Correio Braziliense
A Copa do Mundo do “puxadinho”
Representante das principais empreiteiras do país, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) faz uma previsão sombria sobre o principal evento esportivo que o Brasil sediará nos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014. Segundo a entidade, o país perdeu o tempo do Mundial e as obras de infraestrutura nem sequer sairão do papel. Para o presidente da entidade, Paulo Safady Simão, “puxadinhos” serão improvisados para dar ares de obra feita e o saldo da empreitada será negativo, tanto para os cofres públicos quanto para imagem brasileira perante a opinião pública internacional. “É claro que vamos passar vergonha diante dos turistas”, comentou Simão. Em palestra ontem, em Belo Horizonte, ele afirmou ainda que nem mesmo o novo modelo de licitações, à espera da sanção da presidente Dilma Rousseff, cumprirá o objetivo de acelerar as obras. Para ele, o sistema criará mais um problema: “O Regime Diferenciado de Contratações (RDC) é um campo aberto à corrupção”.
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