A moeda norte-americana fechou no menor nível em dois meses e a bolsa de valores renovou o recorde no dia em que o Senado concluiu a votação da reforma da Previdência em segundo turno. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (23) vendido a R$ 4,038, com queda de R$ 0,043 (-1,05%). A divisa fechou na cotação mais baixa desde 21 de agosto (R$ 4,031).
A divisa iniciou o dia com pequena alta. Depois de passar boa parte da manhã vendido a R$ 4,08, o dólar começou a recuar quando o Senado anunciou o acordo para votar o último destaque pendente da reforma da Previdência. A cotação caiu ainda mais a partir das 13h30, quando o Senado encerrou a votação. Na mínima do dia, o dólar chegou a ser vendido a R$ 4,02.
O dia também foi de ganhos no mercado de ações. Depois de bater recorde ontem (22), o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), repetiu o desempenho e fechou o dia aos 107.543 pontos, com alta de 0,15%. O indicador operou perto da estabilidade durante toda a sessão, alternando momentos de alta e de queda.
Além da aprovação da reforma da Previdência, que gerará economia de R$ 800,2 bilhões para o governo nos próximos dez anos, o mercado financeiro foi influenciado por notícias do exterior. O alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e a suspensão das sanções contra a Turquia pelo presidente norte-americano Donald Trump contribuíram para a queda do dólar em todo o planeta.
Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso votou a favor do entendimento da Corte que autoriza a prisão após a condenação em segunda instância da Justiça. Até o momento, o placar do julgamento está em 3 votos a 1 a favor da medida. Após a manifestação do ministro, a sessão foi suspensa e será retomada amanhã (24).
Segundo Roberto Barroso, a prisão em segunda instância sempre foi aceita pelo STF, exceto entre 2009 e 2016. Para Barroso, a decisão provocou um “poderoso incentivo” à protelação das condenações e reforçou a seletividade do sistema recursal, possibilitando que réus ricos consigam evitar a prisão por terem condições de pagar advogados para entrar com recursos.
“Vejam o impacto positivo trazido pela mudança da jurisprudência, que impulsionou a solução de boa parte dos crimes de colarinho branco, porque o temor real da punição levou a uma grande quantidade de colaborações premiadas por réus e de acordos de leniência de empresas, apenas no âmbito da Operação Lava Jato”, disse.
Barroso também rebateu os advogados que se manifestaram na semana passada, no primeiro dia de julgamento. Segundo os profissionais, a permissão da prisão para cumprimento antecipado da pena contribui para a superlotação dos presídios. Segundo o ministro, dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) mostram que, a partir de 2016, quando o STF voltou a permitir a prisão em segunda instância, o percentual de prisões caiu. Entre 2009 e 2016, a média de aumento de presos foi de 6,25%. Após 2016, quando volta a possibilidade, a média foi 1,46%, de acordo com o ministro.
“Não foram os pobres que sofreram o impacto da possibilidade de execução da pena após a condenação em segundo grau. Não foram os pobres que mobilizaram os mais brilhantes advogados criminais do país, não creio nisso”, afirmou.
Na sessão de hoje (23), a favor da prisão em segunda instância também votaram Alexandre de Moraes e Edson Fachin. O relator, ministro Marco Aurélio, votou contra a medida.
Agência Brasil
CONSTITUCIONAL É O QUE ESTÁ NA CONSTITUIÇÃO OU NAO?
Luiz Roberto Barroso faz um voto dizendo que a mudança de interpretação constitucional pelo não cumprimento de pena imediata após condenação em segunda instância, traz uma sensação de impunidade, que nunca inicia a execução da pena, que a sociedade não aguenta mais e que a estatística de reformar das penas nos Tribunais superiores é 0, alguma coisa por cento, e caminha nessa direção.
Não seria mais coerente apenas respeitar a Constituição e criar mecanismos de celeridade processual dos processos criminais? – Estabelecer prazos para instrução no primeiro grau, no segundo e aparelhar o judiciário com pessoal e equipamentos, ainda o especializando para, por exemplo. Após, recebimento da denúncia, existir prazo máxima para iniciar o cumprimento da pena em 3 ou 5 anos, por exemplo.
…Ou tem que tirar a responsabilidade do Estado de vez e deixar o ônus e as dores outra vez com a população, especialmente o jurisdicionado.
Ou então, rasga-se a Constituição atual e se faz outra só pra manter Lula preso, pous até 2016 entendimento do STF era outro. Por que será que mudou apenas quando Lula estava preso e sendo processado?
Tás mentindo petralha sem noção. Os votos desse ministro no stf, são voltados pra moralidade, pra ética, bons costumes, e principalmente na defesa da sociedade
O 1º Batalhão de Polícia Militar Felipe Camarão, localizado no bairro da Ribeira, passou por uma grande reforma oportunizada a partir da parceria com a Associação dos Empresário do bairro do Alecrim. Junto com o empresariado, a governadora Fátima Bezerra participou, nesta quarta-feira, 23, da solenidade de entrega da obra.
Recebida com honras militares, a governadora visitou as instalações do Batalhão e destacou a importância da parceria da iniciativa privada com o poder público. “Toda nossa gratidão por esta iniciativa, por este gesto de cidadania da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim em fazer parceria com o Governo do Estado, visando dar melhores condições de trabalho aos nossos policiais. Mais importante do que o aspecto financeiro, é a sociedade ser parceira do Estado e compreender que é dever do Governo garantir uma política de segurança pública para todos os cidadãos, mas é também papel da sociedade colaborar”, agradeceu Fátima.
O investimento incluiu a recuperação dos portões e instalação de motor eletrônico, pintura, reforma da instalação sanitária e do alojamento, instalação de dois aparelhos de ar-condicionado e seis refletores de led na parte externa.
A unidade da Polícia Militar conta com um efetivo de mais de 200 policiais sob o comando do Coronel Pessoa Júnior. “O batalhão foi agraciado com homens de bom coração, os empresários do Alecrim, buscando a melhoria na qualidade de vida dos policiais, implementaram uma série de melhorias na estrutura do prédio. O que contribui diretamente para a autoestima dos policiais que integram o 1º Batalhão”, ressaltou o comandante.
“Esta foi a nossa contribuição como forma de ajudar os policiais que atendem a região e os bairros do centro da cidade e Alecrim. É a nossa parcela de apoio em resposta ao trabalho que vem sendo desenvolvido, como a realização de blitz, barreiras policiais e o programa madrugada livre que dá mais segurança aos empresários, turistas e moradores”, destacou o empresário Pedro Campos, presidente da Associação dos Empresário do Bairro do Alecrim.
O 1º BPM, criado em 1935, é responsável pela segurança ostensiva em partes das zonas Leste e Oeste de Natal, abrangendo 15 bairros e áreas da região: Quintas, Alecrim, Cidade Alta, Rocas, Ribeira, Morro Branco, Lagoa Seca, Barro Vermelho, Petrópolis, Tirol, Mãe Luiza, Santos Reis, Brasília Teimosa, praias do Meio e Areia Preta.
Também participaram da solenidade os secretários Pedro Florêncio (Administração Penitenciária), Jaime Calado (Desenvolvimento), a delegada geral da Polícia Civil, Ana Claudia Saraiva, e o empresário Delcindo Mascena.
Interessante este fato, quando o empresariado ajuda o governo , são as melhores pessoas do mundo. Mas quando a esquerda está no palanque demonizam o empresariado, nada melhor que um dia após o outro.
Os servidores da saúde do Rio Grande do Norte realizam nesta sexta-feira (25), às 9h, uma paralisação de 24h com ato público em frente ao Midway Mall, em Natal. A atividade tem como objetivo chamar a atenção do Governo de Fátima Bezerra (PT/PCdoB) para a situação dos hospitais e atraso de três meses de 2018 no pagamento dos servidores. O Sindsaúde RN, sindicato da categoria, orienta que os trabalhadores se vistam com roupas brancas ou que identifiquem sua função.
As paralisações dos servidores da saúde estão sendo realizadas todas as sextas-feiras, desde o dia 20 de setembro, para cobrar a apresentação de um calendário de pagamento dos salários atrasados. Os trabalhadores também reivindicam reajuste salarial igualitário de 16,38% para todas as categorias; convocação de profissionais da saúde; direito à incorporação da insalubridade e outras gratificações na aposentadoria e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para Carlos Alexandre, diretor do Sindsaúde RN, a saúde estadual está em calamidade. “Os hospitais são insalubres, faltam materiais básicos e estamos trabalhando sobrecarregados. Além de tudo isso, ainda estamos trabalhando com três meses de salários atrasados desde 2018. Somos nós que fazemos os hospitais funcionarem, não o governo! Nós trabalhamos e temos o direito de receber!”, declarou.
Ei, vocês são “sabidos” e ninguém notou que querem fazer um feriadão. Baderna na sexta pela manhã (horário do expediente) e à tarde já é final de semana.
Essa governadora não gosta da saúde, com certeza no dia que precisar vai ao Albert Einstein ou sírio libanês. Todos os dias ouvimos as péssimas notícias em relação a essa área, desrespeito aos servidores, tentativa de fechamento de serviços, falta de pagamento a prestadores e contratos.
Quero que digam uma, apenas uma, notícia boa para esse área, lá se vai quase um ano só de massacre.
Governadora manda o Bope pra meter o reio nesse povin que a elegeu, agora a conversinha é outra. Vão atrapalhar a pqp, parece que o Midday é palanque de vagabundos.
Essa cambada de vagabundos do sindsaúde deveria fazer essa farra na governadoria e não no Midway atrapalhando o trânsito todos nós sabemos que essa paralisação é só um migué, porque é só nas sextas-feiras? porque é mais un fim de semana esticado, vão trabalhar cambada de vagabundos do sindsaúde.
A falta de energia elétrica, ocorrida entre as 22h30 dessa terça-feira (22) e a manhã desta quarta-feira (23), interrompeu durante nove horas o funcionamento da Estação de Bombeamento 2 da Adutora Monsenhor Expedito. Com isso, o abastecimento de água de 30 cidades da região ficou prejudicado, o que pode ser sentido pela população nas próximas 48 horas.
Apesar do sistema já ter voltado a funcionar, o tempo que a EB-2 ficou parada fez a rede de abastecimento perder pressão, sendo necessário um prazo de até dois dias para a situação estar totalmente normalizada.
As cidades afetadas são Rui Barbosa, São Pedro, São Tomé, São Paulo do Potengi, Japi, Coronel Ezequiel, Jaçanã, São Bento do Trairi, Lajes Pintadas, São José de Campestre, Serrinha, Sítio Novo, Boa Saúde, Serra Caiada, Lagoa de Velhos, Barcelona, Bom Jesus, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Tangará, Santa Cruz, Monte das Gameleiras, Serra de São Bento, Passa e Fica, Lagoa D`anta, Monte Alegre, Ielmo Marinho, Santa Maria, Senador Eloi de Souza e Campo Redondo.
Na sua estreia na CPI das Fake News , o líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), assistiu a mais uma derrota do governo Jair Bolsonaro no colegiado. A oposição conseguiu aprovar 66 requerimentos, entre eles convite aos deputados Delegado Waldir (PSL-GO) e Joice Hasselmann (PSL-SP) e de integrantes do governo. Junto a aliados, porém, Eduardo conseguiu impor um revés ao PT: a presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PT), acabou convocada pela comissão.
Depois do racha no PSL, Waldir e Joice começaram a atirar contra o grupo de Jair Bolsonaro. Em entrevista, Waldir prometeu “implodir” o governo. Já Joice disse que os filhos do presidente — Eduardo, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) — têm assessores que usam perfis falsos na internet . Como foram convidados, Waldir e Joice não são obrigados a comparecer.
Eduardo e Flávio acompanham a sessão da CPI nesta quarta-feira. É a primeira vez do deputado na comissão, que tem sido chamada de “terceiro turno das eleições” e de “tribunal de exceção” contra Bolsonaro pelos aliados do presidente da República.
Os aliados do presidente Bolsonaro na CPI tentaram votar 96 requerimentos em bloco. Com isso, além de apreciar seus pedidos, a oposição seria obrigada a votar, no mesmo pacote, itens pedidos por parlamentares do governo, como a convocação da ex-presidente Dilma Rousseff e outras pessoas ligadas ao PT. A tentativa, no entanto, fracassou.
— Querem usar a convocação do Carlos como moeda de troca. Mas convocá-lo ou não, é indiferente para mim. Se ele vier, vai falar muitas verdades. O que se tenta aqui é minar a ascensão da direita – disse Eduardo.
O requerimento para ouvir Carlos foi apresentado ontem pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele, no entanto, não está na pauta desta reunião. Deve ser votado nas próximas semanas.
Eduardo evitou polemizar sobre a aprovação dos requerimentos para ouvir Joice e Waldir:
– Eu estou evitando dar declaração sobre colegas do meu partido, porque estou em um momento de tentar colocar panos quentes na relação. Mas são dezenas de nomes aprovados. O que acontece aqui é que o pessoal do PT faz essa aprovação em globo e tentar rejeitar nossos requerimentos, eles estão dando direcionamento político a essa CPI. Então, ela não está se prestando a elucidar fatos. Ela está construindo narrativa de que presidente Bolsonaro usou artifícios ilegais para tentar ser eleito.
A CPI convocou outros nomes que podem gerar desconforto ao governo, como o do empresário Luciano Hang, apoiador de Bolsonaro; o empresário Paulo Marinho, que também participou da campanha do presidente e é suplente de Flávio Bolsonaro; o secretário de Assuntos Internacionais do governo, Filipe Martins; o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten; e blogueiros ligados ao governo, como Allan dos Santos. Estes todos são obrigados a comparecer quando os depoimentos forem marcados.
Derrota petista
Apesar da vitória, o PT não conseguiu evitar a convocação de Gleisi. Depois de aprovar o bloco com os requerimentos de interesse da oposição, a CPI passou a analisar cada um dos itens de parlamentares aliados a Bolsonaro separadamente. O primeiro, apresentado pela deputada Caroline de Toni (PSL-SC), foi a convocação da presidente do PT.
Apesar do discurso de que ouvi-la não faz parte do escopo da CPI, os petistas foram derrotados. Além de Eduardo e Flávio, o novo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), participou fortemente da articulação pela aprovação, conversando com colegas de partido.
O próximo item seria a convocação de Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo (2009-2016). Depois de ser derrotado, o PT articulou o esvaziamento da sessão, que foi encerrada por falta de quorum. Entre os itens protocolados pelo PSL que ficaram para a próxima reunião, está a convocação da ex-presidente Dilma Rousseff.
O chip Sycamore desenvolvido pelo Google, com 54 qubits Foto: DIVULGAÇÃO
Após anos de investimentos e pesquisas, o mundo está prestes a entrar na era da computação quântica . Em artigo publicado nesta quarta-feira na revista “Nature” , o Google anunciou ter alcançado a “ supremacia quântica ”, o ponto onde essas máquinas do futuro realizam cálculos considerados inviáveis com a computação clássica. Segundo a companhia, o processador batizado como Sycamore , com 54 qubits, foi capaz de realizar uma tarefa em 200 segundos, que para o mais poderoso supercomputador levaria 10 mil anos.
“Hoje, a revista científica ‘Nature’ publicou os resultados dos esforços do Google para construir um computador quântico que pode realizar uma tarefa que nenhum computador clássico pode”, explicou Hartmut Neven, diretor de engenharia do Google AI Quantum Team, em texto publicado no blog da companhia. “Este feito é resultado de anos de pesquisas e dedicação de muitas pessoas. É também o começo de uma nova jornada: descobrir como colocar esta tecnologia para trabalhar”.
A mecânica quântica é um ramo da física que opera na escala atômica e subatômica. Está presente fundamentalmente na natureza, mas invisível aos nossos olhos. E o uso de suas propriedades na computação tem potencial para revolucionar o mundo. Basicamente, a explicação está nas menores unidades de informação. A computação tradicional opera com bits, que podem assumir os valores de “0” ou “1”. Na computação quântica existem os qubit — ou bits quânticos —, que podem assumir os valores de “0”, “1”, ou uma superposição entre eles.
“Então, se você tem dois bits quânticos, existem quatro estados possíveis que podem ser colocados em superposição, e isso cresce exponencialmente. Com 333 qubits existem 2³³³ estados computacionais que podem ser postos em superposição, o que permite aos computadores quânticos explorar simultaneamente um rico espaço de muitas soluções possíveis para um problema”, explicou o diretor executivo do Google, Sundar Pichai.
No experimento, os pesquisadores realizaram uma tarefa aparentemente simples, de provar que um gerador de números aleatório é realmente aleatório. A tarefa, com nenhuma aplicação prática, serviu apenas para comparar a velocidade de processamento do processador quântico com a computação tradicional, e demonstrar a supremacia quântica.
— Este é um feito maravilhoso. A engenharia é fenomenal — opinou Peter Knight, da Imperial College London, ao site New Scientist. — Isso mostra que a computação quântica é realmente difícil, mas não impossível.
IBM contesta dados
Mas enquanto o Google comemora, a IBM, outra gigante na corrida pela computação quântica, contesta os números apresentados. Em texto publicado no blog da companhia, os engenheiros Edwin Pednault, John Gunnels e Jay Gambetta argumentam que “uma simulação ideal da mesma tarefa pode ser realizado num sistema clássico em 2,5 dias e com maior fidelidade”. Dessa forma, dizem os pesquisadores, a supremacia quântica não foi alcançada pelo rival.
“Como o significado original do termo ‘supremacia quântica’, como proposto por John Preskill em 2012, era descrever o ponto em que os computadores quânticos podem fazer coisas que os computadores clássicos não conseguem, esse limite não foi atingido”, afirma o trio de pesquisadores da IBM.
Eles apontam que a simulação realizada pelo Google não considerou o espaço de armazenamento dos computadores clássicos na realização dos cálculos, apenas a memória RAM. Mas mesmo que a posição da IBM seja aceitável, o experimento do Google demonstra o poder revolucionário da computação quântica.
— A IBM está clamando que, mesmo rodando o maior computador do mundo, por dois dias e meio, com petabytes de memória, eles podem simular o que um chip quântico fez em 200 segundos — comparou Ciarán Gilligan-Lee, da College London. — Quando se coloca isso em contexto, é um feito muito impressionante.
Quais são as aplicações da tecnologia?
A disputa entre duas gigantes da tecnologia ilustra a importância da computação quântica para o futuro. A IBM criou o supercomputador mais poderoso do mundo em operação, o Summit, instalado no Departamento de Energia dos EUA, mas a empresa também investe no desenvolvimento de computadores quânticos. Ela possui um protótipo com 53 qubits, concorrente do Sycamore.
Mesmo que se tornem realidade, os computadores quânticos não irão fazer parte do dia a dia das pessoas. Ninguém vai num shopping comprar um computador quântico, mas eles serão capazes de destravar cálculos hoje inviáveis no campo científico. O Google, por exemplo, afirma que já está desenvolvendo aplicações para simulações em física quântica e em química quântica, além de aplicações em machine learning e inteligência artificial.
“Nós imaginamos a computação quântica ajudando no desenvolvimento de novos materiais, como baterias mais leves para carros e aviões, catalisadores que podem produzir fertilizantes de forma mais eficiente e medicamentos mais eficazes”, afirmou o Google, em comunicado. “Alcançar as capacidades computacionais necessárias ainda vai demandar anos de engenharia e pesquisas. Mas agora vemos um caminho claro e estamos ansiosos para seguir em frente”.
Um feito impressionante, mas agora entra alguns de nossos medos. Como irão misturar computação quântica com IA e machine learning, fica muito próximo de surgir uma Skynet na vida real.
Desde a segunda-feira (21) até as 14h desta quarta-feira (23), 1.841 pessoas se cadastraram como voluntárias para participar dos mutirões de limpeza do óleos nas praias do Estado, dentro da campanha #SeChegaraGenteLimpa. A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Idema e Secretaria Estadual de Saúde irão realizar nos dias 24 e 25 a capacitação dos voluntários para atuarem na limpeza das praias.
O coordenador da Defesa Civil, Marcos de Carvalho, destaca a importante participação da população nas ações. A expectativa era de que fossem cadastrados cerca de 800 voluntários, mas o número final de quase 2 mil pessoas demonstra o interesse em ajudar a mitigar o problema que atinge o litoral nordestino.
“Além dos voluntários, fomos procurados pelos Escoteiros, pela Cosern, que quer fazer doação de material, pelo Sindipostos (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN) que vai disponibilizar os postos de combustíveis como pontos de coleta de produtos, como água e protetor solar, para os voluntários. E mais empresas estão aderindo à campanha”, ressaltou.
A capacitação será realizada de acordo com o seguinte cronograma:
Dia 24 – das 8h às 10h
Touros – auditório do Centro de Turismo
Ceara-Mirim – Câmara Municipal
Extremoz – Ecoposto de Jenipabu
Dia 24 – das 14h às 16h
Natal – Secretaria Municipal de Administração
Rio do Fogo – Câmara Municipal
Maxaranguape – Câmara Municipal
Dia 25 – das 8h às 10h
Nísia Floresta – auditório da Secretaria Municipal de Educação
Baia Formosa – Câmara Municipal
Tibau do Sul – centro de treinamento da rede hoteleira
Dia 25 – das 14h às 16h
Parnamirim – auditório do Centro Administrativo Municipal
Canguaretama – Iate Clube Barra de Cunhaú
Senador Georgino Avelino – Palhoção da Barragem
Aproveita, Fatão: desempregado é o que não falta nesta taba de Poti. Chama os cumpanhêru da CUT, do Sindipetro, MST, MTST, os ecochatos de plantão… e ripa na chulipa.
No perfil do Museu Pelé no Twitter, em Santos, o Rei do Futebol apareceu abraçado carinhosamente a uma bola. A imagem de Pelé com a bola sempre estará no imaginário de muita gente. Nesta quarta-feira, ele completa 79 anos sem festa e sem nada marcado na agenda, de acordo com informações de pessoas que o acompanham.
Pelé nunca gostou de aniversários, mas sempre foi festejado pelos familiares em sua casa, onde sempre teve também o hábito de receber filhos e netos.
Aos 79, ele já não tem mais a disposição física de antes. De cinco anos para cá, se esforçou para deixar de trabalhar um pouco. Quando o Museu Pelé foi inaugurado na região portuária de Santos, Pelé chegou a dizer ao Estado que gostaria de passar mais tempos em sua sala no museu, olhando o mar. Até então sua agenda era cheia, com viagens e muitos compromissos de patrocinadores.
Pelé queria pisar no freio, ficar mais em casa, curtir a cidade que escolheu para morar desde que deixou Bauru para jogar no Santos. De certa forma, conseguiu. Aos 79, ele cumpre menos compromissos comerciais.
A pouca mobilidade – ele agora está quase sempre amparado em uma cadeira de rodas – também o obriga a reduzir o ritmo. Suas aparições são cada vez mais raras. “Ele não tem nada marcado, nunca gostou muito de festa de aniversário”, disse Pepito Fornos, seu assessor há mais de 45 anos. Em São Paulo, Pelé cuida melhor da saúde, faz exames com mais frequência, tem melhor acompanhamento clínico, embora seja daquele tipo de paciente que torce o nariz para ir ao médico ou fazer qualquer atividade nesse sentido.
Relator da Lava Jato, Edson Fachin deu o segundo voto pela possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.
“É inviável sustentar que toda e qualquer prisão só pode ter seu cumprimento iniciado quando o último recurso da última corte constitucional tenha sido examinado”, disse.
A julgamento foi suspenso para um intervalo. Na volta, ainda nesta quarta-feira(23), o próximo voto será de Luís Roberto Barroso.
Moraes abre divergência e apoia prisão em 2ª instância
Alexandre de Moraes divergiu de Marco Aurélio e defendeu a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.
“Esse juízo de consistência, realizado pelo órgão colegiado, juízo natural de segundo grau, afasta, no tocante à possibilidade de prisão, a presunção de inocência. Porque há uma decisão colegiada escrita, fundamentada, reconhecendo materialidade e autoria do delito. Autoriza, portanto, a meu ver, a execução da pena.”
O TÍTULO DESTA MATÉRIA ESTA ERRADO! MARCO AURÉLIO E FACHIN VOTARAM A FAVOR DA PRISÃO APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. JÁ ALEXANDRE DE MORAES, CRIA DE TEMER, VOTOU CONTRA A REFERIDA PRISÃO.
Há três anos, Gustavo Correa, cunhado da apresentadora Ana Hickmann, disparou três tiros na nuca de Rodrigo Augusto de Pádua. Ele, que se dizia um fã da apresentadora e planejou um atentado contra ela, acabou morrendo em um hotel de Belo Horizonte. Em setembro, Correa foi absolvido em segunda instância da acusação de homicídio doloso, por três votos a zero. Os desembargadores entenderam que ele agiu em legítima defesa. Agora, como o Ministério Público de Minas Gerais não recorreu da decisão, o processo transita em julgado e será arquivado.
A acusação da promotoria de Minas Gerais baseava-se no argumento de que houve excesso de Correa ao se defender. O pedido era de que houvesse uma pena de seis a 20 anos de prisão. Apesar da esperança de que fosse inocentado, o empresário contou à ÉPOCA que nunca se sentiu cem por cento confiante. “A gente estava bem amparado, mas a gente nunca achou que o jogo estivesse ganho. Eu nunca tive confiança de ir a júri popular, por exemplo. Já tivemos casos escabrosos que o placar do júri foi de quatro a três.”
Leia os principais trechos da entrevista:
Qual o seu sentimento agora?
É de alívio. Mas quando eu recebi a notícia no dia, até senti um pouco de ódio ainda por ter passado por tudo isso. Saiu um peso das minhas costas e das costas dos meus pais, que têm quase 80 anos. Mas a gente continua indignado. Conseguimos, nos livramos, a justiça foi feita, mas passaram-se três anos de desgaste emocional, financeiro, físico e psicológico. A gente teve todo tipo de problemas nesse meio do caminho.
Que tipo de problema?
Não vou dizer que minha vida parou. Mas eu sempre fiquei muito indignado pelo fato da Justiça desconsiderar todas as provas contundentes e se basear em achismo da parte do promotor. Eu sequer evadi do local, nem fui no hospital ver minha esposa que foi internada. Ficamos a mercê de uma única pessoa do MP que desconsiderou fatos. Ninguém é obrigado a aceitar a minha palavra, mas havia provas técnicas. Contratamos uma perito do caso Nardoni para provar que eu não tinha outra saída naquela situação.
Você disse à Folha de S.Paulo que gastou cerca de R$ 1 milhão com tudo isso…
Sim. Mas não foram apenas gastos jurídicos. A Giovana [ex-mulher do empresário que foi baleada no atentado] ficou 25 dias internada, fez 60 dias de fisioterapia dentro de casa. Quem vai arcar com esse prejuízo? Eu fico pensando o que seria de nós se tivéssemos uma condição financeira pior.
Você tinha dúvidas de que seria inocentado?
Eu nunca estive cem por cento confiante. A gente estava bem aparado, mas a gente nunca achou que o jogo estivesse ganho. Eu nunca tive confiança de ir a júri popular, por exemplo. Já tivemos casos escabrosos que o placar do júri foi de quatro a três. Eu sei o que se passa na minha cabeça, não na dos outros.
Você recebeu apoio público?
Eu sempre fui uma pessoa reservada, nunca tive rede social, nada. Me pronunciei à época porque graças a Deus estava todo mundo do nosso lado. Acabei exposto. Mas recebi muito mais apoio. É uma minoria da minoria que nos ataca.
Você respondeu a algum ataque?
Acabei respondendo. A gente bate boca, não tem jeito. Muitos ataques vieram de discordâncias políticas no ano passado, quando minha família apoiou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro. Antes das eleições eram 99% das pessoas ao meu lado, depois já virou uns 90%. Na minha última absolvição um rapaz postou na minha rede social que eu devia estar preso. Era um modelo, petista, expus ele nas redes sociais, falei com a agência que ele trabalhava e ele foi demitido. Eu acabei de ser inocentado por três desembargadores e ele vem falar que eu tenho que estar preso? As pessoas não sabem a dor do outro. A internet está deixando as pessoas covardes.
Te questionaram sobre apoiar ou não a flexibilização da posse de armas?
A arma que eu usei não era minha. O que as pessoas precisam entender é que não existe bandido com arma legal. A arma dele tinha numeração raspada. Não tem Estatuto do Desarmamento do armamento. Ele tinha comprado a arma no mercado negro, isso vai continuar acontecendo.
‘NÃO MUDARIA UMA VÍRGULA DO QUE EU FIZ’
Você teve algum contato com a família do responsável pelo ataque em BH?
Quem costumava se pronunciar era a irmã dele que dizia coisas feias ao meu respeito. Ela mencionou meu nome me chamando de assassino nas redes sociais, e agora vai ter que responder na Justiça por isso. Mas agora parou. Eu entendo a família dele, eles têm o direito de sentir dor, com certeza o pai e mãe dele não o criaram para isso. Mas ele foi lá, comprou a arma, premeditou, ele não era um santo. Eu matei pra salvar a minha vida. E já disse outras vezes que eu não mudaria uma vírgula do que eu fiz.
Você tirou alguma reflexão ou algo bom de tudo isso?
A reflexão que fica é que a nossa vida é um sopro. As pessoas às vezes dirigem bêbadas, por exemplo, e ficam suscetíveis a machucar ou alguém ou a se machucarem. No nosso caso, não foi isso. Uma pessoa se achou no direito de dizimar uma família por não ter um sentimento correspondido. A sensação é de que a qualquer momento a gente vai embora.
Mas, sinceramente, nada de bom ficou disso. Nossa família sempre foi unida, eu sempre cultivei muitas amizades. Eu ainda fico me perguntando o motivo de eu ter passado por isso. E, sinceramente, vou morrer sem entender.
Pedro da Silva, de 68 anos, esperou por seis meses por exame que comprovasse câncer Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo
Foi o resultado de um exame de sangue que acendeu o sinal amarelo na vida do aposentado Pedro da Silva, de 68 anos. O PSA , proteína que, quando alta, indica câncer de próstata , estava acima do indicado. Ainda assim, era preciso uma tomografia para a confirmação. O teste, no entanto, só foi realizado seis meses depois .
O caso do morador de Volta Redonda ilustra um cenário comum no país: falta a urgência adequada em casos da doença, o que leva a diagnósticos com os tumores já em estágios avançados — como atesta relatório do Tribunal de Contas da União ( TCU ) divulgado em setembro.
— Demorou muito para fazer o exame. Só quando cheguei ao Inca é que a coisa andou — conta Silva, no ônibus da prefeitura de Volta Redonda que leva os pacientes da cidade do Sul Fluminense até o hospital na praça da Cruz Vermelha, no Centro do Rio.
Segundo o estudo do TCU, 80% dos cânceres de pulmão, tireoide, estômago e cavidade oral são diagnosticados em estágios mais avançados. Já a doença no cólon, reto, colo de útero, mama e próstata também têm patamar de 50% nos diagnósticos demorados.
Desde 2013, ainda de acordo com o estudo, só 6% das pessoas são diagnosticadas na primeira fase da doença. Esse é o mesmo patamar encontado desde 2013. Segundo estimativa do Inca apresentada pelo TCU, cujo estudo considera dados de 2017 em 14 estados do país, 420 mil pessoas terão câncer entre 2018 e 2019.
Na semana passada, o Senado aprovou uma lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer, em até 30 dias, exames que confirmam o câncer, após o paciente ter passado por uma consulta médica que levante suspeita da doença. O texto seguiu para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.
Se aprovada, a mudança será incluída na lei que já estipula o início do tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias a partir do diagnóstico do câncer.
Fila eletrônica
No sistema público de saúde, a responsabilidade pelo exame de confirmação da doença é dos municípios. Após o diagnóstico, a rede municipal encaminha o paciente para as redes de complexidade mais alta, a estadual ou a federal.
A organização dos exames é feita através de uma espécie de fila eletrônica. Na cidade do Rio, por exemplo, o Sistema de Regulação (Sisreg) aponta que todas as 108 mulheres com o grau mais alto de urgência terão que esperar por uma ultrassonografia de mama — um dos exames para o diagnóstico de câncer no local — por pelo menos dois meses. A primeira da fila neste momento,por exemplo, entrou no sistema em fevereiro do ano passado.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio afirmou que a ultrassonografia de mama “não é o exame de rastreio ou diagnóstico de câncer, mas sim a mamografia”, que tem “número mais do que suficiente para atender à demanda da cidade”. Também diz que é preciso avaliar cada caso da ultrassonografia para explicar a demora.
A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia do Rio de Janeiro, Sandra Gioia, diz, no entanto, que a ultrassonografia de mama é importante para diagnosticar o câncer quando a mamografia não consegue a confirmação do resultado.
— O que nós queremos é a detecção precoce. Aí a mamografia é indispensável e o ultrassom pode ser necessário — afirmou a médica.
Rede sem estrutura
O estudo do TCU atesta que o diagnóstico do câncer no país não está sendo realizado em tempo hábil. E revela um alto percentual de pacientes diagnosticados com a doença “em grau de estadiamento IV e V” — ou seja, os dois mais avançados dos cinco que existem.
— Uma paciente com nódulo suspeito, por exemplo, não pode entrar numa fila normal. Tem que ter tratamento especial, de urgência — defende Gioia. — A gente recebe os pacientes com os nódulos grandes, sangrando, o braço inchado. São sintomas da demora dos exames que levarão ao diagnóstico.
O estudo do TCU também destaca que a rede de exames ofertados pelo SUS não está suficientemente estruturada para possibilitar aos pacientes com suspeita de câncer receberem no tempo adequado o diagnóstico exato.
A regulação do acesso à assistência à saúde no país, segundo o TCU, possui “deficiências quanto à organização, ao gerenciamento e à priorização do acesso por meio de fluxos assistenciais no âmbito do SUS”.
O Ministério da Saúde afirmou que, em oito anos, dobrou os recursos federais destinados aos tratamentos do câncer na rede pública de saúde, passando de R$ 2,2 bilhões em 2010 para R$ 4,4 bilhões em 2018.
Afirma ainda que “a auditoria (do TCU) retrata uma amostra apenas dos oito tipos de cânceres mais prevalentes, o que não representa o cenário nacional”.
Segundo a pasta, o Brasil tem 309 hospitais habilitados a oferecer assistência ao paciente com câncer.
Compromisso
Presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), a médica Maira Caleffi afirmou que esteve pessoalmente com o vice-presidente Hamilton Mourão e conseguiu dele o compromisso de que a lei aprovada no Senado, que garante um exame de confirmação da doença em até 30 dias quando há a suspeita de câncer, será sancionada ainda no Outubro Rosa.
A Femama, composta por 71 instituições espalhadas por 18 estados, além do Distrito Federal, foi a responsável pela formulação da lei.
— Estive com o vice-presidente, Hamilton Mourão, e entreguei o ofício (da sanção) na sexta-feira. Ele se comprometeu pessoalmente a sancionar a lei ainda neste mês, ou através do presidente ou como presidente interino (Bolsonaro está em viagem na Ásia),— diz Caleffi.
A médica afirmou, ainda, que se encontraria com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para entregar o mesmo documento.
A aprovação pelo Senado, segundo ela, pegou todas de surpresa pelo desafio orçamentário. A pauta é objeto de críticas de setores da administração pública, uma vez que não há sinalização de verba extra — assim como ocorreu na lei dos 60 dias.
— Faríamos um ato pela aprovação, mas, graças a Deus, ela aconteceu. O próximo passo é lutar para que haja verbas. Para que a lei seja colocada em prática, são 180 dias a partir da sanção. Temos que trabalhar em uma articulação para que haja financiamento e não aconteça a mesma coisa que aconteceu com a lei dos 60 dias. Até hoje, não houve nenhum aporte extra para financiá-la.
Para Caleffi, todos estão contra o câncer e o diálogo deve ser a base do debate.
— No momento em que começamos a poder exigir e cobrar a lei de 60 dias, aprovada em 2012, começamos a perceber um represamento. Pacientes estavam parados antes do diagnóstico porque, se a doença fosse diagnosticada, o Estado teria que tratar — alega.
A 11ª Vara do Trabalho de Natal reconheceu, em decisão publicada no último dia 15, que houve fraude em um acordo feito para parcelar verbas rescisórias de trabalhadores demitidos pelo Supermercado Boa Esperança. A homologação pela Justiça do Trabalho de acordos extrajudiciais foi introduzida pela Lei 13.467/17, a reforma trabalhista. Com a constatação da fraude, levada à Justiça pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN), a empresa foi condenada a pagar indenizações pelo dano moral coletivo e pelos danos individuais causados aos trabalhadores. Veja todos os detalhes aqui no Justiça Potiguar.
MPT deveria dizer que tal fraude foi constatada pela Auditoria Fiscal do Trabalho em fiscalização realizada no estabelecimento, onde entrevistou empregados e analisou documentos. Com base nos fatos apurados foi enviado relatório ao MPT com os respectivos autos de infração.
Você já ouviu falar do sistema endocanabinoide? Não, ele não é exclusivo daqueles que fazem uso da droga. Na verdade, existe em todas as pessoas, e está ligado a algo essencial: o equilíbrio do corpo – ou, em termos técnicos, a homeostase.
Apesar da importância, o sistema endocanabinoide só foi descoberto no início da década de 1990, e seu funcionamento ainda guarda muitos segredos – tanto que você provavelmente nem ouviu falar dele na escola. Mas, para entender como aquela hora não dormida pode dar larica até em quem nunca fez uso da erva, precisamos entender o princípio dos endocanabinoides.
Os cientistas definem o sistema endocanabinoide assim: “é um mecanismo de sinalização endógena que atua fisiologicamente na regulação da homeostase energética”. Traduzindo para o bom português, o sistema funciona pela ativação de receptores pelo corpo (conhecidos como CB1 e CB2) que facilitam a troca de informações entre as células e acabam regulando o que não está sob controle.
Quem ativa esses receptores são justamente os canabinoides, tipos de moléculas que não existem só na maconha. Nossa membrana celular, inclusive, as produz naturalmente. Os canabinoides naturais são chamados de endocanabinoides, e estão muito presentes em células do sistemas nervoso e imunológico. Sua atuação não fica restrita apenas a essas áreas, mas chega também a sistemas como o motor, digestivo, ósseo, dentre outros.
A lógica do sistema endocanabinoide é basicamente esta: se o stress aumenta, os endocanabinoides trabalham para diminuí-lo; se sentimos dor, eles procuram aliviá-la, e assim por diante. Ou seja, essas moléculas vivem apagando fogo, tentando consertar o que está errado no nosso corpo.
Então quer dizer que maconha só faz bem, uma vez que fornece canabinoides? Bem, não exatamente. O THC (tetrahidrocanabinol) que está presente na cannabis se assemelha a um endocanabinoide produzido no nosso cérebro, a anandamida. Ela, naturalmente, atua na regulação o nosso humor, sono, memória e apetite. Consumindo maconha, você adiciona mais ativadores ao sistema endocanabinoide, e esse excesso acaba bagunçando a regulação normal de algumas áreas do corpo. Os resultados a gente já conhece: euforia intensa, sensação de relaxamento e a famosa “larica” – a fome avassaladora que vem depois de um “baseado”.
Beleza, mas o que tudo isso tem a ver com o sono? E com quem não usou maconha? Calma, vamos chegar lá agora: a ciência já sabia que pessoas que dormem mal geralmente tem mais fome e preferem alimentos doces e gordurosos. Mas, agora, cientistas americanos descobriram que a falta de sono pode afetar justamente o sistema endocanabinoide – e aumentar o apetite.
Para averiguar se isso fazia ou não sentido, os pesquisadores examinaram o impacto de uma noite de apenas quatro horas de sono em 25 voluntários saudáveis. As análises sanguíneas mostraram que, após essa noite curta, os indivíduos tinham aumentado a quantidade de 2-oleoilglicerol, um tipo de endocanabinoide. Quando os cientistas perguntaram o que as pessoas privadas de sono queriam comer, aquelas com maiores níveis de 2-oleoilglicerol preferiam alimentos com mais “energia” – ou seja, doces e gordurosos, com bastante glicose.
Além disso, a equipe também investigou o cérebro dos voluntários para analisar se essas alterações mudavam a maneira como o cérebro processa os cheiros – algo intimamente relacionado a vontade de comer. Isso revelou que o endocanabinoide em excesso estava bagunçando as ligações entre duas áreas do cérebro importantes para a regulação do apetite: o córtex piriforme e a ínsula.
A função da primeira é, basicamente, processar o odor; a da segunda, é integrar informações sobre o estado do corpo para controlar a ingestão de alimentos – ou seja, decidir se vale a pena ou não buscar uma fonte de alimentos, averiguando biologicamente se já está na hora de sentir fome. De acordo com os cientistas, as alterações nas quantidades de 2-oleoilglicerol estavam ligadas a modificações na relação entre essas duas áreas do cérebro. E a falta de comunicação entre elas acabou gerando um grande vontade de consumir alimentos gordurosos.
Ainda serão necessários muitos estudos para desvendar perfeitamente todos os mecanismo envolvidos nessa relação, mas o resultado da pesquisa é claro: assim como a maconha, a falta de sono altera o sistema endocanabinoide, gerando uma fome excessiva – ou a boa e velha larica. Por via das dúvidas, é melhor regular seu sono.
Confira programa desta quarta-feira(23). O Meio-Dia RN, com este blogueiro, entrevistou Roberto Linhares, presidente da Companhia de Águas e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern). Clique abaixo e assista via Youtube.
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