STF pede para PGR avaliar se Zambelli cometeu tráfico de influência

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello pediu para a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar sobre uma notícia-crime apresentada por parlamentares do PT contra a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

Os petistas acusam Zambelli, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de ter cometido o crime de tráfico de influência e de advocacia administrativa. Não há prazo para que a PGR se manifeste.

O pedido dos parlamentares da PT foi apresentado ao Supremo no final de abril, dias após o ex-ministro da Justiça Sergio Moro ter deixado seu cargo no governo acusando Bolsonaro de tentar interferir na PF (Polícia Federal).

A ação tem como base as conversas trocadas no aplicativo Whatsapp entre Moro e Zambelli antes da decisão do ministro. A deputada queria que Moro aceitasse a troca na PF desejada por Bolsonaro.

“E vá em setembro para o STF. Eu me comprometo a ajuda a fazer o JB [Jair Bolsonaro] prometer”. Moro respondeu que não estava “à venda”.

Para os petistas, a fala de Zambelli “configura ato potencialmente ilegal” por ter envolvido a promessa de uma vaga no STF em troca da mudança na PF. Isso teria demonstrado, na visão dos parlamentares, que a deputada agiu como “intermediadora de interesses.

A notícia-crime não faz parte do inquérito que investiga a acusação de Moro contra Bolsonaro.

Os petistas também fazem menção a questionamentos, em outro diálogo, sobre investigações contra o presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para os parlamentares, as conversas “revelam um uso inadequado do cargo de parlamentar federal para a realização de interesses pessoais, bem como aproveitando de suas relações para conseguir manobrar as suas vontades junto à administração federal”.

Quais são os crimes vistos pelos petistas?

O crime de advocacia administrativa refere-se a “patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário”, que pode ter pena de até um ano de prisão.

Já o tráfico de influência, de acordo com Código Penal, configura-se por “solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função”. O crime pode ser punido com até cinco anos de detenção.

No despacho —de 20 de maio, mas que entrou no sistema do STF apenas ontem—, Celso de Mello diz que ser “dever jurídico do Estado” fazer “a apuração da autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo'”.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Almir disse:

    Impressionante, estão dando mais visibilidade ao vazamento da operação que o próprio crime.
    Meu Deus, hora de fechar o cadeado e jogar a chave fora.

  2. Antenado disse:

    Coitadas das hienas. Não se conformam.

  3. Lucas disse:

    O PGR, o novo engavetador geral da república? O que uma promessa de cargo vitalício no STF não faz… Nova política, não é?

Ouça suposto áudio em que Joice Hasselmann pede criação de perfis falsos

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Vazou na manhã desta terça-feira (28) um áudio em que, supostamente, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) pede a ajuda de um interlocutor desconhecido para a criação de perfis falsos nas redes sociais a fim de promover ataques a adversários políticos. O R7 Planalto obteve o áudio em primeira mão – ouça abaixo.

Na gravação, supostamente, a deputada diz: “Acabei de chegar em São Paulo, cheguei há pouco para algumas entrevistas, mas podia falar com a turma aí para fazer vários perfis e entrar de sola no Twitter especialmente, Instagram, porque eles estão botando todas as milícias lá e os robôs em cima de mim”.

O áudio já havia sido citado pelo presidente Jair Bolsonaro em conversa com apoiadores e a imprensa na segunda-feira (27). Na ocasião, Bolsonaro disse que o objetivo da CPMI das Fake News era apenas desgastá-lo.

“Se eu não tivesse um áudio, de uma deputada muito conhecida aí, de ela passando para uma pessoa e falando o seguinte: ‘Cria mais uns perfis falsos aí para atacar fulano de tal’. Você acha que ia pegar mal para essa deputada? Essa deputada está muito ativa na CPMI. Ela está acusando os outros do que ela faz. E ela não é de esquerda, não. É de falsa direita. Essas questões… eu tô evitando há mais de um mês que esse áudio chegue a conhecimento público. Vai pegar mal para ela”, afirmou.

A reportagem do R7 tentou falar com a deputada Joice Hasselmann, por cinco números de telefone diferentes (um fixo e quatro celulares), para comentar o vazamento do áudio, mas ainda não obteve contato. Assim que a deputada responder, a versão dela será incluída na reportagem.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Erivaldo R dos Santos disse:

    90% dos nossos políticos são um verdadeiro lixo.

  2. HAMILTON PEREIRA disse:

    PORQUE ELA NÃO BATE DE FRENTE COM BOLSONARO?
    MANDA AS PESSOAS FAZEREM VÍDEOS PRA BOMBA CONTRA NOSSO PRESIDENTE

  3. Logan disse:

    Essa Criatura ganhou nas costas do presidente e o apunhalou pelas costas. Oh Brasil pra ter Judas viu.

    • Curiosa disse:

      O bichinho é um santo de alma pura, acorda alí é cobra engolindo cobra

    • Vitor Silva disse:

      Discutir com bolsonarista e lulista é igual jogar xadrez com pombo. Ele vai derrubar as peças, cagar no tabuleiro e sair de peito estufado cantando vitória.

  4. GUIDO disse:

    CHAPA COMUNISTA: MORO JUDAS E PEPPA. ESSES DOIS COMUNISTAS DE CARTEIRINHA ESTAVAM INFILTRADOS NO GOVERNO DO CIENTISTA MITO CAPETÃO E SÃO INIMIGOS DA NAÇÃO

  5. GUIDO disse:

    MAIS UMA COMUNISTA! ESSA PEPPA NUNCA ME ENGANOU! MITO, MITO, MITO, MITO

  6. Macho todo disse:

    Homi, tenha cuidado. Essa mulher é braba que só a peste. Uma mulher braba não tem quem segure…

Thiago Salvatico, suposto companheiro de Gugu, entra na briga por herança do apresentador

Foto: Thiago Salvatico/ Reprodução Twitter

O chef Thiago Salvatico, suposto namorado de Gugu Liberato, procurou o escritório de advocacia Traldi e Saggiori para representá-lo no processo de inventário do apresentador. Patricia Saggioro Leal, uma das integrantes do escritório, confirmou à coluna que ela e Mauricio Traldi, outro sócio, estão representando o chef no inventário.

“Thiago foi sim companheiro de Gugu”, disse Patrícia, que não deu mais detalhes sobre a ação em andamento e o que chef está pedindo no caso.

Segundo fontes da coluna, Thiago – que mora fora do Brasil – e Gugu tiveram uma relação estável por cerca de oito anos e, nesse período, fizeram dezenas de viagens pelo mundo.

Maria do Céu, mãe de Gugu, já afirmou em entrevista ao Fantástico, que ele e Rose Miriam di Matteo, mãe dos filhos do apresentador, “nunca tiveram nada um com o outro”. Rose Miriam também briga na justiça para ser reconhecida como companheira de Gugu.

Sônia Racy – Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sadrak disse:

    Oh novela animada…

  2. disse:

    Vilma Dias eu li nos comentários que os 3 filhos foi emsiminacao artificial

  3. Laura disse:

    Gugu ou cucu?

  4. Wilmar dias disse:

    Como qui o GUGU náo teve nada com a Rose se Elis tiveram 3 filhos? será qui ela fez os filhos sozinha? acho qui náo. Rose tem todo direito na herança vai a luta Rose busca o qui é seu por direito…dona Mria do céu de céu você náo tem nada vai morrer pra lá e deixa a rose em paz…

  5. Juju disse:

    GUGU LIBERATO TAO BOM PARA AS PESSOAS NA TELA DA TV E ,
    AGORA DEIXOU A MÃE DOS SEUS FILHO S DESAMPARADA, ISSO É UMA VERGONHAAAAA!!!

  6. joaozinho disse:

    Ah???? Agora entendi porque ele tinha uma tara por cantar o pintinho amarelinho….

  7. Rose liBloemer disse:

    É agora o que a mãe dele vai falar no fantástico, era melhor ter aceitado a Rose ou um homem. Coitado do Gugu deve estar agitado onde está agora. Que descansa em paz .

  8. CURITIBA JA disse:

    NÃO ENTENDI, GUGU ERA BAITOLA???????

  9. Mara brito disse:

    Virou piada o cara deve tá virando no túmulo de vergonha

  10. Nilo disse:

    Agora apareceu a história verdadeira, GLUGLU gostava de salame. Sacanagem foi deixar a mãe dos filhos dele desamparada, mesmo não tendo nada com ela.

Começa investigação sobre suposto envenenamento do ex-presidente João Goulart, após 37 anos

Cercado de soldados, cordões de isolamento e barreiras. Assim amanheceu nessa quarta-feira, 13, o Cemitério Jardim da Paz, em São Borja, dia da exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart, morto em 1976. Por volta das 8 horas, chegaram as autoridades: primeiro, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos. O governador gaúcho, Tarso Genro (PT), viria numa segunda leva. Deputados estaduais e vereadores são-borjenses eram inúmeros. Aproveitando o assédio da imprensa aos políticos, os familiares de Jango conseguiram entrar no cemitério sem chamar atenção.

Cobrindo completamente o jazigo dos Goulart, uma tenda preta bloqueava a visão não só do túmulo, mas dos peritos, vestidos em macacões brancos. A equipe de brasileiros, uruguaios, argentinos e um cubano – Jorge Perez, diretor da Faculdade de Medicina de Havana – abriu o cemitério nas primeiras horas da manhã. Será coordenada pelo delegado federal Amaury de Souza Júnior, do Instituto Nacional de Criminalística (INC), até a divulgação dos laudos sobre a causa mortis do ex-presidente. Jango morreu no exílio, em uma de suas fazendas na Argentina, e há suspeitas de que tenha sido envenenado.

À noite, após um dia de informações desencontradas, Maria do Rosário confirmou que os trabalhos dos peritos seguiriam até a meia-noite. A urna com os restos mortais do ex-presidente seria transportada na madrugada em um caminhão da Defesa Civil até a base aérea de Santa Maria.

Amizade. Pela manhã, Tarso Genro, também de São Borja, lembrou a amizade com Jango – o ex-presidente o acolheu no Uruguai, quando Genro deixou o Brasil por razões políticas. Mas a atenção voltou aos peritos assim que o delegado trouxe as primeiras informações: já haviam perfurado a gaveta de cimento, onde o caixão esteve por 37 anos, e ali introduziram uma microcâmera e sondas para retirar mostras do ar e liberar gases.

A umidade no interior do jazigo, que preocupava a equipe, era razoável, assim como o estado de conservação do caixão. Hoje, os restos mortais de Jango seguem para Brasília, partindo de Santa Maria, acompanhado por seus filhos e netos. A recepção será feita pela presidente Dilma Rousseff, acompanhada de ministros civis e militares e convidados. Em seguida o caixão segue para o INC, para início das análises que tentarão elucidar se Jango morreu envenenado por agentes da Operação Condor, ou se o coração, seu velho inimigo, teria pifado quando se preparava para voltar ao Brasil, após 12 anos.

Relatos. Ao longo do dia, a história de Jango foi reconstruída por quem conviveu com ele em São Borja. De bombachas, Artur Dorneles, cujo pai trabalhou numa fazenda do ex-presidente, se lamentava. “Ele me pediu, pouco antes de morrer, para ficar atento, e que se lhe acontecesse algo, eu teria que o vingar. E não pude fazer isso”, contou.

A relação da cidade natal do ex-presidente, também berço de Getúlio Vargas e terra de adoção de Leonel Brizola, é marcada por um misto de admiração e mágoa. Jango continuou a conferir projeção a São Borja, após a morte de Getúlio, seu padrinho político. Mas um certo ressentimento vem do fato da família não só ter se ausentado de São Borja por longos anos, mas ter se desfeito de boa parte das fazendas e imóveis, amealhados desde os tempos do coronel Vicente Goulart, pai de Jango.

Para são-borjenses veteranos, também a cidade foi punida com o golpe e o exílio de Jango. “A gente sofreu muito. Este era um lugar vigiado o tempo todo”, lembra Maria de Almeida, mãe do atual prefeito, que conheceu Jango na mocidade, puxando blocos de carnaval.

No exílio, correligionários e amigos do ex-presidente se arriscavam a cruzar a fronteira para se encontrarem com ele. “Ou para que ele pudesse reunir os amigos e churrasquear”, conta o advogado Iberê Teixeira, que guarda um banquinho de madeira que Jango usava na fazenda de Taquarembó, no Uruguai. “Este não dou nem para o museu.”

O médico Odil Pereira, de 83 anos, vive para contar algo que pode ser valioso aos peritos. Quando o corpo de Jango foi trazido a São Borja, passou uma madrugada na Igreja da Matriz. Esperava-se pela chegada de João Vicente e Denise, que viviam na Inglaterra. Como o cadáver entrava em degeneração, levaram o caixão para a sacristia e o abriram para que Odil desse um jeito nas secreções que escorriam pela boca e narinas do morto. “Fiz um tamponamento pesado, de gaze e algodão, para dar tempo dos meninos chegarem.” Isso pode ser vital para a busca de substâncias que podem ter envenenado e matado João Goulart.

Estadão

Manifestante diz ter sido sequestrado e ameaçado após participar de protestos

2507av71Um militante do Psol teria sofrido um sequestro-relâmpago na quinta-feira (25), além de ter ficado em cárcere privado vigiado por quatro homens encapuzados. Rodrigo Antônio d’Oliveira, de 19 anos, também relata que, por participar das manifestações que eclodiram na cidade, vem recebendo diversas ameaças, que chegam pelo celular.

Segundo Rodrigo, as ameaças são feitas desde domingo e, ao ser raptado por 40 minutos, os sequestradores falaram que era para ele ficar calado e parar de participar dos protestos.

O estudante registrou o incidente na Delegacia da Praça da Bandeira (18ª DP), zona norte do Rio, local próximo ao sequestro, onde ele foi ouvido pelo o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o caso está sendo investigado e o delegado responsável já solicitou as imagens da área à CET-Rio. Os agentes vão refazer o trajeto que os criminosos fizeram com a vítima.

O caso do estudante é semelhante à tentativa de sequestro que o sociólogo Paulo Baía sofreu na semana passada, quando estava caminhando pelo o aterro do Flamengo. Segundo Paulo, durante o tempo que ficou no poder dos sequestradores, ele teria sido avisado para parar de falar da postura da Polícia Militar nas manifestações.

R7