para ter melhor controle dos gastos. Entretanto, é preciso estar atento se essa antecipação realmente será vantajosa ou não.

Dependendo do banco, quem antecipa o pagamento do cartão fica isento de uma cobrança posterior da variação cambial (a diferença entre a cotação do dia do fechamento da fatura e a do vencimento). Porém, há instituições que permitem a antecipação mas cobram ou devolvem a diferença do câmbio entre o dia desse pagamento e o do fechamento da fatura.

Uma outra possibilidade para evitar surpresas negativas por causa da volatilidade do dólar é travar o câmbio na data da compra. No fim de 2016, o Banco Central (BC), por meio da circular 3.813, passou a permitir que o consumidor opte por converter o valor gasto no exterior pela cotação da moeda estrangeira em reais no dia da compra — o que permite saber de antemão quanto se vai pagar no vencimento da fatura. Entretanto, no próximo ano, esta modalidade será obrigatória.

A partir de março de 2020, os bancos serão obrigados a converter as transações para reais com o câmbio do dia em que foram feitas. A norma editada no fim de novembro de 2018 deixa, entretanto, a possibilidade de o cliente pagar a conta com a cotação do dia do vencimento da fatura desde que ele faça o pedido expressamente à instituição financeira emissora do cartão.

Com a entrada em vigor desta mudança, o risco cambial de quem compra produtos fora do país é reduzido. Como, atualmente, o câmbio usado é o valor do dia do fechamento da fatura, o cliente fica vulnerável às variações da moeda americana no mercado financeiro desde a data em que o gasto foi feito até o momento do pagamento da fatura mensal do cartão de crédito.

Atualmente, para saber as condições de cada cartão, o cliente deve entrar em contato com a central de relacionamento do seu banco e consultar as condições para as compras feitas em dólar.

O Globo

25% do dinheiro de contas inativas do FGTS foi usado para compras

Os saques nas contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) injetaram R$ 10,8 bilhões no comércio varejista, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) obtidos com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

Do total de R$ 44 bilhões sacados das contas inativas entre março e julho deste ano, 25% chegaram aos caixas dos varejistas. Quatro entre oito segmentos tiveram impacto relevante nas vendas, absorvendo 86% dos recursos destinados pelos trabalhadores às compras: vestuário e calçados (R$ 4,1 bilhões); hipermercados e supermercados (R$ 2,8 bilhões); artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 1,3 bilhão); e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,2 bilhão).

“Esse dinheiro do FGTS foi totalmente inesperado. Fiz uma viagem que não estava nos planos e comprei uns móveis para a casa nova, porque calhou de estarmos de mudança na época do saque”, contou o empresário Daniel Tambarotti.

Ele comprou mesa e estante com parte do FGTS acumulado durante os oito anos no último emprego, deixado em novembro de 2016 para investir no próprio negócio. “Eu já estava financeiramente organizado há alguns anos. Não tinha dívidas. Gastei parte do dinheiro, mas vou guardar uns 40% que sobraram”, relatou o empresário.

A destinação de recursos do FGTS para a aquisição de bens no comércio poderia ter sido mais expressiva, na avaliação do economista Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC. O varejo ampliado – que inclui veículos e material de construção – faturou R$ 770 bilhões nos meses de saques do FGTS. No entanto, apenas 1,4% desse montante foi proveniente das contas inativas.

“Se você dá R$ 100 na mão do brasileiro, ele gasta R$ 90. Ele não gastou esses R$ 90,00 porque estava muito endividado. As pessoas aproveitaram esse recurso extraordinário para limpar o nome, reduzir o endividamento. A crise fez com que sobrasse pouco para o varejo”, disse o economista da CNC.

Já é possível comprar de joia de R$ 250 mil a viagens milionárias pela internet

5v1vvts0j4hzdaee9f8z0tpz2Há alguns meses, uma viagem de volta ao mundo avaliada em US$ 1,5 milhão chamou a atenção não apenas por ser o mais caro pacote de viagem já ofertado, mas também por ter sido arrematado pela internet. A compra dá dicas da evolução que se vê no e.commerce de produtos de luxo. Enquanto algumas – poucas – marcas ainda seguem ressabiadas demais para avançar no mundo virtual, outras como Tiffany , Louis Vuitton e Cartier assumem a liderança e fazem de suas lojas on-line um valioso ponto de venda não só para os chamados produtos de entrada (lenços, óculos e outras peças de menor valor), como também para itens de alto padrão.

No site da imobiliária Coelho da Fonseca, por exemplo, é possível ensaiar a compra de um dos apartamentos mais caros de São Paulo , avaliado em R$ 50 milhões (perfil de imóvel que antes nem aparecia nos sites). Na Amazon, uma litografia original de Claude Monet está tão disponível quanto o mais recente lançamento da Apple. Com a diferença de que a obra não sai por menos de US$ 40 mil. Já no site americano da joalheria Tiffany, um relógio de ouro branco, diamantes e safiras pode ser adquirido por US$ 150 mil.

“A venda desse tipo de produto exclusivamente pela internet é muito rara, mas é cada vez mais importante para as marcas estarem ali presentes para expor suas criações e mostrar inovação, ousadia, preservando, ao mesmo tempo, seu caráter de raro e exclusivo”, analisa a especialista em gestão de negócios do luxo e premium, Mailza Marinho. “A loja virtual é hoje uma parte essencial da jornada de consumo”, diz Marcelo Marino Bicudo, sócio diretor da Epigram, agência de comunicação e branding, especializada em experiências de consumo. “O público pode tanto começar o processo no ambiente virtual – informando-se, comparando e trocando impressões –, e finalizar a compra na loja física, como fazer o caminho oposto em busca de privacidade”, completa, explicando a dificuldade de se ter números concretos que demonstrem a eficácia do investimento on-line.

Em alguns casos, como em alguns leilões da Christie’s , a internet se torna o único meio de obter o objeto de desejo. A estratégia, iniciada em 2011 com uma parcela das roupas, joias e peças de arte decorativa da Coleção Elizabeth Taylor , vem se mostrando positiva. Tanto que, desde então, a empresa já realizou mais de 20 leilões exclusivamente on-line, indo das pratarias aos vinhos. Em um deles, a pintura “October on Cape Cod”, de Edward Hopper, alcançou preço recorde em leilões online, tendo sido arrematada por US$ 9,6 milhões. “A plataforma de vendas on-line sempre foi vista como um complemento ao nosso calendário de leilões presenciais, mas o sucesso das experiências recentes prova que nossos clientes estão ansiosos pela entrada dos leilões puramente virtuais em nossa agenda regular”, afirma John Auerbach, diretor internacional de e.commerce da Christie’s.

Para participar, entretanto, não basta entrar na internet na hora do leilão e dar um lance. Antes, é preciso se cadastrar e dar garantias de que pode arcar com a despesa. Em outras lojas, o cadastro acaba sendo apenas uma base para que um representante da marca seja acionado do outro lado da rede para tirar dúvidas, aumentar a relação com a marca ou finalizar uma compra por SMS, chat, telefone, email ou agendando uma visita à loja física. “Assim, é possível conhecer melhor o consumidor e criar vínculos com ele. Por mais importante que seja a presença on-line, a compra pela internet é fria e deixa passar algumas possibilidades de experiência com a marca que o off-line reforça”, explica Mailza.

Daí muitas grifes optarem por fazer de boa parte de seu site de e.commerce um grande catálogo, com descrições e fotos dos produtos em abundância, mas valores apenas sob consulta quando se trata de peças de alto luxo. “É uma forma de despertar desejo em consumidores da marca, ou mesmo naqueles que estão entrando nesse segmento, transformando um canal de distribuição conveniente em meio de comunicação”, explica a coordenadora de pós-graduação em marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Daniela Khauaja. “É como se a pessoa estivesse vendo a vitrine da loja, no shopping, só que onde quer que ela esteja”, complementa.

Além disso, a loja virtual se torna um importante canal de venda para atingir clientes potenciais ou habituais em regiões onde não há lojas físicas. Foi justamente isso que fez a Louis Vuitton inaugurar, em agosto de 2013 sua primeira plataforma brasileira de e.commerce – a oitava em todo o mundo. “O canal teve como objetivo oferecer os nossos serviços de luxo para a totalidade de nossos clientes em todo o Brasil, trazendo a conveniência e o conforto de fazer uma compra em sua própria casa, com a entrega direta do produto”, afirma a marca em comunicado oficial. O que significa poder comprar desde um óculos de sol de pouco mais de R$ 1 mil, a um colar de ouro branco e diamantes avaliado em R$ 295 mil. Tudo com a ajuda de cartão de crédito com gastos ilimitados, claro.

Mais do que gerar desejo, o acesso às informações on-line tem tornado as vendas de produtos de alto valor mais rápidas e certeiras. “Pelo menos 90% das pessoas que procuram um imóvel passam pela plataforma on line, hoje. Com isso, elas chegam mais decididas e preparadas para finalizar o negócio, porque tiveram o tempo que acharam necessário para analisar, pesquisar e comparar o produto”, afirma Allan Fonseca, diretor de marketing digital da Coelho da Fonseca. Ainda assim, ele acha difícil que se feche alguns tipos de negócio de alto padrão, como a compra de um apartamento, inteiramente on-line. “O valor de um produto está diretamente relacionado à energia que se dispende para alcançá-lo. Quanto maior o valor, mais tempo o consumidor estará disposto a dedicar a sua compra”, acredita Daniela.

Entretanto, Fonseca não descarta a possibilidade de ocorrer, em breve, lançamentos imobiliários de alto padrão totalmente virtuais, com estandes holográficos, plantas em 3D e reservas de compra pela internet. “O perfil do consumidor mudou muito. Ele está cada vez mais sem tempo e, por isso, mais digital. As empresas precisam acompanhar isso”, diz.

IG

PROCON RN repudia prática de preços diferenciados para vendas à vista e no cartão

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Em reunião dos PROCONs do Brasil, realizada em Belém (PA), o PROCON do Rio Grande do Norte repudia a recomendação do Ministério Público do Distrito Federal que permite a prática de preços diferenciados para vendas à vista e no cartão.

O coordenador do Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor do estado, Araken Farias, afirma que a prática é abusiva. “A prática é considerada abusiva e contraria a lei que define os crimes contra a ordem econômica, ordem tributária e as relações de consumo”, destaca Araken.

Os PROCONs de todo o Brasil votaram, à unanimidade, contrários à recomendação do MP/DF. Diversos assuntos estão sendo tratados durante esse encontro. Entre eles estão telefonia e marketing multinível.

Araken Farias vai solicitar, nesta tarde, que a Associação dos PROCONs do Brasil, através da sua presidente Gisela Simona, encaminhe ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, um requerimento de reconhecimento da Associação dos PROCONs como entidade de utilidade pública nacional, fortalecendo a instituição e, sobretudo os PROCONs de todo o Brasil.

Investimentos

O coordenador do Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor do estado, Araken Farias, enfatiza que o PROCON do Rio Grande do Norte, vai encaminhar projeto ao Ministério da Justiça solicitando recursos da ordem de R$ 600.000,00, para modernização e aparelhamento do PROCON -RN. O pleito é apoiado pelo Secretário de Justiça e Cidadania, Júlio Queiroz, e a Governadora Rosalba Ciarlini.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rafael Vale disse:

    Acho um absurdo esse entendimento do PROCON.
    O PROCON deveria defender os cosumidores e não as operadoras de cartão de crédito.
    Todo mundo sabe que os comerciantes pagam uma taxa geralmente de 5% para as operadoras de cartão de crédito e lógico que o comerciante repassa esse custo para a mercadoria, o que o mercado estava fazendo era na compra a vista em dinheiro tirar do preço da mercadoria os 5% que eram destinados as operadoras de cartão de crédito.
    INFELIZMENTE o PROCON comprou a briga do lado errado, ficou do lado do lobby das operadoras de cartão que não gostaram nada de ver o comercio repassando em forma de desconto o valor que é destinados para elas.
    O resultado prático dessa equivocada posição do PROCON é que não existirá desconto para o consumidor que pagar em dinheiro, todo mundo agora vai pagar uma mercadoria com 5% a mais de custo, que é o valor médio que os comerciantes pagam as operadoras de cartão em uma venda.

Wal Mart é condenado a pagar R$ 15 a cliente que foi atropelada por carrinho de compras

O Wal Mart de Goiânia (GO) terá de indenizar em R$ 15 mil uma cliente que foi “atropelada” por um carrinho de compras dentro das dependências do supermercado em Goiânia. A decisão foi do juiz 4ª vara Cível de Goiânia, Aureliano Albuquerque Amorim, que acatou o pedido de Sônia Marçal.

A decisão é de primeira instância e cabe recurso. A assessoria jurídica do supermercado diz que não foi notificada sobre o caso e aguarda o aviso formal para decidir se entrará ou não com o pedido de recurso.

Sônia Marçal afirma ter sido atropelada por um carrinho de compras na esteira rolante que dá acesso ao estabelecimento. Na ocasião, o carrinho não se prendeu e acabou se soltando da mão de outro cliente e atingindo a vítima, que teve traumatismo no quadril.

A defesa do supermercado alegou que o acidente foi culpa exclusiva do outro cliente, que não travou o carrinho na esteira. No recurso, o Wal Mart alegou ainda que a própria autora não foi capaz de ter o mínimo de zelo a evitar a colisão e.

Mas, na avaliação do juiz, a indenização é legítima porque o Wal Mart optou por não utilizar um sistema mais adequado para a contenção dos carrinhos de compra. As testemunhas e os documentos apresentados confirmaram que Sônia foi atingida por um carrinho ainda dentro do estabelecimento ao final de uma esteira inclinada.

O cliente que conduzia o carrinho informou que ele não foi bloqueado na esteira e, por isso, não conseguiu segurá-lo em razão do peso.

A defesa de Sônia Marçal alegou que o cliente não tinha conhecimentos técnicos nem é responsável por checar o bloqueio do carrinho na esteira até porque quando se verifica a não-ocorrência do bloqueio o objeto já está na rampa inclinada. Por isso o ideal seria o bloqueio automático independente de qualquer atitude do cliente nesse sentido.

O juiz Amorim entendeu que o Wal Mart tem responsabilidade objetiva por seus sistemas de funcionamento, e não os clientes.

Fonte: UOL

ATENÇÃO: Receita aperta o cerco a compras online no exterior

Comprar produtos importados pela internet está mais complicado e as chances de haver sobretaxa aumentaram. A Receita Federal implantou a operação Maré Vermelha para apertar o cerco à importação de produtos que, na visão do órgão, têm prejudicado a indústria nacional – nos segmentos de vestuário, calçados, brinquedos, eletroeletrônicos, bolsas, artigos de plástico, pneus e artigos de toucador (cosméticos e perfumaria).

Só no Estado de São Paulo, cerca de 95 mil pacotes chegam nos aeroportos por dia, de acordo com dados do Serviço de Remessas Postais Internacionais (Serpi) dos Correios. A Receita analisa e aplica uma taxa extra em pelo menos 3 mil encomendas que não apresentam nota fiscal ou que têm procedência duvidosa. Em média, a sobretaxa é de 60% sobre o valor da mercadoria.

Para ampliar a fiscalização, a Receita criou o Centro Nacional de Gerenciamento de Risco (Cerad), uma central de inteligência para direcionar os equipamentos e agentes para os setores e locais onde são “barrados” mais produtos.
Especialistas em defesa do consumidor aconselham a fugir de compras sujeitas à sobretaxa, mesmo que o risco seja

equeno – em São Paulo, apenas 3% das encomendas diárias são fiscalizadas e taxadas. “As pessoas esquecem que aquela mercadoria é mais barata porque está isenta do imposto. Se cair na ‘malha fina’, haverá sobretaxa ou até apreensão em caso de produto ilegal”, diz o presidente da Associação Brasileira do Consumidor, Marcelo Segredo.

Os produtos preferidos nas compras de internet em sites do exterior – e coincidentemente os mais apreendidos e taxados – são bolsas, tênis e perfumes. Com a ajuda de aparelhos de raio X, fiscais conseguem identificar as mercadorias sujeitas à taxação extra e as falsificadas.

Mesmo diante de todos estes riscos, a técnica de informática Marizete Tavares Rapace, de 52 anos, é cliente fiel de sites de produtos importados, como o Strawberry.com. A consumidora já teve a sua mercadoria sobretaxada pelo menos três vezes pela Receita. “Mesmo tendo de pagar imposto, os meus perfumes saem mais baratos do que se comprados aqui. Torço para ter sorte.”

A diferença no preço às vezes é grande sem a sobretaxa. Um tênis novo da Nike modelo Air Max masculino, por exemplo, custa R$ 258 no site Amazon.com. Se a mercadoria cair na “malha fina” da Receita, terá de pagar a mais R$ 154,80, com 60% de imposto, elevando o preço para R$ 412. Ainda assim, sai mais em conta, pois no site da loja brasileira Centauro, por exemplo, o mesmo par é vendido por R$ 599.

Foi a partir desta conta que a radialista Patrícia Teixeira, 23, decidiu comprar uma câmera fotográfica em um site internacional. “A diferença no preço era de quase R$ 1 mil.” Porém, com medo do equipamento ser taxado ou até apreendido, a radialista aproveitou a viagem de um amigo para os Estados Unidos e pediu para a entrega ser realizada no hotel dele. “Ele entrou no Brasil como se a câmera fosse de uso pessoal dele.”

Mas há casos em que vale a pena pesquisar em lojas brasileiras. Por exemplo, um perfume Dolce &Gabbana Light Blue de 25 ml custa R$ 140 no site Strawberry.com. Na loja Oruam, presente em shoppings como West Plaza e Pátio Paulista, ambos na capital, sai por R$ 172. O consumidor que escolhe a compra no site tem uma economia de R$ 32, mas se o produto for parado pela Receita, o cliente terá de desembolsar R$ 84 a mais do que previsto, elevando o valor para R$ 224.

Como funciona

A Receita Federal permite a entrada de produtos importados pelos Correios, companhias aéreas e de compras realizadas pela internet. Porém, há um custo de tributação de 60% sobre o valor dos bens constante da fatura comercial, acrescido dos custos de transporte e do seguro do transporte.

Além disso, o valor máximo a ser importado é de US$ 3 mil (R$ 6 mil). Remessas no valor total de até US$ 50 (R$ 100) estão isentas dos impostos. Medicamentos também podem ser comprados, mas o Ministério da Saúde exige a apresentação da receita médica.

Caso seja encontrada alguma irregularidade – produto falso ou proibido –, a mercadoria é levada para a sede dos Correios mais próxima a casa do consumidor, que é notificado pela Central. O cliente deve pagar os impostos no momento da retirada. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão de débito e crédito.

Fonte: Estadão

Comprar pela internet sai até 25% mais barato

O velho hábito do consumidor de gastar sola de sapato percorrendo lojas para barganhar preço já não vale mais. Levantamento feito pelo JT na semana passada, no qual foram selecionados itens idênticos, vendidos nas mesmas lojas físicas e online, mostra que o preço no comércio tradicional pode ser cerca de 25% maior do que o cobrado no comércio online.

Exemplo: enquanto uma geladeira frost free duplex, de 352 litros, da marca Brastemp, custava, à vista, R$ 1.999 na loja física, saía por R$ 1.583,01 no site da empresa, com frete grátis. A diferença entre o preço da loja física e o da internet é de R$ 415,99. A história se repete no caso de uma TV de LED, de 32 polegadas, da Samsung, modelo D 5.500. O preço à vista na loja física é de R$ 1.799 e, na virtual, R$ 1.424, também com frete grátis. Uma diferença de R$ 375.

Além de os preços de produtos idênticos serem mais baixos na internet quando comparados com os das lojas físicas, o comportamento médio das cotações no comércio online tende mais para queda (deflação) do que para aumento (inflação).

Em uma comparação feita pelo Ibevar/Provar & Felisoni Consultores Associados, que calcula o e-flation – índice de inflação da internet, mostra que, em 2010 e 2011 – para quatro grupos de produtos, os preços tiveram deflação nos livros (13,9%), eletrônicos (24,8%) e brinquedos (3,1%). No mesmo período, houve inflação nos livros (10,1%) e nos brinquedos (8,5%) nas lojas físicas.

Já os preços dos produtos eletrônicos no comércio tradicional caíram (7,2%), porém bem menos do que nas lojas virtuais. Por último, os preços dos medicamentos subiram tanto nas lojas físicas (7,9%) como nas virtuais (5,6%), mas as cotações do comércio online registraram uma alta menor.

“A deflação predomina na internet”, diz Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Ibevar/Provar. Ele explica que esse movimento ocorre porque o mercado virtual tem custo menor que a loja física, isto é, despesas com energia, aluguel, etc. Além disso, o custo da comparação é baixíssimo. “Esse custo está a um clique do consumidor”, diz o economista.

Fonte: Jornal da Tarde

Mochila de R$ 5,76 foi comprada por R$ 80

Durante a fiscalização nos convênios do Ministério do Turismo, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou mais de R$ 1 milhão em compras superfaturadas de mochilas. Os valores das aquisições eram superdimensionados desde a apresentação dos planos de trabalho ao ministério.

O Instituto Brasileiro de Hospedagem (IBH) previa a compra e distribuição de uma mochila para cada aluno por R$ 80. No entanto, a bolsa entregue aos alunos era uma sacola de poliéster. Durante as apurações, três fornecedores consultados pela CGU apontaram que o preço médio da bolsa era de R$ 5,76. A CGU recomendou a responsabilização de um ex-diretor da Brasiliatur, assim como três funcionários da pasta.

“Destaca-se, ainda, que servidores do Ministério do Turismo agiram de forma a ocultar o sobrepreço verificado na aquisição de mochilas, em flagrante evidência de conduta irregular, praticada em articulação com o convenente, resultando em danos aos cofres públicos. Tal fato se verificou a partir do confronto da mochila apresentada em resposta a questionamento da CGU e a anexada à Prestação de Contas apresentada, e efetivamente distribuída aos profissionais capacitados, conforme inspeção física da execução do objeto, realizada pela CGU,” diz o relatório. O IBH tentou fraudar a apresentação da mochila, encaminhando outro modelo para a prestação de contas.

O relatório também aponta relações familiares nas ONGs. No Instituto Quero-Quero, cujo diretor é um funcionário da Prefeitura de Osasco, a CGU identificou pessoas da mesma família recebendo recursos do convênio. Uma instrutora recebeu R$ 34,8 mil pelos cursos e outros R$ 583,8 mil pelo contrato de sua empresa de lanches com a ONG. A mesma entidade pagou, segundo a CGU, R$ 35,8 mil a título de “instrutoria” para integrantes do quadro do administrativo federal.

Foram apontadas ainda irregularidades na liberação de recursos por meio de emenda parlamentar a entidade da qual um deputado federal e sua esposa integravam o corpo diretivo. A Sociedade Evangélica do Paraná assinou dois convênios com o ministério no total de R$ 7,5 milhões. A CGU apurou que as empresas contratadas tinham como sócio um dos responsáveis pelo programa da ONG e o coordenador do projeto tinha parentesco com o parlamentar

Prefeitura de Canguaretama gasta R$ 234 mil com "material permanente"

Está no Blog de Ana Ruth Dantas, como é que a Prefeitura publica o extrato da compra e não detalha o que está comprando? Material permanente de que? Coisas de Canguaretama…

Segue:

A Prefeitura Municipal de Canguaretama gastará quase R$ 250 mil para equipar as secretarias. Foi firmado contrato com a empresa Incomel Indústria e Comércio de Madeira Ltda no valor de 234.000.

O extrato de publicação do contrato não esclarece o tempo do serviço e nem mesmo especifica o serviço definindo apenas que o dinheiro será para “Aquisição de material permanente que serão destinados para as secretarias municipais pertencentes a Prefeitura Municipal de Canguaretama”. O contrato foi assinado pelo prefeito Wellinson Carlos Dantas Ribeiro.

Micarla vai às compras

Shopping Pátio Higienópolis

Como ninguém é de ferro,  além de relaxar, repousar, se tratar, a pessoa também precisa comprar.

Então, nada melhor para levantar a autoestima como ir às compras.

A prefeita Micarla de Sousa, diferentemente do que a IstoÉ diz, de que estaria em Portugal, foi vista hoje, às 11h30, fazendo compras no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo.

Agora não perguntem o que ela comprou. Talvez ela revele em seu blog.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Romeiro disse:

    Perai! E vcs queriam que a nossa prefeita fosse fazer compras na 25 de marco? Isso seria muita humilhação. Aproveite Micarla, que vc pode! Lembre-se que você esta de licença e ninguém poderá atrapalhar esse momento. Deixe que os outros falem. Basta vc dizer: "eu determinei…." e esta tudo certo!

  2. Essa foto foi feita no periodo natalino.

Redes sociais influenciam consumidor na decisão de comprar produtos

As redes sociais têm se tornado um fator de influência para a decisão de compra, segundo uma pesquisa encomendada pelo Mercado Livre à  Oh! Panel. O estudo foi realizado no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru, com 1.258 consumidores. Deste total, 79% acreditam que as opiniões de amigos e conhecidos sobre marcas, produtos e serviços são as mais confiáveis. Para 72,8% dos entrevistados, estas mensagens deixadas nas redes sociais são mais relevantes do que a de especialistas.

Cerca de 58,9% buscam informações antes de comprar um produto em sites como Twitter, Facebook e Orkut e, de cada10 participantes do levantamento, quatro disseram seguir uma marca nestes canais.

Os brasileiros são os que demonstram mais interesse, com um total de 81% dos usuários se relacionando com as marcas nas redes sociais. Entre os motivos estão o interesse em conhecer novos produtos e serviços (78,6%) e a procura por ofertas (74,7%).

Info: Mundo Marketing

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Breno Cardoso disse:

    com certeza, mas não essas redes sociais são usadas, quando eu fui com um notebook novo nessa semana pesquisei em vários foruns para saber algumas informações sobre ele….

Classe C está podendo e mandando

Vejam os números do poder de compra da “nova” e poderosa classe C.

Blog Pag Seguro:

Em encontro no ultimo dia 25 de maio, na Fecomercio, em São Paulo, Renato Meirelles, da Data Popular, revelou que a “nova classe média”, que inclui a classe C, movimenta R$ 273 bilhões por ano só com seus salários. Segundo Meirelles, “a internet radicalizou o poder de escolha e de comparação de preços e produtos que o controle da inflação concedeu há 15 anos”. Segundo ele, houve uma democratização da informação e, com ela, do poder de compra. “Há quatro anos, as pessoas se perguntavam se a classe ‘C’ estava na internet. Hoje, é impossível fazer qualquer plano de comércio sem considerar esta classe”.

Segundo estudos do instituto , a classe C é responsável por 78% do que é comprado em supermercados, 60% das mulheres que vão a salões de beleza, 70% dos cartões de crédito no Brasil e 80% das pessoas que acessam a internet. “Esta nova classe média movimenta R$ 273 bilhões na internet por ano somente com seu salário”, diz Meirelles. E isso não acontece só na internet ou no comércio eletrônico. Segundo dados da e-Bit, 50% das vendas realizadas no varejo tradicional são influenciadas por pesquisas de preço, opinião e informações sobre os produtos – tudo feito graças à internet.

Outra informação importante que surgiu durante o encontro foi de que o comércio eletrônico brasileiro já fatura mais que a soma dos shoppings de São Paulo, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (e-PCCV). A inclusão digital deste batalhão de brasileiros, além de mais oportunidades para o empreendedor, faz surgir novos negócios: o crowdfunding (financiamento por muitos, em geral com valores pequenos) e o comércio justo foram dois exemplos mostrados durante o painel.